Capítulo 13
Isabella
Não, ele não. Eu fiquei estática ao escutar a voz masculina, peculiarmente arrastada, impregnada com o sotaque sulista. Engoli em seco e senti minhas pernas fraquejarem.
Pense em algo Bella, sua idiota.
Mas eu não consegui pensar em nada. Meu cérebro havia congelado devido à figura a minha frente. Jasper estava exatamente igual, ele me olhava fixamente esperando pela resposta, mas seus olhos vermelhos estavam me deixando desconcertada. Eu não estava acostumada com olhos assim.
Eu precisei de quatro anos para esquecer tudo, para me fechar e para colocar um escudo em volta de mim, e apenas com um cumprimento, Jasper tinha conseguido quebrá-lo em pedaços. E como se não bastasse, o vampiro filho da puta conseguia sentir tudo o que eu estava sentindo. Meu nervosismo era quase palpável, e meus batimentos cardíacos estavam altos até para os meus ouvidos, que eram preenchidos com os assovios do vento gelado e forte.
Mas eu não ia demonstrar fraqueza. Acenei com a cabeça, sem esboçar um sorriso sequer.
- Boa noite.
O vampiro sorriu. Os dentes perfeitos e brancos. As covinhas aparecendo no rosto talhado de pedra. Apoiou o corpo na perna esquerda e continuou a olhar para mim.
Saia daí.
A voz interior gritava para mim. Sempre fora meu extinto de proteção. E eu resolvi escutá-la, já que era sempre ela que me guiava nas horas mais difíceis. Acenei com a mão para ele, em uma espécie de cumprimento casual. Entrei no carro rapidamente e fechei a porta. Estava quente lá dentro, mas eu desconfiava de que parte do calor vinha de dentro do meu corpo. Retirei o cachecol e joguei a bolsa no banco de passageiro, ligando a picape.
A luz do farol bateu no vampiro, mas ele não se mexeu. Com o espaço que tinha, eu poderia manobrar com facilidade. Virei-me novamente e saí do estacionamento, em uma velocidade que não era normal para uma pessoa sã que estava saindo da faculdade à noite. Olhei pelo espelho do carro, Jasper apenas fitava o automóvel, o olhar distante.
Minhas mãos tremiam. Fechei os olhos por um instante. A rua não tinha muitos carros e estava escura. De repente uma buzina chamou minha atenção e eu me assustei. Eu quase tinha avançado em um cruzamento.
Calma, Bella, você não que sofrer um acidente de carro um ano antes de se formar.
Respirei fundo, inalando o cheiro característico do meu carro. O sinal abriu e eu avancei. A velocidade agora era tranqüila e meu coração já batia em um ritmo saudável. Mais dez minutos e eu chegava em casa. Eu precisava de uma caneca de café forte. Bemforte.
Tamborilava os dedos no volante, passei a mão esquerda pelo cabelo, jogando-os para trás, mesmo sabendo que seria inútil, uma mecha sempre caía no rosto. De repente uma figura apareceu na frente do meu carro e eu tive que enterrar com força o pé no freio. A picape fez um barulho estranho e eu quase bati a cabeça no vidro.
- Mas que mer...
Mas a figura já tinha sumido. E eu desconfiava de que apenas uma pessoa, ou melhor, apenas uma espécie poderia ter essa velocidade. Eu não estava tão lerda de sono. Para falar a verdade, eu estava elétrica demais para alguém cansado.
Escutei alguém bater no vidro e gritei. Olhei para fora e Jasper sorria para mim. Fechei os olhos e pedi para Deus – ou alguma entidade qualquer – me dar paciência e força. Eu sabia que se eu abrisse o vidro, também estaria abrindo um espaço para alguma coisa que eu ainda ia descobrir.
Meus dedos ainda tamborilavam no volante. Depois de quase ter me feito sofrer um acidente de carro e ter me seguido, eu sabia que Jasper não iria desistir. Tranquei meu maxilar e abri o vidro. Jasper ergueu as sobrancelhas.
- Por que fugiu?
Perguntou-me como se fosse um diretor perguntando ao aluno porque este havia fugido da escola. Olhei para o vampiro e ele sorriu. O cheiro de hortelã se misturava com o cheiro de gelo, fazendo uma combinação perfeita de dar água na boca. Eu mordi minha língua.
- Eu não fugi. Apenas quero ir para casa, tive um dia cheio.
Respondi dando de ombros. Ele riu e seu hálito chegou ao meu nariz, fazendo-me arrepiar. Eu sabia que os arrepios não eram de frio. Meu carro já estava gelado e ao soltar a frase, uma nuvem de fumaça saiu da minha boca, indicando que meu corpo já estava sentindo as conseqüências da temperatura. Nada saiu da boca dele. Jasper era frio por dentro, literalmente.
- Posso?
Ele apontou para o banco do passageiro e eu arqueei uma sobrancelha em descrença. Jasper apenas continuou a me fitar. Os olhos vermelhos estavam me deixando inquieta, e eu faria de tudo para não fitar tais orbes por muito tempo.
- Eu vou te seguir, de qualquer maneira.
Xinguei mentalmente Jasper e amaldiçoei a velocidade dos vampiros. Assenti para ele, destrancando a porta. Em questões de milésimos, o vampiro estava ao meu lado, sentando no banco de passageiro, e deixando meu carro com o seu cheiro peculiar. Depois de quatro anos, eu realmente poderia acreditar que estava ficando louca. Quase ri com isso, se a situação não fosse tão desagradável. Ele me olhou.
- Vamos?
Engoli em seco e saí dos meus pensamentos ridículos. Liguei o carro novamente. Percorri as últimas ruas em direção ao meu prédio em silêncio. Com a minha visão periférica, podia distinguir a silhueta de Jasper, e sabia que o vampiro não havia tirado os olhos carmins de mim a viagem inteira. Ele estava estático. Parecia uma estátua que eu havia comprado na loja de artes e resolvido colocar na sala.
Reconheci o prédio cor de tijolo e comecei a desacelerar, abrindo o portão com o controle e entrando na garagem. Manobrei até encaixar a picape com facilidade na vaga costumeira e desliguei o carro. Jasper já não estava dentro dele. Procurei meu cachecol e minha bolsa, mas não achei. Levei meu segundo susto com Jasper batendo no vidro. Ele abriu a porta e eu reconheci os dois objetos perdidos pendurados em seu braço.
- Eu posso abrir a porta, Jasper.
Falar claramente o nome do vampiro fez com que minha boca esquentasse. Ele se contentou em sorrir, me entregando o cachecol e a bolsa. Enrolei o pedaço de lã no pescoço, agora impregnado com seu cheiro. Lavaria no dia seguinte. Olhei para o vampiro.
- O que você quer?
Ele deu de ombros e vendo Jasper assim, se eu não o conhecesse, o rotularia como um homem inocente.
- Apenas conversar.
Passei a alça da bolsa para o ombro, pegando a chave do apartamento e encostei na picape, minhas costas gelaram e eu senti a blusa de frio ficar úmida. Bella ,sua burra. Cruzei as pernas enterrando os saltos das botas nos resquícios de gelo que ainda estavam no chão da garagem.
- Eu acho que eu não tenho nada para conversar com você.
Outra bolinha de fumaça saiu da minha boca e eu comecei a sentir minhas costas doerem devido ao frio, mas não sairia da minha posição. Cada gesto meu era gravado pelos olhos vermelhos dele, e isso estava me deixando incomodada.
- Euquero conversar com você.
Falou pausadamente, como se eu fosse uma criança que estivesse aprendendo a falar. Tranquei meu maxilar. Eu sempre me sentia assim quando estava perto de Jasper. Finalmente, desencostei o corpo da picape e fiquei reta, me aproximando sem querer do vampiro. Arqueei as sobrancelhas para ele.
- Pode falar.
Ele sorriu para mim. Eu não quebrei o olhar. Jasper não iria ver demonstrações de fraqueza da minha parte. Não mais.
- Onde estão seus modos, Isabella? Você deve estar congelando.
Eu poderia desmentir o vampiro, mas meus dentes já começavam a bater e meu corpo pedia por algo quente no momento. Bufei com falta de paciência e acenei para Jasper me seguir. Ele não relutou.
Subimos as escadas e abri a porta do meu apartamento para Jasper entrar.
Pense bem no que está fazendo.
A voz me alertava, mas eu sabia que era inútil escutá-la. Joguei a bolsa na poltrona que ficava perto da porta e as chaves em cima de móvel. Ao fechar a porta, senti meu corpo começar a se esquentar. Jasper entrou sem fazer barulho e parou ao meu lado. Passou os olhos rapidamente pelo apartamento, mas não disse nada, e não parecia surpreso.
Ao contrário do que ele estava pensando, qualquer pessoa que entrasse no meu apartamento se perguntaria como que eu tinha conseguido tudo aquilo em tão pouco tempo. O apartamento era feito para uma pessoa. Meu quarto era grande, com uma janela enorme que cobria uma parede quase que completamente, sempre ficava fechada e, de vez em quando, coberta por uma fina cortina branca, já que no Alasca sempre estava frio e não fazia sol.
Por Deus! Eu tinha uma suíte com apenas vinte e dois anos. E a suíte tinha banheira. Que não era gigante, mas era algo. O resto do apartamento se dividia em uma sala espaçosa com lareira, uma cozinha de tamanho médio, mas o suficiente para uma pessoa, e a pequena entrada, onde estávamos parados. Poderia dizer que estávamos no meu loft, e não no meu apartamento. Mas isso não importava para Jasper.
Andei em direção a lareira, acendendo-a com agilidade e Jasper me seguiu, sem fazer um barulho. Eu teria que me acostumar novamente com isso.
Não, Bella. Você apenas vai conversar com Jasper e ele nunca mais irá te importunar, você não precisa se acostumar com nada.
Virei-me para o sofá e me sentei, esperando pela primeira palavra do vampiro. Ele voltou a passar os olhos pela sala, mas parou em um ponto fixo e sorriu. Eu vinquei a testa com seu gesto.
- Você ainda não limpou a mancha de café?
Depois que Jasper fez a pergunta, demorei segundos para entendê-la. Mas quando a processei, rapidamente todas as minhas perguntas estavam respondidas. O cheiro, o maldito cheiro no meu apartamento. A janela aberta. Eu havia derrubado o café ontem à noite, Jasper estava do meu lado quando isso havia acontecido. Jasper, o maldito vampiro, estava no meu quarto, enquanto eu tomava banho calmamente. Meu sangue ferveu rapidamente, fazendo todo o meu corpo esquentar sem que precisasse de nenhuma lareira, eu olhei com fúria para o vampiro e esse carregava um sorriso jocoso nos lábios.
- Você...
Levantei do sofá e caminhei dois passos até ficar de frente para o vampiro, ele era alto, eu tive que olhar para cima para encará-lo.
- Não ouse mais entrar no meu apartamento, Jasper.
Ele apenas continuou a sorrir. Não havia levado a sério a ameaça, e pensando melhor, feita por mim, um ser humano frágil e pequeno, parecia tolice que eu sequer havia pensado que assustaria o vampiro. Ele passou o dedo pelo meu braço e eu amaldiçoei meu corpo quando ele se arrepiou, dando a certeza de que havia gostado do toque. Mas meus olhos ainda estavam cravados nos olhos carmins de Jasper.
- Eu só queria ver você...
O hálito chegou mais forte devido a proximidade e eu engoli em seco, desviando o olhar e voltando a me sentar no sofá. Jasper acompanhou o gesto. Sentou-se com as pernas abertas e me olhou. Eu arqueei as sobrancelhas.
- Por que queria me ver?
Ele pensou por um segundo e deu de ombros, mas não respondeu a pergunta. Eu mordi a língua com força para não xingá-lo ali mesmo.
- Não sentiu minha falta, Isabella?
A mesma mania de me chamar pelo nome inteiro. O mesmo rosto. O mesmo sotaque sulista. O mesmo estilo de vestir. O mesmo cabelo loiro e ondulado. O mesmo sorriso torto. As mesmas covinhas. Meu pesadelo estava na minha frente, mas dessa vez em carne e osso, e eu não teria forças – físicas – para expulsá-lo dessa vez. Dei de ombros para ele e me levantei, eu precisava de um café forte. Caminhei para detrás da bancada da cozinha.
- Sentiu falta de alguém, Isabella?
Quase deixei o copo cair com a sua pergunta. Segurei-o com força e ele se espatifou, cortando minha mão levemente. Um filete de sangue saiu e eu tratei de colocar o pano por cima rapidamente, apertando-o contra minha mão. Escutei a risada de Jasper, ele olhava tudo com calma.
- Pare com isso, Isabella.
Eu engoli em seco e soltei o pano, o sangue já havia estancado. Esqueci completamente o café. Eu precisava de algo mais forte. Procurei a garrafa que Michael havia me dado no final de semana passada. Um pretexto para vir aqui. Abri a porta do armário e peguei a garrafa de Vodka, derramando o líquido transparente no copo até ele ficar quase cheio.
Tomei um gole e minha garganta queimou, tonteei um pouco e fechei os olhos. Quando os abri Jasper estava ao meu lado.
- Merda, Jasper!
Espalmei minha mão no peito duro do vampiro, tentando empurrá-lo. Ele entendeu o que eu queria e deu um passo para o lado e eu voltei para a sala, sentando-me no sofá. Ele se sentou ao meu lado, me olhando com a testa de pedra vincada.
- Você me perguntou se eu senti falta de alguém?
Tomei mais um gole da bebida forte e dessa vez desceu um pouco melhor. Mas a bebida era algo traiçoeiro, e eu já estava sentindo o efeito disso.
- Coloque-se no meu lugar uma vez em toda a sua maldita vida imortal. Você se imagina sendo abandonado por todas as pessoas que você ama... de uma vez?
Ele ficou estático e não me respondeu. Pela primeira vez na noite desviou os olhos vermelhos dos meus e passou a mão pelo cabelo loiro. Abaixou a cabeça e trancou o maxilar.
- Eu não sei como é ser abandonado.
A resposta foi ambígua e com vários significados, eu não entendi o que Jasper queria dizer com isso. Antes que eu pudesse me refrear, virei-me para o vampiro.
- Jasper, você voltou com a dieta antiga?
Pergunta idiota e que seria respondida apenas olhando-o nos olhos. Ele sorriu maliciosamente. Olhou para mim e eu me arrepiei com a cor de seus olhos. Merda, nem se eu quisesse, eu conseguiria me acostumar com isso. Jasper se aproximou lentamente e voltou a passar o dedo pelo meu braço, fazendo-me arrepiar por inteiro. Eu derramei o resto da Vodka na boca e engoli.
- Voltei sim. Sabe como é, Isabella... a carne é fraca...
Seus dedos seguraram com um pouco de força meu braço e eu me levantei rapidamente, fazendo-o se sobressaltar. Caminhei em direção ao balcão da cozinha e coloquei o copo vazio ali. Virei-me para ele.
- Odeio pessoas fracas.
Ele sorriu maliciosamente. Sempre quando eu tentava alfinetar Jasper ele conseguia fazer isso parecer uma coisa ridícula. Em segundos o vampiro estava ao meu lado de novo. Olhava o copo vazio. Apoiou a mão branca no balcão e me virou para me fitar de frente.
Eu tive que fazer a única coisa que eu poderia fazer no momento.
- Jasper, onde está Alice?
Seu sorriso morreu no mesmo momento. Eu tive que reprimir o meu sorriso quando percebi que havia atingido o vampiro. Ele suspirou e me olhou com os olhos vermelhos.
- Não vejo Alice faz três anos, Isabella.
Vinquei a testa. O vampiro não parecia triste, mas estava pensativo. Olhou para o chão e engoliu em seco. Eu fitei a figura a minha frente. Jasper era bonito e não precisava fazer nada para isso.
- Eu não vejo nenhum Cullen faz mais de três anos.
Jasper tinha acabado de me dar uma informação preciosa. Uma informação que quatro anos atrás eu gostaria muito de ter recebido. Mas não foi possível. Afinal, eles me abandonaram sem deixar nenhuma carta, nenhum endereço. Apenas se foram. Agora, a informação era vazia e sem sentido. Meu sangue ferveu com a lembrança e eu me lembrei de que o vampiro na minha frente fez parte de tudo.
- Sei como se sente.
Afastei-me dele novamente, indo em direção a janela e olhando a noite gelada. Os flocos de neve caíam intensamente, fazendo tudo lá fora parecer uma coisa só. Jasper chegou perto de mim aos poucos. Ainda estava sério e não disse nenhuma palavra.
- Afinal, Edward me abandonou porque disse que eu não era a mulher certa para ele. E depois eu não o vi mais. Eu não vi nenhum de vocês depois disso... por quatro malditos anos.
Jasper estacou, ficando imóvel, ao meu lado. Eu olhei para ele. Não choraria. Nunca mais choraria por qualquer vampiro. Eu odiava sua espécie. Eu odiava os Cullen. E eu odiava Jasper com a mesma intensidade.
- O quê?
Ele perguntou confuso. Eu tranquei o maxilar com força, escutando os dentes se arranhando.
- Edward me abandonou porque era um covarde, todos vocês são. Seres feitos de pedra. Frios por fora e por dentro. Vazios. E sempre vão ser assim. Não evoluem porque estão parados no tempo. Eu tenho nojo de vocês.
Falei, praticamente cuspindo. Jasper foi atingido com minhas palavras. O vampiro fechou a cara e pegou o meu braço com força. Mas eu o puxei do seu aperto, sentindo uma dor forte pelo ato impensado.
- Não encoste em mim, Jasper.
Jasper recuou a mão um pouco, mas não se afastou de mim, me olhou com fúria nos olhos vermelhos e eu me arrepiei.
- A Isabella que eu conhecia gostava do meu toque.
Ele tentou me machucar com as palavras. Mas eu não me importei. Vindo do vampiro filho da puta na minha frente, eu já esperava esse tipo de reação por parte dele.
- A Isabella que você conhecia morreu no momento que você a fodeu.
Ele trancou o maxilar, os olhos ficando em um tom vermelho escuro. Mas não respondeu nada, apenas engoliu em seco. Sua expressão era de fúria e eu não mudaria a minha de modo algum. Demonstrar fraqueza era algo que eu não estava pretendendo no momento. De repente a expressão de Jasper desanuviou. A testa voltou a ficar lisa e os olhos vermelhos claros. Ele parecia... calmo. Olhou meu corpo por inteiro e voltou a vincar a testa. Fechou os olhos por um momento e deu um passo para trás.
- Eu preciso ir.
Antes que eu pudesse responder, o vampiro tinha aberto a janela e pulado do segundo andar. O vento frio cortou minha pele e eu a fechei rapidamente. Olhei para meu reflexo no vidro. Meu corpo inteiro tremia.
Eu estava só no meu apartamento, enfim. Olhei para o relógio do meu quarto e esse marcava meia noite em ponto. Tirei minhas roupas, tomando o cuidado de me trancar no quarto antes, e deitei na minha cama, programando o despertador. Fechei os olhos e lágrimas começaram a se formar.
Mas eu podia chorar agora, eu estava com a ferida aberta novamente e estava sozinha. E eu queria morrer de novo.
Eu odiava Jasper.
