Capitulo 13

A manhã foi agitada, Kate queria deixar o máximo possível de seus afazeres prontos para poder se ausentar um pouco durante a tarde sem que dessem por sua falta.

Depois do almoço, Sabrina foi deitar-se pois estava se queixando de uma dor de cabeça e Kate aproveitou a oportunidade para sair.

Ao avistar o pé de maracujá alguns metros à frente, Kate avistou também Sawyer que já estava a sua espera sentado debaixo da sombra da árvore que não era muito grande e seu cavalo estava pastando não muito distante dali.

KATE: Faz tempo que tá aí?

SAWYER (DEBOCHADO): Suficiente pra achar que você tinha se perdido no meio do caminho.

KATE: Não deu pra sair antes.

Sawyer ficou de pé quando Kate chegou até ele.

SAWYER: Se divertindo?

KATE (IRONICA): E como! A mulher parece que não consegue fazer nada sozinha!

SAWYER: Pra que ela vai fazer se tem você ali pra isso?

Kate fechou a cara para Sawyer que mudou de assunto.

SAWYER: O que queria falar comigo?

KATE: Tá sabendo da festa dos Sheppard?

SAWYER: Quem não tá? A cidade toda foi convidada.

KATE: No dia eu vou ter a oportunidade de dar uma olhada na casa enquanto todo mundo se prepara pra festa.

Adivinhando que isso não era tudo, Sawyer insistiu.

SAWYER: Mas...?

KATE: Mas pra vasculhar de verdade, procurar por algum cofre ou coisa parecida eu teria que ficar sozinha na casa.

SAWYER: Vamos tirar a Sabrina de lá.

KATE: Como?

Kate estava preocupada por não conseguir pensar em como tirar a Sra. Rutherford de casa para que ela pudesse fazer sua parte do plano.

SAWYER: A festa é semana que vem. Até lá penso em alguma coisa.

Ele assegurou.

Kate foi até o cavalo de Sawyer e fez um carinho na crina do animal.

KATE: Como estão as coisas na cidade?

SAWYER: Não faz nem dois dias que veio pra cá e já tá com saudades da cidade?

KATE: Isso aqui é um tédio, Sawyer!

Ele riu e Kate o encarou.

KATE: É sério! Eu não nasci pra ficar cuidando de casa!

SAWYER: E nasceu pra que então, Sardenta?

KATE: Qualquer coisa, menos isso!

Sawyer achou graça da sardentinha parada bem a sua frente. Ela é uma contradição ambulante, age como uma donzela indefesa para logo em seguida mostrar-se mais esperta que uma raposa. E isso o está deixando a cada dia que passa mais encantado.

SAWYER: Quer sair daqui um pouco?

Sawyer estendeu a mão para Kate que aceitou o convite. Ele a ajudou a subir em seu cavalo, em seguida também montou no animal e saíram galopando.

Era quase fim de tarde quando Kate e Sawyer retornaram do passeio. Ele vinha na frente puxando o cavalo que Kate ainda estava montando.

Por segurança, ao invés de deixá-la perto da casa, Sawyer preferiu voltar para o ponto de encontro.

Chegando perto do velho pé de maracujá, Sawyer ajudou Kate a descer do cavalo. Eles deixaram o animal e seguiram caminhando mais um pouco.

KATE: Sabe duma coisa? Esse lugar é mais bonito do que eu imaginava.

SAWYER: Ah, é? E como imaginava?

KATE: Terra seca, terra seca... e mais terra seca.

Os dois riram. Mas Kate ficou séria de repente e apontou com o olhar para a direção da casa. Sawyer virou-se para saber o que a tinha surpreendido e viu alguém vindo em direção a eles.

SAWYER: Melhor eu me mandar.

KATE: É, é melhor.

Sawyer voltou até seu cavalo e estava pronto para montá-lo e seguir seu caminho quando parou e olhou para trás. Quem quer que esteja vindo atrás de Kate ainda estava há uns bons metros de distância.

Sawyer, então deu meia volta e surpreendeu Kate com um beijo. Ele tinha as duas mãos segurando firme o rosto dela que parecia não saber o que fazer a não ser retribuir o beijo que só foi quebrado quando ambos ouviram um dos criados da fazenda chamar o nome de Kate.

Kate e Sawyer se entreolharam ternamente por um breve segundo, então ele partiu de vez, pois se ficasse mais um pouco não só estragaria o plano como também colocaria Kate em encrenca.

Ela ficou vendo-o sumir no horizonte antes de voltar sua atenção para o criado que estava a chamando e voltar para a casa.