Reverto Umquam

Versão em português da fic "Reverto Umquam"

Autora: Jaina-com-mx

Tradução (autorizada): Inna Puchkin Ievitich


CAPÍTULO 14

Draco Malfoy tinha Hermione Granger fortemente segura enquanto bailavam ao compasso da música, e apenas transcorreram uns segundos para dar-se conta da crua verdade: Estava muito impressionado com a elegância e a inteligência da bruxa.

Bastou somente observá-la durante a ceia para dar-se conta do quão suspicaz e diplomática era. Uma verdadeira líder inata. Claro, algo muito difícil de poder aceitar por parte dele, mas... realmente assim era.

O Sonserino recordou durante o baile que uma vez estivera igualmente impressionado e havia sido no quarto ano. Era a primeira vez que tinha visto Hermione Granger tão bonita e agora, com 17 anos, sua formosura havia aumentado. Complicado... muito complicado.

Hermione quase tremia entre seus braços ao sentir aquele olhar cinza sobre seu rosto. Não soube que movimento ou feitiço fez o Sonserino para despojá-la de sua máscara, nem como ele despojou-se de sua própria e sob que propósito, mas estava claro que ela precisava de muito mais coragem para enfrentá-lo em um lugar à vista de todos, sem chamar muita atenção.

Draco intensificou o olhar e quase esteve a ponto de sorrir quando notou o nervosismo da jovem Grifinória. O garoto lentamente foi separando seus lábios para falar-lhe e Hermione pensou que estava a ponto de dizer alguma de suas tantas tolices, razão pela qual preferiu adiantar-se.

- Advirto você de que se tentar dizer algumas de suas grosserias vai perder o seu tempo, porque não vou escutá-lo. - Foram as palavras de Granger.

O loiro olhou-a confuso por uns instantes e sorriu de lado, enquanto a segurava pela cintura e pela mão. Sua máscara permanecia sobre sua cabeça, como a de Hermione. Ambos inimigos podiam ver-se cara a cara.

- O que vai fazer se intento dizer isso que você diz, Granger? - Perguntou Draco, sem poder evitar um tom de zombaria em suas palavras.

- Vai lamentar. - Respondeu entre dentes.

- Vai enviar Weasley e Potter para me golpearem?

- Tenho suficiente destreza para ser eu quem enfrente você.

- Você o diz pelo golpe que me deu no terceiro ano? - O garoto bufou. - Isso não é nada Granger. Você pôde fazê-lo porque seus amigos estavam encobrindo-a.

- Desta vez estaremos sozinhos... - disse Hermione, em voz baixa.

O loiro ergueu uma sobrancelha.

- Isso soou como uma insinuação de sua parte, Granger...

- Não seja ridículo... eu não me referia a... - A garota se ruborizou. Até esse momento não havia percebido o sentido de suas palavras e Malfoy tivera a habilidade para utilizá-las em seu desfavor.

O loiro riu suavemente e Hermione ruborizou ainda mais.

- Teria que ser tremendamente estúpida para pensar em... no que está pensando... - disse, olhando-a fixamente.

- Claro que não! Quem iria querer ter um arrogante e imbecil como você para namorado? Deve ser bastante tedioso... - Hermione olhou-o, desdenhosa.

- Creio que esta conversa chegou muito longe. - disse Draco depreciativamente. - Nem sequer se atreva a imaginar que você e eu poderíamos... somente em seus sonhos... Grifinória.

- Você quer dizer "meus pesadelos". - Enfatizou a garota.

Draco entrecerrou os olhos e sorriu. Hermione não podia evitar continuar tremendo. Durante os movimentos do baile às vezes ficava demasiadamente próxima dele, quase podia aspirar o perfume do loiro: um aroma refrescante e mentolado.

O garoto comportava-se como um verdadeiro cínico. Quase esteve a ponto de dizer algo, mas a música cessou e viu-se na necessidade de guardar silêncio. Hermione, ao ver que alguns casais retornavam para suas mesas, tentou fazer o mesmo mas o loiro segurou-a com mais força pela cintura.

Hermione olhou-o assustada, no entanto o loiro sequer correspondeu o olhar. Estava absorto observando uma mesa, onde havia um grupo de pessoas do Ministério.

Começou suavemente uma melodia triste e lenta. Os fantasmas, alunos e professores uniram-se à dança por entre as abóboras flutuantes e a bruma.

Por algum motivo, Draco não quis separar-se de Hermione senão que preferiu continuar a dança seguinte, e Hermione não o rechaçou. Draco começava a sentir uma leve cócega no estômago, que se unia ao desejo de apartar Granger de seu caminho, mas... não pode fazê-lo.

Ela formava parte de um segredo que desde antes sentia, mas que havia estado lutando para desterrar por completo de seu ser. Não era amor porém tampouco podia dizer que repudiava Hermione, na realidade Draco não tinha idéia do que era mas ela, a seus olhos, era o tipo de mulher que o atraía.

Uma mulher fantasma movia-se ao compasso da música enquanto entoava um coro com umas mulheres, também fantasmas. O conjunto estava composto por seres não-vivos, que flutuavam por cima dos convidados. Para Dumbledore pareceu adequado que fossem "Os Guilhotinados" quem entretivessem o Baile de todos os Santos, devido a seu principal motivo: Homenagear os mortos da Guerra contra Voldemort.

Alguns membros do Ministério não estavam muito de acordo que fossem fantasmas que tocassem no Baile, porque dava-lhe um ambiente muito sinistro; contudo, os alunos pareciam estar bastante satisfeitos.

Harry e Rony não perdiam de vista sua melhor amiga e ambos estavam desconcertados pela tranqüilidade com a qual Malfoy dançava com ela. Não puderam deixar de lado a preocupação que tiveram quando os Monitores decidiram dançar a segunda música. Gina e Luna lançavam-se significantes olhares e Neville não podia fechar a boca ante o rítmico movimento entre os dois Prêmios Anuais. Os Sonserinos pareciam serpentes enroscando-se desde seu covil à espera de atacar e era Blaise quem se retorcia de raiva.
Tudo isso passou desapercebido pelo Sonserino e a Grifinória, que não deixavam de olhar-se nos olhos.

Draco não podia evitar tremer levemente ao querer analisar o exame ocular que a garota lhe fazia, e não porque tivesse medo do que ela pensava dele, mas sim porque agora estava confuso do que se passava com Hermione Granger.

O jovem bruxo sabia perfeitamente, ou ao menos agora recordava, que no futuro existiria uma mulher que abrir-lhe-ia as portas do mundo e que enchê-lo-ia de uma felicidade indescritível. Essa havia sido a premonição de Irina antes de ir-se para sempre. "Hermione Granger seria essa mulher?"

- Quisera saber... - Murmurou Draco, muito próximo dela, enquanto davam uma volta. - que raios está vendo...

A garota ruborizou-se levemente mas ergueu o rosto com valentia.

- Me perguntava porque você não me abandonou no meio da pista, antes de começar a segunda música.

- Por minha bondade. – Respondeu, com um sorriso malicioso.

- Sua bondade? - A garota sorriu, sarcástica. - Você deve estar brincando, porque duvido que conheça o significado dessa palavra.

- Não estou sendo amável com você, se é isso o que pensa...

O ritmo da música começou a fazer-se um pouco mais rápido e os jovens começaram a dar voltas por toda a pista, num círculo perfeito com os outros casais. No meio do círculo colocou-se um conjunto de casais fantasmas, e as fadas brilharam com maior intensidade ao redor deles.

Harry fazia parte dos tantos casais que dançavam e praticamente esteve mais atento a Draco e Hermione que em sua acompanhante. Gina não se viu afetada por isso, posto que também estava sentindo-se incômoda pela maneira como Draco e Hermione dançavam, como se fossem velhos conhecidos, porque não deixavam de falar e de olhar-se.

Hermione desejava mais que nunca que a dança terminasse, para separar-se completamente de Malfoy e deixar de fundir-se em seus olhos cinzas. Os rogos da Grifinória foram ouvidos, pois a música terminou e alguns casais regressaram a seus assentos.

Contrariamente ao que se espera de um cavalheiro, Draco abandonou Hermione em meio a pista, sem nenhuma palavra de consideração. O garoto dirigiu-se, com orgulho e satisfação, até um grupo de pessoas do Ministério, que conversavam animadamente sobre política e investimentos: o prato favorito de Malfoy.

A Grifinória quase pode sentir os olhares dos Sonserinos sobre ela, sobretudo os de Pansy Parkinson e Blaise Zabini. Rapidamente reagiu e caminhou em direção à mesa de seus amigos, mas uma voz a deteve na metade do caminho.

- Novamente nos encontramos, Senhorita Granger. - disse o bruxo com um sorriso e desfazendo-se de sua máscara.

- Sr. Malfoy! - Exclamou a garota, desconcertada. - Co-como...? Como é que está aqui?

Lethar Malfoy fez uma inclinação no modo de saudação e sorriu radiantemente.

- Meu chefe, o Sr. Charles Smith, e eu não pudemos chegar a tempo à cerimônia devido a uns assuntos de nosso Ministério. Tivemos que sentar-nos à mesa de uns jovens muito simpáticos.

- Oh! Estou verdadeiramente surpresa. Não esperava voltar a vê-lo. - disse Hermione, quase recompondo-se de sua estupefação.

- Era de se esperar que eu, sim, saberia que a veria. Você está encantadora. - disse o bruxo, com o olhar fixo nela.

A garota não pode evitar enrubescer.

Vamos, vamos... entendemos que isto é um baile, mas ao menos toquem algo mais alegre... nem todos estamos mortos!

Hermione voltou a olhar o bruxo que havia dito tal coisa. Tratava-se de Homero Donovan, um bruxo bonachão que trabalhava no Departamento de Escolaridade. Os músicos fantasmas se indignaram com o comentário de Donovan, contudo concordaram em tocar algo mais alegre.

A Lethar pareceu engraçado posto que sorriu. Hermione olhou dissimuladamente para a mesa de Harry e o encontrou, junto com o restante dos outros, num estado dos mais sérios. Seu amigo ruivo era quem a fulminava com o olhar e, por razões óbvias, não deixava de observar Lethar.

- Deseja dançar esta música comigo, se não for inconveniente? - Perguntou Lethar, com todo o cavalheirismo.

A garota engoliu em seco. Quase podia sentir as mãos de Rony aprisionando-lhe o pescoço para asfixia-la, sentindo-se pisoteada por Harry ou Gina. Podia escutar a palavra "Traidora" em seus ouvidos mas... pela forma como Lethar havia pedido que dançassem, não pode negar-se.

Hermione sentiu-se francamente elevada ao compasso da música. O bruxo era um magnífico dançarino e sua aparência amistosa fazia-a desfrutar plenamente do momento. Os alunos e professores uniram-se à dança e prontamente Hermione deixou de preocupar-se com o fato de Harry ou Rony estarem observando-a.

A garota olhava-o ainda admirada e Lethar parecia saborear o desconcerto da adolescente.

- Seguramente está se perguntando o que faço aqui. Não é certo? - Questionou o bruxo.

A garota assentiu com a cabeça.

- Trabalho para o Ministério da Magia dos Estados Unidos. Especificamente na Associação de Intercâmbio Escolar Internacional.

Hermione olhou-se, assombrada.

- Intercâmbio escolar?

- Criamos planos de intercâmbio de alunos para irem a outros colégios. - disse Lethar com seriedade.

- Nunca tinha ouvido sobre tal associação.

- É um projeto relativamente novo. Antes estava relacionado à questões burocráticas, mas agora nós vimos aqui para oferecer programas de intercâmbio ao diretor de Hogwarts: o professor Dumbledore.

Hermione sorriu a exemplo de Lethar. A garota sentiu-se quase tão à vontade como estaria com qualquer um de seus amigos. Desde uma mesa dos Sonserinos, Blaise Zabini dobrava o seu guardanapo com endemoninhado mau humor, sem importar-se com a indignação de Pansy. Crabble e Goyle comentavam em voz baixa sobre a identidade do homem com o qual Hermione dançava.

Parvati, Lilá e outro grupo de garotas de Grifinória perguntavam-se umas às outras quem era o cavalheiro loiro de olhos verde-mel que dançava com Hermione Granger. Algumas Corvinais, entre elas a irmã mais jovem de Oliver Wood, não podiam deixar de olhar o casal que dançava. Harry, Rony e Neville prestaram mais atenção ao novo casal enquanto dançavam com suas respectivas acompanhantes.

Draco Malfoy estava muito ocupado numa conversação sobre o material importado que se usa na fabricação de varinhas, mas ouviu uns murmúrios ao redor de si. A mesma curiosidade fez com que se voltasse para ver a pista e foi grande a sua surpresa quando encontrou seu tio Lethar dançando com sua acompanhante de baile, Hermione Granger.

O loiro importou-se muito pouco em distanciar-se da conversa, para poder aproximar-se mais da pista de baile e comprovar para si mesmo que realmente era seu tio.

Draco não pôde evitar sentir seu estômago como se estivesse comprimido. Era uma sensação diferente, porém, nesse momento, quis ir até eles e arrancar Hermione dos braços de seu tio.

Lethar era um homem jovem, contava apenas com 29 anos de idade. Estava na idade em que podia atrair qualquer bruxa e as adolescentes não eram exceções. Sua maturidade física e mental faziam-no parecer aos olhos das garotas um excelente partido, nesse momento garotos como Harry Potter e ele pareciam uns... meninos.

A música terminou e Homero Donovan agradeceu aos descontentes fantasmas, que estavam indignados por terem tocado uma peça tão pouco sinistra.

Lethar ofereceu o braço a Hermione para conduzi-la à sua mesa. Quando estiveram mais próximos, Draco surgiu diante deles com o rosto rígido e o olhar relampejante. Lethar, por sua vez, sorriu divertido.

O olhar cinza de Draco podia significar muitas coisas. Não esperava um encontro com seu parente no mesmo colégio onde estudava, e muito menos com Granger. A garota estava confusa e envergonhada pelo duelo de olhares entre os Malfoy na frente de todo mundo.

- Desculpem... - Foi o que pode dizer Hermione, como escusa para separar-se de Lethar e encaminhar-se em direção a Rony e Luna.

Draco ergueu uma sobrancelha enquanto viu a bruxa desaparecer do panorama.

- Não esperava vê-lo por aqui... - disse o jovem Monitor, com seriedade. - Acreditei que nos havíamos despedido.

- Eu ia contar-lhe mas você não estava de bom humor quando nos despedimos. – Contestou o bruxo, colocando, de novo, sua máscara.

- E ela? - O loiro desenhou uma careta desagradável em seus delicados lábios.

- Ela? Ela é a sua companheira de baile e não vim tomá-la de você, se é isso que o preocupa. - disse o bruxo com voz suave. - É uma adolescente que não está dentro de minhas visões.

- A mim pareceu o contrário. - disse Draco, sorrindo sarcasticamente. - A todos pareceu que eram um casal um tanto quanto peculiar.

Lethar moveu-se um pouco para afastar-se de umas pessoas que haviam parado próximo, com o propósito de observá-lo.

- O que ocorre, Draco? Está com ciúmes?

- Como pode dizer isso! - Exclamou ofendido. - Trata-se de uma impura.

- Pois você não deixava de contemplar essa impura durante a ceia, enquanto, segundo você, conversava com alguém mais. - O bruxo sorriu abertamente.

Draco empalideceu.

- Eu não...

- Admito que você quase me convenceu na tarde de hoje, quando disse que ela estava longe de suas expectativas, mas me dou conta que você se interessa por ela... e muito. - Interrompeu o loiro de olhos verdes.

- Apenas o fazia para rir-me interiormente de sua estupidez. - disse Draco, acomodando a gola da camisa.

- Pois o seu olhar parecia dizer outra coisa, querido sobrinho. - O bruxo tocou-o no ombro. - Você gosta dessa garota há tempos, não é verdade?

- De onde você tira semelhante coisa? Eu não poderia fixar-me nela... é...

- Na mesa onde estive sentado durante a ceia... - Interrompeu Lethar -... disseram-se que ela é Prêmio Anual juntamente com você e que, por isso, eram acompanhantes no baile desta noite. Ela é inteligente e bonita: suficiente para atrair qualquer homem, inclusive você.

- Mas é...

- Impura?

- Essas idéias estão somente na sua cabeça. Lucius sequer está no país para impedi-lo.

- Mas sei... eu sei que não devemos... não devo...

Lethar encarou-o através de sua máscara de faisão. Seus olhos verdes se entrecerraram cheios de malícia e bondade.

- Está admitindo?

Draco olhou-o fixo. Estava sentindo-se enraivecido consigo mesmo pela forma como as coisas fluíam. Acreditou que era uma incrível idiotice de sua parte prosseguir conversando com seu tio sobre Granger. "De onde havia tirado isso de que ele pudesse gostar da garota Grifinória?"

O loiro teve que despedir-se imediatamente de seu parente e, com rapidez, dirigiu-se para a saída do Grande Salão.

Hermione, por sua vez, estava dando explicações a seus amigos por conta da segunda dança com Malfoy e a terceira com o parente de Malfoy. Ao fazer-se de enraivada, pode notar a figura do Sonserino escapulir entres os alunos e encaminhar-se para fora do Salão.

A garota desculpou-se com seus amigos e foi atrás de Draco. O loiro lançava chispas por todos os lados. Sentia-se humilhado e confuso. Como seu tio tinha se atrevido a dançar com Granger? Como havia se atrevido ele próprio a dançar, uma segunda vez, com a sangue-suja?

Demônios! O que se passava? Desde quando ele se sentia enjoado por uma pergunta como a que havia feito seu parente? Ele gostar da bruxa Grifinória? Era uma piada!

Uns passos atrás dele obrigaram-no a deter-se e voltar-se. Hermione estava ao fundo, com o rosto sereno e o olhar mel fixo nele.

- O que você quer? - perguntou com voz altiva.

- Quero que me responda algo. - disse ela com firmeza.

- Não tenho que responder nada.

- Por que cada vez que estou com você me sinto diferente? - Hermione foi aproximando-se lentamente. Draco olhou-a atônito.

- O que... está dizendo, bruxa tola?

- Que estou confusa cada vez que estou com você. Às vezes tenho a impressão de que você é outra pessoa e outras vezes alguém totalmente desconhecido. Até um momento atrás, me senti como se...

Hermione se deteve. Estava tremendo e a coragem de que quase sempre gozava em seu interior estava desmoronando-se. O que lhe ocorria? O que estava fazendo? Como havia se atrevido a pergunta-lo algo assim?

A garota ruborizou e retrocedeu uns passos sob o olhar confuso de Draco. O garoto também tinha um ligeiro tremor nas pernas e, antes que ela desse a volta e partisse, tomou-a fortemente de um pulso.

- O que é que está acontecendo? - Perguntou Draco, com o cenho franzido.

- Não sei... na realidade não sei nada. Tudo se deve ao relicário... eu vi você... sabe? - disse Hermione, tocando o relicário que pendia de seu delicado pescoço.

- A que se refere? - Questionou Draco, mais intrigado.

- A que sei o porquê de você ser tão perverso, tão maligno, e eu quis ignorar essa parte. Irina me disse e eu me nego a acreditar que seja verdade... eu...

- Espera... espera... - Draco atraiu-a para mais perto de si, fazendo com que suas respirações se chocassem. - De onde conheceu Irina? O que sabe dela? Por que diz essas tolices de que já sabe porque sou como sou?

Os olhos mel de Hermione brilhavam com doçura. A garota semi-cerrou os olhos e pendeu um pouco a cabeça.

- Há um momento atrás você dançou comigo pela segunda vez... podia ter me deixado como idiota na pista, mas não o fez... por quê?

Draco não respondeu mas, sim, olhou-a zombeteiramente. Hermione safou-se da mão do Sonserino. Prontamente a imagem soberba e elegante do bruxo adolescente mudou para a de um tímido menino de 9 anos.

A música do violino, as palavras de carinho de Draco à sua tutora quando criança... tudo foi formando uma grande teia de pensamentos, que fizeram com que a jovem bruxa se lançasse nos braços do Slytherin.

Hermione rodeou com seus braços a cintura de Draco, enquanto seu coração palpitava selvagemente.


Nota da Tradutora:

Capítulo novo caprichado pra vocês! Então, gostaram? Como eu disse em nota passada, as reviravoltas sentimentais começaram. No próximo capítulo, surpresas boas virão juntamente com mais um personagem. Aguardem. ;-)

Meu muito obrigado aos leitores de RU e aquele abraço a Fadinha e la Die Die (Se o final do capítulo anterior foi "mal" imagina o desse. ;-) Jaina é má e a Inna também, porque não vou adiantar nadica de nada do que vai acontecer no capítulo seguinte. Mwahua-mwahua-mwahua, o bicho vai pegar! – e não, ele não é o Lethar, safadinhas. ;-) Beijo de língua no cotovelo pras duas e até!) e ...Miss Verônica... (Nem preciso dizer que, pelo visto e pelo dito, você aprovou o capítulo anterior. ;-) Sim, o baile e com ele o início da ruína das máscaras de Draco Malfoy. ;-) Daqui para frente as coisas entre Hermione e Draco vão começar a acontecer como num efeito "bola de neve", entende? – lançando um olhar divertido e insinuante. Bueno, só não vou comentar mais, como gostaria, porque estou um tanto quanto apressada. Entonces, nos vemos no próximo capítulo, sim? ;-) Beijundinha com direito à mordida. Uh! ;-) P.S.1: Você brincando com o seu kit ad infernum para iniciantes me deixa tão orgulhosa! Sinto que estou criando um pequeno monstro e isso me... emociona... chuinf! – secando as lágrimas. P.S.2: ahauahauahauahuahauahaua! Acaso você é que nem eu, que começa a rir feito louca na frente do Pc, a ponto de cuspir a tela com o suco recém colocado na boca? Ou de cair pra trás, levando a cadeira junto – ou ela levando a gente? Ahauahauahuahau, porque eu sou assim, uma total e completa absurdada na frente do Pc – e longe dele também. ;-).

Um cheiro a todos e todas!

Hasta pronto – assim espero. ;-)

Inna