**Naya**
Passei o dia arrumando umas coisas na minha casa e achei estranho a Hemo não ter ligado nem nada, mas queria deixar ela a vontade com a prima louca dela pra ela ir embora logo... quando terminei tudo já era tarde e a falta de noticias da Hemo me faziam ficar bem preocupada, tentava ligar pra ela sem sucesso então decidi ligar pra casa da sua mãe
N – oi...
M – ah é você..
N – a Hemo ta ai? To preocupada com ela
M – ta sim. – ela disse seca
N – posso falar com ela
M – não.
N – o que?
M – Naya ela não quer falar com você, disse que precisa de um tempo
N – han? Ela é minha namorada, eu preciso saber o que foi
M – achou que podia fazer tudo sem ser pega né Naya? To desapontada com você... eu realmente tentei dar uma chance
N – opa opa opa... pera ai, ser pega pelo que? Eu nem sai de casa hoje
M – Naya eu vou desligar, quando ela quiser ela te procura ok?
N – não! Se ela não falar comigo agora eu vou ai
M – vou conversar com ela... tenta ligar mais tarde – ela desligou rápido
Eu fiquei completamente chocada pensando em todas as possibilidades, e é claro que a Alice devia estar envolvida... pensei em pegar o carro na mesma hora, mas eu tava de cabeça quente e fazer um barraco na casa da sogra não era uma boa idéia, então decidi esperar um pouco... não demorou muito e meu celular tocou, era uma mensagem da Hemo
*por favor, não venha aqui hoje, não to com cabeça pra isso depois a gente conversa – H*
Respondi na mesma hora
*eu preciso entender o que esta acontecendo, eu to morrendo aqui... – N*
*me pega amanha cedo pra gente conversar, as 8... –H*
*Hemo por favor... – N*
Ela não me respondeu mais, fiquei em duvida sobre ir ou não, mas como as coisas estavam quentes resolvi fazer como ela queria.
Passei mas uma vez uma noite péssima, me perguntando sempre se eu era realmente culpada, se eu era incapaz de ter uma namorada. O tempo passou mais devagar do que de costume, levantei o mais cedo que pude e dês das 7 da manha estava na porta da casa dela, um pouco antes de dar 8 horas ela espiou pela janela e saiu em seguida, entrou no carro com os olhos inchados, provavelmente chorou por muito tempo na noite anterior
H – vamo pra um lugar afastado – ela disse com a voz castigada por tanto choro – um lugar que a gente possa conversar...
Concordei com a cabeça e sai com o carro, o silencio tomou conta até eu parar o carro em um bosque perto dali algum tempo depois, um lugar pouco movimentado e calmo, ela soltou o cinto e se sentou virada de frente pra mim
H – minha prima me contou tudo...
N – Hemo olha... – passei a mão na cabeça, ela me interrompeu
H – só me diz se é verdade...
N – eu ia te contar, eu juro... eu só ia esperar ela ir embora
H – ia me contar? Assim como você me contou sobre tudo que aconteceu na festa de despedida da Dianna né?
N – mas não aconteceu nada...
H – a Lea mencionou, achando que eu sabia, que você fez body shot em uma garota... se isso é o que ela sabe, imagina o que ela não sabe... – ela disse cruzando os braços e se encostando no banco
N – isso não teve importância nenhuma... fazia parte da festa... eu não te contei por que eu to obcecada em fazer esse namoro dar certo desde que a gente voltou...
H – DAR CERTO? – ela se virou pra mim agressivamente e começou a falar chorando – é assim que você faz dar certo? Enquanto eu sou a idiota, a cega... você se diverte por ai como quer, me esconde as coisas e tudo ta certo?
N – eu não fiz nada pra te magoar, nunca, o body shot não teve importância nenhuma pra mim, e por isso eu não te falei, só ia gerar discussão por uma coisa que não vale NADA...
H – eu to muito decepcionada com você... eu sei que você nunca foi de namorar... eu te conheci sabendo que você já tinha dormido com metade da cidade, mas sabe, eu sempre achei que comigo seria diferente... eu sou uma apaixonada idiota é isso que eu sou
N – ei! Com você foi diferente sim, eu abri mão de tudo e todos por você, fiz por você coisas que eu jamais fiz por ninguém, você é a mulher da minha vida... eu posso não falar muito isso, mas você sabe! – começava a chorar também
H – eu não sei Naya... se eu sou a mulher da sua vida, por que você tentou agarrar a minha prima?
N – EU O QUE? – arregalei os olhos e virei pra ela
H – ela já me disse tudo...
N – mas eu não fiz isso... eu juro
H – ela disse que foi na ultima festa... a Dianna viu
N – a Dianna te disse que viu?
H – a minha prima disse que ela estava la...
N – ELA É LOUCA, eu vou matar a Alice, eu juro! EU VOU MATAR , pelo amor de deus, eu não te trai, eu não te trairia, você sabe... – ela abaixou a cabeça – teve uma coisa com a Alice que eu não te contei... faz muito tempo, eu só descobri quando a gente se encontrou na festa da piscina, jamais ia imaginar que ela era sua prima... a gente ficou quando eu estive em Las Vegas antes de Glee... depois quando ela soube que eu trabalhava com você não te disse nada, ela mentiu pra você... eu sabia que vc amava ela muito, quando percebi que vc não sabia de nada, achei melhor não contar enquanto ela estivesse aqui... não quis estragar o clima de você eu sei que se vêem tão pouco...
H – o que você ta falando? Vocês já se conheciam?
N – sim... deixa eu terminar... – segurei a mão dela – ela veio atrás de mim agora, dizendo que me amava, e queria que eu te traísse com ela... como eu neguei ela disse que acabaria com o nosso namoro, então ela deve ter inventado isso... e bem esta conseguindo...
H – desculpa, isso é loucura... eu cresci, passei a maior parte da minha infância com essa menina... ela não mentiria pra mim, ela não me trairia, olha o que você ta falando
N – confia em mim – levantei seu rosto e olhei em seus olhos – eu não fiz isso com você... eu te amo, eu escolhi você
H – eu não posso acreditar nisso, eu não posso! Eu não sei o que é verdade, eu to tão confusa – ela soltou minha mão e segurou a cabeça com força enquanto chorava
N – a Dianna realmente viu... viu ela vindo pra cima de mim, me chantageando...
H – eu não sei se posso confiar em vocês... você mentiu pra mim sobre a despedida, eu não sei o que vocês fizeram la... você me escondeu tudo isso... eu não sei
N – eu não posso fazer nada, vai ser a minha palavra contra a dela então... faça o que achar melhor
H – preciso pensar, por a cabeça no lugar... preciso de um tempo Naya
O silencio tomou conta do carro, é como se o mundo la fora tivesse silenciado, meu coração acabará de levar uma facada... tudo que eu fiz pra ser a namorada perfeita se desfazia em um instante
N – não faz isso comigo... – eu disse baixinho
H – eu não posso tirar nenhuma conclusão agora, eu to muito machucada... e sabe, depois de tudo que a gente passou, você foi a pessoa que prometeu que nunca ia me fazer sentir assim novamente... – ela abriu a porta e saiu do carro, eu fui atrás
N – não! Aonde você vai?
H – embora... – ela disse sem olhar pra trás – me deixa Naya!
Ela foi em direção a rua, eu deslizei as costas no carro até sentar no chão e ver ela entrar em um taxi e partir, eu chorava muito e estava completamente sem rumo.
**Dianna**
Nós ficamos 15 dias em lua de mel, os melhores 15 dias da minha vida, tudo parecia ainda tão inacreditável pra mim, mas era hora de voltar pra realidade e nós estávamos voltando pra casa, já na semana seguinte eu e a Lea começaríamos nossos novos projetos e tudo voltaria a correria de antes... fui chamar um taxi enquanto a Lea pegava as malas pra ser mais rápido e evitar tumulto, mas enquanto esperava ela varias meninas vieram falar comigo e tirar foto, alguns seguranças vieram ajudar e uma literalmente se agarrou meu pescoço, a Lea chegou e ficou olhando enquanto os seguranças tiravam ela de mim, entramos no taxi logo com a ajuda deles e saímos rápido, a Lea se aproximou e começou a examinar meu pescoço
L – deixa eu ver se você ta inteira... – eu ri – tem umas marcas aqui...
D – que são suas... – ela riu e beijou o meu pescoço – que bom que você não voou na menina... – eu ri, ela me olhou séria
L – eu quis. – ela se aconchegou no meu peito – mas são suas fãs, eu tenho que manter o controle... – ela me beijou
Chegamos em casa e eu levei tudo pro quarto, a Naya tinha deixado umas mensagens no telefone de casa pra quando eu chegasse ligar pra ela, fiquei preocupada então liguei logo
D – Nay... peguei seu recado
N – oi Di...
D – ta tudo bem?
N – não muito... – ela me explicou tudo que tinha acontecido – então preciso de você, pra falar pra ela, que eu to dizendo a verdade... ela não fala comigo desde aquele dia...
D – claro... eu vou me arrumar e já passo na casa dela
N – não vai atrapalhar? Pode ser segunda se for melhor pra você..
D – não, magina... segunda não daria mesmo, já começo a trabalhar na terça então eu e a Lea marcamos o médico pra segunda...
N – médico?
D – nós vamos começar a tentar a ter um filho.. achei que tinha comentado isso com você
N – AHHHH , não você não tinha me falado, meu deus que legal Di, eu sei que você sempre quis muito isso
D – muito... – eu sorri e esqueci por um momento de todos os problemas
N – bom, boa sorte, e obrigada pela força
D – claro Nay, pode deixar comigo...
Eu desliguei e a Lea veio curiosa pelo tom da conversa, então tive que explicar tudo pra ela enquanto procurava algumas coisas na mala
L – Dianna eu só queria entender uma coisa... pq sempre que tem confusão seu nome ta envolvido? – eu ri, ela continuou me olhando séria eu fui até ela e parei na sua frente
D – acredite, eu também queria saber...
Puxei ela pra perto e comecei a beijar ela, passei a mão por debaixo da sua blusa até chegar no seu seio, começamos a nos beijar mais intensamente, comecei a levantar sua blusa, ela segurou minhas mãos
L – o que a senhora ta pensando? Tem que resolver seus problemas... anda loira – ela me deu um selinho e saiu
D – sério? Lea, só um pouquinho...
L – não. – ela continuou tirando as coisas da mala
D – você vai comigo?
L – eu preciso?
D – precisa... – abracei ela por trás – to mal acostumada, não quero ficar longe de você
L – pois trate de se acostumar... semana que vem acabou a farra – ela me beijou – mas ok, eu vou com você – sorri vitoriosa
Mandei uma mensagem pra Heather perguntando se podia passar la, como ela concordou sai em seguida.
Chegamos na casa da Heather, a Lea estava de mãos dadas comigo, nós entramos e ela nos recebeu calorosa querendo saber tudo das nossas viagens, nós sentamos na sala e conversamos um pouco, eu esperava uma brexa pra entrar no assunto, mas a Lea falava sem parar e eu já começava a pensar se tinha sido uma boa idéia traze-la rsrs, mas olhar ela falando assim toda animada me fazia derreter toda por ser capaz de fazer ela tão feliz.
A mãe da Hemo passou pela sala toda produzida e nos cumprimentou com pressa
M – desculpa meninas, tenho que sair, vou na festa de casamento de uma filha de uma amiga minha...
L – magina! – a Lea se voltou pra Hemo - você não vai?
H – não... não teria muito o que fazer la..
M – é ela não quis... enfim, serve alguma coisa pra elas filha, e não me espera, devo voltar bem tarde
H – ok mãe!
Ela saiu e eu encontrei a brexa que eu precisava
D – então... eu falei com a Naya
H – hum... – ela desviou o olhar
D – eu to procurando uma forma legal de dizer isso mas... sua prima é uma biscate – a Lea me deu um tapa e a Hemo riu – o que é amor? é verdade... – a Lea me olhava séria
L – desculpa Hemo...
H – magina... é que, ta difícil de acreditar nisso tudo sabe? Ela é uma pessoa com que em sempre convivi
D – eu sei, eu sei... mas eu tava la, eu vi quando ela tentou atacar a Naya, alias ela tentou fazer ciúmes pra Naya dando em cima de mim, foi bem desconfortável..
L – ela o que? – a Lea me olhou surpresa
D – sim... ela se aproximou da gente e tudo que ela queria era provocar a Nay, e ela coitada, querendo contornar a situação de toda a forma, mas eu tive que sair, por que se ela continuasse ia sobrar pra mim né... – olhei pra Lea
L - Hemo sua prima é uma biscate! – eu e a Hemo rimos da mudança de opinião repentina dela
H – desculpa Di... é que não foi só isso, ela tinha mentido pra mim sobre a sua despedida, você também não me disse nada... eu realmente não sei em quem confiar
D – Hemo, a Naya ta super determinada no relacionamento de vocês... o que aconteceu lá não foi nada
L – ah foi sim.
D – amor... você sabe, eu já te expliquei tudo, foram brincadeiras que ok... algumas foram além do necessário mas não passou disso... ela errou por não te contar nada Hemo... mas errou tentando acertar, você pode ter certeza disso – ela ficou pensativa olhando pra baixo
H – eu não sei...
L – olha Hemo... eu sei o que você ta sentindo, eu quase matei a Dianna, e quero matar, toda vez que penso nisso... mas o que importa é ter elas do nosso lado... eu não acredito que a Naya tenha interesse em te trair... e além do mais a Dianna confirmou a história dela, e se eu não confiasse cem por cento na minha mulher eu não teria dito sim a 15 dias atrás...
D – que linda... – dei um beijo na bochecha dela e ela sorriu
L – então... eu acho que você devia repensar tudo
H – é vocês tem razão... eu julguei mal, eu não queria acreditar sabe? Essa história me machucou muito, por que no final, não tem como ganhar, eu é quem saio machucada perdendo uma pessoa que eu amo muito e é importante na minha vida... – a Lea foi até ela e a abraçou
L – é tudo pro seu bem, você vai ver...
H – ok, obrigada meninas por terem vindo aqui só pra me esclarecer tudo...
D – magina
H – agora vamos comer alguma coisa? Tomar um vinho?
L – eu aceito um vinho... meu ultimo final de semana bebendo...
H – aé?
L – sim, eu a Di vamos tentar ter um bebe e durante o tratamento não pode...
H – sério? Isso é maravilhosoo! – ela abraçou a Lea forte – mal posso esperar pra ver esse pequeno correndo aqui na minha casa
L – ele vai com certeza...
H – então vamo brinda... – elas se levantaram
D – amor... na verdade, eu to muito cansada, vamo pra casa?
L – mas amor...
D – por favor Lea
H – é rapidinho Di
D – mas eu já to com um pouco de dor de cabeça, e eu queria tomar vinho... depois vo ficar pior... vamo deixa pra uma outra hora? – a Lea percebeu que eu tava forçando pra sair
L – ok, vou pra casa cuidar do meu amor então... – ela abraçou a Hemo – se precisar de alguma coisa, chama a gente ta?
H – ahh, ok, obrigada meninas
D – te devo uma taça de vinho! – abracei ela
H – deve mesmo! – nós rimos
Eu e a Lea saímos de la e fomos embora pra casa, no farol ela pegou a minha mão e disse decepcionada
L – eu queria tomar vinho... por que você quis sair? Eu sei q vc ta bem...
D – amor, ela ta la sozinha, brigada com a Naya, a gente acabou de dar uma bela ajuda... é hora da Naya atacar
L - atacar? – ela riu
D – uhum.. – peguei meu celular e comecei a digitar uma mensagem quando o farol abriu e a Lea tirou da minha mão
L – me da aqui Quinn Fabray... não aprende não? Eu termino de mandar
*Nay deu tudo certo com a Hemo, informação boa, ela ta sozinha em casa até bem tarde a mãe foi em um casamento, ela tem um vinho e ta carente... agora é com você – D*
[CONTINUA]
