Capítulo 14 – Segunda Chance.
Bella POV
Quando James me surpreendeu no banheiro feminino eu não pensei que tudo fosse acabar dessa forma.
Meu Deus!
Edward estava morrendo...
-- Edward! – Gritei o sacudindo. – Acorde! Pelo amor de Deus! Acorde!
Todo o meu corpo doía. Eu mal conseguia me mover, mas eu não estava me importando com isso agora.
O homem que me salvara estava morrendo em meus braços! E eu não podia fazer nada!
Comecei a chorar desesperadamente, e me debrucei sobre seu corpo até sentir seu sangue quente sobre minha pele nua.
-- Bella? – Charlie entrou correndo na sala, enquanto nos olhava com os olhos arregalados.
-- Pai! – Tentei me levantar, mas caí no chão. – Leve ele para o hospital! Corra!
Dois policiais entraram atrás de Charlie e meu pai jogou seu casaco sobre meus ombros, antes de socorrer Edward.
-- Temos que chamar uma ambulância! – Ele gritou para os outros policiais.
Em menos de cinco minutos, Edward já estava sendo atendido e lavado para o hospital.
Mas eu não conseguia parar de chorar.
Parecia que todo meu ódio havia sido esquecido. Eu não conseguia sentir raiva dele, pois havia uma parte de mim que ainda o amava.
Eu sempre soube disso, mesmo tentando esconder!
E agora, ele estava morrendo! Para salvar minha vida, Edward Cullen tinha levado um tiro...
-- Bella...? – Charlie se aproximou de mim com cautela, e me abraçou apertado. – Você está bem meu amor?
-- P-pai! – Solucei. – Por favor... Por favor... Não o deixe morrer!
-- Ele vai ficar bem, querida. Calma.
Minha cabeça começou a rodar, e Charlie me pegou no colo, antes de me levar para a viatura.
-- Mas me diga como você está, Bella. – Ele beijou meus cabelos e me pôs sentada ao lado do passageiro.
Eu não consegui falar nada.
Eu estava em choque.
Ainda era difícil admitir que Edward falou a verdade quando disse que me amava.
Por Deus...! Ele era maluco!
Por que diabos ele se matou?
-- Bella? – Charlie me sacudiu levemente.
-- O que foi?
-- Quem...? Quem fez isso com vocês?
Seu maxilar estava travado de raiva e suas sobrancelhas se juntavam em uma fina linha de irritação e ódio.
-- O nome dele é James. – Sussurrei. – Ele estudou comigo em Nova York. Ele... Seguiu-me até aqui. Ele é obcecado por mim, pai.
-- E Edward...?
As lágrimas vieram com mais força, e eu solucei.
-- Ele... Ele se jogou na minha frente! Aquela bala era pra mim, mas... Ele simplesmente me empurrou e...
-- Respira, meu bem!
Charlie pisou fundo no acelerador e nós chegamos em pouco tempo no hospital.
Alice e Esme já estavam ali. Elas correram até mim quando nós entramos, e Esme me abraçou carinhosamente enquanto chorava.
Não tive como reagir. Como dizer para uma mãe que seu filho estava morrendo por minha causa?
-- Não se culpe, Bellinha... – Esme sussurrou em meu ouvido. – Ele fez o que devia ter feito.
-- Me desculpe, Esme... – Solucei. – Me desculpe!
Ela se afastou de mim por meio às lágrimas, mas sorriu levemente antes de beijar minha bochecha.
-- Leve-a até o doutor Thompson, Charlie. – Ela falou. – Ele cuidará dela enquanto Carlisle coordena a cirurgia de Edward.
Cirurgia! Meu Jesus!
Meu corpo todo se convulsionou e eu segurei um gemido na boca, aterrorizada.
Apertei o casaco de Charlie sobre meu tronco desnudo e comecei a caminhar tremendo.
Não notei o resto do tempo se passar. Na verdade, eu mal percebi enquanto faziam meus curativos, e nem enquanto me vestiam com uma roupa horrivelmente fina do hospital.
Minha mente estava voltada apenas para ele.
Edward...
-- Você precisa descansar, Bells. – Jacob falou sentando-se ao meu lado.
Eu o olhei apática e me virei na cama, fechando os olhos.
-- Eu preciso saber noticiais. – Sussurrei rouca.
Mordi meu lábio inferior de leve, mas tive que tirar meus dentes dali, pois não tinha percebido o corte que James havia feito nele.
Fechei meus olhos com força para conter as lágrimas e suspirei profundamente.
Meu estômago se revirou e a vontade de vomitar se apoderou de mim.
Tudo em mim doía. Tudo parecia um buraco sem fim. Eu estava acabada, pior até do que no dia em que eu sofri o acidente de carro.
-- Você vai me ignorar mesmo? – Jake perguntou preocupado.
Eu não respondi.
Meu rosto queimou, e eu senti uma fina lágrima escorrer por meu rosto.
E então a porta se abriu e uma enfermeira entrou, com um medicamento na mão.
-- Isso é apenas um calmante, tudo bem? – Ela sorriu docemente, e começou a procurar uma veia em meu braço. – Não vai doer muito, prometo.
Mas já estava doendo. Já estava insuportável ficar sem notícias.
-- Fique bem quietinha.
Ela segurou meu braço, e começou a injetar o remédio em minha artéria. Senti o líquido percorrendo minha corrente sanguínea, mas não pude lutar.
Um leve torpor me acometeu, mas eu me obriguei a continuar com os olhos abertos.
Hm... Eu estava tão exausta.
Por que ainda me manter acordada mesmo?
Edward...
Ahh... Edward como ele estava?
Minha cabeça girou. Senti alguém me embrulhar com o cobertor, e me aconcheguei na cama do hospital.
No instante seguinte...
Eu havia sido sugada para o mundo dos sonhos.
***
Quando eu acordei já era madrugada.
O hospital estava silencioso, e apenas os eventuais passos das enfermeiras faziam barulho no corredor.
Minha mente logo assimilou as imagens do que havia acontecido mais cedo, e eu ofeguei.
Tentei me mover na cama com rapidez, mas meu corpo todo parecia anestesiado. Por isso, com calma, joguei meus lençóis para o lado e me sentei com dificuldade.
Não havia ninguém no quarto comigo.
Eu sabia que Charlie devia estar na delegacia até agora, em busca de James. Meus olhos arderam, e quando eu ia pisar no chão em busca de alguém que me desse informações, a porta do quarto se abriu dando passagem a um Carlisle pálido e cansado.
Seus olhos logo ficaram alarmados quando me viu quase de pé, e ele caminhou até mim com rapidez, antes de me empurrar deitada, delicadamente.
-- Não se esforce, Bella. – Ele falou baixinho. – Você passou por um trauma muito grande.
Meu coração disparou, e eu contive as lágrimas que ameaçaram inundar meus olhos.
-- Como ele está...? – Perguntei num sussurro rouco. Eu tinha pavor da resposta, mas a necessidade de saber estava dentro de mim.
Carlisle suspirou e sentou-se ao meu lado.
-- Graças a algum milagre a bala do revolver não atingiu seu coração. – Com um olhar preocupado ele continuou... – A bala se alojou no pulmão, e nós conseguimos retira-la. Edward engoliu muito sangue, e se tivesse chegado um minuto mais tarde, nós não teríamos conseguido salvá-lo. Ele estava sem respirar.
Ofeguei, e só notei que estava chorando quando as lágrimas salgadas entraram em minha boca.
-- Ele vai ficar bem? – Perguntei ávida. – Pelo amor de Deus...
-- Seu estado não é dos melhores, mas... Acreditamos que ele não corre mais nenhum risco de vida.
Deixei com que o ar saísse de meus pulmões, e com cinco toneladas saíssem de minhas costas.
-- Mas...
Ah! Por que sempre tinha que haver um "mas"?
-- Ele está em coma, Bella. – Carlisle sussurrou essa última parte com cautela e dor.
-- Coma? Edward em coma...? – Então meu mundo caiu.
Senti tudo a minha volta girar, e tampei minha boca com as mãos.
-- É impossível dizer se haverá seqüelas... – Ele completou e se inclinou, beijando minha bochecha.
-- Oh meu Deus! – Segurei a mão de Carlisle com força. – Me desculpe... Por favor...
-- Bella... – Ele segurou meu rosto entre as mãos com firmeza. – Escute aqui. Eu nunca, nunca, estive tão orgulhoso de meu filho, quanto estou agora. Ele agiu pela primeira vez com o coração dele. Eu tenho certeza.
Solucei e fechei os olhos com força.
-- Tudo vai ficar bem, querida. Tenha fé.
Assenti com a cabeça automaticamente, mas eu estava acabada.
-- Agora eu preciso conversar com você, Bells. – Carlisle tinha um olhar muito sério em cima de mim. – James chegou a... Abusar de você?
-- Não. – Eu nem mesmo lembrava de mim! – Edward chegou bem antes dele conseguir isso.
Ele deu um suspiro aliviado, e sorriu levemente.
-- Eu estou orgulhoso. Ele mudou muito desde que você voltou. Eu e Esme quase enlouquecemos quando você foi embora. Quem iria coloca-lo na linha?
Solucei ainda mais. Fechei os olhos comecei a tremer.
-- Você deveria dar uma segunda chance a ele, querida. – Carlisle sugeriu. – Todos nós erramos. Eu sei que ele fez alguma coisa que te machucou muito. Mas ele se arrependeu. Você não tem nem ideia do quanto ele mudou.
Mas eu tinha. E a prova é que agora ele estava deitado, semimorto, em uma cama de hospital. Para me salvar! Ele havia dado a vida por mim!
-- Pare de se culpar, Isabella! – Carlisle revirou os olhos. – Você tem que acreditar um pouco mais nele. Edward é um garoto forte. Eu tenho certeza que ele vai se recuperar.
-- Quando eu posso ir vê-lo? – Perguntei sussurrando.
-- Só amanhã. Você não tem condições agora para se levantar. Descanse, Bells. Se você quiser, mando uma enfermeira com outro calmante.
-- Não! Sem calmantes! – Se eu dormisse mais um pouco, iria enlouquecer.
-- Você que sabe. – Suas mãos se apertaram nas minhas. – Agora tente dormir. Alice disse que viria amanhã cedo te ver. Ela estava tão preocupada...
-- Tudo bem. – Assenti derrotada.
-- Durma bem, Bella... Edward não gostaria de vê-la assim.
E dizendo isso, ele saiu.
Eu me virei na cama, e abracei a mim mesma, tentando conter a dor em meu peito.
Quando Selene me disse que a vida podia mudar de uma hora para outra, eu não tinha entendido.
Na verdade, tudo parecia um sonho onde as mudanças eram longas e distantes.
E então, do nada, todo meu muro havia ruído.
Meu ódio por Edward havia se transformado em amor.
Não o amor louco que eu tinha antes. Mas o tipo de amor que eu tinha por um amigo querido... O tipo de amor que poderia virar o amor de homem e mulher. Eu queria dar uma segunda chance a ele.
Mesmo que eu tivesse saído machucada anos atrás, ele merecia uma chance para provar que mudara.
Não adiantava fugir. Lutar só me faria sair mais machucada.
Eu amava Edward. Meu ódio por ele era só uma variação desse amor.
Mas agora podia ser tarde demais.
Nós dois estávamos sofrendo. Nós dois tínhamos aprendido com a vida... Errado, acertado...
Merecíamos uma chance. Uma segunda chance.
Solucei, e apertei meu rosto com o travesseiro. As lágrimas escorreram com mais força, deixando minha cabeça pesada e dolorida.
Tive que respirar fundo para não sucumbir. Apertei as cobertas sobre mim e decidi que se eu queria ter forças para amanhã, precisava realmente descansar.
Com um suspiro, deixei minha mente vagar para os tempos felizes de minha infância.
E então, eu estava dormindo.
...
...
Um segundo pareceu se passar e, eu acordei. Meu quarto estava claro, com finos raios de sol incidindo nas paredes e no chão.
Pisquei freneticamente, até me acostumar com a luminosidade e então vi Alice sentada em um sofá, cochilando.
Funguei e me sentei, sentido que eu estava mais forte. Meu corpo já não doía tanto, e a única coisa que realmente me incomodava eram meus lábios que estavam latejando.
Quando eu consegui me colocar de pé, Alice acordou num pulo e caminhou lentamente até mim. Ela parecia tão cansada... A pobrezinha estava exausta.
-- Bella... – Ela sussurrou. – Que bom que você acordou.
Seus braços se apertaram ao redor da minha cintura, e ela começou a soluçar baixinho.
-- Nem sei o que teria acontecido se Edward não tivesse me ligado...
O quê?
-- Ele te ligou? – Perguntei acariciando seus cabelos.
-- Ele sempre espera você entrar no carro depois da aula. Quando ele viu que você não apareceu, começou a te procurar. Ele estava desesperado. Ah Bella...
Eu a abracei apertado, mas não chorei. Agora, minha meta era ser forte.
-- Então... Eu liguei pra Charlie. Você não tinha aparecido em casa, eu falei que era melhor mandar alguém chegar no colégio, só por precaução... – Ela continuou.
-- Seu irmão... – Minha garganta fechou, eu a equilibrei em meus braços. – Ele foi muito corajoso, Alice...
-- Ele te ama. – Ela sussurrou. – Ele não vai se arrepender do quê fez quando acordar.
-- Nós nem sabemos se ele vai acordar... – Sussurrei baixinho.
-- É claro que ele vai! – Ela se separou de mim, e sorriu levemente. – Ele vai querer que você o agradeça. Aposto como ele vai ficar feliz em ver que você vai perdoa-lo.
-- Como você pode saber que eu vou perdoá-lo? – Franzi o cenho.
-- Por que já está na hora de isso acontecer. – Ela revirou os olhos, que estavam cheios de lágrimas. – Vocês já sofreram demais. E o perdão vai te fazer uma pessoa melhor também. Vocês vão ser muito felizes.
-- Como eu quero que isso seja verdade... – Balbuciei emocionada.
Ela assentiu, beijou meu rosto.
-- Você já foi vê-lo? – Perguntei.
-- Todos nós já fomos. Inclusive Emmett e Rosalie que vieram. Já é de tarde Bella.
-- O quê?
Eu podia jurar que era de manhã ainda.
-- Você estava muito cansada. Achamos melhor deixa-la dormir.
Assenti e a encarei ansiosamente.
-- Eu... Já posso vê-lo?
-- Sim. Ele foi transferido da UTI hoje de manhã. O quarto dele é aqui perto.
Senti meu rosto corar por antecipação, e respirei fundo.
Minhas mãos começaram a suar e Alice me ajudou a caminhar até o quarto.
Não era longe do meu. Apenas umas duas portas de distância.
-- Eu... Posso entrar sozinha? – Perguntei cautelosa.
-- Pode. Esme e Carlisle foram pra casa agora. Descansar um pouco. Não tem ninguém aí.
-- Okay.
Prendi a respiração nos pulmões, e entrei no quarto silenciosamente, fechando a porta atrás de mim.
Quando o olhei, porém, não consegui segurar as lágrimas que eu tanto lutei para manter em meus olhos.
Edward estava coberto até a cintura por um lençol fino. Seu peito estava desnudo, apenas enfaixado por uma atadura branca.
Sua pele estava mais pálida do que o habitual e, sua respiração era lenta e ritmada. Aparelhos entravam por seu nariz, ajudando-o a manter os pulmões funcionando, e seu braço estava esticado, dando livre passagem para a agulha que fazia o soro percorrer seu corpo.
Suspirei tremendo, e me aproximei dele.
Edward parecia tão calmo... Suas feições eram pacíficas como as de um anjo, e eu tive medo de tocá-lo, pois ele poderia sumir.
Com todo o cuidado me aproximei dele, e sentei na cadeira que havia ao lado da cama. Não pude resistir, e subi minhas mãos até seu rosto, tocando-o com extrema delicadeza.
Ofeguei, e novamente, não pude controlar as lágrimas. Eu iria secar desse jeito, mas não me importei.
Comecei a percorrer meus dedos por sua pele fria, até chegar a seus lábios pálidos. Minhas mãos estavam tremendo, mas eu as mantive em sua pele.
-- Edward... – Comecei sussurrando baxinho. – Você tem que acordar...
Respirei fundo e segurei sua mão livre, a apertando levemente.
-- Olha... Eu quero te dar uma chance, okay? Então é bom você tirar essa bunda da cama, para que você possa me beijar. Eu não estou brincando.
As lágrimas vieram com mais força, e eu solucei.
-- Quem é que eu vou xingar se você não acordar? – Me inclinei e toquei meus lábios em sua bochecha. – Por favor... Acorde!
Mas ele continuou ali, estático.
Meu coração disparou, e eu o sacudi levemente.
-- Vamos, Edward... Acorde...
Nada. Nenhuma reação. Nada.
Joguei minha cabeça para trás, e afundei meu rosto em minhas mãos tentando não perder a esperança.
Mas Edward parecia tão... Morto. Ali naquela cama, estático e gelado...
Ah Deus!
Solucei desesperadamente até sentir duas mãos me abraçarem pelos ombros e me puxarem para fora dali.
-- Vamos Isa... – Jacob falou suavemente me arrastando de volta a meu quarto. – Você não precisa vê-lo nesse estado.
-- Edward fez isso por mim! – Falei baixinho enquanto deixava com que ele me deitasse em minha cama. – Se não fosse ele...
-- Você estaria morta, sim. – Jake sorriu levemente e me cobriu. – Você não pode controlar o destino, amorzinho.
-- Mas ele podia não ter feito essa loucura! – Funguei fechando os olhos.
-- Eu sei que você já deve ter percebido isso, gata, mas o Edzinho te ama! E a partir do momento em que se ama... Não há escolha! É um estrada de uma só mão.
Sacudi a cabeça fiz um bico, como uma criança.
-- Ele tem que acordar! Pelo amor de Deus!
-- Ele vai acordar! – Jake segurou minha mão com carinho. – Mas ele vai querer te ver gostosa e maravilhosa, não uma morta-viva que não sabe o que quer da vida.
-- Eu quero ele... – Deixei escapar num suspiro.
-- A-há! – Jacob começou a quicar na cadeira. – Ganhei aposta que eu fiz com Emmett!
-- Nem me diga que aposta foi essa. – Pedi, revirando os olhos.
-- Mais cem pratas pra minha fortuna... – Ele me beijou no rosto, tentando me animar.
-- Vai tomar no cú, Black.
-- Ai, eu to precisando mesmo.
Eu não pude conter a risadinha em minha garganta, mas...
A Droga! Eu não conseguia me distrair.
-- Eu quero ficar com Edward no quarto. Não quero deixá-lo sozinho.
-- Você tem que se recuperar primeiro, flor. – Jake deu um tapinha em minha mão. – Não ia adiantar nada ter os dois mortos, certo?
-- Talvez essa fosse a melhor alternativa... – Murmurei.
-- Okay, Bells. – Ele revirou os olhos. – Pode parar de dar uma de suicida, porque isso não tem graça. Agora pode tratar de ficar boa, pra você poder ficar com seu gostosinho.
Arg. Jake era um retardado mesmo. Pena que eu o amava.
-- Tudo bem.
E então, eu esperei. Fiquei esperando quieta em meu quarto até a hora em que eu poderia visitá-lo novamente.
Porque no momento era isso que eu queria...
Era disso que eu precisava.
***
Um mês e meio depois...
Caminhei afoita pelos corredores do hospital que eu tanto conhecia. Meus passos ecoavam solitários no chão áspero e branco, que me lembravam tanto a morte quanto a salvação.
Não era nisso, no entanto, em que eu estava pensando.
Na verdade, não estava pensando em nada. Quando Carlisle me ligara alguns minutos antes, dizendo que Edward havia mexido um dedo da mão, eu não consegui acreditar.
A felicidade em meu peito era tão grande, que eu sentia que poderia explodir a qualquer momento. É verdade que ele não havia acordado ainda, mas isso era um grande sinal de recuperação!
Minhas esperanças quase tinham se acabado, quando ele começou a não reagir a nenhum tratamento. Eu estava ao seu lado todos os dias, falando com ele... O incentivando a ter um motivo para continuar vivendo.
Edward era forte; merecia continuar vivo. Ele merecia ser feliz. Nós merecíamos.
Eu estava decidida a ficar com ele. Se Edward ainda quisesse algo comigo, eu aceitaria. Não só pela prova de amor, mas também, porque eu o amava. Mesmo que eu quisesse odiá-lo de nada adiantaria.
E além do mais, eu estava cansada de ser triste. Toda minha história estava virando uma tragédia, mas eu queria um romance.
Decididamente, Edward tinha que ser o príncipe.
Sorri, e caminhei com mais velocidade até o quarto dele. Estava frio no hospital, e eu apertei mais meu casaco contra meus ombros, tentando conter um arrepio.
Quando, finalmente, cheguei ao meu destino, quase caí pra trás.
Edward estava deitado com os olhos fechados. Eu sabia que ele ainda estava em coma, mas meu coração deu um salto ao ver que não havia mais nenhum aparelho ligado a seu nariz.
Senti meus olhos se marejarem e corri até a cama, antes de segurar suas mão com força.
-- Edward... – Sussurrei. – Você está voltando.
Ele não se mexeu, como sempre acontecia quando eu falava com ele. Mas dessa vez eu sorri. Meu peito se encheu de carinho, e eu me inclinei beijando sua testa delicadamente.
-- Falta pouco! – O incentivei. – Acorde!
Novamente, nenhuma reação.
Mas eu não ia perder as esperanças. Justo agora que eu estava alegre!
Ri como uma boba, e me sentei em minha habitual cadeira ao lado de sua cama.
Minhas mãos estavam geladas, e eu as esfreguei uma na outra, para ver se elas se aqueciam.
Hm... Forks estava mais fria que o habitual hoje.
Suspirei e apoiei minha cabeça na ponta da cama de Edward. Fechei os olhos por um momento, e respirei seu cheiro profundamente.
Ah... Como eu estava com saudades dele...
-- Em pensar que você o odiava... – Falei sozinha, rindo de mim mesma.
Mordi meu lábio inferior e fechei novamente os olhos.
Até que um milagre aconteceu.
E eu senti uma mão acariciar meus cabelos fracamente.
Meu coração disparou a mil por hora, e eu quase dei um pulo, mas temi machucá-lo. Por isso, simplesmente virei meu rosto lentamente em sua direção, apenas para me deparar com incríveis olhos verdes me fitando intensamente.
-- Hm... Eu morri? – Ele questionou com a foz rouca, muito baixa. – Você é um anjo?
-- Não, Edward... – Lágrimas jorraram de meus olhos, e eu apertei seus dedos nos meus. – Você está vivo!
Ele piscou os olhos, surpreso.
-- Então por que você está falando comigo?
Quase ri de sua pergunta, mas em vez disso, apenas me inclinei e depositei um beijo em seus lábios, suavemente.
-- Eu estava esperando você acordar pra fazer isso. – Confessei sentindo meu rosto esquentar.
Edward sorriu, e eu me levantei.
-- Vou chamar seu pai e uma enfermeira.
-- Fique, Bella... – Ele pediu num suspiro cansado.
-- Você precisa descansar, Ed. – Falei sorrindo. – E depois eu vou ficar muito tempo com você. Prometo.
Mas ele já tinha voltado a dormir.
Com calma, e tanto não sair quicando como Alice, corri atrás de Verônica, a enfermeira que cuidava dele.
Ela com certeza percebeu o motivo da minha felicidade aparente, e foi chamar Carlisle sem nem mesmo falar nada comigo.
Na verdade, ela já devia estar enjoada da minha cara. Eu ficava muito tempo no hospital, e conhecia quase todos os médicos e enfermeiros.
Quando eu me cansava de ficar sentada, era o saco deles que eu ia encher.
Bombardeando-os com perguntas sobre a recuperação de Edward.
Sorri e voltei para o quarto, tonta de alegria.
Edward ainda estava dormindo, mas eu não me importei.
Durante as horas seguintes fiquei ao seu lado... Em todos os exames, em todos os diagnósticos...
Carlisle e Esme faltaram pular em meu pescoço, tão felizes quanto eu.
Durante uns dois ou três minutos, Edward voltava a acordar, mas dormia de novo.
Ele ainda estava muito fraco, e sua recuperação total demoraria um pouco.
É claro que eu o ajudaria.
Não porque eu o havia perdoado. O que ele me fez não tinha perdão. Mas eu estava consciente de que ele estava arrependido e de que ele merecia uma segunda chance.
Não importa o quanto ele me fez mal... Isso não era motivo para que eu me tornasse uma pessoa amarga e vingativa.
Até porque isso não o afetaria em nada. Apenas faria mal a mim mesma.
-- Você não quer mesmo ir pra casa descansar, querida? – Esme perguntou me olhando carinhosamente. – Já faz quase cinco horas que você está aqui, e nem pensou em dormir ainda.
-- Tudo bem, Esme, - Sorri e a beijei no rosto. – Mas eu quero mesmo ficar. Não conseguira dormir, nem descansar sabendo que ele está tão perto de mim.
-- Você é que sabe. – Ela deu a mão para Carlisle; os dois com olheiras e cansaço e satisfação. – Nós vamos descansar apenas por umas três horas e depois voltamos, tudo bem? Diga a Edward que não se preocupe, se ele acordar.
-- É claro. – Os abracei pela última vez, então, novamente, sentei-me perto de Edward, esperando ansiosamente que ele acordasse.
Eu não tinha nem ideia do que falar. Nem de como dizer a ele que eu queria tentar nosso relacionamento de novo.
Mas eu sabia que eu precisava ficar perto dele. Eu precisava tê-lo junto a mim, porque todo esse tempo sem nenhuma palavra já estava me matando.
Em pensar que eu não podia nem olhá-lo...
De qualquer modo, o passado já não me importava mais. Eu estava mais interessada no futuro, e em tudo o que ele me reservava.
***
-- Mais um pouco. – Insisti enquanto levantava a colher. – Você não comeu nada!
-- Eu não estou com fome, Bells. – Edward revirou os olhos e sorriu.
-- Mas você tem que comer! – Dei um tapinha em sua mão e levei, eu mesma, a colher a seus lábios.
Ele fez uma careta, mas engoliu o resto da sopa do prato.
-- Essa comida de hospital é uma droga! – Edward resmungou pela milésima vez.
E como já havia se passado uma semana desde que ele havia acordado, e ele estava realmente bem, eu peguei minha bolsa e comecei a procurar um chocolate lá de dentro.
-- Se você contar pra alguém que eu estou te contrabandeando chocolate, eu te mato. – Ameacei enquanto colocava a barra em suas mãos.
-- Obrigado Deus! – Edward abriu um enorme sorriso e segurou minhas mãos. – Você é meu anjo mesmo, Bell.
Ri e o observei enquanto ele devorava o chocolate. Meu coração disparou mais um vez naquele dia, e eu desviei o olhar de seu rosto, constrangida.
-- Você não sabe o quanto eu estou feliz. – Confessou baixinho, com a boca cheia de chocolate. – Não sei como eu sobrevivi tanto tempo sem você.
Nós não havíamos tocado nesse assunto ainda. Na verdade, estávamos mantendo nossa relação apenas em assuntos banais.
-- Hmm... – Murmurei em resposta.
Edward balançou a cabeça, e subiu suas mãos até meu pescoço.
-- Bella?
-- O que?
-- Eu... Ouvi tudo o que você disse pra mim, quando estava desacordado.
Senti meu rosto queimar e arregalei os olhos, enquanto o ar faltava em meus pulmões.
-- Você... Ouviu? – Balbuciei ainda surpresa.
-- Não fique constrangida, Bells. – Ele deu um sorriso torto e me fitou carinhosamente. – Você não sabe o quanto... Eu estou contente por isso. Eu sinto que posso explodir a qualquer momento.
-- Aposto como estou vermelha. – Resmunguei, me deixando vencer.
-- Sedutoramente vermelha.
Edward riu e se inclinou pra frente, antes de tocar seus lábios delicadamente com os meus.
Senti seu sorriso por entre o beijo, e passei minha língua por seu lábio inferior de leve, deliciando-me com o gostinho de chocolate. Com surpresa, senti suas mãos se enroscaram em meu cabelo, e puxarem-me mais para perto dele, enquanto ele colava nossos corpos.
Nós estávamos no hospital, Deus!
Ri, e o empurrei levemente para longe de mim.
-- Seu pai pode chegar a qualquer momento. – Falei tentando conter a tontura por causa do beijo.
-- Hm, como se ele nunca tivesse beijado minha mãe!
Os lábios de Edward se arquearam em um sorriso malicioso, mas ele voltou a se deitar na cama, cansado.
-- Quer que eu te deixe dormir? – Questionei já me levantando da cadeira, e me encaminhando para as cortinas, fechando-as automaticamente.
-- Não. – Ele me chamou com o dedo e eu sentei na bordinha da cama. – Agora que eu tenho você, não quero deixá-la nunca mais.
Meu coração deu um salto no peito, e eu sorri, encantada.
-- Posso dizer que sinto o mesmo. – Confessei. – Mas você precisa descansar.
-- Eu posso muito bem descansar com você aqui comigo, querida.
Revirei os olhos, divertida, e puxei o cobertor sobre ele, antes de pegar o prato de comida e deixar na parte de fora do quarto.
Depois voltei, e me deitei ao seu lado, mesmo sabendo que o espaço era pouco.
Senti suas mãos se entrelaçarem às minhas e me revirei, ficando frente a frente com ele.
Seus olhos verdes se fixaram nos meus e ele repuxou os lábios num sorriso carinhoso.
Respirei fundo, subitamente cansada.
De repente, todas as horas em que eu fiquei acordada pesaram em minha mente. Ri, sonolenta, e apoiei minha cabeça em seu ombro, sentindo sua respiração quentinha em minha nuca.
Novamente, senti vontade de chorar. Não de alegria, nem de tristeza. Eu queria chorar porque finalmente havia conseguido me libertar do ódio que me prendia ao passado.
Isso era um... Alívio tão grande.
O perdão havia me mudado. Meu coração estava batendo com mais leveza, mais suavidade. E eu gostava disso. Nunca pensei que a sensação fosse me deixar tão bem.
-- No que você está pensando? – Edward perguntou docemente.
Hesitei por um segundo, mas resolvi ser sincera.
-- Eu estou pensando no quanto o perdão fez bem pra mim. – Sussurrei.
Ele fechou os olhos e ficou quieto. Quando os abriu novamente, pude ver as lágrimas quase escorrendo por sua face.
-- Desculpe-me, Bella. Não sei como consegue confiar em mim, mesmo depois de tudo o que eu te fiz.
-- Você merece uma segunda chance.
-- Sim. – Ele sorriu e aproximou nossos rostos, antes de beijar meus olhos. – E eu vou te provar que mudei. Vou te provar que eu te amo.
Meu coração disparou e, certamente, se eu estivesse de pé, teria caído no chão.
-- Você voltou a corar. – Ele riu.
Dei um tapinha em seus ombros, e respirei fundo.
-- Eu estou cansada. – Fiz um biquinho e fechei os olhos.
-- Eu também. – Edward beijou meu rosto e me abraçou com força. – Espere só até eu me recuperar, e eu juro que vou fazer uma massagem relaxante em seus pezinhos.
-- E desde quando você sabe fazer massagem? – Abri apenas um olhos e o encarei.
-- Desde de sempre! – Ele encostou a face em minha bochecha, fazendo-me cócegas com sua barba, que estava sem fazer. – Eu tenho ótimas mãos pra relaxamento.
-- Pervertido! – O acusei.
-- Ah, nem vem. – Edward riu e me abraçou pela cintura. – Eu não fiquei engolindo outro cara na sua frente, só pra te fazer ciúmes.
Meu Deus! Eu não tinha explicado de Jacob para Edward.
Coitado. Devia estar se remoendo de ciúmes.
-- Edward, Jacob e eu...
-- Não precisa se explicar, meu anjo. Eu fui um idiota. Você tinha todo o direito de seguir sua vida e...
Senti vontade de rir. Mordi minha língua com força e encarei seus olhos verdes com firmeza, antes de falar:
-- Eu é que devia ter ciúmes de você com Jacob!
-- Eu fui muito burro e... O quê? – Ele arregalou os olhos.
-- Digamos que Jake é... Gay. Não totalmente, mas a maior parte dele.
Edward engasgou e me olhou com uma cara cômica.
-- Gay? GAY? Ou Gay não-gay?
-- Hm, bissexual. Mas mais gay. – Gargalhei e mordi seu lábio inferior levemente. – Ele tem muito bom-gosto... Te acha um tesão.
-- ECA! – Edward riu. – Eu não sei se fico feliz, por ele não ter tido nada contigo, ou apavorado, por ele querer algo comigo!
-- Não precisa ter medo. Eu te protejo das garras dele! – Senti lágrimas de riso escorrerem por meus olhos, até que eu me ajeitei novamente na cama. – Agora nós precisamos descansar.
-- Hm... – Ele beijou meus lábios com suavidade e segurou meu rosto entre as mãos. – Bella?
-- Fala.
-- Eu te amo.
-- Eu também. – Falei num suspiro.
Ele sorriu e, então, nós fechamos nossos olhos.
***
O dia estava claro e ensolarado. Perfeito para a saída de Edward do hospital, mesmo que esse fato fosse milagroso em Forks.
Respirei profundamente e encarei Esme que ajudava Edward a vestir seu casaco.
-- Então, Bella... – Ela sorriu pra mim, me encarando com carinho. – As férias já estão chegando. O que vocês pretendem fazer?
-- Não sei. – Corei. – Nem... Consegui pensar nisso.
-- A faculdade ocupa muito o tempo de vocês, mesmo. – Ela deu uma piscadela cúmplice para mim e depois lançou um olhar severo a Edward. – Quero ver você recuperar suas notas do colégio, mocinho!
-- Não se preocupe, mãe. – Ele se inclinou e beijou Esme delicadamente no rosto. – Eu tenho certeza que eu consigo recuperar.
-- É claro que consegue. Se não eu te mato mesmo. – Ela lançou um olhar falsamente inocente a ele, e soltou uma gargalhada.
-- Também te amo, mamãe. – Edward revirou os olhos.
-- Meu menininho! – Ela o abraçou, e deu um beijo estalado em sua bochecha. – É claro que mamãe não te mata. Arrancar sua pele é uma forma mais dolorosa.
Arregalei os olhos e joguei a cabeça para trás, rindo como uma maluca.
-- Vocês mulheres conspiram contra nós homens! – Ele resmungou.
-- Na verdade, nós apenas aproveitamos. Já que vocês não vivem sem nós, podemos fazer o que quisermos!
Edward fez um careta, mas riu. Depois, caminhou até mim e segurou minha mão, enquanto nos encaminhávamos para fora do quarto.
-- Eu fico feliz que vocês tenham se acertado. – Esme falou hesitante, com um belo sorriso no rosto.
-- Nós também estamos felizes, mãe. – Ele confessou.
-- Ah, graças a Deus! – Esme me lançou um olhar divertido e deu uma piscadela. – Eu já não te agüentava em casa, meu filho! Eu e seu pai precisamos de privacidade às vezes!
-- Eca, mãe! – Edward fez um bico birrento com os lábios. – Ai, que nojo! A senhora não devia ter me falado uma coisa dessas!
-- Ué, mas é verdade! Como você acha que os bebês são feitos? Com sementinhas e repolhos?
Comecei a rir, e percebi que Esme estava tentando descontrair o clima de hospital que estava pairando entre nós.
-- Não é justo. Eu sei sobre sexo. Só que na minha cabeça é impossível imaginar você e meu pai... Ah Deus!
-- Não seja ingênuo, meu filho. – Esme começou a rir, enquanto acenava para uma enfermeira.
-- Mãe. Eu acreditava em gnomos, okay? – Ele brincou.
-- Ah. Eu não estou dizendo que eles não existem, amorzinho. – Ela falou como se ele fosse um bebê. - Mas eu tenho uma coisa pra te contar...
-- O quê? – Ele mostrou a língua pra ela.
-- Por favor, não chore ok? Mas... Papai Noel não existe.
Meu Deus! Eu não estava agüentando de tanto rir. Parecia que Edward era um bebezinho!
-- MÃE! – Ele abaixou a cabeça. – É mentira não é?
-- Infelizmente não, meu filho.
Eles se entreolharam e, então, começaram a rir.
Juntei-me a eles, e apertei a mão de Edward com força sentindo sua pele quente contra a minha.
-- Agora fiquem quietinhos enquanto eu vou ali chamar Carlisle. Nada de tentar escalar árvores e pular janelas. Fiquem comportadinhos!
Sorri e nos sentamos em um banco que havia no corredor.
-- Ainda está muito dolorido? – Perguntei, mudando de assunto.
-- Não. – Edward sorriu e começou a fazer movimentos circulares pela pele de minhas mãos. – Só quando eu me movo bruscamente.
Com minha mão livre, toquei o lugar exato onde ele tinha levado o tiro.
-- Eu acho que não te agradeci por isso. – Murmurei.
-- É claro que agradeceu. – Ele levantou meu rosto com um dedo. – Só de você estar aqui, já me deu um gigante agradecimento. Só essa chance... É bem mais do que eu merecia.
Fechei os olhos e senti sua respiração em meu rosto. Suas mãos se fixaram em meus ombros e eu inclinei a cabeça para o lado, antes de sentir seus lábios novamente sobre os meus.
Ele se separou rápido demais de mim, com um sorriso carinhoso na face.
-- Eu estou me sentindo como uma menininha, morrendo de paixão. – Edward resmungou, fazendo uma careta cômica.
-- Não deixe Jacob ouvir uma coisa dessas. – Brinquei. – Se não ele te pega de jeito!
A careta dele se tornou um torcer de lábios horrorizado, que me fez rir.
-- Eu estou com verdadeiro medo, Bell.
Eu deitei minha cabeça em seu peito e suspirei quando ele começou a mexer em meus cabelos.
-- Se Jake tocar em você, vou realizar o sonho dele e cortar o você-sabe-o-quê.
-- Você é inacreditável, Isabella Swan. – Edward soltou uma risada gostosa e começou a me embalar suavemente em seus braços.
-- Hmm... – Murmurei sem ter o que dizer. Virei meu rosto em sua direção, e ele depositou um beijo suave em meu queixo.
-- Então... O que vamos fazer esse fim de semana? – Perguntei suspirando.
-- Não sei, gatinha. – Edward franziu o cenho levemente. – O que você quer fazer?
-- Eu acho que precisamos descansar. – Confessei. – Você precisa relaxar. Já deve estar maluco nesse hospital por tanto tempo.
-- Hm... Com você aqui nem percebi o tempo passar.
Edward e seu humor negro!
Ri e pisquei os olhos, preguiçosa.
-- Então...? O que faremos? – Voltei a questionar.
-- Hm... Podemos nos esconder em algum lugar quentinho. – Ele sugeriu. – E então ficaremos enroscados um no outro, enquanto tomamos chocolate quente e comemos pipoca.
-- Parece ótimo pra mim. – Sorri encantada.
-- Pra mim também. – Ele me apertou com mais força em seus braços, e ficamos em um silêncio reconfortante até Esme chegar com Carlisle.
-- Então? Quer dizer que você voltou a ser nosso bebezinho, Edward? – Seu pai perguntou rindo.
-- Ah, droga. Agora vocês vão me caçoar pro resto da vida. – Ele resmungou em resposta.
-- Ah, é claro que não. – Esme riu. – Nosso bebê não merece. Sua fralda está limpa?
-- Mãe! – Ele franziu o cenho, indignado. – Que coisa!
-- Oh, que gracinha. – Eu entrei na brincadeira e apertei suas bochechas.
-- Até você Bella? – Ele me ajudou a levantar, e me encarou ameaçadoramente.
Ri e então ele me segurou pela cintura, antes de começar a andar resignado até o carro.
-- Vocês conspiram contra mim. – Edward resmungou.
-- Não, filho. – Carlisle deu um tapinha em seu ombro. – É natural de nós. Não precisamos treinar.
Edward rosnou baixinho, e nós rimos de sua bochecha levemente corada.
-- Edward? – Chamei-o.
-- O quê?
-- Agora, é você que está corado.
***
N/A: OII AMORES!
Desculpem a demora para postar, e o tamanho do capítulo também. Ando enrolada com a escola, e vou ficar ainda mais. :(
De qualquer modo, espero continuar postando toda a semana pelo menos. ^^
A partir de agora a fic vai entrar em uma parte um pouco mais romântica, como vocês já devem ter percebido.
Espero que estejam gostando!!! :D
Obrigada a todos os comentários e continuem comentando :)
Amo vocês,
Bruna.
