Capítulo 14

Bella enxugou as palmas das mãos na calça jeans enquanto eles esperavam na área de recepção do escritório do advogado. Estava nervosa com o que amigo deles lhes diria.

Logicamente, ela sabia que não existia nada que James pudesse fazer para evitar o divórcio. Tornar as coisas difíceis? Sim. Mas ele não podia evitar que acontecesse. Ela esperava que sua ameaça fosse suficiente para convence-lhe a não brigar.

Seu dinheiro era outro assunto, mas seus pais o puseram em confiança, e a menos que ela desse o dinheiro para James, ele não tinha nenhuma possibilidade de reivindicá-lo. Mas isto não significava que ele não tentaria.

Fechou os olhos e estremeceu. Iria ficar livre de seus horríveis enganos? Mornas, confortadoras mãos apertaram seus ombros. Emmett. Já podia reconhecer seu toque. Diferente do de Edward ou de Jasper.

- Você está se preocupando demais, boneca. Nós cuidaremos disto. Eu prometo. Ela voltou-se e sorriu fraca.

- Eu espero que ele seja capaz de resolver tudo.

- Eu sei. E ele será.

Um homem alto e bem vestido apareceu na sala de espera. Ele andou para onde Edward estava e estendeu a mão.

- Edward, é muito, bom ver você novamente.

- J, quanto tempo. – Edward retornou.

virou-se para apertar as mãos de Emmett e Jasper então fixou seu olharem em Bella.

- Você deve ser Bella - sorria calorosamente, e ela relaxou um pouco. Ela estendeu a mão e cumprimentou J.

- Obrigado por nos receber.

- É um prazer – virou e apontou na direção do corredor. - Se vocês me acompanharem a minha sala, nós podemos começar.

Edward segurou Bella, e ela aceitou de boa vontade em seu abraço. A mão apertava a cintura de forma reconfortante, enquanto seguiam J para sua sala. J gesticulou para eles sentarem, então ocupou a cadeira atrás da escrivaninha.

- Edward me contou a maior parte dos detalhes - olhou para Bella. - Eu posso chamá-la de Bella? De alguma maneira não acredito que gostaria de ser chamada Sra. Hunter.

- Não, por favor, chame-me Bella - ela disse trêmula.

Ele sorriu.

- Certo Bella - abriu uma pasta de papéis e retirou-se um bolo de documentos. Deslizou-os ao longo da superfície da escrivaninha na sua direção. - Eu preciso que você examine e assine estes papéis para conseguir dar entrada ao processo. Seu caso é bem simples. Se não existirem complicações ou objeções, você estará divorciada em aproximadamente noventa dias. Obviamente se surgirem problemas, irá demorar mais.

Bella olhou fixamente os documentos na frente dela. Soava tão simples. Noventa dias. Ela podia estar livre em três meses.

- E se… e se ele não concordar? - sussurrou. - Eu quero dizer e se ele não assinar os documentos?

Ela olhava para J, tentando manter o medo longe de sua expressão. Queria parecer tranqüila e confiante, mas por dentro dela estava se afogando.

- Então nós o matamos - Jasper resmungou.

J riu.

- Apesar de gostar da sua idéia Jasper, é melhor deixarmos isto nas mãos do sistema legal. Uma vez que seu marido for citado, ele pode fazer uma de três coisas. Ele pode assinar os documentos, ele pode ignorar ou ele pode contratar um advogado e apareça no tribunal para contestar.

Ele se inclinou para frente e fitou Bella.

- Não importa o que ele faça, não pode impedir você de divorciar-se dele. Tudo que ele pode fazer é postergar o inevitável. Lembre-se disto.

Bella soltou a respiração.

- Obrigada.

Era tudo que ela podia falar sem trair sua agitação. Queria levantar-se e gritar. Finalmente estava tomando uma tomando uma posição para decidir o curso de sua vida. E sentia-se muito bem. Ela olhou lateralmente para Edward, Emmett e Jasper, incapazes de manter o sorriso pequeno nos lábios. Então ela olhou de volta J.

- É tudo? Eu não tenho que fazer qualquer outra coisa?

- Não - J disse.

Ela esperou um momento e respirando várias vezes.

- Certo. Eu… eu terei que o enfrentar no tribunal?

- Não.

A resposta veio de pelo menos três fontes diferentes e ela virou em todas as direções. J riu.

- Não. Se ele optar por ir é sua prerrogativa, mas você não está pedindo a ele qualquer coisa. Não existe nada para disputar, então duvido que ele queira aparecer, e nesse caso, eu aparecerei no seu lugar como seu representante.

Ela sorriu sentido o rosto inteiro relaxar. Quanto mais ela tentava conter sua alegria, mais sentia seu rosto dividi-se num sorriso. Edward deslizou a mão por suas costas descansando a palma em seu ombro e apertando.

J olhava-a atentamente.

- Isto acabará logo, Bella. Você tem minha garantia.

Uma lágrima deslizada por sua face. Ela a enxugou impaciente, não sabia ao certo por que estava chorando. Estava emocionada. Estava aliviada.

- Obrigada - disse novamente.

Edward levantou ao lado dela e alcançou a mão através da escrivaninha para apertar e de J.

- Nós agradecemos por tudo, Jenks.

J também levantou.

- Eu estou contente por fazer qualquer coisa que possa. Você sabe disto. Estou á disposição.


Bella seguiu os homens para fora do escritório. Jasper parou no corredor e imediatamente a puxou para seus braços. Ela o abraçou de volta, sentido, tão aliviada quanto ele.

- Quer achar um salão de beleza agora? - Edward perguntou como eles saíram no ar frio. Ela concordou com a cabeça entusiasticamente. Eles chegaram ao jipe e Bella sentou na frente. Deu um longo suspiro e manteve os olhos fechados por alguns momentos.

- Sente-se melhor? - Emmett perguntou na parte de trás.

Ela abriu seus olhos e voltou á cabeça para fitá-lo.

- Você não imagina o quanto - disse suavemente.

- Eu sei que eu me sinto melhor - Jasper declarou. - Quanto mais cedo ela se livrar do nome daquele bastardo, melhor.

Bella franziu a testa. Não havia considerado essa parte do nome. Uma vez divorciada, voltaria ao nome de solteira? Ela não via como usa Cullen, já que não era exatamente legal casar com mais de um homem. Mas ao mesmo tempo, queria pertencer a eles, não queria ser vista como meramente uma amante ou uma namorada.

- No que você está pensando bebê? – Edward perguntou enquanto ligava o motor.

Ela não estava querendo admitir o tinha na mente. Parecia muito presunçoso. Odiou a insegurança que a invadia apesar de seus melhores esforços para mantê-la à distância. Abriu a boca para responder, mas não conseguia pronunciar as palavras.

- Em nada – respondeu gaguejando levemente.

Edward diminuiu a marcha e parou ainda no estacionamento.

- Do que você tem medo? O que não quer dizer? Você deve saber que pode nos dizer qualquer coisa. - Ela engasgou.

- É ridículo.

Edward pegou seu queixo, roçando o polegar suavemente por sua mandíbula.

- Eu odeio que você se preocupe tanto. Agora me diga.

- Essa coisa do sobrenome. Eu estava me perguntando...

- Perguntando o que? - Emmett questionou inclinado para frente em seu banco.

- Eu gosto da idéia de ser uma Cullen – declarou as faces inflamando. – Mas sei que não é possível.

- O que? - Jasper exigiu. Ele inclinando também para encontrar-lhe o olhar. - Por que não é possível?

As expressões de Emmett e Edward também eram interrogativas.

- Eu não posso casar com todos vocês legalmente. Isto é se vocês quisessem casar. Oh inferno, eu estou fazendo uma bagunça - murmurou, fechando os olhos.

- Bebê, você duvida de quanto nós a queremos?

Ela hesitou por breves instantes, então finalmente maneou a cabeça.

- Assim que possível você terá nosso nome – Edward continuou. – Nós não somos antiquados, mas você pertence a nós. Queremos que seja uma Cullen.

- Mas como?

Ele sorriu.

- Você não precisa se preocupar, bebê. É bastante simples. Você casará com um de nós com todas as formalidades legais.

Ficou de boca aberta. Como fora estúpida! Aquela idéia nunca tinha lhe ocorrido e era perfeita.

- Inferno, eu gosto da idéia de que ela está finalmente conversando sobre nós em termos permanentes - Emmett disse.

Ela olhou para trás e percebeu seus olhos brilhando. Era verdade, se surpreendeu. Era ela uma masoquista para saltar de uma relação e embaraçar em outra após aquele desastre? Isto não era um engano. Não podia ser um engano. Ela se não permitiria achar isto. Edward retirou-se do estacionamento e seguiu rua abaixo. Poucos minutos mais tarde, parou num elegante salão de beleza. Bella o examinou surpresa. Ele sorriu de volta.

- Eu pedi recomendações. Falaram muito bem deste lugar.

Ela se inclinou e o beijou nos lábios, antes de sair apressada do jipe.

- Eh, foi minha a idéia de perguntar - Emmett murmurou enquanto também saia do carro. Bella sorriu e deu-lhe um beijo puro na face. Caminhou na frente deles para o salão, onde foram saudados por uma senhora que parecia ter uns quarenta anos.

- Eu não tenho hora marcada - começou Bella.

- Qual que é seu nome, mel? - a mulher perguntou.

- Bella… apenas Bella - disse.

A mulher anotou rapidamente algo em um bloco de notas, depois a encarou.

- Bem, você está com sorte, Bella. Eu posso atender você agora mesmo. Meu o nome é Angela. Vire-se para que eu possa vê-la direito. Então nós conversaremos sobre o que você precisa fazer desde já posso dizer que você definitivamente precisa de alguma cor.

Bella piscou quando a mulher a rodeou, tagarelando alegre o tempo todo. Viu seus homens sentados na pequena sala de espera.

Edward sorriu e piscou. Angela pegou uma capa e colocando-a em torno do seu pescoço, depois os dedos por todo o cumprimento de seu cabelo.

- Mel, eu odeio ter que lhe dizer isso, mas, você precisa despedir seu cabeleireiro. Este é um dos piores trabalhos de tintura que já vi.

Bella sorriu.

- Temo ter que admitir que eu mesma que o fiz. Estava com pressa. Joguei a tinta por cima. Pode consertá-lo?

- Você quer pintar de loiro?

- Não, eu gostaria de volta a minha cor natural.

Angela estudou a raiz do cabelo por um minuto.

- Certo, eu posso consertar isto, mel. Você não precisa se preocupar com nada. Venha até a pia e deixe-me lavar o cabelo para você.

Vários minutos mais tarde, Bella se sentou na cadeira, o cabelo úmido. Angela começou a penteá-lo e Bella relaxou. Angela inclinou e em um sussurro alto perguntou:

- Agora mel, eu não quero, parecer curiosa demais, mas você precisa me dizer qual daqueles magníficos pedaços de mal caminho é seu.

Bella congelou um sorriso pairando em seus lábios. Para um breve momento, considerando apontar para apenas um deles, mas por que devia se importar com o que esta mulher pensasse dela?

- Todos os três são meus – admitiu suavemente.

Angela ergueu as sobrancelhas.

- Os três? Oh mel, diz pra mim que você está brincando. Certamente nenhuma mulher pode ser tão sortuda! – deu-lhe uma piscada exagerada através do espelho.

Bella riu então confirmou.

- Você está falando sério, não é?

Bella tornou a confirmar com a cabeça.

Angela agitou a cabeça.

- Deus! Você tem que me dizer como você fez para conseguir isso. Eu daria alguns anos da minha vida para ter dois, muito mais três homens que me olhassem assim. - Bella olhou-a espantada. Não havia nenhum choque ou afronta na voz da mulher.

- Bem, não importa mel, você obviamente está dizendo a verdade. Basta ver o modo que eles estão olhando para você. Como se quisessem comê-la no almoço - Angela suspirou saudosa. – Há muito tempo, conheci um homem que me olhava assim.

- O que aconteceu? - Bella perguntou curiosa por causa do desejo que sentiu na voz da mulher. Oh, nós queríamos coisas diferentes. Ou pelo menos eu pensei que quiséssemos. Não podia acreditar no que via em seu rosto. Para trás, mel deixe colocar este algodão na sua testa.

Bella obedeceu se debruçou e esperou ela continuar.

- Ele finalmente ficou cansado de esperar, eu acho. Subiu na sua Harley, e nunca mais o vi.

- Oh, isto é muito ruim - Bella penalizou-se. - Você não sabe como encontrá-lo?

Angela pareceu surpreendida.

- Bem, eu nunca pensei em tentar encontrá-lo. Tudo aconteceu há anos atrás. Provavelmente ele está casado com um monte de filhos.

- Talvez - Bella murmurou.

Duas horas mais tarde, Angela virou a cadeira para Bella ver-se no espelho.

- Olha para você, mel. O que acha?

Bella olhou fixamente seu reflexo.

- Sou eu - ela sussurrou. Não um monte de blonde brilhado sobre o cabelo castanho claro. Os fios tinham sido aparados e estavam brilhando suavemente.

Angela olhou-a satisfeita.

- Eu sabia que você iria gostar.

Bella levantou e impulsivamente abraçou a mulher mais velha.

- Obrigada.

Angela a guiou em direção a sala de espera.

- Vá ver o que seus jovens homens acham.

Bella caminhou onde os irmãos estavam sentados. Edward levantou e pegou a carteira.

- Você está linda, bebê.

Ela sorriu e balançou a cabeça. Olhou para Emmett e Jasper que também movimentam a cabeça com aprovação.

- Quer percorrer as lojas e comprar algumas roupas? - Emmett perguntou. Existem várias nesta rua.

- Quero sim - respondeu.

Ela também procuraria uma boutique especializada em lingerie, um pequeno sorriso curvou seus lábios mordeu a bochecha para não trair seus pensamentos. Ela adoraria comprar algo bem sensual para surpreendê-los.

Jasper segurou o casaco para ela vestir. Quando caminharam para fora, Bella encontrou o olhar de Angela, e a cabeleireira a lançou uma insolente piscada e mostrou os polegares para cima.

A princípio, Bella se apressou nas lojas, certa de que os homens ficariam logo chateados acompanhando-a de loja em loja, mas logo percebeu que eles gostavam de vê-la experimentar roupas novas.

Sua última parada foi na loja de lingerie, e ela deu a desculpa de que precisava de sutiãs. Do lado de dentro, escolheu dois equipamentos sensuais e se encantou com a idéia surpreendê-los quando retornassem para casa.

Quando saiu, Jasper e Emmett pegaram suas bolsas.

- Edward foi buscar o carro - Emmett explicou enquanto eles atravessavam a rua. Estavam andando depressa, quando Bella viu pelo canto do olho um sedan sair do local onde estava estacionado. Ela piscou surpresa quando se desviou da rua, vindo diretamente para eles. Jasper e Emmett estavam na sua frente e seriam atingidos em cheios ela lançou todo seu peso nas costas deles, desesperada para empurrar para longe.

À distância ouviu Edward gritar. Jasper e Emmett caíram para frente, desviando do carro. Ela sentiu uma dor explodir no quadril quando o pára-choque resvalou na sua perna. Ela foi arremessada, caindo sobre as mãos.