Disclaimer: as personagens pertencem a JK Rowling, bla,bla,bla...

N/A: * hoje vêm ao início * Chegámos ao fim desta história. Só queria agradecer muito a todos aqueles que a leram (tendo deixado review ou não) e que me deram forças para continuar. Foram vocês que permitiram que chegasse até aqui! E isto é a sério. Obrigada especial á Formiguinha (pelas mensagens que deixaste sempre, acredita que fiquei sempre muito contente com elas), á Pandora (a primeira pessoa que leu esta história inteira, e que me deu forças para entrar neste site, continuando a apoiar-me aqui dentro), à JanePotter (que partilha aos mesmos sentimentos que eu em relação á Weasley, mas não pode concretizar os seus desejos -vamos dar a volta á cabeça da Filipa! -e continuou a apoiar-me apesar de não gostar de D/Hr) e á Vanessa (que é a primeira vez que deixa review, mas não é por isso que não dá forças como todos os outros). A todos, muito obrigada...esta é a despedida e a gente vê-se numa outra fic (espero eu!!). Espero que não detestem o final. Jinhos!

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EPÍLOGO

- "A vida é como uma peça de teatro. Por isso, ri, pula, brinca, diverte-te, VIVE...antes que a cortina feche sem palmas" -

Tal como Hermione disse uns capítulos atrás, nada é mau até ao fim. Apesar de aquele pós-guerra ter sido bastante complicado, com o passar do tempo, acreditava-se cada vez mais que tudo iria melhorar. E o tempo passou, a vida mudou. Coisas aconteceram, coisas boas e más, mas coisas que fazem parte da vida quer se queira, quer não!

- "Morte de Albus Dumbledore comove a comunidade feiticeira mundial" foi o título que encheu a página inicial de todos os jornais feiticeiros do mundo. A grande sonho do velho sábio sempre fora instalar a paz no seu mundo, o que pareceu ser concretizado com o desaparecimento definitivo de Voldemort. Velho, cansado e realizado, o director de Hogwarts foi dormir numa noite de Verão e nunca mais acordou. Todos choraram a sua morte!

- Minerva McGonnagal assumiu o cargo do amigo na escola de Magia e Feitiçaria, deixando vago o de professora de Transfiguração e Chefe dos Gryffindors. Apesar de triste por abandonar tais postos, Minerva soube governar de modo justo e sábio, tal como o seu antecessor.

- Quem também continuou em Hogwarts foi Hagrid, que persistiu na sua função de guarda dos campos. Chorava a morte do seu amigo todos os dias, mas sabia que a vida continuava e um dia mais tarde iriam reencontrar-se na Terra da Verdade. Nunca abandonou nem foi abandonado pelos amigos, que, apesar de adultos e casados, nunca esqueceram o meio-gigante. Por isso, Rubeus sabia que valia a pena viver.

- Fudge foi um dos que não teve sorte. Os motins contra o seu governo continuaram durante imenso tempo e apenas pararam quando ele caiu. Na miséria, sem qualquer apoio e com a reputação manchada, Cornelius saiu de Inglaterra e nunca mais ninguém o viu.

- Quem lucrou com tal foi Arthur Weasley. O facto de ter sempre apoiado Dumbledore (o grande herói da guerra) foi o passo decisivo para se tornar Ministro da Magia. A vida da família deu uma grande reviravolta: tornaram- se ricos, conhecidos e importantes -o que não estragou a forma de ser e viver de nenhum deles. O patriarca Weasley soube governar de forma agradável e justa; o povo agradeceu-lhe.

- Molly, apesar de triste por deixar de exercer certas tarefas devido á sua nova posição no governo, tornou-se numa das feiticeiras mais respeitadas da região. Foi uma avó doce e carinhosa, sabendo distinguir quando os netos faziam o que estava certo e errado. E, embora ainda desgostosa, conseguiu superar a morte de Ron e Percy com a chegada das crianças. Um exemplo para todos!

- Após muitas hesitações, Bill acabou mesmo por casar com Fleur. Uma bela cerimónia na Inglaterra -onde ambos passaram a viver- uniu o ruivo rebelde com a bela francesa. Ele mudou-se para o Gringotts inglês; ela arranjou emprego na área de beleza. Hoje, contam já 3 herdeiros. É mesmo Weasley...

- Também Charlie se mudou para o país onde nascera, deixando para trás os dragões e preparando-se para enfrentar outros bichos menos perigosos, no Ministério da Magia. Porquê? Por amor; o segundo filho de Arthur e Molly acabou por se casar com Lily Sommerville, que continua ainda á procura da oportunidade de seguir o seu sonho de ser professora. Actualmente, ainda não têm filhos, mas o pai de Charlie costuma afirmar que nenhum Weasley escapa á tradição. Só o tempo o dirá...

- Já Fred e George não se queriam separar, mas chegou o momento em que tal teve de acontecer. Fred tornou-se beater numa famosa equipa de Quidditch. Tem 2 filhos e está de casamento marcado com a mãe deles, uma colega de equipa. Por outro lado, o gémeo decidiu fazer uma viagem por toda a Europa. Ainda há quem acredite que ela regressará com uma rapariga pelo braço! Mas ambos têm uma surpresa para todos: a insistência dos amigos fizeram-nos superar a morte de Lee e estava tudo pronto para a loja de brincadeiras mágicas abrir. Era só George regressar da sua viagem.

- Mas nem só de alegrias viveu a família naquela altura: Ginny é a prova de tal. Conseguiu o perdão de Hermione, mas não conseguiu Harry. Sempre á espera do momento especial, quando percebeu que o caminho para o rapaz estava livre, foi a vez dele desistir: o mais famoso dos feiticeiros partiu para a Suíça, tentando esquecer a vida passada e os romances falhados, com esperança de vir a descobrir a sua verdadeira felicidade. Escrevia a todos os amigos, mas Ginny percebeu que tinha perdido o seu grande amor; nunca teria o coração de Harry Potter! Desgostosa e magoada, a mais nova irmã Weasley desapareceu sem deixar rasto e ainda hoje ninguém (nem mesmo a família) sabe qual o seu paradeiro. Há quem diga que ela fugiu para um destino incerto, á procura de uma vida melhor daquela que deixara; outros afirmam que ela enlouqueceu de amor e se encontrava agora num recanto secreto da sua casa, presa por corrente que a ligavam a um amor impossível; e ainda existe a versão dos que dizem que Ginny acabou por morrer de desgosto, deixando-se levar pelo doce tacto daquele que está acima de todos nós. Os últimos afirmam também que os mais atentos conseguem ver nas noites de lua-cheia um vulto branco de longos cabelos cor de fogo, gemendo e chorando lágrimas de um desgosto de amor, esperando que o seu príncipe venha um dia a ela...

- Os anos passaram e também a vida de Hermione mudou. Em Setembro ingressou de novo na escola que a acolhera, para conquistar o diploma. Foi um pouco estranho passar aquele ano no meio de gente nova e desconhecida, mas nada é impossível para esta bruxa: aos 22 anos, com lágrimas nos olhos e sob o olhar atento dos que mais queridos, tornou-se uma verdadeira feiticeira. Mais tarde, apesar de ainda não recuperada totalmente dos 4 anos que perdera, ocupou o antigo lugar de Arthur no Ministério e não lhe foi difícil chegar á recém-criada secção de Negócios com a Comunidade Não- Feiticeira, da qual se tornou chefe. Nascida numa família Muggle, Hermione sabia bem como lidar com ambos os lados e tornou-se numa personalidade importante, sempre acompanhada pelo seu amado.

Draco Malfoy foi o escolhido. Claro que se alguma vez alguém lhes tivesse dito que acabariam por se apaixonar, eles teriam logo internado essa pessoa em St. Mungus, mas essa era a verdade. Draco percebeu que a vida é bela e não era justo estragá-la em Azkaban. Com a ajuda da namorada, conseguiu provar que estava interessado em mudar e saiu da casa de correcção. Ainda olhado de lado por alguns feiticeiros, conseguiu ultrapassar isso e tornou- se jogador numa equipa de Quidditch. É detestado por multidões e muito criticado por ser quem é. Mas qualquer um merece uma segunda oportunidade!

Três anos após Hermione ter recebido o diploma, em pleno dia de Natal, na Escócia, os dois casaram numa cerimónia testemunhada pelos mais próximos familiares da noiva, na qual ele se portou á altura e ela estava belíssima. Foi um dos melhores dias na vida de ambos; agora sim, Hermione percebeu que encontrara o verdadeiro amor. Draco era muito ciumento e as discussões não faltavam; mas nada que uns mimos ou uma caixa de chocolates não resolvesse!

Agora que eram casados e felizes, parecia que nada faltava na vida deles, mas estavam enganados! Alguns anos depois do casamento, a luz que faltava nas suas vidas surgiu numa tarde chuvosa de Outono, embrulhada em cobertores e com uns cabelitos louros na sua pequena cabeça. O ponto máximo de felicidade, ambos choraram quando o pequeno Andrew nasceu, após 9 meses de incertezas e dúvidas. Mas ali estava ele, forte e de boa saúde! Tornou- se no único ponto de atenção de Draco e Hermione. E eram felizes...muito felizes!

Sendo assim, ao terminar esta história, convém relembrar algumas lições. Entre elas, a que nunca devemos virar costas a ninguém. Hermione fê-lo -hoje é casada, mãe e muito feliz. Quem sabe se, com vocês, não acontecerá o mesmo. Afinal, nunca é impossível amar o inimigo.

*** 11 anos depois ***

- Queres que te acompanhe até á carruagem?

- Não, mãe, não é preciso.

Um casal de feiticeiros seguia pela plataforma nove e três quartos, frente ao Expresso de Hogwarts. Á sua frente, vinha um rapaz de 11 anos, de fortes cabelos loiros e pequenos olhos azuis, que conduzia um malão com o seu nome: "Andrew Malfoy".

- Vou ali, na do fundo! -disse o rapaz, apontando para a última carruagem.

- Não queres companhia?- estranhou Draco, reparando que ela estava vazia.

- Oh, não morro se for sozinho. Então, adeus...até ao Natal.

Hermione abraçou o filho com força e beijou-o na bochecha. Para ela, achava que era um orgulho ver o seu pequeno partir para Hogwarts, tal como já ocorrera com ela ou com o seu marido.

- Diverte-te muito!- disse ela- E manda corujas, sim? Se precisares de alguma coisa, diz, lembra-te das recomendações que fiz e...

- Sim, mãe -respondeu o rapaz, com voz arrastada- Adeus, pai!

- Adeus, Andrew!- Draco apertou a mão do filho- Até ao Natal.

O pequeno despediu-se e avançou para a carruagem. Draco ajudou-o a colocar o malão dentro do comboio e esperaram que o comboio partisse. Deram as 11 horas, o expresso começou a afastar-se e o casal despediu-se do filho. Agora, só dentro de 3 meses é que o veriam novamente.

- E pronto- suspirou Draco, assim que deixou de ver o comboio- lá se foi. Depois, só nos vemos nas férias...sai da escola aos 17 e vai trabalhar...casa-se e tem os seus filhos...e nós ficamos sozinhos. Acabou- se o tempo de papás-galinha!

- Ora, Draco, és tão pessimista!- contrapôs Hermione com um sorriso.

- Não é verdade?

- Não!

- Que sabes tu, Hermione? Não podes prever o futuro!

- Tu também não. Mas garanto-te: neste momento, sei muito mais que tu!

Draco olhou a mulher. Desde manhã que não largava aquele sorriso misterioso, desde a chegada do correio á hora do pequeno-almoço. Que se passaria?

- Vamos lá a falar: que é que se passa?

- Vamos andando para casa?

Sem esperar resposta, ela virou costas e afastou-se, sempre a sorrir. Guardava um segredo, mas só o contaria ao seu marido daí a uns tempos, quem sabe, talvez no dia seguinte. Só sabia bem que iria deixar Draco sofrer durante mais uns tempos.

- Hermione! Que se passa contigo?- gritou ele, correndo atrás dela.

A mulher de cabelos encaracolados riu-se e acelerou o passo. Era escusado ele insistir -não saberia o que as passava tão cedo. Passou a mão pelo ventre e pensou que Draco estava errado: o tempo de papás-galinha não terminara, estava apenas a começar...outra vez!

FIM