O BAILE

Às 21:30hs, Vickie encontrava-se pronta esperando por Harry. Usava um vestido verde-jade, com um decote princesa que lhe realçava o colo, os cabelos soltos, brincos e colar de pérolas, e uma capa da mesma cor do vestido. Quinze minutos depois, a batida na porta se fez ouvir, Vickie se aproximou e abriu-a. Um rapaz com cabelos rebeldes pretos, olhos verdes, óculos redondos, e uma cicatriz em forma de raio, reconhecível em qualquer lugar, sorriu para ela.

- Deve ser a senhorita Norris, não? - deu um sorriso cortês. - Sou Harry Potter.

- Prazer, Harry - disse estendendo-lhe a mão fina, onde ele depositou um beijo. - Posso lhe chamar assim? Parece-me que nossas idades não são tão distantes para um tratamento formal.

- Fique a vontade em fazê-lo - ofereceu-lhe o braço. - Creio que estamos atrasados, ou melhor, eu me atrasei. Peço desculpas.

- Desculpas aceitas, Harry - passou o braço por dentro do dele. - Vamos ou corremos o risco de sermos amaldiçoados - sorriu para ele.

A porta se fechou atrás dela e tomaram a direção do Salão Principal. Percorreram o caminho até lá entretidos num longo assunto, que nem perceberam que já haviam chegado à porta de entrada e tinham se tornado a atração principal da festa naquele momento. Um par de olhos negros cintilantes caiu sobre o casal. Entraram pelo corredor principal e dirigiram-se para a mesa dos professores. Minerva estava sentada no meio da mesa, do seu lado esquerdo estava o professor Filtwick, Madame Hook, a professora Sprout, e do seu lado direito haviam duas cadeiras vagas, e Snape. Victória se sentou ao lado do professor de Defesa contra as Artes das Trevas, que nem lhe dirigiu um olhar.

A cerimônia foi aberta, uma hora mais tarde, Harry se levantou para entregar os diplomas para os alunos formandos. A música começou, Harry tirou Vickie para valsar no centro do Salão, dançaram várias valsas seguidas sob o olhar frio de Snape. Ele havia se levantado, estava na cabeceira da pista, vestido com uma casaca preta, e para muitos, com um ar entediado.

Eu existo no portal

dos relógios que gritam...

monstros que chamam pelo meu nome...

Me deixa ficar,

onde o vento sussurra pra mim...

onde as gotas de chuva contam

histórias enquanto caem!!

O casal passou bem a sua frente, Snape não teve como conter sua irritação quando Harry abaixou o rosto na direção de Vitória, sussurrando-lhe algo no ouvido, que a fez sorrir. Não um sorriso contido, mas um sorriso que iluminou todo o rosto, fazendo-a corar. Snape atravessou o salão e saiu para os gramados da escola.

No meu campo de flores de papel

E nuvens de algodão-doce...

de canção de ninar...

Eu fico dentro de mim mesma por horas...

E assisto meu céu lilás passar por mim

Vickie inventou uma desculpa para Harry assim que a próxima valsa começou e saiu atrás de Snape. Já havia andado um bom pedaço do gramado quando reparou num vulto parado na entrada da Floresta Negra. Ela se aproximou o mais rápido que pôde, mas quando Vickie chegou ao lugar em que Snape estivera, ele já havia desaparecido.

Não diga que eu não sou sensível!

Com essa sua realidade que é um caos!

Eu sei o que jaz atrás do meu

esconderijo no sono...:

o pesadelo que eu construi para

escapar do meu próprio mundo...

Colocou a mão dentro das vestes e retirou sua varinha, empunhando-a, e entrou na Floresta atrás dele. A escuridão a cercou conforme ela foi avançando para o interior, não havia nenhum sinal de Snape. Um estalido a suas costas a fez virar. O professor estava parado a sua frente, segurando um vidro entre as mãos com um conteúdo prateado. Ele a fitou demoradamente e passou o vidro às mãos delas.

- Vai precisar disso para preparar suas poções de sono - disse ríspido. - São lágrimas de unicórnio.

- Obrigada - ela escondeu o vidro sob as vestes. - Foi para isso que veio até aqui?

- Deveria me agradecer de lembrar que hoje era Lua Crescente - Snape disse caustico. - Não deveria estar lá dentro com seu par? Parecia está se divertindo com Potter.

- Isso depende de você - Vickie se aproximou o suficiente para roçar seus lábios nos dele. - Quer que eu volte para lá? - sussurrou ao seu ouvido.

- Não. Não quero! - Snape a puxou de encontro a si, agarrou seus cabelos com força e beijou-a intensamente. - Por que fez isso comigo? - Ele a havia soltado e a encarava.

- O que? - seus olhos castanhos fitavam os dele. - Ir com Harry ao baile? Foi um pedido de McGonagall...

- Não, Vickie. - Snape a interrompeu com os olhos cintilando de ódio. - Por que voltou? O que você realmente quer? - ele a segurou pelos pulsos. - Não minta.

- Já disse porque voltei - Vickie estava assustada - , me largue, por favor. Está me machucando, Snape.

- Diga-me, o que quer aqui? - ele vociferou enquanto apertava mais seus dedos envolta do pulso dela.

- Você - saiu num sussurro, escondido entre os soluços e as lágrimas - Eu o amo, Severus!

Snape a fitou aturdido, soltou-a bruscamente e saiu em direção a entrada da Floresta. Não sem antes ouvir Victória esbravejar contra ele:

- Você me ouviu? - ela gritou entrecortada pelo choro. - Eu o amo! E não há nada que possa fazer para mudar isso! Nada! Fuja! Como sempre fez! - deixou-se cair na grama úmida de orvalho vendo o homem de preto sumir a sua frente na escuridão da noite. Seus olhos embaçaram mais ainda e as lágrimas empaparam-lhe as vestes.

Entalada com o som do meu grito,

não consigo descansar com medo do silêncio das noites...

Oh como eu espero pelo sonho do sono profundo...

a deusa da luz imaginária...

( Imaginary - Evanescense )

Já passava das quatro horas quando Victória voltou ao castelo, perambulara pelos gramados até se sentir cansada a ponto de desabar na cama. Foi buscar Andy na enfermaria, entrou silenciosamente pelas portas de vidros e dirigiu-se à sala de Pomfrey. Para sua surpresa e desespero, a enfermeira estava com os olhos abertos e vidrados, havia sido estuporada.

Vickie levou as mãos aos lábios, um pavor súbito inundou-lhe a mente, andou de costas até a porta, horrorizada, e saiu para o corredor que dava na enfermaria propriamente dita. Os leitos estavam vazios, ela percorreu um a um, olhando embaixo, atrás, dos lados. Não havia sinal de Andrew! Sem se quer parar para pensar em mais alguma coisa, ela saiu correndo em direção aos aposentos do professor de Defesa contra a Arte das Trevas.

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N/A : Bjus às minhas amigas de Esquadrão! Todas as madrugas trocando segredos, idéias, informações. Amo vc, demais!!!! Obrigada por serem minha família na Net!!!!

Rô estala beijo nas bochechas de todas!!!!

Bjus tb para Fefa e Ana, Lulu e Muri!!! Obrigada lindaspelas reviews!!!!