Nota da Autora: Um leitor maravilhoso me pediu para darmos uma espiada na mente de Mitch, de modo que é como eu estou começando este capítulo. Ele é canalha e seriamente delirante, só para avisá-lo.


Capítulo 14

Tradutora: Laysa Melo.


POV Dr. Mitch Cameron

As barras de ferro da cela estavam frias. Eu sabia disso porque elas estavam ao meu redor e eu estava descansando contra elas desde que eu tinha sido atirado neste lugar. Para meu alívio, eu havia recebido uma cela privada. O oficial explicou que tinham pensando em minha proteção. Aparentemente, os presos tinham uma queda por strippers, e eu bati em uma. Eu achei engraçado. Presos eram cortados do mundo exterior, mas ainda sim – de alguma forma – eles sabiam o meu nome, ocupação, e o motivo da minha prisão antes mesmo de eu entrar no edifício. Era extraordinário. Claro, todos eles queriam cortar a minha garganta porque eu tinha ousado colocar as minhas mãos em alguma vagabunda e tinha mandando-a para o hospital, mas ainda assim, a sua devoção a ela e sua desenvoltura na coleta de informações era impressionante.

Eu tinha sentado no canto mais distante ao longo da noite. Dormir era fodidamente impossível. Comer a merda que eles chamam de comida estava completamente fora de questão. Eu sempre achei que as comidas de hospital eram as refeições mais repulsivas servidas ao público, mas eu já tinha a confirmação de que a pior comida que de fato existia era a da prisão.

Eu poderia lidar com o sono, ficar sem comida, e não conversar. Era o tempo de espera que era uma tortura. Eu dei o meu telefonema depois de coletarem as minhas impressões e a minha foto de fichamento* ter sido tirada. A maioria dos homens ligavam para as suas esposas. No entanto, eu tinha ligado para o meu advogado. Ele estava confiante de que ele me tiraria daqui ao meio-dia, o que era bom porque eu tinha rondas para fazer à tarde no hospital. Minha audiência preliminar foi marcada para às 10:00 horas. Nessa hora, o juiz decidirá qual será o valor da minha fiança, e o meu advogado assumiu que exigiria algum dinheiro para me tirar daqui de uma forma atempada. Uma acusação de agressão não deve exigir um valor de fiança muito alto. Ele continuou a perguntar se havia algo mais a acrescentar na minha versão – qualquer pedacinho de informação que ele precisava saber para ter certeza de que isso não iria ter custos adicionais. Assegurei-lhe que ele tinha todos os fatos. Eu sabia que ele não precisava saber de tudo. Ele precisava apenas das informações suficiente para me tirar do seu inferno.

*N/T: quando uma pessoa é presa, é necessário tirar uma foto dela de todos os perfis para registro.

Para ser justo, eu não tinha planejado ferir ninguém na noite passada. Isto foi inteiramente culpa daquela cadela. Darcy? Daisy? Eu não conseguia lembrar o nome dela, porra. Ela deveria tomar conta das suas próprias merdas. Eu finalmente tinha Bella em meus braços. Meu corpo reagiu como sempre fazia quando eu me permitia imaginar como seria sentir ela contra o meu corpo. E agora eu não teria mais que imaginar. Eu sabia. E era incrível.

Eu a tinha visto pela primeira vez cerca de dois meses atrás. Eu estava participando da despedida de solteiro de um amigo, e estávamos todos muito cansados no momento em que chegamos ao clube. Era um dos melhores clubes de strip-tease em Seattle – muito mais chique do que as barras de costume, e do tipo que eu sempre quis ir durante todo o meu casamento – mas eu nunca tinha tido tempo para frequentar este clube particular. Eu preferia lugares mais sórdidos, na periferia da cidade onde eu não tinha esperança de ser reconhecido. Eu era um profissional, afinal de contas. Eu era um médico de merda. Um homem casado. Eu não podia ser visto nesses tipos de estabelecimentos.

Eu não dava a mínima se a minha esposa descobrisse. Nosso casamento acabou há mais de quatro anos atrás, quando eu a encontrei se esfregando no colo do seu chefe na festa de Natal da sua empresa. Mas, apesar de ambos termos os nossos próprios assuntos e sentirmos ódio mútuo um pelo outro, nós nunca nos divorciamos. Preferimos fazer um ao outro miserável, eu precisava de uma esposa troféu, e ela adorava os benefícios de ser esposa de um médico. Então eu não dou a mínima para o que minha mulher poderia pensar em relação a minha afeição por clubes de strip. Mas a minha reputação na comunidade e no hospital eram importantes, então eu frequentava clubes de strip desagradáveis onde as chances de eu ser reconhecido eram inexistentes. Não importava. Um par de peitos era tão bom quanto qualquer outro, certo?

Essa teoria foi quebrada quando eu coloquei os olhos sobre ela pela primeira vez. Ela era magnífica. O seu longo cabelo mogno caia por seus ombros em uma cachoeira de ondas. Deslumbrantes olhos castanhos, volumosos cílios que tremulavam contra a intensidade das luzes brilhantes. Ela era fodidamente requintada. Lembro-me de ter ficado tão duro que chegava a ser doloroso enquanto ela dançava sob as luzes, e eu lambia os meus lábios com antecipação enquanto eu esperava ansiosamente pela remoção de suas roupas.

E então ela não as tirou.

Eu nunca estive mais puto durante a minha vida inteira. Então eu voltei na noite seguinte. E na seguinte. Aguardando com impaciência a noite em que ela finalmente iria se revelar para mim. E ela nunca fez.

Como ela ousa esconder o seu corpo de mim? Tornou-se um desafio. Fiz amizade com um dos seguranças que me disseram de sua agenda. Eu nunca perguntei pelo nome dela. Eu supus que ela tinha um fodido nome artístico mesmo, e nunca poderia ser perfeito o suficiente. Provavelmente foi algo superficial e bobo, e seu nome merecia ser algo glorioso e belo.

Durante o dia, eu fantasiava sobre ela. Eu me imaginava transando com ela em uma das camas dos meus pacientes. Ou no meu consultório. Ou no meu iate. Ou no banco de trás do meu Lexus. Eu não me importava onde. E as noites quando ela estava trabalhando, eu ia vê-la dançar enquanto eu ficava sentado à minha mesa habitual, memorizando a forma de suas pernas graciosas e imaginando como seria senti-las em volta da minha cintura. Ela continuou a esconder o corpo dela de mim, e eu continuei a ficar impaciente. Eu me perguntei se ela estava fazendo isso de propósito – só para seduzir-me para que eu voltasse, noite após noite. Se esse era o plano, ele estava funcionando como a merda de um encanto.

Claro, eu tinha visto Edward e um cara no clube há pouco mais de um mês atrás. Eles pareciam completamente caídos por ela, como bem, mas eu estupidamente rejeitei a sua atenção. Eu estava acostumado com homens olhando para ela. Mas ela era minha, e muito em breve, ela fodidamente saberia disso. Eu ansiava para chegar a ela. Para ouvir a sua voz. Para ela chamar o meu nome.

E então, ontem, vi o espesso cabelo mogno à luz do dia ali mesmo no estacionamento do hospital. Quando eu dirigi para mais perto, fiquei enfurecido ao ver a língua dele no pescoço dela. Era do conhecimento comum em torno do hospital que o "Dr. C" tinha uma garota. Sua habitual fraca carranca tinha sido substituída por um sorriso constante que só poderia significar que ele estava fodendo alguém. O conhecimento de que a mulher dos meus impossíveis sonhos era a que tinha colocado aquele sorriso em seu rosto me fez ter um ataque de fúria cega. O Cullen tinha a fodida sorte de estar vivo.

Eu propositadamente estacionei exatamente ao lado deles, e a única coisa a se fazer era dizer um educado Olá. Eu tinha um papel a desempenhar, depois de tudo. E eu estava excitado que ela e eu finalmente ficamos cara a cara. Eu tinha certeza que ela me reconheceu. Eu tinha ido ver a sua dança, noite após noite, e eu senti a conexão. Eu sabia que ela sentiu também.

O Cullen tinha me apresentado ela como Bella, e o nome era perfeito. Eu fiz alguma conversa fiada, o meu olhar nunca deixando o seu corpo. Sua voz era como a de um anjo, e eu comedi cada gesto – cada suspiro – a minha memória. Fingi que não sabia qual era a sua ocupação, e ela admitiu que era uma dançarina. Ela foi evasiva sobre o seu estilo de dança, e isso só me fez quere-la mais. Ela nunca deveria ter vergonha de dançar. No entanto, ela deveria ter vergonha de esconder o corpo dela de mim. Eu decidi que iria corrigir essa situação hoje.

Após deixar alguns arquivos no meu escritório, eu peguei uma bobagem para comer e me dirigi para o clube. Eu não comi no bar. Eu estava muito entretido para fazer qualquer coisa a não ser olhar para ela enquanto ela dançava para mim. E ela estava dançando para mim. Eu tomei uma bebida, no entanto, e eu a assistia com a adoração quando ela terminou a sua apresentação. No final da noite, eu havia esperado ela sair pelos bastidores. E então ela fez. Decidi me apresentar oficialmente.

Seus olhos se encontraram com os meus, e o fogo nos olhos de chocolate só fez com que a minha ereção esforçasse mais contra as minhas calças. Para alguns, o flash nos seus olhos pode ter parecido como o medo. Mas eu sabia melhor. Ela me queria também. Eu podia ver isso. Eu brincava com seu cabelo, e ela fingiu lutar contra o meu toque. Eu entendi. Era tudo uma questão de percepção. Ela não podia deixar ninguém saber que ela me queria também. Ela tentou sair, e eu implorei para que ela me deixasse acompanhá-la até o carro dela. Lá fora, sob o céu iluminado pela lua, eu tinha certeza que a sua determinação iria ruir, e nós poderíamos finalmente – e corretamente – nos apresentar um ao outro.

Ela começou a bater nos meus braços, e eu rodeei a sua cintura, puxando-a para o seu camarim. Eu a levei para o sofá e lhe pedi para ficar quieta. Nós tínhamos que ser cuidadosos. Ninguém podia saber. Sussurrei o seu nome com reverência, desejando que ela compreendesse o quanto eu a queria. Como eu estava fodidamente dolorido por ela. Ela começou a chorar, e eu sabia que ela estava apenas sendo superada pela felicidade. Poderíamos finalmente ficar juntos. Ela se sentia tão bem contra mim, e eu coloquei os seus braços acima de sua cabeça, saboreando a suavidade da sua pele. Contei-lhe tudo – como eu vinha a ver há alguns meses. Como eu não podia suportar o fato de eu nunca ter dado um vislumbre sequer por debaixo dos seus trajes. Eu abri o zíper da sua camisa, e ela lutou abaixo de mim. Isso só me excitou ainda mais, e eu tinha decidido que a coisa cavalheiresca a se fazer era beijá-la.

Mas antes que eu pudesse abrir minha boca para a dela, algo bateu por cima da minha cabeça. Eu gemi de dor e me virei para encontrar uma das bailarinas segurando uma garrafa de vinho quebrada. Eu me virei para a cadela e lhe dei um tapa com toda a força que eu pude reunir. A vagabunda gritou muito alto, e de repente a porta se abriu e eu reconheci o bartender. Ele me deu um soco no rosto, e tentei revidar, mas foi inútil. Eu lutei para encontrar Bella através dos meus olhos inchados – para se certificar de que ela estava bem – e eu a vi nos braços de outro homem. Ela sussurrou o meu nome, e meu coração gritou de alegria. Ela me amava. Ela me queria. Tomei esse fato como conforto mesmo que eu estava sendo arrancado para fora da sala por dois policiais militares, algemado, e eles me trouxeram para este inferno.

"Alguém poderia me dizer que horas são?" Eu berrava enquanto eu tentava olhar pelo corredor. Era, obviamente, pela manhã, mas eu estava impaciente para dar o fora daqui. Eu tinha que checar Bella. Ela estava assustada enquanto eles me carregavam ontem à noite. Eu precisava ter certeza de que ela estava bem.

"São nove horas, Mitch", uma voz ecoou pelo corredor de pedra. Meus olhos tentaram se adaptar à figura sombria, e fiquei surpreso ao ver o rosto de Edward Cullen me olhando enquanto ele fazia o seu caminho em direção a minha cela. Próximo a ele, eu reconheci o oficial de como o mesmo que tinha me trazido para a minha cela ontem à noite. Eles trocaram um olhar, e eu fiquei com nojo de ver o Cullen escorregando algo na palma da mão do policial. O funcionário sorriu para mim antes de voltar para o corredor.

"Subornando a aplicação da lei, Cullen? Melhor ter cuidado. Eu estarei livre desta cela em apenas algumas horas."

"Não se eu puder evitar isso", ele murmurou. Ele era um tolo com ciúmes. Obviamente, Bella admitiu os seus sentimentos por mim. Ele estava aqui para admitir a derrota. Sorri com esta realização e me sentei em minha cama.

"Eu sei por que você está aqui", eu sorri alegremente. "Isso não era realmente necessário, no entanto. Basta saber que temos a sua bênção, isso já é uma desculpa suficiente."

Os olhos de Edward escureceram. "Minha bênção?"

"Claro," Eu dei de ombros. "Eu lamento, Edward. Você é um homem bom. Um excelente médico. E eu sei que ela te faz feliz. Mas você tem que saber que ela pertence a mim. Sinto muito que você teve que descobrir isso dessa forma…" Minha voz sumiu. "Como ela está, aliais? Espero que ela não esteja muito preocupada comigo."

O rosto de Edward brilhou com tantas emoções diferentes que eu não pude compreender qualquer uma delas. Sua voz era rouca. "Você acha que ela pertence a você?"

"Eu sei que ela me pertence."

Seus olhos se estreitaram. "Você está fodidamente delirante se você acha que Bella pertence a você."

"Ah, mas ela acha", eu sussurrei, e sua expressão era lívida. "Sinto muito, Edward. Eu sei que a inveja deve estar comendo você vivo. Imagina como me senti ontem, vendo vocês dois aos beijos no estacionamento. Eu queria estrangulá-lo. Eu só posso imaginar como você está planejando minha morte agora."

"Você é a porra de um maluco. Eu vou te matar!" Edward rosnou quando ele colocou os seus dedos em torno das barras de pedra da cela. "Se você sequer chegar algumas centenas de quilômetros perto dela, eu juro que eu vou arrancar o seu coração de merda."

Eu ri, e o som ecoou pelas paredes de concreto. "É por isso que você veio aqui? Para me ameaçar?"

"Sim", ele respondeu sem rodeios. "E eu queria ter a certeza de que você estava aqui – e que você irá ficar aqui. E se eu tenho algo a dizer sobre isso, a fiança não será concedida a você. É melhor você rezar para Deus se você acha que Ele vai te ouvir seu maluco idiota, para isso você não tem fiança."

"E por que isso?" Eu perguntei secamente.

"Por que essas barras de ferro do caralho são as únicas coisas que estão te mantendo vivo."

Eu absorvi as suas palavras. Eu sabia que ele não queria dizê-las. Ele estava com ciúmes. Bella tinha me escolhido ao invés dele. Isso com certeza estava irritando ele.

"Eu entendo, Edward", eu simpatizava enquanto eu caminhava em direção a ele. Era melhor dizer essas coisas cara a cara. "Ela é perfeita, não é? Tão linda. Eu entendo porque você está tento um tempo difícil em deixá-la ir."

Ele rosnou e alcançou através das barras de pedra, agarrando a minha gravata e puxando-a através do espaço entre nós. Sua mão estava cerrada, o rosto contorcido em uma horrível careta. Eu poderia ter ficado assustado se eu não me sentisse tão triste pelo bastardo. Eu estava tendo um pequeno problema respiratório.

"Eu lhe fiz uma promessa", ele cuspiu na minha cara. "Eu prometi a ela que eu não iria matá-lo."

Eu não conseguia esconder o meu sorriso. Claro que ela o fez prometer uma coisa dessas. Ela me amava.

"Mas", ele murmurou, puxando a minha gravata um pouco mais forte. "Eu não hesitarei em voltar atrás em minha palavra, se por alguma porra de milagre, você sair desta cela de prisão e tentar contatá-la. Você vai ficar longe dela. Se eu ainda suspeitar que você está pensando em entrar em contato com ela, eu vou fodidamente destruí-lo. Estamos entendidos?"

Eu simplesmente sorri quando ele afrouxou o aperto em torno da minha gravata. Eu esfreguei o meu pescoço distraidamente, e passeei de volta ao meu canto, assim que o meu advogado entrou pelo corredor.

"Dr. Cullen, eu espero que eu não apenas não tenha te ouvido ameaçar matar o meu cliente."

O rosto de Edward estava rígido quando ele olhou para o advogado. "Isso é exatamente o que você ouviu. Se você quiser que o seu cliente viva, é melhor você convencê-lo a ficar bem longe de Bella Swan. Ele foi avisado, e agora eu estou te avisando. Se você encontrar alguma maneira de tirá-lo da aqui, é melhor mantê-lo longe da minha família. É o último aviso que vou dar a vocês."

Nós dois observamos enquanto Edward seguia pelo corredor.

"Eu pensei que este problema era simples," John murmurou. "Que porra você fez consigo mesmo, Mitch?"

"Nada que eu não possa resolver," Eu sorri calorosamente. "Então, quanto tempo você vai demorar para começar a me tirar desse inferno? Há alguém que eu preciso ver."

BPOV

Olhei para o relógio pela centésima vez nos últimos trinta minutos. O tempo passa tão lentamente quando você realmente o observa os ponteiros se arrastando ao redor da face do relógio. Alice estava ao meu lado, observando cada movimento meu, esperando que eu surtasse novamente. Eu estava desesperadamente tentando me manter unida em prol do menino imprensado entre nós no sofá.

Eu desmoronei assim que Edward tinha saído. Ele mal saiu da garagem, Alice e Jasper chegaram antes que eu desmoronasse de joelhos no meio da sua sala de estar. Felizmente, Jasper levou Seth ao McDonalds para almoçar, e eu poderia finalmente ter um ataque de ansiedade verdadeiro sem se preocupar com o temperamento de Edward. Tenho certeza de que Alice se assustou com o meu choro, e eu havia me desculpado por isso. Mas eu tinha necessidade de liberar muita adrenalina. Senti-me mal por ter mantido isso muito escondido de Edward, mas eu tinha que ser forte para ele. Ele estava pronto para matar Mitch Cameron, e eu tive que manter a minha merda unida em sua presença.

Inicialmente, ele prometeu ficar comigo e não ir atrás do atacante. Aliviada, eu tinha adormecido em seus braços. Mas enquanto eu estava dormindo, Jasper havia revelado o nome do meu atacante, e Edward tinha tentado esconder a sua culpa e fúria de mim. Eu prometi a ele que isso não era culpa dele. Mitch teria feito o seu ataque eventualmente – mesmo sem a nossa apresentação no hospital. Mas ele não estava me escutando. Ele estava com tanta vergonha – tão cheio de culpa – se desculpando por ter dito o meu nome ao homem. Eu tive que consolá-lo. Eu tive que prometer que não houve nenhum dano permanente. Eu ficaria bem com o tempo. E era verdade. Mitch não tinha me prejudicado fisicamente. Mas os meus sonhos estavam atormentados com pesadelos de seu rosto, e eu estava tendo problemas para dormir. Eu pulava com cada pequeno ruído, e além do mais eu estava preocupada com a Dacy. Eu queria visitá-la no hospital, mas Edward se recusou a me deixar ir, dizendo que ele precisava executar uma missão. Ele me prometeu que poderíamos ir visitá-la mais tarde. Ele me deixou aqui para que eu pudesse passar um tempo com Seth, e minha imaginação estava correndo com pensamentos da sua misteriosa "missão".

Assim, com toda tensão que eu estava sentindo, eu quebrei na frente de Alice. Ela me segurou quando eu chorei, e eu fiquei aliviada por deixar tudo sair.

"Que missão poderia ser importante agora?" Alice se perguntava em voz alta quando os meus soluços tinham finalmente cessado. Expliquei que Jasper tinha dado a Edward o nome do homem, e seu rosto se torceu de medo. Tenho certeza de que a sua expressão espelhava a minha.

Mas ele me prometeu.

Fiquei repetindo essa frase para mim mesma, desejando fazer-me acreditar nisso. Ele me prometeu que não iria matar o homem. Mas com isso a sua promessa seria anulada e sem efeito agora que ele conhecia pessoalmente o meu atacante? Uma promessa era suficiente para impedir o homem que eu amo de se tornar um assassino?

Jasper havia voltado para casa com Seth pouco mais de uma hora atrás, e todos nós estávamos aninhados no sofá assistindo uma maratona de Bob Esponja. Jazz tinha beijado minha testa e se desculpado suavemente, e eu sorri, não querendo discutir a noite na frente de Seth. Ele suspirou e nos disse que ele precisava passar pelo clube. Eu sabia que ele ainda tinha um negócio para comandar, e ele precisava ter certeza que dançarinos e clientes apareceriam no show hoje à noite.

"Eu nunca mais vou voltar, Jasper".

Ele balançou a cabeça. "Eu não esperava que você voltasse, Bella. Sentiremos sua falta, no entanto. Eu realmente não esperava que Edward fosse deixar você voltar ao clube."

Eu balancei a minha cabeça. "Isso não tem nada a ver com o Edward. Esta é a minha decisão. Eu estava planejando me inscrever na escola de qualquer maneira. Eu não tinha contado a ninguém, e eu não estava planejando deixa-lo tão cedo, mas eu só… eu só não posso mais voltar lá, Jasper. Eu apenas não posso…"

Ele me abraçou e me disse que estava tudo bem. E que ele estava orgulhoso por mim ir à escola. Expliquei que queria abrir o meu próprio estúdio de dança, e eu só queria fazer alguns poucos cursos de negócios. Alice e Jasper sorriram muito quando eu disse a eles meus planos. Agora eu só precisava dizer a Edward.

Eu só esperava que eu não teria que lhe dizer isso de dentro de uma cela de prisão.

EPOV

Eu observei quando Mitch Cameron e o seu advogado valsaram para fora da cadeia da cidade. Eu bati a minha mão contra a roda em direção ao Jasper. O filho da puta tinha, obviamente, conseguido a fiança.

Eu tinha dado a ele o meu aviso. Agora, eu vou lhe dar algum tempo. Se eu suspeitasse que ele estivesse tentando entrar em contato com ela, ele era um homem morto. Era tão simples como isso.

Eu tinha prometido a Bella que eu não iria matar o homem. Eu teria que encontrar uma maneira de contornar essa promessa se Mitch decidisse me testar. Ele seria um idiota se tentasse.

Ele era louco. Mesmo que essa coisa fosse a julgamento, ele provavelmente seria absorvido. Insanidade temporária tinha feito com que um monte de pessoas culpadas fossem libertadas ao longo dos anos. E Mitch tinha um dos melhores advogados da cidade. O dinheiro fala. E Mitch tinha muito disso.

Eu tentava me concentrar em Bella e Seth. Nossa família. Minha família. Mas quando Jasper revelou nome de Mitch, eu fiquei sobrecarregado com a culpa. Isto era minha culpa. Eu tinha que fazer isso direito. Eu tinha que protegê-la. Eu tinha que protegê-la e manter a minha promessa. Eu faria isso por ela. Por nós. Mas eu precisaria de ajuda.

Abri o meu celular e disquei. A voz na outra linha estava abafada. Talvez de ressaca.

"Aqui é Cullen."

"Emmett", eu murmurei. "Eu preciso de sua ajuda."


Nota da Tradutora: Nossa, garrei um ódio desse Mitch, ele é um doente isso sim! Mas pra que será que o Edward vai querer a ajuda do Emmett? Decisões, decisões...

Até a próxima.

Bjus,

Lay.