E aí gente, provavelmente eu teria postado na quinta a noite se não estivesse cheia de trabalhos p fazer. Antes tarde do que nunca não é?! Sobre o capítulo ele está diferente, afinal a nossa Kate Beckett em um momento frágil é sempre algo interessante de se ver e pra quem acha que vai ficar no gancho (a expressão não é minha, acho que a pessoa não vai se importar se eu pegar emprestado) pode ficar tranquilo que eu volto a noite com mais um :)
Aproveitem!


Estava meio que se conformando, agora só pensava nele e como podia nunca mais dizer que o ama, então antes de desmaiar pronunciou seu nome como se fosse uma despedida, pois o medo que sentia não deixava ela ter a certeza que sairia dali com vida.

Longe dali eles já estavam prontos na 12th, Ryan e Castle decidiram que era melhor Laine, sua família e até mesmo o pai de Beckett não saber o que estava acontecendo, pelo menos até averiguarem o local.

Já estavam se direcionando para a pequena fazenda no interior de Brentwood, acho que pelo FBI está envolvido e por terem mais ferramentas e informações disponíveis conseguiram a localização dela com tanta rapidez e precisão. Tempo era algo crucial, ela não permaneceria viva mais de 24 horas nas mãos deles e isso os preocupava.

Estavam todos reunidos repassando como iriam entrar, quando ouviram seus gritos, eles ecoavam de dentro da fazenda até as proximidades do local. O seu olhar era um mistura de fúria e desespero, não aguentando mais ele quase se levanta estragando tudo que haviam planejado.

– Castle, o que você pensa que vai fazer irmão?

– Eu não posso mais Espo, você também está escutando. Ele está matando ela.

– Só mais um pouco Bro, só temos que ter a confirmação que não há explosivos na área. Nós já vamos buscá-la e logo, logo ela vai estar em segurança. Eu te juro.

Eles não sabiam mais lá dentro Jack a torturava incansavelmente havia feito alguns cortes por seu corpo e agora jogava um tipo de solução nela que fazia seu corpo queimar e ao mesmo tempo em que dava mais socos, usava outros materiais como cintos, chicotes e palmatórias. Ele gostava de ser criativo, sentia prazer ao ver o olhar de horror e medo nas mulheres que torturava. Ele queria que elas desejassem a morte e nada mais.

Ela simplesmente não conseguia mais resistir, mais também não se entregaria fácil. Não daria esse gostinho a ele. Foi quando ele lhe desferiu outro soco.

– Qual é morena é só pedir e isso acaba – ele a encarava com aqueles olhos sombrios, ela não podia esconder que estava aterrorizada por mais que tentasse.

– Sabia, eu até que te respeito – e jogou mais um pouco da solução no corpo dela que não pode deixar de gritar a plenos pulmões. Aquilo fazia sua pele queimar quando entrava em contato com os cortes que ela tinha – Você foi a que durou mais, já fazem quase 12 horas – ele falava e dava apertões rudes e grosseiros nos braços dela deixando cada vez mais marcas.

Ela não sabia do que ter mais medo, se era a forma que ele a olhava que era suja e sem sentimento ou como ele estava a tocando, ficava nauseada apenas por estar ali e não poder fazer nada para impedir aquilo. Depois da sua primeira vez com Castle, só de imaginar sentir o toque de outro homem a deixava com um nojo que não podia ser medido.

– Vamos gente está na hora – disse o Senhor Carter.

Eles foram adentrando o lugar e aqueles que não se rendiam ou retaliavam, eram abatidos. A operação foi feita de forma calculada e precisa apesar do pouco tempo, dado que todos os guardas de Albert eram assassinos psicopatas eles achavam que era tudo um grande show.

Dava para se ouvir tiros e gritos vindos do lado de fora, mais parecia que isso não o afetava, ele continuava a desferir golpes nela e começou a abrir sua calça.

Quando ela percebeu que talvez não desse tempo de ser salva sem que algo ainda pior acontecesse, começou a gritar.

– Socorro, socorro, Rick. Riiick – só que infelizmente foi interrompida com outro golpe que levou. Já não tinha forças e apenas esperava pelo fim.

– Você acha mesmo que alguém vai te salvar vadia – ele ria com uma maldade sem igual – Eu vou acabar com você bem rapidinho e depois te dar o fim que você merece.

Muitos foram abatidos e no meio do caminho Castle ouviu seu nome. Ele não precisou de mais nada, correu sem pensar e nada temer sendo seguido por Espo que o cobria durante a atitude impensada. Ele ficou pra trás no meio do caminho.

Ao adentrar o galpão de forma discreta estava dando passos silenciosos, quando viu a mulher de sua vida pendurada por correntes como se fosse um pedaço de carne. Mais não foi esse o gatilho para o ataque, foi ver aquele psicopata assassino passar as mãos no corpo dela que apesar de muito ferida, ainda se debatia contra o que ele estava tentando fazer.

Quando começou a abaixar a calça dela e tocar em sua calcinha, sentiu um peso o impulsionando ao chão e de repente só sentia os socos sendo deferidos em seu rosto, o homem tinha um olhar de fúria e ódio. A única coisa que queria era acabar com a vida daquele filho da mãe.

Espo entrou e fez uma varredura rápida do local, viu duas mulheres em um canto, checou o pulso delas e estava fraco mais ainda estavam vivas e não podia acreditar no que estava vendo a forma que Beckett se encontrava, mas o impressionante é que isso não foi o que o chocou mais. Ao ver Castle batendo sem parar em Jack, imaginou que se não o contivesse ele o mataria.

– Castle, já deu para com isso – ele segurou o braço de Rick.

– Você viu o que ele fez a ela? Você não imagina o que ele ia fazer quando eu entrei - ele dizia tudo àquilo com lágrimas nos olhos.

– Eu sei e também o quero morto, só que a Kate precisa de nós.

Após ele ter falado isso Castle notou que deixou a raiva tomar conta de si e por um segundo esqueceu que Kate ainda estava ali, no mesmo momento foi em direção a ela, soltou suas mãos das correntes e a pegou no colo.

Começou a ajeitar a calça dela que estava aberta e já um pouco baixa na altura das coxas. Kate que ainda estava de olhos fechados mais sentiu a ação e achou que fosse Jack, começou a se debater e o empurrou, o que fez ele a segurar mais forte, a fazendo soltar um grito de dor por causa dos ferimentos, ele se arrependeu imediatamente.

– Amor, olha pra mim. Por favor, Kate abre os olhos – ele estava desesperado a respiração dela estava fraca e mau se movia – Espo, eu acho que esse maluco pode ter drogado ela.

Espo que estava um pouco longe algemando Jack ficou mais exaltado com a observação.

– O que você deu pra ela?

– Eu não dei nada que ela não estivesse afim – com essa resposta, ele não se segurou e o socou. Foi então que eles ouviram.

– Rick - ela começou a abrir os olhos e se aconchegar mais no colo dele. Levantou o braço e com as costas da mão fez um carinho no rosto dele. Que já deixava as lágrimas correr, estava imensamente feliz por ela estar viva.

– Não chora – ela falou com um sussurro e colou sua testa na dele. Espo se aproximou e apenas sorriu, estava feliz e aliviado por ela estar viva – Rick está ardendo muito! – ela começou a chorar.

– O que esta ardendo amor? - só ai que ele começou a olhar para o corpo dela e viu a extensão dos ferimentos dela.

– Meu corpo, ele ficou jogando algo em mim. Está queimando – ela apertava os braços dele cada vez mais e voltou a se debater – Está queimando Rick!

– Só vai ficar pior morena – ele gritou do outro lado, tentando parecer vitorioso mais já dava pra perceber que estava assustado. Não porque foi pego, mas porque nunca mais iria torturar alguém.

– Me ajuda Rick, está doendo – ele não tinha o que fazer só a segurava em seus braços e já começava a chorar junto com ela.

– Calma amor, já vai passar. Espo faz alguma coisa.

Ele agiu por instinto, tinha vários baldes por ali e neles continham algo que parecia com uma solução saturada altamente concentrada. Procurou um balde vazio e encheu de água, estava muito fria mais não tinha outra jeito.

– Bro segura ela.

– O que você vai fazer?

– Só segura ela. Confia em mim – Ele jogou a água devagar por todo corpo dela, a fazendo se acamar e relaxar o corpo. Ela estava ficando mais quieta e apesar da confusão lá fora, isso não parecia afetar o cansaço que ela tinha.

– Temos que tirar ela daqui irmão – ele falou já chamando pelo Ryan rádio e pedindo socorro para as outras vitimas.

– Eu sei Espo, só espera um pouco – ele tirou o colete, tirando a camisa preta em seguida e colocou nela da forma mais gentil possível. Não ia deixar que ela fosse exposta mais que o necessário. Ao terminar alguns agentes já chegavam ao galpão e socorriam as outras duas mulheres.

Um agente chamou Espo e comunicou que Albert também foi preso, ele o informou que Beckett estava bem só tinha muitos ferimentos e aparentemente uma torção no pé. Foi quando Ryan entrou, ele tinha demorado, pois estava mais distante trabalhando na segurança do perímetro.

– Castle, ela está bem?

– Está sim, exceto pelos cortes e o pé machucado. Ela parece bem – ele falava enquanto ela dormia tranquilamente agarrada a ele.

– Gente as duas mulheres estão estáveis e já foram levadas. Agora os paramédicos vieram examinar a Kate – disse Espo se aproximando novamente, sendo seguido por dois paramédicos.

– Podemos senhor – um deles perguntou ao se aproximar de Castle e abrir a maleta para examina - lá.

– Claro – ele consentiu mais não se afastou dela continuou a mantendo entre seus braços. Eles olharam o pé dela e o enfaixaram. Viram as outras marcas e cortes nos braços dela.

– Há mais algum machucado? Porque exceto o pé que teve uma torção e as marcas nos braços, ela parece estar bem, dada a situação em que foi encontrada - disse um dos paramédicos examinando o pulso dela.

– Tem certeza que é só uma torção? - ele queria ter certeza que estava tudo bem com ela. Já bastava todos os problemas que estavam vivendo.

– Tenho sim, checamos o pé dela e exceto pelo inchaço excessivo, o osso está intacto. Então mais algum machucado que por acaso passou despercebido por nós? – os três ficaram felizes ao ouvir que apesar do trauma ela ia ficar bem.

– Sim, tanto a barriga quanto as costas dela estão bem machucadas.

Quando o enfermeiro ia levantar a blusa ela começou a se debater.

– Não toca em mim, me solta. Tira a mão de mim! – os dois detetives e Castle se olharam assustados.

– Amor, olha pra mim – ele falou e em seguida segurou o rosto dela para que o olhasse nos olhos. Com esse simples ato, ela já começou a se acalmar – Não vou deixar nada te acontecer, estou aqui com você – ele a abraçou e ela enterrou o rosto na curva do pescoço dele.

– Acho melhor seda-lá, apenas para terminarmos de examiná-la e também temos que colher um pouco de sangue para garantir que ela está realmente bem.

– Tudo bem, se não tem outro jeito – ele a segurou mais forte e eles a sedaram, colheram o sangue dela e a liberaram.

Castle só estava esperando Ryan voltar, quando ele chegou colocou um cobertor sobre Kate que tremia por estar com o corpo molhado.

– Já podemos ir? – ele estava impaciente, não queria deixar ela ali nem mais um segundo.

– Já sim, o Espo foi pegar o carro. Vamos – ele falou já sendo seguido por Castle que saia com Beckett aconchegada em seus braços, dormindo tranquilamente.

Ryan abriu a porta pra ele que entrou com Kate no banco de trás. Quando entrou no carro eles viram Jack e Albert serem colocados no carro, sendo logo levados pelo FBI.

– Não se preocupe irmão, ela vai ficar bem – Espo pode notar que ele ainda tinha um semblante preocupado.

– Eu sei, mas vocês dois viram como ela estava assustada.

– Tudo bem Castle pode demorar, mas aos poucos vai passar. A Kate é uma guerreira.

– Eu sei – nesse momento Kate estremeceu um pouco em seus braços. O deixando preocupado, ele sabia que isso tinha sido muito pra ela.

– Haa, eu quase me esqueci Castle. Eles vão ligar a qualquer momento para falar se encontraram algo no sangue dela, falei que queria os resultados com urgência.

– Obrigada Ryan – ele falou e se aconchegou no banco de traz esperando que tudo ficasse bem.


Ps. Acho que mais dois capítulos e vocês finalmente vão saber quem é Carly e o porque de ela ser tão importante para a história.