Desclaimer: Nada disso me pertence. Mas amo muito brincar com eles.


Capítulo 13 – My Life

Alex sentou-se na cama de Edward, os braços cruzados na frente do corpo, sentindo-se ainda muito irritada, mas deixaria que ele explicasse. E depois falaria tudo que tinha para falar, tudo que estava segurando por dias.

-Você tem que entender, aquilo não era o que você achou. – ele disse, mas resolveu não continuar a dar desculpas, a cara dela não era das melhores. – Por onde posso começar? – pareceu falar consigo mesmo.

-Que tal pelo começo? – sarcasmo puro na voz dela. Ele a olhou um pouco receoso e balançou a cabeça, derrotado.

-Eu quero que saiba que eu era novo, não conseguia controlar minha sede. – olhou para a parede e de volta para os olhos dela. Ela ainda estava séria, o pé batia no chão freneticamente e uma sobrancelha estava levantada de forma desafiadora. – Eu tinha poucos anos, ainda estava com a sede de um vampiro que tinha acabado de acordar.

"Não sabia bem o que fazer, se me saciava ao menos uma vez de sangue humano, para ter certeza de que não queria, ou se ficava apenas com a curiosidade e me deixava alimentar por sangue somente de animais. O meu maior medo naquela época era de matar alguém e gostar de fazê-lo. Não temia mais nada, apenas isso. Mas com o passar do tempo, a sede se torna insuportável, e se você não for forte, como Carlisle, você cai."

Alex parou de bater o pé no chão e aquietou-se, começando a se acalmar um pouco mais. Edward percebeu tal mudança e sentou-se ao lado dela, sem olhá-la nos olhos. Sentia que Sin estava por perto, e sabia que cedo ou tarde ela apareceria e elas se conheceriam. Só tinha receio da reação de Alex com relação a vampira.

-E eu caí. Saí da casa dele para saciar minha sede, pois sabia que se o fizesse na casa dele, o deixaria envergonhado. Resolvi viver por minha conta, e me guiei para França, onde sabia ter uma grande concentração de vampiros naquela época. Tinha certeza que acharia alguém que me ajudasse com a minha... "fome". – sorriu triste, ainda sem olhá-la. – E encontrei. Encontrei vampiros que se banhavam em sangue, matavam humanos como se fosse normal, como se fosse simples. Eu não achei normal, mas fiquei com eles, apenas observando por muitos dias. Minha sede crescendo cada vez mais, se tornando insuportável.

"Uma noite eu tremia de sede, me descontrolava com qualquer pessoa que falasse comigo. Era noite de baile e fomos todos, alguns dos vampiros dessa família ficaram dias sem se alimentar para se saciarem com mais vontade nesse baile. Eu já estava em meu limite, sabia disso. Mas fui mesmo assim, entramos e de imediato, um aroma me atingiu, me deixou louco."

-Como o meu? – perguntou Alex, um pouco enciumada.

-Não, mais fraco que o seu. – sorriu pra ela, mas olhando para sua boca, nunca nos olhos. Ouviu a risada de Sin no fim do corredor, sabia que Alex não conseguira ouvir. – Mais fraco que o seu, porém tentador o suficiente para me deixar louco de sede.

Edward levantou-se e andou pelo quarto sob o olhar atento de Alex, que não estava mais se agüentando de curiosidade, mas sabia que tinha que ser paciente, ele não deveria contar aquela história fazia muitos anos. E deveria ser difícil para ele lembrar algo que ele sabia que era errado, que era pecado.

-Rodei o salão bem atento a qualquer pessoa que tivesse o cheiro que senti quando entrei. Vários humanos tinham o cheiro parecido, mas a achei, dançando, no centro do salão. Camille. Era o nome dela. Eu, naquela época, não sabia dominar a condição de ler mentes, e ouvia muita coisa ao mesmo tempo, mas me concentrei somente nela. Escutei seus pensamentos, ri de suas fantasias. A garota tinha apenas 16 anos, fugira de casa para ir aquele baile de adultos e não sabia o que a noite lhe reservava.

"Eu fiquei a fitá-la, vendo seus movimentos, desejando seu sangue. E foi por volta da meia-noite que ela me encarou. Foi o fim de Camille aquele ato, ela não conseguia desviar o olhar, e quando o fez, foi para verificar se o chão estava debaixo de seus pés ainda, para que pudesse vir andando em minha direção. Eu sabia que era mais um dos poderes de ser... vampiro... que a tinha deixado daquele jeito, tão... encantada.

Mas não podia negar que era bom. Ela chegou tímida em mim e sorriu, apenas isso. Não falou nada, apenas ficou a me olhar, dentro dos meus olhos negros. E eu andei na direção da escada que levava ao piso superior, aos quartos. Não foi preciso pedir que ela me seguisse, ela o fez sem nem piscar, sem nem pensar que poderia estar seguindo para a morte. Entrei em um quarto qualquer, além de tudo que ela representava, aquela garota era linda, de um corpo fascinante; entretanto hoje acho que estava tão fascinado por poder matar minha sede, que a deixei mais bonita em minha mente."

Alex sorriu dessa frase de Edward e sentou-se bem mais relaxada na cama, ficando ainda mais curiosa pela história dele. Parecia criança quando esperar pela avó terminar a história no dia de seu aniversário.

-Ouvi na mente dela que ela estava nervosa por ser a primeira vez. Primeira e última, pensei eu. Não tinha tanta noção de minha força, mas sabia que se a abraçasse com força, poderia quebrá-la. E tudo que eu menos queria, era matar Camille antes de beber seu sangue. Parei no centro do quarto, ela entrou e fechou a porta, trancando-a. – Edward virou-se para olhar Alex, viu que os olhos dela brilhavam em curiosidade. – Posso pular essa parte...

-Não ouse. – disse séria, cruzando os braços. – Disse que me contaria sua história, e quero sabê-la por inteira. Não omita as coisas que achar que vão me incomodar, apenas me conte. – olhou-a ainda mais séria. – Se eu achar que não agüento escutar, digo para você parar.

Edward ficou a fitar Alex por alguns segundos, ela queria saber de sua vida, de sua primeira e única morte. De sua maior vergonha. E queria saber de Sin, como aquela mulher se encaixava em sua vida, de modo que se contasse tudo que acontecera entre ele e Sin, poderia perder Alex. Mas caso não contasse, a perderia de qualquer maneira. O melhor a fazer era ser sincero, contar toda a verdade e esperar pela melhor reação por parte da morena.

-Não sabia muito bem o que fazer, eu também nunca tinha feito aquilo. – confessou um pouco envergonhado. – Mas sabia que deveria começar por algum lugar, então a beijei. Percebi que ela ficou assustada no começo, mas que retribuiu o beijo e eu me deixei levar. Foi algo natural, eu somente precisava controlar minha força para não matá-la... antes da hora.

"Foi algo rápido, em um minuto eu a beijava, no outro ela já estava sem roupa, deitada com seu corpo quente debaixo do meu. E ela dizia que eu tinha a pele fria demais, e ria disso, sem saber que deveria correr de medo. Eu a beijei e a tive, porém, descobri naquele momento, que essa sensação de plenitude nos descontrola. E eu me descontrolei, ela gemia em plenos pulmões e meus dentes encontraram a pele alva do pescoço dela, enquanto ainda... bom, ainda estava... você entende."

Alex sorriu concordando, sabia bem o que ele estava com vergonha de dizer e resolveu verbalizar por ele.

-Enquanto ainda estava dentro dela? – Edward assentiu olhando para o chão, as mãos no bolso da calça. – Continue. – incentivou.

O ruivo ainda demorou-se um tempo olhando para o chão, sentindo sua boca ser invadida por um gosto amargo, como sentia toda vez que lembrava dessa história por inteiro.

-Eu a mordi, trazendo o sangue para dentro de minha boca. O gosto tão doce, tão amargo ao mesmo tempo, e ela gemeu mais profundamente. Aquilo me instigou, me deixou louco de verdade. Eu não sabia que vocês poderiam sentir prazer com a nossa mordida, eu sempre achava que era doloroso, ao menos foi o que sempre escutei. – deu de ombros. – Mas continuei, mordi com mais força, mas sangue jorrou para minha boca e eu amei a sensação. Era doce, não líquido, mais denso, quase como um xarope. De um cheiro tentador, e eu engolia em grandes goles, movendo-me contra ela, sem me importar com a força, e ela gemia, então ainda estava viva. Porém, os gemidos ficaram mais fracos, quase inaudíveis até para mim que estava deitado sobre o corpo dela.

"O sangue escorria para a minha boca com rapidez, era o coração bombeando a vida para fora dela, para dentro de mim. E foi ai que ela gritou, creio eu que de dor. Eu havia machucado Camille, e não me importava com tal situação. Ela gritou mais forte e mais alto, e eu a apertei contra meu corpo, sem quebrá-la, apenas para que meus dentes se enterrassem em sua carne com mais força, e acabasse com a vida dela daquele modo, não pela força de meus braços. Mas ouvia algo se partindo e aquilo não me chamou atenção no momento, eu queria até a última gota de sangue que pudesse sair daquele corpo.

Bebi tudo que aquele corpo claro de cabelos loiros pudesse me prover. E cheguei ao meu ápice, afastando minha boca do pescoço dela, para poder gemer alto, quase um uivo. Eu lembro que ria e sentia as gotas de sangue escorrerem de minha boca, descendo por meu pescoço e peito. Por ser denso, o sangue escorria devagar, deixando um rastro macabro."

Edward pegou-se com os olhos fechados, seu corpo reagindo demais a aquelas lembranças, sua boca salivava de um modo que não era saudável fazer enquanto Alex encontrava-se naquele quarto.

-Alguém bateu palmas no canto do quarto e me virei rápido, não sentira ninguém entrando. Mostrei meus dentes, mas a pessoa riu apenas.

-Sin.

-Exato. – ele disse sombrio, como se essa lembrança não fosse de seu agrado. – Ela ficou me observando, ainda com um sorriso ladino, os olhos faiscando vermelhos. Eu nunca a tinha visto antes, por isso sai da cama, mostrando os dentes e fiquei me preparando para o ataque. Ela riu um pouco mais alto e saiu das sombras, se mostrando, chegando perto da cama e sentando-se. Inclinou sobre o corpo morto de Camille e com a ponta do dedo, pegou uma gota do sangue dela e levou até a boca, fechando os olhos ao provar do sangue ainda quente...

-E estava delicioso.

Edward não precisou virar a cabeça, já sabia que ela estava dentro do quarto, mas Alex se levantou e ficou a olhar Sin, ambas se encaravam com certa hostilidade. Sabia que Sin não faria nada, mas já não tinha certeza com relação a Alex. Conhecia o gênio da morena, sabia que ela não gostaria nada de conhecer a vampira. E Sin tiraria proveito dessa inimizade.

-Sin, essa é Alex. – olhou para Alex, vendo que a morena olhava para a vampira ainda muito séria. – Alex, essa é Pietra, mais conhecida como: Sin.

-Prazer, Alex. Edward falou muito sobre você. – a vampira disse em um tom de deboche, mexendo os longos cabelos acobreados, com as mãos de unhas pintadas de preto.

-Edward nunca me falou sobre você. – Alex era puro ciúmes ao dizer isso, sentia-se mal. A vampira era linda, de pele pálida, corpo com curvas acentuadas, cabelos que iam até a cintura em belos fios lisos, vermelhos. As íris douradas brilhavam com intensidade, e os lábios pintados de escarlate estavam puxando os cantos para cima, em um sorriso ladino, que lembrava muito o sorriso malicioso de Edward.

-Sei que não, ele não pode. – disse Sin olhando sorridente para Edward. – Faz com que ele se lembra de um passado que ele teima em esquecer, mas que é praticamente impossível.

-Eu vou embora. – foi o que Alex disse quando se recuperou da frase que Sin dissera. Olhou para Edward, vendo que o ruivo não a deixaria ir embora.

-Por quê? – questionou e ficou a fitá-la, não a deixaria ir embora. O estrago estava feito, tinha que arrumá-lo de alguma maneira. E deixar Alex sair daquele quarto não seria a melhor solução.

-Acho que vocês têm anos demais para colocar a conversa em dia. – pegou a bolsa e dirigiu-se para a porta, Sin não parecia se mover perto de si, porém antes de colocar a mão na maçaneta, a mão da vampira a segurou.

-Eu acho que quem precisa conversar com ele, é você. – a voz dela estava séria e seu sorriso havia desaparecido.

-Alex, fique. Preciso terminar de lhe contar minha história, e entenderá porque Sin é importante pra mim. – a voz de Edward era séria e forte, Alex quase ficou assustada, e voltou para sentar-se na cama, ainda com a bolsa no ombro. Pronta para partir assim que ele terminasse.

-Eu disse que você tinha uma hora. – olhou no relógio de pulso, vendo quanto tempo ele ainda tinha. – Você tem alguns minutos ainda.

Sin riu da atitude da morena, mas parou ao ver o olhar reprovador de Edward para si. Levantou as mãos como se estivesse se rendendo e sentou-se na mesa de canto, olhando da mortal para o vampiro, vendo o contraste entre eles.

-Eu fiquei assustado com Sin no quarto, achei que ela me mataria por ter acabado com Camille. Mas ela apenas ficou me olhando, e minha euforia foi passando, comecei a perceber o que tinha feito. Comecei a me deixar levar pela culpa, e essa me consumiu em segundos, eu realmente tinha me transformado em tudo que Carlisle um dia me pedira para não ser. Eu era um monstro.

"Eu sabia que agora tinha que esconder o corpo daquela garota, mas não sabia o que fazer, eu estava extremamente assustado. E Sin, ria. Ria do meu desespero, ria da minha desgraça. Eu era um monstro e ela ria. Pedi ajuda para esconder o corpo, mas ela me deu uma idéia que faria ao menos com que a garota fosse enterrada com dignidade e não achada depois de muito tempo, já em fase de decomposição."

Olhou de canto de olho para Sin, ela estava séria, os braços cruzados na frente do corpo, olhando para Alex de maneira que parecia que a mataria a qualquer momento. Sentou-se ao lado dela, ainda escutando a mente de Sin trabalhar em uma velocidade incrivelmente rápida, tentando entender o que Edward – um vampiro – fazia com aquela mulher – humana. Porém, nem ele tinha resposta.

-Deixamos o corpo da garota na porta da casa dela, soube que na manhã seguinte acharam seu corpo. Mas eu tinha que sair da cidade, me afastar, me isolar para não poder mais matar ninguém. Eu sabia que um erro poderia custar a vida de muitas pessoas, e eu não mais queria ser um monstro. Não queria mais ser aquilo que havia me transformado na noite passada.

"Sin disse que iria nessa fuga comigo, me ajudaria a me esconder. Por sete anos ela foi a única pessoa com quem falei, com quem tive contato. Eu me alimentava de animais e sabia que deveria me acostumar com aquilo, eu nunca mais queria ter a sensação de sentir o gosto de sangue humano em minha boca novamente. De saber que eu estava roubado a vida de alguém que tinha mãe, pai, filhos, irmãos, marido, mulher. Eu tinha pai e sabia que mesmo que Carlisle não fosse meu pai de sangue, ele nunca me abandonaria.

Foram dez anos longe dele, mas eu voltei. Aprendi a não ser um monstro, aprendi com Sin, que o que me faz um monstro não é a morte de um humano, mas sim o sangue que ele carrega. Se você pudesse entender..."

Edward pegou uma das mãos de Alex, mas a morena a soltou das dele, olhando-o nos olhos, o rosto bem sério, os lábios apertados, ele podia ouvir o coração dela bater acelerado. Algo estava errado, Alex não iria ficar.

-Eu entendo. – respondeu e cruzou os braços, escondendo as mãos dele, que ficou a fitá-la com o rosto triste.

-Não, não entende. – pronunciou-se Sin, descendo da mesa e olhando muito séria para Alex, que parecia estar ofendida por ela estar lhe dirigindo a palavra. – Não entende a vontade, não entende o que o sangue nos faz. A vontade, a gana. É algo como nosso combustível, algo como nossa vida dentro desse corpo morto. Algo que esquenta as veias frias por séculos, que corre por debaixo de nossa pele como um orgasmo forte. É o prazer de sentir o sangue quente pulsar para fora do corpo de vocês e entrar no nosso, escorrer por nossa garganta, nos deixar tremendo de vontade de mais.

"Vontade de dilacerar carne em busca de mais sangue, mais morte. E então você percebeu o quanto você está louco por aquilo e vê o monstro que se tornou. A besta sedenta, que faria qualquer coisa para ter míseras gotas do líquido escarlate que vocês tanto têm. Você não entende, nunca vai entender. É humana, não tem riscos, não tem vícios, não tem morte em seu corpo. Você não pode dizer que nos entende, pois não sabe o que é estar morto e ter que matar para continuar a morrer, dia após dia, mês após mês, ano após ano, século após século. Você é humana, você é vida. Edward é vampiro, Edward é morte."

Os três ficaram em silêncio, Alex encarava Sin como se a vampira lhe tivesse dado um tapa na cara. Tudo que ela falara era verdade, aquilo fora uma insanidade desde o começo, Edward nunca poderia ser seu por completo. Ele era seu oposto, era tudo que Alex nunca poderia ser.

Edward conseguia ler nos olhos de Alex o que ela pensava, não precisava escutar sua mente. Ela estava lhe deixando, estava partindo, entendendo que eles nunca poderiam ficar juntos. E Sin deixara isso bem claro, de forma que talvez não houvesse palavras suficientes que ele dissesse para que ela ficasse, para que ela entendesse que ele queria ser dela, que queria que ela fosse dele.

-Eu entendo. – disse outra vez, se levantando, quase caindo sentada na cama outra vez. Suas pernas estavam fracas, tudo ao seu redor parecia desmoronar, tudo parecia uma grande mentira. E sentiu raiva, raiva de Bella Swan, que conseguiu o que ela nunca conseguiria: Edward. Mesmo que Bella não existisse, ela havia conseguido Edward, e Alex perdera.

Deu dois passos e braços fortes a seguraram quando quase foi ao chão, olhou para cima, vendo os olhos dourados de Esme lhe encarando com carinho, um sorriso compreensivo nos lábios finos. Não conseguiu mais segurar suas lágrimas e deixou que riscassem seu rosto, que caíssem por sua pele morena, mostrando o quanto doía partir.

-Sin, Carlisle quer falar com você. – disse Esme, trazendo o corpo de Alex para junto do seu, encostando a cabeça dela em seu ombro, deixando que mortal chorasse. – Edward, espere lá fora.

Edward saiu do quarto relutante, vendo na mente de Esme que ela apenas queria conversar com Alex, convencer a morena que eles poderiam fazer dar certo, que eles demoraram tempo demais para se acharem, que não era certo ficarem separados. Mas não tinha certeza se Alex aceitaria tais argumentos, já não sabia ao certo se a morena queria ficar consigo.

Apoiou-se na parede do corredor, sentindo-se frustrado, fraco, impotente contra tudo que Sin dissera a Alex, e não fora capaz de dizer nada. Pois sabia que era verdade. Escorregou o corpo até o chão, apoiando a cabeça nas mãos, sentindo-se completamente perdido, uma sensação que não sentia desde que era mortal.

-Ela não vai te deixar. – disse Alice sentando-se ao lado do irmão, olhando-o com aquele ar de 'sei de coisas que você não sabe.'

-Dessa vez você pode estar errada. – respondeu ainda com as mãos no rosto.

-Acredite quando digo que ela não vai te deixar. – sorriu e apoiou a cabeça na parede atrás de si, olhando para o teto. – Apenas, acho que deveria...

-Se vai dizer transformá-la, nossa conversa acabou aqui. – olhos dourados encararam olhos negros. Alice sabia que aquele era um terreno perigoso de conversa com Edward, mas tinha que lhe dar a idéia. Tinha que lhe dizer que existia a possibilidade de que eles poderiam ficar juntos, caso o irmão resolvesse que ela deveria ser transformada.

-Você precisa aprender que nem tudo em nossa vida é feito por nossas regras. – disse, levantando-se devagar, mantendo sua mente o mais silenciosa que conseguiu. – Às vezes as coisas acontecem sem darmos nossa permissão. E temos que aceitar isso, querendo ou não.

Edward ficou a olhar para Alice, enquanto a morena se afastava pelo corredor, Sabia que Alice estava certa, as regras não eram eles que ditavam, e uma hora ou outra teria que aceitar as regras que lhe ditavam. Mas no momento só queria saber se Esme conseguiria falar com Alex, convencê-la de ficar, fazê-la entender que Edward a amava, que estava feliz ao seu lado.

-Edward. – Esme chamou da porta do quarto, e o vampiro se levantou com rapidez sobrenatural. – Ela quer falar com você.


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Amanda, Just e Evo, valeu por lerem e comentarem...

Kiss