Oá, minhas queridas. Capitulinho de ADEOV saindo mais rápido do que vocês esperavam, não é? Todas ama a Jeu agora lol

Esse capítulo é dedicado para minha Prince Doçura Helena que fez aniversário ontem e sempre enche minha vida de alegria quando nos encontramos no Rio. Obrigada pelo carinho sempre, Lena. E felicidades!

Outra coisinha; look de Bellinha feito pela Ketyane, que já foi eleita a stylist oficial da princesinha nessa fic HAHA Ficou amor demais esse look para o capítulo de hoje. Tudo no tumblr da fic.

Cella betou e disse que Dudu tá na pegada Roberto Carlos HAHA Vocês vão entender.

Show me the loooooove


14.

Uma data comemorativa que eu sempre tive vontade de participar era o Dia dos Namorados. Como boa romântica sonhadora, eu fantasiava com os diversos tipos de encontros que teria com meu namorado no dia 14 de Fevereiro, o que faríamos, o que ele me daria de presente e o que eu compraria com todo carinho para presenteá-lo. Só que anos após anos em que passei esse dia sem namorado ficava ainda mais sem esperanças de um dia conseguir colocar em prática todos os planos que fazia desde nova, até mesmo odiando quando o clima romântico se instalava nos lugares. Só que... Não preciso nem dizer que aquele ano seria diferente, não é?

Assim que Fevereiro começou, eu já estava marcando no calendário que dia 14 eu não poderia ter nenhum tipo de compromisso que atrapalhasse os planos de Edward, sejá lá quais fossem eles. Não queria estragar qualquer surpresa que ele estivesse preparando, por isso não toquei no assunto com o passar dos dias, mas isso não impediu Alice de especular sobre as dezenas de idéias que ele poderia ter para comemorar nosso primeiro dia dos namorados juntos, me deixando ainda mais ansiosa.

- Ele pode te levar para Londres e fazer um piquinique no parque Hyde. - ela especulou pela terceira vez naquele dia.

- No meio da noite? - retruquei achando um pouco impossível.

- Pode ser durante o dia. Um dia inteiro em Londres passeando.

- Eu tenho aula até o fim da tarde nesse dia e ele já sabe disso. Dei essa dica de horário como quem não queria nada.

- Então... Já sei! Ele vai pintar um quadro pra você, bem lindo. Ou vários quadros e fazer uma exposição particular em alguma galeria.

- É uma possibilidade. Eu gostaria de ganhar um quadro em minha homenagem.

- A única certeza que eu tenho é que o final da noite será com a destruição total de sua virgindade. Arrivederci, hímem.

- Eu me sinto pressionada demais pra transar com ele só porque é dia dos namorados.

- E você não quer transar com ele?

- Quero, mas não porque é uma data comemorativa que significa sexo. Quando acontecer é porque o momento ideal chegou.

- Mas você sabe que a parte hormonal de Edward estará pensando que vai rolar, não é?

- Eu sei...

- Eu só fico preocupada que você crie tanta expectativa pra sua primeira vez e se frustre demais, porque as chances de ser horrível são bastantes altas. Vai doer, você vai estar tensa e preocupada demais pra aproveitar... Um prato cheio pra trauma.

- Eu sei que não será a coisa mais maravilhosa do mundo, mas também não posso ir achando que vai ser horrível. Eu não estou criando nenhum tipo de expectativa, só estou ansiosa. É isso.

- Espero que seja verdade.

- Vamos continuar pensando nos prováveis planos de Edward que é mais divertido.

- Ok... Já pensamos na possibilidade de ele alugar uma sala de cinema pra vocês assistirem Pulp Fiction pela milésima vez?

- Já.

- Hum... Estou começando a ficar sem idéias.

Mas suas idéias não morriam nunca, e volta e meia eu recebia uma mensagem de texto no meio da aula com algum pensamento mirabolante que ela teve. Eram tão loucos que eu estava começando a ficar com medo de Edward colocar alguma idéia em prática, como pichar a parede da reitoria com um coração e nossas iniciais ou tatuar meu nome no peito. Eu só queria algo romântico e que mostrasse o quanto ele gostava de mim, simples assim. Poderia ser só um bilhete com três palavrinhas fofas que eu já estaria bastante satisfeita, porque foi feito por ele e com a intenção de me fazer feliz.

Só que, duas noites antes do dia 14, Edward ainda não tinha tocado no tal assunto sobre nosso encontro de dia dos namorados e eu comecei a ficar preocupada. E se ele não tivesse planejado nada? Não poderia passar meu primeiro dia dos namorados em casa sem fazer nada. Tinha que ser especial, inesquecível, que colocasse pra escanteio todos os outros planos que os namorados do mundo inteiro fizeram. Mas nada saía dele, nem mesmo um "O que nós iremos fazer dia 14 de Fevereiro?", me deixando roendo as unhas e querendo gritar com ele. Na véspera do tal dia, então... Eu estava explodindo de ansiedade quando ele chegou em meu dormitório no começo da noite e continuou sem fazer comentário algum.

- Já comeu? - ele perguntou tirando o casaco e pendurando atrás da porta como sempre fazia.

- Estou sem fome. - respondi cruzando meus braços para evitar que eu comesse ainda mais minhas unhas.

- Pensei em pedir pizza porque eu não comi nada desde o almoço. Passei a tarde toda ocupado.

- Com o quê? - perguntei me enchendo de esperanças de ter alguma coisa a ver com nosso encontro.

- Umas pesquisas para a faculdade.

- Ah, isso...

- Por que? - Edward retrucou sem entender minha frustração.

- Nada. Pensei que fosse outra coisa...

- Essa pesquisa está me deixando louco já. Provavelmente vou passar a tarde toda na biblioteca novamente amanhã. Talvez até o horário dela fechar.

- Mas ela fecha às 22 horas.

- Eu sei... Bella, está acontecendo alguma coisa? Porque você está toda ansiosa dessa forma...

- É só que... Você ainda não disse nada!

- Sobre o quê?

- Sobre amanhã.

- Amanhã?

- Amanhã é Dia dos Namorados, Edward! - eu bradei enfurecida com sua atitude de indiferença.

- Oh, verdade. Eu tinha me esquecido... - ele murmurou percebendo que realmente havia um motivo para eu estar daquela forma.

- Como você pôde ter esquecido?

- Porque eu não ligo pra esse tipo de coisa, Bella. Não é um dia no ano que me fará gostar mais de você. Isso é tudo coisa que a mí...

- Não diga que isso é uma tática da mídia para ganhar mais dinheiro! Eu te proíbo!

- Bella, calma. Não precisa ficar dessa forma por causa de uma data como outra qualquer. - ele disse tentando segurar meus braços, mas eu estava tão enfurecida que me afastei dele.

- Não é uma data como outra qualquer. - falei apertando meus olhos em busca de calma e controle para não estourar. - Eu sempre quis comemorar o dia dos namorados, mas nunca tive um namorado. Agora eu tenho um e ele não se importa nem um pouco com isso.

- Caralho, eu deveria ter imaginado que você iria querer comemorar o dia dos namorados. Eu sou tão idiota, Bella. Me perdoe.

Dessa vez Edward conseguiu me segurar e me abraçou, mas eu ainda estava com raiva por ele não ter se importado com algo que eu me importava. Como Edward não poderia ter percebido que eu iria querer ser tradicional também nisso? Ou melhor: principalmente nisso. Eu era uma princesa, per l'amore di Dio. Claro que eu iria querer ser mimada da maneira mais romântica possível no dia destinado ao amor.

- Eu prometo que vou programar algo para amanhã. - ele disse me beijando mesmo que eu ainda estivesse com uma expressão dura.

- Mas você não me avisou nada com antecedência e eu não me preparei, não sei o que vou vestir...

- Vista-se como você costuma fazer porque estará de acordo com qualquer plano que faremos.

- Mas...

- Mas nada. Você só saberá amanhã, na hora certa.

- Porque você não organizou nada, claro. Como você não se tocou que eu sou esse tipo de garota que quer comemorar o dia dos namorados? - perguntei ainda revoltada com sua falta de atenção aos detalhes.

- Pra você ver como seu namorado é um idiota. - Edward brincou beijando meus lábios que estavam tensos em uma linha dura. - Mas eu prometo que vou compensar com o melhor dia dos namorados amanhã.

Só que eu ainda estava com um pé atrás em relação a esse encontro de última hora que ele iria programar. Não que eu fosse o tipo de garota que só queria jantar nos melhores restaurantes e esperava uma jóia de presente, mas custava sonhar um pouco e desejar que ele fizesse algo espetacular para provar que gostava mesmo de mim? Malditos filmes americanos que eu cresci assistindo e me fizeram ter essa visão distorcida sobre amor.

Claro que fiquei tensa com a escolha da roupa que usaria no dia seguinte, porque não saber para onde iríamos me deixava completamente perdida. Um vestido simples ou algo mais arrumado, quase passeio completo? E se o programa fosse algo ao ar livre? Como eu iria arrumar meu cabelo para tal ocasião? E por que eu não tinha Lorenzo me auxiliando nessas horas de desespero? Pelo menos eu tinha Alice sempre disposta a brincar de Barbie comigo e minhas roupas caras que ela adorava experimentar.

- Esse vestido com esse sapato? - perguntei mostrando a terceira opção que eu escolhi.

- Não está sério demais? - Alice retrucou analisando o vestido estendido sobre o colchão. - Um pouco fechado, sem decote?

- Eu realmente não sei o que usar! Tudo parece sério demais ou simples demais.

- É Dia dos Namorados, Bella. Uma data romântica, então você pode usar algo mais romântico... Como esse vestido?

- Não é um pouco curto demais? - questionei visualizando minhas pernas de fora demais pro meu gosto.

- O que seu namorado irá adorar, vai por mim. Experimenta pelo menos.

Não existia mais vergonha em trocar de roupa na frente de Alice, até porque ela não tinha aprendido a não entrar no banheiro quando eu estava tomando banho, então desfiz o nó de meu roupão super macio e fiquei só de calcinha e sutiã em sua frente.

- Não! - Alice gritou me assustando.

- O que foi?

- O que foi? Essa calcinha, isso que foi!

- O que há de errado com minha calcinha? - retruquei a analisando seriamente preocupada.

- Tudo. O tamanho, a cor, o fato de ela gritar "virgem" do topo da torre Eiffel. Simplesmente a calcinha menos Dia dos Namorados que você poderia usar.

- Eu não vou usar uma calcinha de renda super desconfortável.

- Calcinha de renda é desconfortável porque ela não irá durar mais de duas horas em seu corpo. Ela é fabricada para ser tirada o mais rápido possível.

- Mas ela permanecerá em meu corpo a noite toda, então a calcinha confortável vence.

- Se você quer bancar a apegada ao hímem, tudo bem. - ela disse fazendo menção de que me deixaria sozinha, mas eu não poderia perder minha bestie justamente naquele momento de desespero.

- Por favor, Alice. Eu realmente preciso de sua ajuda. Eu te deixo fazer minha maquiagem.

- Batom vermelho e delineador? - ela se animou com a possibilidade de me transformar em uma pin-up.

- Só delineador pra não manchar o batom quando eu beijar Edward.

- Entendi. Vista esse vestido e venha até meu quarto que eu vou te maquiar bem lindamente.

No final, o vestido curto foi o escolhido e eu deixei que ela me maquiasse com olhos delineados de gatinha e blush rosado bem discreto, só para dar um ar saudável já que Edward preferia menos maquiagem em meu rosto. Ele havia marcado para me encontrar em frente ao prédio de meu dormitório às 19h e pontualmente eu fui até a parte exterior, sentindo minhas pernas geladas pela falta de meia-calça e o inverno ainda presente. Nenhum sinal dele, o que já estava me deixando nervosa com a possibilidade de ele se atrasar ou até mesmo precisar desmarcar de última hora. Estava prestes a pegar meu celular na clutch quando uma rosa vermelha surgiu em frente ao meu rosto e eu girei para encarar Edward sorrindo, seu perfume invadindo todo o ar ao nosso redor.

- Olá, madame. - ele brincou pegando minha mão e a beijando. - Você está adorável, como sempre.

- Obrigada. - murmurei ruborizando enlouquecidamente e segurando a rosa que ele ainda me oferecia.

- Pronta para sua aventura de Dia dos Namorados?

- Para onde exatamente nós vamos? Posso saber agora? - perguntei sentindo seu braço pesar em meus ombros e começando a caminhar pelo campus.

- Sim, senhorita. Primeiro nós iremos a abertura de uma exposição de fotografias que um amigo meu está fazendo em uma galeria aqui perto, depois seguiremos para o cinema porque eu subornei o projetista para exibir Like Crazy só para nós dois já que é a história de um casal de países diferentes, como nós dois...

- Sério? Eu estou doida pra assistir esse filme.

- Não tenho cacife para tanto, desculpe. Mas por acaso eles vão exibir o filme essa semana toda e nada mais apropriado do que assistir um filme romântico no Dia dos Namorados.

- Correto. E o que mais?

- Depois, vamos jantar no restaurante italiano de meu amigo que você já comeu a massa e aprovou. Se passou pelo crivo de uma italiana, é porque é realmente bom.

- Eles cozinham bem mesmo, gostei.

- Encontro aprovado?

- Aprovadíssimo. E obrigada pela rosa.

- De nada, minha querida. - Edward murmurou beijando meus lábios enquanto ainda caminhávamos.

Já estava tudo perfeito só a descrição do que faríamos. Meu coração saltitava de ansiedade durante o caminho que fizemos a pé mesmo, nem me importando de estar de salto alto demais e que meus pés não iriam sobreviver até o final da noite. Eu só queria aproveitar cada segundo que ele programou para nós dois e ter meu primeiro dia dos namorados perfeito como eu sempre imaginei, e mais importante ainda: com a pessoa que eu gostava.

A galeria de artes não era tão perto assim como Edward disse e estava bastante cheia quando chegamos ao local pequeno demais para comportar tantas pessoas ao mesmo tempo. Eu era guiada por Edward entre as pessoas bebendo, fumando e conversando apesar da música eletrônica tocando alto demais, e logo encontramos seu amigo de cabeça raspada e tatuagem no pescoço. Edward o abraçou forte dizendo algo que eu não conseguia entender por causa do barulho e depois puxou minha mão para me apresentar.

- Esse é o Nico.

- Muito prazer. - o cumprimentei com um aperto de mão e um sorriso educado. - Isabella.

- Então, você é a famosa Bella Italiana? - Nico perguntou rindo divertido com algo. - Edward já me falou muito sobre você.

- Sério? - retruquei encarando Edward cheia de felicidade por escutar aquilo.

- E ele tem razão; você é realmente uma inspiração para os olhos. Belíssima.

- Obrigada. - ruborizei mais um pouco.

- Vão beber! Eu já volto. - Nico disse depositando um beijo de despedida em meu rosto corado e desaparecendo na multidão.

- Quer algo para beber? - Edward me perguntou segurando meu casaco que eu fui obrigada a tirar porque ali dentro estava quente o suficiente.

- Água, obrigada.

- Me espera exatamente aqui que eu volto em um minuto.

Obedeci, até porque não queria me enfiar entre as pessoas e acabar me perdendo, apesar do espaço ser pequeno e isso ser quase impossível de acontecer. Não havia muitas fotos penduradas nas paredes pelo o que eu percebi ao observar ao redor, apenas uns dez quadros com fotografia coloridas em tons mais pálidos e meio distorcidas, fora de foco. A mais próxima de onde eu estava era a de três balões coloridos com o reflexo do sol batendo dando uma iluminação especial, algo que eu achei bonito. Só que eu não tinha maturidade artística suficiente para achar que uma dúzia de fotografias naquele estilo poderiam render uma exposição, mas se Nico conseguiu é porque havia algo importante por trás de cada uma delas.

Edward demorou mais que um minuto para voltar com nossas bebidas, me deixando bons vinte minutos sozinha encarando as pessoas conversando enquanto eu o esperava. Já estava ficando entediada com aquela exposição porque eu não conhecia ninguém e não me interessava tanto por fotografia a ponto de me divertir sozinha até ele retornar. Não foi daquela maneira que eu imaginei nossa noite, e Edward deve ter notado isso pois foi logo se desculpando quando finalmente chegou com minha água e um copo de cerveja para ele.

- Encontrei dois ex-colegas de faculdade no bar e eles acabaram me prendendo lá mais tempo do que eu esperava.

- Tudo bem. - tentei dizer no meio da música alta.

- O quê? - ele gritou não me escutando.

- Eu disse "tudo bem".

- Acho melhor nós irmos, não é? Está barulho demais aqui e se não corremos vamos perder a sessão das 20h40 do filme.

Nos despedimos de Nico explicando que só estávamos de passagem mesmo já que era dia dos namorados e ele brincou que a próxima exposição que iríamos nos encontrar seria de Edward e seus quadros inspirados em mim. Ele era o primeiro amigo de Edward que eu conhecia - tirando Tanya, o que eu não considerava tão amiga assim - e eu gostei bastante dele, principalmente do fato de ficar me dizendo que eu era a musa de Edward. Esperei tanto para assumir aquele posto que até mesmo esqueci da exposição de fotos diferentes que tivemos que ir no começo de nosso encontro, escutando com atenção a explicação de Edward sobre Lomografia e porque as fotos de Nico era tão "artísticas". Assumo que às vezes não tinha tanta paciência assim quando ele começava a divagar sobre movimentos artísticos ou grandes pintores, mas fingia muitíssimo bem que achava tudo super interesse para não ofendê-lo. Um dos ensinamentos que mamãe me passou foi de sempre deixar um homem achando que às vezes ele era necessário e o mais interessante do mundo para que seu orgulho não fosse ferido.

Para nossa surpresa, havia uma fila considerável na rua do cinema e estranhamos, porque aquele cinema nunca enchia, e olha que nós éramos frequentadores assíduos do ambiente. O máximo de fila que nós pegamos foi com cinco pessoas em nossa frente e naquela noite parecia haver umas trinta, quase 100% composta por casais.

- É a fila para qual filme? - Edward perguntou ao homem no final.

- O filme romântico que eles estão exibindo. Like... alguma-coisa. - o homem respondeu sem muito interesse. - Minha namorada me arrastou pra cá.

- Obrigado. - ele agradeceu respirando fundo. - A sessão começa em vinte minutos. Não sei se dá tempo de todo mundo comprar ingresso até lá.

- E a próxima sessão é que horas?

- Às 21h50, se eu não em engano. Se perdemos essa, vamos ter que esperar mais de uma hora até a próxima e perderemos a reserva no restaurante às 23h.

- Entendi. - murmurei um pouco triste com a possibilidade de não assistir ao filme que eu tanto queria ver.

- Mas o Rob pode segurar nossa reserva por mais alguns minutos caso não cheguemos a tempo. Ele entenderá.

Na espera do ingresso foi que eu comecei a sentir meus pés reclamando do sapato que estava usando pela primeira vez, uma escolha não muito inteligente já que eu iria andar bastante aquela noite. Mas não reclamei ou demonstrei desconforto em momento algum para não estragar os planos de Edward que não estavam indo tão bem assim. Primeiro, a exposição estava cheia e barulhenta demais para que conseguíssemos ficar mais de meia hora, e agora o cinema tinha uma fila gigantesca que poderia nos atrasar um pouco para o jantar. E eu estava começando a ficar com fome, porque quase não comi durante o dia, porém, não comeria nada durante o filme para não estragar meu apetite. Era muita pressão para eu lidar em um dia que deveria ser calmo e exclusivamente romântico.

Quando estava faltando quatro casais em nossa frente para compramos o ingresso, a tela que anunciava as sessões disponíveis informou que a sessão de 20h40 de Like Crazy já estava encerrada e que só seriam vendidos ingressos para a sessão de 21h50 como Edward temeu. Escutei ele soltar um palavrão baixo ao ver aquilo e eu queria dizer que estava tudo bem, que nós poderíamos assistir esse filme outro dia e ir logo jantar, mas sua determinação de cumprir cada etapa programada era irredutível e nós compramos nossos ingressos para a sessão que só iria começar dali a uma hora.

- O que vamos fazer até o horário do filme? - perguntei ponderando bastante meu tom de voz para não ofendê-lo.

- Sei lá... Podemos ir até a livraria do outro lado da rua olhar alguns livros pra passar o tempo, ou tomar um café.

- Pode ser a livraria. Eu preciso olhar alguns livros para a faculdade mesmo.

- Ótimo. Vamos passar o Dia dos Namorados pesquisando livros. - ele resmungou carrancudo.

- Só um pequeno contratempo até voltarmos ao plano original.

Eu realmente queria que fosse um pequeno desvio no plano original, porque só de imaginar que nossa noite estava dando errado eu sentia meu coração murchando. Edward tinha planejado tudo com tanto carinho apesar de ser de última hora que não merecia ver tudo indo por água abaixo dessa forma, então eu era a namorada compreensível que não reclamaria dos pés doendo, da espera longa na livraria até o filme começar ou da provável reserva que perderíamos perder por atraso. A parte divertida de ficar dando tempo na livraria foi que eu achei um livro de poemas em italiano e fiquei lendo alguns enquanto Edward se divertia com meu sotaque e depositava beijos em meus ombros. Aquilo sim foi o que eu imaginei para o dia dos namorados.

Conseguimos assistir ao filme super fofo e um pouco triste, que me fez ficar imaginando se aquilo acontecesse comigo e Edward caso eu tivesse meu visto de estudante expirado e precisasse voltar para a Itália. Ele percebeu que eu fiquei um pouco mais pensativa quando deixamos o cinema e caminhávamos até o restaurante a algumas quadras dali, mas nada comentou ou perguntou. Me conhecia o suficiente para saber que quando algo me incomodava eu preferia tomar a atitude de falar sobre o assunto sozinha, dessa forma me confortou com seu braço sobre meus ombros e o calor de seu corpo contra o meu.

- Pronta para matar a saudade de casa? - ele perguntou quando chegamos ao restaurante tipicamente italiano, com aspecto de cantina.

- Sim. Estou morrendo de fome.

- Também, depois daquela espera infinita e o tempo do filme... Mas vamos te alimentar agora.

Um maître nos esperava na recepção do restaurante e nos cumprimentou educadamente dando "boa noite" e perguntando no nome de quem a reserva estava.

- Edward Cullen... - ele murmurou olhando na lista em sua mão, passando duas páginas. - Edward Cullen, às 23h.

- Isso. - Edward confirmou aliviado de a reservar ainda está de pé.

- Infelizmente, como o senhor chegou mais de meia hora atrasado, que é nosso tempo de tolerância, tivemos que ceder sua mesa para a reserva das 23h30.

- Então, nós perdemos nossa reserva?

- Não, mas os senhores terão que esperar um pouco até a próxima mesa vagar.

- Qual o tempo de espera?

- Meia hora a uma hora, mais ou menos.

- Droga! - ele xingou enfiando a mão no bolso atrás do celular. - Vou ter que falar com o Rob.

- Nós podemos esperar meia hora sem problemas. - o comuniquei não querendo que ele se estressasse de alguma forma.

- Daqui a meia hora você estará desmaiando de fome, não é justo.

- O senhor pode esperar no bar e pedir alguma das entradas que servimos.

- Pronto, Edward. Nós esperamos no bar e pedimos alguma coisa para comer lá mesmo. Eu não me importo.

- Mas, Bella... Nós deveríamos comer em uma mesa, dentro do restaurante, não em um balcão cheio.

- Por favor... - pedi utilizando de meu olhar de piedade para que ele aceitasse.

- Tudo bem, se você quer dessa forma...

O bar do restaurante realmente estava cheio de casais esperando por suas mesas, mas conseguimos encontrar dois bancos no balcão para pedirmos alguma coisa para beber e comer enquanto esperávamos. Não havia nada de interessante no cardápio para eu pedir, apenas coisas feitas com alho e cebola que provavelmente me deixariam com o hálito mais indesejável do mundo para o dia dos namorados, então me contetei com uma porção de palitos de pão que vinha com dois tipos de molhos que eu sinceramente não considerava italiano.

- Quer beber alguma coisa? - Edward perguntou analisando o cardápio de bebidas. - Podemos pedir um vinho, sei lá.

- Vinho é uma boa opção. - concordei tentando manter o clima romântico.

- Agora eu só preciso entender o que essas coisas na carta de vinhos significam... Carbenet-o-quê?

- Carbenet Sauvignon. É a uva do vinho.

- Continuo sem entender nada.

- Os vinhos são denominados pela uva que ele é feito, ou as uvas se ele foi de assemblage. A pessoa escolhe o vinho que deseja beber por causa da uva e da safra dele.

- E você sabe isso tudo porque...

- Papai adora vinhos e me ensinou um pouco já que todas as noites nós bebemos vinho no jantar na Itália. - expliquei suspirando discretamente de saudade dos jantares em casa.

- E qual sua uva favorita?

- Merlot. - respondi indicando um vinho da safra de 2010. - Acho que esse é bom.

- Vamos pedir essa garrafa, então. - ele concordou beijando minha bochecha corada.

Nosso pré-jantar não foi um desastre total quando a entrada e o vinho foram servidos no balcão mesmo e nós fizemos um brinde. Edward me desejou feliz dia dos namorados antes de me beijar de modo fofo e delicado já que estávamos em público, me dando o melhor presente daquele dia: seu sorriso cheio de felicidade por estar comigo. E daí que o cinema não deu muito certo, quase perdemos nossa reserva e tivemos que comer no balcão do restaurante ao invés de uma mesa com toalha, talheres e talvez velas? Pelo menos foi um encontro diferente dos outros que todos os namorados tiveram aquela noite, e eu tive uma idéia que pudesse deixá-lo ainda mais a nossa cara.

- Por que nós não compramos comida chinesa, levamos essa garrafa de vinho para seu apartamento e assistimos aquele talk show engraçado que passa à meia noite? - sugeri, assistindo-o morder o palito de pão cheio de molho.

- Já ia te sugerir isso. - Edward riu limpando os dedos gordurosos e chamando o barman. - Podemos levar essa garrafa, não é?

- Pagando, sim. - ele respondeu dando de ombros.

- Então, nós vamos levar.

Já que a noite tinha mudado completamente, me permiti informá-lo que meus pés estavam me matando naquele sapato nada confortável e Edward fez o gesto mais fofo que eu já tinha visto; tirou seu próprio sapato e me deu para calçar, ficando apenas de meias no meio da rua. Obviamente, não aceitei que ele caminhasse até seu apartamento apenas de meias, mas Edward insistiu que não iria me deixar andar quase seis quadras com os pés doendo e também não poderia me carregar o caminho todo, então eu teria que aceitar a solução do momento. Dava para ser mais perfeito que aquilo? Dava sim, eu sabia. Edward ainda iria fazer gestos que me deixariam com aquela cara de idiota apaixonada impossível de desaparecer.

Uma porção de frango xadrez, quatro rolinhos primavera, arroz chop suey e muito molho agridoce, nosso jantar se estendeu para o apartamento de Edward quando compramos essa porção exagerada de comida para apenas duas pessoas e ele pediu que eu esperasse na cozinha enquanto arrumava o quarto-sala para deixá-lo mais apresentável possível. Aproveitei para separar os pratos, talheres e copos que usaríamos para comer, tendo um pouco de dificuldade em encontrar dois pratos iguais ou taças adequadas para o vinho já que seu apartamento era típico de um estudante que não ligava muito para esses detalhes.

- Pronto, pode vir. - ele disse me ajudando a levar as coisas para o quarto.

Us Againts the World - Coldplay

O que ele tinha ido arrumar, na verdade, era estender um lençol no chão e colocar algumas almofadas para que sentássemos, além de duas velas acesas para completar o clima romântico. Meu grunhido de fofura foi tão alto que Edward riu e me beijou rapidamente antes de pegar os pratos de minhas mãos para terminar de arrumar o "piquinique" no chão de seu apartamento.

- Foi o que eu consegui improvisar em poucos minutos. - me explicou estendendo a mão para me ajudar a sentar na almofada e tirar seu sapato que ainda estava em meus pés.

- É perfeito. - murmurei completamente rosada de felicidade e animação.

- Você provavelmente preferiria estar em algum restaurante chique, bebendo vinho em taça de cristal e não em copos de cerveja...

- Edward, eu preferiria qualquer lugar contanto que estivesse com você. Tanto faz se é um restaurante chique ou no chão de seu apartamento, o dia dos namorados existe para que as pessoas que se gostam fiquem juntas.

- Mas eu não preciso de uma data no ano para querer ficar com você, e você sabe disso.

- Eu sei, mas eu sou uma garota que gosta desse tipo de "coisinha".

- Eu sei... - ele concordou se esticando sobre as velas, pratos, garrafa de vinho para me dar outro beijo. - Por isso que eu gosto tanto de você, Bella.

A noite poderia ser ainda mais romântica se eu me sentisse preparada para transar com ele naquele momento, aproveitar todo o clima e o fato de estarmos em seu apartamento, só que a cada gole de vinho que eu bebia me sentia ligeiramente tonta e dormente, algo que não era ideal para quem fosse passar por uma situação de tensão como a primeira vez. Só que Edward leu errado as entrelinhas de nosso encontro e me beijou com muito mais vontade quando terminamos o jantar e estávamos deitados em sua cama descansando, rapidamente subindo sua mão dentro do vestido por minhas coxas e pousando em minha calcinha. Eu queria, muito, mais do que nunca, só que eu me sentia tão tonta por conta do vinho que fiquei preocupada de poder passar mal em algum momento do ato.

- Espere... - pedi ofegando quando ele desceu o zíper nas costas de meu vestido.

- Fiz algo de errado?

- Não, só que eu estou um pouco bêbada.

- Foi o vinho, não é?

- Foi. Só estou acostumada a beber duas taças, não quase uma garrafa. E eu não queria estar bêbada na minha primeira vez.

- Entendo... Tudo bem, então. Nós podemos esperar mais um pouco.

- Eu prometo que não irá demorar tanto assim. Você não deve estar mais aguentando esperar, eu sei, mas...

- Mas você tem que parar com esse discurso agora mesmo. Eu não disse que sua primeira vez será como você sempre imaginou? Então vou esperar até você estar 100% preparada para transar comigo.

- Mas como você vai aguentar ficar sem sexo se demorar meses até eu me sentir pronta?

- Eu não estou sem sexo.

- Como assim? - retruquei me enfurecendo com aquele papo de que ele estava fazendo sexo e não era comigo.

- Masturbação, Bella. - ele respondeu rindo de minha expressão. - É isso que eu quis dizer com não estar sem sexo.

- Ok, entendi...

- Acho até que está fazendo bem a minha pele, não acha? - Edward brincou acariciando seu próprio rosto e me fazendo rir.

- Desculpa ter desconfiado de você.

- Tudo bem. Meu senso de humor que é um pouco estranho.

Nosso beijo em seguida não foi mais cheio de desejo para culminar em outra coisa, foi com mais calma e atenção aos detalhes no outro quando nossas bocas se perdiam uma na outra por vários minutos. Eu era mais do que grata por ter um namorado compreensível como Edward, porque já ouvi várias história de minhas colegas de colégio interno sobre como seus namorados não se importaram tanto assim com elas na primeira vez que transaram. Mas ele se importava e estava esperando até que eu desse o sinal verde para que ele avançasse de vez. Aos poucos eu já estava mais e mais confortável com ele para ter certeza de que não iria demorar tanto assim.

- Nós não vamos transar hoje, eu sei. - Edward comentou acariciando minha cintura e espalhando arrepios por todo meu corpo. - Mas não será um problema se você passar a noite aqui, certo?

- Mas eu não trouxe pijama, nem escova de dentes...

- Eu tenho uma escova de dentes lacrada guardada e pijama não será problema se você não se importar em dormir com uma camisa minha.

- Então... eu posso passar a noite aqui. - respondi mordendo meu lábio inferior para conter o sorriso enorme que queria se espalhar em meu rosto.

Edward me deixou na cama enquanto providenciava tudo para eu passar a noite ali, me mostrando algumas opções de camisas suas que eu poderia usar como pijama. Escolhi a mais larga de todas para que eu não tivesse que expor muito de minha calcinha nada sexy, me arrependendo de não ter escutado Alice sobre a lingerie rendada, mas eu realmente não esperava terminar minha noite no banheiro de Edward, usando uma camisa que ia até minhas coxas e escovando os dentes ao seu lado.

Era a primeira vez que eu o via quase sem roupa, no caso, apenas com o short do pijama. Sentei na cama para observá-lo pegar um copo de água na micro-cozinha de seu apartamento e notei aspectos de seu corpo que me deixaram envergonhada com os pensamentos relacionados a eles, algumas novidades que eu não esperava como uma tatuagem em suas costas. Era algo escrito pouco abaixo do pescoço, uma frase eu imaginei, mas a luz baixa não me permitia ver direito então, me concentrei em outras coisas. Os músculos de suas costas e braços me fizeram querer passear minhas mãos por ali, deslizar minhas unhas de uma maneira que não o machucasse, que fizesse arrepios correr por seu corpo como ele fazia comigo. Vê-lo só com o pijama xadrez era algo tão sexual que eu cogitei até a possibilidade de dizer a Edward que estava pronta para transar naquele exato momento, mas eu sabia que iria me arrepender de colocar a carroça na frente dos bois.

- Você precisa acordar que horas amanhã? - ele perguntou apagando a luz e deixando apenas a TV ligada.

- Minha primeira aula é só às nove e vinte da manhã. - respondi sentada na mesma posição tensa com as costas na parede.

- Então não precisamos acordar tão cedo assim.

- Posso te pedir uma coisa? - falei antes que ele deitasse.

- Sim, claro.

- É que meus pés estão frios... Você pode me dar meias?

- Meias... - Edward murmurou vasculhando em uma gaveta bagunçada. - Estou tentando achar alguma que não esteja furada ou encardida.

- Qualquer uma serve. É que eu não consigo dormir se estiver com os pés frios...

- Acho que essa aqui é a melhorzinha que eu tenho... - ele disse me entregando duas meias de lã grossas que iriam aquecer meus pés do jeito que eu queria. - Eu só consigo dormir com barulho da TV, mas se você se sentir incomodada eu posso desligar...

- Não se preocupe comigo. É sua casa, então eu tenho que me habituar a sua rotina.

- Mas não é justo que você não se sinta confortável e não consiga dormir.

- O vinho vai me fazer dormir em questão de minutos, te garanto.

- Mas, já sabe... É só pedir que eu desligo.

- Ok.

Deitei com a barriga para cima e as pernas cobertas pelo cobertor grosso, encarando o teto quando Edward deitou no espaço minúsculo ainda disponível em sua cama pequena demais para nós dois. Ele virou de lado para me observar nitidamente tensa com a situação nova para mim e segurou minha mão que estava sobre minha barriga, me fazendo relaxar um pouco e ficar de frente a ele na mesma posição.

- Não precisa ficar toda tensa dessa forma. - seu murmúrio calmo veio junto com o cheiro quente de seu perfume.

- É que eu nunca dividi uma cama com alguém, muito menos com um... garoto. - expliquei querendo me enterrar no colchão de vergonha.

- Garoto. - Edward riu se aproximando e passando um braço ao redor de minha cintura. - O garoto em questão não vai te agarrar no meio da noite, muito menos fazer nada que você queira. Mas tem um porém.

- Qual?

- Eu ronco, desculpe.

- Vou ter que me acostumar com isso, não é?

- Se tiver te incomodado demais, é só apertar meu nariz que eu paro um pouco.

- Dica anotada. - sussurrei sentindo meus olhos pesados. - Boa noite, Edward. E obrigada pela noite de Dia dos Namorados perfeita.

- Obrigado por ser tão compreensível a ponto de não se importar com a noite trágica que tivemos.

- Não foi trágica, eu já te disse. Foi o melhor Dia dos Namorados que eu poderia desejar.

Ele beijou minha testa quando eu me aconcheguei contra seu peito para buscar a posição mais confortável do mundo ao seu lado, e em questão de segundos, não minutos como eu imaginei, estava praticamente em coma. Também, era impossível não se sentir incrivelmente acolhida quando Edward acariciava minhas costas por dentro da camisa e eu me sentia ninada por sua respiração.

De todos os encontros de Dia dos Namorados que eu imaginei desde que comecei a entender o que acontecia no dia 14 de Fevereiro, eu sempre esqueci de pensar no verdadeiro significado da data; celebrar o amor que você sentia por alguém. Não importava se era apenas com um beijo, ou com um jantar no melhor restaurante da cidade. Pressionei tanto Edward para ele planejar a noite perfeita para nós dois e tudo deu errado, o que poderia ser um desastre e me deixar extremamente chateada, mas agora eu estava sentindo seu coração batendo na palma de minha mão pousada em seu peito quente, o escutava começar a roncar, sua mão em minhas costas ficando lenta. Aquilo sim significava o Dia dos Namorados para mim.

...


Dia dos namorados de Dudu e Bellinha não foi como vocês imaginaram, mas foi amor né? Dudu mesmo fazendo merda ao esquecer conseguiu reverter a situação e deixou nossa principessa feliz no final. Também, dormindo com um brit boy fofo desses não tem essa que vá dormir triste LOL

Review ganhará preview, mas somente quem tem profile no ff. Não mando preview por e-mail, sorry.

E provavelmente nos veremos dia 16 de Abril para eu dar uma organizada nos próximos capítulos da fic.

Bêzzo