Cap. 14 – Conversas Casuais

Hermione entrou rapidamente na sala de Vitor. Esse a esperava já há algumas horas, e estava começando a ficar impaciente. Não tolerava atrasos facilmente.

O que houve de tão importante? – perguntou Vitor quando a mulher entrou. Ela sentou-se e o olhou atentamente.

- Os Comensais...

- O que tem eles, novamente, Hermiôni-ni? Que a impediu de me cumprimentar como velho amigo? – ele sorriu. Ela levantou-se e foi até sua cadeira e lhe deu um beijo estalado na bochecha.

- Desculpe-me, Vitor! Estou tão angustiada! Saí às pressas da Academia quando soube que os comensais aprontariam alguma coisa...

- E sabem do que se trata? – ele perguntou arqueando a sobrancelha.

- Não, estava com esperanças que você soubesse...

- Não fazia nem idéia... – ele disse pensativo – Mas se for algo grande, logo saberemos!

- Vitor! Nossa obrigação é impedir que eles propaguem essa maldita volta do Você-Sabe-Quem!

- Eu sei, eu sei... desculpe-me... é que minha cabeça não anda funcionando muito bem, entende? Há três dias dois aurores foram mortos e isso me deixou confuso.

- Mortos? Onde e por quem?

- Na estação de trem trouxa! Veja, isso é um absurdo!

- Mas quem cometeu essa atrocidade? – Hermione se espantou.

- Não sabemos. Mas claro, sempre há disconfianças de que os comensais estejam por trás disso...

- Merda! Já tem alguma idéia do que poderemos fazer?

- Manteremos a reunião com Harry Potter em Godric's Hollow. Como eu disse, é seguro. Nenhum comensal irá sequer disconfiar da ida à Hogwarts!

- Bem, eu confio em você. Se acha melhor assim...

- Não vamos nos precipitar, Hermiôni-ni...

- O que direi para Rony? Ele está possesso! Nunca o vi tão amargurado...

- Nesse caso, podemos abrir algumas exceções... – Vitor se levantou e andou até a janela.

- O que quer dizer com isso?

- Você me disse... semanas atrás, que possuía o colar com o brasão dos Malfoy...

- Sim, provavelmente Draco está metido nisso.

- Mas o colar é de uma mulher.

- Sim... não havia sequer pensado na possibilidade de haver uma Malfoy. Mas Draco não está casado, creio eu. E da família dele... bem, eu nunca ouvi sequer falar de outro Malfoy senão Lucio e Narcisa, já falecidos.

- É verdade. – Krum riu de canto da boca.

- E sabemos do envolvimento de outros comensais também... – ela prosseguiu – Blade Avery pode estar metido nisso.

- Avery? – Krum arqueou a sobrancelha.

- Sim, aquele sonserino amigo de Draco. Uma de minhas aurores contou-me sobre seu possível envolvimento.

- Celi Kuller?

- Sim, ela mesma. Como sabia?

- Kuller e Avery foram namorados há muito tempo. Eu desconfiei... – ele ficou pensativo – Sabe de mais algum?

- Sempre há suspeitas entre os Pankiston, Crabbe e Goyle...

- É verdade...

- Pansy Parkinson... talvez os Bleedincutt...

- Bleedincutt? Não creio que o corvinal esteja metido nisso... – Vitor disse.

- Era amigo de Avery e Pankiston. Nada mais possível.

- Pode ser que sim. Não convivi com nenhum deles para saber.

- E temos mais nomes, dos comensais que foram mortos. Eles podem ter filhos e esse são o maior perigo! Os Dolohov, Nott, Roockwood...

- Espero que os comensais búlgaros não estejam tão animados quanto os ingleses... – ele riu. Hermione sorriu de leve. Logo a porta se abriu e Igor entrou carregando um pacote em mãos.

- Senhor, preciso falar com você. – e apontou para o que havia com ele.

- Me perdoe, Hermiôni-ni, mas pode ser algo sério... – ele disse seguindo com Jeremy para uma outra sala.

- Vitor, eles conseguiram.

- Céus... – ele pareceu animado e pegou o pacote em mãos – O que Hermiôni-ni está fazendo aqui?

- Não sei, ela não devia ter saído da Inglaterra. – disse Igor pensativo – E o nome dela é Hermione!

- O que for... – Vitor acenou com a mão, encolhendo o pacote e o colocando no bolso interno. Sorriu falsamente e entrou na sala onde se encontrava a auror.


N/A: Eu amo o Vitor .