NomeOriginal: Unconventional Commitments
Autor: Cashew
Tradutora: Lali-Chan
Betagem: Arwen Mione
N/A--- A pistola de prego não aconteceu comigo... bem, não exatamente. Lol, Eu não sou uma completa idiota. Mas aconteceu com uma amiga minha enquanto decorávamos o salão para a formatura. Lá estávamos nós, as três da manhã, e nós estávamos colocando esse negócio na entrada e precisava ser pregado. Bem, alguém muito esperto decidiu que era uma boa idéia dar uma pistola de pregos para estudantes... não foi. Ela ficou meio doida com aquilo e acabou atirando na própria mão. Então começou a balançar e voou sangue na minha cara e no meu olho. Nojento, né? Lol, eu disse que vocês não iam querer saber... mas algumas pessoas acharam que eu era uma idiota, então tinha que me explicar. Não posso estragar minha reputação. Oh, e vocês já viram homens com ferramentas? Eles perdem a cabeça! Eu sei que Harry cresceu como trouxa, mas isso não significa que ele seja um mestre de ferramentas. Vamos fazer uma votação, quem sabe como usar uma pistola de pregos? Você reconheceria uma se visse uma?
Capítulo 14 - Sentimento de Culpa e ocorrências inesperadas
No momento estou sentada no meu sofá, em cima de um monte de travesseiros. A vida é boa. Eu olho para a minha mão enfaixada com satisfação; talvez isso não fosse tão ruim.
Tudo bem, fui eu quem enfaixou a minha mão... mas dá mais efeito ter ela enfaixada. Sem uma atadura ou gesso de algum tipo, as pessoas esquecem que você se machucou. Usando a minha mão "boa" eu faço soar um pequeno sino que está na mesinha.
Harry entra apressado. "Você está bem? Precisa de alguma coisa?"
"Estou com sede. Você poderia pegar um copo de água pra mim?"
"Claro, agorinha." Ele vai pra cozinha; eu me inclino e fico mais confortável. Essa é apenas a fase um.
Tenho que admitir, Harry é mesmo um herói. Todas as enfermeiras não perderam tempo em me contar o que aconteceu. Como Harry entrou comigo em seus braços - aparatação dupla, não é fácil - gritando ordens para todo mundo. Como ele andou de um lado para o outro, murmurando para si mesmo, enquanto eu deitava inconsciente na minha cama. Como ele falou com a equipe de enfermagem que ele pagaria todas as minhas despesas, e faria tudo que fosse possível para me deixar mais confortável.
Sim, tudo muito doce... quase doentio. Não importa. Como o "bebê" da minha família, eu sei como aproveitar essas situações.
Harry entra de novo no quarto, segurando um copo de água. Ele se inclina perto de mim, "Aqui. Mais alguma coisa?"
"Bem, eu- não... É pedir demais."
"O que é? Nada é demais, Gin."
Eu tento parecer cansada. "É que - Harry estou me sentindo sozinha. Com você trabalhando e tudo mais..."
"Oh, bem, eu posso adiar o meu trabalho."
"Não posso pedir isso, Harry."
"Você não está pedindo, estou oferecendo. Está tudo bem, Gin. Não é problema."
"Se você tem certeza..."
"Tenho." Ele senta no sofá perto de meus pés. Sentamos em silêncio por um momento antes dele automaticamente segurar meu pé e massagear o esquerdo gentilmente. Isso é bom.
Vê, é assim que as coisas devem ser, sempre. Todo mundo devia ter seu próprio escravo - quer dizer, ajudante. Isso.
Inclino-me nele instintivamente; ele coloca seu braço em volta de meus ombros. Aperta meu ombro gentilmente, eu sorrio para ele. A porta abre e minha mãe entra. Certo, qual parte não se encaixa?
"Gina! Oh, graças a Deus, você está viva!"
"Tudo bem... Oi pra você também, mãe."
Ela corre até o sofá e me abraça, o que eu retorno de forma meio esquisita. Depois do abraço, ela imediatamente me dá "o olhar". Você sabe, aquele você-está-em-apuros... "Eu criei minhas crianças dessa forma? Para não ligarem para a mãe quando estão morrendo no hospital?"
"Senhora Weasley," Harry intervém, "com todo respeito... Gina não estava em perigo de morte."
Eu faço uma cara bem feia por isso. Como ele sabe? Nenhum prego perfurou a mão dele! Não. Eu poderia muito bem ter morrido.
Minha mãe, para o choque de ninguém, não presta atenção nesse comentário. "Gina," ela continua, "Eu não sei o que deu em você. Eu tive que ouvir de Mary Lucas de todas as pessoas que minha própria filha esteve em St. Mungos. Você está bem? O que aconteceu? Como aconteceu? Você precisa voltar para a Toca para se recuperar?"
Eu me encosto no sofá para colocar alguma distância entre meu rosto e o dedo da minha mãe. "Humm, bem, o que aconteceu foi... foi que..."
"Eu atirei nela com uma pistola de pregos," Harry suspira culpado. "Acidentalmente," ele adiciona rapidamente.
Minha mãe fica chocada, "Harry Tiago Potter, eu esperaria isso de Fred ou Jorge... ou Rony... ou Artur... ou até mesmo da Gina... mas você?"
Harry desvia o olhar para o chão, "Desculpa, senhora."
Ela faz um tsc, tsc para ele. "Bem, você tem que ter cuidado com essas coisas. Honestamente, Harry, uma pistola de pregos não é tão complicada."
"Sim, senhora," ele diz solenemente.
Eu reviro os meus olhos, ele podia se defender um pouquinho. Certo, se ele não vai fazer... "Foi um acidente, mãe, e agora acabou. Eu já superei, Harry superou; não tem necessidade de um sermão para um homem de vinte e quatro anos."
Harry olha pra mim com olhos arregalados e uma expressão de "minha heroína", como se ele não fosse o cara que acabou com o Voldemort.
"Eu ainda acho que é melhor você descansar em casa."
"Estou em casa." Opa. Eu não queria dizer isso alto. Oh, merda... isso vai ser ruim.
"Você está em casa", ela repete devagar. "Bom, é bom saber que depois de dezenove anos cuidando de você e te dando tudo que você precisa debaixo do meu teto, você tem uma nova casa."
"Mãe-"
Ela me ignora."Não, eu entendo. Afinal, por que você precisaria de mim? Sou apenas sua mãe... Eu apenas agüentei vinte e quatro horas de dor para te trazer ao mundo. Mas por que isso importaria? Você é adulta agora."
Eu faço uma careta quando ela põe uma ênfase sarcástica na palavra adulta. "Não quis dizer isso, entende?".
Ela está indignada. "Claro que não quis. Acho que é melhor eu ir embora agora."
"Parece que sim." Eu murmuro secamente.
Sem outra palavra, ela sai da casa. Não preciso dizer que minha mãe ficou... bastante emocional na medida que os anos passaram. Acho que a guerra fez isso nela. Muito stress, sabe. Quando Percy ficou contra a família, ela e papai se convenceram de que precisávamos ficar juntos - o tempo todo. Claro, Percy voltou e pediu desculpas para todos na metade da guerra... mas não importava, ela ainda espera que cada um de nós ou traia a família ou morra se ela não ficar de olho na gente constantemente.
Viro pro Harry, "Eu juro que insanidade não é genético na minha família."
Ele sorri. "É sim. Mas eu já fui publicamente acusado de insanidade o suficiente para acreditar... então não tem problema."
"Tudo bem, então. Eu-"
"Gina." Harry me interrompe.
"Sim?"
"Eu... Não brinca comigo, por favor. Eu te conheço o bastante, e já te vi com muitos homens para saber que você... você não fica com a mesma pessoa por muito tempo. Eu lembro que você me disse ter medo de compromisso, e eu entendo, eu juro, mas se você tem esse medo comigo... se você não tem intenções disso virar alguma coisa séria, me diga agora - é a coisa mais justa que você poderia fazer".
Eu levanto uma sobrancelha. O momento chegou. O momento que o Harry inevitavelmente pede por mais. Droga, eu odeio esses momentos. Vêem, eu não sei para onde isso está indo ou para onde eu quero que vá. Além disso, não sei o que "isso" é! Não estou dizendo que quero algo com Harry... mas, de novo, não estou dizendo que não quero nada com Harry. Droga.
"Gina?" ele diz. "Uma resposta hoje seria bom."
Eu olho para ele. Desde quando o Harry virou um espertinho? "Bem, eu... quer dizer, acho - podíamos sair num encontro."
"Um encontro," ele sorri, "Está sendo generosa."
Eu aceno afirmativamente com a cabeça.
Harry esfrega as mãos, "Então quando você acha que esse encontro deve acontecer?".
Eu sinto minhas bochechas queimarem - desde quando eu fico com vergonha com essas coisas? "Eu não sei," eu murmuro, "qualquer hora."
"Hoje à noite?"
Hoje à noite? O rapaz era socialmente retardado em se tratando de encontros? "É meio em cima."
"Eu estive esperando, sabe."
"Oh. Bem, eu-", espera um pouco. Não vou cair em armadilhas como essa. Harry acha que pode me enganar? Por favor, sou mestra nesse jogo. "Acho que não posso."
"E por que não?"
Eu levanto minha mão, "Não me sinto bem. Você entende."
Harry sorri. "Sua mão não parecia te incomodar quando você segurou sua bebida com ela um momento atrás".
Meu queixo cai indignadamente. "Vai e volta."
Harry se levanta, "Se você diz. Eu te pego hoje à noite ás... oh que tal ás 8?"
"Eu- espera, eu não-"
"Sete?"
"Certo!", eu grito frustrada.
"Ótimo", ele responde sorrindo. "Te vejo ás sete."
Ele desaparece e me deixa sozinha na minha presente confusão. Que merda foi essa? Como isso aconteceu? Não faz sentido algum, nenhum mesmo! Quer dizer, eu estava protestando, firmemente, e agora... fui enganada. Harry ficou esperto. Hummm, gosto disso.
O que posso dizer? Eu escolho um "bad boy" em vez de um bonzinho qualquer dia da semana. Se um homem age horrivelmente, eu me sinto estranhamente atraída. Típica fêmea, certo? Oh bem, não tenho tempo para me preocupar com isso, porque o chuveiro está cantando, implorando para eu entrar. Quem sou eu para negar algo para um objeto inanimado?
Nota do grupo:
Mais Uma vez desculpas pela demora...
Agradecemos à: Likah, miaka, Lispotter, Bethy Potter (Obrigada pela compreensão!), barbie30, Camy Horvath, julinha, blackflower (suas sugestões foram anotadas), Sukita (não esqueça de nós nunca), .talita malfoy. E ciiça.
E lembre-se: se não sabe o que escrever, basta deixar 'muito bom cap, continuo a ler'. Somente através das reviews nós saberemos se as pessoas estão gostando do nosso trabalho.
Os Tradutores
