Should I be Shocked?

Capítulo 3



Antes que eu pudesse perceber ou protestar, estávamos os dois esparramados no sofá, bêbados e nos excitando com filmes desconexos e sem histórias. Riamos como bobos, de piadas sem a menor graça.

Então, tinha dois mercados voando, um olhou pro outro e disse: "Peraí! Mercado não voa!", aí ele caiu e o outro não.

- Por quê? - ele falou entre soluços e risadas.

- Porque ele era um suuuuper mercado! - eu ri, me sentindo um bebum-fim-de-festa.

- Péra, péra! Tem mais! Quer ouvir uma piada suja e pesada!? - ele perguntou, colocando um dedo na testa, como se estivesse forçando os neurônios.

- Fala, fala! - eu ri.

- Um elefante caiu na lama!

Caí do sofá.

- HAHAHAHAHA - eu me contorci no chão. - Essa foi a melhor, cara!

- Calma aí, moçoila! - ele riu, me levantando do chão. - Acho que alguém aqui precisa dormir! - ele riu novamente.

- Dormir!? Eu não preciso dormir! Eu to óóóóótima! - Sinalizei um "ok" com as mãos.

- Não mesmo! - ele disse, me jogando por cima do ombro.

- Ah, cara! Me sooolta! - eu reclamei, sentindo-o me levar escada acima.

Ele me ignorou e me levou ao banheiro, tirando toda minha roupa. Me jogou debaixo da água fria e entrou comigo, me abraçando embaixo do chuveiro, pra que eu não tentasse sair. Aos poucos fui voltando a ficar mais ou menos lúcida e incrivelmente sonolenta. Fui me soltando nos braços de Ichisu, sentindo-o me segurar firmemente com os braços fortes.

- Sono... - eu murmurei.

Ele somente sorriu, desligando o chuveiro e me levando no colo – novamente – pra cama, depois de me enxugar com uma grande e felpuda toalha.

- Pára de me tratar como uma mulher fraca, já disse que nãããão gosto! - eu disse de olhos fechados, pronta pra dormir.

- Você É sim, minha porcelan doll (n/a: cara que emoo) - ele riu, me abraçando por trás.

- Sai, Ichisu! - eu disse o empurrando.

- Desculpa, eu paro. - ele voltou a me abraçar.

- Mentira. Você mente. Você é mau. - eu falei inconsciente das minhas palavras, bêbada de sono.

- Promeeeto que não minto mais! - ele falou, aparentando ainda estar bêbado.

- E eu prometo que amanhã faço os porcos voarem. Cala a boca e dorme. - eu disse, desistindo de impedi-lo de me abraçar e adormecendo rapidamente, ouvindo-o cantarolar no meu ouvido.