A fic está chegando ao fim... Não sei se isso é bom ou não… Eu gostei dela D: Mas vamos lá…
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Em pouco tempo estavam de volta na mansão dos gêmeos. Mal tocaram a campainha para que alguém abrisse a porta, um loiro desesperado pulou sobre eles, derrubando todos no chão. Kyoko era a única que estava em pé, já que não os tinha acompanhado até a porta. Com a cena, a jovem acabou rindo, o que chamou a atenção de Kyouya, pelo menos.
Calmamente, o moreno foi até ela.
- Por que de repente está mantendo distância? – ele ajeitou os óculos.
Ela debruçou sobre o carro.
- Aqueles dois são muito unidos… E eu causei preocupação demais já. Aposto que se eu estivesse ali, os três não teriam essa recepção calorosa. – ela tinha um sorriso pequeno no rosto, mas parecia mais sincero do que Kyouya conseguia imaginar que veria vindo dela.
- E o que vai fazer agora? – ele olhava estranhamente para ela.
- Vou sumir. Quando começar um novo ano, eu devo voltar. Até lá, não deixe que ele se deprima. Quando ele parecer abalado por minha ausência, lembre-o de que eu vou voltar, mesmo agindo de forma egoísta agora. Não quero que ele veja o processo de humanização…
Kyouya pareceu confuso.
- Está falando de Kaoru? – ela confirmou com a cabeça, então ele prosseguiu – E o que quer dizer com "processo de humanização"…?
- Exatamente isso. Vou virar uma de vocês. – acabando de falar, ela entrou no carro e partiu.
Kyouya acompanhou o carro ir embora e logo se juntou ao grupo. Todos estavam tão animados que nem haviam notado que a garota havia ido embora. Mas talvez fosse melhor assim. Com esse pensamento, o moreno sorriu de canto.
Quando todos se acalmaram, decidiram que era melhor voltarem para dentro da casa. Já estava ficando tarde, então foi decidido que todos passariam a noite ali. Era como se a garota nunca estivesse estado com eles, como se de repente tudo tivesse voltado a ser como era antes.
Esse pensamento deprimiu Kaoru, que se manteve na sala, enquanto todos iam para a cozinha. O ruivo olhava pela janela, com a mão apoiada no vidro. Tinha o olhar um pouco triste e parecia tentar encontrá-la na escuridão do lado de fora da casa. Estava distraído o suficiente para se assustar quando alguém tocou seu ombro.
Era Kyouya.
- Ela disse que vai voltar.
Kaoru sorriu ao ouvir a frase.
- Eu sei disse, Kyouya-senpai. Só queria que ela tivesse se despedido direito…
Kyouya sorriu de canto. Não sabia o motivo, mas conseguia entender perfeitamente o que se passava na mente de Kaoru naquele momento. Então, sem avisou, o ruivo se virou e se afastou, indo para junto dos outros na cozinha. Kyouya suspirou e foi junto.
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Kyoko POV's
Eu estava indo para casa. Apesar de morar na Central, eu sempre mantive uma casa fora, para ter para onde ir quando fugisse ou quando me libertasse. Sinceramente, nunca achei que a segunda opção era muito válida… Isso, claro, até hoje. Acho que foi um dia muito bom, apesar das confusões.
Já era mais da metade do ano, mas o tempo era suficiente. O processo em si leva apenas três ou quatro meses, incluindo o período de reabilitação. Mas resolvi ser precavida pelo menos uma vez, então vou me afastar até a próxima primavera. Até lá, sei que já terei me re-acostumado a ser humana.
Só espero que o Kaoru não sofra muito com minha atitude um tanto egoísta… Eu podia ficar muito bem ao lado dele sendo vampira, mas não quero. Vê-lo envelhecer, enquanto eu me mantenho jovem… Sei que isso dói muito, por isso vou mudar. Talvez assim, o ruivo também não sofra com a minha companhia…
Quando cheguei em casa, meus fiéis empregados (todos humanos, só para constar) estavam me esperando. E no sofá da sala, sentado calmamente, estava ele. Kentaro. Achei que uma vez livre, não teria que vê-lo mais. Mas estava visivelmente enganada…
Ao me ver, ele se levantou e veio até mim, com uma expressão decidida. Não havia nada surpreendente em seus gestos, o que me afetou mesmo foi o que ele disse.
- Vou me tornar humano com você.
Na hora achei que fosse piada. Mas ao olhá-lo novamente, vi sua expressão séria, seu olhar determinado. Nada do que eu dissesse o faria mudar de idéia, então suspirei e concordei com isso. O que viria depois não era algo a ser discutido no momento.
E foi assim que minha "morte" chegou ao fim.
