Hachi-chan 2 - Muito obrigada por teres comentado. Ainda bem que . Espero que o próximo capitulo te agrade. As coisas vão começar a aquecer. Beijo
Capitulo 14 - Uma promessa
Ela abriu o armário com a intenção de escolher um dos vestidos para usar no jantar. Não que fosse um jantar importante, mas já que o Enishi a tinha informado de que iria jantar com ele e com um convidado dele, ela decidiu vestir alguma coisa diferente. Afinal de contas, ela tinha autorização usar todas as roupas que estavam naquele armário.
Pensativa ela tirou um vestido e pousou-o em cima da cama.
Se o Enishi me disse que eu poderia estar presente neste jantar, então este homem a quem ele convidou não deve ser perigoso. Apesar de tudo, ele protege-me sempre que necessário, por isso não me iria colocar numa situação perigosa neste momento.
Ela massajou o ventre. Dentro de uns meses ia ser mãe... Era uma ideia aterrorizadora mas ao mesmo tempo eternecedora. Seria um rapaz ou uma menina?
Caminhou até ao espelho e olhou-se de lado. Será que já se notava? Ela não conseguia perceber ainda nenhuma diferença... Seria o bébe parecido com ela ou com o Kenshin? Uma parte dela gostava de que a criança fosse parecida com ele, para que ela pudesse sentir-se mais perto dele.
Ela voltou as costas para o espelho.
Nestes últimos dias, tinha sido dificil de digerir a morte dele, mas, o facto de ter dentro de si uma vida abstraí-a de pensar nisso.
Ela começou a despir o kimono branco e vestiu o outro azul marinho.
Estava prestes a prender o cabelo quando decidiu deixá-lo solto. Gostava mais de o ver assim.
Ouviu no andar de baixo a campainha a tocar. Devia ser o convidado. Se calhar era melhor começar a descer.
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"Nikito." - o Enishi cumprimentou o homem - "Fizes-te uma boa viagem?"~
O Enishi conseguia parecer muito hospitaleiro, apesar de não estar muito satisfeito por ter visitas. Mas esta era essencial... Não podia descuidar-se dos seus negocios.
"Sim senhor. A viagem foi rapida. Mais rápida do que aquilo que pensei." - deram um aperto de mãos.
"Eu chamei-te aqui porque preciso que me informes como estão as coisas na China. Mas antes..." - o Enishi ia mencionar para se sentarem quando viu que o seu convidado estava focado em outra coisa.
Seguiu a linha do olhar dele e deparou-se com a Kaoru a descer as escadas, apesar de vir um pouco comprometida ela estava muito bonita. Ele já tinha reparado que nestes ultimos dias a forma de vestir dela estava mais cuidada do que o normal. Talvez fosse por isso que o homem ficou de olhar cravado nela.
"Uh-...Uh..." - o Enishi tossiu. - "Esta é a Kaoru, ela vai acompanhar-nos no jantar." - dito isto, todos se sentaram e esperaram pelo jantar.
Apesar de sentir o ar ameaçador do Enishi em cima dele, o Nikito não conseguia tirar olhos da jovem. Ela era mesmo bela... Mas afinal, o que estava ela a fazer com alguem como o Enishi? Ele não era capaz de amar ninguém. nem de se preocupar com ninguém. .. E ela não parecia ser uma mulher daquelas com quem ele andava, e, se o fosse, ele não teria permitido a sua presença naquele jantar.
"Preciso que me informes de como está tudo na China." - o Enishi disse interrompendo a linha de pensamento de Nikito.
O homem desviou o seu olhar da jovem e tenou formular uma frase com sentido:
"Uh... Tudo bem... Penso eu."
A Kaoru percebeu de imediato que o Enishi não tinha ficado agradado com a resposta dele.
"Pensas tu? Eu não te pedi para viajares até aqui para me dizeres que pensas que está tudo bem!" - Ele barafustou
Este era um Enishi diferente daquele com o qual ela estava habituada a lidar. Era mais rude, grosseiro no modo de falar.
O homem atrapalhado reformulou: "Senhor, todos os negócios que tinham sido deixados pendentes estão resolvidos, excepto aquele que nós já sabemos, mas que o senhor disse querer resolver pessoalmente."
O Enishi recostou-se para trás na cadeira: "Como se está a portar o Heishin?"
"Naquilo que tenho apreciado não tem feito nada que o possa prejudicar senhor." - o homem respondeu baixando os olhos.
"Óptimo. Ele sabe o que lhe aconteceria se o fizesse." - comentou
"Não consigo perceber como seria ele capaz de o prejudicar senhor. Estamos a falar em termos de negócios?"
O Enishi reclinou-se sobre a mesa: "Não. Ao me prejudicar nos negócios Heinshin estaria a prejudicar-se a si próprio. Ele é maricas demais para isso."
"Então estamos a falar do campo pessoal?" - Nikito inquiriu
"Talvez." - o Ensihi respondeu pensativo.
"Mas aí não tem com o que se preocupar. O que usaria ele para o atraiçoar?" - ele perguntou - "Não tem ninguém a sua volta que ele possa usar contra si... Ou tem?" - olhou directamente para a Kaoru.
Mas porquê que ele está a olhar para mim? O que é que quer ele insinuar? - A Kaoru começou a sentir-se a corar, com toda a atenção que aquele homem lhe parecia dispensar.
O Enishi manteve o sue olhar firme no Nikito, não gostando do comentário que ele tinha feito, nem da atenção e dos olhares para a Kaoru, que ele não fazia questão de esconder.
"Nikito."
"Sim senhor." - o homem voltou de novo a sua atenção para o Enishi. Mas quando o fez notou que algo estava diferente. O olhar dele tinha mudado, mais hostil, como se algo o tivesse irritado.
"Ninguem que se virar contra mim será bem sucedido." - ele parecia estar a ameaçá-lo
Os dois homens entreolharam-se por momentos que pareciam intermináveis para a Kaoru, que estava cheia de medo daquilo que o Enishi pudesse fazer. O que quer que fosse, ela tinha decido que não permitiria que o fizesse na sua presença.
"Queres que vá perguntar na cozinha se o jantar demora muito?" - ela quebrou a tensão.
O Enishi olhou-a: "Não é necessário, o Nikito está de saída."
Tanto a Kaoru como o homem ficaram espantados a olhá-lo. Mas o Enishi não mudou a sua expressão.
"Diz ao Heishin aquilo que te disse a ti." - e levantou-se afastando a cadeira.
O homem levantou-se tmbém ainda aturdido com todo aquele cenário. Mas o que tinha sido aquilo? Uma cena de cíumes?
O Enishi levou-o até a porta e sem trocarem mais palavras o homem saiu.
O Enishi de costas para ela por instantes, até que o empregado entrou na sala com a bandeja da comida na mão. A Kaoru pode notar pelo seu ar que ele se perguntava onde teria ido o convidado, mas, não perguntou nada.
"Podes tirar o prato do convidado da mesa. Somos só nos a jantar hoje." - a Kaoru informou baixinho, e o homem acenou, pousando as travessas na mesa e retirando o prato que estava a mais.
Assim que deixou a comida na mesa voltou para a cozinha.
O Enishi caminhou rapidamente para a mesa e sentou-se.
A Kaoru ficou a olhá-lo por momentos enquanto ele se servia.
"Pensei que as mulheres grávidas tivessem sempre fome." - ele comentou
"Sim e tenho." - ela disse
"Então, porque estas de pé a ver-me comer?" - ele perguntou
"Estava a tentar entender porque o mandas-te embora." - ela sentou-se e esperou que ele acabasse de se servir
"Há muita coisa que ainda não entendes." - ele respondeu rispido.
"Podes tentar explicar-me?" - a Kaoru pegou nos talheres e serviu-se
"No meu mundo não posso confiar em toda a gente. Pelo contrário, tenho que desconfiar de todos."
"Desconfias deste Nikito?" - ela perguntou
"Não gostei da forma de estar dele." - ele encheu o copo com vinho.
"Em que sentido?" - Ela tentou alcançar a água que estava a meio da mesa, esticou o braço mas não chegava la, então levantou-se um pouco da cadeira, esticou os dedos o mais que pode...estava quase lá... até que ele segurou na jarra de água por ela.
As pernas dela cederam e ia cair para trás, quando ele a segurou pela mão.
"Estás bem?" - ele perguntou
"Sim. Acho que os meus joelhos não aguentaram estar tanto tempo a esticar-me e então senti uma dor aguda..."
"O que foi?" - Ao vê-la corar ele percebeu que ainda estava a agarrar a mão dela... Largou-a de imediato.
"Foi um impulso." - ele disse.
"Obrigada, o teu impulso impediu-me de cair." - ela respondeu
O Enishi olhou-a admirado: "É impressão minha ou estás a tentar ser simpática comigo?"
Ela deu um gole na àgua: "Ah... Deve ser da gravidez... Devo estar a ficar mais mole."
"Bem me pareceu que não podia ser natural." - ele criticou
"Enishi."
"Uh?"
"O que é que aquele homem quis dizer quando falou acerca de usar alguem contra ti?" - a preocupação era visivel no olhar dela.
Ela percebeu que o comentário foi acerca dela. - ele pensou.
Esse foi um dos motivos que o levou a expulsá-lo da casa. Mas, ele não podia deixar que ela ficasse com medo. Afinal de contas, ele não ia deixar que nada lhe acontecesse.
Ele olhou para ela e respondeu num tom confiante: "Não te preocupes ele não te vai fazer mal."
"Mas ele não era suposto ser teu amigo? Porque é que eu senti que ele te estava a... ameaçar?" - ela perguntou com a voz trémula
"Ameaçar? a mim? Kaoru tu estás em segurança. Além disso, aquele homem não é meu amigo. Eu não tenho amigos."
Ela baixou a cabeça e olhou para o prato. Não se sentia segura, estava com medo. De fato estava aterrorizada, se alguem os decidisse atacar, como fariam?
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Finalmente chegaram a terra. O Yahiko já estava farto de mar.
"Será que a ilha está cercada?" - ele perguntou
"Se estiver nós lutamos. O Kenshin esperará até o Enishi aparecer." - o Sano respondeu
"Vamos avançar em direcção à casa. Nao vale a pena esperar que venham ter conosco aqui." - a Brandi sugeriu
Dito isto o grupo segui-a por entre aquela densa folhagem da ilha.
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"Não, por favor não!"
Ele ouviu uma leve lamuria.
"Não... Não." - ela chorou
Era a voz dela... De imediato ele levantou-se e correu para o quarto da Kaoru.
Quando abriu a porta ela estava na cama de olhos fechados com o rosto todo molhado com lágrimas, e continuava a falar sozinha.
Ele suspirou... Ela estava a sonhar.
Devia ser algum pesadelo. Ele já tinha decidido ir-se embora quando ela falou novamente.
"Não... ajuda-me... Enishi, ajuda-me, pf..."
Ele voltou-se e olhou-a. Ela ainda estava a dormir... Ela estava a pedir-lhe ajuda em sonhos?
Neste momento havia uma batalha dentro dele. Uma parte queria ignorá-la e voltar para o seu quarto, a outra parte queria ficar no quarto e ajudá-la.
"Sozinha... vou ficar sozinha... não me abandones aqui... pf..." - ela continuava aflita.
Ele não resistiu. Caminhou para perto dela e abaixou-se perto da cabeceira.
"Kaoru... Ei... acorda..." - ele abanou-a, mas ela parecia estar a dormir muito fundo.
"Nãaaao...pf" - ela sussurrou, deixando escapar mais lágrimas.
"Ei... Ei..." - ele passou-lhe a mão no rosto limpando as lágrimas - "Estás a ter um pesadelo." - ele falou um pouco mais alto para a despertar
A Kaoru parou. Aos poucos e poucos abriu os olhos. Apesar do quarto estar escuro, ela conseguiu distinguir as formas dele.
O que ela fez a seguir foi inedito.
Abraçou-o, chorando compulsivamente.
O Enishi foi apanhado de surpresa. Será que ela ainda estava a dormir? Mas ela tinha aberto os olhos!
"Kaoru." - ela estava mesmo abraçada a ele... Aquela situação estava a ficar complicada. Há anos que ninguem o abraçava, e, ele sobre todas as pessoas, estava a fazÊ-lo sentir coisas proibidas na condição dela... O cheiro do cabelo dela, o toque da pele do pescoço dela na sua cara, a sua respiração ofegante que fazia balançar o peito dele... Sem contar que estando ela de camisa de dormir, todo o seu corpo ficava mais exposto do que seria natural.
"Eu tenho medo..." - ela soluçou.
Ele amoleceu. E deixou a sua mão pousar nas costas dela.
"Shhh. Foi só um pesadelo." - ele tentou acalmar.
Ele puxou gentilmente o rosto dela para a olhar. Estava escuro e ele não conseguia ver muito bem mas ela ficou a olhá-lo. : "Foi só um pesadelo Kaoru. Vês? Já estas acordada."
Ela olhou para as mãos grandes dele que seguravam o seu rosto e deu-se conta de toda a situação: "Desculpa." - ela afastou-se um pouco.
"Com o que estavas a sonhar?" - ele perguntou casualmente.
Ele sentiu-a a arrepiar-se.
"Porque me chamas-te no sonho?" - outra pergunta
Ela voltou a cara para o lado.
"De que tens medo?" - terceira pergunta
Ele esperou pacientemente pela resposta, mas ela não veio.
"Então?"
"Desculpa ter-te acordado." -
"Não me queres responder?" - ele insistiu
"Tenho medo." - ela disse
"De quÊ?" - elee peruntou de imediato
"De muita coisa..." - a resposta foi vaga
Ele levantou-se. :"Se não queres falar não te posso obrigar a fazÊ-lo." - "Boa noite" - e saiu do quarto.
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"Diz-nos para onde foi o Enishi!" - a Misao ameaçou
o rapaz ficou a olhá-la espantado.
"Ouve nós não te queremos magoar, ok? Só queremos saber se a Kaoru está bem." - o Yahiko informou o jovem empregado.
"Como te chamas?" - a Brandi perguntou
"Chen." - ele respondeu
Ela mantee um ar gentil: "Chen, nós somos amigos de uma jovem chamada Kaoru, e julgamos que o Enishi talvez a tenha trazido para aqui. Tu alguma a viste? Ela tem olhos azuis, cabel.."
"Sim.. Eu sei quem é a Senhorita Kaoru." - a forma como o jovem empregado falou dela indicou-lhes que nutria simpatia pela Kaoru. "Mas ela não esta aqui."
Neste momento todas as esperanças de acabar com o pesadelo imediatamente terminaram.
"Nós esperamos." - O Sano respondeu
"Desculpe, não entendeu. Eles não estão cá. Ela esteve cá, mas já partiu."
"Mas para onde?" - o Aoshi perguntou
o rapaz ficou pensativo..." Desculpem... mas não posso di..."
"Chen por favor..." - o Kenshin deu um passo em frente - "Tens que me dizer onde está a Kaoru. Por favor."
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Ele bateu À porta do quarto dela, para lhe dizer que ia sair, mas ninguém falou. Foi então que ele entrou.
A luz do sol penetrava forte através das janelas... Ele ouviu agua correr e calculou que ela estivesse no banho. A noite passada tinha sido bastante estranha... Aquele quarto agora, parecia bem diferente.
Ao olhar para a mesinha de cabeceira viu o livro que lhe tinha dado ha uns tempos, aberto. Ela tinha estado a escrever.
Olhou para a porta da casa de banho. Estava fechada, a agua continuava a correr... por isso, ela ainda deveria demorar...
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Na noite passada o Enishi disse que não tinha amigos.
É estranho como há muito tempo atrás eu também era assim... Sentia que todos me tinham abandonado, e que não tinha valor para ninguém...
Mas eu acho que ele lida melhor com a solidão do que eu... Ele gosta de estar sozinho. Às vezes acho que a minha presença aqui o está a chatear...
Ele conseguiu ser incrivelmente compreensivo comigo na questão da gravidez... Estou eternamente grata por ele me dar este tempo... Apesar de tudo ele é uma pessoa muito melhor do que aquilo que pensa ser..
No entanto, na noite passada, eu senti medo. Medo de alguém lhe fazer mal... Ele não tem amigos, só inimigos, e...Eu tenho medo que nos façam mal.
O Enishi parou de ler. Ela tinha falado deles no plural...
Eu sou um estorvo... Há de chegar o dia em que ele não vai aguentar ter-me por perto.
...
Parou de novo de ler, mas desta vez porque sentiu que alguém o observava. Voltou-se.
Ela estava a cerca de cinco metros dele. Tinha acabado de sair do banho, com o cabelo molhado e um simples robe de seda vestido. e olhava-o com uma expressão confusa.
"O que estás a fazer?" - ela perguntou
Ele olhou-a, pestanejou... "Eu..."
Ela viu o diário na mão dele: "Tu estavas a ler o meu diário?" - ela exclamou zangada.
"Não... Quer dizer sim... Mas eu não li tudo... Estava só..."
Ela arrancou-lhe o livro da mão.
Mas ele não ligou ao gesto dela. Havia algo que o perturbava mais.
"o que foi?" - ela barafustou - "Porque estavas a ler o eu diário?" - ela olhou para ele mas ele não parecia estar a ouvi-la.
Olhou para a direcção dos olhos dele e percebeu para onde ele olhava: " - Hentai! Fora do meu quarto!" - e empurrou-o e fechou a porta com força.
Para a proxima começo a trancar a porta.
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Ele já estava a tomar o pequeno almoço quando ela desceu. Parecia estar zangada. Obviamente que estava.
A Kaoru sentou-se e tinha intençoes de evitar conversações com ele, mas o Enishi não permitiu.
"Eu só li o diário, porque na noite passada choravas como um bébé!" - ele argumentou
Ela ignorou e começou a servir-se.
"E dizias coisas sem sentido... "
"Tipo o quÊ?" - ela perguntu de imediato, esquecendo que não lhe queria dirigir a palavra.
Ele ficou contente por ter onseguido a atenção dela.: "Não te lembras?"
Ela percebeu o jogo dele e ignorou-o de novo.
"Tens medo de ter dito que não quisesses que eu ouvisse?" -ele estava a picá-la
Mas a Kaoru deu um gole no chá e continuou sem falar.
"Kaoru."
Ela olhou para ele.
"NInguém te vai fazer mal." - ele prometeu. "Eu não vou deixar."
O coração dela bateu mais forte. "Prometes?" - as palavras sairam sem ela querer. Mas ele estava a fazer lhe uma promessa, e por momentos tudo parecia ter melhorado. Ela sentiu-se segura. Segura do lado do homem que a tinha raptado. Mas que também tinha sido o mesmo homem a quem ela instintivamente abraçou na noite anterior. Ela não estava inconsciente... e se à pouco ela tivesse chegado segundos mais tarde, ele tinha conseguido ler essa parte. - mas disto ela não sabia.
"Eu prometo." - ele garantiu
e de uma forma ou de outra ela sentiu que ele estava a ser verdadeiro.
"Enishi." - ela chamou.
o nome dele na voz dela ficava tão doce... ele olhou para ela.
"Obrigada." - ela agradeceu.
Ele não respondeu. Ele estava decidido no seu coração a não deixar que nada de mal lhe acontecesse... Iria protegÊ-la...
Mas...
Aquela mulher estava a dar com ele em doido... Se as coisas continuassem assim a sua única procupação ia ser protegê-la de si mesmo.
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