[01 de setembro de 1976, 1 a.m.]

Lily passara o último dia das férias na casa dos MacDonalds. Eles eram uma ótima família, daquelas de comercial de margarina e tudo, todos bonitos e carismáticos. Mary tinha uma irmã dez anos mais nova que parecia uma miniatura da amiga, com longos cabelos loiros e olhos azuis intensos. Tudo parecia tão... normal. Talvez harmonioso fosse a palavra mais correta. Parecia uma realidade completamente oposta ao caos que a guerra no mundo bruxo pregava. A ruiva refletia sobre isso, sem conseguir dormir.

- Você já pensou em desistir? – Mary perguntou da cama de cima. – Sabe, de tudo. Do mundo bruxo, da magia, de voltar a viver como trouxa?

- Talvez. Mas não sei se conseguiria... as vezes eu penso que não me encaixo em nenhum dois... Sangue-ruim em um, aberração no outro.

- Não seja ridícula, Lily. Não existe pessoa que se encaixe melhor do mundo bruxo que você. É a melhor do nosso ano, monitora, favorita dos professores. É o seu lugar! Já eu... bem, sou no máximo aceitável em tudo...

- Isso não é sobre os N.O.M.'S é? – Lily perguntou sentando-se para olhar para a amiga, mas esta fitava a janela no lado oposto - Você tirou E, em feitiços, herbologia, trato das criaturas e um O em Estudo dos trouxas!

- Só porque você me ajudou! E estudo dos trouxas? Por favor... Nada comparado a quantidade de vezes que vocês tiveram que me defender dos sonserinos... As vezes eu me pergunto se não seria mais fácil ficar aqui, ter uma vida normal, um trabalho normal e só...

- Mary... você não foi enviada para Hogwarts por engano...é o que você é! Não pode deixar que essas ideologias entrem na sua cabeça. O mundo bruxo é o seu normal.

A loira suspirou profundamente: - Eu entendo, Lily. Mas... – as palavras ficaram no ar – Você não tem que concordar...ou se sentir igual...mas talvez eu não volte para o ano que vem...

Assim ela encerrou o assunto, cobrindo-se para dormir.

[01 de setembro de 1976, 11:30 a.m.]

SLAAAAAP!

Esse ano, quando Lily arrastou a porta do vagão dos monitores, não era Remus quem estava lá. Era Severus Snape.

Parecia uma eternidade desde que tinham se visto a última vez. Os cabelos negros dele estavam mais compridos, tocando os ombros; as vestes se ajustavam melhor ao corpo crescido. A garota tomou o acento oposto ao dele e ficara com a sensação de que precisava dizer algo. Aquele silêncio parecia sufocá-la.

- Severus, eu... – ela começou meio incerta – eu sinto muito pela sua mãe.

Nada. Ele nem mesmo desviou o olhar do livro que estava lendo.

SLAAAP!

Dessa vez Remus Lupin entrou no compartimento, notando o clima pouco confortável no local.

- Salva pelo gongo? – sussurrou ele ao sentar ao lado dela.

- Quase.

Remus e Lily saíram juntos da reunião, procurando por seus amigos. A surpresa era que estavam todos juntos, dividindo um vagão barulhento. Marlene e James imitavam alguma coisa e os outros aplaudiam, mal conseguindo respirar de tanto rir. Os monitores se olharam, estranhando a cena.

- Entãão... – perguntou Lily de sobrancelhas erguidas – desde quando somos um grupo?

- Existem coisas que não se pode fazer sem se afeiçoar com as pessoas, Evans, – James falou atrapalhando os cabelos e sentando novamente – Criar uma revolução é uma delas.

- E não é como se fôssemos completos desconhecidos. Eu já dei um soco em Avery por você, Evans – lembrou Sirius.

A garota riu com a lembrança.

- Não que você precisasse de muito para isso, não é? – rendida, a garota falou sentando no compartimento. – Mas, vocês ainda me devem uma explicação sobre aquele episódio no ano passado.

Os quatro se olharam preocupados.

- Saber que você salvou a minha pele não é o suficiente? – perguntou Lupin.

- Não. Isso eu faço desde o primeiro ano, quando salvei vocês de bombarem em poções.

- E eu te ajudei em transfiguração, cof cof – James falou fingindo uma tosse falsa e Marlene revirou os olhos.

- Vocês não vão começar essa discussão de novo, vão? – interpelou a batedora.

- Se o Potter não fosse tão exibido... - a ruiva falou de braços cruzados, como uma criança mimada.

- E se você não fosse tão pretenciosa.

- Exibido.

- Pretenciosa.

- Mimados. – Remus completou.

A relação deles era sempre agridoce. As vezes gentileza, as vezes explosão. Talvez fosse essa a magia da coisa.

[07 de setembro de 1976]

Se James pudesse escolher, ele não faria Poções a nível N.I.E.M'S. Mas assim que a Sra. Potter descobriu que ele havia tirado um Excede as Expectativas (o que excedeu mesmo as expectativas de todos, inclusive a dele), ela o obrigou a fazer a matéria. Sirius havia se safado com o seu Aceitával e Peter nem ao menos havia obtido uma nota de aprovação. Então eram apenas ele e Remus naquela manhã. Obviamente, Lily Evans estaria lá e Severus Snape, a dupla de ouro de Slughorn, que dessa vez estavam sentados o mais separados possível, notou James.

Haviam pouquíssimos alunos na turma, da Grifinória eram James, Remus, Lily e Marlene; Sonserina, apenas Snape; Lufa-Lufa tinha o Digory e um punhado de corvinos de quem ele não lembrava o nome. Isso fez com que a aula passasse a ser mais intimista e Slughorn desejando a participação de todos.

- Hoje iremos estudar um pouco sobre Amortentia... – anunciou o professor – Não aprender a fazer, claro. Mas identificar, conhecer as propriedades e funções. Trouxe aqui um espécime e peço que me permitam a curiosidade de saber o aroma para cada um de vocês. Afinal, acredito que todos já devem ter conhecimento de que o aroma de uma poção do amor é diferente para cada indivíduo, pois representa aquele que este ama... senhooor... Potter? Poderia vir a frente e nos dizer o que sente.

James levantou um pouco incomodado. Não estava nos seus planos aquele tipo de exibição. E olha que ele se considerava um exibicionista, no bom sentido claro. James sentiu o aroma adocicado.

- Não sinto cheiro de nada. De amor próprio talvez...

- Sr. Potter. – insistiu o professor.

- Ok...sinto cheiro de flor...não sei a diferença – Lírios. É claro que ele sabia. Ele poderia diferenciar este cheiro de qualquer lugar. – E...maconha?

- O QUE?! – surpreendeu-se o professor.

- Eu não sei, isso é confuso! – defendeu-se o garoto.

- Certo, certo... pode voltar ao seu lugar, Sr. Potter.

Os alunos passavam pelo mesmo exercício, mas James dava pouca atenção, inquieto, esperando pela vez dela. Ele pode ter escutado com um pouco mais de interesse quando Severus Snape disse sentir o cheiro do riacho que fica ao final de sua rua. É claro que isso significava Lily, ele notou quando a própria se remexeu na cadeira, incomodada. Até que finalmente o professor a chamou.

Lily estava particularmente nervosa com o exercício. Não que estivesse apaixonada por alguém. Na verdade, era com isso que estava nervosa, não sabia o que esperar. E só Merlin tem noção do quanto ela não gosta de não ter controle das coisas.

- Sinto cheiro de...da sala dos monitores – ela anunciou de forma distante e James se endireitou na cadeira, - e também de maçã.

- Curioso, Srta. Evans, curioso. Não me surpreenderia se a senhorita gostasse de um colega monitor, hmm? – o professor completou com uma piscadinha e Lily retornou ao seu local bastante corada.

- O último, por favor. Sr. Lupin?

- Hm... sinto cheiro de espinho de rosas e... talvez, hortelã?

- Curioso, bastante curioso... o senhor identificou o cheiro dos ingredientes... Seria este o cheiro de quem verdadeiramente não está apaixonado?

Lily e James se remexeram em seus bancos ao mesmo tempo e com o mesmo pensamento 'Ora, de quem não está apaixonado. Eu, com certeza, não estou'.

[20 de setembro de 1976]

Era a noite seguinte a lua cheia, então, James estava infiltrado clandestinamente na Ala Hospitalar para fazer companhia para Remus e afanar alguns curativos para as suas recentes feridas.

- Então...'verdadeiramente não apaixonado'? – James perguntou fingindo desinteresse, enquanto Lupin pronunciava o encantamento para fechar o seu corte e o cobria com ataduras.

- Sério? Eu quase entrei em uma briga com um centauro noite passada e arranquei metade das suas costas no dente, é disso que você quer falar?

- É a novidade do momento...você 'quase arranca metade das minhas costas no dente' todo mês, o que é um exagero na verdade, por que não deixa nenhuma cicatriz perceptível. – falou o capitão, recolocando a camisa.

- Em você – falou ele indicando a nova cicatriz no ombro, mas não havia nenhuma mágoa, apenas gratidão.

- Entãão?

Remus suspirou, sentando ao lado do amigo no leito da Ala Hospitalar.

- O que? Você sabe que eu não gosto de ninguém, você só quer uma validação que te permita continuar fingindo que você não está apaixonada pela Lily.

- Não... – respondeu James, tomando o assento ao lado, para que Remus pudesse deitar e também que não notasse qualquer denúncia em sua voz – Eu só estou preocupado que você esteja solitário demais.

- Lobos são solitários, Prongs.

- Você só é lobo uma vez por mês, Moony. O resto do tempo você é um cara normal e caras normais tem essas necessidades. É da natureza de qualquer animal.

- Não é como se eu pudesse fingir que eu não sou o que sou o resto do tempo.

- Você não precisa dizer para a garota... ou garoto, quem sabe – Remus deu um tapa nele, com um gemido de dor, pelo ombro machucado – A questão é que você não precisa ser sozinho, cara. E um dia, tenho certeza que você vai achar alguém que te entenda e te ame por completo. Você achou a nós, não é?

- Estou achando que talvez Sirius esteja certo quando diz que você ser um veado tem tido efeitos colaterais... – brincou o lupino numa tentativa de mudar de assunto, mas James apenas revirou os olhos - Digamos que, por enquanto, eu me contento em cuidar da sua vida amorosa.

- Esse não é o ponto onde eu queria chegar.

- Prongs!

- O quê? Achar ela legal, bonita, inteligente e divertida não é estar apaixonado!

Mas aquela discussão ficaria para mais tarde. Remus se recostou de uma forma não dolorosa na cama e James tentou achar a posição mais confortável possível na cadeira. Precisavam mesmo de um descanso.

[10 de outubro de 1976]

Lily finalizava mais uma ronda, na companhia da monitora quintanista lufana, quando se depararam com uma cena peculiar na base da escadaria do Hall Principal. James Potter consolava uma primeiranista, que chorava a respeito de algo. A garota parecia tão pequena e frágil e James parecia a ponto de despedaçar com a dor dela.

- Pode seguir para sua sala comunal, Anne. Eu cuido disso aqui – ordenou Lily.

Ao ouvir a voz dela, James olhou suplicante em busca de auxílio.

- Acho que deveria mesmo voltar para casa...foi um erro... - choramingou a menina - eu não sou digna...deveria devolver isto aqui.

Lily notou que ela tentara quebrar a própria varinha.

-Hey, qual o seu nome? – Lily perguntou ao se aproximar e sentar do outro lado da garota, no último degrau.

- Sally Montgomery, – a garota disse, assoando o nariz.

- Oi, Sally Montgomery, sou Lily Evans, monitora da Grifinória. Eu posso te ajudar em algo?

- Sim. Eu gostaria de ir embora. – Lily olhou confusa para James.

- Sally foi pedir ajuda com uma tarefa na sala dos monitores e quem estava lá era o babaca do... – mas a monitora o olhou feio pelas palavras, indicando a mais nova presente – Era o monitor Regulus Black, que insinuou que se ela não sabia aquilo, talvez não fosse merecedora de Hogwarts, tudo por ser nascida-trouxa...

- Que baba... – e foi a vez de James de erguer as sobrancelhas para ela, então a ruiva recomeçou - ... Sally, eu sou nascida-trouxa também. Nunca tinha ouvido falar em nada sobre tudo isso aqui. Eu entendo como pode ser difícil deixar tudo para trás. Mas, nunca questione o fato de você ser merecedora. Você é! Sabe como eles ficam sabendo de nós? Bruxos que nascem em família trouxas? – a garota balançou a cabeça em negativa. – Existe nesse castelo um livro mágico. Sempre que uma criança manifesta magia, o seu nome é escrito nesse livro e ela automaticamente tem direito a uma vaga na escola. Agora, quem você acha que está certo sobre você ser merecedora ou não de estar aqui? Um livro que selecionou todos alunos de Hogwarts desde sempre, ou... Regulos Black que está aqui há menos de cinco anos?

- Uma dica: Regulus Black é um babaca – James sussurrou para a menina, dessa vez fazendo tanto ela quanto Lily rirem.

- Eu acho que o livro...

- Certo... acredito que você tenha comprado sua varinha no Olivaras, não? – e a garota balançou a cabeça em afirmativa – O Sr. Olivaras deve ter lhe dito que a varinha escolhe o bruxo, certo? Então, não importa o que lhe digam sobre bruxos terem lhe dado tudo isso. Você foi escolhida. Fim da história. Se nada disso for o suficiente, uma coisa que sempre me ajuda a ter certeza de que esse é o meu lugar, é lembrar do primeiro momento que eu avistei o castelo, direto dos barquinhos...

- James me sugeriu isso também... – falou a garota já mais animada e Lily olhou para o sextanista com cumplicidade, lembrando de quando ela havia divido isso com ele.

- Bom, James estava certo então.

Ele não pode deixar de notar que ela usara o seu primeiro nome. Mesmo que apenas para amenizar o seu tom com a menina.

- E acredite, Sally, - ele começou como se estivesse confiando um grande segredo a garota e completou desviando momentaneamente os olhos para a ruiva - se eu e a Evans concordamos sobre algo, é porque provavelmente isso está certo.

E os dois riram juntos.

- Com isso até Merlin concordaria. Então, ainda acha que deve ir embora? – a monitora perguntou por fim.

- Não, acho que não. – respondeu a garota levantando e enxugando as lágrimas.

No caminho de volta, James formou um obrigado para Lily por cima da cabeça da pequena Sally, que agora tagarelava.

Mas a ruiva sentia como se fosse ela que devesse estar grata.

[31 de outubro de 1976]

Estava sendo um ótimo e prazeroso banquete de Halloween. Comida boa, ótima companhia; estava tudo perfeito, até saírem do Salão Principal. No mesmo local, onde há pouco mais de um ano atrás tinha a mensagem de boas-vindas dos marotos, havia uma nova, bem menos amigável.

'Feliz Dia das Bruxas. Aproveitem como se fosse o último, sangues-ruins. Voldmort vai garantir que seja.'

Os alunos se amontoaram ao redor das letras, que pareciam estar escritas com sangue. A reações se dividiam entre choque, confusão e medo. Cochichos ecoavam no Hall principal, mas havia um grupo que ria de tudo, debochadamente.

- Eu não sei quem fez, mas não poderia concordar mais... – disse Avery.

- Que o Lord das Trevas seja ouvido e esse seja realmente o último ano que eu tenha que conviver com essa corja suja, – completou Mulciber.

Lily queria fingir não ter ouvido. Queria ignorar. Mas só conseguia ouvir o choro daquela menina nascida-trouxa; só conseguia ouvir Mary, pensando em desistir de tudo. As risadas faziam eco na sua cabeça.

- Vocês se acham tão engraçados... – ela começou, se aproximando do grupo, em alto e bom som, para todos ao redor ouvirem - Tão acima de tudo e de todos. E por quê? Por que o papai disse que vocês eram especiais? Que eram puros. Mas me deixa falar uma coisa. Eu sou uma bruxa, todos como eu são bruxos. E pouco me importa essa besteira de sangue puro e sangue sujo. Porque sangue mágico vai continuar existindo... Nascidos trouxas vão continuar existindo. E não é esse maluco facista que vai mudar isso.

- Sabe, Evans – Avery dizia o seu nome com nojo e olhava para ela, analisando-a friamente, - Os trouxas, como você, tem um ditado popular que diz que o peixe morre pela boca. Bem, eu acredito que é exatamente o que vai acontecer com você.

E foi assim que Lily Evans deu um soco direto na boca de Herbus Avery. Quando ele estava pronto para revidar, James Potter o interceptou, jogando-o no chão e instaurando uma confusão generalizada. Mais uma vez.

- De novo? – questionou a Professora Mcgonagall para os alunos em sua sala – De novo tenho vocês aqui por causa de uma briga sem o mínimo de requinte e decoro?

- Bom, professora, não acho que aquela mensagem teve o mínimo de requinte e decoro. Se a Evans não tivesse feito, eu mesmo o teria socado mais uma vez. – Sirius falou com bravura, apesar do olho roxo que ostentava.

- Vocês se acham tão rebeldes com causa não? Revolucionários, não? Mas devo lhe dizer que não é assim que se faz guerra nesses tempos. Os senhores Avery e Mulciber não são nada perto do que lhes espera lá fora. Dessa forma, vocês todos vão acabar mortos antes dos vinte. – ela disse com severidade para os sete reunidos ali.

- Mas, professora... – Marlene tentou questionar.

- Sem, mas. A punição é a mesma de 1972. Estão dispensados.

[27 de novembro de 1976]

Entre treinos de quadribol, uma vitória, aulas, e a lua-cheia, novembro passara sem grandes acontecimentos. Na verdade, James teria que admitir, que os melhores momentos eram as noites de detenção com os marotos e as meninas. E isso não tinha nada a ver com o fato de que ele passava mais tempo com Lily assim. Tudo intriga da oposição.

- Qual a melhor lembrança que vocês têm de Hogwarts? – Mary perguntou, enquanto lustrava mais uma taça na sala de troféus.

- Evans socando Avery. Fácil. – Sirius falou.

- Se bem que teve o dia que ela derrubou Avery, Mulciber, McNair e Snape – argumentou Marlene.

- É, mas não estávamos lá de fato para ser uma lembrança... – apontou de volta, Sirius.

- Bom pinto, – concordou Remus.

- O QUE? – Lily, Marlene e Mary perguntaram surpresas e em uníssono.

- Código Maroto, mudar o 'i' pelo 'o' quando pertinente – explicou Peter, como se fosse o fato mais óbvio do mundo.

- Então vocês são os Miritos? – questionou Lily.

- Assim você estraga a magia das coisas, Evans, - James reclamou, revirando os olhos.

Os dois continuaram se encarando por um tempo. Algo que tinha se tornado recorrente. Eles sempre pareciam dizer muito pelo olhar e o outro parecia compreender, perfeitamente. Naquele momento, pareciam dizer implicância e desafio.

- E nos estamos de volta ao mundo encantado da troca de olhares de Lily e James – anunciou Remus e os dois desviaram o olhar envergonhados.

Seria o começo de algo novo entre os dois?