Capítulo XI;
O fim do Jogo.
[Narrador]
Vinte três horas e cinquenta dois minutos.
Jacob e Brooke; Emmett e Rosalie; Jasper e Alice; Edward e Isabella. Casal por casal chegava ao ginásio da escola, entrando pela porta dos fundos que facilmente foi aberta há minutos por um forte chute de Jacob.
Assim como no ínicio da noite, o grupo se sentou no centro do local, formando uma roda. Alguns ofegavam por conta da caminhada ou corrida, outros riam tendo consciência das loucuras que fizeram e outros se recusavam a pensar nas possíveis conseqüências de seus atos se alguém os descobrissem. Entretanto, todos se sentiam euforicamente orgulhosos.
- Vamos somar os pontos. – Jacob iniciou, passando os olhos rapidamente pelos rostos dos amigos, que corcordaram sorrindo. – Prova de depilação?
- Feito. – Emmett se pronunciou grossamente, apontando para a própria perna. – Devo dizer que você vai morrer ao sair daqui? – Perguntou trincando os dentes.
- Não, não deve. – Ele riu. Jacob tirou o papel dobrado de seu bolso traseiro da calça, abrindo-o e buscando entre as anotações os pontos da prova cumprida por seu amigo. – Quarenta pontos. HIV?
- Feito. – Igualmente a Emmett, Jasper respondeu grosseiro. – Devo dizer que vou ajudar Emmett a te matar?
- Não, não deve. – Consultou novamente o papel. – Trinta pontos. Streap?
- Feito. – Pela terceira vez, grosseiro. – Devo dizer que eu vou assistir Emmett e Jasper te matarem tomando uma boa garrafa de vodka e comendo alguns aperitivos?
- Serve a resposta que dei aos dois? – Perguntou mostrando sua maior característica, o sorriso largo. Edward cerrou os olhos confirmando com a cabeça. – Trinta e cinco pontos.
- Bexigas?
- Feito. – Nada de grosseira, somente animação. – Devo te dizer que você é um gênio? – Alice perguntou juntando as mãos e olhando-o com admiração. Jacob sorriu em resposta.
- Trinta pontos. Estátua?
- Feito. E devo dizer que você é foda? - Brooke disse imitando todos.
- Brooke, chega disso... – Repreende-a. Ela riu, levantando as mãos.
- Não resisti.
- Sessenta e cinco pontos. Provas?
- Feito. Devo dizer... - Rose disse entrando na brincadeira
- Não, não deve. - Ele a cortou - Cinquenta e cinco pontos.
- Roupas está feito. Vinte e cinco pontos. – Disse confirmando a realização de seu desafio. Observou Isabella e lembro-se da prova destinada a garota.
- Padre? – Perguntou evasivo.
- Hm...eu fui a igreja, entrei no confessionário mas...não disse as palavras que estavam no papel. Desculpem gente, então... não feito. – Respondeu sorrindo torto. Ouviu logo após os múrmuros de seus amigos.
- Certo. Então sendo assim, nós ganhamos pela diferença de vinte pontos. – Jacob informou. Eram possível ouvir reclamações e comemorações.
- Ei – Assustando a todos com o súbito grito, Jasper tirou o celular do bolso da calça. – E as fotos? Você não vai ver? Alguém pode ter mentido.
- Não. – Jacob disse simplesmente – Se vocês dizem que cumpriram, eu acredito.
- Ok. - Jasper respondeu dando os ombros.
- Foi...divertido, Jake. – Rosalie disse.
- Realmente. – Alice confirmou sorrindo
- Claro, pra vocês que não precisaram depilar a perna.
- Cala a boca, Emmett. - Isabella e Edward ordenaram ao mesmo tempo.
x x x
- É isso...é tudo isso que vem acontecendo. – Isabella sussurrou e suspirou em seguida.
Ela e Edward estavam sentados no segundo degrau da escada que dava acesso à casa da garota. Passados quarenta minutos após o término da noite do desafio todos voltaram para sua casa, com a exceção de Edward que acompanhou a amiga que cumprira a promessa que havia prometido, contar o que lhe perturbava. Escutava atento o desabafo de Isabella, afagando delicadamente suas mãos.
- Nossa. – Foi o que conseguiu libertar de sua garganta seca.
Ver a amiga tão indefesa confessar a ele o motivo do afastamente, da mudança drástica foi como um baque. A briga com sua mãe contada em detalhes, a uso de droga ilícita, os sentimentos.
Era informação demais para alguém que planejava dormir sem preocupações.
- Bella...não sei o que dizer. – Confessou, olhando-a nos olhos. Os olhos castanhos regado de ternura e o sorriso doce; ele não a vira assim há semanas.
- É, eu sei, mas só de me ouvir você já me ajudou. – Sorriu, beijando-o no rosto e levantando-se afim de encerrar o assunto. - Está tarde.
- É. - Edward concordou. - Bom, eu vou indo.
- Não acha melhor dormir aqui, Ed? - Bella perguntou lembrando-se que a casa do amigo ficava há uma distância considerável. - Sua casa é longo, pode ficar aqui se quiser.
- Mesmo? Não tem problema? - Ele perguntou.
- Claro que não, você já dormir aqui várias vezes.
- Certo, eu aceito seu convite.
- Ótimo.
- E só mais uma coisa Bella...
- Diga.
- Deixa a porcaria de seu orgulho de lado e ligue para sua mãe. Ela irá te atender, peça desculpa e diga para ela voltar. É sua mãe, Bella, você deve isso a ela. – Opinou. A garota abaixou os olhos, encarando o par de All Star tradicional e suspirou. Sentiu sua cintura ser cercada por braços fortes a envolvendo em um abraço. Não se sentia protegida, muito menos se esquecia dos problemas enquanto os braços apertavam seu corpo de forma excitante e o hálito frio em seu pescoço causava-lhe arrepios constantes. Mas, era um abraço reconfortante.
- Farei isso.
Uma hora e vinte cinco minutos da manhã.
- Pronto? Podemos ligar para sua mãe? – Edward perguntou olhando profundamente Isabella nos olhos. Os dois estavam deitados na cama da garota, encarando-se. A morena descansava a cabeça no peito do amigo e ele avisava calmamente seus cabelos. Ela pedira tempo para pensar e sentir-se segurar para voltar a telefonar para a mãe.
- Calma, quando a coragem bater eu ligo. – Disse levantado a cabeça e ficando com o rosto do garoto a centímetros do seu. A respiração causava cócegas em sua bochecha.
- Certo. – Respondeu.
Ela sorriu olhando os olhos claros do amigo enquanto ele admirava seu rosto. Passados segundos, se viram aproximando-se um do outro. Os lábios se tocaram, permanecendo assim por algum tempo. O rapaz levou sua mão esquerda até a nuca da menina, intensificando o beijo. As línguas travavam uma batalha, pareciam querer competir um com a outra por mais espaço. O beijo era urgente, fazia os corpos se aproximarem cada vez mais. Bella sentiu a mão esquerda de Edward, que antes estava em seu rosto, deslizar pela lateral de seu corpo, parando em sua coxa. Habilmente, ele puxou a perna para cima de seu corpo, fazendo-a se sentar em seu colo. Sem romper o beijo levou as mãos para dentro da blusa da menina, apertando fortemente sua cintura enquanto ela repousava as suas no peito do amigo.
O beijo urgente, vagarosamente, passou a ser calmo e lento.
- Acho melhor você ir dormir, Edward. – Sugeriu entre os beijos.
- Qual é, Emmett e a Rose se pegaram na sala de provas, Alice e Jasper em uma rua abandonada. Temos o direito também. – Disse voltando a aproximar seus lábios dos delas.
Foi impedido pelo afastamento de Isabella.
- É melhor, Edward. – Insistiu. Ela rolou o corpo para o lado, caindo na cama enquanto ele bufava levantando-se da cama.
- Boa noite.
Duas horas. Três horas. Quatro horas da manhã.
Desde que tivera a conversa com o amigo, o conselho que ele lhe dera martelava em sua cabeça, de hora em hora, de minuto em minuto.
Ouvia a respiração calma do rapaz que estava dormindo tranquilamente no colchão ao lado de sua cama. Ela estava com o telefone nas mãos, apertando constantemente as teclas que constituíam o número do aparelho celular de sua mãe.
E se ela mudou o número? E se estiver dormindo? E se não quiser falar comigo?
Sem ter conhecimento de quando, como e o porquê percebeu que estava com o telefone no ouvido direito, escutando o agonizante barulho da chamada. Três, quatro, cinco toques. Como se os dedos não obedecessem a sua mente, desligou o telefone e discou novamente, recolocando no ouvido. Dois toques e ouvi a voz rouca, doce e tranqüilizadora de sua mãe balbuciar um xingamento por acordá-la.
- Mãe? – Perguntou sentindo sua visão estorvar diante das lágrimas.
- Be-Bella? Filha? – Percebeu pelo tom de voz que sua mãe estava surpresa pela ligação.
Sorriu ao ouvi-la, finalmente poderia acabar com a droga da angústia que parecia querer devorá-la.
- Sim, mãe, sou eu. - Ela disse sorrindo e chorando. - É que...Eu...eu só ligue para te dizer que...eu te amo.
Fim do capítulo XI
