Capítulo 13 –
Cabe o coração na mala?
- 01 de junho de 2007 –
To the Sky – Owl City
Youtube: /watch?v=joIbYX11aLY
O sol está raiando por toda a cidade de Nova York, iluminando todos os prédios do centro, os carros e as pessoas estão andando de um lado para o outro em um ritmo frenético. Dentro do apartamento dos Chases, podemos ver uma família em completa harmonia logo pela manhã.
Frederick está com uma colher fazendo panquecas, ao seu lado direito está Atena recheando as panquecas, que por sua vez, passa o restante do serviço à Annabeth, que enrola as panquecas, enquanto Hermione ao seu lado direito as coloca em um prato enrolada com um guardanapo.
Era um trabalho em massa, estilo esses de fábrica, cada um tem uma função, era bem assim que eles estavam brincando no café da manhã. Assim que tudo pronto, Hermione correu até a geladeira para buscar o suco, Frederick foi atrás para buscar refrigerante, Nico era o único que não estava contribuindo, era novinho demais, estava sentado em sua cadeirinha esperando o café da manhã ser servido enquanto os demais corriam de um lado para o outro.
Podemos ver a cabeça de Hermione procurando por alguma coisa dentro da geladeira e o senhor Frederick em cima procurando por outras coisas.
- Bem que o senhor podia cozinhar arroz com aquela panela... – sugeriu Hermione mordendo o lábio e deixando um olhar sexy escapar para o Sr. Chase.
- Que panela?
- Aquela que o senhor cobriu o dia em que estava sem roupa na cozinha! – lembrou Hermione que nunca ia esquecer do momento em que o viu completamente nu exceto pela panela de arroz que cobria o seu membro.
- Quem é você e o que você fez com a Hermione Granger? – perguntou Annabeth puxando a amiga pela orelha até a mesa.
- Desculpa, não resisti!
- Segura a periquita, você está sofrendo na ponta de um triângulo amoroso entre Grover e Rony, não quer mais nenhuma, né? – brincou Annabeth piscando para ela.
- O único triângulo amoroso que teria entre eu e o seu pai seria eu, ele e a cama de casal! – riu Hermione – É brincadeira, sério, Annabeth, não leve a sério, às vezes acho que colocam maconha no meu café da manhã!
Annabeth deu um tapinha em seu quadril, rindo, as duas foram pegar as panquecas para comerem, e distribuíram em quatro pratos nas mesas, era óbvio que Nico ia comer papinha.
- Como eu sentia falta desses cafés assim, nós reunidos – disse Annabeth puxando uma cadeira para se sentar ao lado de seu pai – Mãe, senta do outro lado do pai, por favor, ou essa panqueca vai entrar pelo nariz de um certo alguém nessa mesa! – Atena sem entender nada, sentou-se.
Eles começaram a se deliciar com o café da manhã, todos felizes, em ritmo de família. A campainha interrompeu o momento, mas Annabeth sabia que era o seu namorado para tomar café da manhã com eles, foi abrir a porta enquanto Hermione foi buscar um prato para ele. Juntaram-se os seis na mesa, com muitas conversas, risadas e novidades para trocar.
- A nossa filhinha indo para Londres, nós nem podemos acreditar nisso! – disse Atena sufocando Annabeth com um abraço bem forte.
- Ai, mãe, para com isso – disse Annabeth se desvencilhando dos braços da mãe e arrumando os cabelos depressa, por sorte eram lisos e fáceis de arrumar.
- Para mim você ainda é um bebê – disse o Sr. Chase fatiando a sua panqueca no prato – E nada de fazer bebês, ein?
Hermione trocou um olhar de relance com Annabeth, que por sorte ninguém mais percebeu.
- Não se preocupem, agora vamos terminar logo porque ainda temos que ir para aula, as provas finais estão chegando – lembrou Annabeth terminando de mastigar o seu último pedaço de panqueca.
- 02 de junho de 2007 –
Grover estava passando mais do que normalmente na frente da sala do diretor, uma porque gostaria de saber o que ele havia achado do roteiro ao lê-lo por inteiro, outra porque não queria ser intruso, queria esbarrar naturalmente com o diretor pelo corredor e que ele contasse alguma novidade.
E, no entanto, isso meio que aconteceu um dia desses.
- Sr. Underwood, por favor, entre na minha sala! – chamou o diretor que estava com a porta aberta.
Grover pedindo licença, ajeitou a mochila no ombro, e tentando parecer educado para compensar a última vez que havia estado ali, ficou quieto esperando que o diretor se pronunciasse, embora tivesse um discurso pronto de insistência caso o pedido fosse negado.
- Eu li o roteiro e reli para ter certeza de que podemos apresentar isso diante da escola – ele devolveu ao Grover os papéis – Fiz poucos cortes a lápis, acrescentei duas ou três falas, inverti poucas palavras de lugar, mas está tão excelente que eu jamais contrataria alguém com tanta capacidade para fazê-lo.
- Isso quer dizer que...
- Isso quer dizer que eu vou aceitar o musical escrito pela Srta. Granger desde que ela continue se empenhando nisso – Grover deu um soco fraco de comemoração no ar – E, peço a gentileza, de agradecer e elogiar o quanto ela é inteligente. Essa garota é decididamente muito admirável, quanto talento. Dê os meus parabéns a ela!
- Com certeza, senhor diretor. Com certeza! – ele pegou o roteiro, segurou nas mãos e disparou pelo corredor a procura de Hermione.
Ela, por enquanto, não sabia de nada sobre Grover ter pedido uma segunda chance ao diretor, então seria uma espanto quando soubesse o que havia acontecido.
Encontrou-a terminando de trancar o armário, saia com Annabeth, mas ele foi educado para pedir licença e conversar a sós com ela. Annabeth deu um suspiro como quem dizia "Dona-Flor-E-Seus-Dois-Maridos", (mas quem era ela para falar da melhor amiga, né?), e por fim, saiu.
- Escuta, conversei com o Sr. Brunner a respeito de seu musical, eu insisti e ele finalmente deu uma lida.
A expressão de Hermione se arregalou em espanto.
- E... Ele aceitou, nós vamos poder produzir o musical, Hermione! – comemorou ele muito contente.
Os olhos de Hermione quase saltaram do rosto de tanta surpresa e felicidade, ela abraçou-o com muita força, quase não acreditando em tudo o que estava ouvindo.
- É muito bom saber disso, há! Quanta alegria, Grover, obrigada, obrigada! – ela o abraçou com muita força.
Rony, que assistia tudo de longe, recebeu a mão de Thalia em seu ombro.
- Vamos para a cantina – convidou ela fazendo com que ele não ficasse encarando a cena, entristecido.
Grover e Hermione se apertavam de felicidade no meio do corredor em comemoração.
- fim da música –
- 03 de junho de 2007 –
Amar não é pecado – Luan Santana
Youtube: /watch?v=5hfH7g-nXiM
Ele estava tomando whiskey com gelo em um copo quadrado, Thalia viu-o sentado no sofá, chateado com a vida, encarando o retrato dele e de Hermione nas mãos. Ela, com paciência e dó, aproximou-se.
- Rony, não... Não se destrua dessa forma – ela tirou o retrato das mãos dele, ele não hesitou – É difícil, não é fácil, mas você precisa ser forte e seguir em frente, sei também que essa carta do governo, referindo-se ao casamento mexeu com você e com os seus sentimentos, mas eu sou a prova viva de que nós podemos sobreviver a corações partidos.
- Eu não desejo isso para ninguém – murmurou chateado – Coração partido, é decididamente a pior dor do mundo! – explicou olhando nos olhos de Thalia.
Ela segurou as suas mãos.
- Eu sei, eu sei, dói mesmo, mas passa! – ela tentou abrir um sorriso de lado, mas ele não pareceu absorver a ideia, continuou cabisbaixo – Agora se quiser desabafar o que aconteceu, estou aqui para te ouvir, acho que isso pode ajudar um pouco. Quando estamos sofrendo, é sempre bom conversar com alguém, ter alguém para ouvir a gente.
- Não quero parecer cansativo – resmungou ele.
- Não vai, eu prometo – ela sorriu, segurando a sua mão com carinho.
Ele deu um gole de whiskey, e começou.
- Eu recebi uma carta do governo dizendo que precisávamos ficar casados por mais 02 anos, requisitos do Green Card – ele explicou rapidamente, Thalia assentiu como quem sabia disso, obviamente – E, ela não me atendeu em seu celular, várias vezes eu tentei, várias, ela não me atendeu em nenhuma delas, eu deixei uma mensagem na secretária eletrônica, achei que fosse viável dessa forma. Demorou para que ela ouvisse também...
- Hermione estava ocupada – explicou Thalia – Eu vi, ela realmente estava ocupada. Annabeth teve alguns problemas de saúde, Hermione teve que substituí-la como líder de torcida, há boatos também de que ela esteja escrevendo um roteiro para a nova peça teatral. Ela realmente está ocupada, não era mentira!
- Eu sei, e é bom você confirmar isso, de alguma forma sinto um alívio – ele suspirou sorrindo de lado – Achei que ela estivesse mesmo me evitando, mas não está!
Thalia sorriu, com os olhos pediu que seguisse em frente com a história.
- E ela compareceu aqui, nós conversamos e antes que ela fosse embora, eu estava pedindo que ela voltasse a morar comigo, voltasse a de fato morar comigo e a ser a minha esposa novamente!
- E ela? Como ela reagiu? – perguntou Thalia ansiosa.
- Ela pareceu indecisa, para ser sincero. Os olhos dela pairaram por um instante, ela chegou a cogitar essa possibilidade. Mas ela disse não, no final das contas e é isso o que importa!
- Não, não é isso o que importa. Você é o Rony Weasley, você corre atrás do que você quer – Thalia segurava as suas mãos com força – Um dia, ali naquela mesma sacada, eu estava pensando em acabar com a minha vida, você me abraçou e disse que não desistia das pessoas!
- Eu sei... – resmungou.
- E não desiste, Hermione é a garota certa para você, Rony. Ela tem um enorme coração, esses dias ela me defendeu diante da escola inteira, as meninas queriam me tirar do time de cheerleaders e ela foi a primeira a me defender. Vocês se merecem e vão ficar juntos, no final das contas, e isso sim é que importa!
Esperançoso, ele abriu um sorriso para Thalia. Os dois se abraçaram no sofá.
- Quem diria que um dia estaríamos assim, amigos, ein? Eu ajudando você a voltar para Hermione...
- Pois é – ele sorriu – O destino gosta mesmo de brincar com as pessoas!
Thalia, ao se afastar, comentou.
- Às vezes eu tenho a impressão de que por trás de tudo isso, dessa nossa história toda, existe uma pessoa que está escrevendo todas as nossas linhas e de alguma forma está brincando com a gente e rindo da nossa cara!
Rony riu de seu comentário.
- É verdade. Parece mesmo...
- fim da música –
- 04 de julho de 2007 –
Sale el Sol – Shakira
Youtube: /watch?v=mqqLoUcLX5I
Percy estava tomando banho no vestiário masculino, a maioria das pessoas tinham tomado banho mais cedo, pois ele ficara treinando na quadra até mais tarde com Grover, e o garoto era rápido no banho, então restara somente ele mesmo. E cantando, ele fechou os olhos para enxaguar os cabelos lisos.
Foi surpreendido por um par de olhos em sua direção, olhos azuis, claros, os cabelos loiros de uma garota sorria em sua direção.
- Clarice... Eu... Eu... – ele pareceu muito sem graça, ficou vermelho por trás de toda aquela água – Você está no banheiro masculino! – ele colocou as duas mãos para esconder o órgão genital, Clarice sorriu.
- Não é nenhuma novidade para mim! – riu ela abrindo a portinha, estava só com a toalha em volta do corpo, deixou-a cair antes de molhar os pés e o corpo. E o beijou, entrando embaixo do chuveiro.
- Clarice, é perigoso. Alguém pode ver a gente!
- Não, não podem. Relaxa! – ela o beijou novamente, ele passou a segurá-la com as duas mãos, parecia um animal feroz por sexo.
- Clarice, eu gostei de sair com você, foi decididamente muito bom, mas eu estou gostando de outra pessoa, ok? Não pode rolar isso entre a gente!
- Eu estou aqui para te fazer esquecer isso – ela murmurou bem perto do rosto assustado dele – E... Eu acho que estou conseguindo – ela olhou para baixo. Ele também olhou, envergonhado.
Sem ter o que dizer, ele a beijou com ferocidade também. Clarice empurrou-o contra a parede e continuaram a se beijar.
- Eu gosto do que é proibido, se você fosse fácil, não teria nenhuma graça!
E o beijou novamente, Percy sentiu que precisava continuar até o fim.
- fim da música –
- 05 de julho de 2007 –
Era tarde da noite, os dois caminhavam pelo parque separados, conversando como velhos amigos, Rony mantinha o seu auto-controle, andava ao lado dela paciente e mais animado do que o dia em que estava na sala. Hermione usava um casaco preto para se proteger do vento gelado, com as mãos dentro do bolso, ela conversava naturalmente.
- Nós podemos continuar casados durante mais um tempo! – disse ela – Só espero de verdade que isso não atrapalhe!
- Não, não vai – disse ele sincero, com os olhos caramelos, chateados – Eu tomei ciência de tudo o que eu passaria para você conquistar esse Green Card, e se eu tentei me suicidar naquela época, a culpa foi inteiramente minha, você não merece ser deportada por isso.
- Você ficou contra a sua família. Foi bem fofo! – sorriu Hermione.
- Sim – ele corou de leve nas bochechas.
Hermione parou de andar, ela ficou na frente dele, olhando os seus olhos, eram realmente tentadores, mas ela não podia seguir em frente, não ia brincar com os sentimentos dos outros.
- Rony, eu não posso aceitar a voltar a ser o seu marido – ela respirou fundo – No papel, nós podemos continuar casados e tudo mais, só que eu não posso me enganar, não estou pronta para namorar agora.
- É o Grover, não é? – cortou ele meio agressivo.
- Não, não é – confessou baixinho – Eu e o Grover somos amigos há meses, ele me acolheu como um grande amigo e não passou disso. Cheguei a envolver os meus sentimentos com o Tyson, mas não passou disso!
Ele assentiu, os dois voltaram a caminhar, conversando como amigos.
- 07 de julho de 2007 –
I'd Rather Be With You – Joshua Radin
Youtube: /watch?v=aAJfhZamFmo
O dia estava ainda mais nublado, tinha começado a chuviscar bem de leve do lado de fora, Annabeth estava encostada na janela, vendo o movimento nas ruas de Nova York.
Hermione apareceu no fundo, com um sorriso meio forçado, sabendo que Annabeth estava quieta por causa da sua partida que estava para acontecer nos próximos dias. Ia viajar para Londres e deixar a sua vida para trás.
- Está decidida? – perguntou Hermione parando ao seu lado, também de braços cruzados, observando o movimento na rua.
- Estou, as passagens estão compradas para o final desse mês, vou um dia depois do meu aniversário! – ela olhou de lado para Hermione, a amiga sorriu e abraçou descansando a cabeça em seu ombro.
Depois de muito tempo em silêncio, apenas contemplando o movimento das ruas. Annabeth voltou a falar.
- Eu acabei de anunciar no blog da escola o encerramento do Clube Vege Sexy – ela se afastou de Hermione – É realmente uma pena que eu tenha que fechá-lo. É muito triste!
- Ah, jura? – comentou Hermione aliviada por dentro mas transparecendo que estava triste – Que pena!
- Eu sei que você está com saudades de ser carnívora, não tem problemas, eu não ligo! – murmurou Annabeth sorrindo – Você pode!
Hermione sorriu de volta.
- Desculpa eu me sentir aliviada, eu realmente gosto de comer carne e no começo eu entrei nisso para te ajudar, na verdade eu fui meio que forçada – as duas riram – Você é bem persuasiva quando quer ser!
Annabeth riu alto.
- É uma pena, eu sei que você gostava do grupo, os bottons ficaram super legais e você chegou a ser uma forte presidenta na época em que ficou famosa por causa do teatro, é uma pena que a fama do colégio é passageira!
- Mas no mundo não – disse Annabeth pensativa – Só de pensar que quando voltar de Londres, eu não serei a anônima Annabeth, eu serei uma atriz, uma garota de sucesso aos 16 anos, tudo vai mudar!
- Não seja metida, por favor! – aconselhou Hermione.
Annabeth deu um sorrisinho presunçoso.
- Eu quero que você se torne a capitã das cheerleaders. Quero dizer, eu andei faltando nos últimos meses por conta das minhas dores estomacais, e eu vi que você é capaz de seguir o grupo sem a minha ajuda.
Os olhos de Hermione brilharam na direção da amiga.
- Jura? Jura mesmo? Eu serei a nova capitã?
- Sim – assentiu Annabeth e elas se abraçaram – E para quem odiava ser cheerleader, até que você está gostando bastante!
Hermione riu.
- É legal mandar nas pessoas, mandar elas sentarem e calarem a boca. Brincadeirinha! – riu Hermione – Dançar me anima, faz com que eu extravase toda a energia negativa no meu corpo.
- É bom mesmo – resmungou Annabeth com a voz fraca – Mas, sabe, agora que o Clube Vege Sexy fechou, não vejo nada de errado em criar um novo clube, sei lá, Clube das Encalhadas, já pensou em ser presidenta? – cutucou a amiga.
- Fala isso só porque há um bom tempo sem pegar ninguém, exceto a poeira dos meus próprios livros e cadernos – brincou Hermione rindo.
- O Grover está dando mole para você, ele está lá o tempo todo, só você não enxerga. E tem o Rony também, sério, eu tenho dó dele – murmurou Annabeth analisando a vida da amiga.
- Ok, vou pensar no Clube das Encalhadas – riu Hermione – Sabe quem não faria parte desse Clube?
- Quem?
- Clarice. Ela está sorrindo muito ultimamente, não acha? – comentou Hermione – Há boatos de que ela esteja transando todos os dias, só que ninguém sabe com quem.
- Também não faço ideia – murmurou Annabeth mordendo o lábio e caiu na gargalhada – Nós somos tão bitchs!
Hermione riu.
- Uma vez bitch, sempre bitch! – e elas se abraçaram, sorridentes – Vou sentir a sua falta, irmãzinha!
- Você terá o Nico para brincar!
Hermione olhou para Annabeth, quieta.
- Er... Bem, preciso falar sobre isso com você também. Quero dizer, é uma situação bem chata agora que você vai embora, mas eu não queria continuar aqui sozinha, sem você.
- Mione, não, por favor... Os meus pais amam você!
- Eu sei que amam e eu também amo eles. Principalmente seu pai (ui, delícia!) – ela revirou os olhos, excitada – Mas não posso, eles são uma família e querem curtir isso sozinhos! – ela referia-se ao espaço de todo o apartamento.
- Não, não faça isso, não seja cruel. Eles também querem você aqui!
- Mas eu não quero, não me sentiria bem! – assumiu.
Annabeth a olhava como se tentasse desvendar os seus pensamentos.
- Está voltando com o Rony? É isso? Acertei?
- Não, sua boba, não vou morar com ninguém. Eu quero é morar sozinha por um tempo e vou procurar um apartamento para alugar.
Annabeth deu um suspiro, vencida.
- Que assim seja, sua bitch! – e riram como velhas amigas.
- fim da música -
- 13 de julho de 2007 –
The String Quartet Tribute To The Fray - How To Save A Life (especial)
Youtube: /watch?v=jCy8x0kuZkQ&feature=related
Annabeth estava no telefone, conversava com alguém enquanto limpava as lágrimas. Luke apareceu na porta de seu quarto segurando um ramalhete lindo de flores vermelhas.
- Eu... Eu preciso desligar! – disse ela baixinho – Um beijo – e desligou – Luke, você está aqui!
- Por que está chorando? – perguntou ele após dar um beijo nela e entregar as flores.
- Estou emocionada, a viagem está chegando, faltam menos de 15 dias e... Eu estava me despedindo do meu amigo de Los Angeles. Ele não poderá vir me visitar, infelizmente.
- Amigo? Que amigo?
Ela limpou as lágrimas, cheirando as rosas. Luke agora trazia flores para ela todos os dias, depois do último ataque de ciúmes dela que ela havia enviado flores para si mesma. Ele resolveu se tornar ainda mais fofo!
- São lindas – desviou de assunto rapidamente – É o meu amigo de infância, o Yan Sullivan. Você não conhece. Eu queria me despedir dele!
Luke a abraçou com força.
- Tudo ficará bem. Nós vamos sobreviver a isso!
Ela voltou a chorar em seus braços.
- 13 de julho de 2007 –
Atena está segurando Nico no colo, ela está radiante de tanta felicidade, ela vira e dá um beijo em Frederick.
- Nós estamos bem, nós ficaremos bem!
- Com certeza – ele sorriu, os seus dentes eram perfeitos.
Ele aproximou e deu um beijo em sua esposa.
- É bom estar de volta com você, nessa casa, eu sinto que todas as nossas lembranças estão bem. E tudo ficará bem – ele olhou para o corredor onde Luke e Annabeth estavam abraçados – Era apenas uma garotinha indefesa até ontem, chegou em Nova York assustada, com medo e veja só, está indo sozinha para Londres. Quem diria, ein?
- Lembro o dia em que ela apareceu no aeroporto, com os olhos assustados, arregalados na minha direção – lembrou-se Atena.
Eles ficaram pensativos por um momento, ela falou novamente.
- Uma proposta de trabalho em Londres, ela será uma estrela, Frederick, eu sinto isso! – disse Atena colocando a mão no peito.
- É o meu orgulho – e beijou a testa da esposa – Vocês dois também! – e sorriu, abraçados. Estavam felizes, muito felizes.
- 13 de julho de 2007 –
Percy está beijando Clarice em sua cama. Os dois estão sem roupas, se beijando como se o mundo fosse acabar.
- 13 de julho de 2007 –
- 1... 2... 3... – Grover estralava os dedos conforme contava e começou a cantar em voz alta.
A impressão que dá, é que ele está em um palco cheio de gente, mas não. Está sozinho no teatro, preparando-se para a peça, preparando-se para o Despertar da Primavera, elaborada por Hermione.
Queria que tudo saísse perfeito, assim como ela tinha planejado.
Ele ensaiava sozinho.
- 13 de julho de 2007 –
As malas estão abertas em cima da cama, Annabeth está dobrando as roupas e guardando tudo dentro dela.
Luke está com o coração apertado vendo Annabeth se curvar diante das malas e colocar as roupas. Ela está indo para Londres ficar 03 meses, mas a chance dela arranjar um bom emprego e não voltar nunca mais era muito grande.
Ele não queria pensar nessa hipótese, nem agora, nem nunca!
- 13 de julho de 2007 –
No quarto ao lado, as malas também estão abertas em cima da cama, Hermione está tirando tudo do guarda-roupa e dobrando dentro delas. Ela também estava partindo.
Era o fim de algo muito bom!
Continua...
Nota do Autor: Não me matem por ter atrasado, por favor, mas eu realmente não estou tendo tempo de fazer nada. É o trabalho exigindo mais de mim, é a faculdade sugando cada gota do meu sangue, literalmente. Quase não sobra tempo, e a tendência é piorar daqui para frente (quero deixar isso bem claro, talvez demore bastante para eu voltar a postar, ok?).
Seguindo em frente... Não sei se comentem com vocês como se chamará a próxima temporada Dont Stop Believing it, sim, aquela música do seriado Glee. Como estamos aproximando da Season Finale dessa temporada, é bem provável que daqui 3 ou 4 capítulos, eu já poste uma "preview" da próxima temporada (tá chegando... um dia chega!).
Espero que tenham gostado desse capítulo, um beijo e feliz dia dos pais!
Respondendo reviews:
Vai ter uma quarta temporada? – AnnieTopz.
R) Eu tenho planos para uma quarta temporada sim, quero ver Annabeth, Grover, Percy, Luke se formando do colégio, mas vamos ver se temos fôlego para chegar lá, né? Hahaha, espero que sim, torço para que isso aconteça (e como torço! Eu amo escrever!).
Quem é a tarada no carro do Percy? – Letícia Flora.
R) Irrelevante para a história, ela não irá aparecer muito, apenas algumas vezes aqui, outras ali. Nada além...
Annabeth vai encontrar com o Harry em Londres? – Tiago Ferreira.
R) Vai sim, vamos jogar pimenta na história. ADORO!
O que vai acontecer com o Grover? Ele tá meio sozinho – Bolinho.
R) Nada muito relevante por enquanto, ele será uma figura decorativa nessa temporada. Ele, mais para frente, se envolverá com um processo criminal, mas isso não vai acontecer tão cedo...
