Esta história é baseada no mangá InuYasha de Rumiko Takahashi. Seu conteúdo é sem fins lucrativos. InuYasha pertence à editora Shougakukan e a Rumiko Takahashi.


Capítulo 14 – Reencontro


- Será se o senhor poderia levar Toushi e a mim às terras do oeste?

O youkai franziu a testa. O que será que sua protegia pretendia...

E assim – pouco tempo depois - partiram. InuYasha ficou furioso, porque no final das contas, ainda não fazia idéia o que o próprio pai tinha escrito sobre ele. Só mesmo Kagome e Kenji para agüentar o mau humor do meio youkai. Sesshoumaru, Rin, Jaken, Aa-Uun e Toushi partiram para as terras do oeste.

- Demora muito para chegarmos lá?

Ninguém respondeu à pergunta de Toushi.

- Bom... Espero que não. Estou ficando com fome. Alguém aí quer frutas? Peguei bastante frutas! Este dragão aqui é bem útil, aguenta um bom peso nas costas, hein?

Os três andavam, ouviam e não respondiam.

- Que dia bonito, está um dia bem agradável. Vocês não acham? Não é verdade, uhn?

-Ah, como voccccê faaaala! Faaala maissss que a Rin quando ela era crrrriança. – respondeu Jaken.

- Eu não falo muito, de onde você tirou isso?

Jaken olhou espantado para o irmão de Rin. Dava para perceber que os dois realmente eram irmãos. O humano e o pequeno youkai começaram a discutir por bobagens. Sesshoumaru caminha tranquilamente com Rin um pouco atrás dele. Assim como InuYasha, ele também estava curioso em saber o que o pai havia escrito sobre ele. Mas, o youkai preferiu esperar por Rin, para que ela pudesse falar ou entregar o pergaminho para ele ler.

De vez em quando, Sesshoumaru a olhava de soslaio. A jovem havia crescido um pouco mais desde o aniversário de 15 anos. Também tinha tomado um pouco mais de corpo. Caminharam por vários dias. E foi no meio da caminhada, que Rin fez seus 16 anos.

- Que droga, ainda vamos demorar muito? Você está fazendo aniversário no mais completo e absoluto meio do nada, Rin... – Toushi falou emburrado.

- Não tem problema mano. Não vejo problemas, estou entre pessoas queridas. – a jovem olhou para o irmão, Jaken e claro, Sesshoumaru.

Um pouco mais tarde, todos dormiam. Menos Sesshoumaru. Parecia que o senhor das terras do oeste tinha algo melhor a fazer. Ele olhava para a jovem que o acompanhava. Tinha se tornado muito bonita. Rin nunca tivera receio de acompanhá-lo ou dormir próximo a ele. "Esta garota... sempre foi muito estranha, mas...", o youkai pensou. "Nunca teve medo de mim..."

Pensar nisso fez Sesshoumaru sorrir levemente. Coisa que raramente ele fazia. "E sempre, sempre continua sorrindo para mim, mesmo dormindo...", viu que a humana ronronava levemente e com um leve sorriso maroto no rosto. Os dias seguintes seguiram e eles continuaram a caminhar.

- Estamos próximos. – Sesshoumaru falou ao grupo.

- Puxa, finalmente... Não imaginava que o Japão era tão grande... Ou que a tal "terras d´oeste" fosse tão longe... – Toushi resmungou.

- Nossa, você é preguiçoso rapazzzz... – Jaken respondeu.

Novamente, ele e Jaken começaram a discutir por bobagens. O youkai cachorro olhou para Rin. Viu que sua protegida observava o lugar com atenção.

- Nós já viemos aqui. Você era pequena quando voltou novamente a vida, mas daquela vez, pelas mãos da senhora do oeste.

Rin olhou para Sesshoumaru e sorriu. Em outros tempos, ou com outra pessoa, estranharia a forma dele se referir a mãe. Mas, ao conhecer a senhora, entendeu do porquê do filho falar daquela forma. Entraram no palácio. Alguns povos youkais apareceram e reverenciaram Sesshoumaru. Viram o pequeno youkai os acompanhavam. Também notaram a jovem e o rapaz, ambos humanos. Uma velha youkai falou com um certo espanto:

- Ora, você... há quanto tempo...

Rin a olhou e se lembrou. Não fazia tanto tempo assim. Não para Rin.

- Que cena interessante...

Todos olharam para a figura que estava logo a frente. Uma bela youkai, com cabelos prateados e olhos mel.

- O que traz meu glorioso filho de volta? – olhou para os lados e viu a todos. Parou os olhos em Rin. A matriarca franziu a testa, inspirou o ar e logo percebeu de quem se tratava. A humana logo percebeu que a mãe de Sesshoumaru se lembrara dela.

- A senhora... A senhora é a prometida do pergaminho. Será que pode nos ajudar?

Todos olharam para Rin. Em um momento raro, Sesshoumaru fez uma expressão de espanto. Ficou ainda mais curioso ao ver que Rin entregara o pergaminho a matriarca. A youkai pegou o objeto, leu rapidamente.

- Então é esta youkai linda a prometida? – Toushi perguntou.

Obviamente, Sesshoumaru não gostou do tom do rapaz e o olhou bravo. A mãe sorriu com o comentário do irmão de Rin. Afinal, ela conseguia atrair a atenção de youkais e também de humanos.

- Entendo. – ela devolveu o pergaminho a Rin – Lembrou-me vagamente deste senhor a quem Taisho se refere. Como este pergaminho foi parar nas mãos de vocês.

- É uma herança de família. Estamos com ele há anos... – respondeu Toushi.

- Você quer dizer séculos, imagino... A quem a herança pertence, a você, humano? Ou a sua irmã?

- Como sabe que somos irmãos? Não falamos nada.

- Não precisa, o cheiro de vocês é semelhante.

- Nossa... - Toushi fez uma cara de espanto.

- Bem, sou o varão, pertence a mim!

A matriarca observou Rin atentamente. A humana estava quieta, a se lembrar de coisas passadas.

- Diga-me Sesshoumaru, esta é a jovem que salvei anos atrás?

O filho nada respondeu. O silêncio dele era a resposta. A matriarca aproximou-se de Rin e perguntou:

- Então... a herança pertence a seu irmão?

- Sim, o pergaminho é meu. Mas, por bom senso, acho que a herança deve ficar com ele...

- Entendo. Bem, então ele terá que passar por algumas provações.

- Ahn... – Toushi bradou – Como é que é? Mas, se você sabe, é nosso por direito. Meu, oras...

- Taisho diz que eu sei o que é e onde está. Não disse que eu tenho que entregar de mão beijada. Mas não se preocupe, não é nada doloroso, imagino... – sorriu levemente.

Todos olharam para a matriarca. Esta, por sua vez, olhou somente para Rin. Era um olhar fixo, infinito, como quem consegue enxergar a alma da pessoa. "Minha jovem, você voltou... Vejamos se é realmente a pessoa que mudou o coração de meu filhote...", pensou.

CONTINUA

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