13 — Disse-me-disse-não-disse-dizendo.

Teddy procurou entender toda a historia antes de sair correndo atrás de Harry. Ele estava se achando um idiota por não saber nada daquilo. Mas ele tinha mais o que fazer naquele momento.

Ele entrou no quarto de Harry e o achou deitado, com o rosto enterrado contra os travesseiros.

— Você não vai se esconder aqui e não aparecer de novo vai? Porque eu queria dizer a você o tempo todo que isso é idiota. Você é um adulto, Harry. Nem eu faço mais isso. E acredite, eu posso ser bobo às vezes. — Teddy suspirou e continuou. — Eu fui bobo em não perceber o que aquela vaca realmente queria e eu fui bobo em desobedecer meu pai. Mas eu o conheci. E eu o amo.

Harry se virou e encarou de perto.

— Você está sendo bobo ao não perceber que pode morar conosco, lá no lago, com as pessoas que você considera sua família, pessoas que te amam. E o mais importante, não precisa ficar ao meu lado, sei que ama o Draco e não há espaço para mais ninguém.

Teddy baixou o olhar para o chão e as lágrimas estavam caindo, nas pernas que seu pai recuperara para que ele pudesse ir ver Harry. Harry por outro lado, se sentia a pessoa mais horrível por fazê-lo chorar mais uma vez.

Harry abraçou-o e sussurrou de leve em seu ouvido: 'Eu aceito'. Naquela noite, eles se amaram e na seguinte, ambos foram para o lago, onde Harry pode viver a vida feliz que ele sempre quis, provando a cada dia o quanto amava Teddy.

Neville encontrou em Lysander o amante perfeito, que vinha certas noites visitá-lo, usando os dias que suas pernas voltavam. Lorcan com ciúmes passou a visitar Nev também, e os três se embolaram num relacionamento diferente.

Dumbledore teve que contratar um novo professor, mas estava realmente feliz por seu pupilo.

E... Viveram felizes para sempre... Ou até que o humor de Snape não fosse irritado.

Pra você guardei o amor

Que nunca soube dar

O amor que tive e vi sem me deixar

Sentir sem conseguir provar

Sem entregar

E repartir

Pra você guardei o amor

Que sempre quis mostrar

O amor que vive em mim vem visitar

Sorrir, vem colorir solar

Vem esquentar

E permitir

Quem acolher o que ele tem e traz

Quem entender o que ele diz

No giz do gesto o jeito pronto

Do piscar dos cílios

Que o convite do silêncio

Exibe em cada olhar

Guardei

Sem ter porque

Nem por razão

Ou coisa outra qualquer

Além de não saber como fazer

Pra ter um jeito meu de me mostrar

Achei

Vendo em você

E explicação

Nenhuma isso requer

Se o coração bater forte e arder

No fogo o gelo vai queimar

Pra você guardei o amor

Que aprendi vem dos meus pais

O amor que tive e recebi

E hoje posso dar livre e feliz

Céu cheiro e ar na cor que arco-íris

Risca ao levitar

Vou nascer de novo

Lápis, edifício, tevere, ponte

Desenhar no seu quadril

Meus lábios beijam signos feito sinos

Trilho a infância, terço o berço

Do seu lar

FIM.