Capitulo treze – Enfrentando Lord Voldemort

Era Quirrell

- Você – Harry disse

- Eu mesmo – disse Quirrell sorrindo maléfico – estive me perguntando se encontraria você aqui Potter.

- Mas Snape, era ele... Era ele que...

- Severo? Foi tão útil ter ele por aqui. A final ele faz bem o tipo, porque á final perto dele, quem desconfiaria do pobre g-g-gaguinho do P-Professor Quirrell?

- Mas ele tentou me matar.

- Não, eu tentei matar você, e teria conseguido, mesmo com Snape murmurando aquele contra feitiço, apenas não consegui porque a capa dele pegou fogo.

- Snape tentou me salvar?

- É claro. Ele estava tentando impedir que eu fizesse isso de novo.

Harry estava em choque.

Quirrell estalou os dedos, e chamas apareceram atrás de Harry.

- Você é muito metido para continuar vivo. No dia das bruxas vi você e o Weasley correndo pela escola, e pelo que eu imaginei me viu descobrir o que é que estava guardando a pedra.

- O senhor deixou o trasgo entrar?

- Sim. Tenho um talento especial com trasgos. Infelizmente em quanto os professores procuravam o trasgo, Snape veio atrás de mim, mas o cachorro o arranhou fundo na perna. Agora deixe-me ver esse curioso espelho.

Só agora Harry notou, ali estava o espelho de Ojesed.

- Sei que está é a chave para a pedra, mas como eu posso pegá-la?

- Use o menino – disse uma voz

- Potter, venha aqui, agora.

Harry avançou e ficou em frente ao espelho.

- Eu me vejo segurando a pedra. E você o que vê?

Harry se olhou. E viu ele mesmo, piscando e guardando a pedra em seu bolso. Abaixou a mão e sentiu, a pedra estava mesmo em seu bolso.

- O que você vê?

- Eu estou vendo os meus pais, eles estão sorrindo pra mim – Harry tentou ser o mais convincente possível, mas a voz falou:

- Ele está mentindo.

- Diga a verdade Potter.

Harry arregalou os olhos.

- Pensei que Snape me odiava? Como ele tentou me salvar? – Harry tentou distrair Quirrell

- E odeia. Só que, como já deve saber, ele estudou em Hogwarts com seu pai, os dois se odiavam. Mas ele nunca quis você morto.

- Disso eu já sabia. Me conte algo novo.

- Garoto insolente...

- Deixe-me falar com ele.

- Mestre o senhor ainda está fraco.

- Estou bem o bastante para isso.

Quirrell começou a desenrolar seu turbante, Quirrell se virou de costas, mas não tinha uma cabeça ali, e sim um rosto branco giz, com olhos vermelhos e no lugar de narinas, tinha fendas e quando Harry viu o que tinha, arregalou os olhos.

- Harry Potter.

- Voldemort.

- Sim. Viu o que tenho que fazer para sobreviver? Viver de um mero parasita. Mas você pode me ajudar, eu sei que está com a pedra, una-se a mim, e não seja tolo como seus pais, que morreram suplicado piedade...

- MENTIRA – Harry berrou

- Comovente. Sempre dei muito valor à coragem. E menino seus pais foram corajosos. Primeiro foi seu pai, ele me enfrentou com coragem, e depois sua mãe, ela não precisava ter morrido, mas estava lhe protegendo... Me entregue à pedra, para que não seja uma morte em vão...

- NUNCA.

Harry correu para os lados.

- AGARRE-O.

Quirrell agarrou Harry pelos pulsos, e ao mesmo tempo, uma dor aguda veio à cicatriz de Harry, parecia fogo. Harry com desespero agarrou o pulso de Quirrell que na mesma hora se transformou em pedra, e caiu como se fosse pó.

- Que feitiço é esse?

- Feitiço se faz com varinha burro.

- Agarre-o! Agarre-o!

Mais uma vez Quirrell foi, avançou contra Harry, dessa vez o estrangulando, e Harry colocou suas mãos na cabeça de Quirrell, que na mesma hora fez o mesmo de antes, se transformou em pedra, e virou pó. Mas dessa vez, foi o corpo todo.

Só restaram suas roupas.

Harry observou suas mãos, e sorriu.

Quando virou de costas, o espírito de Voldemort passou por si, e dali em diante, Harry não viu mais nada.

...

Harry acordou assustado. Assim que abriu os olhos deu de cara com um par de óculos meia-lua.

- Professor! A pedra! Voldemort...

- Calma Harry, ou madame Pomfrey vai me expulsar daqui.

- O que aconteceu? Voldemort ele...

- A pedra está a salvo Harry.

- O Sr. recebeu a coruja de Hermione?

- Quando botei o pé em Londres, percebi onde deveria estar, e cheguei a tempo de tirar você das chamas.

- Porque, quando toquei em Quirrell, ele se desmanchou?

- Quando sua mãe morreu, ela não morreu simplesmente por morrer, ela fez isso por amor. Amor a você Harry. E isso lhe deixou uma marca – Harry colocou a mãe na cicatriz – não isso não.

- Mas o que então?

- Amor Harry.

- E Nicolau?

- Vejo que já sabe de Nicolau. – Dumbledore sorriu - Bem, eu e ele concordamos em destruir a pedra. Ela já causou confusões de mais.

- Mas então, ele vai morrer, não é?

- Ele tem elixir o suficiente para arrumar os negócios, mas sim ele vai morrer.

Dumbledore viu uma expressão de surpresa em Harry.

- Para alguém jovem como você, tenho certeza de que isto parece incrível, mas para Nicolau, na verdade, é como se fossem dormir, depois de um longo dia. Afinal, para a mente bem estruturada, a morte apenas é a grande aventura seguinte.

- Então quer dizer que Voldemort não pode mais voltar?

- Creio que haja outras maneiras Harry.

Harry olhou para o lado, e viu uma mesa cheia de doces, parecia que tinha uma loja inteira ali.

- Presente, de seus admiradores. O que aconteceu entre você, Quirrell e Voldemort é absoluto segredo, então é claro, todos já sabem.

Harry sorriu.

- Professor, posso lhe fazer umas perguntas? Mas gostaria da verdade.

- A bela e terrível verdade. Vou responder o que souber, e o que não souber, não irei mentir.

- Porque Voldemort tentou me matar?

- A primeira coisa que pergunta e não saberei responder. Não hoje, não agora. Um dia irá saber, eu não sei por certo o que foi.

- E tem mais uma coisa, Quirrell me disse que o sebo... O professor Snape odiava meu pai, bem isso Remo havia me dito, mas Quirrell me disse que ele tentou me salvar. Porque ele tentou me salvar se me odeia também?

- Bem, ele e seu pai, são mais ou menos como você e o Sr. Malfoy. Mas seu pai fez algo que nunca Snape irá perdoar.

- O que?

- Salvou a vida dele.

- Como?- Harry iria perguntar por que em sã consciência ele fez uma barbaridade dessa, mas achou que não seria uma boa pergunta

- É engraçado, o professor Snape não conseguiu superar o fato de que estava em divida com Tiago, acredito que tenha se esforçado bastante para proteger você esse ano, pensando que isso o deixaria quite com seu pai. Assim poderia voltar a odiar a memória de seu pai em paz...

- Só mais uma coisa. Como foi que tirei a pedra do espelho?

- Essa foi mais brilhante das minhas invenções. Só uma pessoa, que quisesse encontrar a pedra, encontrar sem usá-la, poderia obtê-la. Você queria salvar a pedra, e Quirrell usá-la.

Harry confirmou que havia entendido.

- A feijõzinhos de todos os sabores, quando era jovem tive a infelicidade de encontrar um com gosto de vomito, depois parei de comê-los. Mas acho que um caramelo não faz mal nenhum. – ele comeu um – que pena, cera de ouvido.

Harry riu.

- Madame Pomfrey, só cinco minutos, por favor?

- Você precisa descansar.

- Eu sei, mas olhe estou deitado e tudo, deixa vai.

- Só cinco minutos.

Rony e Hermione entraram, e foram direto para Harry.

- Estávamos preocupados Harry – disse Rony

- Sabíamos que iria conseguir – disse Hermione

- A escola inteira não fala de outra coisa – disse Rony – mas o que realmente aconteceu? Tem histórias por ai malucas.

Harry contou tudo, desde que Hermione voltou.

- Mas e com vocês dois?

- Bem, eu voltei sem problemas – disse Hermione – conseguir fazer Rony voltar a si, e estávamos correndo para o corujau, quando encontramos Dumbledore. Ele apenas disse, "Harry foi atrás dele, não é?" e saiu para o terceiro andar.

- Será que ele fez isso? Deixou você descobrir tudo?

- Se ele fez isso – explodiu Hermione – isso é horrível. Você podia ter morrido.

- Não é horrível – disse Harry – ele é um homem engraçado. O Dumbledore. Imagino que ele soubesse que iríamos tentar fazer isso. Tenho certeza que se ele não soubesse da nossa capacidade, não nos deixaria prosseguir.

- Ele é meio maluco – riu Rony

- Pode ter certeza disso.

- Mas ele me disse uma coisa engraçada.

- O que?

- Snape tentou salvar a minha vida.

- Por quê?

- Ele estava em "divida" com meu pai, porque havia salvado sua vida. Eu ia perguntar porque meu pai fez isso, mas diante dos fatos...

- Só você mesmo.

- Saiam agora – disse Madame Pomfrey – eu disse cinco, e estão aqui a quinze, FORA!