Ainnn, estou tão feliz que chegamos a marca de 50 Reviews que me desdobrei e vim aqui postar um capitulo pra vocês... Garotas amei os comentários. E ai será que vcs acertaram e ela está gravida? so lendo pra descubrir... srsrsr

Boa leitura pra todas e até pros 160 fantasminhas que passam por aqui e não se manifestam...

Bjuss

Sophie Moore


CAPÍTULO 13

Edward chegou em casa cedo. Ele estivera trabalhando um assalto a banco com a maioria dos agentes em seu escritório. Todos eram suspeitos em um caso desses, onde a quadrilha que eles estavam caçando aparecera em um dos bancos em que o esquadrão de Edward trabalhava. Os quatro homens vestiam roupas camufladas e carregavam armas. Eles fugiram do banco e atiraram contra os civis e a força armada no desespero para fugir. Duas pessoas ficaram feridas. Os ladrões saíram do banco e fugiram em um carro velho, e despistaram os perseguidores em meio ao tráfico. Minutos depois, eles entraram no estacionamento de um restaurante próximo para trocar o carro por um SUV estacionado.

Um policial havia visto alguns homens pulando de um carro e carregando armas e bolsas de dinheiro, xingando alto quando a chave aparentemente não entrou na ignição. Eles conseguiram ligar o SUV e fugiram. Mas o policial mandou uma mensagem de texto ao esquadrão de Edward, dando o nome e a localização do policial que presenciara homens armados roubando um veículo em um restaurante local. Por causa da grande quantidade de pais e filhos, o oficial acreditou que seria perigoso abrir fogo e começar um tiroteio em um local cheio.

Mas o aviso rápido enviou oficiais ao estacionamento do restaurante, onde encontraram um SUV estacionado idêntico ao que o oficial havia visto. Surpreendentemente o registro era de um conhecido assaltante de bancos que havia sido solto algumas semanas atrás. Na pressa de conseguirem escapar, os ladrões haviam confundido outro SUV com o que eles aparentemente haviam estacionado no lugar pela manhã. Mas o veículo de fuga fora deixado para trás, com o documento no próprio nome do ladrão. Quando ele chegou em casa, agentes do FBI o esperavam. Eles o prenderam, e ele confessou e nomeou os parceiros para aliviar um pouco a sentença.

O departamento tinha prioridade em crimes federais como assaltos a banco. Mas mesmo em alguns outros casos de menor importância, a policia local gostava de entregar os criminosos ao departamento porque as leis federais eram mais severas e um suspeito, se confirmado, pegaria uma longa sentença.

Edward sentiu-se bem com a solução rápida, e o fato de que ninguém havia sido seriamente ferido apesar das balas e da cena do roubo. Graças ao bom trabalho da polícia e da visão aguçada de um policial de folga, os bandidos haviam sido apreendidos duas horas depois do roubo, e todo o dinheiro roubado no ultimo assalto fora recuperado. Era bom resolver o caso. Os ladrões eram experientes e perigosos. Agora eles estavam longe das ruas por alguns anos.

Edward havia ido ao laboratório criminal para conseguir algumas evidências do caso. Tecnicamente, o horário de partida estava um pouco antes do regular, mas já que não havia anda urgente, o SAC lhe liberou para ir para casa. Era sábado, afinal de tudo. Ele sempre podia encontrar algo para mantê-lo ocupado no rancho.

Ele estava passando na frente da casa de Isabella quando olhou para a varanda e viu o que parecia um punhado de roupas esticadas no chão próximas aos degraus. Era tão estranho que ele entrou no pátio para verificar o que era.

Quando ele chegou mais perto, percebeu que o que havia visto não eram roupas. Era Isabella, deitada no chão, inconsciente.

Ele estava fora do carro e correndo em uma questão de segundos. Ele ajoelhou ao lado dela e sentiu a pulsação. Seu coração batia com um ritmo estranho, mas ela ainda estava se movendo. Ela abriu os olhos. Ela respirou, arduamente, a face quase branca, o estômago dando voltas.

- O que aconteceu? – ele perguntou preocupado.

- Eu não sei – ela disse debilmente, engolindo seco para evitar a náusea – Eu estava andando em direção a casa, e a última coisa que eu lembro, é que tudo ficou preto. Eu nunca desmaio – ela acrescentou indignada – Nem está calor. Não pode ser uma onde de calor...

- O Jasper atende no sábado de tarde, certo? – ele perguntou.

- Sim, mas eu não preciso de um médico – ela disse fraca – É só um vírus ou alguma coisa.

Ele não acreditou. E antes que ela pudesse argumentar, pegou-a nos braços e carregou-a até o carro. Estranho, ele pensou, ela estava mais pesada que a última vez que a carregara.

- Eu não quero ir ao médico – ela insistiu.

Ele segurou-a pelo quadril enquanto abria a porta, então a colocou no banco do passageiro.

- Fique quieta – ele disse firme, enquanto colocava o cinto de segurança nela. Enquanto passava o cinto pelo corpo de Isabella, a mão deslizou gentilmente pelo estômago dela... e parou morta.

Ele a encarou, franzindo a testa, enquanto a mão deslizava curiosamente, gentilmente, por cima da firmeza do ventre liso.

- O que você está fazendo? – ela perguntou, ainda estarrecida com a gentileza – Não é apendicite. Eu não tenho um apêndice. Quando eu fui esfaqueada, a faca perfurou meu apêndice e um dos meus ovários...

O olhar do rosto dele era inexplicável. Ela viu os olhos dele brilharem e o rosto ficar tão pálido quanto o seu.

- Você está me assustando – ela protestou – Qual é o problema?

A mão dele deslizou suavemente pelo estômago dela novamente por um instante antes de apertar o cinto e fechar a porta. Seu rosto estava rígido e ilegível. Ele não disse uma palavra. Não conseguia. Ele tremia até os ossos.

- Eu preciso da minha bolsa – ela protestou – Está na mesa do corredor. A chave está na porta. Você precisa trancá-la se pretende me levar ao médico.

Ele estava muito perplexo para falar. Ele entrou na casa, pegou a bolsa dela, trancou a porta, pegou a chave e entregou a ela antes de entrar no carro.

Ele dirigiu como um sonâmbulo. Ele sabia que o coração devia estar parando. Ela era mesmo tão inocente que não pertencia o que estava acontecendo? Ele observou-a curiosamente enquanto entrava na estrada.

- Você comeu algo hoje? – ele perguntou em um tom estranho.

Ela suspirou cansada e olhou através da janela.

- Meu estômago rejeita tudo – ela disse pesadamente – Eu só consigo tomar milk-shakes.

Ela realmente não sabia! Ele prendeu a respiração quando as possibilidades o sobrevoaram como mosquitos circulando sua cabeça. Ele havia sido como um meio homem durante os últimos anos. Ele havia evitado mulheres, e complicações, e nunca namorava. Agora os fatos o haviam encaminhado a esta complicação inesperada, e sentiu como se houvesse ganhado na loteria. Mas não sabia como lidar com isso.

Ele observou o perfil de Isabella. Ela era bonita, tinha um calor e simpatia que o deixavam faminto. Já fazia tanto tempo que ele não tinha uma razão para viver. Agora ele tinha algo para fazer a vida valer a pena. Ele tinha esperança de novo.

- Você está agindo estranhamente – ela observou quando eles se aproximaram do consultório dos Hale, que eles dividiam com seu colega, Drew Morris.

- Estou?

- E nós não vamos conseguir entrar – ela acrescentou, notando os carros estacionados do lado de fora do prédio – Eu aposto que metade da população do distrito Jacobs está sentada na sala de espera. Por que você não me leva para casa, e eu venho ver o doutor Jasper na semana que vem?

- Nem pensar – ele estacionou o carro e pegou o celular.

Ela tentou protestar quando ouviu o que ele dizia à recepcionista, mas ele levantou a mão e a interrompeu.

- A porta lateral? – ele acrescentou – Certo, já vi. Já estamos entrando.

Ele dirigiu até a lateral do prédio e estacionou, saiu e pegou Isabella no colo, carregando-a até o prédio.

- Mas eu não estou perigosamente doente – ela protestou corando.

- Eu nunca disse que você estava.

- Você disse a ela que eu estava inconsciente.

- Uma pequena mentira – ele disse enquanto se aproximava do prédio – É melhor fechar os olhos a menos que queira ficar aqui até meia noite.

Ela realmente queria protestar, mas a porta lateral estava aberta. Ela não queria passar a noite inteira na sala de espera. Ela fechou os olhos.

- Traga-a até aqui – a enfermeira recomendou.

Isabella sentiu o corpo sendo posto gentilmente em uma mesa de exames.

- O doutor já vem – a enfermeira disse, saindo da sala.

Antes que Edward pudesse dizer algo, o doutor Jasper entrou, um estetoscópio pendurado na gola do jaleco branco.

- O que você estava fazendo antes de desmaiar?

- Eu só estava andando...

Sem dizer nada, Edward segurou a mão do médico de cabeça vermelha e a pousou no ventre de Isabella, lançando um olhar significativo.

Afastando-se, a mão de Jasper deslizou pela rigidez do ventre liso. Ele prendeu a respiração.

- Exames? – Edward sugeriu solenemente.

Jasper o encarou com crescente compreensão. Isabella era a única que não entendia o que estava acontecendo.

Jasper foi até o corredor e chamou a enfermeira. Ele falou algo em voz muito baixa.

- Sim, doutor, agora mesmo – ela disse e afastou-se no corredor.

Ele fez uma ligação enquanto ela voltava e tirava sangue do braço de Isabella.

- Não é úlcera – Isabella protestou quando a enfermeira saiu da sala, fechando a porta – Eu não tenho problemas estomacais. E não diga o contrário ao Jasper – ela disse acaloradamente – porque eu sei como é o exame, e ele não fará isso comigo!

Edward não respondeu. Ele aproximou-se da janela, enfiando as mãos nos bolsos, e olhando para fora. Seu mundo, e o de Isabella, mudaria para sempre. Ele não sabia o que dizer, ou falar. Isabella ficaria desapontada.

Jasper voltou em dez minutos, sombrio e a mandíbula tensa. Ele fechou a porta, puxou a cadeira e sentou.

- Nós temos que fazer algumas decisões – ele disse a Isabella.

Edward aproximou-se deles, os olhos em Isabella, que parecia perplexa.

- Eu estou com câncer? – ela perguntou horrorizada.

Jasper pegou uma das mãos dela e apertou firme.

- Você está grávida, Isabella.

Ela somente o encarou.

- Eu não posso ter filhos – ela disse em um tom chocado – Você disse que eu não podia!
Ela respirou alternadamente, ciente do silêncio de Edward.

- Eu disse que era difícil, com apenas um ovário. Eu não disse que era impossível.

As mãos de Isabella deslizaram até seu ventre, sentindo a firmeza, a cintura esbelta. Ela estava grávida. Havia uma pequena vida dentro dela. Ela sentiu-se crescer, como se ela fosse tocada, radiantemente tocada, por êxtase.

- Você não pode tê-lo – Jasper disse curto – Você tem quase um mês de gestação, está em tempo para um aborto. Eu posso lhe mandar para San Antonio...

- Não!

A palavra explodiu de dois lábios ao mesmo tempo.

Isabella e Edward encararam-se, surpresos, quando os olhos de Jasper alcançaram o teto.

- Com licença? – o médico perguntou.

- Você não vai abortar meu filho – Isabella disse a Jasper.

- Isabella, é muito arriscado – ele disse suavemente – Me escute, Jacobsville ainda é uma cidade pequena, com um ponto de vista ultrapassado em relação a mães solteiras. Mesmo se não houvesse riscos, como você se sentiria tendo um filho sem casamento?

- Ela não terá – Edward disse brusco – Eu vou conseguir uma licença na segunda de manhã. Nós podemos nos casar no cartório na quinta-feira. Se um exame de sangue ainda é necessário, você já tem o dela, pode fazer o meu enquanto estou aqui.

Isabella sentiu como se estivesse caindo no abismo.

- Você não quer casar comigo – ela disse, sabendo que a constatação era verdadeira mesmo que chocasse seu orgulho.

Edward encostou-se na mesa de exames e desviou a vista de Jasper para Isabella.

- Isso não vai sair dessa sala – ele disse baixo – Mesmo os meus irmãos não sabem – ele suspirou pesadamente. Os olhos verdes pareciam viajar no passado enquanto falava – Aconteceu dois anos depois de eu me formar na academia do FBI. Eu havia sido enviado ao departamento de Atlanta quando eu conheci Tânya – ele começou – Ela era uma funcionária pública que tinha um diploma em tecnologia de computadores. Ela fazia programas para nós. Ela era uma mulher inteligente, independente e forte. Nós dois soubemos logo no primeiro encontro que ficaríamos juntos para sempre – a mandíbula estreitou-se. Ao lado dele, Isabella sentiu o coração afundar – Nós nos casamos dois meses depois. Ela acostumou-se a me ver trabalhando por longas horas e viajando para fora do país. Mas ela tinha o emprego para ocupá-la. Nós moramos juntos, ficamos cada vez mais próximos. Nós éramos felizes. Quando nós ficamos sabendo que ela estava grávida do nosso primeiro filho, passamos horas caminhando no shopping, comprando móveis e brinquedos... – ele parou até se recompor – Quando ela tinha cinco meses de gestação, começou a sentir-se cansada o tempo todo. Nós pensamos que era parte da gravidez, mas ela tinha outros sintomas também. Eu a levei ao ginecologista, que fez exames de sangue e nos mandou imediatamente ao oncologista.

A mandíbula de Jasper retesou-se.

Edward percebeu.

- O oncologista diagnosticou como Linfoma de Hodgkin.

- Um dos cânceres mais agressivos – Jasper disse.

- Sim. E ela recusou o tratamento. Ela não queria arriscar o bebê, mesmo para salvar a própria vida. Mas o câncer estava avançado e rapidamente agressivo – ele sentiu novamente o peso daquela história, o frio na boca do estômago – Eu perdi os dois – ele acrescentou sombrio, forçando-se a não gritar – Isso foi há dez anos. Eu decidi que nunca mais arriscaria de novo. Eu viveria para meu emprego. E vivi. Eu me voluntariei para o Time de Resgate de Reféns. Por tres anos, eu estava na linha de frente de situações desesperadas onde haviam vidas em perigo. De lá, eu fui para uma das unidades do SWAT. Quando eu comecei a enfraquecer fisicamente, pedi transferência para um dos escritórios do Texas. Eu fui mandado para Austin, e então fui transferido para cá, para chefiar um esquadrão do crime organizado. Mas eu só consegui mais emoções – ele concluiu. Ele encarou Isabella e havia um brilho estranho nos olhos verdes – Eu quero esse bebê, Isabella. Você não sabe o quanto!

Jasper sentiu-se perdendo o chão. Ele encarou Isabella preocupado.

- Eu ficarei bem – ela assegurou a ele – Eu não vou desistir de meu bebê. Eu nunca tive ninguém que fosse meu, Hale – ela acrescentou em um tom suave e gentil. As mãos dela pousaram protetoramente no ventre. Ela sorriu maravilhada – Ele vai ser todo o meu mundo.

Jasper não podia lutar contra o olhar no rosto dela. E ele ganhara um pouco de simpatia por Edward, agora que entendia melhor o homem. Não era preciso ser um vidente para saber que Edward era o pai da criança. Mas isso seria mais perigoso para Isabella do que ela imaginava.

- Eu preciso falar com seu futuro marido – Jasper começou.

- Não, não precisa – Isabella disse imediatamente – Existe o privilégio entre doutor e paciente. Você não tem minha permissão. Isso é o fim.

Jasper estava preocupado. Mas ela estava certa. Ele não podia trair seu segredo. Ele entendia porque ela não queria que Edward soubesse. Isso não deixava as coisas menos arriscadas. Mas ele não podia trair-lhe a confiança, não depois de tudo que ela já enfrentara. Ela obviamente queria o bebê o suficiente para lutar contra qualquer interferência. Ele apertou os lábios.

- Está certo, eu farei o melhor que puder.

Edward, que havia acabado de revelar o episódio mais doloroso de sua vida, escutava pela metade uma conversa da qual não entendia nada.

Ele olhou para Isabella com uma expressão que ela não conseguiu decifrar.

- Sinto muito pela complicação – ela disse preocupada – Eu não sabia...

- Não é uma complicação, Isabella – Edward disse gentilmente – É um bebê.

- Mas você não quer casar comigo – ela começou de novo.

- Não, não quero – ele disse honestamente – Mas são só por oito meses – ele acrescentou – Depois que o bebê chegar, faremos decisões.

O que significava que ele não estava pronto para um "Felizes Para Sempre", e ela não podia culpá-lo. Ela havia sido descuidada, mas ele iria pagar o preço.

Pelo menos ele queria a criança e não ia tentar forçá-la a livrar-se do bebê. Ela não diria nada que pudesse aborrecê-lo. Ele havia perdido um filho. Ela faria de tudo, de algum modo, para que ele não perdesse esse também.

Ele dirigiu até a casa dela, saiu do carro e entrou na casa quando ela destrancou a porta.

- Faça uma mala – ele disse – Você ficará em casa até nós nos casarmos.

- Mas eu acabei de chegar em casa...

- Eu tenho que te lembrar do risco? – ele perguntou baixo.

Por um momento assustador, ela pensou que ele se referia ao outro risco. Então ela percebeu, aliviada, que ele estava falando do assassino.

- Ele provavelmente acha que eu ainda tenho amnésia – ela disse.

- Ele não foi preso por onze anos e sempre escapa, se ele é o assassino, com onze mortes. Ele não é um homem estúpido. Ele deve ter morado aqui na época.

Ela nunca havia considerado essa possibilidade. Ela prendeu a respiração e sentou no braço da velha cadeira de balanço do avô.

- Você acha?

- A maioria dos serial killers escolhem a vítima de acordo com o lugar em que elas moram – ele disse.

Ela mordeu o lábio, relembrando.

- Nós tínhamos dois inquilinos na rua – ela lembrou – Um era casado, mas a mulher estava visitando a família no leste. O outro era velho e usava uma cadeira de rodas.

- Ele necessariamente não era seu vizinho – ele disse – Ele podia estar envolvido em algum programa na escola ou igreja que o deixava em contato com crianças.

- Ele podia ser qualquer pessoa – ela disse sombriamente – Durante todos esses anos eu me questionei.

- Nós vamos pegá-lo – ele disse com firmeza – Eu prometo. Mas agora, eu vou te levar para casa comigo. Não há chance de deixar você sozinha aqui.

Ela percebeu que ele falava sério. Bem, pelo menos ele estava preocupado com ela. Ele queria o bebê, mesmo não querendo Isabella. Ela levantou e foi preparar a mala.

A senhora Emily ficou fascinada, não só com a notícia do casamento, onde ela seria uma testemunha, mas também com o bebê. Ela nem pareceu chocada com o fato deles terem colocado o carro na frente dos bois. Ela já estava escolhendo linhas e modelos para as roupas do neném.

Isabella pegou seu único vestido decente, o azul, e pôs na cama no dia do casamento. Edward entrou no quarto depois de bater rapidamente na porta, carregando uma caixa. Ele lançou um olhar zombeteiro ao vestido azul e colocou a caixa em cima dele.

- O que é isso? – Isabella perguntou.

- Abra.

Ela ergueu a tampa. Dentro, havia um vestido branco-perolado e um pequeno chapéu com o véu branco. Havia um buquê de flores também. Ela o encarou, atônita.

- Eu não vou casar com você usando aquele maldito vestido azul – ele anunciou.

Ela tocou a seda gentilmente. Ela sabia o quanto custava, porque ela o apreçara para seu projeto secreto que ele ainda não conhecia.

- É lindo.

- Eu consegui as suas medidas com a Sue – ele disse, e não acrescentou que havia se desculpado pelo modo como havia entrado na última vez no café. Mas quando ela ficou sabendo que ele ia casar com Isabella, e que um bebê estava a caminho, ela animou-se o suficiente para fazer compras com ele.

- Obrigada – ela disse em um tom tímido e baixo.

Ele deu de ombros.

- Sua amiga Ângela da floricultura está fazendo um buquê. Sue e a senhora Emily vão ser as testemunhas.

Ela levantou o olhar.

- Jacob?

Ele teve que apertar os dentes.

- Ele tem que trabalhar amanhã. Ele não conseguiu uma folga – isso não era exatamente a verdade. Ele se recusava a ver Isabella arruinar sua vida, eram as palavras exatas. O jovem detetive estava furioso quando soube que Edward iria se casar com Isabella. Edward podia entender como ele se sentia, mas ele não podia abandonar Isabella quando ela estava carregando seu filho.

- Oh – foi tudo que ela disse. Ela sabia como Jacob se sentia em relação a ela. Ela sentia muito por não conseguir sentir o mesmo por ele. Provavelmente era melhor que ele não aparecesse no cartório de registros.

- Eu vou até o cartório. A senhora Emily vai te levar.

- Ok.

Ele não havia perguntado se ela não queria um casamento na igreja, ou oferecera um relacionamento elaborado com damas de honra e padrinhos. Provavelmente ele tivera esse tipo de relacionamento com sua ex-mulher. Ela não protestou. Ele ainda estava sofrendo pela mulher que perdera. Já era o suficiente ele dar um nome ao filho dela. Ela nunca havia esperado que ele a quisesse permanentemente. Ninguém nunca iria querer.

A juíza era uma mulher, Anna Banes, e já era casada há vinte anos. Ela conhecia Isabella, e sua família, e também sabia pelo que Isabella havia passado. Ela lhes prestou um serviço curto mas digno, com Sue e a senhora Emily ao seu lado.

Ela não pensava que Edward lhe compraria um anel de casamento, mas ele comprou. Era um anel de ouro com a borda platinada e uma folha no formato de uma uva. Ele não comprou um para ele. Isso era uma surpresa difícil. O juiz os declarou legalmente casados, e Edward inclinou-se para pousar um beijo frio em sua bochecha. Havia passado um longo tempo, mas ele ainda lembrava a felicidade de seu primeiro casamento. Ele gostava de Isabella, e queria a criança, mas não conseguia esquecer o passado.

Ele as levou para almoçar no Café da Sue, e a própria dona trouxe um bolo que fizera para a ocasião. Isabella sentiu lagrimas rolando pelas bochechas com o presente. Ela abraçou a outra mulher calorosamente, porque ela era a pessoa mais próxima a uma família que Isabella possuía.

Eles estavam no caminho para casa, com a senhora Emily dirigindo sozinha a Expedição de Edward, quando o pager de Edward apitou. Ele o pegou, checou a mensagem e estremeceu.

- Eu tenho que ir ao escritório – ele disse, pisando fundo no acelerador – Nós conseguimos uma nova pista para o caso.

- O assassino? – ela perguntou excitada.

Ele concordou.

- Eu sinto muito – ele acrescentou – Mas eu não tenho um trabalho das nove às cinco.

- Vovô era um xerife – ela respondeu – Ele tinha que sair a noite se aparecia alguma emergência. Vovó sempre o recriminava – ela acrescentou baixo – Eu achava que era egoísmo. Ele salvava vidas.

Ele encarou-a com um sorriso caloroso.

- É por isso que todos nós estamos nesse negócio.

- Eu tenho coisas para me manter ocupada – ela disse facilmente – Incluindo meus empregos.

- Você pode deixá-los e ficar em casa se quiser – ele disse – Eu tenho um bom salário, e o rancho é renda extra.

Ela apertou o bonito buquê de seda. Ela havia jogado o verdadeiro, e Sue havia pegado.

- Eu gosto de trabalhar – ela respondeu – Eu não sou muito domesticada.

Isso era uma surpresa. Ela não havia feito mais nada, pelo que ele sabia, exceto cuidar da avó doente.

Ela sentiu a curiosidade dele, mas não disse mais nada. Ele parou na porta de entrada e saiu do carro para ajudá-la a descer.

Inesperadamente ele a levantou em seus braços e carregou-a até a escada. Foi quando ela percebeu a Expedição parada atrás do outro carro. A senhora Emily havia chegado em casa primeiro. De fato, ela já estava abrindo a porta com um sorriso largo.

Edward riu enquanto carregava Isabella para dentro da casa e a colocava em pé. Ele inclinou-se para beijá-la com suave calor.

- As rosas podem esperar. Descanse – ele disse.

Ela lançou-lhe um sorriso zombeteiro.

- Você está planejando parar e dizer às rosas onde estou?

Ele tocou o pequeno nariz dela com o dedo indicador.

- Ligarei assim que puder.

- Ok.

Ele saiu como um raio, deixando uma cansada Isabella no corredor com a senhora Emily.

Jacob estava sentado no escritório de Edward quando ele chegou alguns minutos depois. Ele hesitou na porta.

O jovem homem lançou-lhe um olhar impaciente.

- Ok, eu estava ocupado mais cedo – ele confessou cuidadoso – Pelo menos você não abandonou Isabella no altar.

Edward arqueou as sobrancelhas.

- Você sabe de tudo?

- Quase tudo. Minha mãe e eu não escondemos segredos um do outro – ele abaixou os olhos – Eu falei com um detetive em Oklahoma. Havia uma fita vermelha envolvida no assassinato da criança quatro anos atrás. Só para saber, eles prenderam a informação.

- Tem que ser o mesmo cara – Edward disse baixo.

- Sim. Eu imagino que ele tenha estado muito ocupado nos outros lugares nesses últimos anos. Nós temos DNA do último assassinato, mas não há suspeitos quando nós o colocamos no computador – ele acrescentou – Eu esperava que o bandido tivesse um histórico em seqüestros.

Edward balançou a cabeça.

- Ele é muito bom.

- Um dos detetives mais velhos no caso de Oklahoma disse que havia uma testemunha ocular que tinha certeza de que o seqüestrador havia pegado a criança de seu próprio quarto.

Edward franziu a testa.

- Nós falamos com Arus, a testemunha em San Antonio. E quando eu fui a Palo Verde, o chefe disse que eles tinham uma testemunha chamada Volturi que era vizinho da criança que fora seqüestrada. Ele deixou a cidade logo depois do assassinato.

- Existem três testemunhas oculares em três cenas do crime.

Os olhos de Edward brilharam.

- Sim. Eu acho que ele está tentando infiltrar-se no caso – ele disse. Então ele lembrou algo – Por Deus, lembra que as mãos de Arus eram cheias de cicatrizes e ele usava luvas? Isabella só viu as mãos de seu seqüestrador. Ela disse que elas eram pálidas, e tinha cicatrizes! E se Arus for o nosso homem?

- Vamos! – Jacob exclamou.

Edward chegou à porta antes do outro homem. Pela primeira vez, as coisas estavam prosperando!


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