Jinx evitava conversar com Caitlyn, não queria que seu novo modo de agir a incomodasse mais do que já estava incomodado, quando precisava falar algo era uma frase monossilábica. Caitlyn a observava de longe e seu modo de agir mudava cada vez mais, parecia que a loucura era só uma fachada e que era tudo mentira, parecia que enfim Jinx estava curada?
Dias se passaram e o quadro de Jinx cada vez ficava menos grave, muitos dos médicos esqueceram o que Jinx tivera feito e começaram a conversar com ela não como se fosse paciente, mas como se Jinx fosse normal, ou melhor, uma amiga. Riam das piadas, comentários, e muitos começaram a apoiar Jinx e reclamar de Caitlyn. Diziam que Jinx estava presa ali por um erro cometido por Caitlyn e que por eles Jinx estaria livre numa hora dessas.
Na delegacia de Piltover, Vi e Jayce mais uma vez disputam quem consegue comer a maior quantidade de rosquinhas em menos tempo, ambos estavam em uma fase em que não aquentavam mais comer e era um empate quando o telefone toca.
- Delegacia de polícia de Piltover, Vi – atende o telefone com a boca cheia.
- Boa tarde, aqui é a diretora do Colégio Pequenos Prodígios de Piltover, o colégio mais renomado da cidade e que está invicto na copa interescolar de Piltover e com mais troféus em...
- Eu já sei que escola é essa, é a escola frescurenta que a Caitlyn estudou.
- Pois bem, estou ligando para falar que preciso da ajuda de vocês, estou tendo dificuldades com um aluno novo e que recusa a seguir nossas regras.
- Você ta me achando com cara de babá?
- Er... bem não, de forma alguma senhora Vi. Eu só gostaria de sua ajuda porque...
- Não estamos interessados. – Vi desliga o telefone cortando a fala da diretora.
- Eu não acredito que você fez isso. – Disse Jayce.
- Se ela não consegue cuidar da própria escola não é culpa minha oras. – Retrucou Vi pegando mais uma rosquinha.
- Você é muito rude Vi. Você não pode falar assim com as pessoas.
- Eu falo assim com qualquer um, se a pessoa não ta satisfeita ela que procure outra pessoa pra procurar ajudar.
Algumas horas se passam, Vi e Jayce ainda estão na delegacia, mas dessa vez sem rosquinhas ou qualquer outra comida. O telefone toca mais uma vez.
- Delegacia de Piltover, Vi falando!
- Eu pago vocês em comida. Uma semana de comida grátis – diz a diretora.
- Ainda continua não sendo nossa obrigação, desculpa senhora, preciso desligar, estou em um caso importante aqui - Vi quase desliga o telefone mirando um dardo na maçã que se encontra na boca de Jayce que está em uma cadeira com os braços para trás amarrados com uma expressão aterrorizada chacoalhando freneticamente a cabeça desaprovando a ação da colega e murmurando alguma coisa parecida com 'socorro!'.
- Espera! Não desliga. – gritou a diretora- Eu lhe pago um mês de comida grátis e mais uma bonificação em dinheiro se vocês conseguirem me ajudar.
- Agora sim estamos conversando dona diretora! Estaremos aí em meia hora.
- Meia hora!? Em meia hora os alunos já serão dispensados das atividades e só retornarão amanhã.
- Sabe como é, não temos dinheiro para abastecer o veículo policial, então vamos ter que ir a pé. Acho que vamos ter que ir amanhã então, sinto muito dona diretora.
- Eu encho o tanque, mas pelo amor de Deus, venham rápido!
Logo, Vi quase instantaneamente desliga o telefone e segue para a viatura, que não precisava ter o tanque cheio, Vi escuta alguns murmúrios e percebe que Jayce ainda está amarrado e com a maçã na boca tentando sair de sua condição, mas o que consegue é se desequilibrar e derrubar a si mesmo para trás, apesar de tudo estava aliviado por não ter levado um dardo no meio da testa. Vi volta e o ajuda a sair do sofrimento e ambos vão rumo ao Colégio Pequenos Prodígios.
Chegando lá a primeira aparência é que tudo era muito novo apesar daquele colégio ter sido uns dos primeiros a serem construídos em Piltover, estava muito bem conservado. Assim como o Banco Central de Piltover esse colégio tinha traços de arquitetura romana com altas colunas de gesso e uma enorme escadaria. No hall da secretaria não mudava muito o estilo, o chão era de mármore assim como o balcão, não era um ambiente muito grande, mas mesmo assim era bem imponente, no chão ao centro havia um brasão da escola e em volta um sofá onde país ou até mesmo alunos esperavam ser chamados pela diretora, onde Jayce e Vi sentaram para esperar a mesma, ao fundo havia um grande portão de madeira que dava acesso ao resto do colégio.
Não demorou muito para que a diretora se pronunciasse e os convidasse para conhecer o colégio, passaram pelo grande portão de madeira e depois daquele portão havia um lindo jardim florido e cheio de árvores, vários bancos e mesas, alguns estudantes conversando e outros testando seus experimentos da feira de ciências e ao redor deste jardim estavam as salas. Elas se separavam em blocos, e algumas alas alí eram para matérias específicas ou até mesmo a biblioteca.
- Pois bem policiais, como vocês podem ver nosso colégio é muito bem estruturado, temos diferentes ambiente de aprendizado e...- enquanto a diretora falava Vi e Jayce não prestavam atenção nem um segundo, Vi queria mais que a moça grudasse a boca com superbonder e Jayce estava vislumbrado pelo quão bonito era o colégio.
- Eu não quero saber da sua escola metidinha, só estamos aqui por causa da comi... - Vi pigarreia e coça a nuca- digo, o tal aluno, só mostra ele pra nós. Nem temos filhos pra você fazer essa propaganda toda da escola, senhora.
- Além disso, apesar da minha colega ter sido um pouco rude, a senhora mesmo disse que daqui vinte minutos seus alunos irão para casa - complementa Jayce olhando o seu relógio – desculpa comentar, mas desse jeito nem parece que a senhora está desesperada querendo ajuda.
- Claro, você tem razão, deixemos o tour para mais tarde. Vou lhes mostrar o menino.
Assim que chegaram na sala de aula ficaram parados na porta onde tinha um pequeno vidro que dava para observar o interior, ali era a sala de matemática, ou pelo menos era antes desse menino aparecer. Mesmo fora da sala dava para escutar a bagunça que estava do lado de dentro, e olhando só confirmava os barulhos, dentro o professor estava colado, literalmente, na sua cadeira e amordaçado com um pedaço de pano, havia um garoto com o uniforme todo desajeitado encima da mesa do professor imitando um astro de rock.
- Acho que até sei quem é o nosso alvo – disse Jayce olhando inconformado aquela cena.
- Poxa espertão, você aprendeu ser esperto assim em casa ou fez curso? – retrucou Vi o comentário obvio.
- Exatamente policiais, este encima da mesa do professor é meu pesadelo em carne e osso. Eu já fiz de tudo, coloquei-o de castigo, advertência, psicólogos, mas nada deu certo, eu não consigo controlá-lo. – Disse angustiada a diretora.
- Já tentou grudar ele com sivertape na cadeira? É um bom método – comentou Vi.
- Por mais que eu queira fazer isso eu não posso, é contra as regras da instituição.
- E falar com os pais desse moleque? – sugeriu Jayce.
- Bom, eu tentei, mas o telefone que está no arquivo não existe, procurei pelos nomes dos pais do menino no registro de dados da cidade e também essas pessoas não existem perante a lei. Nem mesmo o nome do garoto não consigo encontrar em lugar algum e não lembro de ter matriculado ele no colégio.
- E como ele chama? – pergutou Jayce.
- Ekko, Ekko Nauz.
FunFact: Quando eu comecei a escrever essa história o Ekko ainda não tinha sido lançado. Eu demorei tanto pra terminar ela que lançaram ele e ele é um dos meus chodózinhos! Ele tinha que tá na minha primeira fic do lol né non?
Outra coisa, eu quero que imaginem ele com quela skin de colegial, ok? Porque foi daí que eu tirei a referência. Assim como da vez que a Jinx estava no Saloon, ela estava com a skin mafiosa. Não sei se entenderam a referência. Assim como, as vezes, da pra lembrar da Vi e Cait com as skins de policial. Eu gosto muito de imaginar histórias por trás de skins, e é por isso que tem tais coisas aqui nessa história.
Durmam bem!
Bebam água!
Até a próxima!
