música recomendada: Under the tracks de Coldplay.
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Ele estava dirigindo de volta pra casa. Estava ansioso pra chegar a casa, o trabalho em dois hospitais de duas cidades diferentes era muito cansativo. Ainda bem que daqui a alguns meses, ele ia ficar só em um hospital. Sentia-se culpado, pois esta ultima semana tinha ficado muito ausente devido à super lotação do hospital de Pasadena. Sua mulher e o filho estavam reclamando, mas o que ele podia fazer? Era o trabalho que tinha escolhido.

Além da ansiedade, estava com sono e não gostava de dirigir daquele jeito à noite. Ligou o som para despertar. Estranhou quando notou algo estranho na estrada. Havia acontecido um acidente, parecia que tinha acabado de acontecer, por que não havia nenhuma aglomeração por perto. Teve que parar o carro, por que havia um veículo capotado no meio da estrada.

Foi ver se podia ajudar. O asfalto ainda estava com a marca dos pneus do carro. Correu ao notar que havia uma mulher estirada um pouco distante do carro. Era a Sra. Evans! Verificou se ela estava bem. Externamente não havia nada grave, só estava desmaiada.

Olhou para dentro do carro, era Lily, também estava desmaiada, devia ter levado uma pancada muito forte na cabeça, pois escorria sangue. Correu pra ver se não havia óleo vazando, não havia. Ligou imediatamente para os bombeiros. Logo depois chamou uma ambulância e avisou o acontecido para o Sr. Evans, que ficou desesperado.

Verificou novamente se a Sra. Evans e Lily estavam bem, não podia mexer em nelas. Pode ver bem distante as luzes do carro de bombeiros, não devia estar distantes de Newport. Lembrou de avisar a mulher que não ia chegar a casa em tempo.

-Martha? - Ele perguntou ao escutar a voz da mulher. - Martha, acho que não vou passar a noite em casa. Aconteceu um acidente na estrada e eu to ajudando.

-Que chato. – Ela falou.

-Martha, escute bem, não conte pra James agora, mas o acidente foi com a Lily e sua mãe.

-Não! Que tragédia...

-Tenho que desligar, os bombeiros acabaram de chegar.


Abri os olhos, mas logo fechei por causa da claridade. Aos poucos abri os novamente e fui me acostumando com a luz. Meu corpo estava dolorido. Aquele quarto branco me parecia familiar. É claro, eu estava no hospital. Lembrei do que tinha acontecido, do acidente. Olhei para minha mão esquerda, to viva!

Depois olhei pro lado, por que alguém segurava de leve minha mão direita. Era James, ele estava sentado numa cadeira ao lado da cama e dormia com a cabeça pesando pro lado. Coitado, devia ter passado um tempão do meu lado. Que namorado dedicado eu tenho!

Lembrei de mamãe! Será que ela está bem? Escutei um som vindo de fora, a porta do quarto estava entreaberta.

-Parece que o caminhoneiro fugiu do local.

-E como ela está? - Acho que era a voz de Sirius.

-Calma, vocês três! Ela está bem. Só foram arranhões superficiais e um corte na testa. Teve muita sorte, estava usando o cinto de segurança. – Eu conhecia aquela voz! Era o Sr. Potter.

-E a Sra. Evans? - Também conhecia aquela! Era Remus! Tive a estranha sensação de que as posições estavam invertidas.

-Não estava usando o cinto e foi jogada pra fora do carro. Apesar disso só quebrou uma costela e alguns arranhões. – Que alívio. Então ela estava bem.

Acabei pegando no sono de novo e só acordei depois com vozes ao redor da minha cama. Abri os olhos e me deparei de novo com aquela coloração branca.

-Lily! - Era papai. Ele estava com a barba por fazer.

-Aloha! - Falei, mas minha voz saiu fraca.

-Como está se sentindo? - Ele segurou minha mão.

-Ótima, pra quem sofreu um acidente de carro! - Falei já recuperando minha voz. – E Mamãe?

-Ela ainda está dormindo, mas está bem. – Ele falou passando a mão no meu rosto e com um olhar carinhoso.

-Pai, meus amigos estiveram aqui?

-Sim, todos vieram, mas já foram, você estava dormindo. James passou a noite aqui do seu lado, enquanto eu estava do lado da sua mãe.

-Foi? - Por alguns segundos pensei que tinha sido um sonho. Alguém bateu na porta. –Entra! – Eram Sirius e Lizzie.

-Oi. - Sirius falou.

-Vou deixar vocês conversando. - Papai sorriu e se retirou.

-Cara, esse hospital virou até um point pra gente! - Sirius brincou, me fazendo rir. Minha cabeça doeu e eu levei a mão à testa, tinha um curativo nela.

-E ai Lil, tudo ok? - Lizzie perguntou sentando-se na cadeira que James e papai tinham sentado.

-Tudo em cima! - Brinquei.

-Que susto você nos deu! - Lizzie disse.

-Você precisa ver a cara do James, quando soube. O menino ficou transparente, eu e a Sra. Potter ficamos pedindo pra ele ter calma, mas ele deu um histérico.

-Exagerado! - Falei.

-É sério Lil! Quando eu cheguei aqui o James estava quase fazendo um buraco no chão de tanto andar de um lado pro outro. - Lizzie comentou.

-Dormi muito? - Perguntei, minhas costas estavam doloridas.

-Bom, acho que quase um dia mais ou menos. Sua mãe acordou quase agora. - Sirius respondeu. Escutei um barulho.

-Que foi isso? - Olhei pros lados. Lizzie ficou vermelha.

-Minha barriga roncou. – Ela respondeu. – Não como desde o jantar de ontem!

-Cara tem um monstro dentro da sua barriga! - Sirius brincou e quase apanhou dela.

-Vamos à cantina Sirius? - Lizzie estava envergonhada e o puxou pra fora do quarto.

-Esses dois... - Falei baixinho pra mim.

Já tinha se passado um bom tempo que os dois tinham saído por aquela porta, já estava entediada, a televisão do quarto não ligava e não tinha nada pra se fazer.

-Lily? - James abriu a porta do quarto.

-James! Entra! - Ele me deu um selinho e se sentou na cama.

-E ai está melhor? - Perguntou segurando minha mão.

-Bem melhor agora. Eu tenho um namorado tão dedicado! – Sorri e dei um beijo na bochecha dele.

-Ah, eu conheço seu namorado. Ele é um cara boa pinta, legal, engraçado, inteligente... É um tal de Potter, não é?

-James, se afaste de Sirius imediatamente! - Ele riu e se levantou. Ficou me encarando com aquele olhar pensativo e distante.

-Fiquei com medo Lily. De não poder olhar mais esses seus olhos. - A voz dele saiu carregada de tristeza.

-Ta tudo bem James. - Eu ri constrangida.

-É sério Lil, eu me descontrolei quando soube. Só de pensar que eu podia nunca mais te ver. E que eu ia te perder daquele jeito eu me descontrolei e, e... -Ele começou a falar mexendo exageradamente com as mãos.

-Calma. – Segurei as mãos dele e o fitei. - Vamos falar de coisas boas. - Eu sorri pra ele.

-Se você insiste. - Ele se curvou até me alcançar com os lábios.


Chegaram à cantina do hospital. Apesar de ser uma cantina de hospital, eles serviam outras coisas além de sopas e comidas sem sal. Lizzie pediu um top sunday, mais um hambúrguer, junto com um suco de laranja.

-Mudei de opinião Lizzie.

-Sobre o que? - Ela perguntou dando uma colherada no sunday.

-Você não tem um monstro na barriga. – Ele falou sério.

-Que bom que reconheceu. - Ela já estava no final do sorvete.

-Você tem um buraco negro.

-Idiota. – Ela riu e passou a devorar o hambúrguer. Uma mecha de cabelo caiu do rabo de cavalo e foi parar na frente do rosto dela. Sirius riu e ergueu a mão na direção dela pra afastar a mecha rebelde, mas Lizzie se afastou.

-Não precisa ter nojo de mim Lizzie. - Sirius falou magoado.

-De onde tirou isso? Não tenho nojo de você! É só que...

-Por que você não deixa essa insegurança de lado? Sabe, você devia arriscar mais.

-Do que você ta falando? - Ela fingiu que não tinha entendido e deu um gole grande no suco.

-Eu só fui tirar uma mecha do seu rosto e você se esquivou como um bicho acuado.

-Talvez eu me sinta assim. – Ela se arrependeu de ter dito aquilo.

-Por que você foge de mim?

-Pra não me arrepender depois? - Ela falou com a voz amargurada.

-Não vê tudo isso que acontece a nossa volta? A doença de Remus? O acidente com Lily? Num instante tudo pode acabar e aonde vai ficar esse seu orgulho? Você tem que aproveitar mais a vida e não pensar tanto nas consequências. Se não der certo, não deu. Pronto. - Ele falou se exaltando um pouco.

-Eu aproveito. Mas não precisa ser do seu lado. - Sua voz estava confusa.

-Eu desisto Lizzie, desisto. Você é muito cabeça-dura e eu não vou mais perder meu tempo. Sabe, eu podia ter qualquer garota aos meus pés, mas não, eu to sem ninguém a um tempão, por sua causa. Por que você disse que queria uma prova. Eu te dei e agora você continua se fazendo de difícil. – Ela permaneceu calada e ele continuou. - Você acha que só você tem sentimentos? Eu também tenho, okay? E não vou ficar mais rastejando. Vou espairecer um pouco. Tchau. – O clima entre os dois pesou. Sirius levantou de brusco da cadeira, sendo seguido por Lizzie, eles se entreolharam durante um tempo e depois Sirius foi embora.

"Eu sou idiota!" Lizzie se jogou na cadeira. "Como você pode o deixar sair assim, Elisabeth? Estúpida!"

"Você tem medo de se machucar." - Ela tentou se justificar.

"Mas isso não justifica você ter feito isso com ele. Ter dado esperanças, que não fossem correspondidas." - Ela estava travando um dialogo com sua própria mente.

"Você pode mudar isso." - Foi o último pensamento que teve antes de sair correndo atrás de Sirius.

-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-

Ela passou rápido pelos corredores, recebendo olhares feios dos enfermeiros e médicos. Quase derrubou um enfermeiro que passava com remédios. Finalmente chegou ao estacionamento, mas não conseguiu achá-lo. O hospital era enorme e ele já devia ter ido com a moto. Voltou pra dentro do local.

-Droga. – Quando ela estava perto do quarto de Lily. A raiva transbordou e ela chutou a parede. – Ai como eu sou idiota! Idiota!

-Se xingando Lizzie? - Ela virou era Remus. Ele estava indo visitar Lily.

-Você viu o Sirius? - Ela o segurou pelo colarinho, ele sorriu maroto. Nunca tinha visto Lizzie daquele jeito ainda mais procurando por Sirius.

-Ele esbarrou em mim, tava querendo esquecer de alguma coisa, foi o que eu entendi pelo resmungo dele.

-Onde ele tava? - Ela o sacudiu. Remus achou melhor não contrariar a menina.

-No corredor da ala infantil. - Ela soltou Remus e saiu correndo.

-Poxa, ela deve estar muito apressada, nem viu que eu tava aqui. – Andy falou ressentida.

-Sua prima é maluca, você já devia saber. - Ele riu. - Vamos ver logo a Lily, tenho que ser rápido. Não é bom pra mim ficar vindo direto a hospitais, posso pegar alguma doença lá dentro.

-Vamos ser o mais breve possível, certo? – Ela apertou a bochecha dele. - É bom ver que você está mais cuidadoso agora.

-Eu aprendi a lição. - E os dois continuaram a andar.


-O que danado ele ta fazendo no corredor infantil! - Lizzie apertou o andar e o elevador começou a descer.

-O que você disse? - Uma senhora perguntou.

-Nada, nada. – O elevador finalmente chegou no andar e ela saltou do elevador assim que a porta abriu. Leu numa plaquinha da parede "Ala infantil", ao menos stava no local certo. Uma enfermeira jovem passou por ela.

-Com licença, você viu um rapaz alto, bonito, olhos meio azuis, cabelo preto, liso... - Ela parou a enfermeira.

-Acho que sei quem é. – Ela sorriu e fez uma cara de que se lembrava de algo. - Entre naquele outro corredor, quinta porta a direita. Você tem permissão pra entrar nessa área?

-Eu só quero entregar uma coisa que ele esqueceu comigo.

-Entregue para mim com o nome e... - Mas a moça foi interrompida por outro enfermeiro que perguntava alguma coisa sobre o paciente do quarto 3. Lizzie aproveitou para escapar das perguntas da mulher. Depois Lily não ia poder reclamar de não ter corrido atrás dele.

Finalmente tinha chegado no tal corredor. Olhou para os lados, não parecia ser um corredor infantil. Será que tinha errado de novo? Tinha imaginado brinquedos pelo chão, mas não havia nada.

Foi passando e olhando por dentro dos quartos em que as portas estavam abertas quando alguém estava saindo ou entrando. Percebeu que aquela área era de crianças com algum tipo de câncer, todas não tinham cabelos. Apesar disso nenhuma das que conseguiu ver estava com uma cara triste. Chegou na porta que a mulher indicara e a abriu uma brecha. Mas Sirius não estava ali. Só havia uma criança doente e um palhaço, e espalhados pelo chão vários brinquedos. Nenhum dos dois percebeu a presença intrusa da menina. Sentiu um arrepio ao ver o palhaço e já ia fechando a porta cuidadosamente quando escutou algo vindo do palhaço.

-Então pequena Sophie, você conhece a piada do nem eu? – O palhaço perguntou. Lizzie não encostou a porta e ficou só escutando.

-Não! - A pequena falou batendo palmas.

-Nem eu! - Ela falou a fazendo rir.

-Esse palhaço que me mandaram é muito bobo! - A menina falou entre risos.

-Pera ai, eu conheço essa piada... Sirius? – Lizzie respirou fundo, abriu a porta e perguntou pro palhaço.

-Elisabeth! – Sirius deixou a buzina vermelha cair.

-Sirius! – Lizzie não se agüentou e começou a rir. Sirius estava caracterizado de palhaço e com uma maquiagem mal feita, estava irreconhecível. A menina olhava de um para o outro. – Como você veio parar aqui? E desse jeito?

-Longa historia. Não da pra contar agora, essa Sophie é uma pestinha! - Elas já estava puxando Sirius pela roupa. – Ai Sophie! Não me belisque!

-Quem é essa moça Padfoot? Não quero ela aqui! - A menina parecia constrangida.

-Não esquente pequena. Essa é a minha ajudante atrapalhada, ela sempre chega atrasada nos locais. Não sei como aguento ainda ser pareceiro dela.

-Você devia demiti-la! - A menina falou mais relaxada.

-Vista seu uniforme Elisabeth, chega atrasada e ainda por cima sem o uniforme? Não se fazem mais ajudantes como antigamente. - Sirius jogou uns apetrejos para Lizzie que tinham sobrado. Ela tinha pensado em não vestir mas quando viu o olhar da menina, colocou.

-Quem quer uma mágica? - Sirius perguntou como se houvesse muitas pessoas ali. Sophie levantou os bracinhos animada.

-Desde quando você sabe fazer mágica? - Lizzie falou baixinho.

-Tem uns apetrechos legais aqui, algum deve servir. – Ele apontou uma mala, Lizzie pegou. Ela sorriu e pegou uma caixinha de dentro. Sophie já reclamava com a demora.

-Eu conheço essa caixinha Dr. Sirius, abre é uma ótima mágica. – Ela entregou pra ele.

-Obrigada Elisabeth, você ainda não é um caso perdido. - Ele se sentou se posicionou do lado da cama da pequena com a caixinha na mão. – Fique atenta criança! Um piscar de olhos e você pode perder a mágica e eu nunca repito meus números. –F alou fazendo suspense, a menina ficou em silêncio com os olhos bem arregalados. – Tadãã!!! - Ele abriu a caixinha, mas em vez de sair algo fascinante, saiu um palhaçozinho e acabou acertando Sirius no rosto, que caiu pra trás. A menina rolou na cama de tanto rir. – Lizzie!

-Que foi? Só queria ser uma boa ajudante! – Lizzie disse. Passaram um bom tempo os dois divertindo a menina e eles mesmos, até que ela começou a ficar com sono. – Olha Sirius, acho que a nossa Sophie está com sono. – Lizzie apontou enquanto a menina bocejava.

-É mentira da Elisabeth! - A pequena protestou, não queria que eles fossem embora. Eu só estou -- -E deu um bocejo enorme.

-Com sono! - Sirius cochichou pra Lizzie, mas de modo que a menina escutasse. – Acho que fizemos nosso trabalho aqui não é Elisabeth! - Mesmo relutante, Sophie concordou em tirar um cochilo. Em poucos segundos estava dormindo, ou era o que parecia ser. - Se eu soubesse que dava tanto trabalho...

-Sim, mas agora da pra explicar o que aconteceu? - Lizzie cruzou os braços e sentou na cadeira, fazendo um barulho de peito. Ela tirou uma bexiga que estava debaixo dela e jogu pra longe. Sirius se controlava pra não rir. Então ela tirou o nariz vemelho e a peruca de palhaço.

-Eu peguei o elevador pra descer pro estacionamento. Só que ai, comecei a escutar a conversa de duas enfermeiras, uma era novinha e a outra mais velha.

"-O que vamos fazer? O palhaço não vem hoje, está doente.

-É uma pena, elas esperam a semana toda por esse dia. - A outra disse.

-A gente tem que arranjar alguém. – A mais nova disse, até que ela era bem gatinha.

-Quem? Ninguém pode deixar o trabalho pra se vestir de palhaço!

-Hum, com licença, posso ajudar? - Falei me intrometendo na conversa."

-Você sabe, eu tava querendo esquecer um pouco tudo aquilo e isso me pareceu bom. Bem e agora eu to aqui, de palhaço e com um nariz vermelho. Ah! Encontrei Remus e Andy no caminho.

-Que lindo Sirius! Você se ofereceu pra ajudar! Sabe, você mudou! – Ela sorriu. Sirius ficou encantado por uns instantes.

-Até que enfim você notou. – Ele respondeu. – Mas por que você veio até aqui?

-Tava te procurando. – Ele jogou um bonequinho de plástico, que caiu no chão fazendo um barulho agudo. Sophie se remexeu um pouco na cama.

-Pra que? Pra me falar que eu sou um galinha? Que não presto e que...

-Pra te falar isso. – Ela segurou o rosto dele e o puxou para um beijo. De inicio ele se surpreendeu, mas correspondeu e passou mão dele pela sua cintura... Ela continuava segurando o rosto dele com as mãos.

-O palhaço bobo e a ajudante legal tão se beijando turma! - A menina falou com uma voz fina e aguda, sentando-se na cama de supetão. -Ta namorando! Ta namorando! – A menina começou a cantarolar.

-Sophie sua pestinha! - Sirius falou. Ele e Lizzie começaram a rir e a crianças continuou a cantoria.

-Beija ela de novo, tio! - A menina continuou. - Beija! Beija!

-Você não vai negar um pedido desse anjinho, não é Lizzie? - Sirius sorriu e a puxou pra um beijo, comportado por causa das crianças.

-Caham. Sr. Black, agradecemos muito pela sua boa vontade! - A enfermeira mais nova de quem Sirius tinha falado apareceu na porta, com um sorriso nos lábios. - Mas agora acabou a hora da Sophie. Ainda temos as outras crianças que não foram visitadas.

-Ah nãoo Rose! Tava tão legal! - A menina choramingou.

-Não Sophie, seus amiguinhos também precisam de alegria, ou você vai quer ser egoísta? - Depois de convencerem Sophie, a mulher levou os dois pra fora. - O que a menina faz aqui?

-Desculpe Rose, eu só queria ajudar as crianças. - Elisabeth falou o nome da mulher que tinha escutado de Sophie.

-Rose querida, posso ir num local um instante só? Tem algo nessa roupa me incomodando.

-Certo, mas depois volte. - A mulher disse e foi na direção da secretária. Os dois foram visitar Lily novamente. Quando estavam no elevador Lizzie comentou.

-Sabe nunca pensei em beijar um palhaço. Foi assustador! - Sirius estirou a língua pra ela e levantou, depois a ajudou se levantar.

-Não acredito que você ainda tem medo Lizzie. Que trauma hein? – Ele riu, parou e olhou pra ela durante uns segundos. Depois ele tirou o seu nariz vermelho e colocou nela. – Agora você também é uma palhaça, não negue!

-Não, eu só coloquei aquelas fantasias naquela hora, nem com maquiagem eu estava. - Sirius balançou a cabeça para os lados, sorrindo. - Que?

-Olha no espelho! - Ele indicou o espelho do elevador.

-AHH!!! - Lizzie se assustou com a própria imagem. Por causa do beijo a região da sua boca estava toda melada com a tinta do rosto de Sirius e pra completar Sirius colocou o seu nariz de palhaço no rosto dela.


James estava sentado na beira da minha cama e segurando minha mão, como da outra vez. Ele sorriu pra mim.

-Você é linda. – Ele continuou com aquele sorriso perfeito.

-Se dissesse o contrário você ia ver de quantas sardinhas Lily Evans é feita! - Brinquei.

-Adoro suas sardinhas. – Ele beijou minha bochecha, pegando o inicio da boca.

-Com licença! Disseram que você tava acordada e... - Era Andy, mas logo que ela abriu a porta ela fechou de volta. Separamos-nos sem entender, ela sabia do nosso namoro, por que o espanto?

-Entra An... Remus! - Eu ri amarelo, agora entendi.

-Finalmente você acordou Bela Adormecida! - Ele riu e me abraçou.

-Vocês viram Lizzie e Sirius? - Lembrei dos dois de repente.

-Vi! A Lizzie quase me bateu quando eu e Andy estávamos chegando. Queria saber do Sirius.

-Yeah! - Dei um soco no ar, os três me olharam sem entender.

-O que houve? - Andy perguntou.

-Dependendo do resultado eu conto pra vocês. - Sorri maliciosa.

-Ih. Ela ta aprontando! – James falou.

-E vocês dois? Vão se assumir? - Perguntei para Remus e Andy.

-Olha lá, não sou você Lily! Não é novidade que nós dois estamos juntos. – Ela soltou uma indireta pra mim.

-Eu não tive direito de escolha Lily. – Remus falou olhando pro chão.

-Que? - Andy o beliscou.

-Fui fisgado. - Ele riu e ela fez cara feia. Eu e James rimos e depois nos entreolhamos. Conversamos durante um tempo e eu já estava meio cansada.

-Remus, não é bom você ficar muito tempo aqui no hospital... – Eu ia começar, mas ele me interrompeu.

-Ta me expulsando? – Ele falou contrariado. De repente alguém bateu na porta.

-Entra. – Eu e os outros tomamos um susto quando vimos um palhaço e Lizzie entrando pela porta.

-É hora da recreação crianças! - O palhaço falou.

-O que é isso? – Perguntei pra Lizzie.

-O trouxe pra alegrar sua vida Lil. - Eu olhei pra ela sem entender, juntamente com Remus, Andy e James. – Bando de leso, é o Sirius! Eu insisti pra ele tirar essa roupa por um tempo, mas ele se recusa.

-Sirius? – Nos quatro perguntamos em coro.

-Sirius não! Palhaço Black, o terror da criançada! - Ele riu apertando uma buzina.

-Shhh! Isso é um hos... E o palhaço Black estaria comprometido? - Perguntei ao ver ele de braços dados com Lizzie.

-Até o ultimo fio de cabelo da peruca. – Ele respondeu fingindo cortar o pescoço com a mão. Mas depois deu um selinho em Lizzie.

-Que os anjos digam Amém! - Dei um gritinho fino e levantei as mãos para o céu.

-Ta, agora da pra vocês explicarem essa balbúrdia? – Andy cruzou os braços.

-Sirius e Lizzie... - Olhei para os dois. - O Remus e a Andy estão namorando. Andy e Remus, a Lizzie e o Sirius também estão namorando.

-Agora só falta vocês! - Lizzie falou, mas todos ficaram em silêncio. - Desculpa. Leseira minha. Er Sirius, você não tem que terminar lá com as crianças? Quer ajuda? – Ela riu amarelo. Eu e James nos entreolhamos, preferimos ficar calados ainda não tínhamos resolvido se contávamos ou não. Mas íamos contar daqui a algum tempo, não tinha pra que ficar escondendo. Senti o peso do olhar de Andy sobre nós dois.


No outro dia eu já estava de alta. Mamãe daqui a pouco tempo também ia sair. Tivemos uma conversa antes de eu sair do hospital. Nós duas nos entendemos, ela pediu desculpas, disse que estava de cabeça quente por causa da minha mentira. E disse que eu não podia ter escolhido um rapaz melhor que James. Eu também pedi desculpas pelas burradas e a malcriação, então ficamos quites. Choramos abraçadas, afinal se uma de nós tivesse partido naquele momento de briga a outra ia ficar culpada pro resto da vida.

-Pai, que data é hoje? - Perguntei quando estávamos no carro. O sol começava a se pôr. As imagens passavam rápido e borradas. O hospital ficava cada vez menor até que numa curva, ele desapareceu do meu campo de visão.

-31 de julho, por que Lily? - Ele me olhou de lado.

-Nossa julho já acabou! - Falei exaltada e com o coração apertado.

-O que foi? - Ele ficou preocupado.

-Nada... - Fiquei calada durante todo o trajeto. Foi agora que caiu a ficha. Julho estava acabando, e daqui a poucos dias James ia pro Canadá.


N/a: Agradecendo rapidinho a:

Thaty (convenhamos, sair pra uma balada e dormir fora de casa sem contar pra mãe não é pouca coisa), Tahh Halliwell (eu amo tragedias!!! Nem me fale de Frank, nem me fale...), Vanessa Zabini Lupin( o Harry não precisa nascer, afinal é uma UA! Mas eu não vou matar ninguem, apesar de querer), Mel Black Potter(ta vendo? eu não sou tão má, nem matei as duas...), Pequena Malfoy (espero que tenha gostado desse capitulo tb), Kath Potter(realmente é horrivel perder a confiança de quem a gente gosta, nem me fale nisso!!!) , Kaka (obrigada pelo elogio! espero que continue deixando reviews, por mim vai?), Cah Weasley (hilario? que bom! isso é um baita elogio, pq eu não consigo ser muito engraçada escrevendo), Megami-san(ta ai a musica como vc indicou), Lola-Reis (espero ter sido mais rápida dessa vez) e Eliza Evans Potter (adoro reviews de última hora!!! Eu bem que queria assistir The OC, mas não tenho tv paga tem cara de ser ótimo... espero que continue deixando review mesmo :D).

Algumas pessoas perguntaram se era eu mesma que desenhava as tirinhas, sim sou eu! Espero que vocês estejam gostando realmente, por que da muito trabalho e as vezes eu atraso por causa disso. Perceberam como meu desenho mudou desde a primeira tirinha? Tenho até vergonha dos primeiros!

Desculpem a demora de sempre com os capitulos, mas a vida da autora de vocês está de cabeça pra baixo! Depois que tudo se resolver talvez até conte pra vcs...

Prévia:

"Remus não soube como aquilo começou ou quem deu o primeiro passo, mas em alguns poucos segundos James e Sirius já tinham começado uma briga feia. Já tinham quebrado dois vasos e derrubado vários moveis. Quando Remus se meteu no meio da briga, James já estava com o nariz sangrando e a boca cortada, Sirius estava com um corte na sobrancelha."

E para os leitores desavisados, não esqueçam dos reviews , é de graça e não tira pedaço!

Lilys Riddle