N.A. - Eu devo respostas aos reviews de novo, mil perdões. De verdade, vou responder pelo site as que forem assinadas.

Perdoem os erros que passaram pela minha revisão à jato, como de costume, mas já faz dois meses e eu não queria atrasar ainda mais a postagem deste capítulo.

Espero que gostem!

Beijos,



Until Death

Capítulo 13

You gave me back the paradise that I thought I lost for good

You helped me find the reasons why

It took me by surprise that you understood

You knew all along what I never wanted to say

Until I learned to love myself

I was never ever lovin' anybody else

Secret – Madonna



Kagome sentou-se na cadeira ao lado da porta de entrada na varanda. Ouviu os passos leves se aproximarem, o som da porta se abrindo antes que voltasse a se fechar novamente, e os mesmos passos se afastando. Tinha certeza que não muito tempo se passaria antes que outra pessoa viesse checar se ela ainda estava ali.

- Miroku – Disse para si mesma. – A próxima vez é de Miroku.

Suspirou, perguntando-se quanto tempo mais a manteriam sob vigilância. Fazia pouco mais de uma semana desde a última vez que tivera aquele pesadelo, e o casal sempre estava por perto, silenciosamente checando se ela não estava tentando fugir, quando InuYasha não estava por perto.

Seus olhos fitaram o horizonte escuro, onde se podia ver o céu salpicado por estrelas e algumas nuvens dispersas, antes de respirar fundo, suas mãos erguendo-se para arrumar os espessos fios negros sobre o ombro direito antes que ela começasse a trançá-los.

- Totalmente enfadonho, não acha?

Kagome pulou em seu assento, as mãos soltando os fios negros pouco antes que reconhecesse a voz de InuYasha. A mão direita permaneceu sobre seu peito, sentindo as batidas de seu coração, aceleradas pelo susto, antes que ela respirasse fundo, franzindo o cenho.

- Você com certeza acabou com o tédio.

InuYasha riu, erguendo-se de seu lugar na lateral da casa e aproximando-se da garota. Kagome desviou os olhos, automaticamente, quando ele sentou-se na outra cadeira. Mesmo sabendo que ele não podia vê-la, a sensação de tê-lo tão perto sempre a deixava intimidada. Era quase como se ele pudesse ler seus pensamentos, da mesma maneira clara que ela conseguia ver seu passado com Kikyou.

- Imaginei que estava esperando que alguém viesse checar se você não tinha fugido.

- Não pelos próximos quinze minutes! – Kagome suspirou, baixando a mão lentamente e pousando-a em seu colo junto com a outra. – Você contou a eles.

- Apenas o necessário. – InuYasha apertou a bainha da espada. – Imagino que você entenda que eu não posso vigiá-la o tempo todo.

- Você não deveria me vigiar. – Kagome voltou o rosto na direção do hanyou. – Eu não pedi que me vigiasse, apenas que era necessário partir.

- Eu disse que ia protegê-la. – InuYasha voltou os olhos dourados para ela, daquela perturbadora maneira que sempre a fazia acreditar que ele podia vê-la. – Está me ofendendo, querendo que eu quebre minha promessa.

- Você acreditava que eu não precisava de proteção.

- Eu nunca disse isso.

- Claro, como pude esquecer? – Kagome acertou a própria testa com um tapa leve. – Apenas acreditava que eu era amante de Naraku. Que tal voltarmos a essa teoria? Apenas me deixe partir e—

- Não pode negar que realmente foi amante dele. – InuYasha a impediu de continuar. –Você sabe muito bem que não pode esconder certas coisas de mim.

- Não sou sua perfeita Kikyou.

- Kikyou estava longe de ser perfeita.

Kagome levantou da cadeira em um só movimento. Irritada demais por ele refutar todas as suas tentativas sem muito esforço.

- Deixe-me partir, InuYasha!

- Não.

- InuYasha—

- Não! – O hanyou levantou, o simples movimento foi o suficiente para fazer a garota se encolher e voltar a sentar. – Eu sei como as coisas aconteceram, sei que não foi sua escolha porque, como você mesma disse, minha Kikyou me contou todos os detalhes do que acontece com todas as sacerdotisas.

- Você não sabe de nada.

- Ele arrumou uma substituta para você, sabia? – InuYasha continuou, sem esperar pela resposta. – Nos primeiros dias, ele a substituiu. Seus sonhos não passam disso: Sonhos. Pesadelos. Ou como diabo quiser chamá-los.

- Não… Minha família… Eu saberia… - Kagome fechou os olhos com força, ainda balançando a cabeça em uma negativa muda. – Você está mentindo.

- Sua família está tão bem agora como estava antes de você fugir.

- InuYasha, pare. – Kagome o fitou, os olhos cheios de lágrimas. – Pare de dizer essas coisas só para me convencer a—

- Eu não disse que eles estão mortos. – 'Ainda' completou em pensamento antes de ajoelhar-se na frente da garota. – Apenas que eles estão tão vivos quanto estavam antes.

- Eles estão mortos? – Kagome perguntou, sua voz soando mais aguda, sem que ela pudesse evitar. – Foi tudo em vão?

- Não. Não temos certeza ainda. – As mãos deles se estenderam, até encontrar as dela e as apertou gentilmente. – E mesmo estivessem, não foi inútil. Fez você permanecer viva.

- E que bem isso fez? – Kagome tentou libertar suas mãos, mas ele apenas intensificou o aperto. – Quantos precisaram morrer para que eu continuasse viva? – Ela baixou a cabeça novamente. – Você não entende, InuYasha.

- Sua família não se importaria com o que acontecesse, desde que você continuasse em segurança. – InuYasha disse, tentando demonstrar uma calma que não sentia. – Pense, Kagome, eles estavam dispostos a abandonar tudo apenas para mantê-la viva.

Kagome mordeu o lábio para não protestar e apenas inclinou-se para abraçá-lo. Fechou os olhos quando sentiu as mãos dele deslizarem por suas costas, puxando-a para o chão, enquanto ela chorava.

- Você não pode desperdiçar o sacrifício de todos eles em uma tentativa tola de nos proteger, Kagome.

- Eu não posso suportar se algo acontecer a vocês também.

- Nada vai acontecer. – O hanyou disse, sem soltá-la. – Naraku nos odeia desde antes de Kikyou nos unir. – Ele fechou os olhos, apertando as mãos em punhos. – Eles nos odeia simplesmente por existirmos, Kagome.

- Ele disse que eu tinha uma escolha.

- Não há escolha quanto a isso, Kagome. Você sabe o que vai acontecer se voltar.

- Eu não importo.

- Eu me importo. – InuYasha disse, apressando a acrescentar. – Sangô e Miroku também. Sabe o que fará com eles se você voltar apenas para nos proteger?

Kagome concordou com um aceno, incapaz de formular mais desculpas por seu comportamento.

- Se ele me substituiu, InuYasha, vai conseguir nos encontrar. – Kagome deitou a cabeça em seu peito. – Se eu consegui—

- Você queria me encontrar. Não qualquer yokai, você queria alguém como você. – Ele a corrigiu. – Sabia o que procurar.

- Assim como ele.

- Naraku sempre soube o que procurar, Kagome.

- Você não entende…

- Você não entende. Sabemos perfeitamente quais os riscos que corremos, Kagome, e não há nada que você possa fazer para que mudemos de idéia.

- InuYasha, eu não—

- Eu preciso dizer isso antes que esqueça. – InuYasha a interrompeu novamente. – Você faz alguma idéia de quantos anos Naraku tem?

Kagome piscou, afastando-se do hanyou, confusa pela pergunta. Negou com um aceno antes de lembrar-se que ele não poderia vê-la. Respirou fundo, forçando-se a repetir a resposta em voz alta.

- Não.

- Naraku é mais velho do que eu, Kagome. Mais velho do que o imprestável do meu irmão.

- Você tem um irmão?

InuYasha estremeceu, afastando-a, ao perceber que tinha falado demais.

- Acho que preciso retirar o que disse, você tem que ser muito corajosa para encarar aquilo.

Kagome piscou, demorando um minute para entender o que ele queria dizer. Franziu o cenho, acertando seu peito com toda força assim que compreendeu.

- Seu imbecil! Eu já disse que não foi minha escolha! – Bufou, continuando a acertá-lo quando ele riu, sem tentar impedi-la. – E ele não parece TÃO velho!

- Desculpe? – InuYasha disse, sem parecer arrependido, segurando os pulsos da garota. – Pelo menos você parou de chorar.

- Você é a criatura mais desprezível que já conheci. – Kagome respirou fundo, esfregando os pulsos no momento que ele a soltou. – Que tipo de pessoa faz piada com esse tipo de coisa?

- O que vocês dois estão fazendo? – Sangô perguntou parada na porta. – Por um momento pensei que Kagome tivesse conseguido fugir e InuYasha—

- Nada aconteceu, Sangô. – InuYasha a cortou, levantando-se. – Ela só estava tentando aprender a se defender.

- Por que não consigo acreditar nisso?

- Talvez porque você seja desconfiada demais. Paranóica. – InuYasha deu de ombros, virando-se para o lugar que ouvira sua espada cair. – Mas já que isso a manteve viva até agora, não pode ser classificado como defeito.

- Puxa... Muito obrigada. – Sangô girou os olhos, cruzando os braços e encostando-se a parede. – Vão me contar a verdade agora?

- Você não tem outras coisas para fazer?

- Não no momento.

- Achei que fosse a vez de Miroku. – Kagome disse mais alto do que pretendia. Apressou-se a voltar a sentar na cadeira quando os dois viraram em sua direção. – Vocês revisam para me vigiar... – Deu de ombros. - Não achei que fosse segredo.

- Miroku está ocupado com outras coisas. – Sangô lançou um olhar na direção do hanyou. – E vocês estavam realmente fazendo muito barulho.

- Kagome—

- InuYasha estava sendo idiota novamente. – A garota o cortou.

- Você quer dizer que ele apenas estava sendo ele mesmo.

- Pode-se dizer que sim.

- Oi! – InuYasha apertou a espada. – Podem parar de falar mal de mim agora e entrarem. Vai chover.

- O céu parece limpo.

- Acredite, Kagome, se ele está dizendo, vai chover. – Sangô deu um passo para o lado e manteve a porta aberta, esperando que Kagome passasse. – Você vai entrar?

- Daqui a pouco. – InuYasha disse, sentando-se na cadeira que Kagome ocupara antes. – E, Sangô?

- Sim?

- Dê mais espaço a ela.

- Como assim? Ela tem um quarto só para ela, pode ir onde quiser, o que mais pode querer?

- Vocês não estão sendo tão sutis quanto pensam. – InuYasha franziu o cenho. – Aposto que ela se sente presa novamente.

- Novamente?

- Como quando estava com Naraku.

- Oh! – Sangô corou, virando para olhar o interior da sala. – Você disse que deveríamos...

- E agora estou dizendo que devem dar mais espaço à garota. – InuYasha girou os olhos. – Ou ser mais sutil. Eu sei quando vocês a estão vigiando, e nem posso ver.

Sangô bufou.

- Ela ainda vai tentar fugir?

- Talvez, mas não agora.

- Certo. – Sangô soltou a porta, entrando na casa resmungando.

InuYasha sorriu, recostando-se na cadeira e encostando a cabeça na parede. Ouviu o som de alguém batendo no vidro da janela a seu lado e virou-se, inutilmente, na direção do som. A janela se abriu e ele pode ouvir a voz de Kagome.

- O que ele é?

- Quem? – Ele perguntou confuso.

- Naraku. – Kagome disse impaciente. – Você disse que ele é mais velho do que você. BEM mais velho, mas não parece... Então, imaginei que ele deva ser algum tipo de yokai.

- Você é realmente ignorante, não é?

- Ei!

- Quanto ao assunto. – O hanyou apressou-se a corrigir. – O que você acha?

- Não acho que ele perseguiria yokais se fosse um deles. – Kagome disse baixo, lançando um olhar para o corredor onde vira Sangô desaparecer a poucos minutos. – Está sempre me pedindo para encontrar yokais... Casais às vezes... – Ela fez outra pausa, lembrando-se daquela última vez antes que fugisse. – Pareceu muito satisfeito quando eu localizei aqueles... – Ela balançou a cabeça, negando a própria teoria. – Não, não pode ser.

- O que você localizou?

- Ele é hanyou como você? – Kagome perguntou, ignorando propositalmente a pergunta dele.

- Não como eu, pelos deuses!

- Ok, mas ele é um hanyou?

- Pode-se dizer que sim. – InuYasha apertou a bainha da espada novamente, sem saber quando suas mãos a tinham alcançado. – Kikyou descobriu isso pouco antes de fugir.

- Entendo agora porque ele odeia vocês. – Kagome disse, virando-se para encostar-se a parede interna. – Você parece mais velho do que ele.

- O quê? – InuYasha endireitou o corpo na cadeira tão rápido que quase derrubou a espada. Franzindo cenho ao ouvir a garota rir. – Muito engraçado.

- Considere pagamento por seu comentário anterior. – Kagome levantou-se do sofá. – Sangô quer saber se você pretende jantar.

- Mentira.

- Não, não é.

- Claro que é. - InuYasha deu um pequeno sorriso. – Não acho que ela esteja ficando caduca para mandar você me perguntar algo quando acabou de entrar.

Kagome sentiu o rosto corar e mesmo sabendo que ele não podia vê-la, virou de costas para a janela.

- Você vai entrar logo?

- Daqui a pouco. – InuYasha repetiu a mesma resposta que dera a Sangô. – Por quê?

- Fico mais tranqüila quando você está por perto.

- Eu estou perto, Kagome.

- Você entendeu. – A garota disse, antes de se afastar.

O hanyou segurou a espada com mais firmeza antes de levantar-se. Podia sentir o cheiro da tempestade que se aproximava, não havia uma razão para permanecer ali a não ser pura teimosia. Sorriu consigo mesmo ao pensar que ele também se sentia mais tranqüilo quando a garota estava por perto. Queria acreditar que a única razão para isso fosse que não precisava se preocupar com ela sendo atacada, ou fugindo para voltar para Naraku, mas a cada dia se tornava mais difícil acreditar naquela mentira.

oOoOoOoOoOoOo

Naraku levantou-se da cadeira que ocupava no escritório de sua casa. Fazia quase dois meses que Kagome fugira e ele ainda não encontrara outra sacerdotisa para substituí-la. Elas simplesmente pareciam ter desaparecido, quase como se ele realmente tivesse conseguido extingui-las. Respirou fundo, dizendo a si mesmo que tal coisa era impossível, ele ainda tinha Kagome e, com a ajuda de Kana, ele a encontraria novamente.

Ele caminhou pela sala, impaciente enquanto esperava pela chegada da garota. Parou repentinamente, fitando a janela ao ouvir o som do carro parar no jardim. Aproximando-se, viu quando a porta se abrir e duas garotas deixaram o veículo, iluminadas pelas luzes externas da casa. Resolveu ignorar a garota morena, que parecia ter a idade de Kagome, e fixou sua atenção na garotinha pálida que a seguia. A presença de Kana sempre lhe causava arrepios, talvez por o fazerem lembrar das palavras de sua mãe.

'Ela é sua irmã, Oniguro, você tem que protegê-la.'

O rapaz moreno riu de si mesmo, forçando-se a afastar-se da janela. Kana nunca precisara de sua proteção, e parecia sempre fazer o que desejava, embora na maior parte das vezes, ela acabasse atendendo seus desejos. Como sempre, sua ignorante mãe errara. Kana sempre fora a mais poderosa dos três irmãos, mesmo que sua enganadora e frágil aparência infantil fizesse os outros acreditarem no contrário.

Naraku voltou calmamente para sua mesa, sentando-se enquanto fitava as próprias mãos que tremiam de raiva com a lembrança da mãe. Ela fora a culpada por tudo aquilo, pelos três filhos não terem um lugar no mundo. Em nenhum deles. Por serem descriminados e proibidos de se juntarem a qualquer lado. Ele realmente odiava a mãe por ser tola e crédula demais, deixando-se enganar por um yokai.

Oniguro, o filho mais velho de sua mãe humana como pai yokai, precisara morrer para que Naraku pudesse existir e se enquadrar no mundo humano. Ninguém mais usava esse nome, nem mesmo se lembravam de sua patética existência.

Ninguém além do que restara de sua família.

A porta se abriu lentamente, chamando sua atenção, e ele levantou a cabeça para fitar as recém-chegadas. Kagura seguia Kana, poucos passos atrás, a expressão desafiadora de seu rosto deixando claro que ela o mataria se tivesse a chance. Ele sustentou seu olhar, até que a caçula desistiu, desviando os olhos para a parede as suas costas.

- Fizeram uma boa viagem?

- Ótima. – Kana respondeu, caminhando calmamente com suas pequenas pernas e ficando na ponta dos pés para sentar-se em uma das cadeiras a sua longos fios prateados moveram-se com graciosidade enquanto ela ajeitava-se no assento para fitá-lo com aqueles perturbadores olhos escuros. – Já faz muito tempo.

Naraku voltou os olhos para Kagura, a filha caçula, que apesar da aparência era dois anos mais jovem que Kana. Os dois compartilhavam os mesmos longos cabelos negros, apesar dos orbes rubis da garota não deixarem duvida sobre o que ela era.

- Você poderia ao menos ter arrumado Kana para que não chamasse tanta atenção.

- Tente você fazer ela mudar. – Kagura respondeu, como sempre sem demonstrar qualquer medo ou respeito pelo irmão mais velho. – Não pode me culpar por ela acreditar que tem que parecer aquilo que realmente é.

Naraku apertou os lábios, irritado. Ninguém dizia a Kana o que fazer, nem mesmo ele.

- Minha aparência o incomoda, meu irmão?

O rapaz a fitou em silencio por alguns minutos, analisando o conjunto que a garota apresentava. Cabelos brancos como a neve, pele pálida e roupas igualmente imaculadas. O único sinal de cor na garota eram os olhos perturbadoramente negros.

- Não, Kana. – Ele finalmente disse, abrindo a primeira gaveta de sua mesa e retirando um espelho redondo de dentro dela.

- Você encontrou meu brinquedo. – A garota disse, sem demonstrar qualquer emoção.

Kagura estreitou os olhos para o espelho, mas não fez qualquer comentário.

– Você precisa encontrar alguém para mim. – Naraku continuou, levantando-se para entregar o espelho para a garotinha. – O nome dela é Kagome Higurashi.

oOoOoOoOoOoOo

Kagome acordou sentindo-se gelada. Sentou na cama, lançando um olhar para a janela, certificando-se que InuYasha não a deixara aberta, mas tudo o que viu foram gotas grossas de chuva atingindo o vidro.

- Teve outro pesadelo?

A garota balançou a cabeça antes de lembrar-se que ele não podia vê-la. Passou os dedos pelos longos fios negros que haviam se soltado da trança que fizera antes de dormir e esfregou os braços, tentando aquecer-se.

- Não. Não é isso. – Kagome deslizou pela cama, ainda sentada, para poder encostar-se a cabeceira. Enrolou-se nas cobertas, tentando aquecer-se. – Não é isso. – Repetiu, ainda sentindo o corpo gelado. Fechou os olhos, e quase imediatamente sentiu InuYasha sentar-se na beirada da cama e abraçá-la.

- Você está gelada. – Ele disse, parecendo confuso. – A janela está aberta?

- Não. – Kagome disse entre dentes, tentando não tremer com o frio que sentia. – Não é isso.

- O aconteceu, Kagome? – InuYasha repetiu a pergunta, esfregando os braços da garota sobre as cobertas, tentando aquecê-la.

- Algo ruim vai acontecer. – Kagome balançou a cabeça de um lado para o outro. – Não. – Corrigiu-se. – Algo muito ruim já aconteceu.