Ola! Mil desculpas pela demora em atualizar. Esse mês foi complicado, mas estou de volta, com essa fic e com a "Jornada para Passado" que está praticamente no final. Respondendo as reviews do capitulo passado.
Tenshi – Aldebaran vai sofrer por desprezar a irmãzinha dele, nem imagina o quanto.
Flor de gelo – Aos poucos a vontade de Shaka de saber de onde veio vai aflorando, muitas surpresas o aguardam.
Leo no Nina – Nosso tourinho só dá bola fora e agora desta vez o estrago vai ser maior. Vai mexer ate com o Miro.
Bom, vamos a fic e muito obrigada por esperarem pela fic.
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Capitulo 14: Golpe
Depois de deixá-los, Miro seguiu direto para sua casa. Teve vontade de passar em touro e deixar Aldebaran com quatorze perfurações, mas respeitaria Rosa. Só por ela, não acabaria com o taurino.
- Eu ainda o arrebento!
A casa estava num profundo silencio.
"Não tem nem família então não se meta." As palavras dele ecoaram por sua mente.
- Idiota! – deu um soco na parede. – idiota!
Havia ficado perturbado, por mais que se mostrasse indiferente Aldebaran o atingira no lugar certo. Família. Realmente não tinha, era mais um no mundo.
- Touro cretino! – deu outro soco abrindo um pouco mais o buraco. – cretino...não interessa se eu não tenho, é problema meu! Só meu! – deu outro. – meu!
Os olhos marejaram, e em segundos as lagrimas desceram. Tentava enxugá-las, pois o choro não lhe era permitido, não ao grande Miro de Escorpião e por um motivo tão "banal", contudo elas saiam facilmente...
Na primeira casa, Mu oferecia a Rosa uma xícara de chá.
- Obrigada. – tomou um gole, passando a fitar o liquido amarronzado. – ele me odeia não é? – disse sem erguer o rosto.
- Não sei.
- O que ele falou de mim não me importo, mas ele não tinha o direito de falar aquilo com o Miro.
- Ele realmente não sabe suas origens? – indagou um pouco surpreso.
- Não. Cresceu num orfanato, até ir para rua.
- Rua?
- É. – o olhou. – Miro foi menino de rua.
- Sério?! – ficou espantado, jamais pensou que ele...
- Não o fale que te contei. Apesar dele dizer que não está nem aí, ele sofre por isso. Miro aparenta ser forte, mas é fachada.
- Sei como é.
- Ran foi estúpido com ele. – abaixou o olhar. Seu peito estava oprimido e uma forte sensação que Miro não estava bem a assolou. – preciso ir a Escorpião. – levantou apressada. – ele não esta bem.
- Agora?
- Sim, não demoro. – beijou lhe a bochecha. – volto logo.
- Sim...
Alcançou rapidamente a saída da primeira casa, subindo rapidamente as escadas. Resolveu passar pelo caminho que contornava os templos para evitar de encontrar com qualquer pessoa. Seu único objetivo era ver Miro. Estava com ódio do irmão por ele ter dito aquilo. Aldebaran não tinha o direito.
O escorpião estava sentado num canto atrás do sofá. Ao sentir um cosmo conhecido limpou o rosto rapidamente.
- Por que está atrás do sofá? Está vendo revista pornográfica? – trazia um fino sorriso nos lábios.
- Não...
- Lendo conto pornográfico? – parou a pouco, vendo apenas os pés do escorpião.
- Não.
- Então?
- Nada. O que quer?
- Estava passando. – Shura aproximou um pouco mais, estava curioso. – que diabos faz aí Miro? – parou ao lado dele.
- Não é da sua conta! – o olhou, para baixar o rosto rapidamente, tinha esquecido que os olhos estavam vermelhos.
- Miro, você...
- Vai embora.
- Miro! – a voz de Rosa fez presente.
O escorpião olhou imediatamente para Shura, fez sinal para que ele não revelasse que estava ali. Mesmo sem entender o capricorniano concordou.
- Shura? – a garota chegou à porta.
- Oi Rosa. – saía de perto do sofá.
- Cadê o Miro?
- Não sei. – respondeu rapidamente. – cheguei agora e estava procurando-o.
- Deve ter saído... – murmurou pesadamente. – estou preocupada com ele.
- Por quê? – sentou.
- Meu irmão disse algumas coisas para ele. – também sentou. – coisas ruins.
- Ele supera.
- Não foram coisas simples. Ran pegou pesado.
Miro ouvia atentamente.
- O que ele disse?
Ficou em silencio, não poderia contar a Shura. O escorpião estava apreensivo tinha medo que Rosa contasse tudo para ele e mesmo sendo seu amigo em um minuto o santuário saberia de tudo.
- Não é nada Shura. – levantou. – se o vir diga para ele me ligar. Preciso saber como ele está.
- Você se preocupa mesmo com ele.
Sorriu.
- Miro é como um irmão para mim, apesar de não acreditarem. Gosto muito dele e me preocupo.
O cavaleiro que tudo ouvia sorriu, também gostava dela.
- Vou indo, ate mais.
- Estava com a Clarice.
Rosa foi pega de surpresa.
- E como ela está?
- Bem.
- Que bom. Vou indo, ate mais.
- Ate.
Shura esperou que ela saísse para aproximar.
- Por que ficou escondido?
- Para não preocupá-la. – olhava para o chão. – Rosa já tem preocupações demais.
- A relação de vocês dois é estranha. Numa hora parecem namorados, na outra, irmãos.
- Somos como irmãos Shura. – o olhou. – e o amor que tenho por ela é puramente fraternal.
- Se diz... – deu nos ombros. – parece que Aldebaran aprontou uma das suas.
- Disse que Rosa não faz falta e que não a quer como irmã e ela escutou.
- Ele disse isso?? Que idiota! Aldebaran ultimamente anda muito burro.
- Queria tê-lo surrado, mas eu ainda o pego.
- O que vai fazer?
- Nada, por enquanto.
- Não era por isso que estava chorando. O que mais aconteceu?
- Nada. – levantou. – esquece. Esteve com a Kaká?
- Sim. Está na casa de uma amiga.
- Ela ainda está com raiva da Rosa?
- Sim, mas com o tempo passa.
A tarde passou ligeira, Miro quando ligou para Rosa alegou que tinha saído e que voltara apenas naquela hora, Aldebaran continuava trancado em sua casa os demais aproveitavam o restante do domingo...
A noite logo caiu....
Segunda casa. A iluminação era quase nula, não ficando na penumbra total por causa da lua cheia que iluminava com seus raios prateados. Qualquer pessoa que adentrasse naquele recinto pensaria que era um local abandonado. Barulho algum era ouvido. Ate parecia que não havia ninguém, mas havia.... sentado numa poltrona de couro alguém observava o céu pela janela do quarto, ou pelo menos era essa a intenção, contudo seus pensamentos talhavam seus sentidos. A mente trabalhava rapidamente apesar de seu corpo está estático.
Ódio, era o único sentimento que estava presente. Estava com ódio de tudo e de todos e nem sabia como esta quieto, seu coração batia cada vez mais rápido quando se lembrava da cena de horas antes. Aldebaran estava com ódio. Mais uma vez, Rosa metia-se onde não era chamada, mais uma vez Miro estava presente, mais uma vez Mu estava presente, mais uma vez a raiva lhe comandara. Raiva, ódio, o que deixava seu cosmo totalmente instável e ao mesmo tempo perigoso, tanto que preferiu trancar-se para não despejá-lo em alguém.
Na primeira casa, Rosa distraia com a TV, Mu estava na sala de armaduras preparando algumas que seriam usadas no dia seguinte. Terminado o trabalho voltou. Entrou, contudo parou na porta dando um leve sorriso. Sua convidada estava entretida com o programa que nem o notou. O ariano aproximou lentamente parando ao lado dela.
- Esse programa é muito bom. – disse sem olhá-lo.
- Kanon e Aioria são viciados nele. Aposto que estão assistindo.
- Senta aqui.
- Vou arrumar o quarto, depois sento.
- Está bem.
Sem que ela esperasse Mu aproximou, beijando-lhe o rosto de maneira terna.
- Que bom que está aqui. – disse.
- Obrigada. – sorriu.
- Não demoro.
O ariano ergueu o olhar, ficando surpreso com o que viu. A mulher de seus sonhos o fitava sorrindo.
X.x.X.x.X.x.X
Mais uma vez o sol premiava a todos com seu calor e sua luz. Rosa já estava de pé a porta de Áries, apenas esperava Shura que havia dito que a levaria para a aula.
- Bom dia Rosa. – cumprimentou o capricorniano assim que a viu.
- Bom dia Shura.
- Já está pronta?
- Só te esperava.
- E o Mu?
- Foi levar algumas armaduras. Vamos?
- Claro.
A maioria dos dourados já estavam de pé preparando para os treinos da manha, o único que continuava na mesma era Aldebaran, não tinha movido um centímetro sequer, permanecendo na mesma posição desde a noite anterior.
Atena tinha partido cedo para o Japão resolver algumas pendências da fundação voltando apenas no final da semana. Shion já estava no escritório em meio a papeis do santuário. Vez ou outra lembrava da conversa tida com o pupilo no dia anterior, conversa essa que tornava-se perigosa a cada pergunta feita por Mu. Se continuasse dessa maneira teria que arrumar outra missão para ele.
Parecia que seria um dia normal, apenas parecia.
As sete em ponto os onze dourados encontravam-se no centro do Coliseu.
- Cadê o Shura? – Kanon olhava para a entrada da arena.
- Adivinha? – Miro alongava-se. – foi ver a Clarice.
- Isso não está certo. – disse Aiolos que apertava sua tradicional fita na testa. – depois não quer apanhar.
- E por falar nisso. – Afrodite aproximou. – sentiram o cosmo do touro? Ele está com ódio.
- Bem feito! – o escorpião deu um soco no ar. – ainda não engoli o que ele disse.
- Afinal o que aconteceu? – indagou Kamus, coisa que não era de seu feitio, mas depois de ouvir de Shura que Miro estava a prantos em escorpião, preocupou-se, Miro jamais chorava, ainda mais na frente de alguém..
- Falou algo que não devia. – disse Mu.
- Ele errou feio. – Miro os contou rapidamente.
- Ele disse isso? – Aioria estava surpreso.
- E eu que pensava que Saga era o único que odiava o irmão. – Kanon olhou para o irmão.
- Rosa é um doce, coisa que você não é. – disse o outro gêmeo. – seja como for não podemos nos intrometer.
- Que barraco. – disse Mask.
- Ele que apareça aqui. – a unha de Miro ficou vermelha.
- Não vai fazer nada. – Dohko entrou no meio. – vamos treinar.
Shaka que ouvia tudo calado continuou da mesma forma. Logo as duplas se formaram ficando apenas Dohko de fora a espera de Shura.
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Shura e Rosa conversavam animadamente sem tocar no assunto do dia anterior, numa praça eles pararam.
- Pode ir. – disse a ele.
- Posso ir com você.
- Pode ir com a Clarice.
- Como....?
- É meio evidente. – sorriu. – pode ir. – recomeçou a andar. – até mais.
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As 7hrs e 30 min o sinal tocou. As ultimas pessoas entravam apressadas para assistirem a primeira aula. Rosa sentada em sua carteira fitava a paisagem pela larga janela. Com o sinal voltou sua atenção para a porta.
- "Ela nunca se atrasa." – pensou olhando para o relógio.
Estava apreensiva, não sabia como seria vê-la depois de tudo, certamente ela ainda estaria com raiva, com ódio ate, mas tinha esperança que ao menos ela continuasse a sentar ao seu lado. Como se prevendo a chegada dela ergueu o olhar para a porta. Clarice entrava naquele exato momento e primeira visão que teve foi de Rosa. Ficaram se encarando por segundos que mais pareceram horas. Aquele era o momento derradeiro, se Clarice sentasse ao lado de Rosa talvez a amizade teria salvação, mas se isso não ocorresse...
Foi com o coração apertado que a morena viu a amiga sentar do outro lado.
Durante todo o período de aulas as duas não trocaram palavras e na hora do almoço sentaram separadas, causando estranheza para alguns principalmente para Rita que sabia o quanto elas eram amigas. Diante desse quadro a brasileira de olhos rubi preferiu ir embora mais cedo, o clima estava ruim e poderia piorar na ultima aula em que elas trabalhavam numa maquete juntas. Ao passar por Clarice nem a olhou. A outra brasileira apesar de querer aparentar indiferença preocupou-se pela saída dela.
Na sala de criação Clarice olhava pensativa os desenhos da amiga.
- Precisa de ajuda?
- Não sei como fazer isso, Rita. - depositou o lápis sobre a mesa. – Rosa que teve idéia desse templo, não sei como continuá-lo.
- Deixe me ver. – a grega o examinou soltando um longo suspiro. – nunca vi um templo assim. Ela inventou?
- Sei lá. Disse que já viu, mas não sei, nunca vi um desses nos livros.... – bufou. – sozinha não vou conseguir, mas nós duas...
- É um trabalho de final de semestre, até lá já fizeram as pazes.
- Não sei...
Voltou o olhar para a folha de papel, só havia a parte interna desenhada, com muitos detalhes onde a maioria eram de luas novas e estrelas.
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Os treinos da tarde seguiam normalmente.
- De novo? – indagou Mask.
- Ela teve que resolver alguns assuntos da fundação. – Afrodite desviava de um soco. – alem de ser Atena ela é herdeira de um império.
- Eu sei.
Pararam de falar ao sentirem um cosmo carregado aproximar. Alternava entre fúria e ódio. Os doze olharam entre si já imaginando de quem era tal energia. Fitaram a entrada do Coliseu vendo Aldebaran na companhia de Shion.
- Boa tarde rapazes. – cumprimentou o mestre.
Apenas acenaram, estavam de olhos fixos na cara de poucos amigos do taurino.
- O trouxe para treinar. Aiolos preciso conversar com você.
- Claro. – o sagitariano suspirou aliviado, tinha escapado de uma roubada.
- Preciso mesmo? – indagou o brasileiro.
- É uma ordem.
Shion afastou-se na companhia do sagitariano.
- Quem vai treinar comigo? Preciso extravasar. – disse com sorriso irônico.
Ficaram em silencio, ninguém em sã consciência habilitava a lutar contra Aldebaran, ainda mais no estado em que ele se encontrava com grandes chances de ser todo arrebentado.
- Eu treino com você. – Shaka aproximou.
- Como queira. Você parece que não tem medo.
O virginiano o fitou sem entender, contudo Miro o olhou imediatamente, Aldebaran o fitava.
- E tem senso. Você é uma grande pessoa Shaka. Não se mete na vida dos outros, não da palpites acerca do que não sabe.
Miro cerrou o pulso.
- E nem aproveita da situação para posar de bonzinho. – a frase foi dita para outras duas pessoas, mas o olhar continuava no escorpião.
Mu preferiu ignorar, uma briga agora só pioraria as coisas. Shura ficou calado. Os demais escutavam em silencio.
- Faz bem por não querer saber sobre família.
O escorpião cerrou ainda mais o pulso, faria o engolir tudo, estava prestes a avançar quando teve seu braço retido.
- Vamos treinar. – disse Kamus puxando-o para outro canto.
- Prepare-se Aldebaran. – Shaka tomou posição querendo por um fim naquilo.
Logo os outros tomaram posição e o treino teve reinicio. Mesmo tendo Shaka como parceiro não tirava os olhos de Mu, Shura e Miro. O virginiano por sua vez o observava. Era evidente que ele estava assim por causa das duas, mas não entendia. Se estavam vivendo um momento de paz, porque não viver com ela e se Rosa estava ali porque não viver em harmonia. Não entendia esses assuntos de família por isso preferia não interferir.
Aldebaran sentindo um olhar o fitou. Apesar dos olhos fechados sabia que Shaka o analisava e isso o incomodava para piorar o silencio sepulcral que formou entre os dois.
O brasileiro esforçava-se para não olhar para o virginiano, mas...
- Vai se meter também? – indagou parando de lutar.
- Em que? – parou na maior calma.
- Em ficar me analisando. A vida é minha.
- Eu sei.
Os outros que treinavam pararam.
- Calma Deba, relaxa. – disse Dohko tentando apaziguar.
- Fique no seu canto!
- Calma aí touro. – Mask trazia um sorriso escárnio no rosto. – está estressado?
- Cala a boca!
- Aldebaran controle-se. – disse Mu.
- E você fique calado! É meu amigo, mas não tem o direito de se intrometer!
- Nervosinho... – murmurou o escorpião, mas de forma que Deba escutasse.
- Miro. – Kamus o repreendeu.
- Já chega de ficar assim Aldebaran. Já te disse uma vez, esta assim pela atitude de Rosa, ou...
- Cala a boca Mu! – vociferou. – não se atreva a dizer nada!
- Ah... agora tudo faz sentido. – Miro o fitou com um sorriso nos lábios. – a verdade. Ela dói não é?
- Para Miro. – Saga resolveu intervir.
- Por que não confessa que é um medroso? Que por sua covardia perdeu a Clarice para o...
- Para Miro. – foi a vez Shura.
Aldebaran ouvia com os punhos cerrados, seu cosmo estava totalmente alterado.
- E para completar vai perder a Rosa, tomara que o carneiro não a deixe voltar.
- Eu acabo com você!
Literalmente um touro foi para cima de Miro, Kamus tentou impedi-lo, mas não conseguiu. Os dois trocavam socos, chutes e acusações. O único que não parecia ligar era Mask que sentou no chão.
- Não vai ajudar a separar?
- Para que Dite? Deixem se matarem. Vai ser divertido.
Shion e Aiolos que conversavam pararam ao escutarem os insultos e cosmos inflamados.
- De novo... – o mestre suspirou levantando.
Os dois quando chegaram a arena viram o pandemônio. Shura e Kamus tentavam segurar Miro enquanto Saga e Aioria tentavam puxar o touro.
- Eu vou acabar com você! – gritava o brasileiro.
- Kamus me solta!
- Vocês dois parem com isso. – pedia Dite na tentativa de apaziguá-los.
- Vai se arrepender por ter metido na minha vida!
- Rosa não está aqui para defendê-lo. Nunca mais vai fazê-la chorar.
- Está preocupado com a "irmãzinha" sua? – debochou. – deveria ficar no seu lugar. Ou ser como o Shaka, ele não se mete nos assuntos que não tem. Não é como você! Seu abandonado!
Quando Deba disse isso só teve o intuito de irritá-lo, não queria dizer mais nada com o "abandonado", contudo Miro interpretou de outra forma. O olhar estreitou de tal maneira que parecia fuzilá-lo. O cosmo elevou de maneira violenta assustando a todos principalmente Kamus que tentava entender o motivo porque esse assunto de família, irmãos o abalava tanto.
Tudo que viram foram duas agulhas escarlates indo na direção dele.
- Os dois parem imediatamente! – ordenou Shion, mas totalmente em vão.
- Hoje eu acabo com você. – Deba tomou posição e ascendendo seu cosmo liberou seu "punho de aço" contra o Escorpião.
- Digo o mesmo. – a unha do cavaleiro ficou vermelha. – Agulha Escarlate.
- Ficaram loucos? – indagaram perplexos Kanon e Aiolos.
Os dois golpes chocaram-se, contudo o ataque de Aldebaran foi mais forte indo na direção dele, mas sendo mais ágil Miro se esquivou e estava prestes a atingi-lo com mais algumas agulhas quando....
- Ah!!!!!!!!!
Voltaram à atenção para o grito.
- Rosa... – murmurou Afrodite.
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Clarice e Rita voltavam tranqüilas para a casa. As aulas tinham terminado um pouco mais cedo e aproveitariam para passar no supermercado para algumas compras. A brasileira andava distraída quando sentiu um aperto no peito parando imediatamente.
- O que foi Clarice?
Ela a fitou.
- Nada... nada não... vamos.
Voltaram a andar.
- "Rosa.... o que aconteceu com você?"
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O vento soprava de maneira suave, o perfume das flores elevava-se ate o céu, sons de liras preenchiam o ambiente. Em meio a um jardim um pequeno oásis feito de mármore branco onde uma pessoa jazia sentada. Os olhos estavam cerrados, mas trazia um fino sorriso nos lábios. Os cabelos vermelhos fogo tremulavam delicadamente em contraste com a pele alva.
- Senhora. Senhora.
Uma mulher de longos cabelos loiros e olhos perolados aproximava correndo, a face alva estava tomada pelo rubor do esforço.
- O que houve minha senhora? – indagou sem abrir os olhos.
- Seu sobrinho e eu sentimos...
- Eu sei... também senti, fraco mas senti.
- E agora? – não entendia como ela poderia está tão tranqüila.
- Ela é dona do seu destino. – a senhora abriu os olhos revelando a cor rubi que brilhava intensamente. – sabe disso melhor do que ninguém.
- Mas...
- Não vamos interferir, ate pela própria segurança deles.
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Foi de joelhos e no instante seguinte foi ao chão.
Mu, Aldebaran e Miro empalideceram ao verem o local totalmente arrasado, a força de destruição tinha aberto crateras e reduzindo tudo a pó. A brasileira estava caída em meio a pedras, continha alguns ferimentos e desacordada. Os livros que trazia nas mãos estavam todos espalhados.
- Ro...sa.... Ro...sa....
Mu deu um passo e depois outro em seguida outro, ate correr desesperado em sua direção.
- Rosa! Rosa! – ajoelhou ao lado dela. – Rosa.
O estado dela não era bom. Miro que a fitava estreitou o olhar mirando no taurino que estava completamente sem ação.
- Eu vou matar você! – gritou com todo o ódio que sentia.
Disparou seu ataque que o acertou em cheio. Antes que ele fosse ao chão, Miro ainda lhe aplicou alguns chutes e socos. O cosmo do escorpião estava inflamado e raivoso e certamente mataria-o se ninguém fizesse nada.
- Cretino!
Aldebaran recebia todos os golpes com os olhos fixos na irmã. Se aquilo estava acontecendo o culpado era Miro.
- Vai morrer.
Miro preparou para aplica-lhe um soco quando teve sua mão retida por Deba. O olhar dele era negro e a força que ele exercia não demoraria para estraçalhar o punho do dourado.
- É tudo culpa sua... – disse frio. – vai se arrepender por ter chegado perto dela.
O escorpião tentava se soltar, mas Deba tinha mais força física.
- Vocês dois parem!
A luta seguia feroz com a utilização de toda força que possuíam, nem mesmo o mestre conseguia detê-los.
- Vão entrar numa guerra de cem dias. – Kanon tentava aproximar.
- Vão se matar antes disso. – Kamus estava preocupado a julgar pelos ataques, Atena perderia dois cavaleiros.
Saga, Dohko e Aiolos tentavam conte-los, Shaka e Afrodite aproximaram de Mu.
O virginiano a tocou, apesar dos ferimentos Rosa estava bem.
Mu que a olhava estático saiu desse estado ao ver um corte sangrar. Seus olhos brilharam de maneira perigosa e seu cosmo ascendeu rapidamente. Logo toda a cosmo energia dele tomou conta da arena. Miro e Aldebaran estavam prestes a atacar um ao outro quando tiveram seus corpos paralisados.
- Não consigo me mexer. – Miro tentava atingi-lo, mas seu corpo estava rígido.
Aldebaran voltou à atenção para a irmã. Mu a trazia nos braços.
- "Mu."
Ficou temeroso pelo olhar dele, as íris verdes emanavam ódio puro. Miro ao sentir o cosmo do ariano o fitou, teve a mesma reação do touro. Os demais estavam em alerta principalmente Shion, aquele cosmo do pupilo não era normal. A telecinese dele alem de segurar os dois provocava mais rachaduras no solo.
- Mu ela esta bem. – disse Shaka pressentindo que o ariano não deixaria barato.
- Já disse que não me importo que se matem. – sua voz saiu fria, assim como seu olhar. – mas se a colocarem no meio... – o cosmo dele aumentou. – eu mato vocês.
Com uma força fora do comum, Miro e Aldebaran foram lançados de maneira violenta contra as arquibancadas.
O ariano começou a andar em direção a saída. Os demais dourados surpresos pela força do guardião da primeira casa só fizeram algo depois que ele tinha saído da arena. Shura, Kamus e Aiolos correram ate Miro.
- Miro.
O escorpião estava literalmente enterrado em meio às pedras, demonstrado que a força fora descomunal, trazia alguns ferimentos feitos tanto pela queda quanto por Aldebaran.
- Você está bem? – Shura o ajudava a se levantar.
- Não... Não sei como Mu não me matou.
- Vamos embora. – Kamus o amparou pelo outro lado.
- E a Rosa?
- Apenas machucada.
O brasileiro estava pior que Miro. Havia recebido dez agulhas, agravadas pelo golpe do ariano. Não conseguiria levantar.
- Vem Deba.
Saga, na companhia de Kanon e Aioria o ajudaram.
- Como está?
- Fraturei o braço, uma costela e a perna.
- Vamos te levar embora.
- Minha irmã?
- Ela está bem.
Shion deu por encerrado o treino, exigindo que os dois cavaleiros comparecessem ao templo para explicações. Carregados lado a lado não se olhavam. Seguiram pelo caminho tradicional parando a porta da primeira casa.
- Será que o carneiro está mais manso? – indagou Kanon. – nunca o vi assim.
- Não. – disse Shaka abrindo os olhos. – teremos que dá a volta.
- Por quê?
O virginiano aproximou e a certa distancia tocou algo com a mão. Um brilho dourado resplandeceu.
- A Parede de cristal. – exclamou Shion.
- Deve ter erguido em torno da casa.
- Ele pode fazer isso? – não só Aiolos como todos os outros também estavam surpresos. Para manter a parede em torno da casa e por tanto tempo exigia muito cosmo.
- Pode, quando é a Rosa que está em jogo. Não quer que ninguém se aproxime. É melhor irmos. – Shaka voltou a andar.
Sem alternativa tiveram que dá a volta. Aldebaran fitava a casa de mármore.
- Esta tudo bem Deba? – indagou Aioria achando que ele sentia algo.
- Ele a protege mais do que eu. – suspirou. – a merece mais do que eu...
Seguiram em silencio, vendo que Mu não estava de brincadeira. A parede circundava toda a primeira casa e a julgar por isso ele não queria ninguém por perto.
Com toda delicadeza a deitou em sua cama. Apesar de Shaka dizer que ela estava bem, estava preocupado, os ferimentos não eram profundos e a qualquer momento poderia acordar. Sentando ao lado dela ascendeu seu cosmo, não precisaria de muito pois os cortes e arranhões eram superficiais e em pouco tempo tinham sumido só ficando o sujo de areia e terra. Foi até o guarda roupa para pegar uma toalha depois se dirigiu para a cozinha para pegar vasilha com água para limpa-la.
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Pararam a porta da segunda casa.
- Recupere-se, depois apresente-se no templo. – disse Shion de maneira ríspida, não toleraria esse tipo de briga entre eles.
- Sim. – não ousou olhá-lo.
Os outros dourados olhavam – o de maneira despistada e ate com dó. O estado do taurino era lamentável, estava bastante machucado, o rosto estourado e roxo e ser carregado por outros era uma humilhação para ele.
- Vamos entrar Aldebaran. – disse Saga.
- Vamos com vocês. – prontificaram Kanon e Aioria.
Deba continuou calado.
Os quatro entraram, os demais seguiram.
Saga o conduziu ate o quarto o ajudando a deitar.
- Consegue usar seu cosmo?
- Sim...
Kanon e o leão observavam calados. Miro tinha feito um "bom trabalho", "melhorado" por Mu, Aldebaran não poderia treinar por um bom tempo.
- Com o tempo o veneno sai, seu braço, perna e costelas estão bem, mas não se esforce.
- Sim... – o rosto continuava baixo.
- Nós já vamos, se precisar de algo nos chame.
- Sim.
- Cuide-se. – Kanon saia na companhia de Aioria.
- Saga.
- Sim? – o olhou.
- Descobre como ela está?
- Por que não vai lá? – sugeriu. – e resolvem isso.
- Não posso. – suspirou virando o rosto.
- Por que não? – indagou Aioria. – fugir não vai...
- Mu nunca mais vai me deixar chegar perto dela. – os fitou, a voz estava embargada. – nunca mais...
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Mask, Shaka, Dohko ficaram nas suas respectivas casas.
- Se precisarem podem me chamar. – disse Aiolos.
- A mim também. – disse Afrodite.
- O mesmo que disse ao Cavaleiro de Touro serve para você. – Shion nem o olhou. – ate mais tarde. – saiu sem despedir.
Sem dizer nada, Aiolos e Dite seguiram em frente. Shura e Kamus ficaram e assim como fez Saga, o aquariano o levou para o quarto. O escorpião estava com a cara fechada.
- Aldebaran e Mu queriam te matar mesmo. – disse Shura.
Miro estreitou o olhar fazendo-o recuar.
- Consegue se curar sozinho? – indagou Kamus.
- Consigo, não preciso de uma enfermeira.
- Miro.
- Estou bem. – cruzou os braços, virando o rosto. – pode ir.
- Se precisar estarei em casa.
- Ta.
- Vamos Shura.
Saiam...
- Kamus.
- Diga.
- Quero saber como ela está.
- Vai lá. – disse Shura. – não faz isso mesmo?
- Agora é diferente. – sua voz saiu séria.
- Por quê?
- Viram o olhar do ariano. – Miro os olhou. – viram a parede que ele formou. Não vai deixar me aproximar da Rosa, não nesta vida.
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Voltava tranqüila para casa. A ultima aula seria difícil e um encontro com Clarice naquelas circunstancias não seria nada agradável.
Já estava próxima ao Coliseu resolvendo passar direto, entretanto ouviu vozes alteradas.
- Aposto que estão brigando. – suspirou.
Resolveu ir para apartar a briga, na certa Miro estava no meio e aquele escorpião não tinha jeito. Aproximou lentamente para não chamar atenção quando viu o irmão e o amigo se digladiarem na arena.
- De novo....
Caminhava em direção a eles, contudo parou ao ver o punho do irmão emitindo uma luz dourada. Ficou encantada, tanto que nem percebeu o perigo que corria. Miro desviou do ataque que seguiu atrás dele. Rosa viu um brilho dourado vindo em sua direção, mas não teve tempo para pensar, foi atingida em cheio. Sentiu todo o corpo doer, mas o pior foi uma dor aguda perto do ombro direito.
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Terminando de limpa-la colocou a toalha dentro da bacia, passando a fita-la, por alguns segundos achou que ia perdê-la e se isso acontecesse ficaria louco. Só então notou o tão transtornado ficou ao vê-la no chão.
- Não sabe o quanto é importante para mim. – depositou um beijo em sua face.
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Deba olhava distraído pela janela, o rosto estava ferido. Um corte nos lábios e outro na sobrancelha. O sangue começou a esfriar abrindo as portas para a dor. Usou o cosmo para aplacar o sofrimento, mas não adiantou muito. Tentou levantar para buscar um remédio, mas mal conseguiu se mexer. O veneno do escorpião ainda fazia efeito o que contribuía para seu estado.
- Não sei como Mu não me matou.
Encostou novamente na cabeceira da cama, teria que esperar para levantar. Voltou o olhar para a janela, via de longe o telhado da primeira casa e uma luz dourada que resplendia ao sol. O taurino abaixou o rosto lembrando da irmã. Sentia-se culpado por tudo que aconteceu e ainda por cima por feri-la de maneira quase mortal. Por pouco não a perdia para sempre. Por mais que dissesse que não gostava mais dela e que a queria longe estava em pânico em não ter noticias dela. Sabia que o ariano estava cuidando dela, mas queria ver com os próprios olhos.
- Mu não vai deixar isso acontecer...
Com esforço deitou esperando a dor passar.
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O escorpião estava sentado, apoiado na cabeceira, o rosto continha alguns hematomas e mais um olho roxo. Estava impaciente por não ter noticias de Rosa. Culpava a si e ao touro por tudo que estava acontecendo, se ela tivesse morrido não teria piedade de acabar com o cavaleiro. Rosa era tudo para ele e não perdoaria quem lhe fizesse mal.
A dor começou a apertar, usou o cosmo para tentar aliviar, mas não adiantou, entretanto a raiva que sentia dele e de Aldebaran parecia anestesiá-lo. Raiva, ódio principalmente ao se lembrar do "abandonado" pegou o relógio sobre o criado mudo atirando-o contra a parede.
- Ai... – o braço doeu. – droga.
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Shaka recolheu-se no jardim, com o fim dos treinos começaria sua meditação mais cedo. Sentou na sua tradicional posição e pôs a meditar, pelo menos essa era a intenção, acontece que seus pensamentos estavam na briga de mais cedo. Miro e Aldebaran tinham exagerado e a conseqüência era o ferimento da brasileira, entretanto não era isso que intrigava o morador da sexta casa. Era um detalhe que com certeza passara despercebido para todos e quase passou por ele. Pouco antes de Rosa receber o ataque sentiu de maneira leve um cosmo que não lhe era conhecido. Não demorou mais que alguns segundos ou ate milésimos de segundos, mas o sentiu. Não havia ninguém diferente na arena e nem nos arredores.
- "Será que foi apenas impressão?"
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Shion entrara apressado no templo, aquela situação já estava passando dos limites. Quando não era Mu e seus questionamentos eram Miro e Aldebaran.
- Não sei o que é pior. – murmurou indo para o escritório.
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Algumas horas depois Aldebaran e Miro apresentavam-se diante do mestre.
Chegaram juntos e mesmo assim não trocaram uma palavra sequer. Olharam-se discretamente vendo o tão o outro estava ferido. Com muito esforço ajoelharam abaixando o rosto.
- Estamos aqui. – disseram ao mesmo tempo, mas fingiram não escutar.
- Sabem que seus gestos foram impróprios e que serão punidos por isso.
Apenas acenaram.
- Tiveram sorte que Atena não se encontrava no santuário e testemunhasse sua elite se matando em plena arena do Coliseu.
Ficaram calados.
- É evidente que relatei tudo a ela sobre o que aconteceu e o castigo imposto será trabalharem na ronda noturna do santuário por uma semana alem de alguns trabalhos em Rodório.
- Sim mestre. – disse Aldebaran.
- Foram irresponsáveis ao ponto de por em risco a vida de Rosa ou de qualquer outra pessoa que transitasse pelo local. Agiram por impulso, igual a dois adolescentes inconseqüentes.
Ouviam calados e a julgar pelo estado dele, Shion faria um sermão, um longo sermão.
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Clarice desde que chegara da aula não saia de perto da janela, esperava ansiosamente pela visita de Shura.
- Você está bem Clarice? – Rita sentou no sofá da sala para ler um livro.
- Estou.... – respondeu sem olhá-la. – é que Shura não aparece.
- Hum.... – um sorriso martreteiro apareceu na face dela. – o Shura.
- É o Shura. – passava as mãos pelos braços numa atitude bastante nervosa. – por que ele não vem.
Mal acabou de falar e o avistou na esquina.
- Graças a Zeus. – saiu ao encontro dele.
- Está apaixonada mesmo. – voltou a ler o livro.
A brasileira desceu depressa as escadas abrindo a porta rapidamente. Shura espantou-se ao vê-la correndo em sua direção.
- Clarice.
- Shura. – o abraçou. – graças a Zeus você esta aqui. – o soltou.
- Queria tanto assim me ver? – sorriu.
- Sim... – afastou-se um pouco. – aconteceu alguma coisa no santuário?
Ficou surpreso pela pergunta.
- Aconteceu.
- Imaginei. O que houve? Tenho certeza que a Rosa está no meio.
- Aldebaran e Miro tiveram uma briga. Era hora do treino e estávamos no Coliseu. Estavam com os nervos aflorados e usaram o cosmo. Aldebaran disparou um ataque, Miro desviou e por infelicidade Rosa estava na arena.
- Ela... ela.. – recuou, sabia da força dos cavaleiros.
- Só ferida. Mu entrou no meio.... foi um caos.
- E como o Miro está?
- Ferido. Aldebaran desceu o braço nele, Mu também não facilitou, mas o touro está pior.
- Ele... – Clarice o fitou para depois abaixar o rosto.
- Saiu bastante machucado.
- Rosa está aonde?
- Na primeira casa.
Silenciou-se, queria vê-la, mas não tinha coragem.
- Ela está bem Clarice. – Shura depositou as mãos no ombro dela. – Mu está com ela.
- É... - esboçou um meio sorriso. – tem razão. – sorriu. – Vem vamos entrar.
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O sol já se punha no horizonte, Saga e Kamus tentaram descobrir alguma informação sobre o estado da brasileira, mas a barreira imposta pelo ariano impedia qualquer aproximação. Acreditava-se que nem Atena ele permitiria passar. Miro e Aldebaran ainda se encontravam no templo e os demais estavam reclusos em suas casas, com exceção de Shura que saíra.
Mu tinha a deixado indo cuidar de alguns afazeres, estava muito preocupado, mas permanecer o tempo todo no quarto não a faria acordar. Dando certa hora resolveu conferir seu estado, já passava da hora dela acordar. Abriu a porta de maneira cuidadosa aproximando lentamente. A cada passo lembrava-se da cena e do medo que sentiu. Se algo acontecesse a ela não saberia o que fazer.
Parou ao lado da cama, ela dormia de forma profunda. Tocou levemente seu rosto acariciando apesar de achá-lo um pouco frio. Pensou que poderia ser pelo inicio da noite e a aproximação do Mediterrâneo, deu a volta e pegou uma colcha para cobri-la.
- Vai se sentir aquecida. - Estava prestes a cobri-la, quando percebeu que ela usava um colete. – apesar do tempo é melhor ela ficar confortável.
Pensou ao ver a vestimenta de um pano grosso que usava sobre uma camiseta branca. De forma a não acordá-la abriu devagar o zíper para tirar melhor a peça...
... Seu rosto empalideceu, o olhar ficou estático ao ver a grande mancha de sangue sobre a blusa alva.
- Ro-sa....
A parede em torno da casa se desfez imediatamente e de Gêmeos ao Templo sentiram o cosmo do ariano desequilibrar.
- Esse cosmo... - Miro levantou.
- Aconteceu algo com Rosa. – Aldebaran repetiu o ato.
Continua.....
