Disclaimer um: Os personagens não são meus, mas sim da Jk eu só me divirto com eles.
Disclaimer dois: Esta fic também não é minha é uma tradução da maravilha autora Utena Puchico que gentilmente me cedeu a autorização para traduzi-la. Se alguém quiser ler esta historia no original é só acessar o site Slashheaven onde ela foi postada.
Aviso: Esta é uma historia slash (homem/homem/ homem/elfo), que contém Mpreg, cenas de sexo explicito é também um AU
Esclarecimentos: palavras entre // estão em idioma elfico.
Personagens: Ah gente tem um monte, eu não vou ficar escrevendo todos, o melhor é vocês lerem pra descobrir.
Resumo: Quando Lily Potter convocou a magia de proteção para seu filho, antes de morrer nas mãos de Voldemort, conseguiu não só salva-lo, mas também o enviou para outra dimensão. Esta dimensão não é outra senão a Terra Media, neste lugar dois elfos, os gêmeos Elladan e Elrohir serão os encarregados de converter o chibi Harry em um perfeito elfo humano.
Beta: Gi black que faz um excelente trabalho, como sempre é claro...
Acho que é só por enquanto...O que esperam...? Vão ler...
Capitulo quatorze: Decisões
- // Em você pensa tão concentrado?//
Morë sorriu ao escutar o tom possessivo de seu marido, se girou e beijou os lábios do elfo. Desde seu casamento, Elladan havia demostrado ser um marido atencioso... mas também muito possessivo, o mago até pensava que o elfo estava com ciúmes de seus pensamentos. E é que, últimamente, ele se perdia muito neles.
-// Passei a manhã com Naurëa, ele nos ensinou a Ezellahen e a mim alguns feitiços que eu não sabia, ele estudou para ser professor... // – disse, apoiando sua cabeça no peito do outro.
Elladan franziu a testa e acariciou as costas do moreno.
-// Mas não é só por isso que você está assim... Vai me dizer o que é?//
O menor fez uma careta e olhou seu esposo com uma expressão ineligivel para o elfo.
-// Bom... a gente estava nisso, quando Naurëa parou e levou uma mão até sua barriga... // – olhou a impecável túnica de Eladan e começou a brincar com os bordados do pescoço – // A gente pode sentir como o bebê chutava... foi tão emocionante...//
O maior suspirou relaxado e depois sorriu. "Então é isso...pensei que era algo grave" pensou.
-// Você está tentando me mandar uma indireta...? // – perguntou levantando o queixo do mago, para poder ver esses incriveis olhos violetas tão belos – // Quer que tenhamos um filho?//
Regulus mordeu o lábio inferior nervoso.
-// Você acha que é muito cedo...?//
-// Pra ser sincero... sim. A gente só tem três meses de casados e eu queria poder aproveitar um pouco mais antes que você engravidasse // – sorriu ao ver a expressão devastada de seu marido, por isso acrescentou – // Mas se você quer ter um bebê agora, por mim não há problema... // – apertou o agarre sobre a cintura do menor – // Você sabe que eu iria ao céu e te traria uma estrela se isso fosse o seu desejo meu amor. //
Morë sorriu agradecido e depois suspirou, voltando a encostar sua cabeça no peito de Elladan.
-// Não quero te obrigar a nada... // – murmurou.
-// Não estou sendo obrigado, ter um filho com você seria muito belo, na verdade não importa se é agora ou depois... enquanto você seja feliz com isso eu não tenho problemas. E que você esteja barrigudo não significa que não te farei meu todas as noites... // – ronronou libidinoso.
- Bobo...
Eladan grunhiu e beijou com força a boca de seu esposo e Regulus se entregou com prazer, não passou muito tempo até que as mãos do elfo estiveram por todas as partes de seu corpo e se viu empurrado até a cama. Cairam sem muita cerimonia e o mago abriu as pernas para que o mais velho se acomodasse melhor.
-Elladan... – separou sua boca da de seu marido e deteve suas mãos - // Já é quase meio dia...//
-// E dai...? Não acaba de me dizer que queria ter um filho? // – perguntou levantando uma sobrancelha.
-// Mas... agora? // – disse assombrado.
-// Não está escrito em nenhum lugar a que horas se deve fazer um bebê, meu amor. // – foi a resposta simples do elfo, antes que tornasse a tomar posse dos lábios já inchados de seu amante.
O que descobriram em seguida é que fazia muito calor no quarto e que precisavam se amar para acalmar a nescessidade que crescia em seu interior.
*Tempos depois...*
- Oh por Merlin... – Remus gemeu, se retorcendo na cama e esmagando a mão do gêmeo que segurava.
Elrohir olhou a parteira elfa desamparadamente que estava atendendo o parto de seu... amigo? Certamente todos pensavam que eram isso, mas Remus e Elrohir, vendo a nescessidade, haviam saciado seus hormônios algumas noites na cama um do outro... e não precisamente dormindo.
A primeira vez foi quando o homem lobo entrou em seu oitavo mês de gestação. Estavam em uma parte isolada no jardim da casa e o homem grávido havia admitido incômodo que os hormônios o deixaram... alvoroçado e pensava seriamente em ir tomar um banho frio, sua expressão parecia tão desamparada para Elrohir que o seguinte que souberam era que estava tendo sexo bem ali, no meio da grama e das flores, com o risco de serem encontrados por qualquer um.
Por sorte (boa ou má, como desejem) isso não aconteceu.
Estiveram envergonhados por sua atitude e não se falaram por dois dias. Mas, eventualmente, o mago foi quem se aproximou e chegaram a um tipo de acordo... agora eram amigos com direito a uns amassos (nota: Hn... sortudos).
-// Quanto tempo ainda vai demorar...?// - perguntou desesperado. - // Só tem que cortá-lo e pronto...!//.
-// Por favor, calado! Não preciso ter em minha mente a imagem do meu ventre ensanguentado! // – grunhiu o licantropo.
-// Me perdoa Naurëa, não sou bom para esse tipo de situações...//
-//Isso é muito irônico, sendo que temos lutado batalhas muito mais sangrentas e estressantes do que um simples parto // - chegou a voz divertida do portal do quarto.
Elrohir girou sua cabeça e fechou a cara para seu irmão.
-// Espera e dentro de oito meses e você vai passar pelo mesmo... // – devolveu com irritação.
Desta vez foi Elladan que fechou a cara e não disse nada mais. Agradecidamente, os Valar já haviam abençoado o novo casal com seu primeiro filho e agora Regulus gerava um feto de sete semanas.
-// Ezellahen já está com seu Adar. Como Remus está? // – perguntou Morë entrando no quarto com uma expressão preocupada no rosto.
- Sobreviverei... – murmurou o castanho, respirando agitadamente depois da última contração.
A situação tinha sido algo hilariante, pois as contrações de Remus começaram bem no momento que estava dando aula para Harry e eles estavam sozinhos. Vendo o gesto de dor de seu novo professor e sabendo como os bebês nasciam (seu amigo Eldarion tinha contado... já que o menino era expert na matéria), havia entrado em pânico e correu gritando por toda a casa que "O bebê já vem!", Elrohir foi o primeiro a encontrá-lo e o elfo correu até onde estava seu amigo para socorrê-lo. Regulus veio logo depois com seu marido e ficou encarregado de tranquilizar Harry, enquanto Elladan ia atrás da parteira.
-// Acho que já estamos prontos... // – disse a parteira suavemente.
-// Ah sim tira ele já! // – Remus gritou.
Os outros três residentes fizeram um um gesto de apreesão ao ver o bisturi na mão da elfa. Uma das diferenças entre a raça dos homens e a dos elfos residia no fato de que os magos, que tinham a capacidade de engravidar, nescessitavam de uma cesarea para dar a luz ao contrário dos elfos que estavam preparados para essa tarefa, pois nas últimas etapas da gravidez se formava neles um canal entre o anús e o pênis, por onde saia o bebê.
Só bastaram uns minutos mais até que um forte pranto trouxe suspiros de alivio a todos. O bebê era uma coisinha pequena e rosada, dava pra ver um montinho de cabelo loiro platinado e rasgos aristocráticos muito conhecidos para a nova "mãe". A elfa limpou o bebê e o entregou a Remus, que não conseguia apagar o sorriso de seu rosto. Olhou seu amigo e lhe fez um gesto para que se aproximasse.
- É lindo... – Elrohir falou em voz baixa.
- Hantale, Elrohir – pegou as mãos do elfo e o elfo o olhou curioso – Seu nome será Lucas Lupin, mas quero que o nome élfico seja você quem escolha.
O elfo arregalou os olhos e o olhou incrêdulo.
-// T-Tem certeza disso...? //
- Tancave, tenho certeza. Pois... – o puxou para que pudesse lhe falar ao ouvido – Será como um pai para ele.
Elrohir o olhou seriamente por uns minutos e depois, lentamente, um sorriso carinhoso se formou em seu rosto.
-// Então seu nome será... Cálë//
(Nota: O nome "Lucas" significa o luminoso ou o que brilha em Quenya "Calë" significa luz).
*Mundo Mágico*
James olhou pela janela desamparado, hoje fazia exatamente oito meses que seu amigo tinha ido ao universo onde seu filho estava e não tinham notícias nenhuma dele. Mais de uma vez se perguntou se fez bem, se o feitiço não estava errado, se ele não podia voltar, ou se Harry realmente estava ali... ou se não mandaram seu amigo para a morte. Pois, ninguém lhes garantia que Remus tenha ido parar no universo correto ou se havia paz nesse lugar.
E havia outra coisa que o preocupava, ou melhor, dito, alguém... esse era Frank. Já tinha uma semana que ele começou a agir estranhamente, ficando pensativo sem sequer notar o que acontecia ao se redor, isso havia custado uma ou outra lesão em seu trabalho. Tinham perguntado o que estava acontecendo, mas ele somente negava com a cabeça e saia... E há dois dias sua atitude tinha se tornado ainda mais... sombria, depois de uma conversa aparentemente acalorada que teve com Lucius Malfoy. Quiseram saber o que tinha aconteido, mas Frank só disse que o loiro lhe exigiu saber onde Remus estava e ele havia se negado categoricamente, só foi graças a seus outros companheiros de trabalho que essa "conversa" não teve maiores consequencias.
- Onde você está filho...? E você Remus?
*Em outro quarto*
Frank sorriu enquanto escutava o gaguejar excitado de seu filho, que lhe contava o quanto se divertiu na casa dos Weasley. No entanto, não podia deixar de pensar o que o estava preocupando há quase um mês.
- Remus... – murmurou preocupado.
O que James não sabia, era que Frank havia calculado que por esses dias seu amigo e padrinho de seu filho deveria dar a luz e isso o estava preocupando, pois não sabia se Remus tinha dinheiro, teto ou comida para manter seu bebê seguro. Não ter notícias o estava enlouquecendo e o pior foi quando Lucius o procurou para tirar dele alguma informação sobre o licantropo de qualquer maneira, Longbottom tinha se surpreendido, pois o loiro parecia mostrar um pouco mais preocupado que ele. Exigindo saber onde estava seu ex amante e o bebê.
Sendo de tão bom coração como era, Frank teve que fazer o possível para frear sua língua e não contar a verdade ao vê-lo assim tão histérico. Por sorte, o aristocrático e frio Malfoy perdeu o controle de seu gênio e o ameaçou com um feitiço senão lhe contasse. Seus colegas de trabalho o detiveram antes que acontecesse o pior e desde esse dia não tornou a ver o sonserino.
- Pai... tá me ouvindo? – Neville perguntou olhando seu pai de cara feia.
- Claro que sim meu filho – acariciou sua cabeça – O que você falou do filho mais velho de Arthur e Molly?
- Ah... – juntou as sobrancelhas – Acho que Willian vai se casar, pois chegou com um senhor que parecia muito assustado e disse que estavam para ter um bebê.
Frank piscou.
- Bill... vai ter um filho?
*Colégio Hogwarts*
Um mês antes...
Bill mordeu o lábio inferior nervoso, enquanto aguardava nos aposentos particulares de seu namorado. Dentro de dois dias devia dar a resposta ao seu chefe, sobre sua ida ao Egito. O que tinha conversado com Severus e, apesar de que nenhum dos dois queria, parecia ser que ao dizer "não" seria uma decisão muito boba e egoísta, tendo em conta que seria uma oportunidade inigualável para o mais jovem.
Graças a isso o ruivo, esteve mais estressado nesses dias e os mals estares que sentia ele atribuiu ao nivel de estresse a que estava sendo submetido. No entanto, essa manhã tinha desmaiado no trabalho, depois de sair do banheiro, onde havia deixado todo o magro café da manhã que seu estômago aceitou comer. Assustado havia ido até Hogwarts para que a senhora Pomfrey o examinasse, já que confiava mais nela do que em qualquer medimago desconhecido em Saint Mungus.
Grande foi a sua surpresa quando ela lhe disse que seus mals estares não eram pelos nervos e sim porque estava grávido de dois meses. Bill quase desmaiou novamente ao ouvi-la, mas conseguiu se estabilizar e saiu quase correndo da enfermaria, depois de murmurar um agradecimento à enfermeira.
Era por isso que agora esperava Severus, tinha que lhe contar sobre essa nova notícia antes de dar qualquer resposta para seu chefe, ou antes, que perdesse a coragem de contar para seu namorado que as poções que tomavam não funcionaram como deveriam. Isto dava um giro na situação por completo, pois o garoto não sabia nem sequer o que pensar. De um lado, estava alegre de poder ser "mãe", se bem que ainda era jovem, mas sempre quis ter sua própria família e estava certo que Severus era o homem defitivo para ele. Por outro lado, e esse era seu maior temor, ele não sabia como seu namorado ia reagir.
O desprezaria e lhe diria para abortar? Ele não poderia fazer isso, o aborto era algo que toda a família Weasley abominava e ele não ia ser o primeiro a fazê-lo. Mas se tivesse que escolher entre seu bebê e Severus...
- O que você faz aqui Bill?
A voz de seu amante o assustou. Sentiu um estranho pavor dentro de si e correu para abraçar o mago mais alto, enterrando sua cabeça em seu peito.
- Não faz mais isso, por favor...
- Bill...? – preocupado e surpreso, Severus conduziu o corpo menor a um sofá e o fez se sentar. Em nenhum momento o ruivo se desfez do abraço feroz – O que aconteceu Willian? Você está me assustando.
- Não me chame de Willian – o menor resmungou.
Seveurs rodou os olhos e se separou um pouco do grifinório para encará-lo.
- Vai me dizer o que você tem ou devo usar a Oclumência?
- Não! – exclamou assustado - É que... Severus... é sobre... minha ida ao Egito.
Toda a emoção sumiu da cara do mestre das poções que olhou o menor impássivel.
- Já deu uma resposta ao seu chefe?
- Não Sev.
- Então...? – perguntou exasperado.
- Não acho que vou dizer sim... pois não posso ir para o Egito... não agora... talvez nunca.
- Que...? – perguntou surpreso – Por que não? Achei que a gente tinha esclarecido que essa é uma oportunidade de ouro. Não vamos poder nos ver Bill. Não tanto como gostaríamos, mas você sabe que isso não quer dizer que a nossa relação tenha que terminar...
- Sei disso! – resmungou, levantando seu olhar azul para cruzar com o negro – É que... aconteceu uma coisa com que a gente não contava...
- E isso é...? – grunhiu, já cansado de tantas voltas que seu amante dava.
O mago mais novo demorou uns minutos para responder. Quando Snape já estava aponto de sacudi-lo para que dissesse algo, Bill suspirou e o olhou decidido.
- Estou grávido Severus. Estou esperando nosso filho... e penso em tê-lo. Por isso não posso ir para o Egito, o trabalho que vou fazer é perigoso para o bebê.
Severus o olhou sem piscar, um pouco mais páido do que o normal, Bill não conseguiu decifrar a expressão do rosto do moreno.
- Sevy...? – chamou preocupado – Não vai falar nada?
- Oh por Salazar Bill – de repente o ruivo se viu envolvido num abraço de urso – Um filho... tem certeza?
- Madame Pomfrey acaba de confirmar, eu confio nela – murmurou. Levantou seu olhar – O que vamos fazer?
- Bem, você não vai viajar isso está decidido – Bill piscou surpreso vendo um sorriso que jamais pensou em ver em Severus Snape, pois era um sorriso de felicidade pura. Apesar o ruivo saber que seu namorado o amava, nunca conseguiu apagar o brilho de amargura que seu passado havia deixado nele. Mas agora seus olhos negros brilhavam de felicidade – E teremos o bebê... nosso filho.
Bill lhe devolveu o sorriso e começaram um beijo passional. Severus não saiu do quarto durante todo o dia apesar de ainda ter aulas para dar. Minerva tentou ir buscá-lo para saber o que se passava, mas Dumbledore a impediu, sorrindo misterioso, com seus olhos azuis brilhando divertidos, dizendo que tudo estava bem e que ele daria as aulas de poções que restavam nesse dia.
Esse seria o dia em que os alunos de Hogwarts recordariam como o único em Snape faltou as suas aulas.
*Terra Média*
-// Awww... olha vovôzinho... Ele está chupando meu dedo!// – Harry gritou segurando ao pequeno Lucas de somente um mês em seus braços. Ao seu lado, Mokona ficou emburrada ao ver seu amo fazer mais caso ao bebê do que a ela.
Lord Elrond deixou seu livro e olhou seu neto sorridente. Na verdade não entendia como é que Naurëa deixava um pequeno bebê aos cuidados de seu neto hiperativo, embora só tivesse ido buscar uma manta extra, ele não deixaria algo tão valioso nos braços de Ezellahen da Casa de Valfenda.
-// Deve estar com fome... // – disse.
-//Ele é muito lindo e pequenino, ele parece com as irmãs de Eldarion com esse cabelo loiro e essa pele pálida. Só faltam suas orelhas puntidas...//
-// Se fala pontiagudas Ezellahen // – corrigiu na hora.
-// Awww... isso, o caso é que não são como as dos elfos // – olhou o bebê com uma expressão seria e depois olhou para seu avô. O que quer que seu neto pensasse, fez Lord Elrond se remexer desconfortável em seu assento. // Você nunca teve um bebêzinho em sua barriga vovôzinho?//
-Lau ithen // Foi minha esposa, que agora se encontra com os Valar, quem teve todos os meus filhos //
-// E você nunca pensou em ter um? Os papis e Remus dizem que é uma experiência "exorbitante", inigualável e... genial. O senhor teria seu próprio filho se fosse o caso? Mami Eoir me disse que em teoria, você é considerado viúvo e pode ter outro companheiro se quiser...//
Lord Elrond ergueu uma sobrancelha tentando mascarar sua surpresa ao escutar as palavras de seu neto. Não fazia uns meses estava ciumento e emburrado ao saber que ia haver mais bebês que tirariam à atenção dos maiores, mas agora até o estava incitando a ter um bebê. Ele! Que tinha tantos anos! Sem dúvida, ao ser imortal poderia gerar um bebê se encontrasse um companheiro, mas estava fora de cogitação que um Lord como ele pensasse em trazer uma criança ao mundo. De repente olhou seu neto com desconfiança.
-// Por que me perguntou isso assim tão de repente?//
Harry sorriu com demasiada inocência para seu gosto.
-//Ah, por nada vovôzinho. Só que Eldarion disse que como ele têm muitas irmãs, em sua casa e quase não prestam atenção no que ele faz... e bom... // – deu de ombros.
"E assim ele pode fazer todas as travessuras que deseje sem que ninguém perceba", Lord completou em sua mente.
-//Bom, lamento lhe dizer que não... não penso em ter um filho e não pense você que porque Elladan e Morë estão para ter um filho que deixarei de ter um olho sobre você, pequeno encrenqueiro //– esclareceu seriamnente.
Ezellahen fechou a cara e nesse momento Remus chegou, seguido de seu amigo inseparável (com direito a uns amassos), que estava encantado com a idéia de cuidar e de ser pai substituto do pequeno Cálë.
*Mansão dos Marotos*
- Não posso creer que estou me arrumando para assistir ao casamento de Snivellus – Sirius grunhiu, enquanto arrumava sua gravata.
Ao seu lado Frank sorriu, negando com a cabeça. Ele tinha ficado chocado ao saber que Bill estava grávido, mas ao saber que o outro pai da criança era ninguém menos que Severus Snape, quase desmaiou. E é claro seus amigos ficaram ainda pior, eles desmaiaram e praticamente acusaram de traidor o filho mais velho dos Weasley. Molly e Arthur ficaram surpresos, mas logo se recuperaram e exigiram que Severus casasse com seu filho. Conhecendo o carater da matriarca dos Weasley, o professor não pode negar... nem queria se negar.
- Bom, pelo menos Frank e eu podemos dizer que nos casamos primeiro que Snivellus, Padfoot – James caçoou.
- Hn.. – o animago grunhiu – Eu vou me casar algum dia, Prongs. Só que ainda não encontrei o indicado...
- "O indicado"? Como um... ele? – Frank perguntou erguendo uma sobrancelha.
- Sim sei que meu companheiro definitivo, meu esposo, será um homem – se olhou no espelho – Algo me diz...
- Bom pra você – disse o castanho terminando de arrumar a túnica de seu filho. Neville não parecia estar muito emocionado por ter que vestir um traje de gala.
Sirius terminou de se arrumar e olhou seriamente para seus amigos, tanto que eles se assustaram, Sirius Black sério não era algo comum.
- E vocês...? Não pensam em refazer suas vidas? Ter um esposo ou esposa? Mais filhos...? Um novo amor...
- Não. – foi a resposta categórica para todas as perguntas.
- Ah vamos... estão sendo irracionais – diante do olhar sombrio de seus amigos agregou – Hei! Não me olhem assim! Se até eu tenho pensado em me casar algum dia!
- Você nunca se casou ou se apaixonou Sirius – Frank murmurou.
- Se eu posso me apaixonar uma vez vocês podem se apaixonarem outra vez ...
Com isso, ambos se olharam calados. Não podiam negar que Black tinha razão. No entanto, como a morte de suas esposas foi tão traumática, nunca pensaram na possibilidade de voltar a se apaixonar ou ainda se casar.
- A gente já vai? – Neville perguntou irritado – Ron me disse que era pra chegar cedo para ajudá-lo a tirar os gnomos do jardim!
Aquela conversa ficou ali, mas a insinuaçao de seu amigo tinha ficado gravada na mente de Potter e Longbottom.
*Na Toca...*
Muito para o choque dos Marotos, Severus Snape estava espetacular. Vestia uma túnica negra, claro... mas ela tinha uns toques de verde e se notava que era de seda. No entanto, o que mais os surpreendeu (pra não dizer que os horrorizou) foi o cabelo negro, sedoso e limpo preso num rabo atrás da cabeça. Dizer que estavam surpresos foi um elogio, os três pensaram que se o tivessem visto na rua com essa aparência não o teriam reconhecido.
Os dois únicos membros da familia Malfoy também estavam ali, o loiro mais velho só tinha ido, pois, sendo Severus tão antipático, ele era praticamente o único amigo que o moreno tinha e o professor tinha lhe pedido para ser seu padrinho.. Por outro lado, Lucius havia vindo à casa dos detestáveis ruivos para ver se podia falar com um dos Marotos em especial, Frank, mas ele estava rodeado do resto de seus amigos, a coisa ia ficar muito difícil para seu gosto.
Seu filho estava muito pensativo, mas o loiro nem imaginava o que poderia estar passando por sua cabeça. Desde aquela briga por causa de Remus, eles quase não se falavam, e por mais que Lucius fizesse, não conseguia chegar até seu filho. Era por isso que estava deseperado para encontrar seu amor e a seu filho, que já devia ter nascido.
Pensando em tudo o que tinha escutado durante os preparativos do casamento de seu padrinho e o que viu quando chegou naquela casa, uma idéia surgiu na mente de Draco. Aproximou-se do lugar onde os estavam os gêmeos e Ron Weasley, acompanhados de Neville Longbottom.
- Meu pai não gosta de vocês – sentenciou olhando os ruivos.
Fred e George levantaram uma sobrancelha olhando o menino de dez anos de cima a baixo. Sem dúvidas, por suas feições e atitudes ele era um Malfoy.
- Ah tá e dai? – disse um deles. Pois Ron estava olhando o loiro com raiva e não disse nada, Neville fechou a cara.
- Se meu pai não gosta de vocês... eu quero ser seu amigo – sorriu sinistro.
Neville e Ron piscaram incrédulos diante dessa declaração. Os gêmeos, no entanto, devolveram o sorriso para Draco e se aproximaram para passar um braço pelo ombro do loirinho.
- Ora, ora, ora... – disse Fred ou era George? – Parece que temos um novo sócio para nossos feitos irmão.
- Sim tem toda razão meu querido gêmeo. E olha só pra ele... – ambos o olharam o menino com malícia, o garoto franziu as sobrancelhas – Parece um anjo... ele pode ser o emissário de muitos de nossos feitos... porque... Quem pensaria que o pequeno Malfoy poderia fazer uma travessura pesada?
Os gêmeos riram macabramente e arrastaram ao assustado loiro até a casa certamente para planejar sua seguinte travessura. Pois faltavam duas semanas para o início das aulas em Hogwarts e eles comevam seu segundo ano, o que merecia uma travessura... uma grande travessura.
Continuará...
Nota da tradutora: Mais um capitulo, gostei de traduzir esse capitulo onde meu amado lobinho está um pouco mais feliz com seu bebê...Espero que vocês também tenham gostado... Ah e não esqueçam de comentar, faz a gente muito feliz.
Mil desculpas pelo atraso, mas é que minha beta viajou e eu fiquei sem os capitulos, mas agora já está tudo normalizado, espero que ainda tenha alguém lendo essa fic.
Besitos.
