NOTAS EM OFF:

*ESTE CAPÍTULO FOI POSTADO COMPLETO NO DIA 15/05/2014!

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14. PEDAÇO DE CÉU

–Feliz? – ele pegou em minha cintura discretamente.

– Muito. Você?

Edward riu e me olhou.

–Mais um pedido de aniversário que consegui realizar. – ele piscou.

–Então casamento estava entre sua lista dos sonhos para o aniversário?

–Hmm te fazer feliz estava. – ele se abaixou para falar ao meu ouvido. – casar contigo virou meu objetivo depois daquele seu beijo. – ele riu, e eu também. – ei, onde vai? – ele segurou meu braço enquanto eu caminhava para o portão da cabana.

–Entrar? – estranhei a pergunta.

–Está entrando na casa errada. Agora é essa. – ele apontou com a cabeça para a casa de dois andares na nossa frente.

–O que? – olhei confusa.

–Surpresa. – ele riu do meu choque.

–Essa é sua casa nova? – olhei para ele.

–Não. Essa é nossa casa nova. – ele sorriu

–Você é louco. Porque não falou antes?

–Pra ver essa sua cara de choque, ora. – ele riu. – vamos entrar?

–Sim.

E para minha surpresa maior, a casa estava decorada. E com nossas coisas dentro. Meu queixo acabou de cair de vez.

Eu olhei para tudo e ri, muito desnorteada.

– Você é tão desatenta que não percebeu que suas coisas sumiram, não?

–Quando fez isso?

–Durante a semana. – ele continuou rindo.

– Sádico foda. – ri ironicamente.

–Eu sei que sou. Mas não cairia bem trazer minha esposa para uma cabana depois do nosso casamento... – ele se aproximou por trás de mim, me abraçando pela cintura e beijando meu pescoço.

–Eu gosto da cabana. – arqueei minha sobrancelha, virando o rosto para falar com ele.

–Eu também. Por isso ela vai ficar bem ali, caso queira fugir de mim.

–Por que deveria fugir? – virei completamente para ele, o abraçando.

–Porque daqui pra frente, sou se marido... e essa porra ficou séria. – ele tentou um tom mandão, e eu bati nele, rindo.

Saí andando pela casa e ele tirou o smoking. Entrei na cozinha e me deparei com móveis novos e uma bancada enorme. Voltei quicando de felicidade, com as mãos no queixo.

–Edward! Isso é enorme!

Ele estava tentando desapertar o nó da gravata, parecia incomodado.

–Deixa eu ver isso. – sentei ao lado dele no sofá e ele recuou na poltrona, olhando pra mim. – que foi? – estranhei.

–Nada... – ele parou me olhando e deixando eu ajuda-lo. Eu estranhei sua reação. – Arm... Isabella, vamos ver lá em cima?

–Sim. – levantei animada, e ele esperou eu passar na frente.

Distante. Estranho.

–E esse... é nosso quarto. – ele abriu a última porta, depois de me apresentar todos os cômodos.

Era um senhor quarto. Não pude evitar de olhar a cama primeiro. Era grande, maior do que provavelmente qualquer uma que já vi. Estava impecavelmente arrumada com uma colcha de cetim.

–Acho que no fim, vou dormir mais longe de você do que na cabana. – eu brinquei.

Ele apenas sorriu. Eu virei para olhar aquele rosto lindo do meu, meu marido. Não acreditava que já estávamos casados. Tudo bem que não tinha nenhum valor legal, mas quem dá a mínima? O mais importante é que Edward me amava, e eu o amava. Nosso casamento podia até ser incompleto ou meramente simbólico, mas ele definitivamente provou que me queria.

Eu olhava pela janela, quando virei e o vi sentado na cama, olhando uma foto pequena. Me aproximei e vi que ele ainda estava distante.

–Quem é?

Ele tentou esconder a foto, mas já era tarde demais. Acordou de sua triste nostalgia e me entregou.

–Eu.. meu batizado.

–Charmoso desde sempre, até nesse traje. – provoquei um sorriso seu.

–Tive que levar na igreja pra marcar o casamento. Devolveram hoje.

–Entendi... – Edward ainda estava sério, e aquilo não estava me agradando. Me aproximei para fazer algo que deveria levantar seu humor: beijá-lo. Ele repentinamente acordou do seu pensamento, e me olhou desconfiado.

–O que está fazendo? – disse, imóvel.

–Tentando animar meu... marido? – a palavra saiu confusa dos meus lábios, e ele sorriu comigo, franzindo os olhos. Era muito estranho usar a palavra em voz alta.

–Desculpe, é que me trouxe algumas memórias... já passou. – ele largou a foto na mesa do abajour.

Eu aprovei com um sorriso, e não quis saber. Tentei beijá-lo de novo. Ele recuou.

Sádico.

–Por que isso? – perguntei, um pouco irritada.

–Nada... – ele olhou pra baixo, sorrindo... envergonhado? Sim.

–Fala. – retruquei.

Ele olhou para os lados e voltou a me olhar.

–Isabella, eu... não quero que faça nada que você não queira. Não vou te forçar a nada.

–Eu sei. – revirei os olhos e me afastei, olhando para ele.

–Eu preciso te contar uma coisa.

–Que coisa?

–Eu não casei contigo porque queria sexo.

–Você já mencionou isso antes. – rebati.

– Pshh, deixa eu terminar. – ele colocou a mão na minha boca. - Mas... eu deixei um lugar reservado pra gente, caso você quisesse estrear...sua vida de casada comigo.

–Um lugar? Não vai ser aqui?

–Bem, te trouxe aqui pra você se trocar. Ou pra ficar, caso não queira fazer nada de especial hoje. Precisamos terminar de arrumar as malas mesmo, amanhã de tarde saímos daqui.

–Está fazendo ora comigo? – eu ri, e ele me olhou curioso.

–Não. Só quero que se sinta confortável.

–Vou me trocar pra gente sair. E as malas já estão prontas. – relutei contra aquele comentário careta e troquei meu vestido para algo bem mais simples. Meu jeans e uma camisa preta dele. Sem decotes.

Quando terminei, soltei o cabelo e calcei meu sapato, Edward já estava descendo com nossas duas bolsas de viagem, pronto também. Entramos no carro e ele me levou cheio de segredos para nossa breve lua-de-mel.

– Fifth Ocean Hotel? – reconheci a entrada da rua.

Ele sorriu, confirmando.

–Chique...

–Suíte Master, minha cara. – ele me olhou maliciosamente.

–Extravagante. – balancei a cabeça.

–Só uma prévia, Isabella. De como poderia ser livre se não fosse tão complicado casar comigo.

–Ei, eu gosto de complicações.

–Sempre soube que gostava de problemas. – Edward bufou e eu ri.

E nós fizemos.

Edward estacionou seu carro na área privada do estacionamento único para a suíte máster, no terraço do hotel. Saímos do carro e eu pude ver como a vista de Snoqualmie era deslumbrante daquele ângulo, ainda que bem mais baixo do que a Twilight Mountain.

Quando chegamos na porta do quarto, ele me carregou no colo, me fazendo estremecer de susto. Eu o olhei e ele apertou os olhos.

–Que foi? Não é o que os maridos fazem na primeira vez?

–Acho que sim... – ri corada, já de pé. – Eu preciso de alguns minutos, pode ser?

–Nós temos o dia inteiro... até amanhã a tarde. – ele piscou.

–Legal, já volto.

Edward segurou meu braço, me fazendo voltar contra seu corpo. Olhei bem firme em seus olhos.

–Tem certeza? – ele me encarava.

–Tenho! – sussurrei, e ele sorriu.

–Eu te amo.

–Também te amo. – ele me abraçou e me beijou. De língua. Aquele beijo quente e desesperador que agora iria muito, muito além.

–Já volto. – Edward me liberou quando eu o afastei com as mãos.

Lá estava ele, cheio de desejo de novo.

Aquele Edward que eu via de vez em quando e que me excitava estava agora prestes a me consumir.


Voltei para o quarto em silêncio. Edward levantou da cama e ficou de pé, me olhando dos pés à cabeça. Eu tirei meu jeans, mas não tive coragem de tirar o resto. Mal tinha visto a câmera na sua mão, e ele bateu uma foto minha.

–Sem câmeras, senhor. – reclamei.

–Só uma última lembrança sua... como virgem. – ele riu sarcasticamente.

–Idiota. – revirei os olhos.

Me aproximei dele com calma, e ele me deu um selinho, colocando a câmera na mesa.

Edward me puxou e caímos na cama. Encontrei meu lugar ao centro.

Eu estava muito decidida.

–Então... vamos transar. – sugeri.

Edward balançou a cabeça, rindo.

–Não vamos transar. Eu não posso transar contigo. – ele falava, enquanto tirava o cinto na minha frente. Eu fiquei sem entender, e ele esclareceu, sussurrando ao meu ouvido.

–Você não será mais uma transa minha... você merece mais. Hoje, eu quero que seja seu dia. – ele me beijou enquanto falava. - Quero fazer amor contigo, Isabella. – ele sorriu convidativamente.

Meu coração disparou e, se eu estivesse de pé, tenho certeza que cairia no chão.

–Ouvi isso direito? – sorri, olhando para ele desconfiada e o abraçando por cima de mim. Ele se inclinou novamente sobre meu corpo

–Eu vou fazer amor bem gostoso contigo. - ele sussurrou ao meu ouvido e eu devo ter corado insanamente.

– Merda... – sorri, envergonhada. Fiquei totalmente arrepiada e acho que ele sentiu, já que olhou meu corpo grudado no seu.

–Devo entender isso como um sim? – ele subiu uma mão por dentro da minha blusa e acariciou meu mamilo, completamente duro e sensível. Tirou a mão assim que meus olhos abriram em choque, e sorriu com a minha reação.

– Sim. – sorri em retribuição, sem saber o que dizer.

–Não soou convincente. – ele levantou o rosto um pouco para me ver melhor, apoiando os cotovelos perto dos meus ombros na cama e virando os olhos, rindo da própria provocação comigo.

–Eu quero... ? – mudei minha resposta.

–Fale. Com todas as palavras. – ele penetrava meus olhos.

–Eu quero fazer amor contigo, Edward. – falei francamente, olhos nos olhos. Ele riu e me beijou bem devagar, ainda na mesma posição.

– Boa menina... – ele piscou e continuou me beijando. Eu instintivamente peguei em seus cabelos e massageei sua cabeça, enquanto ele me beijava com todo o carinho do mundo.

–Mas... – o interrompi, e ele me olhou. – me sinto uma idiota porque não sei como fazer. – Edward sorriu.

–Não se preocupe. Logo, logo vai saber.

Eu senti sua mão descendo em minhas pernas, pra cima e para baixo. Ele tornava seu toque muito mais provocante encostando apenas alguns dedos em mim. Acho que sabia como eu era sensível às suas carícias. Permiti-me ficar com sua mão na minha coxa, mas ele logo subiu. Quase sentou entre as minhas pernas e pegou nas pontas da minha camisa. Eu deixei que ele tirasse junto comigo, bem devagar.

Quando me livrei da peça, vi que Edward olhava para meus seios, completamente maravilhado. Ele soltou um sorriso e voltou seus olhos para os meus, levando uma das mãos até meu peito. Ele acariciou minha pele nua e eu suspirei, ficando mais arrepiada ainda. Edward voltou os olhos para meus seios e sorriu, certamente percebendo que eu estava... excitada.

Ele se inclinou novamente para cima de mim, e beijou meu pescoço, enquanto a outra mão descia em direção à minha calcinha. Eu mordi meu lábio inferior, desejando que ele me amasse e fizesse logo comigo. Eu já estava à flor da pele, e sentir sua mão na lateral da minha lingerie não estava ajudando. Ele puxou as laterais para baixo, bem devagar, e eu abri minhas pernas no mesmo passo que ele, ajudando enquanto ele me despia.

–Linda peça, mas... - Edward jogou minha calcinha para o lado, se sentou no meio das minhas pernas de novo e olhou para o meu sexo. Ele esboçou mais um sorriso e dessa vez falou alguma coisa, enquanto seus dedos percorriam as minhas pernas.

–Você é muito linda. Minha linda sereia. – ele sorriu e gentilmente levantou minha perna esquerda para beijar meu pé.

– Me mostre o seu. – eu pensei, alto demais. Ele me olhou com um sorriso de lado, e eu o olhei com expressão de "desculpa".

–Nada de ansiedade hoje, Isabella. Nem para mim, nem para você. – ele novamente se endireitou entre as minhas pernas e terminou de abrir a calça.

Ainda estava de sunga, mas eu podia ver tudo mesmo assim. Ele estava tão excitado quanto eu, apesar do meu sentimento não ser facilmente visível.

Eu sorri para ele enquanto ele olhava meu rosto, e fiz sinal de aprovação com a cabeça, como se o pedisse para prosseguir.

Edward tirou a sunga e lá estava ele, como veio ao mundo. Eu já sabia que ele era lindo, mas não imaginava que era... tanto.

–Você é lindo também. – sorri.

Edward retribuiu ao meu sorriso e se inclinou sobre mim novamente. Ele parou a cabeça na minha barriga, e beijou lentamente todo o meu corpo em direção à parte de cima. Umbigo, braços, (demorou nos) seios, pescoço e boca. Seu beijo estava relativamente molhado, de um jeito delicioso. Era de dar água na boca. Enquanto ele me beijava, ficava mais excitado ainda. Toda a sua masculinidade pressionava minhas pernas, timidamente entreabertas. Ainda mantínhamos nossa distância, mas sentia que logo, logo ela iria acabar.

Edward sempre gostou dos meus lábios. Eu me perguntava se gostaria daqueles lá de baixo também. Enquanto não se encontravam, peguei seu lábio inferior e beijei bem gostoso, fazendo com que ele gemesse na minha boca. Ele não deixou barato e chupou meu lábio superior, retribuindo a provocação altamente sexual com seus lábios e mãos nos meus seios. Os amassos continuaram, até que beijos não eram mais suficientes. Edward levantou seus olhos do meu rosto e eu vi que ele estava completamente excitado, faminto pelo meu corpo. Ainda assim, ele perguntou, bem baixo.

–Tem certeza?

–Não me pergunte de novo, eu quero agora. – balancei a cabeça, respirando fundo.

Edward sorriu.

Antes que eu terminasse se responder, ele já descia lentamente sua mão para o meio das minhas pernas novamente. Acariciava os cantos como fazia com as minhas costas. Eu fiquei mais arrepiada do que antes, e retraí.

–É... parece que está pronta. – ele piscou e tirou a mão de mim, segurando nos meus joelhos com as duas mãos e afastado minhas pernas com cuidado. Eu pude ver melhor agora que ele estava sentado de joelhos na cama. Edward era muito homem. – só mais um pouco... e relaxa. – Ele deitou sobre meu corpo e tudo que eu queria era beijá-lo, mas ele continuou falando. – Pode doer um pouquinho. Se quiser parar, grita. – ele sorriu e me deu um selinho.

–Tá bem. Agora fica calado. – eu sorri, sentindo nossos corações batendo juntos. Ele continuava acariciando meu seio, mas a mão começou a descer para a minha perna. Eu abri mais para ele deitar completamente em cima de mim. Gostei de como ficamos. Parecíamos prontos para encaixar como um quebra-cabeças perfeitamente confuso, como eram nossas vidas.

Edward começou a roçar seu sexo no meio das minhas pernas. Seus beijos voltaram à ativa e eu estava cada vez mais perdida de tesão por ele. Mordi seu lábio inferior para mostra-lo que eu também sabia provocar e o queria, e ele disfarçou um sorriso entre meus lábios, colocando mais pressão entre as minhas pernas. Eu sabia que ele estava muito excitado, estava claro por toda aquelaexuberância. Eu apertei seus ombros no meu corpo, deixando claro que queria senti-lo de uma vez por todas dentro de mim, e ele atendeu.

Edward penetrou de vez e eu suspirei bem alto, fazendo com que ele abrisse os olhos e voltasse a me beijar bem devagar, enquanto procurava me acostumar com leves movimentos.

–Tudo bem? – ele sussurrou entre beijos.

–Sim. – beijei enquanto ele continuava se movimentando por cima de mim.

Dor e paixão me invadiram completamente.

Tão logo a primeira diminuiu, eu o sentia por completo. Edward não estava brincando quando me prometeu ser cuidadoso. Ele se movia com desejo nos olhos, mas sempre fazia com calma.

A dor era suportável. Eu me acostumei com ele dentro de mim depois de alguns minutos, e segui seu conselho inicial: relaxei. Relaxei tanto que logo comecei a gemer, porque meu tesão estava sendo saciado. Ele, que antes prestava atenção a cada gesto em meu rosto, agora mantinha uma mão na minha cintura, ajudando a controlar seu ritmo calmo e constante dentro de mim. Senti como se estivéssemos dançando, mas agora, no céu.

Eu o beijei como antes, mais calma e acariciando suas costas.

Puxei seu corpo contra o meu pelas suas costas, e ele entendeu o recado. Eu estava extasiada, e de repente parecia até outra pessoa. Eu queria tudo, pouco importava a dor. Edward aos poucos aumentou o seu ritmo e eu percebi que ele estava completamente louco de desejo por mim. Nossos corpos logo ficaram molhados, e eu senti algo que nunca tive até então. Era uma mistura deliciosa de fogo e gelo brotando no meio das minhas pernas. Ele era a chama em mim. Edward me queimava por dentro.

Meu corpo oscilava debaixo do seu e não era só reflexo do seu movimento por cima: aquela eraeu, completamente louca de desejo por ele. Edward era uma delícia, e eu queria mais. Minhas pernas se abriram completamente e o prendi entre elas, pousando meus pés na sua cintura. Eu estava, por fim, batalhando contra meu pequeno vulcão. Ele continuou fazendo amor comigo e me olhou, apoiando os cotovelos por cima dos meus ombros novamente. Eu estava praticamente escondendo um sorriso de olhos fechados e boca entreaberta, me prendendo e gemendo com cada metida sua.

– Vai, solta isso. – ele tentava me provocar ainda mais beijando minha orelha, sabendo que eu estava prestes a explodir. Meu rosto deve ter queimado de vergonha com aquilo, mas eu não consegui mais me controlar. Edward empurrava com mais jeito, me olhando enquanto praticamente rebolava para dentro de mim, fazendo com que eu o sentisse em cada centímetro, penetrando minha alma. Eu fiquei enlouquecida com aquilo, e acho que realmente uma parte queimou dentro de mim.

Apertei meus olhos fechados e abri a boca, com todo o calor que ele me trouxe. Devo ter falado alguma coisa impronunciável, e sussurrei seu nome no ouvido.

Meu corpo estava em choque, de um jeito inexplicável.

–Isso, amor - ele sorriu enquanto me olhava, sem cessar seus movimentos. – Como você é gostosa...

Senti que ele ainda queria, e o envolvi com minhas mãos, me sentindo realizada por ser tão desejada assim. Edward tentou disfarçar, mas com toda sua excitação e pulsar dentro de mim, eu sabia.

–Porra, delícia... – ele sussurrou e gemeu alto, se contraindo todo em cima de mim. Logo tentou se consertar do palavrão fora de hora. – desculpa. – Ele penetrou com mais força do que antes, e senti toda a sua força dentro de mim.

–Tudo bem, é o que parece mesmo. – sorri com ele, diminuindo o ritmo e me beijando docemente enquanto fazíamos amor. – eu... gosto disso. – confessei sussurrando ao seu ouvido.

Permaneceu de olhos fechados por alguns instantes, e ainda o sentia pulsar.

–Eu também. – ele me cobriu de beijos pelo rosto, enquanto rebolávamos na cama do hotel. -Mas esses últimos dez segundos não foram planejados... desculpa. – ele me olhou.

–Eu estou amando cada segundo, Edward. "Sem desculpas". – imitei sua voz, e ele sorriu.

–Você é uma deusa... – ele me beijou docemente. - agora temos um problema.

–Qual? – acariciava seu rosto, ainda o sentindo bem quente e úmido entre minhas pernas.

–Eu vou querer de novo. – ele me olhou, maliciosamente.

–Eu também tenho um problema.

–Qual? – ele beijava meu lábio inferior.

–Vou querer repetir hoje mesmo.

Quando eu disse, ele sorriu.

–Bem, - ele beijava meu pescoço, e com sua voz aveludada, continuou. – Eu vou querer amanhã... e depois, e depois, e depois... – ele falou ao meu ouvido enquanto beijava várias vezes. – foi a melhor tarde da minha vida. – ele piscou. E eu, corei e sorri.

– Minha também. Você foi... você é bem romântico, Edward. – ele, que diminuía o ritmo conforme conversávamos, fez uma careta e sorriu.

–Eu disse que faríamos amor. – ele me olhou. – e só poderia fazer assim contigo, Isabella.

– Eu me sinto sortuda por ser sua namorada...oops, esposa. – nós rimos com minha confusão e ele me deu um selinho.

–Linda. – ele me olhou.

–Devo estar horrível, isso sim.

–Deixa de drama... vamos ver. – ele pegou a máquina fotográfica e me fez posar ao seu lado na cama. Seu rosto era de safado, e eu, nem sei dizer qual era o meu.

–Vê? – ele me mostrou a foto e eu franzi a sobrancelha.

–Acho que vou tomar um banho.

–Vai. Depois eu vou. – ele se arrastou para meu lado e eu comecei a levantar. – Isabella. – ele chamou.

–Eu te amo.

–Também te amo.

– Só não se assuste com o sangue – ele alertou quando eu saí da cama, suja entre as pernas. E podia sentir seus olhos totalmente em minhas curvas.


–Parou?

–Parou. – eu sorri. -Você é enorme. – sentei no seu colo.

–Você é um delícia. Tão... apertadinha. – ele piscou e continuou roçando em mim, e eu sorri, sem graça. Ouvir coisas ousadas assim era completamente novo para mim.

Bem, tudo era novo pra mim.

Quando passaram três horas desde a nossa primeira vez, eu já queria mais. Pedimos comida no quarto e comemos praticamente nus. Isso não ajudava em nada. Eu perdi o foco do almoço diversas vezes enquanto tentava olhar o corpo másculo de Edward. Acho que o mesmo aconteceu com ele, que ainda não sabia controlar seus olhares. Ele observava os meus seios sem parar. Quando eu levantava, olhava minha traseira. Mas só olhava. Talvez eu tenha provocado essa paciência de monge, com tantas fugas das suas mãos em pouco mais de três meses.

Nos vestimos para ter concentração e tentar descansar um pouco.

Só conseguimos tirar uma soneca, e pedimos o jantar mais cedo.

Não queríamos deixar o quarto por nada.

–Edward, eu quero transar contigo. Agora. – falei, durante a noite.

–Agora? – ele olhou, confuso.

–Sim, eu disse que queria. Você não quer?

–Quero. Mas acho que precisamos dormir.

–Dormir?

–Isabella, não prefere ir com calma? Mal tirei seu cabaço e já está assanhada assim. – ele cruzou os braços atrás da cabeça, deitado e me olhando. Que orgulhoso sacana.

– Não. – balancei a cabeça. – eu quero agora.

–Vem cá, vamos fazer amor então. – ele me puxou para cima da sua barriga e eu ri, tentando sentar de novo.

–Não. Agora eu quero que você faça como costumava fazer.

–O que? – ele me olhou, chocado.

–Sexo, Edward. Você fez como eu sonhava... e foi incrível. Estou pronta para repetir a qualquer momento. Mas agora quero que faça como você quer. Sem controle. – me inclinei para trás e o olhei com um meio sorriso, tentando o seduzir. Ele mordeu o lábio e esfregou o cabelo.

–Isabella, Isabella, Isabella... não me peça isso.

–Por quê?

–Mal começamos... não quero te traumatizar. – ele riu ironicamente.

–Acha que vai me machucar?

–Acho que precisamos treinar mais... – ele sorriu maliciosamente - quando você estiver preparada, partimos para a segunda fase. – ele piscou e eu ri.

– Então vou dar o meu melhor para passar para a próxima fase... – me inclinei sobre seu corpo e o beijei.

– Preciso confessar que já virei fã dessa primeira fase. – ele beijava meu pescoço e eu o sentia por baixo, meio excitado.

– Sabe o que eu tenho curiosidade para saber na próxima fase? – me esfregava nele o tempo todo, só para o provocar. Ele começou a suspirar e apertar minha cintura.

–Hum? – ele perguntou de olhos fechados.

–Você falando suas besteiras. – eu mordi sua orelha e ele abriu os olhos, me olhando assustado.

–Quer que eu fale sujeira no seu ouvido enquanto a gente transa?

–Quero. – sorri.

–Ah, isso eu posso fazer agora.

–Faça. – sentei de novo no colo dele. Edward olhou para cima e começou a sorrir pensando em algo.

–A gente precisa alargar esse buraquinho aí antes de eu te foder com força. Que tal?

Eu ri e acho que corei. Ou melhor, tenho certeza.

–Vê? Não posso falar besteira. Você fica sem jeito por nada.

–Cala a boca... – virei os olhos.

–Isso me leva a outra questão bem paradoxal. – ele riu, me olhando.

–O que?

–Você me provoca sem falar muito.

–Eu? – ele balançava a cabeça afirmando. – como?

–Quando sussurra alguma coisa no meu ouvido, me deixa louco.

–Eu fiz isso? – perguntei e ele afirmou de novo, sorrindo.

–Eu estava gozando e você disse que gostava daquilo. Me fez explodir de vez naquele segundo.

–Não foi bem assim. – virei os olhos. – eu disse isso porque gostei quando você se perdeu também.

– Gostou, é? – ele subiu as mãos por baixo da minha blusa, chegando até os seios.

–Gostei. – segurei nelas por cima da minha blusa, e fiquei arrepiada quando ele começou a massagear meus mamilos.

–Gosta disso? – ele perguntou, enquanto trabalhava com as mãos por dentro da minha roupa.

–Gosto... – sorri para ele.

Edward tirou minha blusa e ficou me olhando no colo dele. Logo voltou com as mãos e eu fiquei excitada.

O toque dele me fazia isso, e eu já nem mais respondia por mim há algum tempo.

–Você é tão linda... – ele sorriu, enquanto me massageava.

–Você também, Edward.

Ele me puxou e nos beijamos loucamente enquanto suas mãos desciam pelas minhas costas. Eu tentei puxar a bermuda de Edward, mas ele não deixou.

– Isabella... – calma, tá bom?

–Tá. – eu sorri e ele me virou na cama, ficando por cima.

Edward repetiu o ritual, mas, dessa vez, com mais calma ainda. Beijou meus pés e subiu com os lábios até minhas coxas, onde ele apalpou toda a carne que encontrou. Ele queria me sentir em suas mãos e aquilo me excitava sim, tanto quanto o ato em si. Ele talvez estava certo.

Bem que o safado disse que tinha muito o que ensinar...

Fiquei com mais tesão ainda quando ele tirou a bermuda. A cueca era branca, e eu podia ver como ele também estava excitado. Ele não tirou a peça, mas voltou novamente para perto de mim e afastou minhas pernas. Seus lábios voltaram para minhas coxas e dessa vez, ele fez algo novo. Edward me beijou por cima da calcinha. Ele foi gentil, mas tive a impressão de que queria me lamber bem ali. Entretanto, não tirou minha lingerie. Seus lábios sorriram e eu gemi, querendo que ele tivesse realmente me despido por completo.

Eu fiquei ainda mais excitada com seus beijos. Minha calcinha? Claro, já estava úmida. Agora entendi porque ele fez aquilo: queria me provocar e testar meus limites. Creio que essas coisas devem ser alongamento para a melhor parte. Porra de preliminares.

Edward abriu os olhos e viu como eu estava ansiosa, então seus lábios subiram mais ainda, e ele beijou minha barriga, abaixo do umbigo. Eu podia ver melhor agora, ele estava ainda mais excitado. Seus beijos foram subindo mais, até chegar em mais um ponto novo: meus seios. Edward os olhos e sorriu de uma maneira bem cafajeste. Eu pensei que ele ia beijá-los, mas não. Ele apenas os tocou, sentindo meus mamilos em seus dedos de novo. Com o atrito das suas mãos em mim, eu não tinha mais como controlar minha libido.

–Edward... não me provoque tanto, isso não é justo.

Ele sorriu e voltou a sentar entre minhas pernas. Tirou a sunga devagar, e lá estava,completamente pronto para me amar pela segunda vez.

Eu não tinha mais nada a perder, o deixei me guiar.

Ele já conhecia o caminho.

Puxou minha calcinha devagar, sempre olhando para meu sexo, se aproximando, sem desviar o foco. Quando ele estava completamente na minha direção, eu afastei minhas pernas. Ele pegou em minha cintura e me puxou com calma para encaixar direito, direto. Dentro de mim. Ele suspirou e se inclinou sobre meu corpo, enquanto seu sexo penetrava em mim devagar.

Glorioso, e cheio de luxúria.

–Você já estava pronta de novo, Isabella... – ele sorriu maliciosamente e me beijou, começando a meter devagar em mim, penetrando sem pressa alguma.

–Acho que se continuar fazendo isso antes, vou ficar sempre molhada quando você chegar aí... – sussurrei no seu ouvido, segurando em seu ombro, e ele gemeu baixinho, sorrindo. Ah, como metia gostoso.

–Olha só quem sabe falar besteira...

–Você que provocou. – ele me olhou, enquanto aumentava os movimentos devagarzinho, o que nos calou.

Eu o beijei e gemi de prazer enquanto ele entrava e saía. Edward não tirava os olhos dos meus, gemendo baixinho também. Eu ainda sentia dor, mas era menos do que mais cedo.

Nós ficamos assim por um bom tempo, fazendo amor gostoso e suando nossos corpos de prazer.

Em certo momento, as coisas esquentaram de vez entre nossas pernas. Acho que Edward sentiu o mesmo, pois ele aumentou a intensidade e escorou os braços na cama por cima de meus ombros. Aquilo fez com que ele penetrasse melhor em mim e encostasse em todas as minhas áreas mais sensíveis.

Pronto. Sem muito esforço, Edward já sabia como me deixar louca na cama.

Ele começou a rebolar dentro de mim, intercalando o movimento com sua penetração quase intensa.

Aquilo ardia. Eu comecei a gemer mais e meu marido, que ainda analisava meu rosto, sorriu com minha reação. Ele estava com os lábios entreabertos, o que indicava que tinha tanta vontade quanto eu. Ele então sutilmente começou a meter mais longe, e eu sorri, sentindo ele quase que completamente dentro de mim.

Doloroso.

Glorioso.

Gostoso.

– Não prende... quero sentir todo o seu mel em mim. Consegue soltar essa delícia? – ele sorria maliciosamente para mim e aquilo basicamente acabou comigo. Ele estava falando bobagem, e já nem era algo que soava sujo. Era mais sensual do que vulgar, pelo menos aos meus ouvidos. Se é que isso é possível.

Eu concordei com a cabeça e ele continuou empurrando, tão duro que pensava que ia ficar preso dentro de mim. Não demorou muito até eu ter um choque na cama e agarrar em seu corpo.

–Que mulher gostosa... – ele falou baixo, no pé meu ouvido.

Eu gozei nele.

Ele empurrou duas vezes com mais força, e também gozou em mim.

Seu corpo caiu por cima do meu enquanto ele relaxava, rebolando bem devagar.

Nos beijamos assim pelo que pareceram horas, um dentro do outro.

Edward era bom demais, e eu estava disposta a aprender absolutamente tudo o que ele pudesse me oferecer.

Carícias, preliminares, amor, sexo. Eu queria tudo, e mais.

–Te amo. – suspirei no fim da noite.

–Também te amo. – ele sorriu e foi para meu lado me abraçando por trás. Assim dormimos depois do nosso primeiro dia de puro amor.


No dia seguinte, eu tive que esfregar os olhos para ver se não estava dormindo ainda. Obviamente ainda estava nua, apenas coberta.

Eu senti algo quente no meio das minhas pernas e levei um susto. Olhei para o lado e ele não estava lá. Mas a sombra coberta entre as minhas pernas denunciava tudo.

Edward estava entre elas.

Ele estava me lambendo...ali. Bem ali.

Aquilo ia além das minhas expectativas do dia anterior. Eu cobri meu rosto para vê-lo, e sorri, arqueando uma sobrancelha.

–O que você tá fazendo? – perguntei com escárnio.

–Desfrutando do meu café da manhã... – ele piscou e continuou me beijando docemente. – minha esposa demorou para acordar, então eu fiquei faminto.

Eu ri. O primeiro sinal de sua "perversão intrigante" se mostrava ali.

E eu gostei.

–Estou com fome também. – falei enquanto ele continuava me olhando, e imediatamente parou de lamber minha intimidade para subir contra meu corpo nu.

–Acho melhor vestir alguma coisa antes de pedir nosso café... – ele murmurou ao meu ouvido.

– Engraçado que não deixamos esse quarto desde que chegamos. – eu sorri, cobrindo minha boca com o lençol. Sem bafo agora, por Cristo.

–Por que devíamos? A melhor refeição está bem aqui... nessa cama. Tem gosto e cheiro de morango.

–Pervertido. – franzi os olhos, sem nem avaliar a palavra. – Não era cereja?

–Safadinha. – ele riu. – Seus lábios tem saber de cereja... mas lá embaixo, é o melhor morango que já comi.

Ele estava finalmente se revelando.

Eu realmente gostei daquele pedaço de céu.