História U.A. inspirada nos personagens de Saint Seiya.

Disclaimer: Saint Seiya e todos os seus personagens pertencem a Masami Kurumada. Este texto não possui qualquer caráter comercial

Obs: este capítulo contém cenas fortes. Desculpem! Mas é importante para a estória.

Capítulo 14 – Violência

Paris, dias atuais

- Está ótimo, Isaak! Só faz as mudanças que eu pedi e me manda por e. mail. E eu pego em Lyon e imprimo por lá!

- Mas Dr. Chevalier... – começou Isaak.

- Kamus, Isaak. Me chama de Kamus. Já te falei mil vezes.

- Kamus... bom, você não vai voltar para a festa do Mú? É em 3 dias.

- Eu vou, sim. Vou chegar meio em cima da hora, mas volto para a festa. Vou passar poucos dias em Lyon, desta vez.

E Kamus recolheu as coisas e se foi, apressado. Afinal, o avião saía em menos de 2 horas e o trânsito estava louco. Aliás, era melhor ir logo de metrô. Mas, finalmente, ele achara um bom assistente. O anterior, Hyoga, até que era dedicado e tudo o mais, mas a qualquer crítica só faltava chorar. Sentimental demais! E Kamus não agüentava trabalhar com gente assim. Ainda bem que entre os recém contratados ele selecionara Isaak para trabalhar consigo. E o melhor, Isaak agora passava o serviço para Hyoga e evitava que o loirinho ficasse sentimental na frente de Kamus. O problema mesmo era que Shion parecera gostar de ter Kamus em Lyon. Ele passava metade de sua semana por lá. E como Milo passava bastante tempo em Atenas, eles mal se viam.

Mas, enfim, ele voltaria para a festa de Mu. Marin já lhe adiantara que Milo iria e que os gêmeos não. Assim, estava resolvido. Essa seria sua chance de esclarecer algumas coisas com Milo.

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Sorrento e Tétis entraram no quarto do hotel de Tétis aos beijos. Ele tinha urgência em tê-la, mas ela parecia ter ainda mais. Céus! Ela o enlouquecia. Ela era linda, sensual, encantadora. Em sua cabeça, Sorrento só conseguia compará-la a uma sereia! Linda e encantadoramente perigosa. E, aos trancos e barrancos, eles encontraram a cama da suíte que Tétis ocupava. Sorrento colocou-a abaixo de si e continuou a beijá-la com amor. Foi quando ele sentiu o cano frio de uma arma em sua cabeça. Sorrento ainda tentou proteger Tétis com seu próprio corpo, mas ele tinha noção de que era tarde demais. Envolvido como estava pela presença de Tétis, ele fora pego completamente desprevenido. Sorrento nem precisou ouvir a voz de Julian Solo para saber quem estava lá:

- Ah, irmãzinha! Você veio a Paris e se esqueceu de me visitar...

Sorrento foi puxado violentamente da cama e algemado com as mãos para trás. Um capanga imenso de Julian o segurava. E ele não podia fazer nada para defender Tétis. Nada! Seu desespero devia ser evidente, pois Tétis o olhou e tentou se levantar para ir para perto de si, mas foi impedida por um homem estranho que a colocou sobre a mira de uma faca.

- Julian! Eu... eu ia te ver... Mas eu achei que você não iria querer... que você estava bravo comigo...Julian...

- MENTIROSA! VOCÊ VEIO VER ESSE INFERIOR!

- Julian! Não fala assim... O Sorrento... ele é...a melhor pessoa que...

Mas Julian se levantou e a esbofeteou. Tétis gritou, mas foi puxada pelo tal homem estranho, que colocou a faca em seu pescoço e ela imediatamente parou de gritar. E Sorrento, que tentara jogar-se na cama para defendê-la, levou uma forte coronhada na cabeça. Céus! Julian estava louco. Ele não era assim! Sim, ele tinha uma obsessão por Kanon, mas ele não era assim. E a verdade que ela tentara não ver por tanto tempo a atingiu como um raio! Sim, Julian era assim! Julian era louco! O que ele fazia com a família Kyrillos era sinal de sua loucura. Tanto sofrimento. Tanta maldade. E ele quase matara Milo! E quase matara Saga! E ela nunca fizera nada para impedi-lo. Tétis se forçava a achar que era um capricho. Que iria passar. E ela o protegia. Sempre! Ela o protegia da polícia e o deixava continuar. Ela era culpada também. E agora Julian tinha Sorrento em seu poder. O único homem que ela amara em sua vida. Céus! O que ela fizera? E Tétis olhou para Sorrento em desespero.

- Sr. Solo, ela é sua irmã. Não a machuque, por favor... – começou Sorrento antes de levar um soco nos rins e cair ajoelhado no chão.

- NÃO FALA COMIGO! – gritou Julian para Sorrento – Alberich, mostra para minha irmãzinha que eu não estou bravo com ela... – acrescentou Julian num tom falso que prenunciava o desastre. Sorrento estremeceu fortemente.

Alberich, então, pegou Tétis e a beijou. Tétis reagiu, mas levou um soco no rosto e caiu para trás meio zonza, ao som de um gemido. Sorrento tentou se jogar novamente na cama, mas o gigante jogou-o novamente no chão e o chutava sem dó. Quando ele foi levantado, com um grande pedaço de fita adesiva grudado a sua boca, ele viu que Tétis tivera as mãos algemadas à cabeceira da cama. E Julian, sorrindo, ouvia Tétis chorar e implorar enquanto aquela aberração cortava as roupas dela com a faca. Ódio, desespero, agonia. Essas eram palavras muito fracas para definir como Sorrento se sentia.

Tétis agora estava exposta na cama. E Alberich passava a faca pelo corpo dela, deliciando-se com o pavor que se refletia em seu rosto. Tétis implorava a Julian para parar com aquilo, mas ele sorria. Às vezes Tétis chamava por Sorrento. Às vezes ela gritava e, sempre que isso acontecia, ela apanhava. Os gemidos de Tétis eram horríveis de seu ouvir! Céus! Julian era irmão dela! Ela o salvara do naufrágio! Como ele podia fazer aquilo com ela? Por várias e várias vezes Sorrento tentou se livrar e proteger Tétis de alguma forma, mas a força daquele gigante era inacreditável. Sorrento apanhara tanto durante aquela tortura que ele caíra no chão em busca de ar. E nem gritar ele podia! Só chorar. E as lágrimas de desespero vieram.

Então, o gigante o levantara e o segurara de frente para a cama para que ele também pudesse ver a cena. Agora Alberich parara de brincar com sua faca e tocava o corpo de Tétis com violência. Ah! As coisas que ele falava para ela! Se Sorrento pudesse matar Alberich, ele o faria, sem dúvida. Tétis gemia e chorava baixinho. Ela aprendera na prática que se gritasse, ela apanharia. Mas ela ainda reagia. E apanhava. Pelos deuses. Ele não ia agüentar aquilo. Ele preferia morrer ao ver aquela aberração possuir sua Tétis. E Sorrento fechou os olhos e rezou aos deuses. Então, Sorrento ouviu a voz de Julian Solo:

- Você quer que eu peça para o Alberich parar, Sorrento?

Sorrento olhou para a cena mais uma vez. Alberich posicionava-se por cima de Tétis, pronto para possuí-la. Ela chorava baixinho, mas parara de reagir, de gritar ou mesmo de gemer. Seu corpo estava cortado em alguns lugares e em outros estava marcado pelas agressões. O rosto dela também tinha sinais de agressão. Oh, céus! Claro que ele queria que Alberich parasse com aquilo. Ele enlouqueceria se Tétis fosse violentada! E Sorrento olhou para Julian Solo e acenou com a cabeça, concordando.

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Tétis tremia no carro, ao lado de Julian. Ela fora algemada com as mãos para trás e estava apavorada e com dor. Alberich estava no banco da frente com o motorista. Thor, o gigante, ficara com Sorrento no hotel para espancá-lo um pouco mais... sem marcar o rosto...ou os locais visíveis, Thor... A recomendação de Julian ainda ressoava em seus ouvidos. E o olhar de medo, amor e desespero que Sorrento lhe lançara quando ela fora obrigada a deixar o hotel com Julian a marcara profundamente. Sim, Sorrento a amava. Ele estava apavorado com o que podia acontecer a ela. E, assim, Julian o obrigaria a fazer qualquer coisa. Pobre Sorrento! Tétis o amava com todo o seu coração. E ela não podia fazer nada.

E agora Julian estava ao lado dela e ela tinha medo até mesmo de olhá-lo. Para onde ele a estava levando? Mas isso não era importante. Tudo o que importava era que Sorrento ficasse bem. Que eles pudessem ficar juntos um dia. Que os Kyrillos conseguissem, de alguma forma, fugir à fúria doente de Julian. E as lágrimas vieram novamente. E, com nojo, Tétis sentiu que Julian secava suas lágrimas com os dedos:

- Não fica assim, irmãzinha. O que te aconteceu não é nada perto do que vai acontecer com aquela italiana vadia que dá em cima do Kanon!

Tétis tremeu novamente. Ela bem podia imaginar o que eles fariam com Shina. Louco! Seu irmão era completamente louco. E ela era prisioneira dele. E Sorrento também. E ela não podia fazer nada. Nada!

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MdM acordou cedo. Ele SEMPRE acordava cedo. Afinal, proteger a família Kyrillos era um trabalho de 24 horas. E ele trabalhava com eles há muitos anos. Dezoito, para ser exato. Ele fora contratado para fazer a segurança da pequena Shina. Como ela só falava em italiano e se recusava a aprender grego, MdM fora contratado como segurança dela, apesar de sua pouca idade. Mas, naquele tempo, o trabalho não era... como agora. Tudo mudara.

Antes da crise se agravar, MdM pessoalmente conseguira evitar duas tentativas de seqüestro de Kanon e uma de Saga. Ele conseguira impedir 3 assaltos à casa e uma tentativa de roubo de segredo industrial das empresas Kyrillos. Ele impedira alguns assaltos à mão armada. Ele também impedira que uma bomba caseira fosse aberta em casa e a desmontara. Sim, em 15 anos, esses foram todos os atentados que a família sofrera. O resto do trabalho fora impedir o assédio dos repórteres, fazer a segurança da comunicação da empresa, instalar dispositivos de vigilância, monitorar Julian Solo e a família Kyrillos. Trabalho rotineiro. Depois de poucos anos MdM passou a ser o chefe de segurança da família. Foram anos de trabalho, afinal. Trabalho rotineiro. Trabalho no qual Saga se transformara em um grande amigo. Trabalho no qual ele encontrara seu grande amor. Mas, um dia, a crise se agravara e Shina fora seqüestrada. E atualmente a crise piorara ainda mais. Todos eram alvo.

E MdM se levantou preocupado. Céus! Ele queria muito ficar em Paris, mas Kanon insistia que ele devia ir a Atenas com eles. O problema era que MdM estava com um péssimo pressentimento. Péssimo! Nos últimos 6 meses, Julian Solo já atacara Saga violentamente duas vezes. Outros esquemas para atacá-lo – dos quais que nem mesmo Saga sabia - foram desmontados por MdM. Enfim, há seis meses Julian Solo atacava somente Saga, sem sucesso. Claro que ele iria ter que mudar de estratégia. Saga iria parar de ser o alvo principal. Julian teria que mudar. Mas quando? E Kanon não parecia se preocupar! Cacete! Deba estava em Atenas. Ele e sua equipe podiam cuidar perfeitamente de Saga e Kanon. Já a equipe de Paris era nova, afinal. MdM só confiava plenamente em Sorrento. Não! MdM tinha que ficar com a família e... com Afrodite.

Pensar que Afrodite podia sofrer algum ataque era seu pior pesadelo. MdM ainda se lembrava de como o conhecera. Aliás, como ele podia esquecer? Ele estava nos jardins de casa, olhando ao longe Shina brincar com a babá, quando uma criança, um pouco mais velha, apareceu! Não! Não era uma criança. Era um anjo. E vinha diretamente do jardim das rosas e tinha lágrimas nos olhos. MdM o olhava embasbacado. Cabelos prateados. Olhos azuis transparentes. Uma pintinha no rosto. Mas a criança, confiantemente, lhe entregou a rosa que segurava, com a mão sagrando. MdM pegou a rosa e virou a mão da criança. Toda furada pelos espinhos.

- Ma che...?

- Para... para você... Eu peguei para você! Mas, me machuquei...

-Quem é você?

- Eu sou Afrodite, primo da Shina!

- E por que você me trouxe uma fiore, Afrodite?

- Você é bonito! Combina com ela... com a fiore! - tão lindo, tão doce, pensou Mdm emocionado. Será que foi aí que ele perdeu o coração?

- No, você é que é una fiore, Afrodite. Per me tu es una fiore! - MdM ainda se lembrava do sorriso feliz que Afrodite lhe lançara, então.

E MdM o levou para a casa e pediu para alguém curar a mão dele. E, assim, eles sempre se encontravam no jardim. Flor, como ele passou a ser chamado, gostava de jardinagem. E Shina, sua protegida, passava as manhãs brincando no jardim. E, assim, Afrodite foi crescendo e MdM continuou na casa. Flor era seu anjo. Só seu. Ninguém parecia se importar com os demais por ali. Todos viviam fechados em suas próprias dores. Só Afrodite era diferente. Só ele parecia se importar com todos. Ele sempre fora assim, não importava o quanto estivesse ele mesmo machucado, ele faria tudo para que o resto das pessoas estivesse bem. E os outros pareciam nem ligar para isso. Os outros pareciam nem saber que um anjo como aquele morava naquela casa tão vazia. Mas MdM sabia. E apesar da diferença entre eles, MdM passou a amá-lo. E protegê-lo era sua mais importante atribuição. Sim, MdM sabia que Flor pensava que ele era irrelevante, que Julian Solo nunca tentara algo contra si. Ah, mas ele não podia estar mais enganado. MdM sempre o protegera e Flor nunca ficara sabendo das vezes em que Julian Solo tentara algo contra si. MdM preferia assim. Preferia que Flor não soubesse. MdM não queria que nada embaçasse o seu sorriso. Que nada lhe tirasse o sono.

MdM podia ficar sem dormir de preocupação. Ele podia ter medo por Afrodite. Desde que Afrodite achasse que estava seguro, nada mais importava. Nem que Flor não soubesse que MdM era apaixonado por si. Não, Flor era milionário. E ele era um empregado. E MdM se levantou para fazer milhares de recomendações a Sorrento. Pelo jeito ele teria realmente que ir a Atenas. Kanon era mesmo um idiota! Mas a influência que ele tinha sobre Saga era mesmo impressionante.

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Shina acordou cedo. Ela sabia que os primos iriam a Atenas naquele dia para uma série de reuniões com a administração das empresas e queria vê-los antes. Para que, nem ela mesma sabia! Mas a verdade era que eles ficariam fora por uns 5 dias e Shina queria se despedir de Kanon. Mas mal entrou na sala, Shina notou que Kanon estava de péssimo humor. Aparentemente ele e Saga estavam discutindo sobre a segurança, por óbvio.

- Kanon, eu já disse que prefiro que o MdM fique aqui em Paris para cuidar de todos. Desta vez nós vamos ficar fora por muito tempo. Eu prefiro saber que o MdM está com a família.

- E eu já te disse que ele vai conosco. Proteger você é a função dele, Saga!

- Não, Kanon! Ele é o chefe de segurança. Ele não é meu segurança pessoal.

- Já disse que ele vai conosco! Há muito tempo o principal alvo do Julian é você, Saga! O Sorrento cuida das coisas por aqui.

- Não dá para ele ficar sozinho, Kanon! O Deba já está em Atenas cuidando da segurança das reuniões. E o Milo vai passar esses dias em Paris.

- O MdM vai e o Milo vai nos encontrar em Atenas para as últimas reuniões, Saga! O Sorrento dá conta de tudo. E nós já contratamos um monte de seguranças novos!

- Eu sei, Kanon, mas eu ainda não confio neles. Deixa o MdM em Paris!

- NÃO! JÁ DISSE QUE NÃO! - E, foi só aí que Kanon e Saga notaram que Shina entrara na sala. – Bom dia, Shina! Hoje nós vamos para Atenas – acrescentou Kanon, rápido.

- Eu... er... sei, Kanon. Por isso acordei cedo. Para ... para me despedir de vocês dois... – sim, Saga a olhara surpreso, mas nada parecido com o olhar que Kanon lhe mandou.

- Para se despedir? – repetiu Kanon.

- Ecco...

- Está tudo bem com você, Shina? – disse Saga hesitante.

- Claro que si! – Shina já estava se irritando com aquilo.

- Eu... eu vou pegar minha pasta. Ah... e Shina...? A decoração da casa está muito bonita! Parabéns! – disse Saga saindo da sala.

- Grazzie mille ... Saga – disse Shina espantada.

Era a primeira vez em muito, muito tempo que Saga lhe fazia um elogio. Milo realmente o havia mudado para melhor. Verdade que Shina viera a Paris para se matricular num curso de decoração de interiores. Shina era arquiteta e iria se especializar em decoração de interiores de embarcações de médio porte. E, um dia, assumiria essa área das empresas. E quando eles decidiram se mudar do hotel para um imenso apartamento em Paris, a decoração coubera a Shina. Mas Saga nunca se importara. Milo vivia dando palpites, a seu pedido. Flor, então, nem se fala. Aioria criticava tudo e Kanon... bom, fazia comentários ocasionais. Mas Kanon se irritara com o espanto de Shina. Precisava ficar daquele jeito? Ele mesmo já a elogiara várias vezes e ela nem ligara. Mas como era Saga, tudo era diferente. Ah! O dia hoje vai se longo, pensou Kanon irritado:

- Ganhou o dia, hein, Shina? Seu amor te elogiou!

- Ma che?

- O Saga... ele te elogiou. – repetiu Kanon irritado.

- Mio... amore...?

- Ah, sem essa, Shina. Você sempre foi gamada no Saga! Bom, vou para Atenas. Boa semana para você!

E Kanon saiu da sala, deixando-a sozinha. Que bom que ela conseguira segurar as lágrimas até Kanon sair. Maldita idéia de acordar cedo para se despedir...

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Cacete! Ele bem que podia passar a vida sem se envolver mais com mulheres! Oh complicação! Mal acordara e se deparara com uma chorosa Shina! Tá certo que eles só brigavam, mas a verdade era que Aioria gostava muito da prima caçula! E ela não quis lhe dizer o que acontecera! O que podia ser? Maldição! Se eles não confiassem uns nos outros, em quem eles poderiam confiar? Em absolutamente ninguém, pensou Aioria emburrado, enquanto discava para o celular de Shina:

- Shina? É o Ória! Por que você não vem almoçar aqui perto do escritório hoje?

- ...

- Nada, que droga! Não aconteceu nada! Mas você vem?

- ...

- Tá, às 13:00hs, na porta do escritório. Tem um lugar legal aqui perto. Se der eu arrasto o Milo. Até!

E Aioria desligou o telefone para se deparar com Marin sentada em frente a sua mesa. Ela sempre o rondava! E nunca desistia! Isso já durava uns... 3 meses? E ela não desistia. Claro que Aioria não podia negar que isso fazia muito bem ao seu ego. Aquela ruiva linda, simpática, inteligente dando esse mole para ele. Justo para ele! Será que ela não sabia como ele era um inútil? A sua única vantagem era ter dinheiro! Será que era isso? Mas a verdade era que ela não parecia em nada interessada na sua conta bancária ou em dar um golpe do baú. Aliás, não se poderia dizer que Marin parecia interessada em nada além de... sexo!

- Marin! Eu estou meio ocupado agora!

- Tudo bem! Meu convite é para daqui a umas 3 horas. Você vai se desocupar até lá, não é?

Impressionante como ela sempre tinha resposta para tudo, pensou Aioria maravilhado. Não dava mais para negar que ele gostava dela. Ele se acostumara com a presença dela. E ela era tudo com o que ele sempre tinha sonhado. Ele mesmo gostaria de ter aquela confiança. Mas não dava para ficar com ela, pensou Aioria desapontado. Era para a segurança dela.

- Me diz o que é que eu te digo se posso ou não – disse Aioria de forma desinteressada.

- Queria te convidar para almoçar. Só comigo! – disse Marin.

Aioria olhou-a espantado. Em primeiro lugar porque, independente de tudo o mais, Marin nunca o convidara para algo que não envolvesse mais um monte de gente. Ela era tão popular! Em segundo, porque ele tinha marcado de almoçar com Shina na frente dela. Não, fora em grego! Ela não entendera, lembrou-se.

- Não vai dar, Marin. Eu acabei de marcar almoço com a minha prima.

- A Shina? – e desde quando Marin conhecia a Shina?, pensou espantado.

- É... você a conhece?

- Bom, eu a vi uma vez aqui no escritório... quando eu te conheci, lembra? - ela insistiu.

- Ah, é mesmo! – disse desinteressado.

- Mas o Shura gamou nela. Posso convidá-lo para almoçar com a gente?

- Quem?

- O Shura, oras. Vamos nós quatro.

Caramba! Ela nunca desistia... Mas, talvez, fosse disso que Shina precisasse. De alguém que massageasse o ego dela...

- Tá, às 13:00hs.

- Maravilha!

E Marin saiu feliz. Sim, aquele leãozinho ainda seria dela. Ele já estava bem mais receptivo. E ele era tão lindo e emburrado!, pensou Marin apaixonadamente.

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- Hoje eu estou enroladíssimo, Aioria. Não vai dar para almoçar, não! Você sabe que eu terei que ir para Atenas para as reuniões. Só não fui ainda por causa da festa do Mu. Eu jurei que eu iria...

- Mas... Milo! A Marin me chamou meio que para um encontro duplo!

- Mais um motivo para eu não ir, você não acha? Quem sabe assim acaba essa tensão e você fica com ela de uma vez?

- Não dá, Milo!

- Ah, Aioria! Preciso mesmo te ensinar tudo? É ela quem tem que dar. Não você!

- Engraçadinho!

- Mas por que não dá para ficar com ela? Nem me diz que você não gosta dela.

- Eu ...gosto. Gosto, sim! Mas é por sua culpa, Milo!

- NÃO VAI ME DIZER QUE VOCÊ TÁ A FIM DE MIM, AIORIA! - berrou Milo rindo.

- Há, há, há... NUNCA! Mas... é que depois do que te aconteceu... eu acho que nós não devemos nos evolver com ninguém... O Julian... você sabe como é.

Milo olhou triste para Aioria. Não, ninguém nunca falava naquele assunto. Mas claro que Milo já tinha notado a dificuldade dos primos em se envolverem com qualquer um. E claro que imaginava que eles temiam que as pessoas de quem eles viessem a gostar passassem por aquilo. Ele os conhecia, afinal. Tão bons! A família que o acolhera. E Milo mudou de lugar e sentou-se na cadeira ao lado de Aioria:

- Ória! Não é a mesma coisa. O Julian gosta do Kanon. E ele me viu com o Kanon. E ouviu o Kanon me chamando. Ele viu o Kanon se apoiar em mim quando ele ficou mal de asma. Ele não vai ter esse ódio da pessoa que ficar com você! Tira isso da cabeça. Se você gosta da Marin, vai atrás dela logo, Aioria. Você não vai achar outra gata dessas dando mole assim para você.

Aioria olhou para Milo entre surpreso e agradecido. E Milo acrescentou rápido:

- Mesmo porque você não é tudo isso, não é, Aioria?

- Vai te catar, Milo!

- Só depois de você, Aioria E me deixa trabalhar agora.

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Olá! A Virgo está meio insegura quanto a este capítulo! Ficou forte demais? De mau gosto? Tanto que boa parte estava escrita há milênios, mas eu desisti de postar até poder ler de novo e avaliar melhor. E... fãs do Julian... tenham dó! O cara é um psicopata! (pelo menos na minha fic).

E, por favor (por favor, por favor), deixem reviews para uma ficwriter em fase complicada! Tanta gente que comentava simplesmente deixou de comentar... Isso acaba me deixando meio desanimada com o mundo das fics (o único que me anima ultimamente). Esta fic – especialmente – é muito complicada de escrever!

Bom, agradeço às reviews mais do que maravilhosas de Sara, Mussha, Frozine, Tsuki Torres, Kimera, Dionisiah, Boromira, Shiryuforever, Sirrah, Dark Ookami, Sarah, Haiku, Kiara Salkys e Lukinha. Agradeço também a Allkiedis que comentou por e. mail. Vocês são muito queridas para mim! Obrigada!

Beijos da

Virgo-chan

jul/07