Twilight não me pertence, nem os personagens da obra.



Dedico essa fanfic as duas amigas que mais me apoiaram, independente do dia ou da hora, para que fosse concluída.

Stephanie (Teti) e Pamela (Pam)

Sem vocês eu não teria conseguido, obrigada mesmo! Amo muito vocês.



Capas:

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Capítulo 8.1 - Madalena

Algo em minha mente berrava para que eu corresse e eu obedeci, dando minhas três primeiras passadas quando senti dois braços frios na minha cintura, levantando-me do chão. Ele não estava me sufocando, estava me... Abraçando.

Fechei os olhos e esperei que tudo acabasse, novamente. Eu estava de novo diante da minha morte no mesmo lugar, e os mesmos olhos dourados passaram frente à minha visão, fazendo uma fina lágrima escorrer pela minha bochecha. Eu abandonaria Edward sem pedir desculpas, sem ter chance de me despedir.

O vampiro logo atrás de mim aspirou o ar com muita vontade, aproximando a boca do meu pescoço. Meu coração bateu contra minhas costelas furiosamente enquanto o pânico e a ansiedade subiam pelo meu corpo, fazendo meu cérebro trabalhar muito rápido e eu procurar algo em minha volta para me ajudar. Nada encontrei; só a escuridão.

Ele me largou repentinamente, e eu bati contra o chão de madeira. Virei-me pra encará-lo e encontrei o rosto dele mergulhado entre as mãos, aflito. O mesmo rosto que vi em Edward no dia do casamento, e então entendi que ele estava lutando contra a vontade de me matar, por algum motivo.

"Eu não posso." Ele anunciou pra si mesmo, bagunçando os cabelos que eu havia distinguido claros, na escuridão. "Madalena, eu não posso fazer isso com você ainda."

Madalena?

Céus! Esse vampiro estava atrás de mim porque achava que eu fosse alguém que não era. Abri minha boca em menção de avisá-lo que meu nome era Isabella e que eu não o conhecia, mas parei imediatamente, soltando o ar num suspiro único, travando meus lábios. Ele não havia me matado porque achava que eu era essa tal 'Madalena', e sabe-se lá o que ele faria se eu dissesse que sou a Bella.

Fiquei calada enquanto via ele numa briga intensa entre a tentação do meu cheiro e a estranha amizade que tinha pela minha figura, e discretamente comecei a me arrastar pra fora do palco, procurando meu celular em meus bolsos.

"Madalena" Ele chamou e eu me virei devagar, encarando os olhos vermelhos com medo. Ele caminhou até mim, e a cada passada que ele dava sobre a madeira, meu coração sentia que era um passo mais perto da morte. Ele estendeu a mão pra mim e eu senti meu corpo relaxar, a mesma sensação que tive no dia em que ele entrou em meu quarto.

Aproximou-se mais de mim, enlaçando minha cintura com os dois braços, afundando o rosto em meus cabelos - tomando o cuidado de não respirar -, passando a pele fria contra meu pescoço. Mais uma lágrima, seguida de outra e outra pelo meu rosto, eu estava em desespero, queria tanto gritar pra que ele tirasse as mãos de mim, mas tinha certeza de que nada sairia.

Ele afastou-se, mas continuou com uma das mãos na minha cintura, me segurando. Colocou uma das mãos dentro do que eu julguei ser um paletó e tirou algo de lá, algo que de começo eu não distingui o que era.

"Não chore, querida." Ele pediu, enquanto as lágrimas desciam livres pelo meu rosto, molhando minha blusa. "Nossa hora está chegando, eu prometo." Então ele se inclinou em minha direção e eu senti o maior pânico de todos; ele iria me beijar. Os lábios frios tocaram minha boca e eu cerrei os olhos, fazendo com que mais lágrimas descessem pelo meu rosto, juntei todas as minhas forças pra me afastar dele, mas os esforços foram inúteis.

Ele separou-se de mim e então colocou o objeto que havia tirado do paletó em minhas vistas; era uma rosa vermelha. Cheirou as pétalas com zelo e beijou-as logo em seguida, estendeu a mão em minha direção e encaixou a flor entre meu cabelo escuro, abrindo um enorme sorriso.

"Linda, como naquele dia." Comentou, afastando-se. "Eu ainda te amo, Madalena, e vim te buscar." As mãos frias foram de encontro aos lábios e ele jogou um beijo pra mim, saindo pelo corredor do teatro.

Como da última vez, meu corpo enrijeceu e eu ameacei a cair. Meus olhos ficaram pesados e minha consciência leve, eu pendi a cair, mas vi cabelos loiros em minha frente. Não loiros como os do vampiro obcecado por mim - ou pela eu-suposta-Madalena -, mas loiros como os de...

Rosalie?


"Bella?" A voz firme, melódica e feminina ecoou em meus ouvidos e meus olhos se abriram com rapidez, me deixando tonta. Encarei o rosto perfeito de Rosalie e franzi as sobrancelhas, fazendo menção de me sentar. Ela prendeu meu corpo contra o chão e fez uma expressão de veto.

"Rosalie." Chamei com a voz cortada, passando os olhos em minha volta. Não fora um sonho, aquele vampiro realmente esteve perto de mim novamente e eu nada pude fazer.

"Edward está chegando." Ouvi outra voz e imediatamente virei meu pescoço, vendo Jasper sentado na lateral do palco. Senti-me muito feliz por ter os dois ali, principalmente Rosalie que me odiava declaradamente. Eu não tirava tanto a razão dela, sabia que eu podia significar a exposição dos Cullen caso algo com Edward desse errado. Caso ele me matasse, caso não conseguisse se controlar...

Eu sabia então que não tinha o que temer, eu não tinha medo de ser machucada por ele e nem achava que algum dia ele fosse capaz de fazer algo de ruim pra mim.

"Obrigada." Sussurrei, vendo Rosalie virar o rosto pra mim, me encarando. "Eu sei que você não gosta muito de..."

"Não gosto mesmo." Ela cortou. Senti minhas bochechas arderem e meus olhos foram imediatamente pro chão, deixando de encarar os dourados. "Não gosto porque você está metendo os pés pelas mãos."

"Não entendi." Admiti honesta. Eu não estava metendo os pés pelas mãos com nada, nada que influenciasse Rosalie.

"Você tem de tudo pra ser feliz, você tem uma família, você tem uma vida" Ela enumerou com os dedos pálidos, indignada. "E quer jogar tudo fora de boa vontade? Bella..." Os dedos fecharam-se contra a palma com força e ela respirou fundo. "Você não sabe o quanto eu daria pra estar no seu lugar."

"Rose." Jasper repreendeu-a, lançando um olhar severo. "Bella tem que fazer suas escolhas, e isso não é importante agora." Fechou os olhos e virou-se pra porta.

"Jasper." Chamei, sentando-me em um impulso. Levei uma das minhas mãos à minha cabeça, sentindo uma persistente tontura me invadir. "Onde está Edward, Alice, Emmett, Carlisle e Esme?"

"Alice, Carlisle, Edward e Emmett estiveram aqui, mas foram à procura do outro vampiro, e Esme ficou em casa esperando por notícias." Ele me explicou enquanto eu senti uma onda de calmaria invadir minha mente, me fazendo fechar os olhos. Deitei novamente contra o chão de madeira, sentindo meu corpo finalmente relaxar da rigidez provocada pelo outro vampiro.

Um estrondo preencheu meus ouvidos e eu imediatamente virei meu rosto pra porta. Vi Edward andando em passos largos e fundos até o palco, ignorando a escada de acesso, apoiando na ponta e subindo nele.

"Bella!" A voz aflita e ansiosa me atingiu em cheio e eu senti lágrimas se acumularem em meus olhos, levantei-me com rapidez, sentindo meus sentidos se nublarem e preferi os ignorar, sabendo que não desmaiaria novamente.

As mãos de Edward se enterraram em meus cabelos negros da nuca e a boca colou-se em minha testa, distribuindo diversos beijos desesperados ali. Eu segurei as roupas dele com força, sentindo as lágrimas quentes escorrerem do meu rosto pra camisa dele - onde eu estava praticamente afundada.

"Edward, você está..." Comecei entre os soluços, escorregando minhas mãos pelo corpo dele, procurando algum sinal de ferimento ou algo que anunciasse o encontro dele com o vampiro loiro.

"Shh, eu estou bem, Bella." Ele anunciou, beijando agora meus cabelos. Separou-se de mim, fazendo a mesma avaliação que fiz, procurando algo de errado comigo. Os olhos pararam imediatamente na rosa afundada entre meus cabelos e ele a retirou de lá, aspirando o perfume.

"E então...?" Jasper indagou, esperando que Edward reconhecesse o cheiro.

"Eu tenho sempre a sensação que já conheço esse cheiro, mas não consigo ligá-lo a ninguém." Ele admitiu, apertando a flor no meio das mãos, quase reduzindo-a à pétalas, mas parou antes que o fizesse. Os Cullen estavam colecionando as flores que eu recebia desse estranho visitante. "Bella?" O olhar dele desviou para meu rosto e eu compreendi.

"Eu não consegui enxergar muito, conforme da última vez, parece que ele não quer revelar quem é." Dei os ombros e suspirei, me lembrando. "Ele era loiro, cabelos na altura do queixo, acho..." Ponderei. "E me chamou de... Madalena."

"Ele está perseguindo Bella porque ele acha que ela é outra pessoa? Ele não disse como se chamava?" Jasper indagou a todos, mais direcionadamente a mim.

"Não, ele não disse mais nada, além disso. Esteve prestes a me morder, mas parou e disse algo como 'Eu não posso fazer isso com você ainda, Madalena'." Lembrei-me da aflição que ele sentia, a expressão afogada em remorso. "Então se eu dissesse que não era a tal da Madalena, talvez ele..." Mordi meu lábio e virei meus olhos pra Edward, vendo a expressão contorcida dele.

"Temos que afastar Bella dele." Edward concluiu, pegando meu cotovelo com uma violência anormal. Ele desceu os degraus do teatro, andando pelo corredor.

"Edward." Chamei, tentando contê-lo. "Edward." Chamei novamente, tentando fixar meus pés parados. "Edward!" Ele parou repentinamente e virou-se pra mim. "O que você pensa que está fazendo?"

"Vamos até o aeroporto e então até a Califórnia, lá com certeza ele não aparecerá e..." Ele começou a explicar, mostrando uma faixa de esperança em seu rosto, a qual eu detestei romper.

"Eu não vou a lugar algum Edward." Anunciei calmamente, vendo sua face preencher em aflição. Eu não podia ir a lugar algum, sabe-se lá o que Renée pensaria e sentiria, e além do mais, eu fiz uma promessa.

"Bella, você não pode ficar aqui." Taxou, imperativo. Eu suspirei profundamente, me sentindo impaciente e ao mesmo tempo rendida pela aflição dele; ele apenas queria me proteger.

"Eu tenho que ficar aqui, eu fiz uma promessa, lembra?" Lembrei-o, ainda mantendo minha voz calma e controlada. Eu não queria brigar com Edward, ainda mais agora.

"Eu sei o quanto será difícil, Bella, mas prometo que só será por uns meses, até que o achemos." A voz estava implorativa e eu quase cedi, sem pensar nas conseqüências que isso traria.

"Não." Neguei simplesmente, tomando uma boa quantidade de ar. "Eu não posso simplesmente desaparecer, que desculpa eu darei à Renée?"

"Férias." Ele sugeriu, parecendo tudo tão simples.

"No meio do semestre?" Levantei uma das sobrancelhas, tentando mostrar pra ele o quanto aquilo era ilógico. "Eu não posso abandonar Renée nem por dias, quanto menos por meses. Ela vai ficar nervosa e preocupada comigo."

"Eu estou preocupado com você." Ele aumentou mais a voz, fazendo-a ecoar por todo o teatro e me fazendo estremecer.

"Eu sei que está! Eu estou assustada, Edward, muito." Admiti sinceramente, franzindo minha testa. "Mas eu não posso simplesmente abandonar tudo aqui por causa disso."

"Não é 'disso', é a sua vida!" Exclamou, levantando as mãos em protesto. "Bella, eu preciso que você fique a salvo, não importa o que custe."

"Eu sinto em te decepcionar, Edward, mas eu não vou a lugar nenhum." Desafiei-o, mantendo minha pose séria enquanto meu interior se despedaçava com o desespero dele.

"Bella!" Ele passou as mãos pelos cabelos cor de bronze desesperadamente, andando de um lado ao outro. "O que eu vou fazer?" Indagou mais pra ele do que pra mim e eu me aproximei, abraçando-o. "Eu estou te pedindo, vá para longe até que eu o ache."

"Eu agradeço a sua preocupação, mas eu não posso e nem quero ir a lugar nenhum. Apoiar Renée é algo que eu prometi e farei, mesmo que isso arrisque minha vida." Afaguei os cabelos charmosamente bagunçados e passei minha bochecha contra a bochecha dele, fechando meus olhos.

"Sempre absurda." Comentou mais pra ele do que pra mim novamente, separando-nos. "Pelo menos fique em casa nesse fim de semana, até que eu ache quem está atrás de você."

"É uma possibilidade." Admiti, mordendo meu lábio inferior. "Alice poderia inventar uma festa do pijama no fim de semana e convencer Renée."

"Vamos resolver isso já, quanto mais tempo perto da gente, melhor." Os olhos dourados encararam o lado de fora do teatro e só então eu reparei que uma chuva grossa caía, molhando tudo lá fora e lavando todo resquício de desentendimentos entre eu e Edward.


Geeente! Tô morrendo de pressa de novo! =O esses fins de semana têm sido corridíssimos pra mim.

Enfim, obrigada por toodas as reviews *-* respondo-as assim que possível.

Agora essa? O vampiro novo persegue a Bella porque ele acha que ela se chama Madalena? Será? =O

Huuummm.

Boa semana pra todos =D comentem, comeeentem ! =D


Próximo capítulo =D – 8.1 Experiências Humanas.

Fechei meus olhos enquanto sentia minha mente pesar uma tonelada, martelando contra minha testa. As mãos frias de Edward alcançaram meu rosto e eu estremeci com o toque gelado contra minha pele quente. Os olhos dourados dele se arregalaram e imediatamente as mãos frias me estenderam sobre a cama.

"Chame Carlisle" Edward pediu, olhando pra Jasper. Era claro que Carlisle estaria aqui sem Jasper ter que ir a lugar algum, mas eu sabia que Jasper sofria com a minha proximidade, não só por poder sentir a dor e agonia que eu sentia, mas também pelo apelo do meu sangue, então ele saiu do quarto.


"Nós combinamos sobre você ter todas suas experiências humanas primeiro, não?" A voz gentil veio aos meus ouvidos e eu fechei os olhos, sentindo os dedos recomeçarem o carinho em meu cabelo.


É só isso gente =) Juízo pra todos, aproveitem o sabadão =D

Beijos.

Nina! =D


(Clicar nesse botãozinho aqui de reviews não dói, e ainda faz uma ficwritter feliz)