Notas: Última Área, mas não Último Capítulo! Só... penúltimo...
LOL 1.190 VIEWS?
Gente. Eu. Amo. Vocês. Sem brincadeira.
PhoenixOfWind
OBS: Arthur Kirkland - Inglaterra (OFICIAL)
Alfred F. Jones - EUA (OFICIAL)
Wang Yao (ou Yao Wang) - China (OFICIAL)
Feliciano Vargas - Itália (OFICIAL)
OBS2: Traduções no fim da página.
OBS3: Preparem-se para muitas referências nesse capítulo, por sinal~
...
ÚLTIMA ÁREA - Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais
Os países se depararam com uma completa escuridão. A luz que se infiltrava pelas janelas era quase inexistente, provando que a noite já avançava fora daquela casa assombrada. Não se ouvia mais o som dos inimigos, e, agora que a adrenalina pouco a pouco desaparecia de seus corpos, os países sentiam-se psicologicamente e fisicamente cansados. Suas respirações, no entanto, ainda estavam aceleradas.
- Vocês... acham que eles... já foram embora? - Perguntou Inglaterra, ligeiramente ofegante.
- Não sei, aru. Ainda sinto que algo está nos observando, aru. - Respondeu China, curvado com as mãos nos joelhos enquanto recuperava o fôlego.
"Estou velho demais para isso, aru...", ele pensou, sentindo os músculos das pernas e das costas doerem.
- I think we did it! - Exclamou EUA, senpre otimista.
- Vee~ - Foi a contribuição de Itália para a conversa.
Eles deixaram seus olhos se acostumarem com o escuro. Em poucos instantes, eles já conseguiam enxergar o contorno de poltronas e sofás.
- Bloody hell... - Xingou Arthur- Outra dessas salas? Quantas delas Brasil tem?
- Muitas, meu caro. Muitas. - Uma voz desconhecida respondeu.
As nações se viraram abruptamente na direção do som. No exato instante em que se moveram, porém, a luz se acendeu, fazendo-as ficarem praticamente cegas. Uma risadinha sem humor ressoou no cômodo.
- O que vocês querem de nós? - EUA perguntou, esfregando os olhos.
Silêncio.
- Nada de ti, senhor Estados Unidos. - Uma voz feminina declarou.
TUNK.
Agora os olhos dos países já haviam se acostumado com a luz. Porém, a primeira visão que tiveram não foi exatamente agradável. EUA estava caído no chão, desacordado. Próximo a ele se encontrava uma jovem, segurando um facão (N.E: Referência ao churrasco, tradicional e muito apreciado no Rio Grande do Sul) firmemente em uma das mãos. Sentado numa das poltronas, estava um rapaz, segurando um fuzil (N.E: Referência às ações contra e da polícia do Rio de Janeiro nas favelas). Ao seu lado, outros dois jovens, um com um revólver (N.E: Referência à polícia de São Paulo, que dizem que é uma das melhores do país) e um com uma... panela(N.E: De barro. Referência à culinária de Minas Gerais, em que muitos pratos tradicionais são feitos nesse tipo de panela)?
- Muito bem... - Começou o do revólver, que usava um par de óculos sobre dois olhos verdes como folhas de café- Agora, quem tornou o Pai numa mulher?
"Pai?", os países exclamaram em pensamento, surpresos e curiosos.
- Vee~! Não me machuquem! Foi o Inglaterra! Inglaterra, não eu! Vee~ Doitsu, ajuda! - Itália choramingou, abanando sua bandeira branca freneticamente no ar.
- Itália (aru)! - China e Inglaterra gritaram em uníssono.
- Inglaterra, hm? - O rapaz com o fuzil interrompeu, passando um dedo delicadamente pelo metal de sua arma.
O acusado engoliu em seco, e, mesmo sabendo que uma nação não poderia morrer tão facilmente assim, jurou ver sua (longa) vida passar em frente a seus olhos.
- Minas? Você quer fazer as honras, mermão? - Continuou o jovem.
O rapaz com a panela levantou-se calmamente do sofá onde estava sentado, e começou a andar até Inglaterra. Este começou a recuar, e recuar, e recuar, até que suas costas bateram de encontro a parede.
- C-china! - O inglês balbuciou para o companheiro, sabendo que não poderia esperar nada de Itália, que se encontrava encolhido num dos cantos do aposento.
China fitou Inglaterra sem nenhuma emoção tranparecendo nos olhos.
- Sinto muito, aru. Considere isso como minha vingança por você ter tomado Hong Kong de mim. Ah, e pelas Guerras do Ópio, aru. (N.E: Para mais informações, vejam as notas no final do capítulo)
- Mas eu devolvi Hong Kong! E as guerras estão no passado! - Exclamou Arthur, espremendo-se contra a parede a cada passo que seu inimigo, Minas, pelo que as nações haviam ouvido, dava em sua direção. "Que dia para esquecer minha pistola em casa...", pensou o indefeso país.
- Fora de contexto, aru. - Declarou China.
TUNK.
Inglaterra caiu inconsciente (pela segunda vez) no chão. Itália fez o sinal da cruz, esquecendo-se momentaneamente de sua bandeira branca.
- Riposa in pace, Inghilterra... - O italiano murmurou piedosamente.
- Uai, sô! Eu não bati tão forte assim, não! - Disse, indignado, o agressor do inglês.
Nesse instante, uma sombra caiu sobre Itália. Congelado de pavor, o país virou, muito lentamente, o rosto, até encontrar a face de seu agressor. Que era muito familiar, por sinal.
- Vee? - Veneziano abriu os olhos, surpreso.
TUNK.
- Desculpe, Feli... - Sussurou a jovem após nocautear seu antigo protegido (N.E: Isso é uma referência à minha fanfic "Saudades das Crianças Daquele Tempo". Nela eu conto a história de quando a RS tomou conta de um Chibi!Alemanha e dos Chibis!Itálias (porque muitos imigrantes desses dois países vieram para o Estado durante as Guerras de Unificação que estavam acontecendo na Europa). Dêem uma olhada se quiserem) com o cabo de seu facão.
De onde estava parado na sala, China percebeu que ele era o único dos países ainda de pé. Assim que esse pensamento cruzou sua mente, com a velocidade de um raio e igualmente destruidor, os quatro pares de olhos dos seus inimigos, todos eles de algum tom de verde, fixaram-se na nação chinesa. Yao engoliu em seco, instantaneamente colocando-se em uma postura defensiva. Lenta e ameaçadoramente, os jovens começaram a se aproximar do chinês.
\...\
São Paulo enfaixava a cabeça de Minas Gerais enquanto Rio Grande do Sul ajudava Rio de Janeiro, cercado por pedaços de vidro, vindos de uma janela que havia sido quebrada, a se levantar. No centro da sala, China encontrava-se caído no piso, desmaiado.
- Bem... Isso foi... fácil? CA**** RS! ISSO DÓI, P****! - Xingou Rio, após sua irmã tocar no corte que o Estado tinha no braço.
A gaúcha revirou os olhos.
- Desculpe se tu foi idiota o suficiente para ser jogado contra a janela pelo China e se rasgou todo, tchê! - Replicou, sarcástica.
- Dá para parar de gritar aí, sô? Minha cabeça dói... - Reclamou o mineiro.
- Concordo com o Minas. Regulem o som aí, barraqueiros. - Intrometeu-se São Paulo.
- QUEM É O BARRAQUEIRO AQUI?! - Gritaram os insultados.
- Sem querer me intrometer... Mas vocês voltaram a gritar...
Os Estados viraram-se, já com suas armas nas mãos, na direção de sua nova ameaça. Parada perto da porta, uma pessoa, muito similar a EUA, os olhava timidamente.
- Bah, de onde é que ele surgiu? - Perguntou RS, chocada.
- Acho que ele estava aí o tempo todo... - São Paulo concluiu.
- Oh... - Exclamaram os outros três Estados brasileiros. Seus olhos verdes prenderam-se na pequena figura em suas frentes.
- Oh, Maple... - Sussurou Canadá.
...
Traduções~
Inglês: "I think we did it!" - "Eu acho que nós conseguimos!"/ "Bloody hell" - "Bloody" é utilizado pelos ingleses com o sentido de "maldito", então traduzindo isso literalmente seria "Maldito inferno". Entendam como: "Que droga!", ou "Maldição!".
Japonês: Doitsu - Alemanha (dah~).
Italiano: "Riposa in pace, Inghilterra" - "Repouse em paz, Inglaterra" (RIP).
Pois é... Sobre as Guerras do Ópio e a tomada de Hong Kong... *respira fundo* Certo. As Guerras do Ópio (teve duas delas) foram travadas entre o Império Britânico e o Império Chinês. O ópio era uma droga medicinal negociada pelos ingleses nas áreas coloniais, porém na China o ópio passou a ser usado como entorpecente, viciando milhares de chineses. O governo chinês decidiu proibir a comercialização do ópio em suas terras. No entanto, o ópio continuou vindo em grandes quantidades para a China, embora de forma clandestina. Tomando medidas drásticas, o governo decidiu queimar milhares de caixas de ópio que haviam chegado ao porto de Cantão (1839).
O problema foi que a Inglaterra ganhava muito lucro vendendo, ou melhor, traficando, ópio para a China, mas as ações proibitivas do governo chinês estavam enfraquecendo o comércio, e, por consequência, o monopólio, inglês na Ásia (que era quase que totalmente governada, direta ou indiretamente, pela China). Alegando prejuízo à propriedade privada (algumas cargas de ópio inglês haviam sido destruídas), o Império Britânico declarou guerra à China em 1840. Esse foi o começo da Primeira Guerra do Ópio, que durou até 1842. Com o final da guerra (que a China perdeu), foi assinado o Tratado de Nanquim, que passou para a Inglaterra o controle da cidade de Hong Kong e autorizou a entrada de produtos ingleses por alguns (muitos) portos chineses.
Em 1856, novamente o Império Chinês enfrentaria os ingleses (dessa vez apoiados pelos franceses, interessados em colonizar a China) na chamada Segunda Guerra do Ópio. Este segundo conflito foi desencadeado quando oficiais chineses revistaram o navio britânico Arrow, o que, para os ingleses e seus aliados, significou um desrespeito ao Tratado de Nanquim. Os chineses perderam, de novo, a guerra, e foram obrigados a assinar um novo acordo de "paz", o Tratado de Tianjin, que permitia a entrada de mercadores europeus e missionários cristãos na China.
Em 1997, o controle britânico sobre a Ilha de Hong Kong foi transferido para o governo da República Popular da China.
LOL... Isso ficou longo... Anyway,
Reviews? Por favor? Eu dei uma aula completa de história no final! XD
