POV Snape
Eu estava cansado, um dia nunca havia me desgastado tanto desde que lecionei para Longbottom pela primeira vez, constatando o quão estúpido o garoto poderia ser, e para meu completo desespero, ainda estávamos no horário do almoço, ainda havia longas horas a enfrentar até que eu finalmente pudesse recolher-me aos meus aposentos.
Estava no horário do almoço e eu ainda não havia encontrado uma desculpa para não comparecer ao salão principal; normalmente eu teria apenas me ausentado sem prestar contas de minha atitude a ninguém, contudo, agora era diferente, Kimmel esperava que eu houvesse perdoado Dumbledore e com certeza esperava que eu agisse normalmente, ou seja, comparecendo àquela refeição.
Suspirei irritado, não havia mais como adiar aquele maldito encontro, eu precisava ir. Mesmo hesitante internamente, mantive minha expressão impassível e minha postura composta e segui sem vacilar para o salão principal. Como de costume, o salão se encontrava repleto de alunos intragáveis alvoroçados degustando de suas refeições em meio a conversas frívolas.
Meu olhar percorreu agilmente pela mesa da Sonserina, fazendo uma rápida avaliação do comportamento dos alunos de minha casa, para só então pousar meus olhos sobre a mesa dos professores, foi inevitável serrar meus punhos ao encontrar o diretor sentado em seu lugar ao centro da mesa, decididamente eu não conseguiria ignorar tudo que o velho fizera; bastou tal pensamento atingir-me meus olhos recaíram sobre o ultimo acento do mesa, local onde se encontrava Jennifer Kimmel – um arrepio percorreu-me ao vê-la. – Eu estava perdido.
Contudo, não dei mais que três passos em direção a mesa principal, ciente que Jennifer Kimmel e seu pai me observavam, quando um elfo doméstico apareceu a minha frente. – Professor Snape... – o elfo estava agitado e se reverenciou brutalmente, quase jogando-se ao chão. – Tell veio avisá-lo, senhor, que a uma jovem moça esperando pelo professor Snape na sala de poções, senhor. – Franzi o cenho.
-Em minha sala? – repeti descrente, não era nada comum algum aluno procurar-me, principalmente durante o almoço, tomado pela irritação da prepotência da tal aluna voltei a caminhar em direção a mesa dos professores. – Diga a essa aluna atrevida que estamos no horário do almoço e ela deveria estar aqui e não em minha sala, principalmente sem avisar previamente.
Para minha surpresa, o elfo me seguiu. – Oh, não senhor, não é uma aluna. A jovem senhorita que aguarda pelo professor Snape não estuda em Hogwarts, senhor. – falou o elfo, seus olhos cravados no chão, sua declaração me fazendo parar.
-Não é uma aluna? – repeti franzindo o cenho, meu olhar voltando-se para o elfo intragável.
-Oh, não senhor. Tell nunca viu a jovem senhorita antes, e também vestia uma capa de viagem, senhor, com certeza acabara de chegar ao castelo, senhor. – minha confusão aumentou, quem diabos poderia ser? Rapidamente fitei a mesa dos professores e vi o diretor fitando-me de esgrima, Jennifer parecia alheia a tudo a sua volta como de costume, presa em alguma leitura que efetuava.
Voltei minha atenção para o elfo antes que mais alguém percebesse algo de anormal por ali. – Certo, - declarei imparcial, dando meia volta e seguindo para fora do salão. – Vou vê-la. – Sem esperar para ouvir a resposta do elfo segui o mais rapidamente possível de volta para as masmorras.
Minha mente divagava em quem poderia ser a misteriosa jovem, eu certamente não estava esperando ninguém, muito menos possuía alguma amiga para receber uma visita social. Não consegui um único nome para supor que fosse a identidade da tal jovem, fato que fez minha raiva e curiosidade aumentar significativamente.
Tão rapidamente adentrei em minha sala de aula, percebendo com irritação que estava vazia. – Elfo sangrento! – grunhi pronto a retornar ao salão principal, não sem antes socar aquele elfo atrevido, quando uma voz serena me fez parar.
-Obrigada por ter vindo tão rapidamente, professor. – era uma voz conhecida, muito embora eu não conseguisse me lembrar de onde a conhecia. Virei-me bruscamente na direção que vinha a voz, ainda sem conseguir ver ninguém. Minha varinha já estava pronta para ser sacada quando um manto inteiramente preto surgiu das sombras, as mãos da jovem retiraram-lhe o capuz da cabeça, revelando sua identidade.
Fiquei momentaneamente petrificado ao constatar que ali, a minha frente, estava Maria, ou Mary, como a filha do diretor costumava chamá-la; a melhor amiga de Jennifer Kimmel.
O que diabos aquela garota estava fazendo ali? – Essa pergunta gritava repetidas vezes em minha mente impossibilitando-me de reagir. Provavelmente, percebendo meu choque a garota resolveu tomar a frente.
Ela se aproximou estendo a mão. – Creio que não fomos devidamente apresentados em nosso último encontro; sou Maria Tanner. – franzi o cenho diante da atitude da garota, ao que parece ela não me conhecia devidamente. – Amiga de Jennifer Kimmel.
Ignorei totalmente sua apresentação e cruzei meus braços, fechando minha expressão. – Creio que a senhorita não possui o mínimo bom senso para perturbar-me durante minha refeição sem ao menos ter-me avisado previamente. - A garota recolheu a mão, sua expressão se tornou um misto de surpresa e culpa.
-Oh! Peço minhas mais sinceras desculpas, professor. – Ela fez uma breve pausa. – Certamente que eu aguardaria o senhor terminar seu almoço tranquilamente.
Revirei meus olhos impaciente e caminhei até minha cadeira, assumindo meu lugar. – Ora por Merlin! Como a senhorita entrou em Hogwarts? – indaguei rudemente, minha mente ainda não conseguia ver a ligação para a garota estar ali, a minha frente, em minha sala.
Tanner deu os ombros, desinteressada e vagou aleatoriamente pela sala, observando-a. – Pela lareira do escrito de Dumbledore, obviamente. – ela virou para me fitar, com intensidade. – Da mesma maneira que fiz a alguns dias atrás, tenho certeza que o senhor se lembra, professor.
Semi-cerrei meus olhos, encarando-a intensamente. – E porque diabos a senhorita deseja falar comigo? – indaguei raivoso. – Tenho certeza que qualquer assunto que a senhorita tenha a expor deve ser tratado diretamente com o direto. Não consigo ver nada que tenhamos a tratar.
A garota trincou os dentes ao ouvir o nome do diretor. – Eu vim para falar com o diretor, mas mudei de idéia quando não o encontrei em sua sala. – Ela negou com a cabeça e desviou o olhar. – Falar com Dumbledore não esta adiantando nada. Então resolvi procurar pelo senhor.
Arqueei uma sobrancelha, levemente descrente e intrigado. – E vagou até minha sala sem ninguém vê-la? – Tanner soltou uma sonora risada.
-Ora professor; não sou uma das patricinhas com as quais o senhor está acostumado a lecionar. – Ela arqueou uma sobrancelha, presunçosa. – Sei muito bem passar desapercebida quando quero.
Novamente cerrei meus olhos, as imagens da primeira vez que a vi, em meio ao surto psicótico de Jennifer vieram como raios a minha mente, a agilidade e precisão de seus movimentos, não apenas os dela, mas as dos dois garotos também; a garota estava certa, era nítido que não era uma garota comum.
-O que a senhorita quer de mim afinal? – perguntei impaciente, avaliando minuciosamente cada pequeno movimento seu.
Tanner colocou a mãos no bolso interno de sua capa e retirou um papel dali, desdobro-o e estendeu a mim. – Preciso da sua ajudar, professor. – Franzi as sobrancelhas e peguei o papel. – Jennifer esta enlouquecendo. - Declarou ela angustiada no mesmo instante que constatei, através da letra, ser uma carta da filha do diretor. – No sentido mais literal da palavra.
Franzi ainda mais as sobrancelhas, o que diabos ela queria dizer com isso? Sem mais esperar, firmei meus olhos sobre as letras a minha frente e li a carta entregue por Tanner.
Cada maldita palavra ali escrita parecia destinada a transpassar por meu peito, cada pequena linha, cada frase... Tudo parecia destinado a fazer a culpa já existente dentro de mim florescer. A garota estava certa... Eu estava certo. Jennifer esta presa dentro de seu próprio sofrimento, aquele sorriso doce em seus lábios não passavam de um mero grito surdo implorando por socorro. Aquela grande tristeza que tanto vi transbordar em seus olhos, tão sutilmente, tão dolorosamente intenso. Jennifer estava muito mais imersa àquele submundo ao qual eu pertencia.
Continuei lendo aquela carta sentindo um sentimento estranho florescer dentro de mim, piedade misturada a culpa? Provavelmente. Assim como a raiva de Dumbledore fazia-se a cada instante maior. Contudo, algo na carta me fez parar.
-O que ela quis dizer com "Eu vou continuar esperando por ela, até o meu ultimo suspiro. Eu sei que ela vai voltar para mim. Eu só espero que não demore mais."? – perguntei franzindo a testa. Meu olhar buscou o da garota a minha frente apenas para ver o crepitar da ira ali se alojar.
-Exatamente o que parece. – respondeu Tanner, sua voz embriagada por um choro contido. – Jennifer acha que a mãe está viva.
-Mas isso é ridículo! – protestei exaltado. – Ela viu a mãe morrer, não foi? – indaguei relembrando-me de todas as poucas histórias que já ouvi de Caroline e Jennifer Kimmel.
Tanner suspirou cansada e caminhou pela sala, sem me fitar quando respondia. – O mundo bruxo também viu você morrer. – Um arrepio percorreu-me quando o olhar intenso da garota atingiu-me. – Mais que isso. Todos virão o grandioso Dumbledore morrer. Todos presenciaram seu assassinato. Todos estiveram no seu velório... – Engoli em seco temendo pela primeira vez o rumo daquela conversa.
-Jennifer também viu a mãe morrer, também enterrou-a e agora, insana como está, ela está acreditando fielmente que Caroline não morreu! Ela tem certeza que a qualquer instante a mãe virá lhe resgatar deste castelo e a levará de volta para casa! – Os punhos da menina se fecharam, sua raiva escorrendo em forma de lágrimas venenosas por seu rosto.
Fiquei sem reação, sem saber o que responder diante daquela revelação, afinal, o que eu deveria dizer? Jennifer realmente estava enlouquecendo como a amiga citara mais cedo e ao que parecia nada poderia ser feito a respeito. Eu conhecia Dumbledore, mesmo que eu intercedesse em favor de Jennifer ele jamais permitiria que a garota voltasse para o Brasil, a culpa por tudo que fez jamais lhe deixaria se afastar da garota, mesmo que isso a levasse a loucura.
Maria Tanner respirou fundo, segurou o nariz com os dedos, tentando visivelmente se acalmar; pude perceber ali o amor que aquela garota tinha por Jennifer, talvez aquele beijo que presenciei fosse realmente algo profundo, seriam as duas namoradas? Quem sabe. Por mais estranho que aquilo pudesse me parecer, eu sabia que no mundo trouxa o homossexualismo era muito melhor aceito e depois de ver o afinco que aquela garota a minha frente tinha em lutar pelo bem-estar de Jennifer, eu jamais poderia negar o amor que ali existia.
Maria Tanner, desde que conheci Jennifer, esteve sempre ali, zelando pela amiga, mandando corujas e mais corujas, cuidando de detalhes que ninguém jamais pensaria, enxergando o que ninguém mais enxerga, viajando quantas vezes fosse necessário para acolher Jennifer. Então seu desespero no dia em que a filha do diretor tentara se matar me veio a mente. O sofrimento e a histeria tão transparente nos olhos daquela menina quando pensou ter chegado tarde demais... Tudo. Maria Tanner realmente amava Jennifer Kimmel.
-Não há muito que eu possa fazer estando tão longe. – disse-me Tanner arrancando-me de meus devaneios; fitei-a aturdido. Ela se aproximou de mim, apoiando-se na mesa para diminuir o espaço entre nós. – Eu simplesmente desisto de tentar conseguir algo com Dumbledore, ele parece não conseguir compreender o que a filha passa, o que ela sente. – Seu olhar se tornou suplicante. – Eu não sei mais a quem recorrer professor, não conheço mais ninguém aqui, e o único que sei que Jennifer confia atualmente é o senhor.
-Em mim? – repeti desacreditado. – Você está louca?
Tanner riu amargamente e se afastou. – Jennifer confia muito no senhor, e o admira mais do que tudo! – a firmeza com que a garota afirmou tudo aquilo me perturbou fazendo-me esquecer até mesmo de comentar com algum sarcasmo ou frieza.
-Por Merlin! Por quê?
Maria deu de ombros. – Você sempre foi mais que um escravo de Voldemort, também era um escravo de Dumbledore. – Minha mascara caiu revelando toda minha surpresa e descrença; como ela poderia saber? Ela pareceu ler minhas indagações não verbalizadas. – Oh sim, eu sei. E não só eu, Jennifer e os meninos também sabem. Sempre soubemos.
-Como? – consegui indagar em meio a toda minha descrença.
-É muito mais fácil se enxergar as coisas quando se esta de fora. Nós nunca estivemos envolvidos na guerra, mas sempre nos mantivemos minuciosamente informados uma vez que acreditávamos que Jenny iria lutar e nós não iramos deixá-la sozinha nessa. Também lutaríamos. – Tanner voltou a caminhar pela sala. – Era claro como um cristal, para nós muitas coisas, como sua dupla escravidão e o pedido de Dumbledore para que você o "matasse", claro que não sabíamos que a morte não era verídica, mas sabíamos que ele quem havia lhe pedido.
Eu não conseguia acreditar nas palavras daquela garota, uma jovem que eu nem mesmo sabia de sua existência até poucos dias atrás, nunca estudara em Hogwarts, nunca tivera nenhum tipo de contato comigo ou Dumbledore, tinha conhecimento do que até hoje, todos não sabiam. Como isso poderia ser possível. Como...?
-Jen o admira por tudo que passou, por tudo que se submeteu e ainda sim ama Dumbledore como um pai. Ela o admira por conseguir despertar em Dumbledore todo o instinto paternal que ela nunca conseguiu. Jenny confiaria sua vida no senhor. – Tanner encarou-me. - Foi por isso que ela exigiu que Dumbledore retirasse seu voto perpétuo.
Arrepie-me com a declaração da garota, ainda custava-me a acreditar que fora Jennifer quem intercedera a meu favor para por fim no voto perpétuo entre Dumbledore e eu. Kimmel se mostrava a cada minuto mais e mais imprevisível e fascinante, e junto com esses sentimentos de admiração existia também a culpa e o remorso, muito embora eu jamais fosse admitir nada disso em voz alta, martirizava-me ver o preço alto que essa garota pagava para ser tão "fascinante".
Por mais que eu negasse, eu devia muito a Jennifer, mais que um dia poderia imaginar ficar em debito com alguém, era mais que minha obrigação ajudá-la de alguma maneira. – Por mais que eu esteja sensibilizado, não vejo o que posso fazer para ajudá-la, senhorita Tanner. – declarei tentando me recompor novamente.
Seus olhos brilharam com intensidade e quem sabe até mesmo um pouco de esperança. –Olhe para isso, professor. – ela retirou o colar com a poção para mostrar o estado da emocional da pessoa. – Jennifer. – declarou ela fazendo o colar brilhar intensamente antes de se transformar em uma massa cinzenta. – O senhor conhece essa poção, professor, me diga, o que cinza representa? O senhor sabe bem o que isso quer dizer.
Sim, eu sabia. Representava a depressão mais profunda que uma pessoa sã poderia atingir, era o estado quase catatônico, inerte a tudo, o estado que lentamente migrava para a cor preta; a morte. Engoli em seco, incapaz de comentar aquilo. Jennifer estava, lentamente,... morrendo.
-Não vou permitir que ela morra! – grunhiu Tanner. – Não vou! Jurei a mãe dela! Jurei a mim mesma! Se Jenny desistiu dela mesma, eu não desisti e se estou aqui, me humilhando, talvez até perdendo meu tempo, é porque minhas fichas estão se esgotando e eu estou desesperada.
Inferno sangrento! Como uma responsabilidade de tal magnitude é praticamente infligida a mim sem me dar a oportunidade de recusar, da noite para o dia? Eu não tinha o direito de negligenciar toda essa situação, não depois de ver com meus próprios olhos o estado de Jennifer. Não depois de ver o quão parecidos éramos. Não depois de descobrir o que Dumbledore lhe fizera, por culpa, indiretamente, minha.
Engolindo meu orgulho e meu bom-senso, perguntei. – O que quer que eu faça?
Um vestígio de sorriso surgiu nos lábios da garota a minha frente, mas o desespero ainda se fez presente em sua voz. – Eu lhe peço, professor, eu lhe suplico... Cuide de Jennifer. Não permita que sua loucura persista. Não a deixe continuar a acreditar que a mãe irá voltar, porque nós dois sabemos que isso nunca irá acontecer, e permitir que ela continue a se iludir é cruel... Jennifer confia no senhor. Use dessa confiança para ajustá-la a essa nova realidade, a esse lugar.
Seu pedido era quase tão desesperado quanto seu olhar, Maria Tanner estava verdadeiramente angustiada e apavorada em relação a amiga. Talvez tão desesperada que nem mesmo perceber a quem estava recorrendo, talvez não tenha parado para pensar, talvez tenha pensado demais. Mas de alguma maneira, eu sentia a responsabilidade daquele pedido recair sobre minhas costas, além do peso que cumprir tal pedido representava.
Jennifer Kimmel já possuía a vida arruinada demais, em grande parte por minha culpa, que direito tinha eu de negligenciar-me agora? Eu não tinha muitas opções, mas também não tinha muitas esperanças de conseguir ser bem-sucedido em todo esse pacto maluco. Antes que eu pudesse responder, o som de alunos descendo as masmorras quebrou aquele silêncio intenso, o almoço havia acabado e logo minha próxima aula começaria. Não tínhamos mais muito tempo.
- Verei o que posso fazer. – declarei por fim, recebendo apenas um aceno com a cabeça de Tanner. Ela vestiu a capa, cobrindo o próprio rosto e se dirigiu a escuridão em um canto da sala, próximo a porta.
-Uma ultima coisa, professor, - ela parou e virou-se para me encarar. - quando Jennifer estiver em crise, como esteve no outro dia, quando seus poderes estiverem fora de controle, nunca, mas nunca mesmo, use magia. – Franzi a sobrancelha diante de tal declaração, mas não precisei indagar. – Se usar magia, ao invés de anular os poderes irá acentuá-los. Magia somada a magia tende a se potencializar. – Os alunos estavam próximos já e Maria Tanner, sem nem mesmo esperar minha resposta se escondeu nas sombras, ficando totalmente invisível aos alunos alheios ao que a pouco ali acontecera.
Mesmo mal podendo vê-la, eu sabia que ela me via e assenti levemente com a cabeça antes de retornar a minha cadeira, em tempo de ver Tanner sair porta a fora sutilmente, deixando para trás apenas milhares de questões em minha cabeça e um grande fardo em minhas costas, criando-me a sensação que eu talvez não devesse ter tentado entender o quebra-cabeças que era Jennifer Kimmel, a filha de Alvo Dumbledore.
