- Capítulo Catorze –

N/A: Aqui começa a parte NC da fic. Estou avisando para quem não viu o aviso quando começou a ler. Essa é uma fic NC-17 e as coisas vão começar a esquentar, então, quem não curte esse gênero, por favor, desista de ler. Quem quiser continuar, fique à vontade e me mande uma review sobre como eu me saio com esse tipo de situação mais... íntima. Hehehe. Boa leitura.

Ela deveria saber que a bondade dele não duraria muito. Bastaram poucos dias para que Seto voltasse ao seu posto de "Todo-Poderoso", e tentasse persuadi-la a avançarem no namoro. Ao que ela sempre dava um "Não!" bastante efetivo. Ele acabava saindo grunhindo pela porta de seu apartamento. Também não o havia deixado ficar para dormir com ela, pois sabia que seria perigoso. Na casa de sua tia ele havia se controlado, mas agora estava de volta ao território dele.

A rotina seguiu quase inalterada. Aulas, trabalho, estudos. A única diferença é que passava quase todas as noites com Seto em seu apartamento, vendo filmes ou ouvindo música, e que sempre tinha de enxotá-lo dali quando as horas avançavam demais. Mas ela estava feliz. Constantemente saíam no sábado quando ela voltava das aulas, fazendo os mais diversos programas, desde jantares elegantes até passeios pelos parques da cidade.

Para os jantares, no começo, Seto comprava-lhe roupas mais chiques que as que ela tinha. Ela sabia que ele tinha razão, afinal, eram jantares importantes e não podia vestir o que costumava usar normalmente. Mas quando viu que ele parecia não se contentar com poucos vestidos, resolveu que iria ela mesma comprar novas roupas.

- Uma ótima idéia. – dissera ele, quando ela comentara, num intervalo de trabalho em que conseguira escapulir para o escritório dele. Estava tomando chá, enquanto ele dividia sua atenção entre ler os jornais do dia e ela. – Assim você pode comprar o que gosta. Quanto quer?

- O quê? – ela perguntou, confusa.

- Quanto quer para comprar as roupas? – ele repetiu, sem tirar os olhos do jornal.

- Nada.

Ele ergueu as sobrancelhas, virando-se para ela por poucos segundos, para em seguida voltar a fixar sua atenção nos jornais.

- São presentes, Mayra.

- Eu sei, mas você já me deu presentes demais. Está na hora de eu me responsabilizar pelas minhas roupas. Eu ganho essa fortuna de salário pra não gastar com nada?

- Faça o que quiser, meu bem. Eu só não acho necessário.

- Mas é necessário. Não quero ninguém gastando dinheiro comigo à toa.

Ele largou os jornais no centro que tinha à frente deles, que estavam sentados num sofá.

- Não é à toa. Gosto de vê-la bonita.

- Eu posso providenciar isso sozinha, sabia? Guarde seu dinheiro para algo mais importante.

Ele bufou e puxou-a para mais perto, beijando-a com volúpia, enquanto sentia que ela estremecia em seus braços.

- Sabe, você é muito teimosa.

- Ah, é? Me diga algo que eu não saiba, Kaiba.

- Hum, você tem que aprender a me chamar pelo primeiro nome.

- Quando você merecer, assim será chamado.

- Não me provoque... – disse ele, rouco, enfiando lentamente a mão por sob a blusa dela, acariciando-lhe as costas.

O que só a fez levantar, o rosto afogueado.

- Acho melhor eu ir. O intervalo já vai terminar, e há muita coisa para fazer. – disse ela, olhando o relógio, para não ter de encará-lo. – Não se preocupe mais com as roupas, está bem? Eu cuido disso.

- Como quiser. – ele pegou os jornais e recomeçou a lê-los, sorrindo ao vê-la sair bufando de raiva. Naquele primeiro mês em que estavam juntos, tudo parecia ir se ajeitando aos poucos. Ele só gostaria que ela fosse mais "liberal"...

Wishes

Não deu outra. Assim que comentou com Haruka sua intenção de comprar roupas mais finas para si mesma, a amiga prontificou-se a ajudá-la, e ainda por cima chamou Kali para ir junto. "Eu devia saber que não é seguro dizer nada desse tipo a Haruka...", pensou May, desolada, enquanto era arrastada pelas amigas para as lojas mais elegantes da cidade.

Haruka e Kali, como boas cupidos, adoravam a idéia de vê-la querendo incrementar o guarda-roupas, mesmo que a morena tivesse deixado claro que eram roupas para sair com Seto, apenas isso, e continuaria a usar suas roupas de sempre no dia-a-dia. O que não arrefeceu o ânimo das duas, tampouco.

- Vamos, May-chan. – cada uma puxava-a por uma das mãos, impedindo-a de sair correndo, se desse vontade. – Vamos primeiro comprar a lingerie.

- Lingerie?

- Sim.

- Pra quê eu preciso comprar lingerie? Estou muito satisfeita com as peças que tenho no armário. – disse a garota, já com ânsia de fugir.

- May, leve para o lado prático. É inadmissível usar roupas como as que você vai comprar hoje com aquelas "coisinhas" de algodão que você tem. – protestou Kali, fazendo-a corar. – É preciso uma boa lingerie para tornar a roupa ainda mais elegante e sexy.

- Ai, meu Deus... Meninas, eu não preciso comprar roupa de baixo! – ela protestou também, ficando irritada. – São só roupas. Ninguém vai ver o que eu estou usando por baixo, então porquê esse alvoroço todo?

As duas trocaram um olhar confidente, mas nada responderam, embora continuassem puxando-a. Entraram numa das lojas mais chiques da cidade – May sabia, pois mesmo não gostando daquele tipo de coisa, sua tia era rica e ela e Kali participavam de várias festas que Michiko promovia.

Também fora desse jeito que aprendera as boas maneiras de alguém que vivia num meio de gente de classe. Seus pais também eram consideravelmente ricos, mas nunca obrigaram-na a comparecer a jantares e coisas assim, por ser muito nova. Sua avó era quem não suportava a "falta de disciplina" que seus pais deixavam-na ter. Estremeceu de leve, chamando a atenção das duas.

- Algum problema? – perguntou Haruka.

- Nada. – ela respondeu baixinho, quase num murmúrio.

Kali observou o rosto da amiga, que tinha uma expressão tensa e desagradável. Com certeza estava lembrando de algo ruim que lhe acontecera. Ela sabia, pois já flagrara essa expressão no rosto da prima várias vezes, nos primeiros meses em que ela viera morar com Kali e a mãe. Apertou-lhe a mão suavemente, chamando a atenção da morena, que piscou os olhos confusa para ela, mas depois sorriu, adivinhando o que a prima soubera por sua expressão.

- Venham, meninas! – chamou Haruka, sem perceber a cumplicidade entre as duas.

As duas sorriram e seguiram para dentro da loja, ainda de mãos dadas. Uma das atendentes levou-as para a área interna da loja, que não podia ser vista de fora dela, onde as clientes provavam as peças. May viu Kali e Haruka trazendo peças das mais variadas cores e tamanhos. Levaram boa parte da tarde ali, provando as lingerie.

- Isso é... constrangedor. – disse May, que saía do provador para que as amigas pudessem vê-la, naquele conjunto minúsculo de calcinha e sutiã em renda cor de champanhe.

- Isso é sexy. – corrigiu Haruka. – A roupa íntima é importante para o caimento do conjunto, May-chan. Uma calcinha muito grossa, por exemplo, pode marcar a roupa e isso sim seria constrangedor.

A brasileira engoliu em seco, sabendo que pelo menos o conjunto que usava não poderia marcar roupa nenhuma, de tão fino que era.

- E você tem um corpo muito bonito. – elogiou a atendente. – Esse é o tipo de lingerie que agradaria seu namorado.

- Oh, não fale nisso. – Haruka pediu, rindo ao ver a amiga corar. – Ela nem pensa em deixar que ele a veja usando isso, eu aposto.

- Hey, dá pra pararem de falar em mim? – May pediu, constrangida.

Haruka, Kali e a assistente riram, marotas.

- Você ainda vai descobrir como é bom provocar um homem com esse tipo de coisa, querida. – disse Kali, que May sabia que tinha um relacionamento muito mais íntimo com Motoki do que ela tinha com Seto. – Eles ficam parecendo lobos cercando a presa.

- Ou então ficam mais abobados do que tudo, e aí você os seduz lentamente, deixando-os transtornados e fazendo-os esperar mais um pouco. – acrescentou a atendente, fazendo Haruka e Kali rirem.

- É melhor... É melhor eu me trocar. – declarou a morena, correndo para o provador, fazendo as outras três rirem. Ouviu-as comentando algo, mas impediu sua mente de se concentrar na conversa, pois algo no tom de voz que usavam fazia com que ela soubesse que coraria até a raiz do cabelo se ouvisse. Vestiu o jeans e a camiseta preta que usava, calçou os tênis e saiu do provador.

- E então, vai levar alguma coisa? – perguntou a moça, ainda rindo com a tal conversa.

- Vai sim, ou nós a esfolamos viva. – ameaçou Kali, rindo.

- Ah, esse tipo de roupa não faz meu estilo... – murmurou ela, ainda encabulada.

- Lembre-se, May: o caimento, a elegância... – retrucou Haruka.

- Ah, está bem.

As duas amigas selecionaram as peças que, segundo elas, ficaram "inacreditavelmente fantásticas" em seu corpo, coisa que a morena não gostou nem um pouco de ouvir. Mas pelo menos elas lhe deixaram escolher as cores: branco e rosa claro.

Wishes

Ela estava exausta quando chegou na casa de tia Michiko naquele fim de domingo com Kali, carregada de sacolas. Haviam comprado mais coisas do que ela pudera contar. Além da constrangedora lingerie, haviam também vestidos sedutores, com fendas e decotes ousados, que ela sabia que não poderia usar sem corar o tempo todo. Além de jóias e bolsas para combinar, e também alguns sapatos. Ela cogitava ter gasto todo o dinheiro que havia sobrado do pagamento de agosto nas compras.

Mirou o calendário, que ficava visível a quem entrava na casa. Já estavam no fim de setembro, no último dia. Outubro chegava, e ela ainda não havia se acostumado com a idéia de que era uma das pessoas responsáveis por um projeto tão grandioso da Kaiba Corporation e a namorada do próprio chefe. O tempo em que os cientistas mais velhos iriam permanecer com eles também se esgotava. Os três meses findariam quando novembro chegasse. E ela nem queria pensar no que aconteceria quando tivessem que se virar sozinhos.

Comeu anormalmente quieta e introspectiva, e foi deitar-se cedo, sem conseguir passar mais tempo na companhia da tia e da prima sem demonstrar sua tensão. Como ela, uma adolescente com dezessete anos, poderia ser responsabilizada por algo tão grande? Certo que estaria formada em menos de dois anos, quando estivesse perto de completar dezenove anos, e então ninguém poderia contestar sua habilidade e inteligência, mas ainda assim se sentiria insegura e inapta a dar o melhor de si e conseguir o que todos queriam que conseguisse.

Estava ficando cada vez mais fascinada pela sua área de atuação no grupo. A parte gráfica do projeto era um mundo que ela adorava cada dia mais. Aprendia mais coisas durante o trabalho do que poderia julgar ter aprendido no colégio. Talvez porque ver e fazer as coisas acontecerem tornasse tudo mais interessante. Tudo que ela sabia era que estava amando a possibilidade de trabalhar em algo tão importante e magnífico.

Só não se considerava boa o suficiente para isso. Mas, pelo menos, estava conseguindo assimilar tudo com rapidez. Algumas vezes que a doutora Tenou tivera que sair e deixou-a para fazer o trabalho sozinha, inclusive, ela se saíra muito bem, e não havia ocorrido qualquer problema, mas, mesmo assim...

Também havia o problema do material de que seriam feitas as arenas. Era um problema que os perseguia. Ainda não haviam conseguido achar um material resistente e que conduzisse a corrente, sem no entanto transmiti-la quando entrasse em contato com as pessoas. Afinal, os duelistas teriam de entrar na arena, e não podiam levar um choque. O material deveria também ser bom para visualizações, pois as imagens das cartas do jogo deveriam ser bem transmitidas.

Era uma situação complicada, e ela adormeceu pensando naquilo...

Wishes

A primeira semana de outubro passou com tensão e muito trabalho. May, Hiroki, Mokuba e Takeru estavam fazendo provas naquela semana, e eram liberados do colégio assim que as terminavam. Por isso, os três cientistas e Mokuba – que havia conseguido permissão para passar uma semana indo e voltando da Kaiba Corporation com eles – acabavam chegando ao prédio da corporação mais cedo que o habitual. Mokuba entretinha-se com videogames e chats na Internet, enquanto os outros três trabalhavam duro e, assim, eram liberados algumas horas mais cedo. Horas essas que, somadas às outras que tinham livres, eram gastas totalmente com estudos para as outras provas da semana.

- Isso é aterrorizante. – disse Hiroki, na quarta, quando voltavam do colégio na limusine. – Eu não pensei que trabalhar e estudar pudesse ser tão cansativo. Mas até me acostumei. Agora, fazer provas e estudar para elas está sendo tortura.

Os outros riram.

- Realmente... – concordou Takeru, segurando a risada. – Trabalhar, estudar e fazer provas definitivamente não é uma boa combinação. Eu só estou estudando para as matérias em que tenho dificuldade. As que tenho facilidade, eu simplesmente passo o olho para relembrar e pronto, senão morro de overdose de estudo.

- Nossa, deve ser muito puxado. – Mokuba falou, bocejando. – Eu não sou nenhum gênio, cá entre nós, e tenho dificuldade na maioria. As provas de amanhã, por exemplo, vão ser uma tortura.

- As de amanhã são minha especialidade, graças a Deus! – exclamou May, suspirando. – Eu não sei se estaria em pé amanhã se tivesse de virar a madrugada estudando de novo. Vou passar os olhos, fazer alguns exercícios, e "Bye, bye!".

- Isso não é justo! – disseram os outros três. As provas de quinta eram sempre as de níveis maiores, e eles achavam injusto que algum ser humano na Terra sentisse facilidade em fazê-las quando eles não sentiam.

- Quem manda serem burros! – ela desdenhou, rindo da cara de indignação deles.

- Se você fosse do meu ano, May, eu te obrigaria a me dar um reforço. – disse Hiroki, e Takeru concordou com a cabeça.

- Mas você é do meu ano! – Mokuba alegrou-se, como se tivesse descoberto a fonte da juventude. – E você vai ter de me ajudar, May.

- Mokuba, por favor, eu realmente preciso deste descanso...

- E eu realmente preciso desta ajuda, se não vou levar bomba nas provas de amanhã. Vaaaaaamos, May, por favor... Além do mais, se você me ajudar hoje, vamos estudar no meu apartamento, e você sabe quem mais aparece por lá à noite... – ele sugeriu, malicioso.

May fuzilou-o com o olhar, enquanto sentia seu rosto ganhar fortes tons de vermelho. Mokuba parecia ter aceitado muito naturalmente o namoro dos dois, talvez por ter visto como ambos se comportavam quando estavam juntos, todos os finais de semana, desde o começo de agosto.

- Eu e o seu irmão já conversamos sobre o que vai acontecer ou deixar de acontecer essa semana, Mokuba. Não adianta. – ela sentenciou, enquanto os outros dois prendiam o riso.

- Então, agora que você está mais "folgada" com os estudos, que tal arranjar uma desculpa para revê-lo hoje, matar as saudades? Eu prometo que deixo vocês sozinhos depois que a gente terminar...

Ela segurou-se para não esmurrá-lo, enquanto mirava os três garotos que riam sem parar com fúria. Bufou e virou-se para observar a vista da janela. O que mais a irritava era que ele estava certo: ela estava com saudades do namorado. May simplesmente não entendia como aquele namoro incomum conseguira tornar-se tão importante para ela, a ponto de sentir falta dos olhos azuis que quase sempre brilhavam com cinismo. Em todas as noites daquela semana, ela cogitara a possibilidade de largar os estudos e bater na porta do apartamento dos irmãos Kaiba, ou simplesmente ligar para ele e chamá-lo para baterem um papo no apartamento dela.

- Escute aqui, Mokuba, eu vou fazer isso por você, e não para ver o Kaiba. – ela respondeu, internalizando aquilo, para tentar acreditar que o que dizia era a verdade.

- Sei... Bom, de qualquer forma, obrigado. – Mokuba agradeceu. – Pode subir para a cobertura quando achar melhor pra você, a ajuda será bem-vinda a qualquer hora. Enquanto isso eu vou tentar me virar sozinho.

- O.K.

- Hoje a May vai ter uma noite agitada... – comentou Hiroki, que depois de "recuperado" do fato daqueles dois estarem namorando, parecia aprovar também o casal.

- Se vocês três não pararem com as brincadeirinhas sem graça, eu vou jogá-los na rua agora mesmo...

Os três contiveram as risadas, mas com certeza não foi pelo olhar mortal que a morena baixinha lhes lançava.

Wishes

Já estavam há duas horas estudando. Ela, dando uma de professora e tentando "descomplicar o complicado". Ele, fazendo o possível para prestar atenção e entender, embora a vontade de fazer qualquer outra coisa fosse grande.

- Assim, Mokuba, você cruza esse daqui com esse daqui... – ela ia explicando, enquanto ele seguia seu raciocínio, agora com mais facilidade do que no começo.

- Nossa, tudo parece tão mais fácil e lógico agora... – ele suspirou, obviamente aliviado por estar tendo algum progresso.

- Eu precisei quebrar a cabeça algumas vezes antes de entender, também. – May comentou, com um sorriso. – Não nasci um gênio da computação, sabe? – e os dois riram.

Estavam sentados à grande mesa de vidro que havia num canto da sala, esta que estava coberta de livros, cadernos, apostilas, marcadores de textos, marcadores de páginas, canetas, lápis e borrachas. Quase não se via a superfície envidraçada, que era fosca e com desenhos circulares que suavizavam o ar rústico que a madeira escura emprestava ao móvel. E foi de lá que viram a porta abrindo e por ela passar um homem alto, de cabelos castanhos e olhos azul-claro, com uma aparência de estafa e uma maleta de couro na mão esquerda.

- Hum? Posso saber o motivo da invasão? – ele perguntou, confuso ao ver a moça ali.

- Estou ajudando seu irmão com a matéria das provas de amanhã. – ela respondeu, para então virar-se para Mokuba e perguntar. – E então, acha que ainda vai precisar de mim? – ela observou um relógio pregado em uma das paredes. Dez horas da noite.

- Não, agora parece tudo mais fácil. Vou passar mais algum tempo pra resolver os exercícios, mas seria mesmo bom tentar fazê-los sozinho.

- Qualquer coisa me pergunte no caminho, amanhã. – ela sorriu, já arrumando seus materiais para dar o fora dali o mais rápido possível. Não sabia porquê, mas com Seto ali, ela sentia um pânico terrível que a impelia a fugir.

- Me acompanha num copo d'água? – o causador de seu pânico perguntou, fazendo-a parar de arrumar os materiais e virar-se para encará-lo.

- Eu... Eu... Claro, porquê não? – dando de ombros, ela o acompanhou até a cozinha. Era a segunda vez que entrava naquele apartamento, e nas duas vezes em que ali estivera, sentia-se desconfortável.

Sua linha de pensamentos foi interrompida pelo barulho da porta que ligava a sala à cozinha sendo fechada, e no instante seguinte ela estava sentada sobre o parapeito da pia, com Seto confortavelmente posicionado entre suas coxas, enlaçando seu corpo e beijando-a como se aquele fosse o último dia da sua vida.

A urgência que sentia nos lábios dele acabou por incendiá-la também, e logo bocas e corpos estavam tão unidos que mal enxergava-se algum espaço entre eles. Ela não sabia em que momento enlaçara-o pela cintura com as pernas, ou em qual momento ele insinuou a mão por sob sua blusa, afagando-lhe as costas de um jeito nada inocente.

- Pare... – ela pediu, recuperando o raciocínio, enquanto tentava afastar-se um pouco dele.

- Porquê? – ele perguntou, com um resmungo.

- Porquê nós estamos numa cozinha, e seu irmão está a uma porta de distância. – suas bochechas estavam coradas, ela não sabia se de vergonha, falta de ar, ou ambos.

- E daí? – ele disse, ainda enlaçando-a, embora agora com alguma distância entre seus corpos.

- Pelo amor de Deus, Kaiba! Racionalize! – ela bufou, impaciente, ajeitando a blusa.

- Porquê eu fui inventar de namorar uma garota tão pudica? – ele resmungou, fitando-a com desagrado.

- Não me pergunte, eu me pergunto a mesma coisa todo dia e não encontro uma resposta.

- Você se menospreza demais... – ele comentou, e ela ouviu aquilo pela centésima vez.

- Certo, pode até ser, mas será que eu posso descer daqui?

Ele se afastou, de modo que ela pôde descer do balcão, mas ele continuava a circundá-la com o braço, sem deixá-la escapar. Ele voltou a beijar-lhe, agora no pescoço, provocando arrepios.

- Hum... Que tal se você descer, tomar um banho e subir para ver um filme comigo? – ele sugeriu, provocante, com voz rouca.

- F-Filme? – ela não conseguia manter-se lúcida enquanto ele trilhava caminhos com a boca por seu pescoço e seu rosto.

- Uhun. – ele beijou-lhe suavemente a boca. Ela sentia-se completamente entregue quando ele agia com carinho em meio à sedução.

- Que filme? – ela perguntou, passando os braços ao redor da cintura dele para segurar-se, pois suas pernas pareciam amolecer mais a cada minuto.

- Um daqueles melosos que vocês garotas gostam. Eu tenho de tudo no meio dos meus DVD's. – ele sussurrou, abraçando-a também e apertando-a junto a si. – E então, o que me diz?

Ela o fitou nos olhos. Definitivamente, aquele relacionamento deles era fora do comum. Pareciam haver momentos em que só seus corpos comandavam, e outros em que ela conhecia um lado mais romântico daquele homem de humor tão ferrenho. Ele sorriu-lhe, aquele sorriso travesso de quem está tramando algo e sabe que vai ganhar, e ela não pôde deixar de sorrir de volta. Céus, o homem podia ser irascível, mas era lindo, e mexia com seus hormônios como ela nunca vira.

Soltou-se do abraço e virou-se, apressando-se a abrir a porta da cozinha e sair correndo pegar seu material de estudo.

- Estou de volta em vinte minutos! – exclamou, antes de sair pela porta da frente.

Seto riu e saiu da cozinha, assobiando alguma coisa.

- Porquê você tem que ser sempre o boa praça e eu o meninão? – Mokuba resmungou, e o irmão riu.

- Concentre-se nos estudos, Mokuba.

- Enquanto você e May-chan estarão concentrados em outra coisa...

- Exatamente. E espero que você não nos interrompa, durante o filme.

- Mas eu vou querer pipoca quando terminar de estudar.

- Você tem mãos, sabia? Faça pra você.

- Imbecil. – Mokuba resmungou, com inveja, e Seto lançou um olhar carinhoso ao irmão, sem que esse o visse. Mokuba estava crescendo e começando a se interessar por garotas, e isso não era de agora. Mas Kaiba sentia que o irmão menor sentia algo mais especial pela moreninha que agora era sua namorada.

Wishes

May tomou rapidamente um banho, saindo apressada do banheiro. Vestiu uma blusa preta folgada com fotos da última campanha da WWF e uma saia jeans que descia até o meio das coxas e que gostava de usar com aquela blusa. Deixou os cabelos soltos, calçou sandálias de dedo e abandonou o apartamento. Topou com Takeru no caminho para o elevador.

- Aonde vai, May-chan? – ele disse, à guisa de cumprimento.

- Para o apartamento do Kaiba.

- Resolveu tirar a noite de folga?

- Digamos que fui convencida a isso. – os dois riram. – E você?

- Só querendo espairecer um pouco, não agüento estudar por muito tempo. Vou dar uma parada e recomeçar depois.

- Boa idéia. – os dois entraram no elevador, e este logo subiu ao andar de cima. – Até amanhã, Takeru-kun.

- Boa noite, May-chan. – Takeru cumprimentou, e as portas do elevador se fecharam, levando-o para baixo.

May bateu na porta e logo ouviu Mokuba gritar um "Entre!" um tanto irritado.

- Precisando de ajuda? – ela disse, depois de entrar.

- Não. Seto está te esperando no quarto. – ele apontou uma porta, sem levantar os olhos dos deveres.

- Está bem, boa sorte aí... – ela desejou, afastando-se na direção indicada.

Abriu a porta de fininho. Seto estava de costas, olhando através da ampla varanda que havia no quarto. Ela aproveitou que ele ainda não a notara para olhar ao redor. Nunca havia estado naquele quarto. Era diferente do de Mokuba, e do resto da casa. Tinha tons marrons, próximos de preto, e toques azuis e prateados, aqui e acolá. A cama ficava no centro, com um dossel, encostada a uma parede. De resto havia um opulento armário, trabalhado em alto relevo, uma escrivaninha com um computador, um scanner, impressora, notebook e alguns documentos, provavelmente da Corporação. Tudo se encaixava, com uma harmonia que deixava clara a dominância de um homem naquele quarto.

- Gostou? – a voz do namorado a fez voltar à realidade, e ela o viu parado ao seu lado, com um sorriso triunfal. Usava uma calça de pijama, seda negra, e um robe por cima. Pela abertura do robe, podia distinguir-se que não havia camisa por baixo.

- Sim. Reflete bem você. – ela respondeu, sorrindo.

- Hum, que bom. – ele não comentou mais nada. Puxou-a para a cama, acomodando-se e acomodando-a entre suas pernas, de modo que os dois ficassem sentados, ela entre as pernas dele, com as costas contra o peito do homem. Ele riu enquanto entregava-lhe a vasilha de pipoca.

- Mokuba queria vir roubar a nossa pipoca. Eu disse a ele que fizesse a sua própria, se quisesse.

- Coitadinho, está estudando tanto...

- Mas não quero falar disso. – pegou um controle remoto e, com um aperto de botão, um telão desceu na parede oposta, ocupando a metade de cima dela.

- Nooooossa! – ela arregalou os olhos. – Você quase tem um cinema exclusivo pra você.

- Esse é um home theather da empresa. Projeto em experiência. Vamos testá-lo. – mais uns toques de botões e o filme começava a rodar.

Era mesmo um filme romântico. Seto não sentia muita afinidade para com o gênero, mas era o que precisava para criar um clima mais relaxado e romântico. May, que antes estivera tensa e nervosa entre suas pernas, agora relaxava e descansava o corpo contra o seu, como se aquilo fosse a coisa mais natural do mundo, abocanhando porções de pipoca de vez em quando, sua atenção presa ao filme.

Quando este terminou, como ele previra, a garota estava debulhada em lágrimas pelo final emocionante. Ele sorriu. Era tudo como planejava. Mas, ao olhá-la mais demoradamente, algo fora do planejado aconteceu: o maldito sentimento de proteção. Aquilo, na verdade, não era atípico. Toda vez que tentava avançar um pouco mais na relação, a expressão amedrontada dela o fazia sentir que devia protegê-la... de si mesmo. Por isso, levantava-se de qualquer superfície em que a estivesse comprimindo e se afastava, resmungando impropérios contra Deus e o mundo.

Abraçou-a mais forte, inconscientemente, enquanto repensava tudo o que os dois já haviam vivido juntos até aquele momento. Mesmo que fossem poucos meses desde que se conheceram, já se passara muita coisa entre eles, dos mais extremos aos mais normais acontecimentos. Mas, desde que passara a conhecê-la como pessoa, aquela sensação de que devia protegê-la dele mesmo existia. O desejo de tê-la para si fora mais forte, e saber que a havia encantado fora um bálsamo para seu ego. Mas... Ainda havia a necessidade de protegê-la.

Talvez fosse porque sabia que ela queria coisas muito diferentes das que ele queria para si. Mayra era uma sonhadora, e provavelmente queria uma família, um lar, estabilidade em todos os sentidos. Ele queria aproveitar a vida na melhor condição: descompromissado. Poder sair e chegar em vários lugares e aproveitar tudo sem sentir que estava traindo alguém ou deixando algo para trás. A não ser por Mokuba, ninguém mais seria constante em sua vida.

Então, porque se interessara pela garota que, no momento, era a única que conseguia despertar seus desejos? Podia ser o ar intocável, que apresentava um desafio. Podia ser a beleza que começava a desabrochar, como uma rosa. Podia ser a capacidade de mantê-lo concentrado no que dizia... Fosse o que fosse, ele estava enfeitiçado. Mas nem por isso seria um mestre em gentilezas. May sabia o suficiente sobre ele para entender que esperar muitas gentilezas dele era pior que pedir um milagre.

Não que ele não fosse dobrado por ela às vezes, quando sentia uma vontade enorme de retê-la em seus braços e não largá-la nunca mais. O corpo dela era quente, e aquele calor de certa forma preenchia um vazio nele. Talvez fosse a falta de carinho e atenção que tivera na infância, que o deixava dependente daquele calor humano que o envolvia quando ela estava por perto ou sorria para ele. Não sabia dizer ao certo. Ela conseguia despertar certas partes dele que ficaram lacradas no fundo do inconsciente por anos...

- Desculpe-me. – a voz dela o fez despertar dos devaneios, e ele baixou o olhar para a figura feminina em seus braços, ainda com o rosto molhado de lágrimas. – Eu sou uma manteiga derretida com filmes românticos. – e sorriu, um pouco sem graça, as bochechas ganhando tons rosados.

Seto fitou-a intensamente nos olhos por algum tempo, então baixou o rosto em direção ao dela e prendeu-a num beijo longo e devastador. Sentiu quando ela cedeu e segurou a vasilha de pipocas, jogando-a longe, enquanto ela o rodeava com os braços, e ele fazia o mesmo com ela. Intensificou o beijo, fazendo com que a língua dela brincasse com a dele, numa erótica exploração. Quando insinuou a mão por debaixo da blusa dela, afagando-lhe as costas, sentiu o pequeno corpo arrepiar-se de encontro ao seu. Ele deu um sorriso malicioso de encontro aos lábios dela.

- Na verdade, é o fato de você ser uma manteiga derretida que torna tudo mais... agradável. – ele sussurrou, a voz rouca, trazendo a mão que antes estava nas costas para a frente, alisando o ventre liso.

- Hum... – ela murmurou, envolvida demais pelas sensações que percorriam seu corpo para responder algo coerente.

- Só acho que você poderia ser mais ousada... – a mão começou a subir lentamente, trilhando um caminho com rumo definido e deixando rastros de fogo por onde passava. – Hum, acho que posso te ensinar alguma coisa...

O tom de voz coberto de sensualidade fazia com que ela perdesse a razão. A respiração quente contra seu rosto e a mão que subia cada vez mais faziam-na arrepiar-se, um prazer engolfando-a como uma manta quente e deliciosamente sensual sobre seu corpo.

- Pode? – ela se ouviu perguntar, numa voz ainda mais rouca que a dele.

- Posso sim... Por exemplo, o que acharia se eu... – ele não se deu ao trabalho de completar a sentença, suas ações o fariam.

Sua mão alcançou o que procurava, uma parte do corpo dela que vinha imaginando como seria tocar, beijar, fazer um monte de coisas. O seio pequeno e redondo sobre sua palma era macio como uma flor. Ele friccionou o mamilo com os dedos.

- Isso... Isso é... – o rosto dela estava vermelho, enquanto ela se deixava levar pela languidez. Seto fez com que se deitasse na cama, mas antes tratou de tirar-lhe a blusa.

Os seios pequenos e alvos eram exatamente como ele imaginava, os bicos estavam endurecidos, devido à onda de prazer que corria no corpo dela. Ele sentiu a satisfação percorrer seu corpo. Ele a excitava, e a excitaria mais ainda.

- Calma, meu bem. Ainda há muito mais... – ele deitou-se sobre ela com cuidado para não forçá-la com seu peso. Com os lábios, beijou-lhe o queixo, descendo para o pescoço. – Você gosta disso?

- Eu... – ela não conseguia formular uma resposta.

- E disso? – ele traçou com os lábios um caminho pelo pescoço dela, descendo para beijar o vale entre os seios. Uma das mãos começou uma massagem num dos seios, ao mesmo tempo que ele beijava-lhe o outro.

- Kaiba... – ela murmurou, já totalmente consumida pela força do desejo que a dominava. Suas mãos foram timidamente trilhando um caminho pelo tórax bem trabalhado do namorado, passando para as costas, agarrando-o e apertando-o junto a si.

- Você vai me chamar de Seto até o fim disso... – ele prometeu, levantando o rosto para fitá-la. Os olhos castanhos estavam nublados de ansiedade, ao mesmo tempo que ele sentia a timidez com que ela avançava com as mãos, explorando-lhe o torso. – Você não parece uma virgem recalcada, sabe? Por baixo desse ar intocável, você parece que pega fogo. E ateia fogo em mim também.

Ele subiu o corpo, para poder beijá-la novamente, o que fez com uma vontade enorme. A boca faminta procurou a dela no escuro, com o instinto de quem sabia o que fazia, enquanto seu tórax roçava contra os seios dela, provocando sensações avassaladoras em ambos.

May colocou as mãos no pouco espaço vazio que existia entre seus corpos, acariciando os pêlos do peitoral do namorado, enquanto ele descia as mãos, acariciando-lhe as coxas e erguendo-as, fazendo com que o rodeassem pela cintura. Começou a mover-se lentamente para a frente e para trás, imitando o ato sexual, fazendo com que seus corpos atritassem e produzissem faíscas de desejo no caminho. As bocas ainda unidas se exploravam com fome, sede de prazer.

Ela gemeu de encontro aos lábios dele, apertando as pernas ao redor da cintura dele, como num instinto, mas ele fez com que o soltasse e ergueu-se, ficando ajoelhado sobre ela, mas sustentando seu próprio peso, sem pressioná-la contra o colchão. Seto levou a mão ao botão da saia que ela usava e fitou-a, pedindo-lhe permissão. Ela o encarou por um bom tempo, pensando se deveria deixá-lo prosseguir, e ruborizou ao sinalizar que ele tinha seu consentimento.

Tremeu um pouco ao ver sua saia deslizando pelas pernas e logo depois sendo jogada para longe. Ele a fitou, sério, e sorriu-lhe com carinho, coisa que poucas vezes acontecia. Deitou-se sobre ela novamente, mas dessa vez somente abraçando-a contra si.

- Não se preocupe, meu bem... – ele sussurrou, num tom terno que a fez sorrir. – Confie em mim que tudo vai dar certo.

Aquelas palavras podiam ser o maior clichê dos relacionamentos amorosos, mas May sentiu que elas atingia seu coração com força. Ela confiava nele. E queria mostrar isso, mas não com palavras. Num átimo de coragem, puxou-o mais contra si e capturou-lhe a boca, enquanto fincava os dedos em suas costas, arranhando-as. Com o incentivo, ele voltou a explorar-lhe o corpo, com carícias cada vez mais sensuais, nos pontos em que ele descobria que ela sentia mais prazer.

Seto estava quase arrancando-lhe a calcinha quando a porta se abriu num rompante, com um barulho ensurdecedor. May gritou e ele abraçou-a, escondendo-a de olhos alheios, mesmo que o quarto continuasse no escuro. Não passara nem um segundo depois do barulho da porta até que uma voz conhecida dos dois exclamou.

- Onii-san! Onii-san! Um telefonema urgente de... – ele parou, ao perceber o que acontecia. Uma réstia de luz do corredor iluminava parcamente o ambiente, mas era o suficiente para ver dois corpos muito mais que grudados, quase sem roupas, embolados na cama. – Opa...

- Fale logo, Mokuba! – Seto exclamou, parecendo furioso com a interrupção.

- O diretor-presidente da Kaiba Corporation da França está querendo falar com você, no escritório pessoal. – ele disse, ruborizando cada vez mais que olhava para os dois.

- Avise que eu já estou indo e SUMA DAQUI! – ele gritou, e Mokuba não demorou a cumprir a ordem.

A tensão entre os dois mudara de figura: de uma tensão sexual para algo pesado e nada romântico.

- Fique aqui. – ele disse, puxando o robe e amarrando-o por cima da calça do pijama, que ainda usava, saindo do quarto e rumando para o "escritório pessoal", que nada mais era do que um escritório montado no aposento ao lado para situações como aquela.

Como se tivesse levado um choque, May deu um pulo da cama e vestiu-se como se as roupas fossem sumir dali se ela não as pegasse logo. Depois respirou fundo, tentando se acalmar.

"Meu Deus! O que foi que eu fiz? O que me deu pra agir desse jeito? Estou ficando doida!", pensou, abraçando-se e ruborizando cada vez mais. "Que vergonha! O que Kaiba e Mokuba vão pensar de mim agora?", perguntou-se. Escondeu o rosto nas mãos, quase caindo no choro. "Pra quê chorar? Não vai adiantar nada...", recriminou-se, obrigando-se a não chorar. "O que papai e mamãe achariam de tudo isso? Meu Deus! Eu só posso estar louca! Tendo um affair com meu chefe!"

Respirou fundo e procurou o local para onde Seto fora. Logo viu uma fresta de luz debaixo de uma porta. Bateu suavemente, não querendo incomodar. Um pouco depois, a porta se abriu, e ele a encarou, sério e carrancudo.

- O que houve?

- Eu... acho melhor ir pro meu apartamento. – ela murmurou.

- Mas nós ainda não...

- Por favor. Eu preciso ir embora. – ela o cortou, perdendo um pouco da paciência.

- Hum... – ele pareceu pensar um pouco e depois assentiu. – Talvez seja melhor mesmo. Boa noite. – e fechou a porta novamente.

Ela encarou o pedaço de madeira, estupefata. Como ele podia simplesmente fechar a porta na sua cara? Cerrou os punhos, indignada, mas controlou sua raiva e marchou para fora dali o mais rápido que pôde, nem se dando ao trabalho de se despedir de Mokuba quando passou por ele.

Que noite desastrosa! Seria alguum tipo de lição para ela aprender a ficar quieta em seu cantinho e não querer mais do que podia ter? Sabia desde o começo que aquilo não ia dar certo. Ela e Seto Kaiba tinham idéias muito diferentes de um relacionamento. E talvez fosse melhor dar um ponto final naquilo antes que se machucasse mais. Mas no momento só precisava dormir e esfriar a cabeça, antes que tivesse um faniquito. Entrou em seu apartamento e, após travar o sistema de segurança, jogou-se na cama sem querer pensar em mais nada.

Wishes

N/A: Espero que tenham gostado. Aí está um graaaaaaaande progresso. Mas também um retrocesso. O que será que acontece a partir de agora? O.o E como eu me saí como escritora de pornografias? XD