Capitulo catorze:
Uma noite muito agitada
Ron acordou abruptamente e de imediato buscou a seu lado. Não foi possível evitar que o coração lhe saltasse com brusquidão ao descobrir o espaço vazio. Olhou seu relógio, eram as seis da tarde, tinha faltado a suas aulas vespertinas, mas isso não era o que lhe preocupava.
"Aonde foste, Draco?" Perguntou-se em silêncio enquanto punha-se sua roupa. Tentava não se preocupar, talvez o garoto pensou em recuperar alguma aula a tempo, ou talvez simplesmente não pôde o acordar e se foi… Buscou a seu ao redor alguma nota, mas não tinha nada e a angústia crescia.
Ao sair ao corredor jamais notou o castelo tão só, sentia que algo faltava. Foi caminhando com lentidão olhando as paredes e o teto, como querendo encontrar o que fazia o lugar tão diferente, apesar de que não encontrava ainda nenhuma mudança. Seguiam sendo as mesmas paredes morosas e frias das masmorras, os mesmos corredores escuros e tétricos… mas agora eram bem mais vazios.
Chegou em frente à porta da Sala Comum de Slytherin, apertou os punhos contendo o desejo de tocar e perguntar por Draco, aquilo não era muito sensato, jamais ninguém veria com normalidade que ele buscasse ao loiro, de modo que continuou seu caminho. Ao passar pelo escritório de Snape voltou a deter-se, Harry seguramente estava aí, às vezes nem sequer tinha tempo de jantar por ter que cumprir com suas detenções, de modo que não podiam estar juntos. Estava tão desesperado que chegou a pensar em tocar e lhe perguntar sem importar o que Snape dissesse.
Mas finalmente não o fez e empreendeu retirada, esperando poder ter notícias do loiro à hora do jantar.
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Harry jamais se imaginou o perto que esteve seu amigo de onde ele estava. Também não foi a suas aulas vespertinas, depois do beijo no corredor já não tiveram desejos de fazer nenhuma outra coisa, ainda que precisamente aquela tarde Snape a tinha livre, isso quiçá lhes dava uma coartada para justificar a ausência de Harry… um castigo inesperado e umas horas extras de detenção o livrariam de problemas.
Uns olhos verdes do quadro sobre a lareira não se perdiam detalhe algum do que passava na cama em frente a eles. O verdadeiro olhos verdes apertava suas pálpebras e lábios para não gritar demasiado, mas era um prazer indescritível sentir o membro de Severus incrustar-se potente dentro de si, lhe acariciando seu interior com maestria. O Professor não deixava de investir, e aproveitava para deixar sair seu cálido fôlego sobre o rosto congestionado de Harry, às vezes lambendo seus lábios apertados, alternando com pequenos mordiscos.
Severus queria fazê-lo gritar de prazer, e era um fascinante jogo ver ao garoto resistir-se a fazê-lo, de modo que aumentava o frenetismo de suas investidas, rosnava apaixonado ao sentir-se apertado com força, mas seguia sem conseguir nem um som proveniente da garganta de Harry.
Não duvidava do goze que estava prodigando, desfrutava do tormento de Harry por continuar calado, mas isso não podia durar muito. Enfocando-se em verdadeiro ponto no interior do Gryffindor, realizou uma série de movimentos circulares que provocou que as costas do garoto se arqueara impossivelmente, suas bochechas acaloradas se acendiam refulgindo o orgasmo que estava a ponto de lhe chegar.
Foi deslizando sua mão para o membro de Harry e aproveitando a extensão de seu pescoço sugou guloso a um lado deste. Os olhos verdes dirigiu agora suas mãos à cabeça de Severus, removendo sua cabeleira com desespero, já não sabia nem o que fazer para se manter em controle.
Severus sabia que estava a ponto de conseguir, que a resistência de Harry minguava rapidamente, o sentia se agitar, remover em seu lugar contendo o êxtase. Às vezes pensava que não lhe cairia mau um pouco de armadilha, olhou sua varinha, mas finalmente decidiu não a usar. Fez gala de sua habilidade masculina e acariciando ao redor dos testículos de Harry e seu sensível períneo, voltou a conseguir outro estremecimento.
Estava a ponto de frustrar-se ao ver que Harry seguia em silêncio quando de repente, em uma das investidas, notou que o garoto se tensava, abria os olhos e suas pupilas se dilatarão tanto que fizeram desaparecer todo o verde de sua mirada.
— Severus! —gritou de improviso enquanto todo seu corpo se envolvia ao redor de seu casal estreitando-o com força.
Severus sentiu como era apertado, tanto por fora como por dentro, já não poderia se conter mais. Achou que perderia, que não conseguiria esperar a Harry, no entanto, uma umidade em sua mão lhe fez ver o equivocado que estava. O garoto deixou-se cair sobre a cama, sua mirada continuava perdida, a respiração mais agitada que nunca e os lábios lhe tremendo notoriamente.
— Severus… —titubeou arquejante ao momento de sentir como seu interior era enchido de uma onda úmida e cálida—… Severus, te amo!
Olhos negros ficou petrificado… assim se tinha sentido Harry quando lhe dissesse? Era a mesma felicidade que impedia reagir?... Era isso que sentia a dita de se saber amado?
— Achei que querias esperar para dizê-lo. —disse finalmente, tentando mostrar-se sereno, ainda quando todo seu corpo ainda vibrava, mais pela declaração de amor que por aquela sublime e apaixonada entrega.
— Eu também o cri. —respondeu ainda com dificuldade para respirar adequadamente, mas sorriu ao acariciar o rosto de Severus tão cerca do seu. —Mas não creio suportar mais tempo, aceito minhas limitações.
— Minha única limitação sempre será só você.
Harry olhou-lhe perdidamente apaixonado, uma frase como essa proveniente da boca de Severus Snape valia ouro e o sabia, era realmente afortunado em ser o eleito de seu coração. Atraiu a cabeça do Professor contra seu peito, sem afogar agora um gemido de protesto quando, com o movimento, o membro descarregado de Severus saiu de seu interior deixando com a sensação de que algo perdia.
— Obrigado por esta tarde, tem sido maravilhosa, Sev.
— Terá todas as tardes que queira, Harry, as noites também… eu pretendo que chegue comigo até o final de meus dias.
— Chegarei, e tu estarás a meu lado também.
— Como pode ser isso? —perguntou divertido.
— Porque morreremos juntos, quando tenhamos dez anos mais que Dumbledore e Merlin juntos.
Severus riu e foi agora Harry quem lhe levantou o queixo para beija-lo. O Professor acomodou-se para desfrutar do beijo. Ao final fez girar a Harry para que agora fosse ele quem repousasse tranquilamente em seu peito.
— Tem muita tolerância, Potter. —disse-lhe ao ouvido. —Sabe conter muito bem suas emoções, isso é algo novo para mim… sempre achei que explodia com facilidade.
— Talvez grite se não ganha minha equipe de quidditch, mas nunca me verás suplicar por um cruciatus… assim soube que sim podia me controlar.
— Tens… tens sofrido cruciatus? —perguntou empalidecendo.
— Não sabia?... achei que sim.
— De quem?
— Isso não importa.
— De quem?! —requereu com mais força.
— Bellatrix. —respondeu algo atemorizado pelo tom empregado pelo Professor—. E de Voldemort, por suposto.
Severus desviou a mirada e Harry buscou afanosamente saber que passava. Notou seus olhos negros brilhando de uma ira que não lhe tinha visto nunca, nem sequer em suas mais férreas brigas com Sirius. Preferiu não dizer nada mais, esperava que quiçá assim o esquecesse, após tudo, era coisa do passado.
Mas Severus não esquecia, uma ideia se tinha gravado em sua mente e repetia uma e outra vez… "A matarei, juro que a matarei com minhas próprias mãos!".
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Ron não podia ficar quieto, fez a um lado os pergaminhos nos que tentou infrutiferamente fazer seus deveres. Era impossível tirar Draco de sua cabeça, de modo que acercou-se a uma janela e abriu-a para respirar ar fresco, felizmente não tinha ninguém mais na Sala Comum que protestasse pela fria corrente de ar. Mas nem isso conseguiu reanima-lo.
Desde onde estava podia ver o Bosque Proibido, o movimento das copas das árvores com as ondas de vento lhe mantinham em trance, era como se lhe chamassem para que fosse. Apartou a mirada depois de sacudir a cabeça, viu as nuvens deslizando-se rapidamente no céu escuro, ocluindo o olho luminoso da lua. Suspirou pensando que ele devia estar agora com Draco, desfrutando de sua companhia, fazendo planos para seu futuro, sobretudo agora que tinham dado um grande passo.
Mas não, estava só e sem saber o porque dessa angústia na alma.
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Harry dormia tranquilamente abraçado de Severus. O sorriso que desenhavam seus lábios pouco a pouco foi minimizando para seu lugar ser ocupado por um gesto de dor.
Um suave gemido escapou de seus lábios entreabiertos enquanto seus olhos moviam-se vertiginosamente por embaixo das pálpebras, como se seus sonhos fossem por demais agitados. De repente, incorporou-se ficando sentado, com as mãos apertando sua frente, balançando pra frente e pra trás.
— Harry? —perguntou Severus acordando ao sentir o movimento—. Sentes-te mau?
Harry não respondeu, seguia tentando controlar a dor que sentia. Severus terminou por alarmar-se, abraçou-lhe com força com toda intenção de lhe fazer sentir sua presença mas o garoto não reagia. Alarmado, Severus notou que suas bochechas iam umedecendo-se com grossas lágrimas que escorriam através de suas pálpebras apertadas… e um nome escapou em um sussurro…
"Draco"
Severus eliminou de imediato os ciúmes, não era momento para tolices, Harry estava sofrendo demasiado.
— Não deixe que te manipule, Harry! —exclamou compreendendo que Voldemort estava envolvido no assunto. —Demonstraste-me que és forte, que podes ser capaz de manejar suas emoções, sai daí de imediato!
— Draco… —repetiu entre soluços—… pegaram a Draco.
— Harry, regressa agora mesmo comigo, não vejas mais!... Veem comigo!
Harry levantou a cabeça puxando ar a seus pulmões como se tivesse estado afundado no fundo do mar. Suas próprias lágrimas lhe afogavam. Severus lhe estreitou aliviado, pelo menos seus olhos abertos mostravam que estava fora do trance… tinha conseguido o trazer de regresso.
— Tranquilo, amor, respira fundo… tem que se acalmar.
— Draco… —repetiu olhando aterrorizado aos olhos negros. —… Estão torturando a Draco, Sev!
— Harry, isso não é possível, Draco está em sua habitação. O que viste é uma armadilha seguramente, faz favor, entende.
— Vamos buscá-lo, tenho que comprovar se é verdadeiro!
Severus assentiu e depois de vestir-se apressados saíram com rumo à sala comum. Harry teve que esperar afora apesar de que os nervos lhe faziam ver até sombras se deslizando ameaçantes a seu ao redor. Ao cabo de um par de minutos, Severus regressou e aos olhos verdes não gostou nada da expressão de sua cara.
— Não está verdade? —perguntou retrocedendo um passo com espanto.
— Ainda não devemos alarmar nos. —disse Severus. —Vocês os jovens são experientes em quebrantar normas, o iremos buscar.
— Vou a meu dormitório, aí deixei o mapa… dessa maneira saberemos onde está.
Severus assentiu ainda sem compreender de todo essa questão do "mapa" e decidiu o acompanhar, quiçá podiam encontrar a Draco e não seria necessário ir acordar a Dumbledore por uma falta menor. Agora lhe tocou a Severus esperar afora da Torre de Gryffindor enquanto o garoto entrava a buscar o Mapa.
Harry tentou não fazer ruído para não acordar a seus colegas de habitação. No entanto, tinha alguém que ainda não podia conciliar o sono e se sentou em sua cama ao o ver chegar.
— Até esta hora estiveste em detenção? —perguntou Ron sobressaltando aos olhos verdes.
— Algo assim. Dorme-te, não quis te acordar. —disse-lhe regressando a buscar dentro de seu baú.
— Que faz?
— Preciso encontrar meu mapa para saber onde está Draco.
— Não está em sua habitação? —perguntou erguendo-se de imediato.
— Não… acho que tive uma visão e…
Harry não continuou, novamente sentia esse nodo em sua garganta que lhe impedia falar. Nesse momento encontrou o velho pergaminho e sem perda de tempo levou-o à cama onde empregou o feitiço para o ativar. Foi inevitável lisonjear-se ao ver o cisco com o nome de Severus justo na entrada.
— Que faz o Professor Snape aí? —perguntou Ron depois de seu ombro.
— Espera-me, estava em detenção quando passou… Não o encontro, maldita seja, então é verdadeiro!
Harry tomou o mapa e foi-se depois de comprovar que o nome de Draco não aparecia por nenhum lugar. Ron não tinha pensado se combinar com os braços cruzados e foi atrás dele.
— Não está no castelo! —exclamou Harry ao estar em frente a Snape, quis abraçar-se dele mas a chegada de Ron lhe impediu.
— Regresse à cama, Weasley. —ordenou Snape ao ver ao ruivo.
— Não, eu quero saber… quero acompanhar a Harry.
Severus entornou os olhos furioso, ele preferia ficar sozinho com Harry, mas compreendeu que quiçá este precisasse da companhia de seu melhor amigo e assentiu. Fez-lhes uma senha para que o seguissem até o escritório de Dumbledore. Harry revisava o mapa de vez em quando, com a esperança de ver que se tinha equivocado e o Slytherin aparecesse de repente. Snape olhava-lhe de relance, tentando não desviar sua preocupação do motivo principal e deixar de sentir suspeito pelo funcionamento desse papelucho velho que em um dia lhe tinha insultado.
A seu lado, Rum não dizia nada. Não sabia se devia dizer o que passou entre eles, ainda que vendo a angústia de Harry decidiu calar, ele não suportaria se inteirar do que tinham estado fazendo a suas costas justo nesse momento. O melhor era esperar e rogar para que Draco estivesse a salvo. Seu coração gritava-lhe que seguia vivo e rogava para que cedo pudesse voltar a ter em seus braços.
Ao chegar ao escritório de Dumbledore, Harry e Ron permaneceram de pé enquanto Severus ia em busca do Diretor a sua habitação.
— Que foi o que viu? —perguntou Ron assustado.
— Torturavam lhe. —respondeu deixando-se cair em uma cadeira, não viu que o ruivo estava a ponto de se desmaiar pelo que igualmente se sentou junto a seu amigo enquanto seus olhos se aguavam.
Ron não se moveu de seu lugar nem sequer com a chegada de Dumbledore, deixou que entre ele e o Professor Snape interrogassem a Harry, somente ficou escutando à lonjura, implorando em seu coração por voltar a ver a Draco são e salvo.
— Pode recordar exatamente o que viu, Harry? —perguntou Dumbledore com tranquilidade enquanto com um movimento de varinha servia chá para todos, no entanto, ninguém bebeu dele.
— Era um lugar escuro, mal podia ver. —informou os olhos verdes agoniado. —Mas teve um raio desprendido de um cruciatus, alumiou o lugar e vi que Draco estava encadeado a uma parede… e gritava.
— Deve ser a guarida do Senhor Escuro. —interveio Severus com a secreta intenção de dar-lhe a Harry tempo para repor-se. —Talvez deva ir para lá agora mesmo.
— Não! —negou Harry aterrorizado, as três personagens que lhe acompanhavam lhe observaram, mas em seguida deixaram do fazer, Ron baixou a cabeça, e Dumbledore e Snape trocaram uma mirada ignorando a negativa do garoto.
— Se não te chamou, Severus, não acho que seja uma boa ideia. —disse Dumbledore sem girar a olhar a expressão a cada vez mais preocupada de Harry. —Enviarei uma mensagem em seguida a Lucius Malfoy, acho que ele deve estar inteirado e ao mesmo tempo, ser o indicado para ajudar a seu filho.
Severus assentiu, e enquanto Dumbledore dirigia-se para Fawkes para informar ao pai do aluno desaparecido, dissimuladamente acercou-se a Harry.
— Ele estará bem… te prometo.
Harry assentiu levemente, tinha tantas vontades de abraçar-se dele, de apaziguar um pouco sua angústia baixo o resguardo do calor de Severus, mas não podia. Apesar de que Dumbledore se mantinha de costas a eles e Ron seguia com a cabeça baixa, não era prudente, de modo que somente enviou ao Professor uma agradecida olhada se esforçando por sorrir ainda que lhe resultou realmente impossível.
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Ron sentiu como Harry se sentou a seu lado enquanto esperavam a chegada de Lucius ao castelo. Era estranho como se supunha que devia apoiar a seu amigo e no entanto, lhe custava muito voltear ao olhar.
— Porque não vai dormir? —disse Harry. —Agradeço muito que queira estar comigo, mas não é necessário.
— Prefiro ficar, se não há nenhum problema.
— Nenhum, e obrigado Ron.
Harry apertou o ombro de seu amigo com macieza, comovido de que quisesse estar com ele para acompanhar pelo desaparecimento de seu namorado, um namorado que ele não tolerava, o qual aumentava o valor de sua presença. Estava olhando o relógio notando como apesar de que parecia ter passado uma eternidade, mal eram as três da manhã, e a presença de Lucius os fez a todos voltear para a porta onde o loiro luzia bem mais pálido do normal.
— Como que meu filho desapareceu, Dumbledore? —lhe recriminou sem sequer dignar-se a saudar a ninguém.
— Será melhor que se acalme, senhor Malfoy, dessa maneira não chegaremos a nenhum lado.
— Não pode me pedir isso se me chamam a meia-noite para dizer que não encontram a meu filho!
— Lamento muito ter que o informar, mas assim é.
— Como foi? Fale já!
— Não sabemos muito, só que achamos que Voldemort o sequestrou. —assegurou sem fazer caso do estremecimento do loiro ante a menção desse nome.
— Isso não é possível, não há nenhuma razão para isso!
— Acho que você saberá mais disso que nós, Malfoy. —encarou-lhe Dumbledore entornando seus azuis olhos. —Mas agora o motivo não é importante, temos que encontrar uma forma de resgatar.
— Mas como demônios sabem que não está perdido pelo castelo?!
— Eu vi como o torturavam. —interrompeu Harry. —Estava em um sótão ou calabouço, não pude ver bem.
— Como que viste?
— Em uma visão.
Lucius ia perguntar algo mais quando de repente se girou lhe dando as costas a todos enquanto se cruzava de braços. Harry notou que Severus apertava os punhos e seu rosto se franzia em uma clara careta de dor, compreendeu então o que passava e seu coração se estremeceu.
— Se permite-me, senhor Diretor… —disse Severus recompondo-se um pouco para dissimular a moléstia de seu braço. —… acho que posso falar a sozinhas com o senhor Malfoy para que compreenda que não tem sido responsabilidade do colégio.
— Que não tem sido, dizes? —protestou Lucius. —Meu filho estava baixo seu cuidado!
— Ninguém tem entrado ao castelo, Lucius. —respondeu Severus. —Se tem caído em outras mãos foi porque abandonou os limites do colégio, uma grande irresponsabilidade diria eu.
Lucius fulminou com a mirada a seu antigo colega, no entanto não respondeu. Dumbledore deu-lhes nesse momento permissão para retirar-se, ele enquanto reuniria à Ordem para buscar ao jovem Malfoy.
Harry pôs-se de pé, seus lábios tremiam ao saber que Severus iria ao perigo, queria ir com ele, o ajudar a resgatar a Draco. Olhou-o marchar-se sem saber que fazer.
— Não pode ir, Harry. —disse-lhe Dumbledore quando o viu dar um passo para a porta. —Eles têm um dever que cumprir e te asseguro que cedo trarão a Draco de regresso, recorda que são seu pai e seu padrinho, saberão bem como o proteger.
— Sei-o, mas…
— Não compliques as coisas. Fica aqui enquanto consigo reunir à Ordem.
Dumbledore saiu deixando aos dois jovens sozinhos. Harry viu que Ron continuava sem dizer nada, só olhava a seu ao redor tão confundido como ele mesmo. Saiu correndo de repente, sem fazer caso do chamado de seu melhor amigo, precisava ver a Severus uma vez mais.
Ao sair do castelo viu as duas altas figuras dirigindo-se rapidamente para os limites de Hogwarts, e correu o mais rápido que pôde, não sabia que faria quando os atingisse, sobretudo pela presença do loiro, mas precisava continuar correndo.
Desesperou-se ao ver que o mais provável fosse que não o conseguiria, lhe levavam demasiada vantagem.
— Professor Snape! —gritou com toda a força de seus pulmões.
Severus ia atingindo os limites quando atingiu ao escutar e se deteve de imediato para se voltar. Viu a figura de Harry correndo para ele e depois olhou para Lucius quem também se tinha detido.
— Adianta-te… eu verei que quer Potter.
— Mas…
— Recorda a Draco, ele pode te precisar justo agora.
Lucius assentiu e desapareceu justo no momento em que Harry chegava até ele o fazendo tropeçar ante o impulso que pôs ao o abraçar.
— Amo-te, Sev! —lhe sussurrou ao ouvido sem deixar de espremer com força.
— Eu também te amo, Harry, não tenhas medo por mim… Regressarei cedo e trarei a Draco comigo.
— Sei-o, confio em ti, mas precisava te abraçar dantes de que te fosses.
— E alegra-me que o fizesses, mas já devo me ir.
— Dumbledore reunirá à Ordem, irei com eles se não regressas ao amanhecer, Sev.
— Estarei aqui para então.
— Amo-te muitíssimo, Severus!... Cuida-te, e recorda que és tu e ninguém mais que tu o que mais quero neste mundo.
Severus sorriu e ainda que já se tinha demorado o suficiente, não pôde se ir sem beijar aqueles lábios que lhe faziam se esquecer de todo o mau que tinha sido sempre o rumo de sua vida. Harry tinha chegado a ela para lhe mostrar que podia e merecia ser feliz.
Harry recebeu o beijo conseguindo minorar a angústia de seu coração, não ia perder ao amor de sua vida justo agora que por fim encontrava com quem queria chegar a velho.
Continuará…
Próximo capitulo: Emboscada
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Notas finais:
Neste capitulo quem mais tristeza deu-me foi Ron, pobrezinho, nem sequer pode fazer nada.
Nos veremos amanhã para o resgate de Draco e todo o que sucede durante este.
Muitos besitos para todas
Nota tradutor:
Porque será que Voldemort mandou sequestrar Draco? Será que ele descobriu que o garoto namora Harry? Descobriremos isso mais tarde, ou mais cedo do que nunca!
Até breve
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