Nome Original: Dragon and Angel
Autora: DragonsAngel68
Tradutora: HunterChild
Disclaimer: tanto a autora quanto eu não possuímos nenhum dos personagens que possam ser reconhecidos como integrantes do fantástico mundo de Harry Potter, todos eles pertencem à J. K. Rowling, a autora apenas gosta de brincar um pouco com eles, e eu apenas passo a fic original para o português
CAPÍTULO CATORZE
BEIJOS QUE CURAM
Ginny estava fora de si. Ela não percebera que Draco chegaria tão cedo. Céus, ele realmente percebeu que eu estava vestida assim, sua mente gritava enquanto ela corria por seu quarto, juntando roupas para vestir. Estou tão envergonhada. Como vou encará-lo de novo?
Ela correu para tomar uma ducha quente no banheiro. Uma vez debaixo da água, Ginny tentou acalmar suas emoções. Okay, isso não é o fim do mundo. Então ele me viu vestida como uma- uma- Ah, céus! Eu parecia um trasgo. É o fim do mundo. Não posso de jeito nenhum descer de novo. Eu vou ficar aqui em cima até ele ir embora.
Depois de tomar seu tempo no banheiro, ela voltou para seu quarto e começou a se vestir, dando atenção extra para seu cabelo e maquiagem. Quando ela terminou, se olhou no espelho. Bom, eu não pareço mais um trasgo, ela refletiu. Ela foi em direção à porta, enchendo-se de coragem, apenas para hesitar quando sua mão tocou a maçaneta. Não, não posso fazer isso, ela pensou, voltando para a cama. Ela sentou na borda da cama, tentando convencer a si mesma.
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Draco estivera esperando pelo que parecera horas por uma reaparição de Ginny. Molly estava lhe servindo outra xícara de chá enquanto ele se chutava mentalmente pela milionésima vez. Eu devia ter ficado de boca fechada, agora ela provavelmente não vai falar comigo, ele pensou, e se eu beber mais chá, vou precisar achar um toalete- Merlin, Angel, por favor, fique quieta! Cada vez que Draco esvaziara sua xícara, Molly a enchera novamente imediatamente. Ele perdera conta de quantas xícaras já havia consumido- só estava bebendo para ser educado.
"Certo, vocês dois, já para cima para se trocar," Molly disse para os gêmeos.
"Vem, Papai," Angel disse enquanto pulava de seu colo. "Você pode ajudar," ela continuou, puxando seu braço.
"Talvez a sua Avó possa ajudar hoje e eu ajudo uma outra vez, okay?" Draco esperava que ela aceitasse isso, porque ele não fazia idéia de como se vestia uma criança.
"Angel, quanto menos você demorar para subir e se trocar, mais rápido você vai poder voltar para ficar com o seu pai. Vamos," Molly disse.
Angel pareceu desapontada, mas deixou que Molly a guiasse para a escada e para o banheiro, onde Drake já estava ocupado escovando os dentes.
Draco suspirou de alívio por duas razões: primeira, o peso de sua filha não estava mais sobre sua bexiga muito cheia e segunda, o pensamento de tentar vesti-la o horrorizava, ele não saberia por onde começar.
Pouco tempo depois, Draco ouviu Molly e as crianças descendo as escadas. Ele se levantou rapidamente, na esperança de que isso desencorajaria Angel a se estabelecer novamente em seu colo. A essa altura, ele achava que qualquer pressão externa em seu abdômen poderia resultar em uma situação um tanto embaraçosa.
"Draco, você não está indo embora, está?" Molly franziu o cenho quando percebeu o bruxo alto e loiro desconfortavelmente de pé na cozinha.
"Umm- Não, não, claro que não, eu estava me perguntando, onde está localizado o umm- Er- toalete," Draco gaguejar.
"Oh, claro, querido. O lavatório é no primeiro andar, segunda porta à direita." Molly sorriu. Ele tem modos tão refinados que perguntar a uma dama onde é o banheiro é motivo de embaraço, ela pensou, meio que desejando que seus garotos mostrassem melhores maneiras ocasionalmente.
Draco inclinou a cabeça em um agradecimento silencioso e foi apressado até a escada. Enquanto ele lavava as mãos, ele se perguntou, não pela primeira vez, onde Ginny estava. Ela subira havia séculos e ele estava começando a achar que ela não desceria mais.
Ao deixar o banheiro, ele olhou para os dois lados do corredor. Havia um total de cinco portas no corredor. Ele ficou ali, tentando se decidir a explorar ou não um pouco mais, na esperança de cruzar com Ginny. Ele nem sabia se ela estava naquele andar. Justo quando ele decidira que era rude se aventurar mais pela casa sem convite, ele ouviu um grunhido seguido por uma voz familiar e feminina xingando, 'inferno', por detrás de uma das portas. Ele foi até a porta dela com um sorriso e a abriu.
"Isso é uma dança nova?" Draco disse em voz arrastada, divertimento escrito claramente em sua expressão.
Ginny estava de pé, segurando um pé e tentando manter o equilíbrio ao mesmo tempo. Seu rosto estava contorcido de dor e concentração; em suma, fornecendo uma visão cômica a qualquer um que a encontrasse.
"Oh." Ginny ficou carmesim. "Eu bati o dedo." Merlin, esse dia pode ficar ainda pior?, ela acrescentou mentalmente.
"Bem, deixe eu dar uma olhada nisso," Draco disse em um tom baixo enquanto entrava no pequeno quarto.
Quando ele a alcançou, se inclinou e a ergueu em seus braços, então a pôs na beirada da cama. Não que fosse realmente necessário carregá-la, visto que ela estava a apenas dois passos da cama, e bater o dedo não era exatamente quebrar a perna, mas ele a carregou ainda assim. Draco se ajoelhou em frente a ela e retirou o sapato dela para expor o dedo ferido. Ele manipulou, muito gentilmente, o pé dela e cada dedo. Quando ele concluiu que não havia nenhum dano permanente, deu um beijo no dedo que exibia a marca da batida.
"Pronto, agora está melhor," Draco sorriu para ela.
"Obrigada," Ginny respondeu lentamente sorrindo para ele. Ela percebera que os olhos usualmente cinza claros de Draco haviam escurecido para um cinza ardósia e ela sabia que havia apenas dois estados de espírito que faziam seus olhos mudarem de cor tão dramática- raiva e excitação.
"Vovó, por que o Papai está beijando os dedos do pé da Mamãe?" Angel disse do batente da porta.
"Ewww! Eu nunca beijaria uma bruxa. Elas têm germes de bruxas," Drake interpôs, completamente enojado.
"Não temos não! Você tem germes de bruxo," Angel rebateu, erguendo o nariz.
Drake cruzou os braços sobre o peito. "Não tenho!"
"Tem sim!" Angel pôs as mãos nos quadris.
"Aí estão vocês. Por que não voltam para a cozinha?" Molly disse enquanto entrava no aposento, assimilando a cena que se desenrolava à sua frente.
"Eu- umm- eu bati o dedo," Ginny gaguejou. Mesmo que eles não estivessem fazendo nada errado, ela corara até ficar de um carmesim brilhante.
"Nenhum dano permanente," Draco conseguiu dizer enquanto deixava o pé dela cair novamente no chão e se levantava.
Ginny se ocupou em recolocar seu sapato, era uma desculpa excelente para não olhar para ninguém dentro do aposento. Só Merlin sabia o que sua mãe podia estar pensando. Com seu sapato firmemente colocado, ela respirou fundo e se ergueu da cama. "Por que não voltamos para a cozinha? Eu gostaria de uma xícara de chá."
"Ótimo," Molly disse sorrindo largamente enquanto saía do aposento. Seria bom se Draco e Ginny ficassem juntos, ela pensou enquanto descia as escadas. Não só para os gêmeos, mas também para Ginny, faz séculos que ela não sai e Draco parece um jovem agradável.
Enquanto Ginny ia até a porta, olhou de relance para Draco. Ele ainda estava na mesma posição, olhando para o chão com os braços pendendo a seu lado e ele exibia um leve rubor nas bochechas.
Draco ergueu rapidamente os olhos para encontrar os de Ginny. Mesmo levando em conta como se sentia, ele não pôde conter o sorriso que se esgueirou para sua boca, ela parecia tão sedutora com o rosto corado e a expressão culpada que seus olhos tinham. Merlin, eu me sinto um estudante que foi pego espiando o dormitório das garotas, ele refletiu enquanto esfregava a nuca.
Uma vez acomodados em volta da mesa da cozinha, Molly serviu o café da manhã de Ginny e mais chá para cada um dos adultos.
"Papai, por que você beijou o dedo da mamãe?" Drake perguntou, seu nojo com a idéia evidente em seu tom.
"Bem- err- a mamãe machucou o dedo." Draco não sabia como responder essa pergunta. Ele não podia dizer exatamente a verdade- ele estava flertando com ela- o outro era novo demais.
"Ah, você beijou o dedo dela e fez ele sarar." Angel o ajudou. "Vovó faz meus machucados sararem com beijos especiais."
"É, alguma coisa assim," Draco murmurou, ele corara vivamente novamente e estava ocupado demais examinando sua xícara de chá para ver o olhar de aprovação que Molly dera a Ginny.
"Mas, Papai, você não tem medo de pegar germes de bruxa?" Drake estava chocado por seu pai não ter pensado no risco.
O rosto de Draco se contorceu em uma expressão de horror. Como diabos ele responderia isso? No entanto, sua expressão foi suficiente para agradar Drake.
"Tudo bem, Papai. Um feitiço Scourgify deve ser suficiente," Drake disse solenemente enquanto se aproximava de seu pai e se esticava para dar tapinhas em suas costas. Um tanto aliviado por seu pai ter percebido seu erro em tempo de corrigi-lo.
Ginny assistiu os gêmeos interagirem com Draco enquanto comia seu desjejum. Ela sorriu quando percebeu que era óbvio que ele não tinha idéia do que estava fazendo. Draco olhou para ela e ela apontou com a cabeça para sua varinha, indicando que ele devia pegá-la e realizar o feitiço para manter Drake feliz.
A mensagem silenciosa foi compreendida- Draco fez todo um ritual para se levantar, apanhar a varinha com habilidade e realizar o feitiço recomendado, deixando Drake feliz.
"Bem, o que vocês quatro vão fazer hoje?" Molly perguntou a Draco.
"Na verdade, não fui assim tão longe. Não importa para mim o que faremos, eu só quero passar um tempo com esses três," Draco respondeu honestamente enquanto sentava-se novamente em sua cadeira.
"Nós podíamos fazer um piquenique," Angel sugeriu alegremente.
"Está frio demais para um piquenique!" Drake rolou os olhos para a irmã.
"Nós podemos colocar roupas quentes," Angel rebateu.
"E se nós fôssemos para a sala e conversássemos sobre isso lá?" Ginny disse da pia, onde limpava a louça de seu desjejum.
Os gêmeos se ergueram em um salto e correram para a sala antes que os outros pudessem sequer se mexer. Quando Draco começou a sair do aposento, Ginny agarrou seu braço.
"O que você quer fazer hoje?" Ela perguntou em um sussurro.
"Eu realmente não me importo, Gin. Só quero passar algum tempo com vocês três. Conhecer os gêmeos, e bem- você também," ele respondeu baixinho. "Tem tanta coisa que eu não sei. Tenho um monte de perguntas então talvez pudéssemos separar um certo tempo para conversarmos hoje."
"Okay. Com ou sem as crianças?" Ginny indagou.
"Com, quero perguntar coisas para elas também."
"Você quer começar com isso e então nós podemos continuar a partir disso?"
"É, isso seria ótimo. Tem tanta coisa que mal posso esperar para saber sobre eles."
"Você sabe que eles vão querer saber coisas sobre você e que algumas das perguntas deles serão difíceis de serem respondidas?" Ginny queria que ele estivesse preparado para tudo. Drake era bem conhecido por fazer as perguntas mais difíceis e embaraçosas.
"Qualquer coisas que eles queiram saber, sou um livro aberto," Draco declarou. Estático por suas crianças também quererem saber sobre ele.
"Bom." Ginny esperava que ele não se arrependesse daquele declaração em particular.
"Umm- Ginny, antes que a gente vá para lá, tenho uma pergunta para você. Isso é, se você não se importar?" Draco disse hesitantemente.
"Claro que não me importo." Seu tom estava corrompido por preocupação. Draco provavelmente tinha centenas de perguntas e, ela sabia, algumas delas seriam um tanto difíceis.
"O nome deles- quero dizer, a parte 'Malfoy'- por quê?" Draco gaguejou em seu questionamento.
"Ah, eu queria que eles soubessem exatamente quem eles são. Não importava que você não estivesse por perto. Eles têm tantos dos seus maneirismos, especialmente Drake. Eu só queria que eles soubessem."
"Obrigado," Draco sussurrou enquanto se inclinava e pousava em beijo em sua testa.
N/T
yay! Outro capítulo! Não esqueçam de deixar reviews, okay? O botão ali embaixo não morde, juro que não.
Antes que eu esqueça, Lily W. Malfoy, valeu mesmo pelo seu e-mail! Você me deixou muito feliz, de verdade!
HunterChild
