UM ESTRANHO CONHECIDO

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4° Ed – 18/02/2014

Disclaimer: Inuyasha não me pertence =P Mas a história sim! O enredo é 100% meu! As músicas que aparecem na história não são minhas e todas estão com seus respectivos nomes e autores! ( cantores no caso) ^^'


Capítulo 14 – BRIGA! BRIGA! BRIGA!

Quando o sol já estava se pondo, Inuyasha acordou se sentindo relaxado e feliz ao sentir o corpo quente de Kagome aninhado ao seu. Com cuidado se levantou para não acordá-la, deixou-a deitada abraçada ao travesseiro e ficou a contemplá-la por alguns instantes.

Sabia que tinha que ir embora. Deu alguns passos em direção a janela, quando se lembrou de Justin, a raiva fez o sangue ferver em suas veias, mas não era momento para ter um acesso de raiva, com cuidado para não fazer barulho trancou a janela, assim que se dirigiu a porta do quarto fazendo o mínimo de barulho que podia, viu uma folha de papel um pouco amassada jogada perto da porta, apanhou-a.

Fitou por alguns instantes o desenho feito com traços fortes, porém perfeitos como os de uma artista, naquele momento sentiu toda a dor que a figura revelava, reparou que abaixo dela havia algo escrito, assim que terminou de ler, olhou novamente para Kagome deitada na cama, dormindo tranquilamente, suspirou, abriu a porta com cuidado e saiu pelo corredor.

Alcançou a escada que levava ao andar de baixo e já estava quase descendo quando um barulho o fez voltar-se.

- Inuyasha? – Souta perguntou após abrir a porta do banheiro. Inuyasha ficou sem graça por ter sido pego em flagrante.

- O-oi – ele disse, forçando a voz a sair mais firme – Vim visitar sua irmã, mas já estou de saída.

- Ah. – o garoto assentiu meio sonolento. - Então vou abrir a porta para você. – Souta saiu pelo corredor mancando um pouco.

- Cadê suas muletas? – Inuyasha perguntou, arqueando a sobrancelha.

- Não conta na-...hey! Como você sabe que eu deveria estar usando muletas? – Inuyasha ficou vermelho, teria que admitir que andara observando a família nas últimas semanas.

- Eu te vi com elas – disse, tentando soar indiferente.

- Sei – Souta respondeu, arqueando as sobrancelhas, desconfiado. – Não conta para ninguém que já to conseguindo andar sem elas, é bom ser paparicado de vez em quando – o menino sorriu e Inuyasha se sentiu confortável com o clima de parceria que se estabeleceu entre eles. Juntos os dois desceram as escadas e Souta abriu a porta para que Inuyasha saísse.

- Até mais ver então. – o mais novo disse se despedindo.

Inuyasha assentiu com a cabeça, sorrindo internamente, Souta era uma criança notável, assim como seu irmãozinho Shippo. Pensar em Shippo deixou-o triste.

oOOooOOooOOoo

Quando Kagome acordou na manhã seguinte, sentia-se melhor, a sensação de medo já não era tão intensa e começava aos poucos transformar-se em ansiedade, mas por motivos diferentes. Inuyasha permanecera a seu lado no momento que ela mais precisara dele. Inuyasha, amava-o tinha certeza. O que será que ele tanto escondia?

Ainda estava pensando nisso quando desceu para tomar café após um banho rápido.

Sua mãe e Souta já estavam sentados a mesa.

- Bom dia – Kagome saudou.

- Bom dia filha, está melhor hoje? – Rumiko perguntou servindo-se de café.

- Estou sim. – a filha respondeu se sentando.

- Claro que ela está, o namorado veio visitá-la ontem. – Souta se intrometeu na conversa, querendo ver um pouco mais de cor no rosto da irmã. Como planejara um rubor tomou conta da face de Kagome e ele se pôs a rir.

- Souta! – Kagome exclamou brava – Ele não é meu namorado!

Rumiko olhava para os dois completamente confusa. – Quem? – ela indagou.

- Ah nada não mãe, eu só flagrei Inuyasha saindo do quarto dela ontem no fim da tarde – Souta respondeu, colocando em seguida um pedaço enorme de pão na boca, tentando parecer não dar importância ao fato.

Kagome se pôs mais vermelha ainda.

- Souta! – exclamou. O menino riu e a mãe o acompanhou fitando o rosto indignado, porém mais vivo da filha, e no fim até Kagome se contagiou pelo riso de seus parentes.

OooOooOOoO

- Kagome! – Sango gritou assim que avistou a amiga entrando no colégio na companhia de uma sorridente Ayame e um emburrado Inumaru.

- Oi! – Kagome respondeu, o mais naturalmente que conseguiu, suas emoções ainda estavam conflitantes por causa dos acontecimentos do fim de semana e encontrar-se logo cedo com o ex-namorado que estava visivelmente contrariado e muito magoado, não ajudava em nada em seu estado emocional.

- Ai Kah eu vou indo! – Ayame disse sorrindo, se sentia nas nuvens e mal se contia de alegria queria encontrar logo com seu novo 'namorado'. Inumaru seguiu atrás dela, calado.

- Tudo bem? – Sango perguntou assim que ficou a sós com a amiga.

- Tudo bem sim, só meio estranho o clima entre mim e o Inumaru.

- É sempre meio estranho quando o namoro acaba, mas não era disso que eu estava perguntando – Sango arqueou a sobrancelha sugestivamente.

- Estou bem melhor Sango – Kagome sorriu um pouco – Passou meu estado de melancolia e medo, pelo menos um pouco, continuo procurando o maldito em cada esquina, mas bem. – Ela já avistara Inuyasha com seus amigos assim que chegara ao quarteirão do colégio. Ele não olhara na direção dela, continuara conversando normalmente, no entanto ela sentia como se ele soubesse que ela já havia chegado, uma sensação de segurança e proteção lhe assomara assim que o avistara, e além disso apesar de Inumaru estar com cara amarrada, foi um alivio não ter que ir sozinha para o colégio, Ayame estava tremendamente feliz e não parara de falar o caminho todo sobre o novo namorado, o qual ela não revelara o nome, deixando Kagome curiosa e Inumaru super entediado.

As duas subiram as escadarias do colégio. Assim que chegaram à sala Sango foi surpreendida por um abraço apertado e um aperto na...

Blaft

- Miroku! – ela gritou furiosa soltando-se dele, depois sorriu e o beijou. Kagome ficou desconcertada com a cena, que amiga louca ela tinha, primeiro batia no namorado, tudo bem que ele merecia. A sala não era lugar para ele ficar apertando as partes dela, ainda mais na frente de todo mundo. E depois ela o beijara apaixonadamente. Sango era mesmo muito louca, mas Kagome sentiu-se feliz com o entusiasmo da amiga. As duas andaram mesmo muito tristes nas ultimas semanas.

Miroku sorria bobamente quando Sango o soltou – Nossa amor, se eu soubesse que seria recebido desse jeito, te apalpava mais vezes! – ele exclamou. Sango ficou vermelha e deu-lhe outro tapa em reação ao embaraço que sentia.

- Ai! – o garoto exclamou – Por que me bateu? – ele estava com os olhos arregalados.

- Oras – Sango disse, passando por ele – Você ouviu o que disse? Acaba de me constranger perante a sala inteira, bem que mereceu esse tapa. – ela disse calmamente enquanto se sentava em sua carteira. Quando não ouviu nenhuma resposta viu que Miroku estava no mesmo lugar ainda boquiaberto. Ela sorriu e levantou-se em seguida, pegou a mão dele e puxou-o para perto – Não faça isso na frente dos outros, se não... – ela ameaçou sussurrando no ouvido dele. Ele assentiu sorrindo, sentira tanta saudade da namorada que até se esquecera da dor dos tapas dela, mas era tapa de amor, assim ele pensava.

Kagome balançou a cabeça, esses dois...era bom vê-los juntos novamente. O sentimento alegre que sentiu logo foi substituído pelo nojo assim que avistou Kikyo do outro lado da sala, destilando veneno com suas amigas.

- Você viu, que vergonha bater no namorado assim? Se eu fosse ela o receberia com mais carinho, já que ficou tanto tempo fora. – Tsubaki comentou.

- Rá! Ela deve ter levado tantos chifres que deve estar com mais galhos que uma árvore – Kikyo acrescentou e as amigas dela riram. Kagome não agüentou mais e deu vazão a todos os sentimentos de raiva, medo, ódio e rancor que a consumiram durante aquele fim de semana e com toda sua força de vontade partiu para cima de Kikyo.

- Quem você pensa que é, sua vagabunda! – exclamou ela puxando Kikyo pelos cabelos.

Em segundos o circulo estava armado. As duas se embolavam no chão enquanto a turma gritava em volta: BRIGA BRIGA BRIGA. Sango e Miroku tentavam apartar, mas Kagome e Kikyo continuavam a se pegar no chão, Kagome deu um soco no estômago da outra e Kikyo levantou a perna para chutar Kagome quando uma mão forte pegou-a pela cintura tirando de cima da outra morena, Kikyo se virou para agredir quem a agarrara e deu de cara com Bankotsu. Nesse momento Kagome partiu para cima de Kikyo novamente e Inumaru a segurou com força, tentando impedi-la.

Bankotsu arrastou Kikyo para longe dali enquanto Inumaru gritava com Kagome.

- Você ficou louca? Partir para cima da garota que nem um trator desgovernado!

- Ela mereceu! Aquela vadia de uma figa! – Kagome gritava de volta tentando se soltar dos braços dele que ainda a seguravam.

- Calma Kagome! – Miroku e Sango estavam dizendo, segurando cada um, uma mão da morena.

Depois de mais algumas tentativas de se soltar Kagome respirou fundo e ficou quieta – Tá bom, podem me soltar agora. – falou um pouco mais calma.

Inumaru e os amigos a soltaram devagar.

- Desculpa Inumaru, não sei o que deu em mim. – ela olhou tristemente para ele e forçou seus lábios a sorrirem.

- Nossa, que gata selvagem você ein. Foi lindo assistir a briga! – Kagome se virou de pressa não acreditando no que ouvia. Inuyasha estava parado a porta abraçado com Yura, um sorriso de deboche lhe adornava os lábios, enquanto a ruiva a olhava desdenhosa.

- Seu filho da puta! – Inumaru gritou morrendo de ódio, tudo que queria era tirar aquele sorriso presunçoso da cara do outro, partiu para cima de Inuyasha, só que este desviou a tempo e Inumaru deu de frente com uma parede de músculos que era o professor de educação física.

- O que está acontecendo aqui? – o professor perguntou assim que Inumaru se afastou vermelho de raiva e de vergonha.

- Nada não, professor – foi Inuyasha quem respondeu sorrindo zombeteiramente. O professor arqueou uma sobrancelha inquisitiva na direção de Inumaru. O garoto assentiu, a contragosto.

Yura aproveitou para sair dali já que a aula logo começaria.

Assim que a ruiva se retirou, Inuyasha, Inumaru e o professor entraram na sala.

Kagome foi para sua carteira, ainda incerta sobre o que tinha acontecido. Inuyasha, o que há com você? – ela se perguntava.

O restante da aula passou sem mais contratempos, no entanto Kagome continuava com aquele pensamento martelando em sua cabeça, afinal quem era Inuyasha? O que ele se tornara?

Assim que o professor de educação física fez a chamada e liberou a turma para voltar à sala de aula, Inumaru decidiu tirar satisfações com Inuyasha.

Bankotsu que conversava com o amigo, viu o outro se aproximar.

- O que você quer? – Bankotsu perguntou ríspido. Inuyasha se virou e ficou olhando Inumaru com um sorriso zombeteiro nos lábios.

- Meu negócio não é com você não, é com ele – Inumaru falou apontando para Inuyasha.

- E o que você quer comigo, skatistinha? – perguntou se encostando preguiçosamente na mureta a suas costas.

- Nada demais só quero...- Inumaru deu um impulso na direção do outro, pronto para socá-lo no rosto. Inuyasha que não era bobo nem nada previu o ataque e segurou o braço de Inumaru com força, torceu o braço fazendo com que Inumaru ficasse de costas para ele, e com o outro deu uma chave de pescoço, imobilizando-o.

– Olha aqui, sua imitaçãozinha de quinta – Inuyasha ameaçou – Não se mete comigo, por que não estou a fim de perder meu tempo te dando uma surra.

- E q-quem disse que você ia me dar uma surra? E-ein? – Inumaru disse com dificuldade, tentando se soltar do braço que o prendia pelo pescoço – Q-quem você pensa que é para falar com a Kagome daquele jeito? – Inumaru estava furioso, não previra que o outro saberia como lutar e muito menos a força que ele teria.

- Eu falo o que bem entender. – Inuyasha respondeu apertando ainda mais o pescoço do outro e torcendo o braço esquerdo de Inumaru atrás das costas do mesmo.

- V-você se acha demais né? S-seu rockerozinho de merda, deixa só eu me soltar que você vai ver. Você não consegue esquecer ela não é? P-por isso a insulta mesmo tendo outra grudada no seu pescoço, você é ridículo – o rosto de Inumaru estava ficando vermelho, mas não importava a força que fazia não conseguia se livrar do braço. Sem que se desse conta Inuyasha o havia imobilizado e por mais que puxasse o braço do outro, o agarre dele em seu pescoço não relaxava um milímetro se quer.

- Inuyasha, chega. – Bankotsu sussurrou, prevendo que o amigo estava perdendo o controle com as palavras de Inumaru.

Inuyasha inspirou profundamente tentando se acalmar, cenas de Inumaru e Kagome juntos nas ultimas semanas lhe assaltavam a mente, deixando-o furioso e enciumado, por mais que soubesse que o casal não estava mais junto. Lentamente soltou Inumaru o empurrando com força para longe de si mesmo.

- Não volte a me ameaçar Inuzinho – Inuyasha falou apontando um dedo para Inumaru que estava a alguns metros segurando o próprio pescoço tentando respirar. – Você não sabe com quem está se metendo. – Com isso ele virou as costas e saiu andando tranquilamente, já prevendo que o outro não deixaria barato.

Bankotsu acompanhou Inuyasha com os olhos, e depois fitou Inumaru que havia sentado no chão sujo do pátio. – Não vale a pena você querer brigar com ele, não se meta de novo aonde não é chamado – avisou antes de seguir atrás do amigo.

Kagome passou o restante das aulas se perguntando o que acontecera com Inumaru, depois da primeira aula o garoto tinha simplesmente sumido. Inuyasha continuava a ignorando e isso ela já previra, pensando no que haviam conversado no fim de semana. No entanto a dúvida ainda corroia sua mente, por que ele dissera aquilo quando ela brigara com Kikyo? Aliás por falar em Kikyo essa permanecera quieta durante toda a manhã, seguindo Bankotsu com os olhos, será que algo rolava entre eles? Kagome se perguntava.

Quando Kagome estava saindo do colégio, não pôde evitar olhar para todos os lados a procura de alguém parecendo suspeito, ainda estava com medo de Justin, afinal o canalha não fora preso.

- Kag! – Ayame corria em sua direção acenando. – Você viu o Inumaru?

- Já te disse mil vezes que não Ay. – Kagome sorriu, a amiga perguntara milhares de vezes durante a manhã aonde o primo se metera e ela respondera todas as vezes que não o havia visto.

- Desculpa, é que achei que não tinha perguntado para você. – Ayame suspirou.

- Hey Kag! – Miroku surgiu atrás de Kagome acompanhado da namorada. – Quer uma carona?

- Opa, aceito sim e você pode levar a Ayame também? – a morena perguntou, apontando para a ruiva que parecia distraída ainda procurando pelo primo.

- Claro, posso levar as duas. – Miroku sorriu.

- Como é bom ter meu namorado de volta! – Sango disse abraçando apertado o namorado. Miroku corou.

- Hey! – Ayame gritou – Você! O que fez com meu primo?

- Eu? – Inuyasha perguntou olhando para trás, sabia que ninguém mais havia visto sua 'discussão' com o outro, naquela hora eles estavam num lugar afastado perto do muro. – Não o vejo desde a aula de educação física. – respondeu, dando as costas para a garota, já caminhando para longe.

- Humpf! – Ayame bufou – Muito estranho.

Kagome fitou por alguns instantes as costas de Inuyasha.

- Vamos? – Sango perguntou. E os quatro seguiram para o estacionamento do colégio.


Olá segue mais um cap! Me digam o que estão achando!

Próximo capítulo: Reflexões