Capítulo 14 – Far or close
- Sr. Cullen. – Louise entrou abruptamente em meu escritório me deixando surpreso. – Há alguns papeis que eu preciso que assine. Eu bati na porta, como não houve nenhuma resposta eu pensei que não estivesse aqui. – Ela me explicou me estendendo algumas folhas enquanto eu pegava uma caneta.
- Não faça mais isso. – Eu a repreendi assinando nos lugares indicados por ela, após ler rapidamente do que se tratava.
- Desculpe. – Ela pediu recolhendo tudo. – Sra. Susan me pediu para lembrá-lo da reunião do conselho esta tarde.
- Tudo bem. – Eu disse me recostando na cadeira voltando minha atenção ao documento que digitava antes de ser interrompido. – Pode se retirar se era só isso que precisava.
- Com licença. – Ela continuou parada como se tivesse algo a mais para dizer, mas se retirou em seguida em silêncio.
Eu sabia que ela não gostava de mim, John era muito mais amável do que eu jamais conseguiria ser e ela havia trabalhado muitos anos com ele. Na verdade, muitos da parte administrativa da escola não gostavam de mim e eu não fazia questão que gostassem. No entanto, esse ódio acarretava muitos obstáculos para realizar os projetos que eu queria.
Por se tratar de uma escola tradicional e conceituada escola feminina católica, cuja igreja administrava a parte financeira, muitos pensamentos e projetos meus iam contra sua ideologia. John já lutava por algumas inovações antes de morrer, argumentando que não se podia ficar paralisado no tempo e eu pretendia continuar sua luta no pouco tempo que estaria ali.
Mirei novamente o conteúdo do documento que digitava no computador e sorri, eu sabia que aquilo traria retaliações no conselho estudantil, muitos seriam contra, mas aquilo foi o principal fator que me fez aceitar o cargo de diretor por um curto período de tempo.
Suspirei cansado enquanto parava de digitar e apertava os olhos tentando me concentrar. Vi de relance o brilho do visor do meu celular e o aviso de que uma mensagem havia acabado de chegar.
Elevei a mão para alcançar o celular já adivinhando de quem seria a mensagem. Apertei o botão que me permitiria ler o conteúdo da mensagem e suspirei tendo minhas suspeitas confirmadas.
Não o encontrei no terraço hoje. O que houve? Tem certeza de que quem o está evitando sou eu?
Apesar do tom bem humorado que ela quis passar através da mensagem, eu sabia que na realidade ela estaria bem irritada e ela estava certa, eu estava a evitando.
Após dois meses juntos eu começava a me questionar esse relacionamento, não que meus sentimentos por Bella haviam mudado ou diminuído, pelo contrário, mas eu questionava a veracidade dos sentimentos e dos atos dela.
Eu sabia, desde o principio, que nosso relacionamento poderia ter sido diferente. Eu ainda não havia desvendado todo o mistério ao redor dela, estava apenas no caminho para isso.
- Essa era uma cena que eu não esperava encontrar pela manhã. – Eu disse rindo enquanto entrava na cozinha naquela manhã e me deparava com uma Bella desajeitada tentando cozinhar o que parecia ser panquecas. - O que foi? – Ela disse segurando apreensiva a panela e me olhando. – Deveria me agradecer por eu ter ido providenciar nosso café da manhã enquanto estava dormindo. - Então eu deveria dizer obrigado. – Eu brinquei a abraçando por trás e a beijando na bochecha direita. - Deveria. – Ela disse se soltando dos meus braços e voltando a mexer com a panela. – E deveria deixar eu me concentrar no que estou fazendo. Há café da Starbucks em cima do balcão. - O que é isso? – Eu disse pegando um dos copos embalados para viagem e sorvendo um gole. – Plano B? - Digamos que sim. – Ela disse sorrindo. – Eu não estava cem por cento confiante em meus dotes culinários. Pelo menos o café é de boa qualidade. Eu a assisti encostado no balcão enquanto ela colocava as panquecas em um prato e as levava até a mesa que já estava arrumada, e por incrível que pudesse ser as panquecas pareciam deliciosas. - Dormiu bem esta noite? – Ela disse enquanto tomava um gole do próprio café dela. - Com certeza. – Eu disse sorrindo ao que ela sorriu também me abraçando e me dando um beijo. – Apesar da sua cama de solteiro ser desconfortável para nós dois, se vamos fazer isso mais vezes, e eu espero que sim, poderia aceitar a sugestão de arrumar uma cama de casal. - Não se preocupe. Da próxima vez iremos para o quarto de hóspedes. – Ela disse sorrindo enquanto ia ao fogão checar os ovos mexidos que fazia. - Fico me perguntando por que não fomos ontem. – Eu disse ao que ela simplesmente sorriu se mantendo em silêncio. – Tudo bem, já que você parece bem mais disposta do que eu, vou terminar de acordar. - Se não souber onde fica algo é só me perguntar.
Eu me limitei a assentir com a cabeça e fui em direção ao quarto com aquela estrela roxa na porta me lembrando de como fora bom aquela noite, esperava noites como essa e muito mais. Eu havia dormido bem pela primeira vez em muitos meses. Mirei minha imagem no espelho do banheiro que era ligado ao quarto e sorri pensando que era bom estar em um relacionamento, mesmo que ele não fosse normal e usual como todos os outros. Com aqueles pensamentos em mente e feliz eu procurei a escova que havia usado na noite passada para escovar meus dentes e procurei dar uma ajeitada nos meus fios sempre rebeldes do cabelo. Quando já enxugava o rosto ouvi o celular de Bella tocar ao longe, sabia que não poderia atendê-lo, mas poderia poupar o trabalho dela ir buscá-lo e se fosse um inconveniente como o ex-namorado, o pai ou até mesmo Alice simplesmente o desligaria. Busquei a bolsa que ela usava ontem jogada na poltrona do quarto, a abri e vi que Alice havia ligado e simplesmente coloquei o celular no silencioso para que nada atrapalhasse meu momento com Bella. Quando ia devolver o celular a bolsa vi aquele envelope vermelho e meu sorriso se fechou com um leve estremecimento. Eu já havia visto um envelope assim e pelo que eu havia averiguado ao longo dos meses havia descoberto pouca coisa, sabia que não deveria mexer naquilo, sabia que a imagem de Bella que eu já estava amando poderia ser arruinada se eu descobrisse do que aquilo se tratava, mas a minha curiosidade foi maior do que todos os meus temores e eu abri o envelope. Antes que eu pudesse refletir sobre aquilo escutei a voz de Bella no corredor e me apressei a guardar o envelope em sua bolsa. - Edward, não me ouviu dizendo que o café da manhã estava pronto? – Ela apareceu na porta do quarto me encarando e eu segui até ela. - Me desculpe. – Eu disse lhe dando um breve beijo nos seus lábios entreabertos. – Me distrai pensando em algumas coisas.
- Tudo bem, mas pare de pensar e aprecie meu esforço em cozinhar o café da manhã. – Ela disse sorrindo me puxando pela mão até a cozinha, mas eu não consegui sorrir, ainda com o conteúdo da mensagem sendo analisado na minha mente.
- Edward? – Olhei para a porta e vi Susan adentrando em minha sala. – Posso?
- À vontade. – Gesticulei para a cadeira diante de minha mesa. – Algum problema? Estou atrasado para a reunião? - Perguntei verificando meu relógio de pulso.
- Não, ainda temos algum tempo antes da reunião. Por isso mesmo que eu estou aqui, preciso falar com você antes da reunião começar.
- Mas, tem algum problema? – Insisti na minha pergunta, preocupado sobre o que ela queria comigo.
- Bem, Edward, você sabe o quanto eu apoiava as decisões que seu pai tomava enquanto diretor desse colégio. Seu pai foi um dos melhores diretores que exerceu esse cargo, sua forma de administrar quase sempre impecável. – Susan descrevia o desempenho de meu pai com um brilho de admiração nos olhos. – Poucas decisões de seu pai foram contestadas pelos membros do conselho estudantil. – Ela hesitou nesse momento, olhando em meus olhos tentando transparecer o óbvio.
- E o assunto dessa reunião se inclui nessas decisões vetadas pelo conselho. – Disse, não como uma pergunta e sim como uma afirmação, ao que ela assentiu. – Sabe, Susan, talvez persistir nesse projeto de meu pai, esse em particular, tenho sido um dos motivos que me fizeram de fato aceitar o cargo de diretor.
- Você sabe que não será fácil. Essa já era uma batalha muito antiga de John, ele a enfrentava praticamente sozinho. – Ela disse com um pouco de descrença.
- Mas você estava ao lado dele. – Falei com um sorriso encorajador.
- Sim, eu sempre estive. – Ela retribuiu com um sorriso franco.
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Depois da breve conversa com Susan no meu gabinete – que me deixara mais confiante de certa forma -, seguimos para a sala de reuniões. No caminho, encontrei Alice encostada em uma parede, ao que parecia me esperando, porque assim que ela me viu, praticamente rodopiou até se postar na minha frente.
- Edward, eu preciso falar com você! – Ela disse com urgência, deliberadamente ignorando a presença de Susan.
- Susan, me dê um minuto que eu já sigo para à reunião. – Eu disse e ela apenas assentiu, seguindo em rumo ao fim do corredor.
- Reunião? Sobre o que? – A curiosidade de Alice desmanchou qualquer tom de urgência em sua voz.
- Assunto do conselho, Alice, não é algo que eu possa discutir com você. Mas o que você precisa falar comigo? – Falei um pouco rude, ao que Alice fechou a cara para mim.
- Bem, Sr.-sempre-ocupado, eu não sabia que você tinha uma reunião importantíssima, então vim te ver, como toda boa irmã prezada faria.
Não pude deixar de rir com o azedume dela.
- O que foi, Bella e Jasper estão tão ocupados assim? – Tentei parecer casual, sabendo que Jasper e Alice nunca se encontravam neste horário em dia de semana. Mas hoje ela tinha a tarde sem aulas e Bella também, o que me fez pensar porque elas não estavam juntas.
- Você sabe que Jasper está trabalhando uma hora dessas. – Ela respondeu chateada e revirou os olhos. – E Bella... Bem, eu não a encontro em lugar nenhum, o seu celular nunca atende. Mas isso não é novidade, ela ultimamente tem estado bastante ausente.
Então Bella estava sumida também. Ela estaria tão irritada comigo ao ponto de evitar Alice? Ou o motivo de seu sumiço poderia ser outro também, o que não me deixava nada contente.
- Alice, eu realmente não tenho tempo para esses assuntos. – Não pude evitar de ser rude com minha irmã outra vez. – Com licença.
Saí a passos apressados dali antes que Alice tivesse tempo de contestar o que fosse.
Ainda cheguei com alguns minutos de antecedência a reunião, porém fui o ultimo a chegar. Pude sentir alguns olhares críticos em minha direção enquanto eu me sentava no lugar que pertencia a John, olhares estes que eu sempre recebera desde que aceitei o cargo de professor ali, mas ultimamente haviam se intensificado.
- Já que estamos todos presentes, podemos dar início a reunião? – Susan perguntou ao que os outros apenas assentiram. – Louise será a responsável pela ata.
Mas ao fundo da sala estava Louise com um enorme caderno de capa preta, uma caneta a mão pronta para anotar cada virgula discutida naquela reunião. Seu olhar se fixou em mim, um tanto ressentindo, o que me lembrou o ocorrido mais cedo em meu gabinete, eu havia sido rude com ela, anotei mentalmente que precisava pedir desculpas depois.
- O primeiro assunto em pauta é a organização do baile de formatura, precisamos aprovar o orçamento. – Susan disse olhando uma longa lista, depois de dizer o valor que, na minha opinião, era exorbitante para um mero baile de formatura e alguns professores se manifestarem o orçamento foi aprovado.
A reunião prosseguiu normalmente enquanto eu prestava atenção, mas ao mesmo tempo estava imerso em pensamentos sobre o que Alice havia me dito no corredor. Onde Bella estaria? Muitas coisas nela não eram normais, mas desaparecer de uma hora para outra não era do feitio dela.
Imediatamente o bilhete vermelho veio em minha mente enquanto eu apoiava a mão direita no queixo escutando vagamente o que um professor falava sobre alunas em detenção, eu sabia que aquele bilhete era a chave para compreender todas as pistas que eu tinha, mas eu não tinha a mínima ideia do que aquilo significava. Meus olhos passearam pela sala fixando em cada rosto ali e me perguntando se alguém ali dentro saberia os significados daqueles bilhetes ou, pior, seria o autor deles.
- O ultimo assunto dessa reunião é o projeto de incorporação de membros masculinos ao corpo discente no próximo ano letivo. – Susan disse enquanto riscava o ultimo item de sua lista e alguns se mexeram desconfortavelmente em suas cadeiras. – Eu sei que muitos de vocês não concordam, mas precisamos pensar no futuro da escola.
- Como muito de vocês sabem esse era um projeto que o reverendo John não conseguiu concretizar. – Eu comecei evitando encarar muitos rostos ali, meu olhar se mantinha a frente sem encarar alguém realmente. – No entanto ele desejava muito que membros masculinos fossem incorporados ao corpo discente, além de uma grande demanda ele sabia que essa escola poderia avançar um passo sem perder o tradicionalismo. Eu sei que muitos de vocês estão apreensivos quanto o que o conselho de pais pode pensar e no quanto o tradicionalismo de manter apenas garotas estudando aqui desde a fundação da instituição possa ser rompido, mas eu lhes garanto que se não fizermos isso dentro de pouco tempo, seremos obrigados a fechar as portas definitivamente. – Eu revi mentalmente todos os meus argumentos e achei que estava indo tudo bem ao ver um sorriso encorajador de Susan. - O mercado educacional não é mesmo que há cem anos, estamos um passo atrás de todas as instituições da cidade, famílias nobres e importantes colocam suas filhas aqui, mas gostariam de colocar os filhos também, eu gostaria de ter estudado aqui assim como minha irmã o faz no momento.
- Então, o que está dizendo é basicamente para esquecermos todas as tradições para nos adaptar a uma sociedade não-religiosa que não entende os preceitos dessa instituição assim como o senhor parece não entender? – Megan Haskel, a professora de literatura inglesa, questionou.
- Não vejo o que esta escola tem de religiosa a não ser o dinheiro administrado pela igreja e a pequena capela nos terrenos para manter as aparências. – Eu disse sem me conter. – Não estamos no século XIX para aprisionar as alunas aqui, elas saem se tiverem autorização e nenhum de vocês sabe o que ocorre lá fora ou até aqui dentro. Se não permitimos alunos aqui, não é por causa das alunas ou da religião e vocês sabem disso.
Observei muitos assentirem com a cabeça concordando com o que eu havia dito.
- Eu sei que muitos pais farão um alarde e até poderão retirar suas filhas daqui, mas não encontrarão uma escola sexista nos dias atuais. Quanto aos dormitórios poderemos reativar os da ala norte que estão fechados desde que o ensino fundamental foi extinto, eles acomodarão a parte masculina.
Alguns instantes se passaram sem que ninguém dissesse nada e eu sorri ao pensar que poderia ter sido mais difícil, confiante em um resultado positivo.
- Alguém quer falar mais alguma coisa? – Susan perguntou olhando diretamente para Megan, mas ela não se manifestou. – Vamos votar, então. Os que forem a favor da incorporação de membros masculinos a partir do próximo ano letivo no corpo discente desta escola levantem a mão.
Eu sorri levantando a minha mão enquanto via muitos repetirem o gesto. Somente Megan e outros três professores permaneceram com as mãos no mesmo lugar.
- Aprovado. – Susan disse recolhendo todos os papeis. – Podemos dar a reunião por encerrada. – Ela se levantou de seu lugar enquanto Louise passava o livro de ata para que todos assinassem antes de sair.
Estava me sentindo bem satisfeito, a apreensão que eu sentira mais cedo se esvaneceu completamente com esse sentimento de vitória. Uma batalha vencida sem muita luta, de minha parte.
- Espere até ver o que o conselho de pais fará com essa decisão. – Megan disse enquanto passava o livro para que eu assinasse e aquilo soou como uma ameaça fazendo o meu sorriso se desvanecer.
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O crepúsculo se anunciava no céu fazendo com que parcos raios de sol passassem pelos vitrais dispostos ao longo do corredor que dava acesso aos dormitórios dos professores. Eu caminhava de cabeça baixa em direção ao meu quarto pensando em todos os acontecimentos daquele dia. Passei a mão sob os fios dourados do cabelo suspirando ao pensar no telefonema que havia recebido naquela tarde.
– Devo lhe cumprimentar pelo ótimo desempenho na reunião, Edward. – Susan disse enquanto se sentava na cadeira em frente da minha mesa no meu escritório. - Eu tenho medo das consequências dessa decisão. – Eu disse suspirando enquanto relembrava o que Megan havia dito, não seria apenas ela que faria oposição a admissão de garotos naquele colégio, não adiantava nem sonhar. - Aproveite a paz enquanto um contra-ataque não seja feito. – Susan sorriu enquanto eu me sentava na cadeira de espaldar alto da qual eu não me sentia no direito de ocupar. - É isso que eu vou fazer. – Eu disse olhando de relance no calendário que estava em cima da mesa calculando o tempo que restava até o ano letivo terminar. Susan fez a menção de falar algo, mas o telefone tocou fazendo-a ficar em silêncio. - Sim, Louise. – Eu disse ao atender. - A Sra. Robinson deseja falar com o senhor na linha um. – Eu ouvi a voz da minha secretária do outro lado e suspirei ao me lembrar que a Sra. Robinson é a presidente do conselho de pais. - Pode passar, Louise. – Eu disse pensando que não haveria como adiar o inevitável, mesmo que eu quisesse. – Aparentemente a paz acabou. – Eu falei irônico para Susan enquanto colocava o telefone no viva voz esperando Louise completar a ligação. - Senhor, Cullen? – Ouvi a voz clara e límpida ecoar pelo telefone e me lembrei vagamente de um desagradável encontro com ele em uma das reuniões do conselho estudantil, especificamente aquela em que meu destino naquela escola seria decidido.
- Sim, Sra. Robinson. – Eu disse sério enquanto Susan abafava o riso, provavelmente pensando no quão irritante aquela mulher conseguia ser sem se esforçar muito. – Em que posso lhe ajudar? - Eu escutei um boato há alguns dias Sr. Cullen e eu queria que o senhor me dissesse se seria verdade. Posso lhe dizer que fiquei intrigada. - O que o boato dizia para lhe deixar assim, senhora? - Que o senhor levaria a votação do conselho um projeto para que rapazes fossem incorporados no corpo discente da escola. - Receio ter que lhe dizer que o boato é verdadeiro. - Como suspeitei. Posso pensar que é verdadeiro também que esse assunto foi levado à votação e aprovado pelo conselho de professores. - Isso é um fato, Sra. Robinson. – Eu disse encarando Susan que estava séria agora. – Me espanta que isso já tenha chegado a seu conhecimento, foi há poucos minutos. - Como presidente do conselho de pais eu preciso ser comunicada disso. Só liguei para lhe avisar senhor que só a primeira batalha foi vencida, não a guerra. - Suponho que a senhora vai levar esse assunto para a pauta da próxima reunião do conselho estudantil. - Com certeza, Sr. Cullen. Não posso deixar nossas garotas desprotegidas assim. – Eu sorri pensando se ela realmente achava que rapazes seriam uma ameaça para a filha dela, como se fosse possível ela evitar que a filha tivesse contato com garotos fora daqui. - É seu direito Sra. Robinson. – Eu disse imaginando tudo o que viria pela frente. – Mas posso lhe dizer que esse projeto era um desejo do reverendo John e eu o levarei adiante até que ele se torne realidade. - Então prepare-se para guerra, diretor. Passar bem. – Ela disse parecendo ofendida com a minha afronta e eu pude ouvir o telefone ser desligado abruptamente do outro lado. - Eu sou sua aliada nessa guerra, Edward. – Susan disse ao que eu sorri em agradecimento.
Talvez eu tenha sido ingênuo ao pensar que vencendo a votação entre os professores, tudo já estaria decidido. Em uma escola tradicional como aquela, o conselho de pais realmente tinha voz e poder e muitas vezes revertiam decisões se assim desejassem.
Eu só esperava que nessa ocasião eu pudesse convencê-los de que seria mais benéfico se eles fossem a favor do projeto. Eu sabia que um instituto feminino tradicional os deixava tranquilos quanto ao fato do contato que suas filhas poderiam ter com o sexo masculino ali seria praticamente nulo, mas com o passar dos anos o número de pais que pensavam assim e alunas matriculadas diminuíam consideravelmente.
Torcendo para que apenas a Sra. Robinson e um parco número de pais fossem conservadores demais para rejeitarem o projeto me surpreendi ao escutar meu celular tocar e ver o número de Alice ali.
- Olá, Ed. Como foi a reunião? – A ouvi falar assim que o celular chegou ao meu ouvido, eu não tive tempo nem de dizer 'Alô'.
- Oi, Alice! Como você está? Eu estou bem respondendo algo que por falta de consideração você não perguntou. – Eu disse sarcasticamente. – E, por favor, quantas vezes eu vou ter que pedir para você não me chamar de Ed?
- Eu apenas eliminei a parte chata da conversa, irmãozinho. Eu te vi hoje pela manhã, sei que você está bem, não poderia ter acontecido nada demais porque você estava em uma reunião enclausurado na escola e se tivesse acontecido algo de ruim eu já saberia. – Ela falou rapidamente e eu tive certeza que enquanto ela falava, ela enumerava os argumentos com os dedos da mão. – E, em último lugar, mas não menos importante eu sei que você não gosta, mas eu acho tão mais prático te chamar de Ed.
- Tudo bem, Alice. – Eu disse suspirando e passando uma mão pelo olho impaciente. – Não vamos enrolar, o que você quer?
- Foi você que começou. – Ela resmungou como uma criança birrenta. – Eu queria saber se tudo foi bem na reunião.
- Na medida do possível sim. – Eu disse me lembrando do desagradável telefone. – Amanhã eu te explico com mais calma. – Acrescentei assim que percebi que ela falaria algo e o assunto se prolongaria.
- Vou cobrar. – Ela disse acatando minha decisão. – Liguei para dizer que eu, Jasper, Emmet e Rosalie vamos naquela danceteria que vocês adoram e Jasper insistiu para que eu te convidasse para ir. – Ela disse não parecendo muito a favor daquele convite.
- Eu estou cansado Alice, além do mais não tenho vocação para vela. – Eu disse rindo enquanto virava a esquerda em um corredor e subia um lance de escadas.
- Eu sabia que você diria isso. – Ela disse e eu pude ouvir a voz de Jasper dizendo algo que eu não consegui identificar o que era, mas ouvi Alice soar contrariada. – Está bem, eu vou dizer a ele, espera. – Eu tive certeza de que isso não foi para mim e pelo tom que ela usou Jasper estava em maus lençóis. – Japer disse que Marie seja lá quem for estará lá, e na opinião dele, você deveria sair dessas paredes de pedra e voltar a ser o amigo de antes.
- Diga a ele que eu não mudei. – Eu disse me lembrando que Jasper estava chateado comigo há dias por eu negligenciar os convites que ele e Emmet me propunham, como ir a um bar ou até mesmo assistir um jogo de futebol na televisão. – Apenas estou trabalhando mais depois da morte de John e com ele e Emmet namorando eu ficaria sozinho, além do mais não seria bom ver ele e minha irmã se agarrando.
- Ouviu isso Jasper? – Ela perguntou irritada e eu tive certeza de que ela havia colocado o celular no viva voz.
- Qual é cara? – Ouvi a voz de Jasper mais nítida. – Desde o feriado de páscoa nós não saímos. Marie estará lá, você adorava ficar com ela sempre que se viam.
- Eu acho que não Jasper. – Eu disse já avistando a porta do meu quarto no fim do corredor. – Tudo o que eu quero hoje é uma boa noite de sono.
- Nós vamos comemorar a entrada de Alice em Cambridge e a bolsa de estudos que ela ganhou. – Eu sabia que ele estava jogando o seu último argumento para ver se eu mordia a isca, mas eu e Alice já havíamos comemorado aquilo no dia anterior.
- Eu ainda acho que não. – Eu disse sorrindo com a insistência dele.
- Mas... – Jasper iria insistir.
- Ele já disse que não, Jasper. O deixe em paz. – Eu pude ouvir Jasper resmungar ao fundo e supus que ela teria desativado o viva voz. – Vá atender a campainha, deve ser Emmet e Rosalie. Edward, desculpe pelo Jasper.
- Eu sei que ele está chateado comigo, mas...
- Ele só não entende. Não se preocupe. – Ela disse e eu fiquei sem entender o motivo pelo qual ela havia dito aquilo. – Eu falei com a Bella há pouco tempo atrás e ela disse que iria dormir na casa do pai dela, que ele queria conversar com ela por causa das universidades, ao que parece eles não estão se entendendo muito bem.
- Por que você está me dizendo isso? – Eu perguntei intrigado a respeito do assunto Bella que surgiu de repente enquanto abria a porta do meu quarto.
- Só achei que você gostaria de saber. – Eu fiquei em silêncio e assustado por ver Bella sentada em minha cama com as penas cruzadas me acenando alegremente. – Edward?
- Alice eu preciso desligar. Se divirtam. – Eu desejei confuso e desliguei o telefone sem permitir que ela se despedisse. – O que está fazendo aqui?
- Já que Maomé não vai à montanha, a montanha vem até Maomé. – Ela disse aquela frase feita enquanto se punha de pé e se aproximava com um sorriso, segurando a gola da minha camisa e me dando um beijo enquanto enlaçava meu pescoço.
- Talvez Maomé não tenha ido até a montanha porque ele estava ocupado. – Eu disse me desvencilhando dela enquanto deixava meu celular sob a cômoda e me sentava na cama para retirar os sapatos.
- Ou porque a montanha estava sendo ignorada por Maomé. – Ela disse e eu pude perceber que ela estava trancando a porta.
- Bella o que você quer? Eu estou cansado. – Eu disse indo direto ao assunto sem paciência com o que quer que ele tenha vindo fazer até meu quarto. – Você não deveria estar aqui, assim como eu entrei qualquer pessoa poderia ter entrado e te encontrado aqui. – Eu esfreguei a mão no meu rosto para que ela entendesse que eu não a queria ali naquele momento enquanto a via se sentar ao meu lado.
- Eu me certifiquei de que ninguém viria até aqui. – Ela murmurou começando uma leve carícia em meu ombro direito. – A única pessoa que poderia entrar sem bater seria a Alice e ela não está aqui. Se qualquer outra pessoa batesse eu não faria nada que denunciasse minha presença aqui e a pessoa iria embora achando que não havia ninguém.
- Plano brilhante. – Eu sussurrei sarcástico sorrindo diante daquele atrevimento repentino por parte dela.
- Eu sei que você está cansado, mas não está feliz em me ver aqui? – Ela disse e eu pude vê-la sorrindo quando virei o rosto para olhá-la.
- É claro que sim. – Eu admiti ao que ela me beijou me enlaçando pelo pescoço. Enquanto nossos lábios se tocavam avidamente e suas mãos perpassavam pelo meu cabelo o despenteando eu esqueci por um momento do motivo pelo qual a estava evitando nos últimos dias.
- Eu não gosto do seu cabelo tão arrumado assim. – Ela disse bagunçando ainda mais os fios do meu cabelo com a mão esquerda enquanto a outra mão acariciava minha bochecha. – Agora, será que poderia me falar por que tem me evitado desde a noite em que dormimos no meu apartamento?
Eu deixei minha cabeça pender para trás assim que ouvi aquela pergunta, como consequência meu corpo caiu abruptamente sob a cama, eu suspirei ao pensar que o momento que eu havia protelado durante semanas havia chegado.
- Não pode evitar admitir que não tem sido o mesmo desde aquele dia. – Ela me encarou e eu passei a mão pelo rosto. – Pelo menos não comigo, aparentemente somente comigo você está assim.
- Assim como? – Eu perguntei analisando meu comportamento pelas últimas semanas, realmente não havia sido eu mesmo porque cada vez mais pensava que ela não estava sendo ela mesma comigo também.
- Diferente. – Ela segurou minha mão e eu pude ouvi-la suspirar. – Sabe, eu nunca me envolvi tanto assim em um relacionamento, eu disse que te amava, admito que o evitei porque, como já expliquei, fiquei temerosa com esse sentimento, mas te levei para conhecer o apartamento que era da minha mãe, um lugar especial para mim, nós dormimos na mesma cama...
- Tem certeza de que quer ter essa conversa? – Eu indaguei me sentando novamente e a encarando, apertando sua mão.
- Parece que sim, não é?
- A questão é que eu tenho dúvidas sobre a veracidade de seus sentimentos. – Eu disse o mais sincero possível desviando meu olhar.
- Eu disse que te amo. Você disse apenas que me adora. – Ela retrucou indignada.
- Eu não acho que só de palavras se faz um relacionamento, não estou dizendo que você mentiu, não é isso. – Eu disse a encarando e pude ver seus lindos olhos cor de chocolate marejados. – Só acho que você não é sincera completamente, e não só comigo, com todos.
- Do que exatamente você está falando?
- Do bilhete que encontrei em sua bolsa num envelope vermelho, Stella Viae Meae.
Eu pude ver seus olhos se arregalar em surpresa e sua mão soltar a minha imediatamente. Ela levou a mão esquerda a boca roendo a unha perfeitamente pintada, estragando o esmalte que estava ali. Ela suspirou e seus olhos se fecharam por um momento, podia jurar que ela contava de 1 à 10 tentando manter a calma ou pensando numa saída, mentalmente eu também contei até 10 com ela e pude vê-la abrir os olhos e me encarar.
- Quanto você sabe? – Aquela pergunta me pegou de surpresa.
- Que você recebe bilhetes misteriosos dentro de um envelope vermelho que falam a respeito de uma missão e que por algum motivo bizarro você é chamada de Stella Viae Meae algo que pode estar relacionado com essa estrela no seu pescoço. – Eu disse e pude vê-la segurar a estrela fortemente.
- Algo mais? – Ela perguntou aparentando estar mais calma e eu suspirei frustrado com a falta de respostas.
- Eu tenho algumas teorias. – Eu disse ao que ela arqueou a sobrancelha como se me incentivasse a prosseguir. – Algo que varia de um jogo de verdade ou consequência bizarro a uma ação ultra-secreta do governo. – Eu brinquei ao que ela sorriu.
- Você está assistindo muitos filmes ultimamente.
- Não vai me contar? – Eu indaguei a olhando nos olhos e tocando sua mão levemente com o polegar.
- Por enquanto você terá que confiar em mim. – Ela disse e por algum motivo vi sinceridade em seus olhos. – Pode fazer isso?
- Vai me contar algum dia? - Eu insisti curioso.
- Você vai descobrir, eu querendo ou não. – Ela disse e eu percebi seus olhos marejarem quando ela se aproximou meu rosto para me beijar. – Apenas confie em mim.
- Eu confio. – Eu afirmei e a vi sorri abertamente antes que eu a beijasse de surpresa, beijo este que ela não negou e me acompanhou o intensificando cada vez mais.
Para ficarmos mais confortáveis a puxei pela cintura e a deitei levemente na cama, com cuidado para não sobrepor meu peso ao corpo delicado dela. Pausei o beijo e a olhei retirando uma mecha de cabelo que caia sob seu olho direito a colocando atrás de sua orelha e sorri ao ver que ela mantinha na face o sorriso doce que eu adorava.
- Fico muito feliz por você ter vindo até aqui hoje. – Eu sussurrei.
- Eu também. – Ela disse me envolvendo pelo pescoço para mais um beijo.
Outro beijo feroz. Bella parecia diferente, contudo. Com o passar do tempo cada encontro nosso ficava mais intenso, era difícil as vezes me controlar quando estava com ela e Bella seguia apenas seus instintos, até quando achava melhor pararmos. Mas agora parecia que ela estava determinada a algo, como se não tivesse mais hesitações. Suas mãos percorriam minhas costas, me puxando mais de encontro ao seu corpo. Eu segurei firme em sua cintura, a puxando para mim também.
- O que está fazendo? – Perguntei confuso.
- O que eu deveria ter feito há muito tempo.
- Tem certeza disso?
- Não estraga o clima, por favor. Conversamos depois. – Ela deu a conversa por encerrada me puxando para mais um beijo.
Puxei Bella o mais próximo de mim, precisava matar toda a saudade que sentia dela, com todos os nossos limites de sempre claro, esperando que a qualquer momento nós tivéssemos que nos refrear. Mas Bella me surpreendeu ao também impulsionar o seu corpo bem rente ao meu, entrelaçando nossas pernas, me prendendo mais ao nosso beijo. Nossas línguas brincavam uma com a outra de uma forma mais lasciva, mais intensamente do que de costume. Um gemido escapou por meus lábios e eu sabia que faltava pouco para aquele momento acabar. E não foi assim.
As mãos de Bella puxavam meu cabelo, guiando meu rosto até seu pescoço, onde eu beijava inebriado com seu doce perfume, não resistindo e mordendo sua pele macia, segurando com firmeza em sua cintura sob sua roupa. O peito de Bella subia e descia mais acelerado contra o meu peito e eu já me sentia bastante quente, pensando no quão doloroso seria me separar dela mais tarde, só que eu não iria nos deter agora. Era o preço que eu sempre pagava por querer mais do que me era oferecido.
Fui subindo minhas mãos pela costas dela, passaram pelo seu sutiã e Bella adentrou suas mãos em minha camisa também, arrepiando minhas costas. Mordi seu pescoço e fui descendo meus beijos meio afoito, até sentir Bella puxar minha camisa para cima. Me separei dela e olhei em seu rosto. Seu olhar estava decidido, com um brilho incomum. Ela mordia seu lábio inferior e esperava por uma atitude minha, mas eu não tinha certeza se aquele era o momento para seguirmos em frente com isso, se das outras vezes nós tínhamos que parar.
Bella percebeu minha hesitação e levou as mãos até seu uniforme, desabotoando os primeiros botões. Então era realmente isso que ela queria. Peguei suas mãos e as trouxe para perto de mim e as beijei, uma de cada vez. Fui me aproximando dela e a beijei, com muita calma, enquanto terminava de abrir os botões de sua camisa. Voltei a beijar seu pescoço, seu colo, a sentindo retirar minha camisa. Me separei dela, jogando nossas camisas no chão.
Ela usava um sutiã de renda preta e eu ergui uma sobrancelha surpreso por ver aquela pele alva, com os seios dela arquejando devido a sua respiração acelerada contrastando com o tecido preto.
- Preto? – Indaguei enquanto a beijava mais um pouco guiando minhas mãos para o fecho do sutiã que eu abri com facilidade. Bella apenas sorriu ignorando a pergunta buscando minha boca para nos beijarmos novamente.
Eu puxei seu corpo de encontro ao meu de modo que pudesse retirar o sutiã por seus braços. Pude sentir minha excitação atingir o ápice com o sangue latejando ao trilhar beijos por seu pescoço e seu colo atingindo meu objetivo maior que era o bico rosado de seu seio direito o lambendo e chupando enquanto minha mão esquerda se encarregava de acariciar o seio esquerdo.
Senti Bella movendo suas mãos para o meu cabelo e ergui meu olhar rapidamente e pude ver que ela aparentemente gostava pelo sorriso que mantinha nos lábios e os olhos fechados, continuei, só que dessa vez com a boca no seio esquerdo e a mão no direito.
Após alguns minutos nós estávamos nos beijando vorazmente novamente enquanto eu minha mão ia em direção a calcinha dela embaixo da saia. Pude vê-la arquear temerosa um momento, mas ela sorriu me incentivando a prosseguir, e foi o que eu fiz sentindo que ela já estava molhada o bastante.
Porém, eu não me precipitaria, afinal era a primeira vez dela e eu queria fazer tudo corretamente, para que ela se lembrasse de tudo depois. Voltei a beijá-la e pude sentir suas pequenas mãos tentando abrir os botões da minha calça, eu a ajudei a retirar a calça assim que ela abriu o zíper e a saia dela teve o mesmo destino que minha calça: o chão.
Enquanto nos beijávamos nossos corpos se encostaram e eu reprimi um gemido ao sentir nossas virilhas se encostarem mesmo estando cobertas ainda. Nos beijamos por alguns minutos enquanto nossas mãos acariciavam partes do corpo um do outro avidamente e eu segurei a barra de sua calcinha também preta e ela apenas me deu um selinho como se dissesse que deveria prosseguir, retirei sua calcinha e sem muito admirar seu corpo, presumindo que eu teria tempo para isso depois, guiei suas mãos para a barra da minha cueca a incentivando a retirá-la.
Pude perceber seu rosto corar ao que eu sorri, mas mesmo assim ela seguiu em frente e retirou a minha cueca, eu me deitei de lado a beijando brevemente abrindo a gaveta do criado para pegar uma camisinha, eu sorri para ela enquanto abria a embalagem e tentava colocar no meu membro enquanto nos beijamos novamente.
Me posicionei em cima dela novamente e segurei seu rosto com ambas as mãos ao que ela sorriu para mim assim que eu fui entrando devagar nela. Eu sabia que teria que ser tradicional e paciente ali, eu já havia tirado a virgindade de duas garotas, mas nunca havia feito aquilo com alguém que eu amasse realmente quanto eu amava a Bella.
Retirei meu membro devagar procurando entrar de novo, ela era tão apertada e eu tive que segurá-la firme com minhas mãos para que ela não fosse para trás e não tornasse tudo mais difícil. Fui entrando pacientemente enquanto a beijava vagarosamente.
Senti o suor em minha face assim que comecei a me mover para frente e para trás num movimento cadenciado e pude senti-la estremecer por baixo de mim, era tão bom aquela sensação que eu sorri ao que ela me acompanhou.
Retirei uma mecha se seu cabelo que caia na face e a beijei na testa vendo suor ali, comecei a me mover mais rapidamente e espalmei as mãos no colchão, para que o movimento pudesse ser mais intenso. Ela também espalmou as mãos um de cada lado do seu corpo, próximo as minhas e curvou a cabeça para trás, levantando as pernas e me enlaçando pela cintura e eu sorri ao vê-la gozando.
Aumentei a intensidade porque inconscientemente ao enlaçar as pernas na minha cintura ela havia tornado o movimento mais fácil e senti que estava perto do clímax, voltei a beijá-la diminuindo um pouco a intensidade do movimento para aproveitar aquele momento mais um pouco e pude sentir ela gozar novamente ficando mole sob mim, voltei a me movimentar mais rápido e gozei em poucos minutos atingindo o clímax.
Pude ouvi-la suspirar assim que lhe dei um selinho e deitei sob ela tentando não pesar muito me apoiando sobre minhas mãos. Ela sorriu, eu sorri e tudo estava perfeito. Sai lentamente de dentro dela, a ouvindo suspirar, baguncei mais meu cabelo com as mãos e me certifiquei de que a camisinha havia permanecido intacta.
Me deitei de lado apoiando meu cotovelo no colchão e a mão sob minha cabeça para que eu pudesse olhá-la deitada ao meu lado e pude ver gotas de suor por todo o seu corpo. Soprei em seu rosto para refrescá-la e ela sorriu.
- Acho que depois dessa vou precisar de um banho. – Ela disse quebrando o clima sobre o que dizer depois e eu tive que rir.
- Eu também. – Eu disse a beijando na face. – O que acha de fazermos isso juntos e depois dormirmos? Eu tenho que te confessar que estou bem cansado.
- Tudo bem. – Ela concordou e eu entrelacei minha mão a dela nos levantando e encaminhando para um banho refrescante enquanto eu me livrava da camisinha utilizada.
Quinze minutos depois estávamos aconchegados sob o edredom abraçados e notei que ela já estava dormindo, sorri para aquele rosto lindo e me lembrei de quando havíamos dormido juntos, aquela cena era bem parecida, com a exceção de que agora ela não era mais virgem.
Naquele dia nós estávamos abraçados na cama de solteiro dela de infância e enquanto ela, dormia eu admirava aquele rosto lindo, assim como eu fazia agora, pensando que eu havia me apaixonado tão repentinamente e que eu tinha medo de me machucar. Eu não tinha como negar que eu a amava, mas eu sabia que ela escondia um segredo de mim e apesar de ter dito que me amava eu não sabia que parte daquilo era verdade e que parte era encenação. Eu havia tentado resistir a ela no começo e não consegui, agora só me restava esperar que ela me amasse realmente e confiar nela como ela havia me pedido para que ela não me deixasse a deriva como um naufrago.
- Obrigado. – Eu sussurrei a agradecendo por ter tido confiança em mim para me deixar ser seu primeiro, a beijei na face levemente para que ela não acordasse e fechei meus olhos tentando dormir também tentando esquecer os pensamentos sobre aquele envelope vermelho que me assombravam.
Continua...
