A Última Noite de Amor
Deitou-se sobre ela, que o olhava com ternura. Segurou os braços dela no alto da cabeça. Beijou-a e sussurrou-lhe no ouvido.
- Esta noite eu quero te amar de verdade!
Estas foram as palavras de Sesshoumaru para Rin. Ele havia decidido, nesta noite, que ele a amaria como nunca amou a mulher alguma. Diria que seu corpo e alma pertenciam somente a ela. Durante toda sua vida tinha se relacionado com mulheres e youkais maravilhosas e experientes. Mas foi para uma garota que ele entregou o coração. Sentia por ela um amor sem igual, como nunca sentira por mais ninguém. E agora tinha até mesmo que lutar, porque esse amor corria um grande perigo. Seu orgulho de youkai jamais permitiria que alguém a ferisse.
- Rin... Esta noite eu quero te amar... Eu quero te tocar, te fazer minha... Eternamente minha. Quero provar dos beijos da sua boca... Quero fazer com que o fogo do prazer que arde em sua pele incendeie a minha... Preciso de você, do seu toque... De seu abraço, preciso te sentir...
- Sesshomaru, eu...
- Não fale nada! Apenas deixe que eu te conduza ao mais profundo do prazer. Deixa eu te amar esta noite... me ame também, Rin... quero que saiba que sou teu... que meu coração e alma te pertencem...
O beijo foi intenso. Sentia o corpo dela estremecer todo e igualmente o dele também. Não se despiram ainda. Mas nesta noite ele não teria pressa. Não queria pressa. Ele queria tocar cada centímetro do corpo feminino. Sentir a pele dela na pele dele. Colocara seus braços acima da cabeça. Abriu as pernas dela, queria que ela sentisse o pulsar de seu membro, desejando-a. Ela gemeu quando ele pressionou o membro em sua feminilidade.
- Pode sentir? Você me deixa assim... não tem como negar que a quero... você me enloquece... Rin...
Sussurrou esta confissão no ouvido dela e mordiscou a orelha, depois passando a língua. Depois passou a ponta da língua no contorno dos lábios dela. A boca dela se abriu, e a língua dele procurou a dela, que se uniram. Beijava-a com ardor e prazer. Rin o abraçou. Passeava as mãos nas costas dele, ora segurando a nuca, enroscando os dedos nos cabelos prateados do youkai. Ele segurava o rosto dela durante o beijo, depois desceu as mãos e acariciava os seios por cima do kimono dela. Ela o empurrou e foi para o canto da cama, como que fugindo dele.
- Sesshoumaru... O que você está fazendo? Você quer me matar...
- Vem...
Ele esticou o braço chamando-a. Rin estava com a respiração ofegante. Olhava para o youkai cheia de vontade de ser possuída por ele. Colocou os dedos na boca ainda sentindo o toque dos beijos dele queimando nos seus lábios. Passava a mão no peito e sentiu o coração acelerado. De certa forma estava com medo, nunca o vira agir assim.
- Não precisa ter medo. Sabe que nunca a machucaria. Vem...
Ela deu a mão para ele. Ele a puxou para um abraço. Ficou com o rosto frente ao dela. A testa dele encostada na dela, ofegantes.
- Rin... - ele colocou a mão dela no peito dele –... sente meu coração?
- Si-sim...
- O coração deste Sesshoumaru te pertence! Nunca se esqueça disso, entendeu?
- Sim..
Pressionou-a fortemente contra seu corpo, abraçando-a. Aos poucos foram se acalmando. Ambos ficaram de joelhos um de frente para o outro. Sesshoumaru acariciou o rosto dela e desceu mão para o decote do kimono dela, afastando-o e deixando o ombro de fora, beijando-o. Não parava de olhar para ela. Linda, irresistível, adorável. Tirou a faixa e desceu o kimono devagar sobre o corpo dela, admirando-a. Conhecia como ninguém cada detalhe daquele corpo e sabia quais pontos dar prazer à ela. Tirou o kimono de vez e o deixou aos pés da cama. Rin fechou os olhos enquanto ele passeava as mãos em toda a extensão de seu corpo. Enquanto fazia isto, ele ficou observando ela fechar os olhos e arfar com o toque da mão dele sobre a sua pele.
Rin soltava uns gemidos baixos, que excitavam o youkai. O peito dela fazia um sobe e desce constante da respiração ofegante. Ele se aproximou os lábios dos dela, ela abriu a boca. Ele ameaçava beijar, mas não o fazia. Ela esperava que ele a beijasse. Olhou para ele. Sorriu. Ele a pegou pela nuca e puxou para si para outro beijo delicioso.
Afastou-se dela um pouco e começou a tirar as peças que cobria o seu musculoso corpo. Rin olhava para o tórax definido dele. Espiou os braços e as pernas. Foi inevitável não reparar na parte que completava a sua virilidade. Ele ficou olhando ela desenhar cada detalhe do corpo dele. Quando ela percebeu que ele a olhava ficou corada. E virou o rosto. Ele riu. A puxou para ele e a pôs no colo. De frente para ele. Suas pernas entrelaçaram o quadril dele. Rin sentiu que o membro dele pulsava. Ele a pressionou forte contra o seu corpo fazendo-a arfar novamente.
Ela sussurrou no ouvido dele.
- Eu o desejo tanto, youkai...
- Eu vou te dar o que tanto deseja... – respondeu olhando para ela e deitando-a sobre a cama.
Ele a beijou, então, vagarosamente. O beijo era gentil e ao mesmo tempo como uma dança. Rin gemia contra a boca dele. Ele a beijou no pescoço e suas mãos espalmaram em seus seios. Abocanhou cada um, fazendo-a gemer. Sugou cada mamilo. Ele a provocava sem dó e tornava a passar a língua quente em cada seio. Os corpos deles sentiam o ardor da paixão. Tamanho era o prazer que ele proporcionava a ela ao tocar os seios com a língua que ela cravou as unhas nas costas dele. Desta vez foi ele que gemeu.
- Ah... Rin...
Ele se moveu contra ela e abriu as pernas dela. Depois colocou seus dedos no sexo dela. Ele estava úmida, pronta para ele. Ele sorriu ao perceber isso. Era hora de possuí-la. Mas antes deslizou os dedos para dentro dela. Sesshoumaru continuou a acariciar, fazendo-a gemer e se arquear contra ele.
- Ah!
Deslizou os dedos em movimentos circulares e de vai e vem. Ela entendia o ritmo agora e o apertava num abraço, pois ele estava levando-a ao limite da loucura. Se posicionou sobre ela segurando sua cintura e a penetrou devagar. Rin segurava seus ombros e o apertava, mordendo seu lábio inferior. Sesshoumaru sentiu a resistência dela, então ele forçou a penetração até se sentir totalmente dentro dela. Rin sentiu a estocada dele e gemeu o nome dele.
- Ah...Sesshoumaruu...
Ele a olhou e a abraçou, mas continuou. Entrava e saia dela devagar, fazendo-a sentir prazer novamente. Quando viu que ela se acostumou com ele, acelerou mais o ritmo. Ela arfava em seu ombro. Ele ora a beijava, ora mordia seu pescoço. Mais uma vez Rin encontrou nos braços de Sesshoumaru a paixão e o prazer.
Ele pressionou a testa contra a dela. Seus lábios se tocaram num beijo ávido demais e mal conseguiam beijar, sem ter de se separar para respirar.
Ele se moveu mais vezes. Ela sentia mais um pouco de dor. Ele se retirava dela e se impulsionava novamente. Sua umidade o ajudava a se mover facilmente dentro dela, devido ao seu tamanho. Ele a possuiu completamente.
Rin percebeu que não sentia mais a dor a cada golpe firme e calmo que ele fazia nela. Ela sentiu uma nova sensação de prazer com os movimentos dele. Ela se moveu colocando as pernas em volta dele para que ele tivesse um contato maior.
Ele não parou. Estava longe de finalizar o que haviam começado juntos. O suor já era visível nos dois. Corações batiam descompassados e a respiração estava difícil de manter. E ele a possuía.
Suas estocadas agora eram mais calmas. Rin pediu por mais. A resposta dele foi um beijo prolongado e mais investidas dentro dela, estimulando-a. Quando ele disse que amaria esta noite não estava brincando. E iria até o fim, se importando somente com o prazer que estavam sentindo naquele momento em que ambos eram um só corpo.
Ele aumentou o ritmo, ela gritou mais uma vez, porque ele deu um boa investida. A penetrou tão profundamente, que ela, que estava com as mãos na nuca dele, gritou e puxou seus cabelos prateados, fazendo-o parar.
Ele procurou ir mais devagar, mas a sensação era mais forte que ele. Ele viu que ela se torcia e arqueava contra o corpo dele e que os dois não podiam se conter mais. Ela cravou novamente as unhas nas costas dele, com mais força. Agora era ele que gemia baixinho no ouvido dela, gostando do prazer que a fazia sentir com as estocadas dele em seu íntimo.
- Isso, Rin...
Então ele aumentou novamente o ritmo, e se aprofundou dentro dela. Rin o apertava com as pernas em volta da cintura, desejando-o mais. Ele estremeceu e o cuidado que ele sempre teve toda vez que a possuiu não foi feito dessa vez. Ele se derramou dentro dela. Sentiu como se aprofundasse muito mais dentro dela, até mesmo além de onde podia ir. Ficou por um momento ainda dentro dela. Ele a olhava com amor. Sentia o corpo dela quente, suado. Ela mal respirava. Suas mãos nos ombros dele. Ele acariciou seu rosto e sorriu para ela.
- Rin...
A beijou e se retirou devagar de dentro dela. Caiu exausto do lado, colocando as mãos sobre o rosto para limpar o suor. Rin sentou-se na cama, olhando para ele, toda feliz e satisfeita.
- Vem...
A abraçou como a um protetor e a cobriu com o lençol, pois já era madrugada. Ficou acariciando os cabelos dela. Ela o apertou no abraço que deu nele. Queria senti-lo de novo. Para ele ainda não tinha acabado. Tentaram dormir um pouco, mas o desejo falou mais alto. Ele se levantou e foi até a janela do quarto olhar a noite. Rin seguiu-o e o abraçou por trás.
- Rin você está me provocando...
- Então por que você não deixa em mim a mesma marca que fiz em você na festa?
Ele entendeu o recado. Virou-se contudo para ela e a pegou no colo, encostando-a na parede e passando as pernas dela em volta da cintura dele, com os lábios encostados nos lábios dela, beijando e se introduzindo lentamente dentro dela. Dessa vez ele foi devagar e ela teve um orgasmo até mesmo antes dele. A possuiu de pé perto da janela e depois no chão, perto da lareira do quarto mais duas vezes. Já estava amanhecendo quando ela adormeceu exausta nos braços dele. Ele a pegou no colo e a pôs na cama, cobrindo-a com o lençol. Deitou-se do lado dela, adormecendo também. Depois desse desempenho todo ele bem que merecia.
[ ... ]
Sesshoumaru acordou no meio da tarde. Viu que Rin ainda dormia. O caseiro que ele dispensou na noite anterior já havia voltado e selado o cavalo que ele havia ordenado. Precisava voltar para casa para conversar com a mãe dele e Inuyasha sobre o que Tetsuo fez ao pai dele.
Tetsuo.
Só de lembrar da sua repugnante existência ele ficava com os nervos a flor da pele. Sentou-se no sofá que havia no quarto esperando ela acordar. Ficou olhando para ela na cama.
- "Aquele desgraçado quer ela de todo jeito agora. Não vai descansar enquanto não puser as mãos fétidas dele em cima dela. Preciso ter muito cuidado em relação a proteção de Rin. A reação dela quando eu lhe contar sobre a morte de sua mãe e o fato da promessa de casamento me preocupa."
Levantou-se e se aproximou da cama.
- Rin, me perdoe pelo que vou fazer...
- Perdoá-lo do quê, Sesshoumaru? – Ela levantou-se, assustando o youkai que pensava que ela dormia ainda.
- Eu...
- Do quê?
- Esta noite, creio que me excedi um pouco e...
Ela deu um beijo nele.
- Sim, você fez isso sim. Mas se eu não o quisesse e não o tivesse aceitado, você não teria feito amor comigo. Eu teria dito não. Mas eu te queria, te desejava...
Ele sorriu para ela e a abraçou forte.
- Precisamos voltar para o castelo. Eu preciso conversar com minha mãe e meu irmão, e depois com você.
- Por que não pode ser aqui o que tem para falar comigo?
Ele a encarou sério.
- Eu não queria que estivéssemos sós.
- Não se preocupe, não estamos sós. Temos um ao outro.
- Está bem. Vou esperar que se vista. Enquanto isso, mandarei que preparem o desjejum para nós.
- Está bem.
Ele desceu as escadas, preocupado com ela.
– Está mostrando confiança, mas temo pela reação dela...
Sesshoumaru mandou providenciar o desjejum para eles. Assim que acabaram, ele sentou no sofá, respirou fundo e pediu que ela também sentasse e o escutasse com atenção.
- O que tenho para falar é sobre Tetsuo e tem a haver com seus pais.
- Meus pais?
-Sim. Agora me escute.
A medida que ele foi relatando tudo o semblante de Rin mudou completamente. Quando ele chegou na parte que foi Tetsuo que matou sua mãe, ela reagiu, já nervosa e bastante trêmula.
- Só pode ser mentira! – Gritou se levantando da cama.
- Rin! – Sesshoumaru levantou-se também.
- Não pode ser! Ele matou a mamãe... Minha mãe! Não! – chorando.
Ela andou até a cômoda onde tinha um vaso e o arremessou com tudo contra o espelho do quarto, quebrando, devido ao choque da descoberta da morte de sua mãe. Sesshoumaru tentou abraçá-la, mas ela reagiu contra.
- Me solta! Ele matou a minha mãe! Aquele miserável! E ainda quer se casar comigo... Desgraçado! Por quê?! – ela tentava em vão conter o choro - ... então... o brilho que eu vi saindo das costas da mamãe... era a lâmina da espada daquele... monstro... atravessando o... coração dela...
Rin encostou na parede pondo as mãos no rosto.
- Ma-mamãe..
Sesshoumaru a puxou para si abraçando-a protetoramente. Justo o que ele não queria estava acontecendo, vê-la sofrer. Ela segurava o kimono dele com força e colocando a cabeça no peito dele, chorando baixinho.
- Eu vou matar Tetsuo! – Lhe falou enquanto ainda a abraçava, colocando a mão na nuca dela, apertando-a contra o peito.
- Porque ele fez isso, Sesshoumaru?!
- Rin, não fique se martirizando, ele vai ter o que merece.
Conforme o tempo passou Sesshoumaru conseguiu que ela se acalmasse. Ainda mantinha-se abraçado a ela.
- Quero voltar para casa! Quero ver o meu e contar tudo para ele!
- Calma! – Ele segurou seu rosto – Eu vou te levar, mas preciso que se acalme primeiro. Temos que voltar para o castelo, eu tenho que conversar com minha mãe, Rin. Eu preciso que você seja forte.
- Está bem. - disse, enxugando as lágrimas do rosto.
- Agora vamos.
Ele se adiantou até a porta do quarto para sair e Rin fez-lhe uma pergunta intrigante.
- Sesshoumaru... promete que vai ficar comigo e que nunca vai me deixar?
A pergunta fez o youkai congelar. Ele parou frente a porta, baixou a cabeça e fechou as mãos em punho.
- "Como não prometer isso a ela?"- Depois de um tempo ele se virou para ela - Eu prometo... nunca vou te deixar...
Ela correu até ele e o abraçou.
- Obrigado, Sesshoumaru...
- "Não é só o meu coração que pertence a dela. O coração dela também pertence a mim!".
Ele desceu as escadas dando a mão a ela. Voltaram então para o castelo.
[ ... ]
Sesshoumaru relatou tudo para sua mãe, Inuyasha, Lady Izayoi e o velho Myuga. Todos ficaram horrorizados com a história. Lady Izayoi se enterneceu por Rin.
- Oh, minha criança, venha aqui. – a abraçou – Sei que está sofrendo com tudo isso.
- E o que pretende fazer agora, Sesshoumaru? – perguntou Inuyasha.
- Quero voltar para Shura e ir atrás de Tetsuo.
- Mas filho, é perigoso demais! Terá que deixar Rin aqui. O general Tetsuo pode fazer mal à ela! – disse Lady Inukimi.
- Não! Eu vou! Eu quero ver meu pai! – Rin protestou.
- Mas você está correndo risco de vida, Rin! E depois, como Sesshoumaru vai enfrentar o general se ele tiver que protegê-la o tempo todo? Definitivamente você vai ficar aqui! – ordenou Lady Inukimi.
Rin subiu as escadas decidida.
– Eu não ficar aqui!
- Mãe! Este assunto eu resolvo! Rin volta comigo!
Lady Inukimi o encarou seriamente.
- E onde foi que passaram o resto da noite de ontem e o dia de hoje, Sesshoumaru? Isto você não me relatou!
O senhor Miyuga, Inuyasha e Lady Izaoiy deixaram eles a sós.
- Eu não tenho que lhe dar satisfações da minha vida pessoal, minha mãe!
- Se é o caso em que sua vida corre risco de vida, deve sim! E como vejo que ama esta menina, pelo seu bem, ela fica na corte comigo até você retornar do seu desafio. Depois você volta para as terras do Oeste com ela como sua esposa.
- Rin não vai para as terras do Oeste comigo!
- Como não? Ela vai ser sua esposa! Terá que acompanhar o marido aonde ele for!
- Ela não vai deixar o pai dela, mãe!
- A partir do momento que ela formar uma família com você, ela tem que esquecer o pai dela. É assim que rege o costume. Uma mulher perde o vínculo com a família dela quando se casa.
- Só que Rin não vai querer deixar o pai dela.
- Ela não tem que querer...
- E não serei eu que vou separá-la do pai. Jamais!
- Então você vai ser um marido que vai fazer a vontade de sua esposa. E ela não vai obedecer as suas ordens?! Isto é o cúmulo! Que mundo estamos?
- Se for para deixá-la feliz, sim! Bem se vê que não entende de laços familiares, minha mãe...
- Aconteceu comigo exatamente assim quando me casei com seu pai. Deixei toda minha família e segui a ele! Esmaguei dentro de mim todo sentimento de amor por causa dele! Tornei-me uma mulher que tinha que honrar e amar o costume imposto a mim.
- A senhora amou mais o costume que a meu pai. Talvez foi por isso que seu casamento com ele tenha durado só quatro anos. Enquanto que com Lady Izayoi durou quase vinte. Ele conheceu uma mulher que amou a ele e não ao costume. É uma pena que ele não pôde vencer seu último inimigo, a morte.
- Filho, como que você tem coragem de me dizer isso!
Lady Inukimi sentou-se com tudo na cadeira.
- Por que a senhora me tira do sério, minha mãe! E essa sua mania de se envolver em meus assuntos!
- Você é meu único filho! Zelo por você!
- Mas não a ponto de decidir como viver a minha vida! Com a morte de meu pai agora eu sou o senhor desta família! É a minha palavra que basta aqui! E não se esqueça que a senhora obedece a mim, não eu a senhora! Não ficará aqui na corte! Voltará para as terras do Oeste com Inuyasha, até que eu decida outra coisa!
- Eu... eu vou para meus aposentos, não me sinto bem...
- Jaken, acompanhe minha mãe.
- Sim amo Sesshoumaru!
[ ... ]
Sesshoumaru olhou para as escadas. Tinha que falar com Rin. Foi até o quarto dela. Bateu na porta duas vezes, que estava só encostada e entrou. Rin estava sentada no beiral da sacada do quarto, abraçada aos joelhos, olhando para o jardim. Estava triste, tinha chorado muito. Ele se aproximou dela e a puxou pela mão trazendo-a para si. Ela permaneceu sentada com as pernas envolta do quadril dele. Ele segurou seu rosto e enxugou as lágrimas. Deslizou as mãos sobre seus cabelos e encostou o rosto no dela. Não disseram uma palavra sequer. Olhou firme em seus olhos e a abraçou. Um longo abraço.
- Partiremos amanhã bem cedo. – disse ele por fim.
- Sesshoumaru, a sua mãe...
- Já ordenei que ela volte com meu irmão amanhã mesmo!
- Ordenou?
- Sim! Eu sou o senhor desta família. Minha palavra basta! Minha mãe se excede, isso é dela, mas ela sabe o seu lugar!
- Se eu me casar com você, eu terei que seguir todas as suas ordens? Você sabe que fui criada com liberdade pelo meu pai.
- Não, você sabe que acabo fazendo suas vontades, ainda que isto esteja errado. Agora quero que descanse, foi muita coisa por hoje.
- Está bem!
Sesshoumaru deu ordens a Jaken para que providenciasse um banho para ele e Rin e que o jantar fosse servido no quarto. Eles não se juntaram aos demais a mesa.
Ele queria descansar já que a jornada de volta para a casa de Rin ia começar bem cedo. E também tinha que planejar a sua luta com Tetsuo.
Ele já estava deitado na cama quando Rin chegou bem de mansinho.
- Eu quero dormir com você esta noite, Sesshoumaru...
Ele esticou o braço a ela, que se deitou sob ele. Tinham vivido fortes emoções por uma noite e um dia inteiros. Dormiram abraçados. E ainda tinha mais por vir. Enfrentar juntos algo que vai mudar para sempre o destino de suas vidas.
