- Bom senhor Malfoy, para nossa surpresa o senhor tem uma testemunha de defesa, confesso que nada mais me surpreende aqui. - Ironiza o promotor.

- Senhor Potter, por favor, comece a sua defesa. - Diz o Juiz.

- É, vejamos qual vai ser a história dessa vez... - Resmunga o promotor.

Draco olha pra Harry com nervosismo, o moreno prometera defendê-lo, mas quem garantia que ele fosse conseguir convencer o juiz? Aliás, quem garantiria que ele se esforçaria? Harry poderia fazer uma defesa ruim e depois simplesmente dizer pra Hermione que havia feito o que podia, mas as provas eram demais contra ele.
E como poucos comensais haviam sido pegos desde o início da guerra, condenar pelo menos um, faria muito bem à imagem do ministério, e como ninguém gostava muito de Draco, com certeza ele seria condenado, já se sentia como se tivesse recebido o beijo do dementador, nem ver o filho nascer ele poderia.
Draco foi finalmente despertado dos seus pensamentos fúnebres por Harry, o moreno suspirou, como se aquela fosse a pior tarefa que lhe haviam dado na vida, e começou com a defesa:

- Senhores, não tenho nada a dizer em favor do senhor Malfoy. - Diz Harry.

- COMO NÃO TEM NADA A DIZER????? É ESSA A SUA DEFESA POTTER????? -Pergunta Draco se levantando da cadeira.

- Menos, senhor Malfoy. - Diz um oficial enfeitiçando Draco para que ele se sentasse novamente.

Hermione estava paralisada, não conseguia acreditar no que ouvia, então depois de todos aqueles meses de fuga e desespero, era nisso que terminaria?

- Bom, meritíssimo, se nem o senhor Potter, tem algo a dizer em favor do réu, acho que podemos dar esse julgamento por encerrado. - Vibra o promotor.

- Eu disse que não tinha nada a dizer em favor dele, mas não disse que eu tinha acabado de falar. - Diz Harry.

- Ah, perdão senhor Potter, por favor, suas considerações finais. - Diz o promotor, confiante na vitória.

- Meritíssimo, acha que a prisão do senhor Malfoy vai resultar em alguma coisa? Acha que as vítimas dos comensais vão ficar satisfeitas só com ele? - Pergunta Harry.

- É evidente que não senhor Potter, mas não vou libertar alguém culpado, só porque há outros criminosos a solta. - Diz o juiz.

- E se a libertação desse culpado pudesse ajudar a prender os outros criminosos? -Diz Harry.

Draco e Hermione começam a ficar aflitos esperando pelas próximas palavras de Harry e do juiz, esperançosos de que ainda houvesse saída.

- Prossiga senhor Potter. - Diz o juiz.

- Meritíssimo, eu proponho um acordo, o senhor Malfoy entrega ao ministério todas as informações que tiver sobre os comensais foragidos e em troca ele é libertado.

O que tinha dado nele? Entregar todas as informações sobre os comensais??? Eles o matariam na certa, então era isso o que Harry pretendia? Só mudar o carrasco? - Pensava Draco.

- O senhor acha mesmo que o mundo mágico se sentiria seguro com esse elemento à solta, em troca de míseras informações que podem ser muito bem falsas, ou não terem mais validade? - Pergunta o promotor.

- Sim, eu acho, e tenho bases pra pensar assim. - Diz Harry tirando do casaco a última edição de "O Pasquim" e entregando-a ao promotor.

- "O Pasquim"? É essa a sua base senhor Potter? Uma revista que jamais publicou alguma coisa que fizesse sentido?

- O senhor sabe que não é verdade, já fazem alguns anos, eu dei uma entrevista a essa revista, dizendo que Voldemort ressurgira, o que se provou verdade, tanto que depois disso, o prestígio da revista aumentou muito, tanto que milhares de pessoas responderam a enquete da capa, como o senhor pode ver. - Diz Harry apontando para a revista.

O promotor olha incrédulo para a capa da revista:

"Em troca de informações valiosas para o ministério, você libertaria Draco Malfoy?

Sim: 99 %

Não: 0 %

Não souberam ou preferiram não opinar: 1% "

Ao fundo da enquete aparecia uma foto de Draco com uma expressão de desespero.

- Muito oportuna a matéria senhor Potter ,teria sido sugestão sua? - Pergunta o promotor, vermelho de ódio.

- Sim, mas não obriguei ninguém a responder. - Diz Harry.

- E quem garante que isso não teria sido forjado?- Pergunta o promotor.

- Isso o senhor descobrirá na página 15. - Diz Harry.

O promotor folheia nervosamente a revista até chegar à página indicada:

"Apesar da enquete de nossa revista com um número esmagador de leitores querendo a libertação de Draco Malfoy, provavelmente o ministério não nos dará ouvidos, então a edição de "O Pasquim" sugere a todos que sejam a favor da libertação do senhor Malfoy que enviem cartas ao ministério no dia do julgamento."

Assim que o promotor terminou de ler o pedido, centenas de corujas invadiram a sala com milhares de cartas.

- Creio que o senhor não vai querer abrir uma por uma para ver do que se tratam, não é?- Pergunta Harry.

- Não creio que isso seja necessário senhor Potter, o acordo me parece razoável, mas primeiro vamos ver que informações o senhor Malfoy pode nos oferecer, se forem úteis ele está livre, se não, um dementador será chamado aqui mesmo para lhe aplicar a pena. - Diz o juiz.

- Parece justo. - Diz Harry.

Nesse momento Draco parecia bem mais pálido do que de costume, mas não haveria opção teria que revelar tudo, ou teria a alma sugada pelo dementador. E entre o dementador e os comensais, ele julgou que com os comensais ainda teria alguma chance de sobreviver.

- Senhor Malfoy, o senhor concorda com este acordo? - Pergunta o promotor, na esperança de Draco dizer não.

- Sim. - Responde Draco.

- Muito bem, oficial traga o Veritaserum. - Ordena o juiz.

O oficial sai e volta com a poção.

- Isso vai garantir que as informações não vão ser falsas. - Diz Harry.

O oficial aponta uma varinha pra cabeça de Draco e ele toma o Veritaserum.

Hermione faz uma cara de nojo pelo tratamento dado a Draco, mas não havia nada a ser feito no momento.

- Então senhor Malfoy, comece com suas preciosas informações. - Diz o promotor.

- Goyle está morto, Você-Sabe-Quem o matou, então não adianta mais procurá-lo, Zabini se tornou comensal, foi mandado pelo lorde das trevas a Durmstrang, o que ele faz lá eu não sei, mas ainda deve estar lá, Bellatrix e o marido vão atacar Beauxbatons ainda esse ano, não sei a data ao certo. - Revela Draco.

- E Narcisa Malfoy? - Pergunta o promotor.

- Eu não sei dela. - Diz Draco.

Pela primeira vez, Draco ficou realmente feliz por não saber onde a mãe estava, Narcisa podia não ser a melhor mãe do mundo, mas era a única que ele tinha.

- É só isso que o senhor sabe? - Pergunta o juiz.

- Sim. - Responde Draco.

- Muito bem senhor Malfoy, vamos entrar em recesso por meia hora, depois o senhor conhecerá sua sentença. - Diz o juiz.

Draco se levanta meio tonto, e muito pálido, com uma cor parecida com a que estava em Azkaban, uma cor que Hermione não via fazia tempo.
Hermione se levantou e foi até Draco, ela beijou a bochecha do loiro, ele se apoiou nela e os dois saíram da sala, junto com Harry, e seguidos como de costume, por guardas.

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- Acho que a sentença vai ser favorável... - Diz Harry tentando tranqüilizar Hermione.

Os três estavam esperando o reinício do julgamento do lado de fora da sala, os guardas haviam deixado os três sozinhos, com Harry e Hermione por perto eles duvidavam que Draco fosse fugir.

- Tem que ser favorável... - Diz Hermione com a mão na barriga.

- Você não quer sair daqui e comer alguma coisa? Está sem comer há um bom tempo, isso vai fazer mal ao bebê, você não quer que ele nasça com a cara azeda do Malfoy, quer? - Diz Harry.

Hermione deixou escapar um risinho e Draco tentou esboçar uma resposta, mas ainda se sentia muito mal pra isso.

- Obrigada, Harry, mas eu não quero comer nada, acho que só vou ter apetite de novo depois de ouvir essa maldita sentença. - Diz Hermione.

- Então não vamos adiar mais isso, está na hora. - Diz Draco levando Hermione de volta pra sala do julgamento.

Pouco a pouco os oficiais, o promotor e o juiz retomaram seus lugares, um oficial se aproximou de Draco para levá-lo de volta ao banco dos réus, mas Hermione se agarrou a ele e lançou um olhar ameaçador ao homem, que desistiu.

- Por favor, senhorita Granger. - Diz o juiz.

- Onde ele estiver sentado não vai fazer diferença. - Diz Hermione de forma agressiva.

- Muito bem, eu cheguei a minha conclusão, as informações do réu foram levadas ao ministério, que eu devo dizer realmente ficou surpreso, então o senhor Malfoy está liberado. - Diz o juiz sem emoção.

Draco e Hermione ficam radiantes, o loiro abraça Hermione o mais forte que pode e ela beija seus lábios.

- Senhores, compostura, eu ainda não terminei. - Diz o juiz impaciente.

Draco solta Hermione e o juiz continua:

- Senhor Malfoy, o senhor está exilado da Inglaterra, se pisar novamente em solo inglês, voltará pra Azkaban. - Finaliza o juiz.

Continua...

N/A: Oiiiiiiiiii,vocês nem imaginam a minha alegria quando fui ver os comentários da fic:41! E todos tão fofos.

Valeu mesmo, bom caprichei nesse cap.,espero que gostem,e em breve vou perturbar vocês de novo com outra D/Hr

Beijos: Srta Almofadinhas.