Nota da Tradutora: Culpem o fanfiction ponto net, culpem minha Internet, minha empregada que estragou meu computador, meu computador, meu trabalho e, também, minha falta de tempo. Tinha tudo traduzido quando o fanfiction ponto net parou de me deixar atualizar por um problema na conta, perdi tudo por uma falha no computador causada pela empregada e tive que refazer tudo de novo. Enfim, hoje vem dois capítulos de A Dama e dois capítulos de Stay (atualizo os "segundos" capítulos de ambas histórias mais tarde) para vocês que tiveram paciência de esperar. Agradeçam a Cy, que além do capítulo habitual de Stay, também me ajudou com A Dama por conta de todos os problemas de perda nas traduções. Os capítulos não estão revisados, só relidos por mim algumas vezes, então, me desculpem MESMO se tiver algum errinho, okay?
Enjoy!
Beijos,
K.
STAY
por crimsonmarie
tradução kiss-on-the-neck e Cy
revisão Thais
link do original nas Favorite Stories
Capítulo 14
*Bella*
A loja estava uma bagunça. Existiam caixas de livros empilhadas aos meus pés, o mostruário dos mais recentes best-sellers tinha sido derrubado por uma criança superativa quase uma hora atrás e eu não tinha sentado desde que chegara. Minhas costas e meus pés estavam me matando e meu estômago estava reclamando comigo, demandando que fosse alimentado. Havia uma fila de quase uma milha a minha frente, enquanto eu estava parada em frente ao caixa. Alguns clientes bocudos tinham reclamado comigo que não apreciaram ficar parados por quinze minutos esperando.
Faltavam treze dias de compras até o Natal e, naturalmente, todo mundo na cidade tinha decidido esperar até agora para vir até meu pequeno cantinho do mundo. E mais, nós supostamente seriamos atingidos por uma tempestade de neve do inferno à noite, então todos tinham que sair agora e fazer parecer que o mundo iria acabar por causa de vinte centímetros de neve recém caída.
Eu deveria estar com um baita mau humor. Eu deveria encarar cortantemente todo mundo que me pedia ajuda quando eu estava ocupada no caixa cobrando o que pareciam dezenas de centenas de pessoas. Eu deveria estar impacientemente encarando o relógio esperando seis horas, quando eu poderia fechar as portas e ficar sozinha por uma hora para terminar a papelada antes de ir para casa.
Casa. Edward.
Mas eu não estava. Eu sorri e politicamente falei aos clientes impacientes que tão logo eu estivesse livre, os ajudaria com o que precisassem. Eu mal tinha espiado o relógio desde que todo mundo começou a entrar e eu estava até mesmo cantando baixinho junto com o rádio que Jessica tinha comprado alguns meses atrás para afastar o silêncio nos dias mais quietos.
Eu estava em um ótimo humor.
Eu passaria a noite com meu namorado. Sem irmãs, sem amigos o ameaçando – apenas nós dois, nossa roupa suja e minha casa vazia.
E mais, eu tinha colocado todos os meus sentimentos para fora pela manhã. É claro, eu tinha falado para irmã dele e não para ele, mas eu me sentia muito mais leve e feliz depois da conversa.
Quando eu disse a Alice – que estava muito ocupada arrumando meu cabelo na hora – que eu o amava o bastante para esperar por ele, ela deu aquele sorriso imenso que eu não entendi completamente até ela colocar o que segurava no balcão e me abraçar até que eu ficasse sem ar.
Depois ela disse, "Estou tão feliz que ele te encontro" e qualquer duvidazinha que eu tinha a respeito de ela gostar de mim desapareceu.
Eu a abracei tão apertado quanto, me sentindo uma imbecil quando meus olhos encheram d'água. Quando ela finalmente me soltou, ela riu e disse que a pior parte tinha acabado – "Se apaixonar é meia batalha, afinal" – e agora eu só tinha que contar a ele.
E eu iria contar. Hoje. Nós não tínhamos tempo a perder e eu deixaria de ser uma idiota.
Não, eu nunca tinha sido capaz de dizer isso primeiro – e o pequeno ponto de terror na boca do meu estômago estava definitivamente presente e me mantendo bem informada sobre o que achava da idéia de falar – mas era diferente dessa vez e eu sabia disso. Meu coração sabia disso, então, realmente, o que havia pra analisar sobre o assunto?
Nós estávamos ficando sem tempo para coisas importantes como isso. Não tínhamos todo o tempo do mundo para nos preocuparmos – nós teríamos apenas uma semana e alguns dias até nos separarmos e eu não iria deixar que ele fosse embora sem que soubesse o quanto significava para mim.
Ele merecia saber, e eu não iria me deixar pensar no que iria acontecer se ele não sentisse a mesma coisa por mim.
Porque eu estava numa vibe muito boa para deixar isso acontecer. Eu queria falar pra ele; eu precisava que ele soubesse que eu o amava. Ele precisava saber que não era nenhum cara em que eu estava afogando as magoas e que iríamos acabar depois que ele fosse embora. Isso era real e eu não deixaria que ele pensasse que não era.
"Oi, linda, tem um minuto?"
Eu ergui os olhos para ver Edward parado na minha frente, uma pilha dos livros best-seller que tinham sido jogados no chão perto da janela em suas mãos enquanto ele sorria para mim.
E mesmo que ele estivesse parecendo realmente ridículo com o chapéu e eu estivesse com muita vontade de rir, meu coração continuava saltando no meu peito só de vê-lo.
"Eu nem te vi entrando," Eu sorri, pegando os livros das mãos dele e olhando ao redor, percebendo que mais cinco pessoas entravam na livraria. "E infelizmente, não, eu não…"
"Tem nada pra se preocupar!"
Eu pulei quando Angela caminhou para trás do balcão e gentilmente me empurrou para fora do caminho, facilmente pegando os livros das minhas mãos e os colocando no balcão antes de retirar o jaleco.
E quando diabos ela tinha chegado? Eu não podia ter ficado tão distraída de tudo, podia? Eu sabia que estava bloqueando emoções e situações para caralho, mas eu tinha bloqueado a habilidade de enxergar meu namorado e minha melhor amiga junto?
"Você dois marcaram isso ou algo assim?"
"Não, mas ele me assustou para caramba," ela riu, apontando Edward. "Eu não tinha idéia porque esse cara estranho com um horrível chapéu de caubói estava falando comigo como se me conhecesse."
"Ela não acreditou que era realmente eu," ele continuou, rindo enquanto se movia para o lado e pegava minha mão, gentilmente me puxando para longe do balcão.
"O fiz tirar todo o look e me senti péssima quando vi que era realmente ele."
Eu ri, balançando minha cabeça. Era legal ver que Edward estava se dando bem com pelo menos uma das minhas amigas. Era ainda mais legal ver Angela o aceitando, em retribuição.
"Mas o que você está fazendo aqui, Ang? Você tem um estúdio para administrar, sabe?"
"Eu também tenho algumas horas para matar até meus próximos clientes chegarem. Eu sei que Jessica está fora essa semana e pensei que viria te ajudar." Ela assentiu para Edward quando outro cliente chegou no balcão e colocou uma baita pilha de livros nele. "Vá relaxar, Bella. Eu tenho tudo sobre controle."
"Você sabe como…?"
"Vá!" ela riu, escaneando o preço do primeiro livro e sorrindo para o cliente. "É o mesmo programa que eu uso no estúdio. Eu sei o que fazer."
"Mas é realmente…"
"Bella," Edward murmurou no meu ouvido.
Meus olhos imediatamente se fecharam e eu me inclinei contra ele, um pequeno sorriso se formando nos meus lábios enquanto eu apertava sua mão. Mesmo, aquela era toda persuasão que eu precisava.
"Eu ligo se precisar de você."
Eu abri meus olhos e vi Angela sorrindo sabidamente para mim antes de me dar as costas e começar uma conversa com a mãe de duas crianças que ela estava cobrando.
"Eu, uhm…" Eu murmurei, piscando estupidamente para ela antes de virar para Edward. "O que…?"
Ele riu e apertou minha mão. "Seu escritório?"
Eu assenti lentamente e o deixei me guiar pela porta e escada acima, abrindo minha porta e a fechando atrás de mim.
"Alice embarcou direitinho?" Eu perguntei, meu cérebro finalmente capaz de uma frase completa.
"Sim, e eu realmente me sinto mal pela pessoa sentada perto dela."
Eu gargalhei e me deixei levar pelo sentimento que correu pelo meu corpo quando ele passou os braços pela minha cintura e me puxou contra ele. Passei meus braços pelo seu pescoço, descansando minha cabeça contra seu peito e suspirando enquanto fechava meus olhos novamente.
Era isso que eu necessitava todo dia; estar em seus braços, segura, feliz e sem me importar com nada no mundo.
"Eu gosto dela, sabe? Ela é uma pouco demais algumas vezes…"
"Um pouco?" ele desdenhou, suas mãos descrevendo círculos nas minhas costas.
"…Mas não é por mal!" Eu ri, abrindo os olhos e o encarando. "Ela ama você, Edward, e só quer que seja feliz."
E ali estava; o perfeito gancho para admitir que o amava. Tudo que eu precisava dizer eram quatro palavrinhas - "E eu também amo." Era simples.
Quer dizer, eu iria falar de qualquer maneira – por que não agora?
Não, não era nada romântico, mas isso não era ruim, era? Na realidade, o que importava onde eu diria, desde que eu dissesse?
Então por que eu estava quase desmaiando e deixando Edward me guiar para a desconfortável cadeira atrás da minha mesa se isso não importava?
"Bella? Bella, respire. Por favor respire, Bella," ele implorou, pegando meu rosto entre suas mãos enquanto eu sentava com um baque na cadeira.
Eu puxei uma respiração funda, enchendo meus pulmões e o encarando enquanto sorria nervosamente.
"Desculpe."
"O que foi isso? Você está bem? Você me assustou para caralho."
Eu coloquei minhas mãos nos pulsos dele, enquanto ele corria os dedos pelas minhas bochechas, encontrando seu olhar preocupado e mordendo meu lábio.
Okay, a situação não estava funcionando muito bem.
"Eu só estava... pensando... sobre..." eu tentei, olhando para o lado enquanto tentava juntas meus pensamentos quebrados.
Oh, Cristo, isso não estava saindo como o planejado em minha cabeça.
"Bella," ele murmurou, ficando de joelhos na minha frente. "Fale comigo."
Eu removi suas mãos do meu rosto para entrelaçar nossos dedos, olhando para baixo e vendo a maneira como eles se encaixavam. Nenhuma estranheza enquanto eles se encaixavam, sem precisar reposicionar nossas mãos porque elas se encaixavam. Respirando fundo, eu o encarei de novo.
"Você sabe o quanto significa para mim?" Eu sussurrei, apertando suas mãos. "Eu nunca me senti assim por ninguém antes e eu..." Eu puxei uma das minhas mãos para colocá-la no pescoço dele, passando meu dedo pelo maxilar dele. "Edward, eu..."
Nós dois pulamos quando o telefone atrás de mim bipou, significando que Angela estava me chamando, e eu suspirei, balançando minha cabeça e me inclinando para beijá-lo e depois pega o telefone.
Tão perto – ah, tão perto. Eu estava lá; eu podia praticamente me ouvir dizendo as palavras e quase sentir seus lábios contra os meus quando dissesse.
Porque eu não iria me deixar pensar no que aconteceria se ele não as falasse de volta ou apenas me encarasse sem expressão quando eu colocasse tudo para fora. Se eu pensasse nisso, eu nunca seria capaz de falar nada para ele.
"Precisa de mim?" Eu perguntei, me afastando de Edward e sentando direito na cadeira.
Ele levantou, se inclinando para dar um beijo leve no meu pescoço antes de sussurrar, "Sim."
Um arrepio correu por minha espinha e eu mal contive o gemidinho que tentou escapar dos meus lábios enquanto eu tentava ouvir Angela.
Não era justo de nenhum jeito ou forma.
"Okay, então, eu não sei como fazer essa coisa de cartão presente," ela murmurou. "Sinto muito, Bella."
"Não sinta," eu ri nervosamente quando Edward gentilmente puxou a gola da minha blusa, trocando-a pelos seus lábios. "Desço em um minuto."
Ele grunhiu de leve contra meu pescoço antes de ficar de pé enquanto eu desligava o telefone e o encarava.
"Desculpe," eu ri quando vi ele colocar o lábio inferior em um biquinho.
"Não é sua falta," ele suspirou dramaticamente, balançando a cabeça. "Você está no trabalho. Você tem obrigações que não envolvem me deixar sugar seu ombro por um longo período de tempo."
"Não que eu não goste disso," eu ri, alcançando os ganchos da cintura de sua calça e ficando de pé.
Ele sorriu e me beijou rápido antes de caminhar comigo até a porta, abrindo-a para mim.
"Sete e meia?"
Eu assenti, sorrindo e caminhando na frente dele até as escadas.
"Você se importaria de pegar sua camiseta e minha sacola na sua casa antes de ir até a minha? Eu nem pensei nisso antes de sair."
"Você não teve escolha."
"Seja legal com ela!" Eu ri, virando a minha mão para estapear sua coxa. "Eu tenho certeza que ela poderia ter sido muito pior."
"Você está definitivamente correta a respeito disso," ele concordou quando chegamos ao começo da escada. "Mas já foi ruim o bastante."
Eu balancei a cabeça e me virei, sorrindo para ele enquanto colocava meus braços em seus ombros.
"Você está ocupada," ele murmurou, suas mãos levemente em minha cintura.
Eu assenti, balançando um ombro e entrelaçando minhas mãos atrás de seu pescoço. "É o que parece, não é?"
Ele riu, se inclinando e pressionando os lábios contra os meus.
"Sabidinha," ele sussurrou, se afastando.
"Às vezes."
Ele riu e me beijou de novo. "Te vejo quando você sair do trabalho. O que você quer de jantar?"
"Eu faço algo quando chegar."
"Tem certeza? Eu posso tentar fazer... Algo."
Eu ri e neguei com a cabeça. "Espere até eu chegar em casa, okay?"
Ele sorriu de leve e assentiu, se inclinando e me beijando de novo antes de me soltar.
"Te vejo a noite."
"Sim..." Eu respondi, mordendo o lábio e roubando mais um beijo antes de me afastar.
Ele riu e estendeu a mão, pegando a minha e a apertando de leve antes de desaparecer no meio da multidão que eu não tinha percebido que tinha se formado no meio de todo mundo.
E o que tornava tudo pior era que mais da metade deles estava nos assistindo. Ele continuou caminhando, a cabeça baixa e o rosto completamente coberto enquanto saía da livraria.
Minhas bochechas instantaneamente começaram a queimar quando a porta bateu atrás dele e eu baixei a cabeça e passei pelo pessoal, caminhando até o balcão no canto para parar ao lado de Angela, que estava rindo pra mim.
"Quieta," eu grunhi, gentilmente a acertando com o meu cotovelo enquanto alcançava a gaveta inferior e pegava um monte de cartões de presentes.
"Esse é o seu namorado, Bella?"
Eu ergui a cabeça quando ouvi a voz rouca de uma das minhas clientes regulares, Sra. Carbody, e eu ri nervosamente, assentindo lentamente.
Oh, Deus, eu esperava que ela não o tivesse visto por tempo suficiente para reconhecê-lo. Ela era a fofoqueira da cidade e a última coisa que nós dois precisávamos era que ela soubesse quem eu estava namorando. Iria literalmente aparecer nas notícias locais e isso não era algo que tínhamos que lidar agora.
Ela tinha quase noventa anos e vivia sozinha – todos os filhos tinham se mudado e viviam em estados diferentes e o marido dela havia morrido alguns anos atrás. Ela vinha pelo menos uma vez por semana para conversar comigo sobre qualquer coisa que ela tinha visto no já mencionado programas de notícias locais e não importava o quanto eu tentasse, não existia como escapar dela.
"Bem, querida," ela disse, inclinando-se noz balcão. "Esse garota tenha uma bela bunda."
Angela jogou a cabeça para trás e riu, as mãos cobrindo o rosto enquanto ela sentava na cadeira atrás dela. Meu próprio rosto devia estar mais vermelho que um caminhão do corpo de bombeiros e tudo que eu queria era me esconder no meu escritório.
"Sim, ele tem," eu dei um gritinho, lutando com o grampo que estava prendendo todos os cartões de presentes juntos. "Quanto você quer no cartão?"
Ela desdenhou o certificado, descansando os cotovelos no balcão e se inclinando quase ao mesmo tempo que os demais clientes.
"Há quanto tempo você está com ele, querida?"
Desde quando minha vida amorosa tinha virado a coisa mais interessante do dia? Não havia alguém lá fora depredando carros ou alguma outra merda que atrairia mais atenção?
"Honestamente, Sra. Carbody, eu realmente não me sinto confortável falando sobre isso," eu implorei, rindo nervosamente enquanto continuava lutando com o grampo dos cartões.
Desde quando abrir um grampo precisava de formação superior?
"É que é ótimo ver você feliz, Bella," ela sorriu docemente para mim enquanto eu a encarava. "Você está brilhando."
"Você não está grávida, né?" Jane Cross, uma das farmacêuticas que trabalhava na Stick perguntou enquanto descansava o quadril contra uma das cadeiras do outro lado do cômodo.
"Não!" Eu disse rapidamente, balançando a cabeça e respirando fundo, com os olhos arregalados.
Eu precisa transar para engravidar e eu estava bem certa que nada havia acontecido ainda.
"Okay, okay," Angela levantou atrás de mim, finalmente, e jogou os braços para o ar. "Eu acho que pe o bastante. Bella agradece o interesse, mas nós estamos perdendo a tarde e precisamos acabar logo com isso."
Enquanto o cômodo dava um suspiro grupal, eu queria ficar de joelhos e beijar os pés dela, prometendo que seria a escrava dela enquanto ela quisesse.
"Eu amo você," eu sussurrei para ela.
Ela riu e colocou um braço nos meus ombros.
"Eu amo você também. Agora me mostre como vender um cartão de presente."
Eu suspirei em felicidade e mostrei, infinitamente grata que ela tinha feito a multidão a minha parar de falar da minha vida amorosa.
Era minha vida por uma razão. E ela não continuaria privada quando Edward voltasse para a California, então se eu pudesse evitar que ela vazasse para as notícias locais por mais alguns dias, eu ficaria grata.
~*~
Eu mal tinha estacionado na minha entrada as sete e meia e saído do carro quando eu vi Edward atravessando a rua com a minha mochila e uma sacola branca com o que eu imaginava que era sua roupa suja.
Eu tinha passado a última hora e meia me aplicando em terminar a papelada que tinha sido negligenciada por Jessica quando saiu de férias e estava dando meu melhor para não me distrair com pensamentos do que aconteceria quando chegasse em casa.
Ele disse que precisava de mim. Eu não sabia em que forma ele precisava, mas as palavras mandavam arrepios pela minha espinha só de pensar nas possibilidades.
Eu não tinha conseguido terminar muitos papéis ao começar a pensar nisso. Não importava quanto eu tentasse me concentrar no relatório do que chegaria dos fornecedores na semana seguinte; tudo que eu conseguia pensar era no som de sua voz sussurrando em minha orelha, ou a maneira que ele tinha afastado minha blusa para beijar minha pele. Não tinha sido fácil me manter na cadeira até eu finalmente compreender a maior parte do que estaria vindo, mas de alguma maneira eu tinha conseguido.
E agora, eu não me precisava me distrair mais. Eu estava em casa, Edward estava cruzando a rua e nada mais importava além do que devia.
Rindo, eu balancei a cabeça para Edward e me inclinei dentro do carro para pegar minha bolsa antes de fechar a porta e esperar por ele, tremendo de leve quando o vento me surpreendeu, gelado, no rosto.
"Tinha alguma roupa suja, hein?" Eu perguntei, sorrindo quando ele me alcançou.
"Eu não tinha percebido que tinha usado tanta roupa já."
Ele riu e derrubou as duas sacolas no chão antes de pegar meu rosto entre as mãos, se inclinando para me beijar, seus lábios urgentes e famintos contra os meus enquanto ele me empurrava contra a caminhonete.
Eu suspirei contra seus lábios, deixando minha bolsa e chave cair no chão e erguendo as mãos para entrelaçá-las em seu cabelo.
Mesmo que eu tivesse aprendido a gostar de Alice, eu sentia falta disso. Sentia falta de estar completamente pressionada contra ele enquanto ele me assaltava com os lábios.
O pequeno espaço de tempo que eu tinha com ele de manhã antes de sair da cama não era nem perto de satisfatórios como senti-lo contra mim com sua boca firme contra a minha.
Eu senti os lábios dele se partirem sobre os meus e eu abri a minha boca, minha língua encontrando a dele enquanto suas mãos caíam do meu rosto até meus quadris, me puxando contra ele.
"Bella," ele sussurrou, quebrando o beijo para traçar um caminho de beijos pelo meu pescoço.
Eu coloquei minha cabeça para trás, colocando-a contra a caminhonete enquanto seus lábios continuavam o caminho pela minha garganta, sua língua passando junto maravilhosamente de vez em quando, me deixando louca.
Eu fechei meus punhos em seu cabelo enquanto ele voltava ao meu pescoço, as mãos dele apertando meus quadris.
"Hm?" Eu consegui grunhir, relaxando meus dedos para gentilmente passar as unhas em seu couro cabeludo.
Ele beijou um caminho até minha orelha, dando pequenos e leves beijinhos no lóbulo.
"Eu amo você," ele murmurou.
Eu congelei e ele parou de beijar minha orelha, colocando os lábios no meu pescoço e parando ali.
Ele tinha acabado...?
Oh meu Deus, ele tinha.
Certo
Eu não podia ter imaginado isso, podia? Parecia real – e era definitivamente a voz dele e não uma com a qual eu já tinha ouvido em meus sonhos. Eu não estava apenas querendo ou imaginando isso, certo? Soava real demais para ser um desses pedacinhos de imaginação. Ele estava muito parado e quieto para não ser real.
Eu estava apenas meio ciente de como meu coração estava acelerado ou da rapidez com que eu estava forçando o ar para dentro e para fora dos meus pulmões. Minhas mãos ainda estavam em seu cabelo, meus quadris pressionados com força contra os dele e seus lábios gentis contra meu pescoço.
E quando eu finalmente me convenci de que aquilo era, de fato, muito real quando a ponta dos dedos dele foram pressionadas com ainda mais força contra meus quadris, um sorriso lentamente formando-se nos meus lábios.
Ele havia dito aquilo. Havia dito que me amava. Ele me amava. Eu; chata, comum, ordinária, desastrada, Bella Swan.
Eu me senti flutuando; como se o mundo tivesse parado de se mexer e o vento frio e cortante que estava ao nosso redor tivesse cessado. Nós não estávamos mais parados do lado de fora da minha casa com uma tempestade de neve para comer ou sacolas de roupa para lavar aos nossos pés. Nós simplesmente estávamos e nada em toda minha vida tinha me feito sentir isso.
"Bella, se você não..."
"Você quis dizer isso mesmo?" Eu murmurei, o interrompendo e incapaz de tirar o sorriso que estava espalhado por todo meu rosto.
"Eu nunca mentiria para você," ela sussurrou, sua voz tremida.
Eu movi minhas mãos para pegar os lados de sua cabeça, forçando seu rosto para mim. Ele rapidamente desviou os olhos dos meus e eu tive que mordeu o lábio quando vi a linha dura na qual ele tinha fechado os lábios.
"Olhe pra mim, Edward. Olhe," eu repeti quando ele negou com a cabeça, "e diga de novo."
Seus olhos se voltaram para os meus e eu assisti sua boca relaxar quando ele encarou meus olhos.
"Diga de novo," eu murmurei, acariciando seu maxilar com meus dedos e engolindo em seco.
"Bella, é sério, se você não se sente assim, tudo bem. Sem culpa," ele disse rapidamente, sua voz quebrada.
"Se você realmente quis dizer isso," eu barganhei, meu tom de voz aumentando quando eu comecei a entrar em pânico, "vai dizer de novo."
Ele estava dando pra trás. Ele estava parado bem na minha frente, olhando diretamente nos meus olhos com sua mente a mil por segundo enquanto ele tentava retirar aquelas palavras que podiam mudar uma vida.
Eu o vi engolir com força e puxar uma respiração profunda enquanto apenas ficava parado, seus olhos impossivelmente tristes enquanto me encarava. Finalmente, sua boca abriu antes que ele a fechasse, virando o rosto em minhas mãos.
"Não é que eu..." ele começou devagar.
"Eu amo você," eu despejei, apertando meu maxilar. "Eu estou apaixonada por você, Edward, e, inferno, se você não disser isso de novo..."
Ele me cortou com os lábios, outra vez me prensando contra a caminhonete no pequeno espaço que eu não tinha percebido que tinha se formado, uma mão em cada lado do meu corpo.
Eu ergui uma perna até sua cintura, enterrando minhas mãos em seu cabelo de novo e gentilmente girando meus quadris contra os dele.
Ele gemeu de leve, afastando os lábios dos meus e respirando pesadamente enquanto olhava meus olhos.
"Eu amo você," ele ofegou, passando um braço pela minha cintura, me puxando para longe do carro e contra o corpo dele. "Eu amo você."
Eu ri sem fôlego, trazendo os lábios dele de volta aos meus e apertando os braços ao redor de seu pescoço.
"Eu amo você," ele repetiu, acentuando cada palavra com um beijo. "Eu vou dizer isso quantas mil vezes você quiser."
Eu ri de novo, lentamente colocando minha perna de volta no chão e mal controlando a vontade de sair comemorando na entrada de carros.
"Eu nunca vou querer que você pare," eu ofeguei, ainda rindo enquanto balançava a cabeça.
"Eu amo você, Bella," ele sussurrou, descansando a testa contra a minha e fechando os olhos.
Eu ri enquanto passava a mãos pelos cabelos dele, até os ombros e as restando no peito.
"Eu amo você," eu respondi, ficando na ponta dos pés e batendo nossos narizes.
Eu assisti o sorriso lentamente se formar no rosto dele enquanto seus braços apertavam-se ao redor da minha cintura, ele abrindo os olhos para encontrar os meus novamente.
"Eu nunca…" Ele respirou fundo e me beijou de novo antes de se afastar um pouquinho. "Eu nunca estive… Você é a única, Bella, e eu nunca vou querer mudar isso."
Eu queria gritar como uma garotinha e mal contive a vontade antes de atacar os lábios dele com os meus de novo, fechando meus punhos em sua camisa.
"E mesmo que eu fosse amar continuar com isso," ele começou, rindo baixinho e se afastando de novo. "Eu acho que vamos congelar se continuarmos aqui."
Ah, sim, claro. O vento continuava cortante ao nosso redor e o mundo continuava girando mesmo que eu tivesse esquecido ambos e se nós continuássemos fora por muito mais tempo, eu tinha certeza que perderíamos alguns dedos por conta de congelamento.
"Sim," eu ofeguei, assentindo enquanto largava sua camisa e dava um passo para trás. "Boa idéia."
Ele riu e beijou minha bochecha antes de se abaixar e pegar as duas mochilas do chão. Eu respirei fundo, me equilibrando e dando o meu melhor para não parecer uma idiota enquanto sorria para tudo ao meu redor e se inclinava para pegar minha bolsa e chave.
"Como estava o trabalho?"
Eu dei de ombros, inclinando minha cabeça para o lado enquanto caminhávamos até minha porta.
"É só trabalho. Angela ficou por uma hora depois de você sair e, por essa hora, a loucura tinha diminuído um pouco."
"Eu realmente gosto dela, Bella." Eu o encarei, encontrando-o sorrindo brilhantemente para mim. "Ela parece uma amiga muito boa para você."
"Ela é," eu assenti, sorrindo e colocando a chave na fechadura, abrindo a porta e deixando chaves e bolsa caírem no chão perto de mim.
Mesmo ver minha poltrona velha como único móvel da sala de estar não me deixou de mau humor. Eu estava flutuando e não dava a mínima se não tinha nada pra sentar enquanto esperávamos pela roupa lavar.
Eu tirei meu casaco, jogando-o sobre a bolsa e esperei que Edward fizesse o mesmo antes de começar a caminhar em frente a ele, nossos passos ecoando pela sala de jantar quase vazia enquanto passávamos por ela.
"O que você está com vontade de comer?" Eu perguntei, o levando pela cozinha para um canto perto da porta da garagem, abrindo duas portas para mostrar uma lavadora e uma secadora dentro.
"Por que eu não tenho um closet na cozinha?" ele fez bico, derrubando as sacolas no chão de novo.
"Eu sou mais legal que você." Eu dei de ombros, abrindo a tampa da máquina de lavar e gritando quando eu senti os braços dele na minha cintura, me erguendo e virando de modo que eu encarava a porta da cozinha. "Edward!"
"Eu acredito que, certa vez, eu estive em primeiro lugar em uma lista de pessoas mais legais do mundo," ele comentou, suas mãos perigosamente paradas no meu estômago.
"Não, essa lista era sobre eles pensarem que você era gostoso," eu expliquei, fingindo estar exasperada. "Acredite; em nenhum lugar se falou que você era mais legal."
"Então você leu, hm?" ele perguntou, arqueando as sobrancelhas.
"É claro que li," eu dei de ombros, mordendo o lábio para me impedir de sorris. "Aparentemente, te colocar como o mais gostoso só mostra que as pessoas são muito cegas."
"O quê?" ele protestou, os dedos dele se movendo no meu estômago e fazendo com que eu me contorcesse com cócegas. "Você não parece estar reclamando muito quando eu estou dormindo perto de você seminu à noite!"
Eu mordi meu lábio com ainda mais força para a imagem que ele tinha colocado em minha mente, e peguei seus antebraços, tentando escapar.
"Eu posso ser uma boa atriz quando preciso!"
"Ah, é isso," ele grunhiu, seus dedos passando pelo meu estômago, me fazendo gritar e chutar. "Isso é tão injusto!"
"Edward!" Eu ri, cravando minhas unhas nos braços dele. "Não, pare!"
"Não até você admitir que eu sou o cara mais gostoso do planeta!"
"Você está apelando, não acha?" Eu consegui ofegar, jogando minha cabeça contra o ombro dele e gritando de novo quando seus dedos passaram por minhas costelas.
"Você adora ser punida, não é?"
Eu parei de me mover mesmo que as mãos dele continuassem passando pelo meu estômago e fiz meu melhor para não gritar ou rir quando olhei para ele, meu peito arfando.
"Alguma vez te ocorreu," eu comecei, dando um pulinho quando as mãos dele alcançaram meus lados, "que eu gosto de ter as suas mãos sobre mim?"
Ele parou e eu assisti seus olhos escurecerem, me fazendo engolir com força enquanto ele me colocava de volta no chão e me virava completamente para encará-lo.
"E você gosta?" ele perguntou, a voz baixa e as mãos nos meus quadris por uma razão completamente diferente de minutos atrás.
Eu assenti, engolindo de novo enquanto corria lentamente minhas mãos pelo seu peito e as descansava nos ombros dele.
Aquela não era uma reação ruim, certo? Ele não faria nada daquilo se não gostasse… certo? Ele não podia estar fazendo cócegas só pra me ouvir gritar, poderia?
"Sim," eu disse, arriscando, respirando fundo.
"Bom, então," ele murmurou, acabando com o pequeno espaço entre nós e baixando a cabeça para tomar meus lábios nos dele.
Ah, não, definitivamente não era uma reação ruim.
Eu ofeguei um pouco quando suas mãos geladas tomaram um caminho pelas minhas costas, sob a blusa, seus dedos traçando minha espinha e ele aproveitando meu ofego para passar a língua pela minha.
Eu me inclinei, colocando minhas mãos uma em cada lado de seu pescoço e correndo meus dedos gentilmente pela garganta dele, movendo minha língua também. Ele passou as mãos pelo meu estômago, passando as costas dos dedos num movimento para cima e para baixo, enquanto os lábios tornavam-se urgentes contra os meus.
Certo, isso tinha que ser algo parecido com paraíso. O menor dos toques me deixava entre fogo e gelo ao mesmo tempo, deixando meu sistema nervosos maluco e me levando ao desespero de querer qualquer coisa que ele estivesse disposto a me dar.
Quando eu senti os dedos dele gentilmente se aproximando da borda do meu sutiã, eu gemi e arqueei minha coluna, silenciosamente implorando que ele continuasse. Eu não me importava o que ele estava fazendo ou planejando; eu só precisava que ele continuasse.
Eu movi minhas mãos do pescoço dele, lentamente as descendo pelo peito antes de erguer a camiseta dele e passá-las pelo seu estômago.
Eu o ouvi respirando fundo enquanto eu passava, de leve, os dedos pelos músculos até o peito dele.
Sim, certo, eu o tinha visto sem blusa todas as noites, mas existia algo completamente diferente na maneira que eu o sentia agora. Era como se cada centímetro dele fosse algo novo, como se eu não pudesse fazer isso sempre que quisesse.
Ele deu alguns passos para a frente, facilmente de pressionando contra o balcão e tirando as mãos de dentro da minha blusa. Eu protestei com a falta de contato e senti os lábios dele se curvando num sorrisinho. Bufei, pronta para me afastar e perguntar qual era o problema quando senti que ele estava subindo minha blusa, tirando-a.
"Abusado," eu murmurei, me afastando de leve.
"Posso?" ele sussurrou, parando o processo com a blusa pouco abaixo dos meus seios.
"Se eu quisesse que você parasse, eu diria antes," eu respondi baixinho, tirando as mãos da camisa dele e as erguendo no ar.
"Eu quero que você tenha certeza."
Eu baixei os braços, tomando o rosto dele entre as mãos e acariciando as bochechas.
"Eu amo você," Eu disse baixinho, meu coração quase saindo do beijo quando vi o rosto dele se iluminar. "Eu tenho certeza."
E com isso, eu ergui minhas mãos acima da minha cabeça e ele lentamente tirou minha camisa, jogando-a para o lado antes de passar os braços ao meu redor e me beijar de novo. Minhas mãos voltaram para baixo da camisa dele e as mãos dele subindo lentas – dolorosamente lentas, na verdade – pelas minhas costas, até os meus ombros, mal e mal tocando meus seios.
Exatamente quando os dedos dele começaram a se aproximar do meu sutiã, uma série de batidas altas e impacientes na porta da frente nos fez pular.
"Você deve estar brincando comigo," eu grunhi, ofegando enquanto me afastava dele.
"Acho que podemos ignorar?" ele murmurou, enterrando a cabeça no vão do meu ombro e beijando meu pescoço.
Eu tremi, jogando minha cabeça para trás enquanto a boca dele descia pela minha garganta em direção ao meu peito.
Ah, Deus, sim, se ele continuasse, eu podia ignorar o mundo inteiro explodindo em fogo.
Mas a pessoa do outro lado da porta tinha outros planos, aparentemente, começando a bater de novo. Mais alto e com mais vontade.
"Merda," ele grunhiu, se afastando e correndo a mão pelos cabelos.
Eu queria chorar quando o ar gelado bateu na minha pele, infinitamente irritada e puta enquanto me inclinava para recuperar a blusa e a colocava de volta.
"Eu vou matar quem quer que esteja do outro lado e nós poderemos continuar," eu conclui, puxando meu cabelo da gola da blusa.
"Não mate," ele riu de leve, se inclinando para me beijar outra vez. "Eu não quero passar o resto da noite na cadeia tentando pagar sua fiança."
"Eu posso só machucar, então?"
Ele deu de ombros e sorriu de lado, assentindo. "Não vejo porque não."
"Certo, então."
Eu o beijei de novo antes de caminhar até a sala de estar, meus olhos fixos na porta da frente quando a alcancei e abri.
Eu não me importava se fosse Angela ou Rosalie – eu iria sem dúvidas arrancar os braços dela por interromperem o que eu havia começado na cozinha.
Minha respiração se prendeu na garganta e minha visão ficou e vermelho quando vi Jake.
Machucá-lo não seria o bastante para o que eu queria fazer.
"O que diabos você quer?" Eu grunhi, minha mão se apertando ao redor do trinco que eu ainda segurava.
"Eu tentei te ligar pelo menos dez vezes durante a última semana, Bella," ele resmungou, os olhos estreitados na minha direção. "Eu vim pegar o resto das minhas coisas da garagem."
"Você não podia esperar que eu ligasse de volta?"
"Então você está me evitando?"
"Eu nem sabia que você tinha ligado."
"Eu deixei pelo menos cinco mensagens, Bella! Você não pode dizer que não as recebeu!"
Eu pisquei. Nem tinha me preocupado em checar a secretária para ver quem tinha ligado. Eu havia estado tão ocupada em passar a maior parte do tempo com Edward enquanto eu podia que pequenas coisas como retornar as ligações de quem havia telefonado nem tinham me ocorrido.
Até agora, é claro, quando era tarde demais para fazer algo.
"Eu estive ocupada," eu finalmente respondi, torcendo o maxilar.
Ele me estudou cuidadosamente, arranhando os dentes juntos antes de assentir uma vez, como se aceitasse minha desculpa.
"Eu vejo que ele ainda está aqui. Passando todo seu tempo com ele?" ele acusou, apontando com o dedão para a casa de Edward.
"Não te interessa mais, Jake. Eu vou abrir a porta da garagem," eu respondi, ajeitando minha postura. "Você pode entrar por lá."
"Me deixe entrar por aqui, Bella." Ele rolou os olhos, tentando abrir a porta. "Só tem mais umas coisinhas que eu preciso."
"Entre pela porta da garagem, Jake," eu respondi irritada, empurrando a porta. "Eu vou abrir a porcaria da porta."
"Ele está aqui, não é?" ele perguntou, os olhos se arregalando e a boca entreaberta. "Você está com ele aqui."
"Não. Te. Interessa. Mais," eu retruquei, meus olhos estreitados em irritação. "Você perdeu o direito de saber qualquer coisa pessoal sobre mim."
"Não levou muito tempo para você atacá-lo, né? Eu estava certo? Você não estava só falando com ele, não é? Você provavelmente estava envolvida com ele o tempo todo, não estava?"
"Eu nunca te traí, filho da mãe. Eu nunca teria feito isso com você."
"Bom, o inferno, certamente não levou tempo para você se recuperar, né?"
"Se você não tivesse sido tão pau no cu, talvez tivesse levado mais tempo!"
"Então você está com ele!"
"O que isso te importa?" Eu gritei, batendo meu braço contra a perna. "Você que me deixou!"
"Exatamente por essa razão, Bella!" Ele ficou na ponta dos pés, olhando para dentro da casa. "Hey Cullen! Você sabe aquilo que ela faz com a língua? Eu ensinei isso a ela!"
Meus olhos se arregalaram e eu o empurrei, apenas meio satisfeita que ele tinha tropeçado alguns passos para trás.
"O que diabos está errado com você?" Eu gritei antes de tentar bater a porta.
Mas as mãos deles estavam lá, uma batendo contra a madeira e a outra abaixo do meu pescoço enquanto ele me empurrava para dentro da casa, me forçando até a sala de estar.
Eu entrei em pânico, de repente tendo dificuldade de respirar enquanto Jake me encarava, seus olhos duros e a ponta dos dedos se movendo sobre a minha pele.
Ele nunca tinha me batido, mas eu não duvidaria que ele começaria agora. Eu nunca tinha o visto descontrolado, quase maníaco, como ele estava agora, e ele nunca tinha sido agressivo comigo.
Antes que eu pudesse compreender o que estava acontecendo, Jake estava do outro lado do cômodo, batendo contra meu único abajur, e eu estava segura nos braços de Edward.
Eu passei meus braços pela cintura dele, enterrando minha cabeça em seu peito enquanto puxava uma respiração, fechando meus olhos com força e os punhos nas costas da camisa dele.
Eu não sabia de onde ele tinha vindo, mas não me importava. Ele estava me abraçando e me deixando segura.
"Não toque nela", a voz dele era baixa e definida, um pouco de ameaça no tom. "Essa é a casa dela; você não vive mais aqui."
"Eu imagino que você vive," Jake acusou, ofegando enquanto se levantava.
"Como Bella disse antes, não te interessa. Ela disse que iria abrir a garagem para você pegar suas coisas e ir embora. Não há nada que você precise aqui."
"O que você sabe? Você não sabe nada sobre ela, Cullen, e ela não merece seu tempo. Faça um favor a você mesmo e vá embora."
Meus braços se apertaram ao redor de sua cintura ao mesmo tempo em que os braços dele me puxaram para mais perto pelos ombros, meu nariz enterrado em seu peito.
Eu não podia pensar em nada disso agora – meu ex-namorado falando para meu namorado para me deixar quando eu ainda podia sentir a mão dura e irritada dele no meu pescoço não era algo com que eu queria lidar agora.
O que eu podia lidar, entretanto, era que Jake você pro inferno longe da minha casa, então eu podia tentar salvar o que ainda teríamos da nossa noite.
"Pegue a merda das suas coisas," eu rosnei para Jake. "Pegue tudo e me deixe em paz."
"Não," Edward começou quando Jake abriu a boca, "diga mais nada a ela a menos que você queira sair pela janela."
Edward simplesmente apontou a janela da frente perto de onde Jake estava parado, mantendo os olhos nele e os braços ao meu redor.
Eu engoli em seco quando Jake estreitou os olhos de novo, focado em Edward enquanto ele abria e fechava os punhos.
"Você vai se arrepender por não deixá-la enquanto pode, Cullen; acredite em mim."
Com isso, ele passou por nós e eu ouvi a porta que levava a garagem abrir e fechar com uma batida alguns segundos antes da porta da garagem começar a subir.
E antes que eu pudesse sequer tentar voltar a respirar, as mãos de Edward estavam no meu rosto, na minha garganta e seus dedos correndo pelo ponto onde a mão de Jake tinha tocado minha pele.
"Eu estou bem," eu disse baixinho, tirando as mãos dele do meu pescoço antes de passar os braços pela cintura dele e abraçá-lo apertado.
"Você pode estar," ele ofegou, colocando o rosto no vão do meu pescoço, "mas eu não."
Eu fiz carinho nas costas dele, respirando fundo enquanto ele me segurava.
"Obrigada por…" eu comecei, respirando fundo e o encarando.
As mãos dele restaram no meu pescoço, seus dedos gentis na minha garganta e seus olhos procurando em meu rosto por qualquer sinal de machucado.
"…vir me ajudar," eu terminei, tentando dar um sorriso.
Ele bufou, rolando os olhos e colocando as mãos no meu cabelo, passando-as por ele até minhas costas e parando em minha cintura.
"Se você pensou por um minuto que eu o deixaria," ele balançou a cabeça, se inclinando e colocando a testa contra a minha, fechando os olhos, "que eu o deixaria te tocar, te machucar…"
Ele pausou dessa vez, lentamente balançando a cabeça. Eu coloquei minhas mãos trêmulas em seu cabelo, dando um passo à frente e passando os braços por sua cintura, o puxando contra mim enquanto ele se inclinava ainda mais para colocar o queixo no meu ombro.
"Eu amo você, Bella," ele sussurrou na minha orelha, beijando meu pescoço e descansando o queixo novamente em meu ombro.
Eu retirei as mãos de sua cintura, passando-as pelo pescoço dele e enterrando o rosto em seu peito, respirando fundo e me lembrando que isso – Edward, eu, aqui agora – era real. Tudo que eu sentia era mais real e sólido e forte do que qualquer coisa que eu tinha sentindo por três anos com Jake.
O que nós tínhamos era tudo que eu tinha sonhado, e eu não deixaria alguém como Jacob nos desanimar ou separar.
"Eu amo você também," eu murmurei de volta, dando um beijo sobre o coração dele.
Nós ficamos daquele jeito por mais alguns minutos, abraçados apertados juntos e ouvindo tudo que pudesse soar fora do comum na garagem, antes de eu finalmente me afastar e dizer a ele que precisava ir lá.
Me levou quase vinte minutos para convencê-lo de que eu realmente precisava ir e ter certeza que Jake não estava sabotando a máquina de retirar neve apenas para me infernizar e ele apenas concordou se eu deixasse a porta da cozinha aberta para que ele pudesse ouvir qualquer coisa que Jacob não devia dizer para mim.
Jacob estava jogando ferramentas, parte de motos e outras coisas aleatórias que eu nem sabia que estavam ali no compartimento lateral de sua moto enquanto eu estava parada no degrau superior, meus braços ao meu redor.
Ele me encarava o tempo todo, mas não disse mais nada. Levou quase uma hora até que tudo que ele aparentemente precisava estivesse amarrado com segurança na moto e ele subisse nela, me ignorando enquanto ele dava partida e sumia rua abaixo.
Eu nem mesmo me importava como ele tinha chegado, em primeiro lugar, e rapidamente fechei a porta da garagem, me virando para voltar para dentro da casa e para os braços de Edward.
Ele fechou a porta da cozinha atrás de mim, acalmando o frio que eu nem tinha idéia que havia me dominado enquanto corria as mãos pelas minhas costas para me esquentar.
"Que tal lavarmos roupa suja?" ele perguntou baixinho quando eu finalmente comecei a esquentar.
Meus lábios se curvaram e não demorou até que eu começasse a gargalhar, enterrando meu rosto em seu peito e passando meus braços ao redor de sua cintura.
A noite tinha apenas parcialmente sido desviada do que eu queria, e eu tinha certeza que Edward não planejava aquilo quando tinha entrado na casa comigo, mas apenas um questionamento bobo como aquele dele já era capaz de me fazer parar de me preocupar e começar a dissipar a tensão do meu corpo.
Depois de tudo, ainda éramos apenas nós dois. E nós ainda estávamos juntos; ele continuava me amando e me querendo e não existia sentimento melhor no mundo.
