Abriu os olhos com dificuldade, a exaustão em seu corpo era demasiada. Mas também era apenas cansaço, mesmo sabendo que deveria estar com um corte profundo em seu corpo. Observou ao redor, estava na enfermaria do colégio. Suspirou, aquele lugar logo se transformaria em seu quarto daquela forma. Ouviu a porta se abrindo e levantou a cabeça, seus pais entraram, o olhar de Kushina nublado pelas lágrimas. Sentiu um aperto no peito, sabia que havia sido muito idiota em se arriscar daquela forma, porém não queria mais ninguém se machucando:

- Okaa-san... - sua voz soou distante.

Sua mãe parecia não ouvir, ela apenas se sentou e acariciou seu rosto. Foi com esse ato que se levantou assustado, pois a pequena mão feminina passara por si como se não existisse. Olhou para a cama assustado, constatando o que não parecia real: ele estava ali, deitado e inconsciente:

- Isso só pode ser brincadeira... - bufou.

Viu Kurama entrar no quarto e se deitar ao lado do corpo, quando os olhos vermelhos voltaram-se em sua direção, teve certeza de que ele o enxergava. Sorriu, ao menos sua raposa não o trataria como um fantasma:

- Pensando por esse lado... - coçou o queixo confuso - Eu morri?

- Não gaki... - a voz do guardião o alcançou - Está em coma...

Deixou a cabeça cair para o lado. Que ótimo, coma!

A porta se abriu novamente e Sasuke entrou, as olheiras em seu rosto eram a prova de que não havia descansado ainda, todavia, sua expressão não demonstrava emoção alguma. Um arrepio percorreu seu corpo ao imaginar o quão irritado o Uchiha deveria estar com ele.

Sentou na ponta da cama, observando a família e o namorado. Voltou o olhar para seu próprio corpo, estava mais pálido do que seria o normal, as faixas que cobriam seu corpo estavam encharcadas de sangue, sua regeneração não funcionara:

- Por que não se fechou?

- A Maldição impede... - Kurama deitou-se no travesseiro.

Bagunçou os fios louros. De quem fora a genial ideia de criar uma maldição? Suspirou derrotado, quebrar a cabeça com algo que não podia mudar de nada adiantava. Levantou-se e saiu do quarto, decidido a dar uma volta pelo campus, talvez pudesse ver se houvera consequências da luta.

Fechou os olhos, não conseguia mais observar o louro daquela forma, tão quieto e mórbido. Passou a mão pelo rosto, sentindo a pele úmida por lágrimas que nem percebera. A raposa ao lado de Naruto observava a porta, como se visse alguém ali, embora soubesse que não havia. As únicas presenças na enfermaria era dos Uzumakis e a sua própria, mesmo o Kyuubi parecia não ter nenhum resquício de vida.

Conhecia os poderes de regeneração das raposas, não entendia por que o corte não se fechava. Seu pai também, aquele velho desgraçado, fizera muito profundo. A intenção de matar era nítida no olhar sanguinolento do patriarca, o mesmo sendo velado pela sua mãe e Itachi em outro quarto dali. Sabia que Naruto não iria lidar muito bem com o fato de ter matado alguém, por isso que precisava pensar em uma forma de o acalmar.

Aproximou-se da cama, sentia o olhar de Minato em suas costas, a versão adulta do louro tentava consolar Kushina, que parecia não conseguir parar de chorar por nada. Levou a mão ao rosto do namorado, a tez estava pálida e um tanto fria, porém o movimento do tórax era sinal de vida. Acariciou a pele macia, contornando com os dedos cada cicatriz em seu rosto, levou a mão aos lábios fechados, estavam rachados, mas nem por isso menos provocativos.

Encostou sua testa na do louro, sentindo a fraca respiração bater em seu rosto. Uniu os lábios em um singelo selinho, deixando-se ficar assim por alguns instantes, contendo a vontade desesperadora de chorar, o medo de o perder voltando:

- Usuratonkachi... - sussurrou.

- Usuratonkachi... - a voz rouca se fez ouvir.

Virou-se para o cômodo do qual acabara de sair, Sasuke havia o chamado e, naquela palavra, pode sentir o quão sem chão o moreno estava. Meneou a cabeça lentamente e voltou a andar observando ao redor, nunca parara para perceber em como a enfermaria era grande. Ouviu soluços baixos ali perto e caminhou até uma porta entreaberta. Respirou fundo e passou pela madeira maciça, perto da cama estava Mikoto, a matriarca Uchiha chorava, segurando entre suas mãos as do marido. Ao seu lado, Itachi observava em silêncio, massageando um dos ombros da mãe.

Engoliu em seco e se aproximou do leito, encontrando Fugaku já sem vida, a palidez tomando conta de seu corpo, enquanto o buraco que a flecha causara estava enfaixado. Voltou o olhar para o chão, não tivera a intenção de o matar e, aquela cena diante de si, apertava-o o peito:

- Gomenasai... - murmurou.

Deu meia volta e se retirou, ansiando por um pouco de ar fresco. Quando alcançou a porta, deparou-se com Tsuki e Taiyoo montando guarda. Suspirou ao notar os olhares das raposas voltados a si, ao que parecia Kurama não era o único que o via. Passou por eles, sentindo os raios de sol em seu rosto. Deveria ser próximo das 15:00 horas, a multidão de alunos que visualizava próximo dos dormitórios era uma prova de que ainda era sexta-feira.

Cada passo seu era repleto de incertezas, embora ninguém parecia ser capaz de o ver, temia que isso não pudesse ser de todo verdade. Reparou na cabeleira ruiva de Gaara próximo ao quiosque de lámen, algo em seu interior o fazia crer que o amigo o procurava. Embora, justo no quiosque de lámen? Isso era mais do que uma afirmação de que estava à sua busca.

Seguiu pelo caminho que dava à floresta, percebendo em como parecia não existir vida ali próximo. Os povos da mata choravam, ele sabia, escutava. Afastou alguns galhos que caíram impedindo a passagem e adentrou em meio ao verde. Podia sentir o cheiro de sangue ainda fresco, embrulhando-o o estômago. Seguiu seu olfato chegando ao local onde reconhecia as marcas de luta. A poça de sangue ainda brilhava no chão coberto de folhas, seu sangue vermelho misturando-se ao negro do Nekomata:

- Negro hm? - tocou no líquido sentindo a textura - Então é verdade o que dizem sobre o ódio em nosso sangue...

Olhou ao redor e deixou-se deitar sobre as folhas secas. Aos poucos, os sons da floresta voltavam, deixando-o sonolento. Os olhos cerúleos fitavam os raios de luz que conseguiam atravessar as copas das árvores, tudo ali parecendo um cenário de conto. Talvez dormir um pouco não o fizesse mal.

xxxx

Já estava ficando impaciente, desde que o Uzumaki saíra de cena, não dera mais as caras. Isso o preocupava, sentia como se houvesse algo de errado. Observou mais uma vez ao redor, não havia um único sinal do louro entre os visitantes:

- Kuso...

Também não vira mais os irmãos Uchiha, sinal de que alguma coisa realmente acontecera. Sentou em um banco próximo ao auditório e fechou os olhos, sua cabeça doía de tanto pensar e a barulheira daquelas crianças não ajudava. Um movimento ao seu lado chamou atenção, encarou Sai que observava tudo sem nenhuma emoção. Como ele podia estar tão calmo se o melhor amigo estava desaparecido?

Suspirou antes de deitar a cabeça em seu ombro, sentindo a mão pálida bagunçar seus fios ruivos. Percebia em como o outro estava trêmulo, sinal de que não estava tão tranquilo quanto aparentava:

- Ele está na enfermaria... - a voz do moreno saiu fraca.

- Nani? - arregalou os olhos.

- Uchiha Fugaku tentou o matar... - o afago em sua cabeça parou - Naruto está em coma...

Levantou-se em um salto e saiu correndo, sendo seguido calmamente por Sai. Avistou o vulto de Itachi por uma das janelas da enfermaria antes de adentrar o prédio atrás do amigo. Ao passar por uma das portas, percebeu os longos cabelos vermelhos de Kushina, voltou e entrou no quarto deparando-se com o Uzumaki adormecido e a raposa ao seu lado, lambendo-lhe o rosto:

- Naruto?...

xxxx

As pálpebras se abriram, as safiras ainda nubladas pelo cochilo que tirara. Ouvira a voz de Gaara também, ele e Sai já tinham conhecimento do que ocorrera. Não podia negar que era uma experiência interessante a do momento, vagar por aí como um fantasma enquanto seu corpo repousa em um leito. Porém, será que existia um limite para a distância que poderia percorrer? Era algo a se testar, se não fosse pelo medo das consequências que causaria:

- Kurama?

- O que foi, criança? - ao menos seu guardião o ouvia de longe.

- Quem foi o baka que criou a maldição?

Um instante de silêncio tomou a floresta, a raposa deveria estar pensando em sua pergunta, indagando-se se seria correto lhe dar uma resposta satisfatória:

- O primeiro mutante...

- Hm... - estendeu sua mão pegando uma folha dançante no ar - Ele sofreu de alguma paixão platônica para lançar algo assim?

- Dizem que sua família não sobreviveu à radioatividade... - uma risada rouca tomou a raposa - E a adolescente, por quem se apaixonou, foi assassinada sob seus olhos...

Passou a mão pelo rosto, quase batendo em sua própria testa. Por que era sempre coisas desse tipo que causavam tantos problemas? Levantou-se com esforço, estava se sentindo mais cansado do que antes e imaginava que isso se devia ao tempo longe do seu outro eu.

Olhou uma última vez para o ambiente da luta, os sangues agora eram um só, numa tonalidade de vinho. Caminhou devagar, as mãos no bolso da calça. Um forte vento tomou a floresta quando estava saindo, bagunçando mais ainda os fios dourados. Sorriu apreciando o frescor que causara, tomando a direção da enfermaria novamente.

Estava quase voltando à área do colégio quando dois visitantes passaram por si, ambos em direção de onde viera. Isso o fez gelar e virar-se para trás, temendo que entrassem na floresta e vissem os resquícios do que houvera. Os garotos se aproximavam cada vez mais do limite, enquanto olhava o chão, tentando pensar em algo para os impedir:

- Ah! Um muro! - ouviu a voz infantil.

- Que chato! Vamos voltar...

Levantou a cabeça surpreso, constatando que realmente surgira um muro delimitando a floresta. Riu aliviado, aquilo só poderia ser coisa do Ero-sennin. Voltou ao percurso que tomava, observando a movimentação do evento.

Deixou o quarto onde o cadáver de Fugaku estava e se encostou na parede, deixando-se deslizar até o chão. Passou as mãos pelos fios negros, o olhar vago observava o nada. As coisas pareciam desmoronar ao seu redor, seu pai estava morto e seu namorado em coma. Para ajudar, nada do que faziam parecia ser capaz de o acordar ou dar qualquer sinal de consciência.

A única coisa que parecia estar voltando aos eixos era a relação de Itachi com o clã, com o falecimento do patriarca, a liderança dos Nekomatas ficaria com o irmão. Possuía certeza que ele realizaria uma aliança com os Kyuubis, o que facilitaria as coisas para si depois que Naruto voltasse:

- Dobe...

Vira o Sabaku entrar junto de Sai antes, não queria voltar para perto do louro antes de eles saírem.

Logo seria o encerramento do evento e os alunos seriam liberados para as semanas de férias que abrangiam o natal. Ouvira Minato e Jiraya conversando, levariam o Kyuubi de volta para o clã e, dependendo da situação, ele não voltaria ao colégio. Apenas em pensar que talvez não o visse novamente, sentia um aperto no peito.

Possuía consciência da tradição do Clã Kyuubi, no entanto, afastá-los por que o moreno não possuía um guardião, não parecia certo. Naruto dissera que o amava! Iriam mesmo o tirar dele? Deitou a cabeça nos braços, os ônix fechados. Estava cansado, porém a única vez em que tentara cochilar, a imagem do namorado indo ao chão inundara sua mente:

- Droga... - murmurou - Acorda dobe...

Sentia o olhar das raposas o observando da porta, porém simplesmente não ligava para mais nada.

Tentou afagar os fios negros, sabendo que não teria sucesso. Seus dedos simplesmente passavam pelo cabelo como se este não existisse. Sentou ao lado do moreno, em nenhum momento os olhos azuis desviando do rosto oculto do namorado. Desejava que ele fosse capaz de o sentir, talvez o ouvir, porém isso parecia impossível.

Um movimento da porta do quarto onde estava chamou sua atenção, Gaara saia junto de Sai, o mesmo envolvendo a cintura do ruivo com um dos braços. A expressão facial de ambos, embora o amigo de infância quase não demonstrasse emoções, provava que não se encontravam muito diferentes do Uchiha. Saíram da enfermaria, deveriam estar indo ajudar com os preparativos de encerramento e, talvez, avisar os demais do seu estado:

- Né Kurama... - chamou - Será que irei acordar?

Ouviu um rosnado baixo vindo do quarto e logo a raposa saiu de lá, aconchegando-se perto de Sasuke. O mesmo, reparando no animal, afagou suas orelhas devagar enquanto o louro apenas observava. Os olhos vigilantes do guardião não desgrudavam dele e, novamente, Kurama parecia pensar na resposta:

- Dependerá do filhote Uchiha, criança...

- A lua, não? - suspirou.

Observou o rosto do Nekomata, que agora olhava para a raposa. Os olhos ônix estavam mais brilhantes do que o normal, resultado das lágrimas que não quisera derramar. Parecia muito cansado, porém Naruto arriscava em dizer que não conseguia dormir pelas lembranças de algumas horas atrás. Sentiu a vontade de o tocar, o abraçar e dizer que estava tudo bem, todavia balançou a cabeça, afastando esses sentimentos, pois não se realizariam no momento.

Levantou-se, deixando o guardião sob o carinho de Sasuke enquanto ia para o quarto. Seus pais ainda estavam lá, junto deles, Mikoto e Itachi, que pareciam já estar de saída, pois as mulheres se abraçaram fortemente. Suas mães eram próximas? E desde quando? Inclinou a cabeça confuso com a cena, mas logo voltou sua atenção para seu corpo, ao que parecia alguma enfermeira trocara as faixas em seu torso. Sentou-se em outra cama que havia no cômodo, preso ao olhar de Kushina, sem vida, tão diferente da face alegre que ela sempre mantinha. O Namikaze não estava muito diferente, todavia, tentava se mostrar mais forte, sendo necessário que servisse de apoio à esposa:

- Amanhã ele voltará ao Clã, quem sabe... - a voz do seu pai encheu o quarto.

- É a maldição, Minato, a maldição...

A ruiva parecia certa do que dizia, o que resultou em um suspiro do mais velho. Naruto sorriu minimamente, sua mãe sempre enxergava a verdade nas coisas, por mais péssima que pudesse ser. Bagunçou os cabelos, então estaria indo para casa e, se bem conhecia os Kyuubis, não voltaria para as aulas após as férias de inverno. O que causava um impasse: se acordar ou não dependia de Sasuke, como fariam se estivessem separados? Seu clã nunca aceitaria um Nekomata em seus territórios e, mesmo que Itachi assumisse a posição de líder, uma paz entre eles parecia ainda distante demais:

- As coisas estão se complicando! - riu sem vontade.

Um movimento na porta chamou sua atenção, o Uchiha voltara para perto de seu corpo, acariciando seu rosto. Em nenhum instante, os pais desgrudaram o olhar dele, seu pai mesmo ainda parecia desconfiado do moreno, mas o mesmo não se importava. Depositou um beijo em sua testa e voltou o olhar sem vida a sua mãe, os ônix dando lugar ao vermelho sangue:

- A maldição... - um trovão soou lá fora - Ela realmente existe?

- Hai, querido...

Um raio cortou os céus, produzindo sombras de todos ali no chão. Até mesmo a sua havia criado forma na parede, o que parecia ter assustado os outros três. Ótimo, não o ouviam nem o enxergavam, mas a sua sombra sim? Que brincadeira de mau gosto!

O silêncio preencheu o quarto, todos tentavam entender o que acontecera ali. Nem mesmo perceberam a entrada de Kurama, até que esse se sentou ao seu lado na cama ao invés de deitar perto de seu corpo:

- Minha raposinha...? - sua mãe parecia incerta em o chamar.

Desejou que um novo raio caísse, o que não demorou a acontecer para seu alívio. Observou sua sombra, o sinal de positivo que fazia com a mão refletido na parede. Ouviu um soluço e voltou o olhar para Kushina, abraçada ao marido, derramando novas lágrimas. Seu pai parecia atônito demais para fazer ou falar qualquer coisa, limitando-se a acariciar os fios ruivos enquanto olhava assustado em sua direção.

Sasuke deu um passo para perto de si, podia ver em seu olhar que não sabia se acreditava ou não, que possuía dúvidas se aquilo não fora apenas uma ilusão da mente sofrida de todos. Viu ele parar no meio caminho, olhando de uma cama a outra, perdido em meio a tudo aquilo:

- Naru... - a voz rouca sem muita firmeza - Eu vou tentar quebrar a maldição...

- Teme... - queria tanto que ele o ouvisse.

- Então, me aguarde! - os olhos vermelhos transmitiam confiança.

Mesmo a matriarca se acalmou com aquelas palavras, olhando para o que seria seu genro, direcionando-lhe um fraco sorriso. Sabia que sua mãe tinha confiança em Sasuke e na perseverança dele, ela tinha consciência de que ele era o único que poderia reverter a situação.

Situação essa que ele mesmo se metera. Resmungou para si mesmo, se não houvesse se distraído com o olhar do Uchiha naquela hora, Fugaku não o teria atingido. Consequentemente, nada daquilo estaria ocorrendo no momento. Fechou os punhos com força, as safiras cerradas, sentia-se péssimo, estavam todos sofrendo por sua culpa, por seu egoísmo em não aceitar ajuda de ninguém, querendo lidar com o passado sozinho:

- Sou realmente horrível... - trincou os dentes.

- Concordo, gaki... - a risada de Kurama preencheu sua mente.

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Os últimos visitantes saíram pelo portão, proporcionando a todos os alunos um suspiro de alívio. Aquela semana, com certeza, havia sido exaustiva para o colégio inteiro; as férias seriam mais do que merecidas. Em meio a multidão de adolescentes que se formara em frente a entrada, Gaara procurava por Hinata. Sabia que ela andara procurando o Uzumaki tanto quanto si, então precisava contar o que acontecera, antes que boatos vazassem.

Avistou os longos cabelos azulados próximo a uma árvore e correu antes que ela sumisse, arrastando consigo o namorado. Sai, por sinal, não estava nem um pouco satisfeito em sair sendo puxado daquela forma, porém aquele ruivo o desarmava completamente:

- Hinata!

A garota voltou-se aos amigos e seu peito se apertou ao ver o olhar de ambos, tinha algo de errado. Olhou ao redor procurando pelo louro, para ver se estava com eles, mas não havia nenhum sinal dele:

- O Naruto-kun? - perguntou receosa.

Antes que Gaara pudesse responder, Kiba surgiu ao seu lado, pela respiração entrecortada, dava a entender que viera correndo ao os avistar. Atrás do Inuzuka, também se aproximavam Sakura e Suigetsu, seguidos por Neji. O grupo estava todo reunido, o que era bom, pouparia-o de ter que ir atrás dos demais. Embora a visão da Haruna em nada o agradasse:

- Naruto está em coma... - soltou de uma vez.

- Co... Coma? - Hinata se apoiou em Kiba.

- Como assim, Sabaku? - o Hyuuga mais velho parecia não acreditar.

- Uchiha Fugaku tentou o matar, está com um corte fora a fora no torso e a regeneração dos Kyuubis não está funcionando...

Observou a morena sentar-se no chão, ele mesmo não estava em uma situação muito diferente. Sai massageava seu pescoço, percebendo a tensão que sentia, enquanto o Inuzuka juntava-se à amiga, puxando-a para um abraço. Sakura e Neji trocaram olhares, o que não passou despercebido para si e, pelo que percebera, para Suigetsu também, porém não queria confusões naquele momento.

Ficaram daquela forma por minutos, sem certeza de quantos, pois já perdera a noção do tempo. A Hyuuga fora a primeira a voltar a si, levantando-se decidida:

- Vamos na enfermaria... - a voz suave estava decidida.