Disclaimer: Edward e Bella assim como os outros personagens, pertencem à Stephenie Meyer e sua saga Twilight, mas esse Edward, Alice e Bella que começaram criança, passaram pela adolescência e que agora são adultos, mas continuam sendo sempre minhas crianças, pertencem a mim. Respeitem por favor, e lembrem-se, plágio é crime!

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Oi gente... não, não é miragem. Esses dois voltaram! Bem, vou deixar para falar mais lá embaixo, mas sugiro que por favor ouçam as músicas, principalmente a segunda, para entrar no clima. Ah, outra coisa, como eu tinha alertado no início dessa fic, estou mudando a classificação para M. Este capítulo contém cenas adultas, então para quem não gosta de ler esse tipo de coisa, sugiro que pule este capítulo, ok?

Ah, o capítulo não foi betado, embora eu tenha lido um milhão de vezes, então por favor, caso tenha algum erro, por favor desconsiderem e me avisem para eu consertar, ok?


Descobertas e confissões

BPOV

- Já posso abrir os olhos? – perguntei pelo o que deveria ser a milionésima vez nos últimos minutos.

- Não! – Alice gritou, dando um tapinha em minha mão, como se minha mão e meus olhos tivessem alguma relação entre si, tirando o fato de ambos serem meus.

O silêncio no cômodo estava me deixando nervosa. Apesar de bailarina e de dançar diante de plateias lotadas, no dia a dia eu odiava ser o centro das atenções como eu sabia que estava sendo agora. Eu podia apostar que Alice, Rose, Esme e Renée estavam todas olhando para mim. Eu podia sentir isso, mas nenhuma delas dizia uma palavra sequer, o que estava me deixando uma pilha de nervos.

- Droga, Alice. Maldita hora que eu deixei você fazer o meu vestido de noiva. E ainda por cima de surpresa.

Pude ouvir o "humpf" vindo de minha cunhada e amiga enquanto finalmente ouvia as outras mulheres no cômodo rirem.

- Quero só ver se você vai ousar dizer isso depois que vir a obra prima que eu criei para você.

- Alice tem razão, Bella. Você está linda – Rose disse um pouco à minha direita.

- Minha bebê vai casar! – Ouvi Renée gritar e pelo tom de voz eu pude perceber o quanto ela estava emocionada.

- Mãe... – disse um pouco desesperada. Se Renée começasse a chorar agora, logo eu teria que lidar com um quarto cheio de mulheres chorando.

- O quê? Minha única filha vai casar. Eu tenho direito de ficar emocionada.

- Vem, Bella, deixa eu te ajudar a tirar o vestido. E aí você pode finalmente abrir os olhos – Alice disse, segurando minha mão, para me ajudar a andar.

- O quê? – gritei ao meu dar conta do que ela tinha acabado de dizer. – Eu não vou ver ele hoje?

- Claro que não.

- Alice, daqui a pouco o Edward vai ver esse vestido antes de mim – respondi fazendo um biquinho, enquanto sentia o tecido suave sendo retirado do meu corpo.

- Não seja boba, Bella. É claro que você vai ver o vestido antes do meu irmão.

- Quando então?

- Quando você estiver pronta para ir para o altar. Amanhã.

- Argh. Você é impossível Alice Cullen.

- E você me ama.

- Nunca diria o contrário.

- E eu também te amo, mesmo você tendo me abandonado por quatro anos. – E dizendo isso ela me puxou para um abraço, sendo seguida por Rose, Esme e Renée.

Apesar de eu já ter voltado para Nova York há pouco mais de um ano, esse ainda era um assunto delicado. Principalmente para Alice. Não foi fácil reconquistar a baixinha.

Flashback

Trilha: Camouflage - Selena Gomes

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- Edward, eu não acho que essa seja uma boa ideia. Eu vou para o hotel e você passa lá mais tarde. – Repeti, mais uma vez, durante nosso café da manhã improvisado, que ele preparou para nós rapidamente depois que fomos pegos por seus funcionários, adormecidos no balcão da cozinha do Bella Cuccina.

- Mas por que não Bells? – ele perguntou passando a mão nervosamente pelo cabelo. – Aliás, por que você está em um hotel?

- Onde mais eu estaria? – perguntei confusa. – Ainda preciso encontrar um apartamento para alugar. Resolvi voltar um pouco em cima da hora e não tive tempo de ver isso.

- Tá, depois a gente conversa sobre isso – ele disse como se fosse algo sem importância. – Agora, eu não tô entendendo porque você não quer ir encontrar o pessoal comigo.

- Não é que eu não queira –disse mordendo meu lábio inferior. – É só que...

- Que o quê Bells? – Edward perguntou segurando minha mão por sobre a mesa onde estávamos.

- Eu tenho medo deles me odiarem agora, por eu ter sumido esse tempo todo. Quer dizer. Eu sei que o Emmett não me odeia, e nem os seus pais...

- E nem eu – ele disse abrindo meu sorriso torto favorito. Deus, como eu sentira falta daquele sorriso.

- Nem você, mesmo tendo todos os motivos do mundo para isso. Mas e Alice? E Rose? Elas devem me odiar. Eu perdi a formatura delas. Eu perdi o casamento da Alice, Edward.

- Quê?

- Que o quê?

- Que casamento?

- O da Alice. – Repeti, vendo Edward me olhar parecendo confuso. - Emmett me disse que ela e Jasper ficaram noivos no dia da formatura. Eu achei que eles já estivessem casados. Alice sempre sonhou tanto com esse dia.

- Não. Ainda não. Sempre que Jasper falou em marcar uma data ela desconversou. Então eles seguem apenas noivos – Edward respondeu, abrindo novamente seu sorriso. Como se ele soubesse de algo que eu. – Quanto ao seu medo bobo, eles não te odeiam Bells.

- Como você pode ter tanta certeza disso?

- Porque eu fiquei aqui – ele disse suspirando. - Estive ao lado deles durante estes quatro anos, Bells. Chegou um momento em que a gente evitava um pouco falar o seu nome, meio que em um acordo tácito, porque doía em todos. Mas ainda assim, de vez em quando era natural alguém citar você ou lembrarmos os velhos tempos e você estava sempre nas lembranças e nunca havia raiva. Por parte de ninguém. Eu juro – Edward disse olhando firmemente nos meus olhos. – Alguma vez eu já quebrei alguma promessa que fiz pra você?

- Bem, tirando aquela vez em que você jurou que nada ia mudar e aí foi um idiota me ignorando e namorando a Leah...

- Você nunca vai me deixar esquecer isso, não é? – ele perguntou gargalhando. – Vamos, Bells, eu tenho certeza que estão todos morrendo de saudades de você. E além do mais, eu vou estar do seu lado pelo tempo que você quiser.

Menos de 20 minutos depois estávamos diante do primeiro apartamento onde eu morara em Nova York. O apartamento que eu dividira com Alice, Rose e Jasper logo que nos mudamos. Depois que as coisas se acertaram entre Edward e eu, ele arrumou um apartamento apenas para nós dois e Rose passou a morar no antigo apartamento dele com Emmett, deixando este apenas para Alice e Jasper. Pelo jeito nada mudara, mas ainda assim eu sentia que nada seria igual a partir do momento em que aquela porta fosse aberta. Edward apertou minha mão, claramente sentindo o meu nervosismo. Mesmo tantos anos afastados, bastaram alguns minutos para que nós dois percebêssemos que nada mudara entre a gente, nós ainda éramos os mesmos, com mais bagagem, com mais histórias para contar, mas juntos éramos apenas Edward e Bella.

O som da porta abrindo me tirou de minha bolha e o grito da turma inteira dando as boas vindas ao 'melhor chef de Nova York', encheu meus ouvidos, fazendo eu me sentir acolhida por alguns segundos, até perceber um profundo silêncio, cortado pela voz que eu mais temia ouvir.

- O que ela está fazendo aqui?

- Alice! – Edward disse, trocando um olhar cheio de significados com sua irmã mais nova.

- Eu te disse, Edward, eu vou pro hotel e a gente se vê mais tarde. Tá tudo bem – eu disse, ainda no corredor, sem coragem de olhar para meus antigos amigos. Eu podia sentir as lágrimas se formando, mas não queria chorar na frente deles.

- Não, Bells, por favor.

- Vai ficar, tudo bem. Eu juro – disse passando a mão pelo seu rosto, tentando garantir que ia ficar tudo bem.

- Isabella Marie Swan, você trate de trazer essa sua bunda magra de bailaria aqui agora e explicar porque foi que você sumiu da minha vida por quatro anos sem deixar nenhum rastro – Rose gritou, com a mão na cintura, quando eu me preparava para me virar e descer as escadas e finalmente chorar toda a falta que eu sentira de meus amigos.

Como se a fala de Rose fosse o despertar que todos precisavam para perceber que eu estava mesmo ali, me vi erguida no ar de repente, por um abraço de urso que me rodopiava pelo corredor.

- Para, Emmett, me coloca no chão. Eu vou cair! – disse em meio a risos e lágrimas.

- Alguma vez eu te deixei cair, Bellinha? – Emmett perguntou, fazendo um biquinho, enquanto me colocava no chão.

- Nunca.

- Então não ia ser hoje. É bom finalmente te ter de volta.

Enquanto Jasper me abraçava apertado, também me tirando do chão, pude ouvir Edward falando para Emmett que os dois teriam uma conversa séria e não pude deixar de rir, lembrando do ciúme que Edward sentia do grandalhão quando éramos mais novos. Jasper sempre teve o dom de me acalmar e estar nos braços dele foi como uma onda de calmaria passando por todo o meu corpo, mesmo quando uma porta batendo alto dentro do apartamento pode ser ouvida do corredor, fazendo todos nós estremecermos. Ele então me garantiu que sentira a minha falta, mas que sabia que eu tinha meus motivos, e que ele estaria ali para quando eu quisesse conversar. E que eu não me preocupasse com Alice. Ela só precisava de um tempo para se acostumar com o fato de que eu estava de volta.

E então sobramos eu e Rose. Um a um os meninos foram entrando novamente dentro do apartamento, até só restar Edward, que só entrou depois que eu acenei para ele que estava tudo bem.

- Você não vai falar nada? – perguntei para Rose, depois de alguns instantes em que permanecemos apenas olhando uma para a outra.

- Estou decidindo se te dou uns cascudos ou se te abraço por finalmente estar de volta, Bella.

- Se eu puder escolher, prefiro a segunda opção – disse rindo e me jogando nos braços da loira que era minha amiga há tantos anos e de quem eu tanto sentira falta.

- Eu só não vou te dar os cascudos, porque eu sei que você estava bem e que enviava notícias de vez em quando – ela disse erguendo uma sobrancelha.

- Como você sabe disse? O Emmett jurou nunca contar.

- Eu cheguei mais cedo em casa, há algumas semanas, e peguei ele folheando um álbum repleto de fotos suas. Ele veio guardando tudo o que encontrou na internet de todas as suas apresentações que saíam nos jornais alemães. Ele imprimia e guardava nesse álbum, que mantinha escondido, só que eu vi e ele teve que me contar. Inclusive o motivo que te levou para lá. Eu não concordo com a forma como você agiu, Bella, mas nem sempre amigos concordam em tudo.

- A Alice sabe?

- Não, eu não contei para ninguém. Não era meu segredo para contar. Emmett disse que da última vez que tinha falado com você tinha te achado estranha e que estava com um pressentimento de que você ia voltar. Eu só podia torcer para o meu ursão estar certo.

- Obrigada, Rose.

- Eu te amo, amiga. Mas se você sumir de novo eu não vou ser tão compreensiva – ela disse me puxando para um novo abraço.

Entramos abraçadas no apartamento e nos juntamos aos meninos. Eles me fizeram contar sobre os anos passados na Alemanha, sobre os balés dançados, os países que visitei. E durante todo aquele período, Alice não saiu do quarto. Aos poucos, todos começaram a se movimentar para ir embora também. Edward tinha que voltar para o restaurante. Emmett tinha que ir para o escritório de advocacia, Rose para a oficina e Jasper tinha uma reunião com um cliente.

- Eu já vou, baby – Edward disse, me dando um selinho rápido. Quer me encontrar mais tarde no apartamento pra gente conversar?

- Claro. – Eu sabia que apesar das confissões da noite passada a gente ainda tinha muita coisa para conversar e tentar acertar. A gente ainda se amava, era fácil estar um com o outro, mas isso não apagava o fato de que quatro anos tinham se passado e que eu tinha ido embora de repente, deixando ele para trás.

- Eu devo chegar lá pelas 23h. Se quiser ir mais cedo, a chave sobressalente fica no mesmo lugar de sempre – ele disse piscando pra mim, antes de sair, seguido por Emmett e Rose.

- Eu também estou indo, princesa – Jasper disse me dando um beijo no alto da cabeça. – Vai lá, ela hoje só tem que sair no meio da tarde. Vocês duas têm muito o que conversar.

- Obrigada, Jazz.

Depois que todos saíram eu ainda fiquei um tempinho por ali, olhando o apartamento, procurando sinais do que havia mudado naqueles quatro anos, mas mais do que tudo, tentando me acalmar e tomar coragem para conversar com Alice. Quase tudo parecia o mesmo no apartamento. Apenas algumas fotos a mais de Alice e Jasper em algumas viagens, fotos de todos nas formaturas. Algo que eu não pude deixar de notar é que Edward estava sempre sozinho nas fotos. Nenhuma namorada naqueles quatro anos? Ninguém que merecesse ficar imortalizado em um portarretrato?

- Jazz? – Ouvi a voz chorosa de Alice surgir de repente, vinda do corredor, antes de seus passos lentos se aproximarem. Eu pude sentir seus olhos em mim, mesmo sem me virar.

- Você pode até voltar para o quarto e se esconder lá de novo – eu disse, ao perceber o som de seus passos se afastando. – Mas eu não tenho compromisso nenhum marcado para hoje, a não ser encontrar seu irmão de noite. Posso passar o dia inteiro aqui, então em algum momento você vai ter que conversar comigo, Ali.

Ao me virar pude ver aquela que tinha sido minha amiga desde que eu me lembrava da minha vida, que sempre estivera ao meu lado, nos bons e maus momentos, parada no corredor, ainda de costas para mim. Por que as coisas com ela não podiam ser fáceis como foram com Rose? Ou até mesmo com Edward?

- Ah que engraçado, Isabella – Alice disse se virando e finalmente me olhando e eu podia ver que ela estava lutando contra as lágrimas tanto quanto eu. – Agora você quer conversar? Pois eu quis conversar quando arrumei um estágio na Gucci e achei que não fosse dar conta. Quis conversar durante as semanas em que eu e Jazz estivemos tão cheios de trabalho que mal conseguíamos dizer bom dia e boa noite um para o outro e eu achei que nossos trabalhos fossem destruir nosso relacionamento, quis conversar no dia em que fui pedida em casamento. Mas sabe o quê, Isabella? – ela perguntou e nesse momento as lágrimas escorriam livremente pelo seu rosto. – Você não estava aqui. E agora você volta e quer conversar? Sinto muito, agora quem não quer conversar com você sou eu.

- Eu sinto muito, Ali. De verdade – disse me aproximando um pouco dela, mas ainda mantendo uma distância segura entre nós. – Eu nunca pensei que seria tão difícil para vocês. Vocês sempre teriam uns aos outros para se apoiarem e eu achava que chegaria o dia em que eu seria apenas uma lembrança remota. Eu quis escrever para você todos os dias. Eu tenho centenas de e-mails escritos e não enviados para você na minha caixa de e-mail, te contando cada uma das coisas que me aconteceram desde o momento em que entrei no avião para ir embora, mas eu não podia enviar, Alice.

- Por que não? – ela perguntou fungando.

- Porque no momento em que você me enviasse a primeira mensagem dizendo que eu estava sendo uma boba e me pedindo para voltar eu ia fraquejar. Além do mais, eu sei que você ia dar um jeito de colocar eu e o Edward em contato novamente e tudo o que eu fiz foi pelo bem dele.

- O bem dele? O bem dele? – Alice gritou, me fazendo dar alguns passos para trás.

- Eu não sei o que você considera bem, Bella, mas depois que você foi embora o Edward passou dias sem sair da cama. Ele não comia, não tomava banho, não queria ver ninguém. Não atendia telefone. A sorte é que todos nós sabíamos onde ficava a chave sobressalente. A primeira vez que eu entrei no apartamento depois da sua partida, o cheiro ruim podia ser sentido do corredor. Quando eu entrei no quarto meu irmão estava embolado no meio da cama, parecendo nem sei o quê, visivelmente mais magro, barba por fazer... o quarto fedia a homem sem banho e a muitos dias fechado. Foi preciso que meus pais viessem de Forks e nós meio que fizemos uma intervenção. Eu enviei o e-mail para o Jamie Oliver aceitando o estágio e meus pais compraram a passagem. Eu e Jasper fomos com ele para Londres e passamos os primeiros 20 dias com ele, para ter certeza de que ele voltaria a ser o Edward de sempre. Mas você sabe o que? – ela perguntou, voltando a me encarar. – Ele nunca voltou a ser. Até hoje, quando eu vi ele parado no corredor ao seu lado. Ali eu vi o meu irmão de volta. E eu te odeio e te amo por isso – ela disse, chorando mais a cada palavra, como se cada uma delas doesse profundamente nela e ela simplesmente precisasse colocar tudo aquilo para fora.

- Eu... eu não sabia que ele tinha ficado desse jeito. Quando seus pais me encontraram eles não me contaram isso.

- Meus pais te encontraram? Quando? – ela perguntou parecendo tão surpresa quanto Edward ficara na véspera.

- Durante a viagem que eles fizeram à Europa há poucos meses. Eles foram assistir um balé e eu era a dançarina principal.

- Dançarina principal?

- Sim. Do balé de Stuttgart.

- Stuttgart...

- Eu não planejei nada, Ali. Você precisa acreditar em mim. Mas na minha última ida a Forks com o Edward, eu ouvi seu irmão conversando com Esme, contando sobre o estágio com o Oliver e então ele disse que não ia aceitar a oferta.

- O que? – ela perguntou, sua voz ficando mais aguda e eu podia jurar que ela nunca soubera daquilo.

- Sim. Ele disse que não ia aceitar porque não queria ficar longe de mim de novo. Ele ia abrir mão de um sonho por minha causa, Ali – eu disse sentindo mais lágrimas se acumulando. Me sentindo da mesma forma como eu me sentira naquela tarde. – Sua mãe ainda tentou fazer ele mudar de ideia, mas ele disse ter certeza e que haveria outros estágios aqui. Nós voltamos para Nova York e ele não me contou sobre o estágio e os dias foram passando. Eu não podia deixar que aquilo acontecesse. Seu irmão sempre incentivou tanto os meus sonhos. Como eu podia permitir que ele abrisse mão de um sonho dele por minha causa?

- Vocês deviam ter conversado.

- Ele ia ter me dito que não era grande coisa e ia deixar pra lá. Você sabe como falar de sentimentos nunca foi o forte meu e do seu irmão.

- Você podia ter conversado comigo.

- Eu quis falar com você e com a Rose várias vezes. Quase cheguei a falar, mas eu sabia que vocês iam dizer que o Edward já era grandinho para fazer as próprias escolhas, ou que eu deveria conversar com ele, ou que eu não deveria me preocupar...

- E qualquer um desses argumentos seria verdadeiro, Bella – ela disse finalmente se aproximando de mim. – A verdade é que a sua decisão causou sofrimento a todo mundo, inclusive a você. E meu irmão só não perdeu o estágio pelo qual você abriu mão da felicidade de vocês, porque a gente interveio a tempo e obrigou ele. Será que vocês não poderiam ter chegado a um ponto em comum conversando? – ela perguntou erguendo uma sobrancelha e me dando um sorriso triste. - Você conseguiu uma vaga em Stuttgart. Será que você não poderia ter conseguido uma vaga no Royal de Londres e ido com ele? Ou até mesmo, se você tivesse conversado com ele sobre a possibilidade de ir para Stuttgart... você na Alemanha e ele na Inglaterra, seria mais perto do que ele na Inglaterra e você em Nova York.

- Eu sei. Mas eu fiquei tão desesperada ao pensar nele abrindo mão de um sonho por mim e depois se ressentindo disso.

- Eu entendo, Bella. Mas se vocês forem tentar ficar junto de novo, vocês precisam aprender a conversar. Pelo bem do relacionamento de vocês.

- Eu sei. Eu sei que apesar de ontem tudo ter parecido incrível pra gente, a gente ainda precisa conversar muito. E Ali? – eu chamei, me aproximando um pouco mais dela. – Eu senti muito não estar aqui na sua formatura e nem quando soube do seu noivado. Eu sei o quanto você sempre sonhou com esse momento.

- Foi tão lindo, amiga. Estávamos todos almoçando naquele restaurante francês em que íamos de vez em quando e então o Jazz levantou de repente, se aproximou de mim, e começou a falar como eu estava presente na vida dele desde a infância, como ele lembrava de mim na vida dele desde o início...

E Alice passou as próximas horas me contando sobre o pedido de casamento, que Emmett já tinha me contado, sobre o trabalho, sobre as viagens e diversas outras coisas sobre as quais senti falta todos os dias. Em algum momento paramos para comer alguma coisa e ela aproveitou para ligar para o trabalho e informar que trabalharia de casa naquele dia. Durante a tarde li cada um dos e-mails que escrevi para ela e quando Jasper chegou em casa, no início da noite, ele nos encontrou deitadas no chão da sala, cabeça com cabeça, de mãos dadas, rindo e chorando. Como já havia acontecido tantas e tantas vezes em nossas vidas.

- Jazz – Alice disse, assim que ele se aproximou de nós, dando um beijo em cada uma de nós. – Acho que podemos finalmente marcar a data do nosso casamento.

Fim do flashback

- Meninas, será que eu poderia falar com a Bella um instante, antes de vocês saírem?

A voz de Esme me trouxe de volta de minhas lembranças e quando eu abri meus olhos, vi que Alice já tinha guardado o vestido e o pendurado de volta na arara de onde ele só sairia amanhã, para o casamento. Eu nem podia acreditar que aquele dia finalmente estava chegando. Com um beijo em minha bochecha e um abraço apertado minha mãe foi a primeira a deixar o quarto. Rose e Alice apenas acenaram, dizendo que iam me esperar no andar de baixo para sairmos para minha última noite de solteira. E então restamos apenas eu e Esme no quarto. Esme sempre fora como uma segunda mãe para mim e alguém que eu amava tanto quanto Renée.

- Bella, querida, eu pedi para conversar com você agora, porque eu sei o quanto o dia amanhã vai ser uma loucura. Mas embora Alice vá surtar com coisas como seu vestido, sua maquiagem, seu cabelo e as flores e os arranjos das mesas e todas essas coisas que fazem da Alice quem ela é, não esqueça que o dia é seu e do Edward. E que no final de tudo o que importa é que vocês dois se divirtam e estejam felizes. O que realmente importa amanhã é o amor de vocês. E isso, minha querida, vocês dois têm de sobra. E sempre tiveram, mesmo quando vocês ainda não se davam conta disso – Esme disse, apertando uma de minhas mãos e usando a outra para secar as lágrimas que insistiam em começar a descer pelas minhas bochechas. – Eu lembro do quanto ele se preocupava com você desde o seu nascimento e o quanto desde pequeno ele só queria fazer um sorriso surgir no seu rosto. Meu filho sempre foi mais feliz com você ao lado dele Bella e eu não poderia estar mais feliz por vocês dois.

- Obrigada, Esme – eu disse, me jogando em seus braços. – Eu espero que você saiba que eu amo muito não só o seu filho, mas a sua família toda e eu sou muito grata por tudo o que vocês sempre fizeram por mim.

- Independente de qualquer coisa, você sempre foi família, Bella. E nós também te amamos muito. E vamos amar, sempre. Você e Edward juntos só veio complementar isso – ela disse, depositando um beijo em minha testa. – Agora vamos antes que Alice venha aqui brigar comigo por estar atrasando a festa de vocês ou antes que Edward ligue para saber onde vocês estão.

Descemos as escadas da casa de Esme e Carlisle rindo, lembrando das muitas correrias e bagunças naquelas mesmas escadas. Amanhã, quando eu descesse novamente aqueles degraus seria para me casar com Edward. Quando que aquela menina que descia aquelas escadas sempre de dois em dois, correndo, mesmo sabendo da chance grande de tropeçar nos próprios pés, poderia imaginar isso acontecendo?

Mal cheguei ao último degrau e Alice já foi me puxando pela mão, dizendo que estávamos atrasadas, ao mesmo tempo em que se despedia da mãe. Apesar dos protestos de Alice e Rose, Edward e eu decidimos que não queríamos despedidas de solteiro e solteira. Então optamos apenas por nos reunimos para uma noite de pizza, bebidas e conversa, como costumávamos fazer quando ainda morávamos em Forks, ou no início do meu relacionamento com Edward, em Nova York. Os pais de Emmett já não moravam mais em Forks, mas ainda mantinham a casa na cidade, para férias, então a casa deles acabou sendo escolhida como lugar do nosso encontro daquela noite.

Assim que entramos fui agarrada e tirada do chão por braços que eu reconheceria em qualquer lugar do mundo, seu cheiro almiscarado me invadindo e finalmente me acalmando. Seus lábios deixando uma trilha pelo meu pescoço até chegarem aos meus lábios.

- Arrumem um quarto, vocês dois – Emmett gritou de algum lugar próximo, que eu nem me dei ao trabalho de ver onde era, apenas mostrando o dedo do meio para ele, sem tirar meus lábios dos de Edward, fazendo os outros rirem.

- Nada disso – Alice gritou. – Podem ir se separando vocês dois. Nada de sexo até amanhã.

- Alice! – nós dois gememos juntos, nos separando muito a contragosto, nossas testas, ainda coladas, enquanto continuávamos sorrindo um para o outro.

- Dá um tempo, Alice. A gente não se vê a uma semana – Edward choramingou.

- Sinto muito se você não pode largar seu restaurante e vir para Forks antes com a gente, irmãozinho, mas nada de sexo na véspera do casamento. Você tá pegando o boi que eu estou te deixando ver ela hoje.

- Cara, eu se fosse vocês aproveitavam antes que ela resolva ir embora e levar a Bella junto – Emmett disse rindo.

- Não dá ideia pra ela – Jasper murmurou baixinho, fazendo Alice mostrar a língua para os dois.

- Nós vamos ficar aqui na entrada falando bobagem ou vamos começar a comemorar? – Rose, perguntou, puxando Emmett pela mão, em direção ao canto da sala onde ficavam as bebidas.

A noite começou calma, com alguns filmes românticos na TV, pipoca, cerveja e cada um de nossos amigos se lembrando da primeira vez que perceberam que nós dois nos amávamos.

- Se eu for ser sincero mesmo, devia ter sido no primeiro dia de aula da Bella, quando esse aí quase me bateu só porque eu estava conversando com ela no recreio – Emmett disse, rindo. Enquanto Edward mostrava o dedo do meio para ele. – Mas acho que descobri mesmo...

- Emmett... – Edward disse com uma voz de alerta e a troca de olhares entre eles não me passou despercebida.

- O que, eu quero saber? – disse olhando de um para o outro.

- Hum, vamos dizer que uma tarde, enquanto éramos adolescentes eu cheguei na casa do Edward e da Alice e peguei o Edward em uma situação constrangedora para nós dois no quarto dele, gritando o nome de Bellinha. Nunca mais entrei naquele quarto sem bater na porta – Emmett disse rindo.

- O quê? – perguntei, olhando pra ele, surpresa. Enquanto eu ouvia Alice gritando "Eca, eca, eca. Preciso beber algo mais forte", em algum lugar na sala.

- Você parece surpresa – Edward disse, colocando uma mecha do meu cabelo por trás da minha orelha.

- Você me queria dessa forma durante nossa adolescência?

- Eu sempre te quis, Bells. Você sempre foi tão sexy sem se dar conta disso. Sempre me enlouquecendo com esse seu jeito.

- Você fazia isso com frequência? – perguntei realmente curiosa e me sentindo ainda mais surpresa ao ver Edward corar.

- Em minha defesa, eu era um garoto cheio de hormônios.

- Por mais que eu goste de ver o Edward vermelho de vergonha, agora é a minha vez – Rose disse, aceitando antes a dose de tequila que Alice tinha servido para todos.

- Por favor, me diz que seu relato não envolve meu irmão pelado – Alice disse, parecendo realmente desconsolada, arrancando risadas de todos.

- Eca, não – Rose disse arregalando os olhos. – Quer dizer, sem ofensas, Edward. Não deve ser uma visão ruim nem nada, mas você não faz muito meu estilo e a gente se conhece desde criança e...

- Não me ofendi, Rose – Edward disse, afundando a cabeça em meu ombro para esconder a vergonha.

- O Edward para mim era óbvio desde o início quando ele ficou um pouco mais velho e começou a se interessar por meninas. Ele estava sempre olhando de soslaio para a Bella, querendo saber a opinião dela para tudo. Depois passou a surtar toda vez que a Bella ia sair com alguém. Ninguém nunca era bom o suficiente para ela. Mas o sentimento da Bella nunca foi tão óbvio para mim. Ela sempre foi carinhosa com os meninos, eu não via muita diferença no jeito dela com o Edward em relação ao Emmett e ao Jazz. Quer dizer, ela era amiga do Edward há mais tempo, então era natural que fosse um pouco mais próxima dele. Mas então a proximidade da ida dele para Nova York chegou e eu nunca vi a minha amiga tão sem rumo, tão arrasada por algo. E foi então que eu soube que não era só amizade. Os dois se amavam demais e apenas eram muito cegos para perceberem isso.

- Cegos? – Jasper perguntou. – Eu e Emmett achávamos que íamos ter que desenhar para o Edward perceber o que estava bem diante dos olhos dele e de todo mundo. Menos dos dois. Eu não sei exatamente quando foi. Mas acho que foi natural, assim como Emmett descobriu que amava a Rose e eu descobri que amava a Alice. Um dia Edward começou a falar da Bella de uma forma diferente. Tudo era a Bella. A gente pegava ele olhando pra ela quando ele achava que ninguém estava olhando. E não é assim que todo amor começa?

- Não com tanta lerdeza, mas definitivamente sim – Emmett disse.

- Por que mesmo chamamos eles para serem nossos padrinhos? – Edward perguntou mordiscando minha orelha.

- As primeiras opções não estavam disponíveis nesse dia.

- Ah, é verdade.

- Shiu, vocês dois. Minha vez – Alice disse, olhando para nós com um olhar ameaçador. – Eu simplesmente sempre soube. Eu e Bella estávamos destinadas a sermos amigas. Nascemos quase juntas, nossas mães eram melhores amigas, elas sabiam que estávamos destinadas a sermos melhores amigas. Mas desde que eu me entendo por gente o Edward estava sempre cercando a Bella e esta, por sua vez, sempre que estrava lá em casa a primeira coisa que perguntava era "Cadê o Edward, Alice?". Não que os dois não me amem. Eu sei o quanto vocês me amam e eu amo vocês mais do que tudo, mas vocês sempre foram um imã atraindo um o outro. Sempre esteve aí, vocês só precisavam descobrir isso. Vocês foram lerdos? Demais. Vocês perderam tempos preciosos? Talvez. Vocês erraram e precisaram sofrer para descobrir o quanto se amavam? Sim. Mas é isso que faz de vocês dois Edward e Bella. É isso que vai sempre fortalecer o amor de vocês e eu me sinto muito feliz por ter acompanhado esse amor desde o início. Eu amo vocês.

Sem dizer uma palavra nós dois nos levantamos, puxando Alice para um abraço, que logo se tornou um abraço em grupo total. A verdade é que nossas vidas nunca seriam as mesmas se qualquer um estivesse faltando. Já tínhamos tido essa experiência e sabíamos bem como era.

- Bem, chega desse momento melação, vamos agitar isso aqui – Rose disse pegando novamente a garrafa de tequila, servindo doses para todos e anunciando que iam começar os jogos.

- Hora de brincar de eu nunca! – gritou Emmett.

- Não vale falar sobre sexo – disse Alice.

- Eu nunca sem sacanagem, Alice? Que graça tem? – Rose perguntou.

- Eu não quero saber sobre a vida sexual do meu irmão.

- Nem eu da minha irmã – Edward disse, engrossando o coro.

- Alice, acho que você tá preocupada demais com a vida sexual do Edward e da Bellinha. Parece até que não transa. Conta aqui pro Emmett, Jazz anda te deixando na mão?

- Ei, me deixa fora disso. Não tem nada errado aqui.

- Vocês dois tão parecendo duas crianças ao invés de dois adultos. Uma casada e outro praticamente casado. Parece até que a gente nunca brincou de eu nunca antes. Vamos começar isso logo – eu disse virando a dose de tequila colocada à minha frente e enchendo novamente o copo para começar a brincadeira. - Eu nunca fiz um streap tease para o meu namorado.

Claro que eu, Rose e Alice bebemos nossa dose, enquanto Emmett enchia novamente nossos copos, pronto para seguir com a brincadeira.

Eu nunca tirei uma selfie sexy. (todo mundo bebeu)

Eu nunca transei no mar. (Alice e Jasper beberam)

Eu nunca xavequei um barman para ganhar uma bebida grátis. (eu, Alice, Rose e Jasper bebemos)

- O quê? – Jasper perguntou quando olhamos para ele. Era fim de mês, tava sem dinheiro. Cada um joga com as armas que tem.

Eu nunca disse que não vou mais beber. (todo mundo bebeu)

Eu nunca fui algemado. (Edward, Rose, Emmett e eu bebemos)

Eu nunca fiz uma tatuagem (eu e Edward bebemos)

- Como é? Vocês têm uma tatuagem? – Alice perguntou, enquanto quatro pares de olhos nos encaravam com cara de assombro. – Como nunca soubemos disso?

- Vocês realmente acham que sabem tudo sobre as nossas vidas? – Edward perguntou, parecendo achar graça da situação. – É algo nosso, fizemos juntos e nunca vimos necessidade de compartilhar com ninguém. E vocês nunca viram porque elas ficam em lugares pouco visíveis.

- Edward, cara, me diz que você não fez uma tatuagem na bunda – Emmett disse, parecendo realmente preocupado.

- Claro que não, Emmett!

- Ufa.

- Você realmente achou que eu faria uma tatuagem na bunda?

- Sei lá, cara.

- Você é maluco! – Edward disse rindo.

- Agora conta algo que a gente não saiba – Jasper disse fazendo todo mundo rir.


- Chega de jogar. Eu quero dançar – Eu disse de repente, quase caindo ao tentar levantar rápido demais, sentindo tudo rodar. Sendo firmada pelas mãos firmes de Edward na minha cintura. Desde o momento em que Emmett contara aquela história e que ele confessou que sempre me quisera e que eu era sexy nas coisas mais simples que eu queria provocá-lo. Eu sabia que Alice não nos deixaria fazer nada hoje, mas eu podia ao menos provocá-lo. E eu tinha a música perfeita para isso.

Trilha: Touch my body – Mariah Carey

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Assim que os primeiros acordes da música começaram Rose e Alice já olharam para mim com sorrisos nos lábios e eu sabia que nada precisaria ser dito e que elas aproveitariam aquilo tanto quanto eu.

I know that you've been waiting for me
I'm waiting too
In my imagination I be all up on you
I know you got that fever for me
Hundred and two
And boy, I know I feel the same
My temperature's through the roof

Me desligando totalmente dos outros casais na sala eu fui me movendo em sua direção, meus olhos nunca deixando os seus, fazendo questão de movimentar meu quadril em um rebolado provocativo a cada passo. O som da risada de Emmett e um "Cara, estamos tão fudidos", foi captado pelo meu cérebro, mas naquele momento todos os meus sentidos estavam voltados para o homem à minha frente e para o olhar de luxúria que eu via em seus olhos.

If it's a camera up in here
Then it's gonna leave with me when I do (I do)
If it's a camera up in here
Then I best not catch this flick on YouTube (YouTube)
Cause if you run your mouth and brag about this secret rendezvous
I will hunt you down
Cause they be all up in my bidness like a Wendy interview
But this is private 'tween you and I

Assim que eu cheguei perto o suficiente para Edward me alcançar, suas mãos vieram direto para a minha cintura, me fazendo dar um passo para trás, saindo do seu alcance. Tirando a echarpe que estava em meu short, fazendo papel de cinto, eu fui me aproximando novamente, rodeando seu corpo, aproveitando para amarrar suas mãos na parte de trás de seu corpo, deixando bem claro que não haveria toques ali, pelo menos não da parte dele.

- Bells... – ele choramingou.

Touch my body
Put me on the floor
Wrestle me around
Play with me some more
Touch my body
Throw me on the bed
I just wanna make you feel
like you never did.
Touch my body
Let me wrap my thighs
All around your waist
Just a little taste
Touch my body
I know you like my curves
C'mon and give me what I deserve and touch my body

- Shiu, aproveita o show – eu disse dando uma mordida no lóbulo de sua orelha, antes de me posicionar novamente na frente do seu corpo. Aproveitando o refrão, para descer e subir novamente, passando a mão por toda a frente do seu corpo, peito, braços e pernas, me agachando rapidamente e subindo novamente, deixando uma leve mordida em seu queixo, enquanto um gemido estrangulado saída de sua boca.

Boy you can put me on you like a brand new white tee
I'll hug your body tighter than my favorite jeans
I want you to caress me like a tropical breeze
And float away with you in my Caribbean Sea

Aproveitando que Edward não tinha como me tocar, me virei de costas para ele, dançando bem colada ao seu corpo, passando meu braço por seu pescoço e descendo pela lateral do seu corpo enquanto minhas costas iam serpenteando seu peito para cima e para baixo.

Touch my body
Put me on the floor
Wrestle me around
Play with me some more
Touch my body
Throw me on the bed
I just wanna make you feel
like you never did.
Touch my body
Let me wrap my thighs
All around your waist
Just a little taste
Touch my body
I know you like my curves
C'mon and give me what I deserve and touch my body

Ainda de costas para ele segui rebolando, provocativamente deixando minha bunda tocar a parte de frente do seu jeans, onde eu podia sentir sua ereção, me fazendo sorrir, enquanto ele soltava um gemido baixo.

I'ma treat you like a teddy bear
You won't wanna go nowhere in the lap of luxury
Layin' intertwined with me
You won't want for nothing boy
I will give you plenty joy

Enlaçando seu pescoço eu me virei e lentamente fui andando para a frente, fazendo com que Edward andasse para trás no mesmo ritmo, até ele cair sentado no sofá. E então me posicionando em seu colo, rebolando ao ritmo da música, minha boca finalmente tomou a sua em um beijo repleto de luxúria. Mostrando para ele que eu estava no mesmo estado que ele.

Touch my body
Put me on the floor
Wrestle me around
Play with me some more
Touch my body
Throw me on the bed
I just wanna make you feel
like you never did.
Touch my body
Let me wrap my thighs
All around your waist
Just a little taste
Touch my body
I know you like my curves
C'mon and give me what I deserve and touch my body

Separando nossos lábios eu mantive meus olhos presos ao seu enquanto passava as mãos pelas suas costas, movendo-me em seu colo, aproximando e afastando meu peito do seu. De repente me levantei, virando de costas, deslizando as mãos por suas pernas, movimentando os quadris, rebolando da forma mais sensual que eu conseguia. Antes de me virar novamente, deixei um selinho em seus lábios e fui até onde estava a garrafa de tequila, enchendo o copo e tomando uma dose, antes de pegar meu celular para desliga-lo, uma vez que a música tinha chegado ao fim. Só então eu olhei ao redor e percebi que Alice e Jasper, Rose e Emmett tinham sumido. Quando foi que eles saíram se que eu percebesse?

- Bells? – Edward chamou. A voz mais grave do que o normal. – Vem cá, vem?

Depois de virar mais uma dose de tequila eu me virei novamente em direção ao sofá, nossos olhos presos um no outro, seu sorriso safado provavelmente espelhado em meu rosto também.

- Gostou do show? – perguntei me sentando novamente em seu colo, mordiscando sua mandíbula.

- Hum... – ele gemeu, seu quadril mexendo sob mim, deixando claro o quanto ele tinha gostado. – Será que você pode soltar minhas mãos agora, para eu te mostrar o quanto eu gostei?

- Edward, a gente não pode fazer nada – eu disse mordiscando sua orelha.

- Você devia ter pensado nisso antes de me provocar dessa forma. Além disso, Alice sumiu com Jasper, ela não vai lembrar da gente tão cedo.

- Não sei... Sua irmã sempre dá um jeito de saber das coisas.

- Vai Bells, me solta. Deixa eu tocar você.

Aquelas eram exatamente as palavras que eu queria ouvir.

- Eu devo ter medo desse sorriso maquiavélico? – Edward perguntou, erguendo uma sobrancelha.

- Eu te solto, mas com uma condição.

- Qual? – ele perguntou parecendo realmente curioso.

- Se toca pra mim.

- Quê? – Edward gritou, os olhos arregalados como se não estivesse acreditando no que eu tinha dito.

- É pegar ou largar – eu disse saindo de cima do seu colo, deixando apenas minhas mãos em suas coxas, bem perto de sua virilha.

- Você não vai esquecer essa história não é?

- Nope – sussurrei no seu ouvido.

- Me solta então.

Enquanto minhas mãos trabalhavam no pequeno nó que eu tinha feito na echarpe, meus lábios foram deixando uma trilha de beijos abertos por toda a lateral do seu pescoço. Assim que sentiu as mãos livres Edward agarrou minhas cintura, invertendo nossas posições, me deitando no sofá, posicionando-se sobre mim, nossos olhos grudados antes de sua boca tomar a minha em um beijo ávido, cheio de paixão e luxúria. Quando o ar começou a nos faltar ele foi descendo rumo ao meu pescoço, enquanto uma de suas mãos abria os botões do meu short jeans.

- Edward – eu meio que chamei e gemi ao sentir sua mão passar para cima e para baixo da minha calcinha.

- Hum...

- Por mais que eu esteja adorando, eu tenho certeza que Alice vai matar a nós dois se ela tiver que esconder marcas de chupões no meu pescoço amanhã. Além do mais, você me prometeu algo se eu te soltasse.


EPOV

Soltando um rosnado baixo, saí de cima dela, caminhando lentamente até a mesa onde a garrafa de tequila se encontrava, restando apenas um fundinho da garrafa. Grudando novamente nossos olhos virei o gargalo da garrafa, sorvendo o restante do líquido amarelado e depois de largar a garrafa novamente na mesa comecei a caminhar em direção ao sofá. Um pouco antes de chegar onde eu a tinha deixado, tirei a camisa em um movimento rápido, jogando-a na direção dela, abrindo um sorriso e dando uma piscadinha para ela, ao mesmo tempo em que começava a desabotoar meu jeans. Era um show que ela queria? Era um show que ela ia ter. Antes de me sentar em uma das extremidades do sofá, de frente para ela, eu desci minha calça até mais ou menos a altura do tornozelo e, sem nunca desgrudar nossos olhares, tirei meu membro totalmente duro de dentro de minha boxer esfregando toda minha extensão lentamente para baixo, fechando o punho durante a descida e fechando ainda mais o aperto ao mover a mão de volta para cima, meu dedão brincando com a pequena fenda na extremidade. Mordi o lábio, tentando conter o gemido que queria escapar de meus lábios, mas foi impossível conter um gemido gutural quando meu nome deixou os lábios da morena à minha frente.

- Você tá gostando do show, baby? – perguntei enquanto minha mão seguia subindo e descendo em um ritmo cadenciado pelo meu membro.

Incapaz de falar Bella apenas acenou com a cabeça, suas bochechas assumindo aquele belíssimo tom de vermelho que se possível me deixou ainda mais excitado.

- Me mostra então. – Pedi, minha voz assumindo um tom ainda mais rouco do que eu achei possível, tamanha a minha excitação.

Seus olhos deixaram de fazer contato com os meus por breves segundos, enquanto ela escaneava a sala, olhando para a escada que dava acesso ao andar superior e para a porta que dava acesso ao quintal e então voltou a encontrar os meus, enquanto sua mão entrava por suas blusa, beliscando seus mamilos antes de começar a fazer um caminho em direção ao sul até estar dentro de seu short.

Eu já sabia que não ia durar muito, agora então com aquela visão diante de mim menos ainda. Minha respiração já estava pesada e minha mão subia e descia cada vez mais rápido. Eu podia ver que os dedos de Bella também trabalhavam em uma velocidade rápida e pelo movimento de seus quadris eu sabia que ela estava tão perto quanto eu. E, como previsto, não demorou muito para os dedos dos seus pés se contorceram e o meu nome deixar seus lábios, enquanto seu quadril se erguia uma última vez. Aquilo era tudo o que eu precisava para chegar ao meu clímax, meu gozo jorrando em minha mão e barriga enquanto eu me massageava para cima e para baixo mais algumas vezes, tentando acalmar minha respiração.

Bella ainda manteve seus olhos presos no meu ao se arrastar para frente e, sem aviso prévio me enfiar totalmente em sua boca, limpando o que restava do meu gozo em meu membro e seguindo com sua língua por minha barriga, me limpando como um gatinho manhoso. Ficamos abraçados por um tempo ali, no sofá, os dois tentando recuperar as respirações e se recuperar do que tinha acabado de acontecer naquele sofá, até que eu pedi licença para ir ao banheiro me limpar adequadamente, não sem antes tomar sua boca na minha mais uma vez.


Ao voltar encontrei Bella sentada no balanço da varanda, enrolada em uma manta, o olhar perdido em algum lugar ao longe. Tão perdido que ela nem pareceu notar a minha proximidade.

- Um centavo pelo seu pensamento – disse me sentado ao seu lado, começando as nos balançar.

- Credo, meu pensamento vale tão pouco assim? – ela perguntou se aconchegando na lateral do meu corpo.

- Eu daria o mundo pelos seus pensamentos se pudesse, baby. Você quando fica pensativa assim é tão difícil de ler para mim. Eu sei dizer fácil quando tem algo te incomodando, te aborrecendo, mas nunca sei se foi algo que eu fiz, se é algo do trabalho, se tem algo errado com a gente e isso me deixa tão angustiado. Sempre foi assim. Eu sempre quis poder fazer de tudo para tirar esse olhar do seu rosto.

- Você sempre me mimou demais, Edward Cullen – ela disse depositando um beijo em meu rosto e eu sabia que aquela era sua forma de me mostrar que estava tudo bem. – Eu estava apenas pensando no que os nossos amigos falaram mais cedo e no quanto de tempo nós perdemos.

- Sabe o que eu acho? – disse a puxando para o meu colo, fazendo com que ela olhasse para mim.

- O que?

- Que nós não perdemos tempo nenhum. A gente não estava pronto. Talvez se a gente tivesse ficado junto na época em que todo mundo percebeu que a gente já se amava a gente não estivesse aqui hoje. Talvez isso tivesse custado até mesmo a nossa amizade. Cada pessoa tem seu tempo Bells. Cada casal tem seu tempo. E tudo o que a gente viveu trouxe a gente até esse momento presente aqui, na casa dos pais do Emmett, na véspera do nosso casamento, com você me fazendo o homem mais feliz desse mundo. Eu estou casando com a minha melhor amiga e eu não trocaria nada do que a gente viveu até aqui. Nada.

- Nem os 4 anos que a gente passou separado?

- Nem isso. Sabe por que? – perguntei recebendo apenas uma negativa de cabeça como resposta. – Porque aqueles quatro anos nos ensinou que não sabemos tudo um sobre o outro. Que apesar de termos crescido juntos e de acharmos que conhecemos o outro mais do que a nós mesmos, se não conversarmos sobre o que nos incomoda a gente vai acabar magoando o outro. Aqueles quatro anos fazem parte da gente Bells. Eles foram sofridos para caralho, mas eles também nos ensinaram muito.

- Eu te amo, Edward – ela disse de repente, colando nossas testas.

- E eu te amo também, Bells. Ontem, hoje e sempre.

Ficamos ali por algum tempo, apenas abraçados, aproveitando as lembranças e a calmaria que Forks nos trazia. Em algum momento em percebi que Bella cochilava em meu colo e a carreguei de volta para sala, nos aconchegando no sofá, deitando com ela em meus braços, suas costas colada em meu peito nu. Em algum momento da madrugada entretanto as meninas devem tê-la acordado e a tirado de mim, pois acordei na manhã seguinte sozinho no sofá, nenhum sinal de Bella, Alice ou Rose pela casa. Foi então que eu me dei conta: eu estaria casando com o amor da minha vida em algumas horas.


Quando cheguei à casa dos meus pais, poucas horas antes do horário marcado para o casamento quase não reconheci o quintal onde eu crescera. Realmente Alice, Jasper e minha mãe tinham feito um trabalho excepcional. Apesar dos planos mirabolantes de Alice eu e Bella tínhamos batido o pé sobre o fato de que não queríamos nada extravagante. Apenas nossas famílias e amigos naquele quintal que tanto significava para gente ao pôr do sol. Aquele sempre fora nosso horário preferido do dia e nada mais certo do que nosso casamento acontecer ao pôr do sol. Um caminho de seixos brancos com pétalas rosas marcava a trilha até onde um altar improvisado havia sido montado perto da piscina. Um pouco mais distante várias mesas com toalhas brancas e arranjos de frésias estavam espalhadas pelo quintal e mais adiante uma grande tenda fora montada com uma pista de dança. Ao longo de todo o quintal tochas iluminariam o ambiente quando a noite caísse, criando um clima intimista e aconchegante. No caminho, por onde os convidados passariam até chegar ao quintal, um painel com diversas fotos minhas e de Bella, de nossa infância até hoje. Algumas me fizeram gargalhar, como a de nós dois cobertos de lama dos pés à cabeça. Eu me lembrava bem daquela tarde, quando tínhamos ido acompanhar minha mãe na obra na casa de um cliente. Ela distraiu um pouquinho e quando percebeu eu e Bella tínhamos mergulhado em uma poça de lama, de roupa e tudo e nada parecia mais divertido do que aquilo para nós dois. Outras, entretanto, encheram meu coração de emoção e meus olhos de lágrimas, como a foto de Bella vestida no traje de Giselle, o primeiro balé que ela dançara como profissional e que me enchera de orgulho.

- Nervoso, filho? – Carlisle perguntou, parando ao meu lado, dando leves tapinhas em meu ombro.

- Acho que ansioso seria a palavra certa – respondi parando pela primeira vez para pensar na sensação estranha que estava sentindo na boca do estômago desde a hora que eu acordara naquela manhã. – Eu só quero poder ter a Bella em meus braços e ter certeza de que tudo isso é real.

- É real filho. Depois de praticamente uma vida inteira esperando por isso, finalmente é real – Carlisle disse sorrindo para mim.

- Você a viu? – perguntei querendo um pequeno sinal de que ela estava bem.

- Não depois do café da manhã, quando Alice e Rose arrastaram ela lá para cima. Mas o sorriso no rosto dela era radiante, não se preocupe, Edward.

- Obrigado, pai.


As próximas horas passaram como um borrão. Eu mal registrei os convidados chegando e falando comigo. Meus olhos mal saíam da porta que separava a casa do quintal, por onde eu sabia que a qualquer momento Bella surgiria. E quando ela surgiu, nada poderia ter me preparado para aquela visão. Durante os últimos dois meses Alice vinha tagarelando sobre como o vestido de Bella estava ficando maravilhoso e como eu poderia agradecer trazendo um presente muito especial para ela de nossa lua de mel. Mas nada poderia me preparar para ver Bella vestida de noiva caminhando em minha direção, um sorriso radiante em seu rosto, enquanto seus olhos finalmente encontravam o meu.

A cerimônia passou como um borrão e como se a natureza estivesse nos abençoando, no exato momento em que o sol se pôs no horizonte, o Sr. Weber nos declarou marido e mulher. E eu pude finalmente fazer o que quis fazer desde o momento em que ela surgira em meu campo de visão: beijá-la. Pude senti-la sorrindo contra meus lábios, ao mesmo tempo em que a sentia relaxar em meus braços.

- Pronta para o nosso pra sempre, Sra. Cullen? – sussurrei em seu ouvido, acariciando sua nuca, no ponto exato onde eu sabia que o símbolo do infinito se encontrava.

- Com você ao meu lado... sempre, Sr. Cullen – ela disse unindo nossos lábios mais uma vez.


Olha esses dois aqui de novo. E quem diria... casando! Esses meninos cresceram tão rápido. A foto do vestido e da sapatilha usados pela Bella estão no meu perfil.

Vamos a avisos importantes. Vai ter outros capítulos? Provavelmente! Quando? Não sei. Então sugiro que sigam a história para serem avisados. Mas antes de escrever mais aqui eu preciso terminar Miss You Love que é uma fic que já estava em andamento e que é diferente de tudo o que eu já escrevi, pois envolve crimes e assassinatos e uma Bella e um Edward vivendo umas situações muito complicadas na vida deles de casados.

Mas a verdade é que essa Bellinha e esse Edu voltaram a falar comigo de uns tempos para cá e normalmente eles não calam a boca enquanto eu não conto o que eles querem.

Não sei se todos sabem, mas essa fic é traduzida para o espanhol pela queridíssima Mercedes Mejia e eu pedi para ela perguntar para as leitoras dela o que mais elas queriam ver aqui que ainda não foi abordado e claro, me pediram sexo. Pois bem, estou abrindo para vocês que ainda leem isso em português também, ok? Não precisa ser com eles adulto, tem alguma cena que você gostaria de ver na vida de Bellinha e Edu? Me manda uma review e quem sabe sua ideia não vira um dos próximos contos?

Beijos e por favor, deixem reviews para eu saber se vocês ainda querem mais disso aqui e o que acharam!