Olá, mais um cap. fresquinho para meus leitores lindos! Obrigado pelos reviews!

Obrigado Pérola por ter betado esse cap. e por toda a sua ajuda! *-*

Espero q gostem!

Beijão!

XD

Mesmo a contragosto, Jensen voltou para casa, andando rápido para evitar as gracinhas de Sheppard e foi direto ao quarto onde Misha estava. Bateu na porta e entrou, sorrindo ao ver que o amigo estava com uma aparência boa.

- Quando vou poder sair desse quarto? – O moreno perguntou assim que viu Jensen.

- Você mal se recuperou Misha! – O loiro respondeu e se aproximou da cama.

- Não agüento mais ficar aqui deitado sem fazer nada. – Misha reclamou. – E esse tal de Speight, que aposto que foi recomendado pelo Beaver, não deve estar cuidando da cozinha direito.

- Igual a você não está mesmo... – Jensen disse e colocou a mão no ombro do amigo. – Só mais alguns dias e poderá voltar.

Misha bufou.

- E você como está?

- Estou bem. – Jensen baixou o olhar e sorriu.

- E a noiva do Sr. Padalecki? – Misha perguntou. – A Julie me contou que ela está aqui com os pais.

Jensen deu de ombros.

- Pelo pouco que pude perceber, ela parece ser uma ótima pessoa e com certeza será uma esposa...

- Jensen! – Misha gritou. – Você não sabe mentir! – O moreno soltou uma gargalhada e depois fez uma cara de dor, colocando a mão nas costelas. – Ai!

- Que foi? – O loiro perguntou preocupado.

- Uma pontada, mas já passou... – Misha respondeu e voltou a encarar o amigo. – Então, ele vai se casar... Como está lidando com isso?

Jensen sabia que não podia mentir para Misha e resolveu contar o que ele e Jared estavam planejando.

- O Jared e eu vamos fugir antes do casamento.

- O quê? – Misha arregalou os olhos. – Vocês enlouqueceram de vez?

- E vamos precisar da sua ajuda. – Jensen completou.

- Jensen... – Collins fez uma pausa. – É isso mesmo que você quer?

- Eu o amo Misha. – Jensen suspirou. – E ele me ama também.

- Eu perguntei se é isso que você quer.

- É! É isso que eu quero. – Jensen respondeu com a voz firme e Misha fechou os olhos, ficando pensativo por alguns minutos.

- Mesmo achando que isso tudo é uma insanidade, e desaprovando totalmente, vou ajudá-los. Mas faço por você e não por ele. – Misha completou.

- Eu sei... – Jensen sorriu e abraçou o amigo que deu outro gemido de dor. – Viu como não tem condições de voltar à cozinha?

Misha revirou os olhos.

- Eu sei! Mas avise a esse Speight que se quando eu voltar, a minha cozinha não estiver do jeito que eu deixei, ele vai se ver comigo.

- Eu aviso! – Jensen riu.

– Sentirei sua falta. – Misha disse baixo, desviando os olhos de Jensen.

- Eu também sentirei muito a sua falta, Misha. – O loiro disse encarando o amigo.


Jared estava puto da vida. Sua vontade era de arrancar a língua de Danneel para que ela parasse de tagarelar em seus ouvidos, mas tinha que aparentar estar apreciando a companhia dela. Quando decidiram voltar para casa, Jared disse que iria ver seus cachorros, convidando-a a acompanhá-lo.

- Credo. Odeio cachorros. – A ruiva fez uma careta. – Eles são tão... Tão...

- Adoráveis? – Jared riu.

- Nojentos!

Quando estavam se aproximando da parte de trás da casa, Jared avistou Jeffrey perto do canil e gritou.

- Jeffrey! Solte o Harley e a Sadie!

- Não, Jared! – Danneel deu um passo para trás.

- Não se preocupe, eles são super mansos.

Jeffrey abriu a porta do canil e os dois cachorros correram em direção ao seu dono, pulando nele, derrubando-o no chão.

O moreno ria alto e se divertia, enquanto os animais o lambiam.

- Que nojo! – Danneel se virou, indo em direção a casa.

- Pois saiba que eu prefiro muito mais a companhia deles a sua! – Jared disse quando a ruiva se afastou e continuou brincando e acarinhando seus cachorros.

- Sr. Padalecki! – Beaver o chamou. – Seu pai o chama.

- Já vou vê-lo, Beaver. Obrigado. – Jared respondeu e perguntou ao empregado. – Onde está Jensen?

- Não o vi senhor.

Jared se levantou e depois de se despedir de Harley e Sadie, entrou em casa, indo ao encontro de seu pai.


Padalecki abriu a porta do escritório de Gerald, vendo que o pai examinava vários papéis.

- Pai? Mandou me chamar?

- Sim meu filho. Entre, por favor.

Jared fechou a porta e sentou em frente ao seu genitor, que tinha o semblante sério.

- Como estão as coisas com a Srta. Harris? – Gerald apoiou os cotovelos na mesa e encarou o filho.

- Estão indo bem... – Jared mentiu.

- Que bom... – O Sr. Padalecki suspirou. – Estou pensando em marcar a data do casamento hoje à noite, durante o jantar. Que tal daqui a duas semanas?

- Duas semanas? – Jared praticamente gritou.

- Algum problema?

- Por que a pressa? – Jared perguntou.

- Por que esperar? – Gerald devolveu. – Se vocês estão se dando bem, não há motivos para esperar mais tempo. O Sr. Harris...

- Pai, eu...

- O que, Jared? – Gerald interrompeu.

- Eu prefiro esperar mais um pouco. Porque não marcamos para daqui a um mês, pelo menos?

- O que está aprontando Jared?

- Como assim?

- Eu te conheço! Você está aprontando alguma! – Gerald gritou.

- Não estou aprontando nada, pai! Só achei que poderíamos estender um pouco mais o noivado!

- Está querendo ganhar tempo pra quê? – Gerald se levantou e o moreno arregalou os olhos. Seu pai o conhecia melhor do que ninguém.

- Pai, o senhor sabe que eu não queria me casar, estou fazendo isso por...

- Por mim? – O Sr. Padalecki riu. – Não está fazendo isso por mim, Jared! – Gerald voltou a se sentar. – Está fazendo isso pela família inteira.

- Como assim?

Gerald suspirou e entregou os papéis que estava examinando para o filho.

- Dê uma olhada nisso.

Jared pegou os papéis e começou a analisá-los.

- De quem são essas dívidas? – O moreno perguntou inocentemente ao pai.

- Nossas!

- Mas eu pensei que...

- Você vive no mundo da lua, Jared? São tempos difíceis! A cidade cresceu demais e temos concorrentes em todos os lugares. – Gerald se recostou na cadeira.

- Podemos vender nossas terras para saldar essas dívidas! – Disse Jared.

- Já tentei. Mas ninguém está comprando terras por essa bandas.

- E os escravos comprados recentemente? E aquelas terras em Leeds que o senhor queria que eu comprasse? Se estamos falidos, então por quê está gastando tanto dinheiro?

- Não estamos falidos... Ainda. – Gerald interrompeu e enfatizou a última palavra.

- Então está contando com o dote da Danneel? Por isso o senhor quer que eu me case?

- Não é nenhum sacrifício, Jared. Ela é uma moça muito bonita e educada. Você tirou a sorte grande.

Jared ficou pensativo. Como que em um momento eles eram a família mais rica da cidade e agora dependiam de um casamento para não irem à falência? Talvez se fosse mais interessado nos negócios da família, saberia como isso aconteceu.

- Jared, sua mãe nem sonha com a nossa situação e eu quero que continue assim.

Na verdade eles não estavam nem perto da falência, mas o Sr. Padalecki gostava de luxo e conforto. Não queria nem pensar na possibilidade de não fechar aquele "negócio" com a família Harris, que era garantia de lucro.

Jared sabia que sua mãe não concordava com aquele casamento. Ela queria que o filho fosse feliz. Mas será que Sharon mudaria a opinião se soubesse que a situação financeira da família Padalecki dependia daquilo?

- Tudo bem, pai. Serei discreto, pode deixar.

Ainda conversaram por um tempo, acertando detalhes do anúncio da data. Quando Jared saiu do escritório, estava sem rumo. E pra piorar ainda deu de cara com Danneel e sua mãe.

- Sra. Harris. – Jared se inclinou e beijou a mão de sua futura sogra e depois fez o mesmo com sua noiva.

- Estamos com vontade de ir até a cidade antes do almoço. Quer nos acompanhar? – A ruiva perguntou.

- Me perdoe Danneel, mas estou tratando de negócios com meu pai e não será possível agora. – Jared disse com a voz tranquila tentando disfarçar sua angústia. – Mas posso mandar dois escravos para as acompanharem se quiserem.

- Não precisa! – A Sra. Harris sorriu. – Sheppard nos acompanhará.

- Então, com licença e bom passeio. – Jared se despediu e foi procurar por Jensen.

O moreno foi até a cozinha e encontrou Jeffrey, que viu que Padalecki não parecia bem.

- Sr. Padalecki, está tudo bem? - Perguntou um pouco receoso.

- Onde está Jensen? Preciso falar com ele imediatamente.

- Eu o vi entrando no quarto de hóspedes, senhor. Quer que o chame?

- Não precisa. – O moreno foi até o quarto onde Misha se recuperava e entrou sem bater na porta.

- Sr. Padalecki? – Misha arregalou os olhos quando viu Jared entrar no quarto e imediatamente se lembrou de quando o moreno entrara na cozinha antes de bater nele.

Jared fechou a porta e se aproximou da cama, onde Jensen estava sentado e se lembrou de que ainda não havia se desculpado com o empregado como havia prometido a Jensen.

- Sr. Collins, eu queria me desculpar pelo que aconteceu. Eu não sei por quê, mas perdi a cabeça.

Misha estava atônito. Jared Padalecki pedindo desculpas e o chamando de senhor?

- Eu... er... claro Sr. Padalecki. – O empregado respondeu nervoso.

- E como está sua recuperação? – Jared colocou a mão no ombro de Jensen que ficou um pouco sem graça por estarem na frente de Misha.

- Es-stá tudo bem agora. – Misha estava se achando ridículo por gaguejar daquele jeito, mas aquele homem ainda lhe dava medo. – E obrigado pelos remédios, senhor.

- Era o mínimo que eu podia fazer. – Jared agora apertava suavemente o ombro de Jensen como uma forma de dizer a Misha que aquele loiro lhe pertencia.

Mesmo sabendo que Jensen o amava, Jared não conseguia deixar de sentir ciúme do loiro quando ele estava perto do empregado.

– Espero que se recupere rapidamente e não se preocupe com nada. Só volte ao trabalho quando estiver de sentindo bem e forte novamente.

Misha abriu a boca e depois fechou. Estava pasmo com aquilo. Ou o Sr. Padalecki sabia fingir muito bem, ou estava mesmo mudado, e o responsável por aquela mudança era Jensen.

- Jensen, eu preciso falar com você. Venha até meu quarto imediatamente. – Jared disse e olhou para Misha. – Com licença.

- Acho melhor você ir logo. – O moreno disse depois que Jared saiu do aposento.

- Mais tarde eu volto para ver como você está. – Jensen disse se levantando.

- Boa sorte Jensen. – Misha sorriu e Jensen saiu do quarto, sorrindo também.


Jensen bateu na porta do quarto de Jared e entrou.

- Jensen, me desculpe pelo ocorrido essa manhã, a Dann... – Jared começou a se explicar assim que viu o loiro.

- Tudo bem, meu amor. – Jensen se aproximou do moreno. – Não precisa explicar nada. Eu sei que tem que fazer isso pra ninguém desconfiar do nosso plano.

Jared ficou mudo.

Se Jared fugisse com o escravo e não se casasse com Danneel, seu pai se afundaria em dívidas e provavelmente iriam à falência em pouco tempo. Jared não teria coragem de fazer isso com os pais. Mas se não fugisse e se casasse com a ruiva, perderia seu amor, pois o moreno sabia que Jensen não aguentaria vê-lo casado com outra pessoa. Jensen era tão ciumento quanto ele.

Jared teria que escolher entre sua felicidade e o bem estar de seus pais.

- O que houve? O que quer falar comigo de tão urgente? – Jensen perguntou e encarou o moreno que sorriu fraco.

- Eu... eu... – Jared não conseguiu continuar.

- O que foi Jared? O que aconteceu? – Jensen insistiu.

- Meu pai me chamou no escritório agora há pouco e... – O moreno suspirou e encarou o par de olhos verdes e ansiosos de Jensen. – E eu fiquei um pouco nervoso só isso. – Jared mentiu.

- Mas vocês brigaram?

- Não. E eu te chamei aqui porque queria que ajudasse a me acalmar. Pode fazer isso? – Jared sorriu e piscou o olho.

Jensen sorriu e beijou Jared com vontade.

- Fiquei preocupado. – O loiro disse interrompendo o beijo.

- Não fique... Eu te amo e você me ama e é só o que importa.

- Por que a sua noiva quis ficar a sós com você de manhã durante o passeio? – Jensen perguntou tentando disfarçar o ciúme.

- Ela desconfia de nós. – Jared respondeu.

- O que? Mas como?

- Não sei Jensen, mas teremos que ser cautelosos daqui pra frente. Não quero um escândalo e muito menos problemas com a família Harris.

- E agora? – Jensen perguntou preocupado. – Não poderemos mais nos encontrar?

- Claro que podemos! Só seremos mais discretos. – Jared sorriu. – E você vai ter que gemer um pouco mais baixo.

- Eu? – Jensen perguntou fingindo estar surpreso.

- Podemos começar agora a treinar fazer amor sem gemer, o que acha? – Jared perguntou e mordeu o pescoço do loiro, que soltou um gemido baixo.

- Mas e se a Srta. Harris o procurar?

- Ela foi até a cidade com a mãe. – Jared respondeu enquanto puxava Jensen pra cama. – Então podemos aproveitar.

Jensen empurrou o moreno na cama e se deitou em cima dele.

- Não vejo a hora de estarmos longe daqui. De podermos nos amar sem nos preocuparmos com nada. – O loiro sussurrou em seu ouvido.

- Eu também... – Jared suspirou.

- Mas eu me sinto um pouco culpado por te afastar da sua família e de seus amigos. – Jensen encarou o moreno.

- Você não está me afastando de ninguém, Jensen.. – Jared pegou no rosto do loiro e o beijou. – Nós só podemos ficar juntos e ser felizes se formos embora daqui.

Jensen sorriu e Jared fechou os olhos enquanto sentia o escravo se esfregar em seu corpo, beijando seu pescoço.

O moreno sabia que esse dia nunca chegaria se ele escolhesse se casar com Danneel para salvar sua família.

- Jensen, espera... – O moreno segurou nos ombros do loiro.

- O que foi?

- Eu... não consigo. – Jared se sentou na cama e o loiro o imitou.

- Que foi Jared?

- Eu não quero te enganar. – O moreno começou. – Eu te amo muito e...

- E o que Jared? Fala logo! Está me deixando angustiado.

- Eu... nós...

O moreno passou as mãos pelos cabelos nervosamente e se levantou.

- Eu preciso me casar com Danneel. – Jared disse de uma vez.

- O quê? – Jensen se levantou também. – Por quê?

- Minha família não tem mais dinheiro e precisamos do dote da Srta. Harris para não irmos à falência. Foi o que o meu pai me contou agora há pouco. – Jared suspirou desanimado. – Ele quer marcar a data para daqui a três semanas.

- Mas e nós? – Jensen perguntou ainda sem conseguir absorver tudo o que Jared lhe contara.

- Não vai mudar o fato de que eu te amo, Jensen!

- Mas... Você acabou de dizer que nós só podemos ficar juntos e ser felizes se formos embora daqui.

- Eu sei, meu amor! Mas vamos dar um jeito! – Jared abraçou o loiro. – Vou encontrar uma solução, eu prometo.

- E qual seria? – Jensen se desvencilhou do abraço. – Nos encontrarmos escondido em algum lugar na calada da noite?

- Jensen...

- Não acha que a sua esposa fará de tudo para nos afastar?

- Não vou permitir! – Jared disse com a voz confiante e Jensen riu sem vontade.

- E vai fazer o quê? Vai se indispor com sua esposa por minha causa? Por causa de um escravo?

- Eu nunca...

- E até quando vai aguentar Jared? – Jensen disse num tom mais alto. – Acha que ela não contará ao seu pai?

- Jensen, eu sei que parece loucura, mas com o tempo você vai ver que...

- Não se case com ela! Por favor, Jared!

- Eu não tenho alternativa! Não posso deixar minha família passar necessidades! Eles agora dependem de mim. Dependem desse casamento.

- Na minha aldeia não vivíamos com pompa, mas tínhamos tudo! Ninguém passava fome.

- O que está querendo propor?

- Converse com seu pai! Nós podemos encontrar uma solução. Dispensando alguns empregados, deixando de lado alguns luxos... – Jensen dizia rapidamente quase atropelando as palavras. – Jared, essa fazenda é muito produtiva, podemos viver dela.

- Jensen, meu pai nunca aceitaria isso!

- Seu pai ou você? – O loiro perguntou.

- Olha Jensen, a minha intenção quando fugíssemos daqui era de nos sustentarmos com nosso trabalho. Mas o que vou dizer ao meu pai? Ele nunca permitirá que fiquemos juntos!

- Você desistiu rápido demais...

- Jensen, você não conhece o meu pai! Se eu desistir desse casamento ele fará da minha vida um inferno! E da sua também! Acha que ficaremos juntos se eu não me casar? E ainda mais aqui na fazenda?

- Então vamos manter o plano e fugir.

- Eu não posso deixá-los passar necessidade, Jensen! É minha família! Minha mãe! Por favor, entenda!

Jensen ficou calado e baixou a cabeça. Era somente um escravo ali e nada mais. Não podia interferir nos planos da família Padalecki.

- Tudo bem Jared. Eu entendo. – O loiro tinha a voz falhada.

- Jensen... – Jared voltou a abraçá-lo e dessa vez Jensen correspondeu, sentindo o perfume que exalava da pele do moreno e que em breve ele não sentiria mais. – O fato de eu me casar não mudará o meu amor por você! Meu coração pertence a você!

Jared sabia que Jensen ficaria chateado por um tempo, mas depois acabaria aceitando. O moreno o amava. Mas não podia escolher entre seu amor e sua família. E mesmo que escolhesse Jensen, eles teriam que fugir para ficarem juntos. Jared não conseguiria ter paz sabendo que deixou sua família, e principalmente sua mãe passando necessidades. O melhor no momento, pelo menos para ele, era sua solução egoísta.

O loiro abraçava forte seu dono, tentando conter uma lágrima insistente. Já havia sofrido muito quando sua família fora dizimada e quando achou que conseguiria ser feliz novamente. Mas o destino lhe ferira outra vez.

Jensen havia feito tantos planos em sua mente. Onde viveriam e no que trabalhariam para viver. Mas nada disso importava se ele estivesse junto de Jared. Passaria fome ao lado do seu amor se fosse preciso. Mas ele entendia o moreno. No fundo entendia.

- Preciso ficar um pouco sozinho. – Jensen disse se soltando devagar do abraço.

- Vai ficar tudo bem. – Jared dizia baixinho. – Confia em mim?

O loiro balançou a cabeça afirmativamente e saiu do quarto. Pensou em ir até o quarto de Misha conversar, mas já sabia o que o moreno diria.

Resolveu ir para seu quarto e se deitou na palha, fitando o teto.

Jensen deixou as lágrimas descerem livres. Estava sozinho novamente. Sua família havia morrido de uma maneira brutal e com a mesma brutalidade, sua esperança de ser feliz com homem que havia conquistado seu coração havia sido arrancada de seu peito.

E agora ele era somente um escravo. Um nada. Um ninguém. Mas essa sua condição também lhe dava a opção de escolher se queria sofrer longe ou perto do seu dono e Jensen começou a traçar um plano, que para sua tristeza e angústia, definitivamente, não incluía Jared.

Continua...