Endless Temptation (Tentação Sem Fim)

Autora : Ge Malfoy

Beta: Cati

Obs: isto é uma fic de autoria própria, e não uma tradução de fic alheia.

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Capitulo 14 - Verdades e Ilusões

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A manhã daquela segunda iniciou-se com uma temperatura infernal. Draco acabou acordando com o calor e não conseguiu mais dormir, então sentou-se em sua cama para ler o diário de Harry, até que chegasse a hora de se arrumar para o café. Estava realmente puto com a perspectiva de perderem mais uma vez a Taça das Casas para a Grifinória, então procuraria ali alguma arma para distrair o grifinório no treino de quadribol, e capturar o pomo. Time is Running Out do Muse estava tocando alto em seus fones - a data para a banda tocar em Londres estava ficando próxima e ele estava considerando fortemente a idéia de fugir de Hogwarts por uma noite para assistir o show. O problema é que não entendia nada do mundo trouxa e sequer fazia idéia de como iria entrar lá.

Detestava a idéia de que nessas situações, Harry poderia ajudá-lo e muito.

"Dia cretino, não sei por que não fiquei dormindo.

Fomos hoje procurar ovos de dragão húngaro na Floresta Proibida com o Hagrid. Suspeito que isso não tenha nada a ver com a matéria e ele só esteja querendo mais um 'bicho de estimação', se é que se pode chamar aquelas criaturas disto. Como se dragões fossem domesticáveis, vai entender. Enfim, nenhum sucesso, só folhas e criaturas esquisitas pelas árvores. Depois fomos almoçar e na ida para a aula de Poções, Malfoy veio querendo me desafiar de novo, só porque não tinha professor nenhum por perto. Acabou que os feitiços colidiram e acabaram atingindo a Mione. Por que ele não enfia aquela varinha no...

Queria mesmo é ver ele sem varinha e sem a proteção do Snape. Só nós dois, corpo a corpo."

Aquela frase estava ecoando dentro do seu baixo ventre. "Só nós dois, corpo a corpo". Ele sabia o quão delicioso era estar só corpo a corpo com Harry. Sabia também que não era aquele o sentido que ele estava empregando no dia do diário, mas não conseguia fazer sua mente parar de repassar as imagens deles juntos. E por mais que quisesse, não tinha como sentir Harry agora.

O último ano em Hogwarts estava passando muito rápido e ele não sabia o que seria depois dali. Ainda veria Harry? Será que Voldemort o atacaria quando saísse de vez da escola? Ou antes? Quanto tempo ainda tinha? Todas estas questões estavam embrulhadas em sua mente. Depois de tudo que enfrentou por aquele grifinório, as brigas que comprou, a imagem que manchou na Sonserina... Como ele ainda podia dar um de superior?

Draco levantou-se para se arrumar, fechou e guardou o diário em sua mochila. Provavelmente era melhor abandonar a idéia de voltar com Harry, isso não ia levar a nada e além do que, ele poderia arranjar qualquer outra pessoa para satisfazer suas necessidades sexuais.

Por mais velho que fosse seu vício por Muse, a letra da música encaixava-se perfeitamente na situação dele e isso o fazia ligeiramente gostar mais ainda da banda. Bem que podiam tocar estas músicas pelos corredores de Hogwarts, quem sabe assim Potter se tocaria do pouco tempo que lhes restavam se vendo todos os dias na escola.

''I think I'm drowning
Asphyxiated
I wanna break this spell
That you've created

You're something beautiful
A contradiction
I wanna play the game
I want the friction

I wanted freedom
Bound and restricted
I tried to give you up
But I'm addicted

Our time is running out
Our time is running out
You can't push it underground
You can't stop it screaming out
How did it come to this?
''

Draco saiu do banho enrolado em uma toalha na altura da cintura, procurando por sua gravata que se esquecera de levar para o banheiro. Não estava em parte alguma das cômodas, então se lembrou que havia tacado a peça na cama ontem à noite, e começou a revirar os lençóis. Teve a rápida impressão que algo se moveu lentamente embaixo dos panos e então o que surgiu na sua frente fez Draco ficar pálido, arregalando os olhos incrédulo e dar um berro que acordou a Sonserina inteira. Correu para o banheiro novamente, perdendo sua toalha no meio do caminho. Fechou a porta com força e respirava descompassado do susto que levara.

Havia uma cobra naja, branca como neve em sua cama. Ele levou um certo tempo para perceber isso quando estava revirando os panos, porque sua cor misturava-se com a dos lençóis e somente quando a cabeça levantou-se e o encarou com os olhos em fendas, é que ele se tocou do animal ali. Mas porque diabos haveria uma cobra em sua cama? Da onde aquele bicho teria fugido? E então um pensamento ainda mais tenebroso passou por sua mente..

Será que a cobra teria dormido em sua a cama a noite toda? Todos os poucos pêlos que Draco tinha no corpo arrepiaram-se. Ele adorava cobras, mas tinha muito medo de ser picado por uma, afinal, era da natureza de uma cobra picar as pessoas. Exceto talvez os bruxos que falassem parselíngua, pensou o loiro.

Ouviu algumas batidas na porta do banheiro e Draco imaginou se seria algum amigo seu vindo salvá-lo.

- Malfoy? - Perguntou a voz calma do outro lado.

- Kinney? - Respondeu Draco ainda assustado. Ele corria perigo ali. - Kinney, você tem que sair do meu quarto e chamar algum professor, tem uma cobra enorme na minha cama e ela pode te atacar.

Brian riu com vontade.

- É minha. Pode ficar tranqüilo que ela não ataca alunos. Ou pelo menos, não os que eu não mando.

Draco abriu um pedacinho da porta do banheiro, ainda visivelmente passado, para olhar o garoto.

- Sua? M-Mas... Mas o que ela está fazendo na minha cama?

- Você tem que me desculpar, Malfoy, eu costumo deixar ela livre pelo quarto e acho que quando fui pegar uma mala minha na Sala Comunal, ela foi parar aqui. Mas repito que ela é inofensiva, pode sair do banheiro que ela não vai te atacar.- Retrucou o rapaz. Draco franziu a testa, não botando muita fé no que ouvia.

- Como você poderia possivelmente domesticar cobras? Elas não são domesticáveis! A menos que você fosse Salazar Slytherin, Voldemort ou o Potter...

Brian continuou olhando o loiro, com uma expressão de diversão. Preferiu não falar nada, contaria os segundos até que o cérebro de Draco fizesse a dedução. Imediatamente o sonserino transformou sua expressão de incredulidade em profunda admiração.

- VOCÊ FALA PARSELÍNGUA? - Gritou Draco, com os olhos brilhando, abrindo um pouco mais da porta, mas ainda escondendo a parte debaixo de seu corpo atrás dela. Brian subiu e desceu as sobrancelhas rapidamente, como confirmação. Malfoy estava maravilhado com a descoberta. Então não era só o grifinóriozinho puto que falava a língua das cobras em Hogwarts! Havia uma celebridade ali na Sonserina, além do próprio Draco, claro.

- Por que você não saiu do banheiro ainda? Não acha Yvaine confiável?

- Yvaine é o nome da sua naja? - Perguntou Draco, seriamente. Ele tinha gostado desse nome.

Brian sibilou alguma coisa em parselíngua e a cobra se arrastou da cama para o chão, seguindo para o banheiro e subindo pelas pernas de Malfoy. O loiro engoliu seco, tanto pelo arrepio que a pele gelada da cobra lhe causou, quanto pelo fato dela estar bem perto de sua área genital e estar correndo um certo risco no momento. Ela subiu mais, e ficou no ombro dele.

- Ela não é linda? - Perguntou Brian, com olhar apaixonado para a cobra.

Draco concordou. Tinha que dar o braço a torcer que najas brancas eram estonteantes e realmente impunham medo. Lamentou internamente não falar parselíngua, pois adoraria ter uma daquelas de estimação. Kinney ainda o olhava desconfiado por não sair do banheiro, então deu um leve empurrão na porta, sem Draco ter tempo de brecá-lo e seu queixo caiu por alguns minutos.

- Ah Malfoy, não sabia que estava nu. - desculpou-se Brian, surpreso, mas não parecendo muito constrangido. Ele pegou a toalha do chão e tacou para Draco, checando mais uma vez seu corpo de cima abaixo. - A propósito, que corpo hein? - E com mais um sorriso, virou-se com Yvaine indo atrás dele. O loiro ficou um pouco corado, mas gostou do elogio. Estava começando a perder a vergonha de ser visto nu. De fato, parecia estar aproveitando cada vez mais, quando acontecia.

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Harry acordou muito bem disposto. Fred dormia ao seu lado e George na cama ao lado da de Rony.

Ele levantou, tentando não fazer barulho, mas Fred se mexeu na cama. Foi para um banho demorado e saiu de cabelo molhado, vestido com seu uniforme. Olhou para sua cama e ela já estava vazia, embora todos ainda dormissem. Todos menos Fred, que vinha do outro banheiro, também de banho tomado e um expressão perversa no rosto. Harry riu, mas esperava que ele não tentasse nada ali na frente de todos.

- Vamos para o outro quarto, já está vazio. - Cochichou o ruivo no ouvido do garoto.

Harry repreendeu a vontade de rir. Não achava má idéia dar uns amassos antes de ir para a aula de Herbologia. Eles caminharam sem fazer nenhum ruído, porém o relógio tocou e lentamente todos foram se mexendo na cama, relutantes em abrir os olhos. Rony acordou assustado, e após alguns bocejos, olhou para os dois com desconfiança.

- O que há com vocês dois? Vão sair mais cedo para treinar hoje também?

Os dois riram sem muita vontade, um pouco decepcionados com a mudança de planos. Então Harry fora estudar com Fred na Sala Comunal as táticas do treino de quadribol desta noite, até que todos estivessem prontos.

- Nós vamos estar na sua retaguarda, mas você precisa distrair Malfoy até termos 150 pontos, queremos deixar uma vantagem de pontos para o próximo jogo já que ainda não sabemos quem será o novo batedor deles. McCormack saiu. - Explicou o gêmeo.

- Novo batedor? Mas o que houve com McCormack?

- Transferiu também. Muitos pais estão preocupados com a segurança de Hogwarts depois da morte de Cho. Estão dizendo que vão por o filho do Ministro como batedor, mas ainda não há nada confirmado.

- O BRIAN?! - Exclamou Harry, num pulo.

- É Brian o nome dele? Olhei de relance na festa, parecia bonitinho. - Respondeu Fred com um sorriso maroto.

- Até você? - Harry fez uma careta, incrédulo. Tudo bem, Kinney era bonito, mas agora Fred também precisava gostar dele?!

- Ei! Quem estava puxando papo na festa com ele era você!

- Eu não estava puxando papo com ele! - Defendeu-se o moreno.

- Bem, se eu fosse o Malfoy, ia ficar bem mordido. O tal Brian parece ter poderes veela com aquele corpo...

- O seu é bem mais bonito, Fred.

- O que do Fred é mais bonito? - Inquiriu George atrás deles. Harry ficou escarlate.

- Meu bastão! - Exclamou Fred zombeteiro, rindo às gargalhadas. George começou a rir junto.

- Seu O QUÊ? - Indignou-se o moreno.

- O meu bastão de quadribol, oras! Como você mesmo disse, Harry, não é todo mundo que tem um Firezoom 4000.

Harry torceu o nariz, ainda visivelmente vermelho com George os flagrando no meio da conversa sobre Brian. Quando Gina e Hermione apareceram vestidas, juntaram-se a Rony que vinha sonâmbulo do quarto dos meninos, e seguiram para o café da manhã.

No Grande Salão, os professores tomavam Hidromel calmamente e as conversas dos alunos enchiam todo o ambiente. Eles sentaram e automaticamente, Harry olhou de esguelha para a mesa da Sonserina. Crabble, Goyle, Pansy e Zabini estavam lá, no entanto nem sinal de Draco nem Brian. Harry tentou não imaginar o que os dois estariam fazendo.

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Foram para a aula de Herbologia com a Lufa-Lufa, e a Professora Sprout parecia animada em ensiná-los sobre as propriedades mágicas do caule de Vilinólias.

- São muito poderosas para distúrbios de sono e alimentação! - Anunciava ela, extraindo o líquido da planta e indicando para que fizessem o mesmo.

- Blablabla... - Sussurrou George impaciente. - Que monte de baboseira. Como eu detesto as aulas de Segunda...

- Bem que a Prof. Sprout podia dar um jeito nesse cabelo que mais parece um Salgueiro Lutador. - Retrucou Fred entediado. - Logo ela que conhece propriedades mágicas de tantas plantas, com certeza conhece algum hidratante poderoso pra der jeito nisso.

George riu e Harry observou os gêmeos por algum tempo, distraindo-se da aula. Nem em mil anos podia acreditar que Fred se revelaria um cara tão sensacional. Aquele jeito de pegar seu corpo, aquela boca, aquele...

- Harry Potter! - Chamou a professora. - Aproxime-se, meu querido, sua vez de extrair o caule.

Sem energia, Harry foi lá e fez um corte no ar, porque o pedaço de madeira entortava-se conforme ele chegava perto com a faca. Porque não podiam mexer com plantas trouxas de uma vez? Segurou o caule com força contra a mesa e lascou-lhe um pedaço com vontade, o qual se regenerou logo em seguida.

- Graw! - Rosnou Fred de maneira sexy, zombando a força que Harry empregara no corte. George deu um cutucão em suas costelas. Todos riram menos a professora. - Olha a cara de sexo que ele faz segurando o caule. - Cochichou o ruivo no ouvido do irmão gêmeo.

- Ah você já conhece a cara de sexo do Harry, é? - Perguntou George, baixinho.

- Não, mas qualquer aluno que fizesse força pra cortar aquele caule, estaria fazendo cara de sexo. - Riu Fred, entusiasmadamente. Não era como se ele estivesse mentindo, ele só deu uns amassos com o moreno, não chegou a fazer sexo com ele.

- Até que não seria má idéia conhecer a cara de sexo dele. O problema é que se Rony descobrisse, nos faria comer todos os explosivins que achasse na Floresta Negra. – Disse George malicioso.

Fred o olhou com extrema malícia. Ele já sabia que o irmão tinha vontade de ficar com Harry e outros garotos, mas estava mais no armário que as roupas da avó Weasley. George jamais pensava em se assumir, o que Fred discordava totalmente. Mas subitamente ali, teve uma idéia diabólica. Puxou o irmão para o fundo da sala e contou baixinho tudo que fizera com Harry na noite passada. Ele sabia que George ficaria elétrico para saber os detalhes.

- Você ta brincando!! Aquelas suspeitas que nós tínhamos sobre o Malfoy também se confirmam?? - Perguntou George incrédulo.

- Totalmente. Ele até ficou vermelho quando falei sobre o assunto. - Respondeu Fred.

- Cara, que delícia esse Harry. Quisera ter sido eu a beijar aquele corpinho...

A aula de Herbologia seguiu com Harry encarando os gêmeos com expressão sonhadora e eles com expressão perversa encarando de volta. Ele já esperava que Fred estivesse contando para George sobre o que aprontaram, mas não estava se importando. George era tão lindo quanto Fred e se imaginar com os dois só fazia seu corpo sentir cócegas em locais mais baixos. Imagens de um ménage à trois se formavam em sua mente a todo segundo.

A aula acabou e Fred passou ao seu lado, sussurrando algo em seu ouvido e dando um discreto beliscão gostoso na cintura.

- Puxa essa capa porque senão a Sprout vai achar que você roubou um caule da plantação dela e escondeu nas calças.

Harry riu, sentindo seu corpo responder ao toque de Fred. Puxou a capa e foi com eles para o almoço. Rony o olhava absorto do que conversavam, mas preferiu presumir que fosse algo sobre quadribol. Hermione o puxava para um beijo, sempre que via iminência de discussão.

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No almoço, Draco ainda não tinha chegado. Harry olhava Brian e Zabini sentados e não fazia idéia porque o loiro não estava entre eles . Parecia ter havido algum tipo de confusão entre Crabble, Goyle e alguns corvinais. Hermione lhe contou que a irmã menor de Goyle entrara na Corvinal e quando Pansy a zombou, os corvinais foram todos para cima deles. Os três estavam na enfermaria, mas Draco não estava lá.

Josh, um aluno do sexto ano da Grifinória, viera até Harry avisá-lo que o Professor Remus o procurava em sua sala, o mais rápido que fosse possível. No momento em que Harry saiu pelas altas portas do Grande Salão, Malfoy estava entrando. Eles trocaram um longo olhar sem diminuir o passo, mas aparentemente a surpresa os impossibilitou de falar qualquer coisa. Harry, mais uma vez, sentiu um trasgo se formar na sua barriga.

- Harry! Por favor, entre. - Convidou Lupin no momento em que o garoto estava à porta.

- Queria me ver, Moony?

- Harry, Sirius me contou que você e Malfoy acabaram. Também me contou que você não parecia nada feliz com isso. Por que não me procurou?

- Bom... não sei ao certo. - Respondeu Harry cabisbaixo. - Nós discutimos depois da festa, quando ele ficou dançando lá com outro garoto. Tirei a aliança que ele tinha me dado... e sei lá, Moony, ele voltou a ser aquele paspalho que era antes comigo... acho que ele não quer mais nada mesmo...

Remus se aproximou do garoto, olhando-o fixamente nos olhos. Harry começou a lembrar do comentário de Sirius sobre os elogios de Lupin ao comportamento de Draco na festa, e sentiu que aquilo estava por vir.

- Você sabe o que Malfoy fez nessa festa, desde o momento em que não te vi mais no salão?

- Não... - Respondeu Harry, sentindo-se inseguro.

- Sirius bebeu muito, você o viu cambaleando no bar. - Começou Lupin, casualmente. - Depois tive que avisar Dumbledore que ele não estava em condições de fazer o discurso programado. Alvo, você sabe, não só entendeu como apoiou que Sirius se divertisse na festa e fosse dançar. Ele fez isso, mas o mais chocante momento da festa foi com quem ele foi dançar.

Harry engoliu seco, mas sentiu como se tivesse engolido um grande pedaço de carvão.

- ''Este aqui é meu genro!'', ''Este aqui é o primeiro Malfoy a se rebelar contra sua família, assim como eu fui o primeiro Black!'' - Imitou o professor em uma voz bêbada e parecida com a maneira de Sirius falar. - Isso sem contar que compartilhava sua garrafa de champagne com ele. E Malfoy em nenhum momento sequer ousou ser grosseiro com Sirius, Harry.

Os olhos de Harry se encheram de lágrimas. Ele não podia acreditar que justo agora Sirius havia aceitado seu relacionamento com Draco, e ainda pior era lembrar que naquele momento em que o sonserino lhe dissera que alguém chegou, o impedindo de sair, se referia ao seu padrinho! Draco dançou com SIRIUS! Deixou-o chamar de genro em frente ao salão todo! Bebeu da mesma garrafa! Como pôde ser tão estúpido sem nem ao menos tê-lo deixado explicar aquela noite!

Harry olhou para o teto, fechando os olhos e respirando fundo, pedindo a todas as forças divinas que contessem as lágrimas de escorrer de seus olhos em frente à Lupin. Sua garganta parecia estar sendo esmagada dentro de um punho fechado e seu estômago doía como se tivesse levado um soco. Ele queria literalmente morrer depois que o professor lhe contara o que aconteceu.

- Não segure, Harry. Só vai te fazer mal. - Aconselhou Remus, com uma mão em seu ombro.

O garoto desabou no abraço do professor. Enfiou a cara entre as mãos e soluçava sem parar. Não podia acreditar que tinha sido tão ignorante, tão ciumento... tão errado com Draco. Como ia consertar o que tinha feito? Draco não ia perdoá-lo, não ia mesmo. Sonserinos não perdoavam fácil. Depois de tudo que ele fizera, deixando os amigos sonserinos de lado, a reputação de lado... a família.

- O que eu vou fazer, Moony!? - Lamentou Harry, sem olhá-lo. - Ele não vai me desculpar!

- Harry, vocês têm uma ligação forte. Malfoy não ia se arriscar tanto por alguém que não amasse. - Disse Lupin, consolando-o. Harry negava com a cabeça. - Me escute! Eu estou de fora, eu consigo ver o quanto ele ama você, até Sirius conseguiu! Lave esse rosto e vá falar com ele. Peça desculpas e ele vai voltar pra você! Acredite nisso!

Harry resistentemente levantou, secando o rosto com as mãos. Sua visão completamente cega pelas lágrimas. Ele abraçou Lupin uma última vez, e rumou a um banheiro próximo para esfriar a cabeça. Abriu a torneira e levou as mãos molhadas ao rosto várias vezes, até que voltasse ao normal. Ele tentava manter a fé como um mantra em seu pensamento, que Draco o perdoaria. Falaria com ele hoje mesmo, afinal seus comparsas não estariam por perto. Só tinha que torcer pra Brian estar longe. Tinha que consertar essa situação de qualquer jeito.

- Por que você está chorando? - Disse uma voz feminina atrás dele.

Harry olhou o espelho e viu Murta-Que-Geme voando atrás dele. Ela parecia feliz de estar revendo o garoto, mas ao mesmo tempo preocupada com ele.

- Ah, Olá Murta... - Respondeu Harry, cabisbaixo. – Eu... Eu discuti com uma pessoa... Acabei cometendo um erro... Estou chateado, só isso.

- Ora não se envergonhe, Harry. - Sussurrou a menina baixinho - Eu já vi garotos chorando antes...

Harry lembrou-se de ter flagrado Draco em lágrimas no banheiro de Murta, no 6º ano, porque se sentia inseguro sobre completar a missão de Voldemort. E lembrar-se disso lhe deu novas forças, talvez ele não fosse tão sobre humano como Harry o via.

- Você fala sobre o Malfoy? - Perguntou o moreno, fingindo pouco interesse. Jamais tivera a oportunidade de perguntar à Murta o que ele tinha lhe falado naquela noite em que acabou com um Sectumsempra.

- Sim! - Respondeu ela, confirmando com a cabeça repetidamente. - Ele é um garoto muito sensível para um sonserino sabe...

- É...? E porque você acha isso?

- Ah Harry, naquele dia ele falava sobre alguma coisa que ele não ia conseguir, e ficava repetindo que se fosse você, provavelmente você conseguiria. ''Potter sempre consegue as coisas com todo mundo por causa daquela cicatriz idiota!'' - Repetiu ela fazendo caretas e vozes engraçadas. Harry sentiu seu ego inflar um pouco.

- Mas só porque ele me odeia não quer dizer que ele é sensível...

- Ele estava desesperado aquele dia. Achava que ia morrer se falhasse e pensou em fugir da escola ou algo assim. Nunca tinha visto alguém em tamanho desespero, e não pude ajudar porque ele me pediu segredo e porque já estou morta, sabe. - Disse a garota fungando o nariz.

- Ele só veio aqui dessa vez? Não voltou mais? - Perguntou Harry, não dando atenção às lamúrias sobre a garota estar morta.

- Ele veio várias vezes. Nas primeiras ele me xingava e me mandava embora, mas depois ele foi se sentindo sozinho e puxava conversa. Parecia deixá-lo mais confortável.

Harry ainda achava que tinha sido o pior erro da vida de Malfoy, ter se aliado com Voldemort. Mas por uma fração de segundo, desejou ter feito companhia para o garoto nas situações em que ele pediu à Murta que o fizesse.

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Os alunos da Sonserina saíram da aula de Aritmancia e foram em direção às masmorras. Draco desviou por outros corredores conversando com Brian sobre o show do Muse. O rapaz era tão fã da banda quanto Malfoy e prometeu ajudá-lo na busca sobre informações trouxas para irem ao show. Passando por uma das entradas do Grande Salão, ele viram um anúncio fixado, com vários alunos em volta, conversando sobre o mesmo.

Aproximaram-se para ler o que dizia.

"A diretoria tem o prazer de anunciar, a todos os alunos, professores e funcionários da escola, que:

A partir de amanhã, estarão abertas as portas da nova Academia de Esportes de Hogwarts. Equipamentos de corrida, musculação, dança, quadribol e uma novíssima piscina climatizada estarão ao dispor de todos para desfrutarem de seu potencial físico quando desejarem. Os alunos deverão sempre realizar o exame médico antes de utilizar nossas piscinas, pois não serão toleradas quaisquer poções nas delimitações da mesma. As penalidades para tais infrações estarão fixadas na entrada da área de esportes. O mesmo será válido para as saunas e salas de massagem.

As aulas de dança compreenderão valsa para os bailes de inverno, dança livre para as festas de Hogwarts e após as mesmas, serão oferecidas aulas de Yoga em tapetes voadores. A academia funcionará das 18 horas às 23 horas durante a semana e das 08 horas às 23 horas nos fins de semana. A piscina terá horários conjuntos e separados para as casas, seguindo o esquema abaixo:

Segunda à Sexta - 18:00 às 18:30 - Corvinal

18:30 às 19:00 - Lufa-Lufa

19:00 às 19:30 - Grifinória

19:30 às 20:00 - Sonserina

20:00 às 23:00 - Disponível para todas as casas, conjuntamente.

Fins de Semana - 06:00 às 11:00 hrs - Café da Manhã

08:00 às 09:00 - Corvinal

09:00 às 10:00 - Lufa-Lufa

10:00 às 11:00 - Grifinória

11:00 às 12:00 - Sonserina

12:00 às 13:00 - Horário de Almoço.

13:00 às 23:00 - Disponível para todas as casas, conjuntamente.

As sessões de massagem deverão ser marcadas com antecedência no hall da academia. A sauna funcionará conjuntamente das 13 às 23 somente nos finais de semana e terá instalado um projetor em seu interior, que disponibilizará filmes e shows, conforme posterior votação. Nenhuma das atividades terá qualquer custo, exceto o uniforme de esportes que será obrigatório e estará disponível para compra, a partir de hoje, também no hall da academia. Antes e após os exercícios haverá exame mágico de substâncias e qualquer detecção de poções para definir os músculos ou quaisquer outras formas, trouxas ou mágicas para acelerar este processo, será motivo de expulsão permanente da academia e da escola.

Exercício é saúde! Combine com seus amigos e não deixem de aproveitar a Academia de Esportes de Hogwarts!"

Os garotos abriram um largo sorriso. A idéia de ter aparelhos que os ajudassem a definir mais o corpo era maravilhosa. Draco pensava na expectativa de conhecer a piscina. Era fanático por nadar e pretendia nunca faltar aos horários disponíveis para praticar.

- E aí, vamos lá comprar nossos uniformes de esporte? Diz no aviso que já estão disponíveis para compra desde hoje. - Perguntou Brian animado.

- Vamos! - Concordou Malfoy, seguindo-o pelo corredor.

Eles contornaram a cabana de Hagrid, conforme mostrava a imagem do anúncio, e mais ao fundo podiam ver uma enorme estrutura, ainda coberta com uma névoa impenetrável e mais cartazes como aquele que leram no corredor. Na frente, havia uma sala que mais parecia um grande galpão moderno e muito bem iluminado, com bancas de cada casa, vendendo todos os tipo de roupas esportivas e seus acessórios. Eles se aproximaram de um bolo de alunos na mesa da Sonserina, e pouco a pouco iam analisando as peças de nado.

- Como podem nos colocar depois de todos os outros alunos? A água vai estar imundíssima com todos aqueles grifinórios, corvinais e lufos antes de nós! - Comentava uma aluna da Sonserina atrás deles.

- Pior vai ser depois, no horário conjunto, quando todos estiverem na mesma água. Argh! - Concordou a amiga dela.

Draco segurou algumas sungas em formato de boxer. Haviam brancas, pretas e verdes para a Sonserina, com uma cobra estilizada no símbolo da casa, em prata, na lateral da peça. Ele pegou uma de cada tipo e chamou o vendedor no balcão.

- Ei, onde ficam os provadores? - O vendedor apontou ao fundo da sala um longo corredor, que provavelmente seria o vestiário masculino da sua casa.

- Já pegou o que vai provar? - Perguntou Kinney ao seu lado.

- Já. Vamos lá.

Eles entraram no corredor, com vários boxes, e em cada um havia um grande espelho até o chão, um chuveiro, toalhas e um armário com chave. Draco entrou na porta da frente do box de Brian, despiu-se e provou a sunga branca. Ele encarava seu corpo no espelho e adorava cada centímetro. Passou a mão por baixo da sunga, ajeitando a melhor posição para parecer mais... volumosa.

- Ficou boa a verde em você? - Perguntou Brian, fora de seu box.

- Ficou, mas a branca é a melhor de todas. - Respondeu Draco abrindo a porta de seu box.

Brian estava só de sunga também, e aquela imagem fez a sunga de Malfoy ficar um pouco mais apertada. Ele encarava o pouco de uniforme que ele vestia e o rosto do rapaz alternadamente. Kinney parecia fazer o mesmo.

- Escuta, nós temos que fazer o teste da água. - Falou Brian com falso alarme.

- Que teste da água?

Ele puxou Draco para dentro de seu box, fechou e o empurrou para o chuveiro. Abriu a torneira, e o loiro agradeceu pela água ser morna, quando caiu sobre seu corpo. Passando a mão nos cabelos molhados, para penteá-los para trás, Draco viu que Brian não estava entrando no chuveiro.

- O teste da água é tomar banho de sunga? - Inquiriu o loiro divertido.

- É para verificar se quando sairmos da piscina, nossa sunga branca ainda estará cobrindo nossas partes ou se ficará transparente. - Respondeu Brian.

- Isso é importante?

Brian riu com vontade. Também não estava preocupado com a transparência que os outros veriam, mas sim a que ele queria ver neste momento. Draco desceu sua mão novamente e passou por cima da sunga, deixando a água escorrer por ela. Brian estava com a boca entreaberta observando o corpo do sonserino e aquela sunga ficando cada vez maior. Três batidas foram ouvidas na porta do box, e ambos olharam para ela assustados.

- Você já provou os uniformes? Dumbledore ainda não liberou o uso dos chuveiros. - Disse o vendedor.

- Ah desculpe, nós... digo, eu já estou saindo. - Respondeu Brian prontamente.

Eles riram e tentaram sair dos boxes sem o vendedor perceber que estavam juntos àquela hora. Draco resolveu levar as três sungas e Brian também. Eles também levaram regatas brancas e shorts para malhar na academia. Kinney se despediu, pois ainda tinha que passar na sala de Minerva para acertar os últimos detalhes da transferência de Durmstrung.

Draco seguiu para as masmorras. Embora seu corpo estivesse seco, seu cabelo ainda estava molhado e isso o incomodava, pois as meninas sempre ficavam o encarando mais descaradamente quando estava assim. Virou em um corredor mais próximo à entrada da Sala Comunal, mas quando estava quase chegando, sentiu um perfume conhecido no ar. Virou-se e sentiu um leve gelado no estômago. Harry estava encostado na parede, o esperando.

- Potter. - Disse Draco com surpresa. - O que faz aqui? Esqueceu o caminho para a torre da Grifinória?

- Eu preciso falar com você. - Respondeu Harry na forma mais humilde que conseguiu, e Draco reparou que seus olhos pareciam um pouco vermelhos.

Eles foram até um corredor próximo daquele (-) onde não passavam alunos (-,) pouco iluminado e isolado da entrada para a Sala Comunal da Sonserina. Malfoy manteve as mãos nos bolsos da calça o tempo todo, olhando com tranqüilidade para Harry, que gradativamente parecia ficar mais e mais apreensivo.

- E então, o que tem para me dizer? - Perguntou o Sonserino, encarando os olhos verdes.

- Eu não sei bem por onde começar... - Começou Harry, apertando os dedos das mãos freneticamente. - Eu falei com Sirius e, bom, ele... ele... ele me contou, Draco, o que você fez na festa... e, enfim, eu fui um imbecil em não ter deixado você explicar o que tinha acontecido. Eu perdi a cabeça quando te vi com Brian, nunca tinha sentido ciúmes antes e ali eu enlouqueci. Tentei me acalmar no quarto mas aí quando você entrou tão mais tarde com ele rindo, minha mente já fez toda aquela imagem de vocês juntos e.. e...

- ... E...? - Perguntou Draco casual.

- E eu sinto muito. - Respondeu o moreno com os olhos marejados. - Eu vim te pedir desculpas p-porque eu preciso de você... eu fui um idiota e agora não consigo ficar longe de você e me sentir bem, não consigo! Eu não devia ter tirado a aliança, eu fui precipitado e te magoei e... e...

- Potter...

Harry reprimiu a vontade de continuar se explicando, porque Draco o havia interrompido, e agora viria o momento em que Draco iria perdoá-lo. Todas suas expectativas estavam espetando seu coração por dentro, fazendo-o querer chorar. Mas ele iria agüentar firme e só soltaria uma lágrima depois de beijá-lo.

- Quando meus pais me deram esse nome, ''Draco'', eles tiveram uma certa intenção nisso. Meu pai me contou que a idéia era que o nome criasse uma personalidade em mim, como a de um dragão. Você se lembra de lidar com um, no quarto ano, no Torneio Tribruxo, não lembra?

- S-Sim. - Respondeu Harry, não entendendo bem porque Draco estava explicando seu nome para ele.

- Bem, você deve se lembrar que qualquer erro que cometesse ali, você acabaria se ferrando, certo? Por mais que os organizadores do evento garantissem sua segurança, o medo ainda devia estar rondando sua mente. - Explicou o loiro, calmamente. - Acontece que na vida, quando você lida com dragões no meio do nada, sem proteção nenhuma, você pode acabar se queimando... e pode não ter uma segunda chance para tentar novamente...

Harry repreendia ainda com mais força o choro, pois não enxergava um bom horizonte naquela metáfora. Draco chegou mais perto dele, falando mais baixo, em um leve tom de ameaça e suspense.

- Eu enfrentei meu pai... eu enfrentei meus amigos... enfrentei seu padrinho... enfrentei o meu padrinho... enfrentei Hogwarts inteira, de frente, pra ter uma chance de ficar com você. E depois de tudo isso, você veio cuspir na minha cara que eu estava dando ''desculpas'' para não ter ido te procurar depois da festa? - Ele encarou Harry por alguns segundos e respirou fundo. - Potter, quem você acha que eu sou? O Weasley? Você acha que eu posso me dar ao luxo de brincar com a minha reputação, depois que meu pai foi um Comensal da Morte?

- Draco... - Sibilou Harry trêmulo – Eu...

- Agora, adivinha? Quem não quer saber sou eu! - Disse Draco, com um falso sorriso. - Não é gostosa a sensação? Não quero mais saber das suas desculpas! - Imitou ele com voz afetada. - Me poupe das suas mentiras!

- Você não percebe que eu reconheço o que fiz? - Gritou Harry, incapaz de conter as lágrimas, empurrando Draco. - Eu me odeio aqui! Eu já percebi que errei!! Mas eu não agüento mais ficar me sentindo assim!! É por isso que vim pedir desculpas!! Será que você não consegue perdoar ninguém??

- Eu não consigo nem perdoar meu pai por ter deixado minha mãe, como eu poderia perdoar você? - Respondeu Draco com raiva.

- EU NÃO QUERO DEIXAR VOCÊ! - Berrou Harry a plenos pulmões, com o rosto contorcido pelo choro. - EU... AMO VOCÊ!

Draco o olhou por um bom tempo, sem saber o que falar. Aquela três palavras entraram como facas na sua alma e ele estava tentando manter a pose calma diante daquela situação. Ele começou a encarar as paredes do corredor, pensando em como reagir, mas nada vinha à sua mente. O silêncio dele estava torturando Harry, porque a cada segundo que passava, era um segundo não recíproco daquela frase.

- Por favor Draco, não faz isso comigo... - Disse Harry chegando perto do sonserino, segurando seu rosto. - A minha vida nunca fez sentido antes de te conhecer, eu nunca amei ninguém desse jeito, por isso eu não sei lidar direito com as situações. Mas eu aprendo, você pode me xingar ou o que for se eu errar, mas não fica longe de mim.

Draco segurou as mãos de Harry e as levou ao lado do corpo do moreno, sentindo-as geladas como a neve. Tornou a ficar sério e foi se afastando do garoto aos poucos, tentando não ser muito drástico nas palavras.

- Não dá. Nós não fomos feitos um para o outro Harry. Você é grifinório, eu sou sonserino, você perdoa fácil, eu sequer sei o que significa esse verbo... O que nós estamos tentando fazer aqui é sobrepor uma condição que nós não podemos enfrentar. Eu não vou mais me humilhar perante os meus amigos, achei que valia a pena, mas eu estava errado. Você é imaturo demais e não aprende que tem que esperar para ver se as coisas realmente são como você fantasia na sua cabecinha.

Harry estava com o rosto lavado de tanto chorar e não conseguia conter a tristeza. Estava morrendo por dentro, podia claramente sentir sua alma se desfazendo e a dor que inundava seu peito vendo aquele garoto por quem ele era tão apaixonado, acabando definitivamente o namoro. Como ele podia ter estragado tudo em tão pouco tempo? Como Draco tinha mudado assim do nada? Como ia consertar isso?

- É o Brian, não é? - Soluçou Harry, morrendo por dentro. - Você fala que não, mas você não quer perdoar um erro besta meu, e sabe que sua reação está exagerada sobre o que aconteceu.

- Ah Potter, cala a boca! Você está alucinando de novo!! Você cria motivos na sua mente pra justificar o comportamento dos outros e acredita nisso tão cegamente que não deixa ninguém se explicar!! Já percebeu a sua paranóia? Você é louco!!

Harry limpou o rosto e tentou se recompor. Ele tinha que superar isso. Superara a morte dos pais. Não podia ser mais difícil do que superar essa separação com Draco. Não ia mais agüentar a humilhação que seguia ali. Encarou Malfoy, criando uma fraca coragem de sustentar o olhar do loiro e sibilou as únicas palavras que podia dizer.

- Então, se é assim que você quer, acho que é um adeus para nossa amizade, certo?

- Não faça drama. - Respondeu Draco, sem paciência. Ele não queria encerrar aquilo de uma vez por todas, mas sabia que não queria a amizade de Harry tão cedo.

- Não é drama. É o que é. Se vamos por um ponto final aqui, vai ser definitivo. - Exclamou o grifinório, indignado.

- Quem decide o que vai ser definitivo é o destino, Potter, não você. Se você acha que essa cicatriz te faz dono da verdade e senhor do futuro, eu sinto muito em desapontá-lo, mas não é bem assim.

- EU NÃO ME ACHO DONO DA VERDADE!! - Gritou Harry rouco, de volta. Detestava quando diziam isso, colocando aquela maldita cicatriz na conversa. - Eu detesto essa marca na minha cara, Malfoy! Eu não tenho orgulho de ter sobrevivido a Voldemort!! E acredite, se ele entrasse nessa droga de escola nesse mesmo segundo, eu me entregava pra ele me matar de uma vez, quem sabe doía menos do que está doendo agora!!!

Draco sustentou seu olhar por alguns minutos, com uma expressão nada surpresa.

- Pensei que você era mais forte, Potter. - Adicionou ele, com expressão séria. E com isso começou lentamente a voltar para a Sala Comunal. Harry estava boquiaberto.

- Você se acha tão forte, não é Malfoy? - Cuspiu o garoto transtornado. Draco parou e virou-se para ele com enorme má vontade.

- Bom, se você desejar morrer cada vez que tiver uma decepção amorosa, você vai precisar de algumas vidas extras.

- Por quê? Você é tão sábio assim sobre o amor também? Você fala como se tivesse amado muito na vida, com esse coração de pedra!!

- Eu amei você e foi o bastante pra ter a certeza de que eu nunca mais quero amar alguém outra vez.

Com essas palavras, Draco olhou uma última vez para ele e seguiu caminho, voltando para o corredor e entrando na Sala Comunal. Harry não conseguiu dizer absolutamente nada e teve a sensação de que o chão tinha afundado abaixo de seus pés.

Ele fechou os olhos e escorregou pela parede até o chão, se perguntando se haveria a possibilidade de o encontrarem ali, caso ele morresse de tristeza durante a noite.

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Notas da Autora : Bem, primeiramente vamos falar do capítulo passado. Snape & Sirius? Béééé! Tudo bem, eu também decidi que não valia a pena trocar os shippers, e editei o capítulo. Nesse aqui eu quaaaaaaase pensei em jogar brian e draco no chuveiro mas aí pensei melhor e vou deixar o chuveiro pra oooooutra ocasião. Já avisando que o cap15 já ta na metade e aí sim volta a ação em Hogwarts. Fred, Draco, Harry, George e Brian em plenos hormônios. E a propósito, a fic foi plagiada - tô BEM feliz *ironia* . Enfim, é o preço! AGUARDEM o especial de NATAL! Seguem as reviews do cap passado respondidas!

Dark Wolf 03 (Eu fico de certa forma chateada que Severus seja tão odiado como eu observei nas reviews, obviamente não foi só a sua, foram varias, e por proteger a ''coerencia'' eu resolvi editar o capitulo. Quanto à aparição dos gêmeos, isso não teve qualquer falta de coerencia, eu queria que eles entrassem junto com o Brian na fic, e daqui em diante eles têm um papel bem importante na trama. Os níveis de testosterona não pretendem abaixar além deste capítulo, portanto espero que não se decepcione! =) MalfoyHeir (Mylove eu não sei se vou levar o Harry até as vias de fato co Fred, pq eu tenho planos mais perversos pro Freddinho! Esse aqui foi mais uma divisão de águas, mas no cap que vem os hormônios voltam com tudo!) Vivvi Prince Snape ( Uma das únicas que defendeu a permanencia do lemon do Sev no capítulo! Grande Vivvi! Mas entenda que eu depois pensei melhor, eu tenho planos mais sombrios - entenda-se perversos pro Sevzinho. O capitulo nao foi tão empolgante porque ele precisa ser uma ponte pro festival de hormonios que vai aparecer no proximo. Lucius vai estar de volta e aí o circo pega fogo. Obrigada pelas review querida, espero que continue aproveitando, vou tentar nao demorar muito na atualização.) Karol (Ka, mais feliz fiquei eu em saber que vc ainda está aproveitando a fic! Meus amores ainda têm muito a aprender um com o outro, e tbm com os gêmeos e o Brian. Pensei em favorecer o Bri no lemon, mas aí eu decidi que vou por ele no proximo capitulo em algo mais apimentado. Mais uma vez EU que agradeço você por ainda ler, espero que continue aproveitando!!) Malu Chan (Prometo que não te torturo mais no cap que vem, mas vamos deixar os spoilers por aí! huehauhuheuhauh Fred ainda tem muito a aprontar! E George tbm *okparei! ) Rafaella Potter Malfoy (Meu Sirius e o Snape, tão tomatado que tive q editar Rafa! huehuahuehuha mas paciência, vocês me pagam no especial de Natal, vai ter mais lemon que a plantação de limão na argentina!! heuhuahuheuhauhueha! Pelo menos o MEU Fred ninguém ai tirar, não importa quantos tomates voem!! heuhuahuheua!! Espero que aproveite!!) Thais Potter Malfoy (Thais hueuhauhuheuhauhuhea e editei o Sev/Sirius porque não tem jeito, o mundo detesta o Sev tadinho!! Mas o Fred...hmm...o Fred vcs me aguardem no especial de Natal! Ele e o irmão vão balançar Hogwarts muito mais q no 5º ano! Qnto ao Harry/Rony OHMYGOD onde vc leu isso?? Medo hueuhauhuheuhauhuheuha!! Mas enfim, muito mais pimenta por vir, espero que você aproveite! *-*) Heloisa ( Oi Helo! Os hormônios deram um intervalo nesse capítulo, mas o próximo vai voltar a ser um festival de testosterona! Aquecendo a fogueira pra incendiar Hogwarts no próximo! ) Lilavate (Mulher como vc conseguiu ler tudo em 2 dias? É humanamente possível? heuhahuuheuhahu! Bom, eu editei o Severus/Sirius pq saiu do shipper e depois só de postar que eu me dei conta disso - eu me empolgo nos lemons, quase esqueço dos shippers heuhauhuehuahuhea! Mas o Fred e Harry é necessário, isso ainda vai dar pano pra manga! Fico feliz que tenha gostado, vou procurar nao demorar mto nas atualizações. QUEM não gostaria de um consolo com os gêmeos né? huehahuheuha! O Diário ja volta nesse capítulo mas sobre o Harry lembrar dele, ainda demora, pq o Draquito ainda tem q ler mto heuhuahueha! Aproveite! ) gcullen (Srta. Depp!!! Que saudadess!! Fico tão feliz que vc tenha voltado a ler, eu realmente tinha demorado a atualizar, mas agora voltando com pilha total, cada vez mais lemons!!! Fico imensamente feliz em saber que é uma das primeiras fics q vc leu e das suas preferidas, faço ela com mto carinho! E ela não vai parar, as vzs eu dou uns intervalos obscenos, mas ela sempre volta. SEMPRE! Muito obrigada por ainda ler, mesmo!! Espero que continue gostando!!)