NOTA INICIAL: Desculpem por só estar postando os capítulos finais de Destiny agora. Por algum motivo acabei não percebendo que tinha ficado falando capítulos aqui. Espero que possam me perdoar por essa mancada. De qualquer modo, espero que possam se divertir com essa parte crítica da história, assim como eu me diverti escrevendo.

Mastered Negima Destiny

Cena 14: Unidos mais uma vez

Negi e Kotarô pularam de telhado em telhado em alta velocidade. Podiam perceber a aproximação da presença mágica dos professores e também do Ice Soul. Ainda que estivessem tensos pela aproximação do confronto, Kotarô não conseguiu evitar puxar conversa durante a corrida:

― Gostei de ver Negi! Cê tá ficando um cara esperto! ― disse com um tom animado. Estava ansioso pela chance de ter uma revanche contra quem o humilhara tanto da última vez.

― Heh. Engraçado que eu acho bem o contrário. ― respondeu Negi. Ainda que também estivesse sendo movido pela necessidade pessoal de confrontar Ice Soul, ele não conseguia esquecer em momento algum que estava sendo um mago de muita irresponsabilidade. Quem sabe estivesse somente dando ouvidos aos genes de seu pai.

Logo os dois avistaram um grupo de pessoas em um terraço na parte mais sul da cidade acadêmica: Claus, trajando as vestes de Ice Soul estava ao centro, cercado por mais de dez magos. Entre os professores estava Takamichi, que foi o primeiro a notar a aproximação dos jovens:

― Negi?!

― Ora ora, se não são duas das pessoas que eu mais gostaria de ver hoje. ― disse Claus, com um tom de frieza na voz que realmente não deixava enganar que era a mesma voz disfarçada da máscara de Ice Soul. ― Senhores, talvez vocês devessem abrir caminho para que eu pudesse resolver minhas questões com esses dois rapazes.

― Você é louco, Witchmore! Não se acha ridículo por ameaçar dois meninos?! ― questionou um dos magos.

― Dois jovens que já são muito mais valiosos do que todos vocês reunidos. ― complementou Claus, com um sorriso debochado.

― Claus-sensei! Por favor, não faça nada a nenhum dos habitantes de Mahora! ― exclamou Negi, ao pousar enfim no terraço.

― Isso aí! Tua treta é com agente, então deixa o outros de fora, covardão. ― provocou Kotarô, que estava sentindo o sangue fervendo ao finalmente ver a face de quem o humilhara, desejando se atirar o pescoço deste.

― Não sejam irresponsáveis! É nosso dever capturar esse assassino! ― disse Takahata exasperado.

― Sabe, se vocês não derem ouvidos a estes. . . "meninos" eu terei que acumular alguns nomes bem inúteis na minha listagem. De fato eu não vejo utilidade nisto, mas vocês devem ser inteligentes e ir embora.

― Ah, cala a boca seu seboso! ― berrou Nita-sensei, um mago com fama de estourado que poderia fazer frente a Kotarô em falta de prudência, avançando contra o assassino.

Claus moveu o braço numa velocidade absurda e depois deu um passo para o lado, quando o corpo completamente ferido de Nita passou voando pelo seu lado, indo para a mais de cinco metros de distância. O professor não se moveu mais:

― Desgraçado! ― exclamou Takamichi e os outros magos partiram para cima do assassino, que apenas sorria. Negi teve vontade de ele próprio atacar os colegas antes que chegassem ao alcance de Ice Soul, porém era tarde. Este moveu seu florete em um corte horizontal, gerando uma tempestade de magias cortantes de brilho azulado.

O golpe de Claus era amplo e envolveu todos os atacantes como em uma nuvens, acertando-os múltiplas vezes em questão de três segundos. Mesmo Takahata ficou com vários cortes profundos no peito. Pelo menos metade dos magos ficou no chão o Claus deteve-se por um momento observando a quantidade de sangue espalhada pelo chão, sem expressar qualquer sentimento:

― Negi-sensei! Acredito que este não seja o momento mais adequado para resolvermos nossos assuntos pendentes. Por tanto irei me retirar, mas você sabe o que precisa fazer para me encontrar.

Kotarô correu na direção de Claus quando este iniciou uma corrida na direção do parapeito do prédio. Ainda tentou atirar um ataque de distância contra este, mas o Ice Soul desviou-se sem parecer sequer precisar mover-se. Saltou para a área aberta entre as construções e desapareceu em pleno ar. Negi não pode sentir mais para onde ele se deslocara. Havia escapado:

― Covarde! ― berrou Kotarô.

Negi não se moveu ou falou por um momento. Refletia sobre a proposta de Claus. Sabia perfeitamente o que precisava fazer para encontrá-lo para o combate final, mas parecia uma loucura ainda maior do que todas seguir para isto. Não que de repente ele tivesse medo do combate, mas isto envolveria pessoas que tinham que permanecer o em segurança. Ainda que anos tivessem se passado desde que ele iniciara seu caminho para tornar-se um Magister Magi, o rapaz ainda tinha sérios problemas para aceitar que outras pessoas precisassem correr perigo por coisas que ele deveria ser capaz de solucionar sozinho.

Porém não havia tempo, tinha que decidir rapidamente o que fazer e as opções não eram nada animadoras. Foi neste momento que uma voz familiar chegou até ele telepaticamente, como um sinal antecipado de que não teria realmente como fugir do risco total da situação.

― No fim das contas toda a tua burrice foi a melhor coisa a se fazer. Eu te odeio por isso, Setsuna. ― reclamou Asuna, depois de explodir mais uma invocação poderosa com um golpe da sua enorme espada.

Ela, Konoka e Setsuna estavam tentando ao máximo evitar encontrar com entidades invocadas pro Claus em toda a extensão de Mahora, o que era difícil. A ruiva não conseguia imaginar como os magos conseguiriam esconder do mundo a verdade sobre magia depois desse dia de caos, mas essa era a menor de suas preocupações. Com certeza ver o reencontro de suas amigas havia levantado um pouco seus ânimos, mas seu peito ainda doía:

― Eu só fui covarde, Asuna. Não teve nada de bom nisso. ― disse Setsuna, observando um corredor para ver se não haviam mais invocações por perto.

― Ora vamos, não tire a graça da única coisa que eu posso comemorar agora. Alias, o Kimura-sensei perdeu nosso rastro mesmo, não é? ― comentou a bakared , pois o professor-mago havia tentando acompanhar o ritmo do trio, mas havia desaparecido de cena mais de dez minutos.

― Vocês duas falam demais. ― disse Konoka, tentando parecer severa. Ela estava parada, encostada à parede, de olhos fechados, tentando localizar Negi e Kotarô telepaticamente.

― Desculpe. ― respondeu Setsuna baixinho, vigiando.

― Konoka-nee chega a ser assustadora, com essas habilidades. ― comentou Kamo ao ouvido de Asuna. O que era uma verdade, pois não era algo comum um mago ser capaz de aumentar sua percepção telepática até por quilômetros se necessário, para localizar uma pessoa. Ainda entrava na conta o fato de que a presença de tantos espíritos invocados de níveis maiores também dificultava este feito.

Mesmo com esses fatores não demorou muito mais para que a maga finalmente conseguisse encontrar Negi. Ainda que contrariado, o professor concordou que eles se reunissem fora das vistas dos magos de Mahora.

Quinze minutos depois os cinco jovens se encontraram numa sala de aula do prédio da faculdade de geografia de Mahora. O bloco inteiro estava deserto e Konoka lançou uma magia de proteção no aposento para que ninguém de fora pudesse localizá-los ali:

― Hey, Setsuna! É inesperado te ver por aqui, sabia? ― cumprimentou Kotarô. Negi abriu um largo sorriso ao ver a shinmei.

― Bom, eu preciso proteger Konoka ojou-sama, não é? ― comentou a shinmei tentando disfarçar um pouco a vergonha pela situação toda.

― Espera, você sabia que a Konoka é um alvo? ― questionou a hanyou atentando-se para um fato que havia passado despercebido pelas outras duas.

― Ah. . . Eu comprei a informação. . . ― as imagens da sua negociação com Tsukuyomi incomodavam bastante a lembrança de Sakurazaki.

― Mas. . . Ah, esquece. O que agente vai fazer Negi? ― perguntou Kotarô agitado. Não havia entendido o que o acadêmico traidor tinha tentado falar ao amigo com "você sabe".

― O Ice Soul disse que quer resolver seus assuntos sem a intervenção de Mahora. Eu não sei o que devo fazer. ― explicou Negi ao olhar das amigas. Arrependeu-se de deixar-se trocar um pouco mais de olhar com Konoka.

― Você não quer fazer, é diferente Negi. ― disse Konoka e o mago desviou o olhar. ― Olha, da última vez foi diferente, agora estamos todos juntos.

― O que vocês tão falando? ― perguntou Asuna, que estava achando aquela conversa cifrada demais.

― O Ice Soul só vai aparecer quando todos os seus alvos estiverem juntos, longe dos olhos dos magos de Mahora. Precisamos enfrentar ele. ― disse a maga branca e Negi se perguntou se sua mestra andava ensinando magias de leitura de pensamentos à amiga.

― Nem pensar. ― exasperou-se Setsuna. ― Mesmo daquela vez em que você nem o Negi-sensei eram alvos e foi um fracasso, imagine agora.

― Mas agora podemos armar uma estratégia. ― disse Kotarô, entendendo um pouco do que Konoka queria.

― Claro. Não podemos derrotar o Ice Soul, mas podemos usar uma estratégia para detê-lo. ― enfatizou a herdeira Konoe, encarando Negi e fazendo este refletir sobre o que ela estava tentando dizer. Demorou algum tempo para que finalmente chegasse ao ponto.

― Magias de selamento. ― disse Negi, encarando-a. ― É muito difícil que ele caia nisso.

― Nós dois podemos fazer isto, Negi-kun. Enquanto a Set-chan e Kota-kun distraem o Ice Soul. É a melhor estratégia que podemos utilizar. ― contrapôs Konoka, animada, sentindo suas intuições aprovando aquela ideia.

― Ei, eu vou estar com vocês. ― disse Asuna, despertando a atenção dos amigos que quase haviam esquecido da sua presença ali.

― Mas, Asuna. . . ― era demais para Negi pensar que uma pessoa que sequer tinha a necessidade de arriscar a vida iria se envolver naquela batalha.

― Eu. . . também preciso acertar umas contas. ― disse a ruiva com um tom baixo.

― Isso não está certo. ― disse Setsuna, sem se convencer da ideia.

― Você não tem direito de dizer nada, Set-chan-baka. ― disse Konoka dando língua de uma maneira cômica que fez Setsuna ficar entre o divertimento e a exasperação.

― Heh, você já tinha pensando em tudo quando sugeriu que nos encontrássemos aqui ne, Konoka? ― disse Negi, ainda temeroso, mas sentindo uma alegria por estar perto de seus amigos e podendo sentir aquela alegria de uma conversa com eles logo antes de encarar a batalha.

[Continua]