Capítulo 13

"Conversando Entre Amigos"

- É mesmo. Eu tinha me esquecido disso. _ Sango comentou.

Miroke balançou a cabeça, incrédulo.

- Você não tem jeito mesmo. _ riu _ Nisso você não mudou nada. Vive esquecendo as coisas.

- Que injustiça! _ Sango se mostrou ofendida _ Eu nunca me esqueci do seu aniversário, esqueci?

- Mas se você se esquecesse disso iria merecer uns bons tapas no traseiro. _ sorriu torto _ E eu mesmo me encarregaria de fazer isso.

- Tonto! _ Sango bronqueou, olhando eu volta para ver se mais alguém tinha ouvido aquilo.

- Você me parece cheia de energia. _ ele observou _ Deve ter dormido bem.

- Graças a você. _ respondeu _ Obrigada. _ completou.

- Disponha. _ sorriu.

- Ainda não entendi como conseguiu chegar no meu quarto de maneira tão silenciosa. Ou só o ouvi quando já estava lá dentro.

- Os gatos não fazem barulho em sua caminhada. _ ele brincou, fazendo-a sorrir _ E depois, eu conheço sua casa de cor. Foi só localizar o corredor e seguir reto até o seu quarto acompanhando as paredes. Nem precisei do bastão, o que me deu uma vantagem extra em questões de discrição.

- E se os inquilinos tivessem mudado alguma coisa? _ Sango soltou _ Você não iria conseguir se localizar. Podia ter se machucado.

Miroke gostou de sua preocupação com relação a ele, mas não pareceu ele mesmo preocupado com a sua segurança. Ao contrário, estava se divertindo com isso.

- Era uma casa de aluguel. Se a pessoa vai fazer alguma reforma, tem que informar o proprietário. Você teria ficado sabendo através do seu pai e teria me contado. _ ele concluiu.

- Ás vezes eu me assusto com essa sua memória de elefante. _ ela comentou, impressionada.

- Não dizem por aí que os opostos se atraem? _ ele respondeu _ Minha memória é excelente, enquanto a sua... Sem comentários.

- Ei!

- Você é toda tímida e eu sou super extrovertido. _ continuou _ Você é mais organizada enquanto eu não me preocupo muito com isso. Você é uma virgem inexperiente, e eu... _ sorriu torto e não precisou completar. Só o início da frase já foi suficiente para fazê-la corar.

- Idiota... _ murmurou, azeda.

Os dois continuaram conversando até terminarem de comer. Souta já tinha ido para o colégio e seu pai para o trabalho. Nazumi estava tomando banho.

- Já está na hora de ir? _ Miroke perguntou.

- Quase. Eu entro as oito. Faltam uns dez minutos. _ respondeu.

Miroke levantou-se e Sango o acompanhou.

- Quer que eu vá com você até o trabalho? _ ele perguntou.

- Eu ainda tenho que terminar de me arrumar. _ Sango disse _ Sua mãe deve estar preocupada. É melhor ir para casa.

- Então tá. _ ele respondeu, dando mais alguns passos em direção a ela _ Tchau. _ roubou-lhe um selinho, acertando sua boca em cheio. Sorriu.

- Miroke! _ Sango ficou rubi. Olhou em volta desesperada apurando os ouvidos para ver se sua mãe tinha saído do banho ou não. Que bom. O chuveiro ainda estava ligado.

- A intenção era te dar um beijo no rosto como todos fazem, mas você colocou essa boca linda no caminho. _ ele justificou.

- Ah, tá. Vou fingir que acredito em você. _ Sango comentou com sarcasmo _ Não faça essas coisas aqui em casa!

- Então se for fora da sua casa eu posso fazer? _ ele questionou, com outro sorriso brincando nos lábios.

- Não pode fazer hora nenhuma! _ ela foi enfática e tentou ser enérgica, mas como Miroke tinha dito no dia anterior ela nunca intimidava ele.

Miroke sorriu. Kirara surgir na cozinha, escalando as roupas de Miroke até seu ombro, como fizera na noite anterior.

- Ora, bom dia minha filhinha dorminhoca. _ cumprimentou.

- Mi! _ ela respondeu, ronronando quando ele lhe acariciou o corpinho pequeno.

- Papai agora não tem muito tempo para você. Tem que ir para a casa dele porque a mamãe tem que trabalhar. _ ele explicou _ Mas assim que der, o papai vai vir te fazer uma visita, está bem?

- Mi! _ Kirara andou por seus ombros, esfregando-se em seu pescoço.

- Eu também amo você. _ ele riu, colocando-a no chã sua mamãe também. _ sorriu torto, fazendo Sango sorrir também.


A quinta e a sexta feira passaram sem maiores problemas.

Com a chegada do fim de semana, o movimento no pet shop aumentou e tudo ficou tão corrido que Sango não tinha tempo de pensar em mais nada.

A cada dia que passava, Sango descobria uma coisa diferente que tinha que fazer e sentia-se crescer cada vez mais no trabalho. Alguns dos filhotes que tinham chegado na segunda já tinham sido vendidos, mas a maioria ainda estava por ali e eram uma companhia para ela nos momentos em que a loja ficava vazia.

No sábado de manhã, Agome passou na pet shop para almoçar com Sango. Sentadas na cozinha dela as duas ficaram conversando e pondo as coisas em dia.

- Você não sabe o que o Inuyasha aprontou comigo essa semana. _ Agome disse.

- Conta tudo. _ Sango estimulou _ Não me esconda nenhum detalhe mais sórdido.

- Sango. _ Agome ficou vermelha, mas riu _ Bom, nós fomos ao cinema na quarta. Chegamos em casa já era umas dez horas ou mais. Embaixo daquela chuva toda.

- Nossa, e que chuva hein? _ Sango emendou _ O Miroke estava em casa e nem conseguiu ir embora.

- Opa! Opa! Opa! _ Agome exclamou _ Pára tudo, amiga! Está me dizendo que o Miroke dormiu na sua casa?

- Sim. _ Sango respondeu.

- E não rolou nada? _ Agome quis saber.

- Não. _ Sango tentou omitir o fato de terem se amassado por uns quinze minutos no sofá e depois ele ter ido para a cama dela e terem se amassado por mais uma meia hora. Sem contar a "despedida amistosa" na quinta-feira de manhã _ Talvez... Uma coisinha ou outra... _ balbuciou, por fim.

- Conta. _ Agome ordenou.

- Não senhora. Primeiro a sua história. _ Sango atirou de volta.

- Está bem. _ Agome concordou _ Mas depois você vai me contar direito essa história do Miroke na sua casa.

- Tudo bem. Eu conto tudo o que você quiser. _ Sango garantiu _ Mas me conte como terminou o seu cinema com o Inuyasha.

- Certo. Chegamos em casa e estava aquela chuva. Ele pediu para que eu não saísse do carro, tirou a blusa que estava, deu a volta no carro, abriu a porta e me cobriu para que não me molhasse.

- Awn... Que lindo! _ Sango exclamou _ Não se fazem mais homens assim hoje em dia. _ suspirou.

- Não é mesmo? _ Agome sorriu _ Também achei muito fofo da parte dele. Foi aí que eu achei que iriamos nos despedir, sabe? _ ela questionou, com voz sugestiva.

- Sei. _ Sango sorriu.

- Mas o garoto não me vira e diz que vai entrar comigo? Fiquei em pânico! _ Agome exclamou.

- Eu imagino. Conhecendo bem você, deve ter ficado mesmo. _ riu.

- É sério! Ele praticamente me arrastou para dentro da casa e ainda deu uma cantada na minha mãe! _ Agome balançou a cabeça, incrédula.

- Sua mãe deve ter adorado. _ Sango comentou, sensatamente _ Não é todo dia que se recebe uma cantada de um cara como Inuyasha.

- Com certeza ela gostou. _ Agome respondeu, cortando seu bife _ Já considerou ele o melhor genro do mundo em dois segundos.

Sango riu.

- Depois vieram Souta e o vovô. _ Agome continuou _ Com Souta foi fácil. Foi só começar a falar com ele de rock, futebol e vídeo game, que os dois se tornaram melhores amigos. Mas com o vovô... _ Agome fez uma careta ao se lembrar _... Vovô acha que estamos no século passado. Teve cada atitude absurda que eu fico tonta só de lembrar. Mas Inuyasha escapou com perfeição de todas elas. _ sorriu, orgulhosa.

Sango a observou.

- Teve mais algum avanço entre vocês que eu deva saber?

- Ele... Pediu a minha mão em namoro para minha família. _ respondeu ficando cor-de-rosa e deixando a amiga paralisada.


Ao fim de mais uma canção, o grupo decidiu fazer uma pausa. Sentando-se nos confortáveis pufes da sala de música de Miroke, se reuniram em torno da mesinha central e começaram a saborear os petiscos que sua mãe havia preparado para eles.

- Hum, eu já estava esquecendo. _ Ayame comentou, pondo molho no seu _ Papai me disse que o dono da Club´s Bar está querendo nos contratar para uma apresentação na festa de aniversário da boate.

Todos a olharam, paralisados. O pai de Ayame atuava como uma espécie de empresário da banda. Nos momentos que tinha folga, ele se dedicava a correr atrás de trabalhos para eles. O Club´s Bar era muito conceituado na cidade. Todas as bandas novas sonhavam em fazer ao menos um show lá.

- E você pretendia contar isso para a gente quando? _ Inuyasha ralhou, sarcástico.

- Me desculpem. _ Ayame se defendeu _ Não é nada certo ainda. Estão apenas falando sobre a possibilidade. Não achei que era tão importante.

- Club´s Bar é sempre importante, Ayame. _ Inuyasha lembrou.

- Calma. Também não precisa exagerar Inuyasha. _ Kouga interveio _ Ayame já falou para a gente. É isso o que importa, não é?

- Eu sei me defender sozinha, obrigada. _ Ayame atirou a Kouga, azeda.

- Ui. _ Inuyasha e Miroke disseram ao mesmo tempo.

- Ok. _ Kouga pareceu incomodado com isso _ Não falo mais nada. _ e saiu.

Ayame baixou os olhos, sentindo-se culpada. Kouga podia ser o responsável por sua tristeza, mas não era justo que a ficasse descarregando em cima do rapaz. Eles nunca tinham conversado abertamente sobre isso, afinal. Ele não tinha como saber que ela estava apaixonada por ele e que o fato de ele ser um galinha incondicional a deixava perturbada.

- Kouga. _ ela chamou, indo atrás dele.

- Escute o que vou dizer. _ Inuyasha comentou _ Entre esses dois ainda vai dar casamento.

- E você ainda tinha dúvidas disso? _ Miroke respondeu, rindo.

- Esqueci de te falar. _ Inuyasha comentou _ Pedi Agome em namoro.

- Ora. _ Miroke sorriu, aprovando a atitude do amigo _ Vejo que meu amigo está amadurecendo. Fico contente em saber.

- Eu não podia ficar na vida mansa para sempre, não é? _ Inuyasha comentou, pondo mais um petisco na boca _ Agome não é como essas garotas com quem convivi. Ela é especial.

- Uau. _ Miroke exclamou, realmente surpreso _ Nunca imaginei que um dia ouviria isso de você.

- Não me provoque. _ Inuyasha pediu, ficando rosado.

- Não é provocação. Estou sendo sincero. _ Miroke garantiu _ Você sempre achou graça no fato de eu esperar anos por Sango. Mas agora acho que pode entender o que eu sinto. É bom, não é? Você querer que aquela pessoa, não importa onde esteja. Não importa o quanto tenha que esperar para estar com ela.

- Talvez eu entenda um pouco. _ Inuyasha admitiu _ Mas não sei se teria a sua paciência, amigo. O lance entre você e Sango é único. Você se apaixonou pela sua melhor amiga aos doze anos, esperou dez anos por ela e quando ela volta, tem que disputa-la com o mané do Kuranosuke. E ainda se contentar com o papel de amante da menina. _ balançou a cabeça _ Eu não teria tanta paciência.

- Mas tem coisa mais divertida do que saber que aquele imbecil está com um monte de chifres na cabeça? _ comentou, e os dois caíram na gargalhada.

- Não. Não tem. _ mais risos.

- E depois... _ Miroke disse por fim _... Eu sei que não serei o amante da Sango para sempre. Ela não o ama, Inuyasha. Eu percebo isso. Ela não se refere a ele com a paixão que deveria. Escreve o que estou dizendo. Sango ainda será só minha. Ela pode até não admitir, mas o seu coração me pertence.


- Kouga... _ Ayame chamou com voz baixinha o rapaz encostado no pilar da área de Miroke com cara de poucos amigos _... Me desculpe... Eu realmente não queria ter dito aquilo.

Kouga virou os olhos para ela. Aquele rosto tão lindo e que lhe despertava sempre tanto amor, agora transparecia mágoa e a enchia de culpa. Era uma idiota. Não dizia a ele o que sentia, não lhe dava uma chance de se aproximar e ainda descontava nele as suas próprias frustrações. Era muito egoísta.

- Me desculpe. _ repetiu, baixando os olhos.

Kouga suspirou. Indo até ela.

- Olha. _ começou _ Está tudo bem, ok?

Ayame o olhou, descrente.

- É sério. _ insistiu, dando um daqueles sorrisos tortos que só ele era capaz _Eu só quero entender o que está acontecendo, está bem? Porque nos últimos tempos, você parece estar querendo me evitar.

- Não estou fazendo isso. _ ela disse sem acreditar nas próprias palavras.

- Pode não perceber, Ayame. _ ele ressaltou _ Mas está sim. Nos ensaios, só conversamos o estritamente necessário. Você me afasta de qualquer tipo de aproximação. Eu te chamo para sair, e você nega sem ao menos pensar. E agora isso lá na sala de música. O que foi? Eu te fiz alguma coisa?

- Não. Não fez nada. _ Ayame garantiu.

- Eu pensei que a gente fosse amigo. _ Kouga comentou _ Eu sei que ás vezes exagero, mas acima da garota linda e sexy que você é _ sorriu charmoso _ você ainda é a Ayame. Minha amiga e companheira de banda. É claro que se eu pudesse dar uns pegas em você eu iria adorar. _ completou, se aproximando um pouco mais.

Ayame trancou a cara.

- Está vendo? _ ela mostrou _ Isso é o que me deixa mais irritada em você.

- O que? _ ele pareceu confuso.

- Você não sabe falar sério! _ Ayame disse _ Estamos aqui tendo uma conversa de verdade pela primeira vez desde que nos conhecemos e você tem que emendar numa cantada. Você simplesmente não sabe tratar uma garota como igual, Kouga. Para você, todas são meros pedaços de carne a disposição do seu menu pessoal. Estou cheia disso!

- Que exagero, gatinha. _ respondeu _ Não precisa ficar tão nervosa. Eu poderia mostrar a você como se trata uma garota se você me desse uma chance. _ sugeriu, colocando a mão em seu rosto _ Delícia. _ soltou, aproximando o rosto de forma sugestiva.

Ayame deu-lhe um tapa na mão, empurrando-o para longe.

- Seu imbecil! _ gritou _ Me deixe em paz. _ e saiu correndo para fora da casa.

Kouga ficou observando-a partir, sem saber o que fazer.

- Essa mulher ainda vai me deixar louco. _ grunhiu, voltando para dentro da casa.


- Ele... Fez o que? _ Sango custava a acreditar.

- Pediu minha mão em namoro. _ Agome respondeu.

- Você tá brincando, né? _ Sango quis saber.

- Porque? É tão impossível assim que ele se interessasse em namorar comigo? _ Agome se sentiu ofendida.

Sango riu.

- Não seja boba. _ disse _ Não é a isso que me refiro. Quero dizer, pediu sua mão literalmente? Para sua família? Como faziam antigamente?

- Sim. Sim. E sim. _ Agome respondeu as três perguntas, com um sorriso imenso nos lábios _ Foi tão romântico. Constrangedor, admito. Mas romântico.

- Que inveja... _ Sango fez biquinho _ ... Kuranosuke me roubou um beijo sem aviso prévio e pediu para me namorar direto a mim, com direito a pressão psicológica e tudo mais para que eu aceitasse.

- Você... Não está feliz, não é amiga? _ Agome observou.

Sango balançou a cabeça, negativamente.

- Antes eu daria qualquer coisa para ter Kuranosuke Takeda ao meu lado como meu namorado. Mas agora que o tenho, sinto que não era isso o que realmente queria. _ admitiu _ O pior é que já tentei terminar com ele, mas ele sempre dá um jeito de interromper o assunto. _ trancou a cara _ Miroke também não ajuda em nada.

- Falando nisso, eu quero que me conte tudinho. _ Agome emendou o assunto _ Que história é essa do Miroke dormindo na sua casa?

- Ele foi me visitar a noite na quarta. _ Sango explicou _ A gente costuma se ver sempre e não sei por que cargas d´água ele foi me inventar de me visitar justo no dia em que minha família não estava em casa.

Agome lançou-lhe um olhar acusador.

- Eu juro que não falei nada para ele que estava sozinha. _ Sango garantiu, mas Agome continuou com o olhar desconfiado _ É sério! O Kuranosuke estava lá comigo. Ele não sabe de nada do que rola de vez em quando entre Miroke e eu, mas sei que tem ciúmes da nossa proximidade.

- E com toda razão, diga-se de passagem. _ Agome comentou.

- Eu sei. _ Sango sentiu-se culpada _ É por isso que eu tenho que terminar com o Kuranosuke o mais rápido possível, entende? Se for para realmente acontecer algo entre o Miroke e eu, eu quero que seja do jeito certo. Sem segredos. Sem ter que esconder nada de ninguém.

Agome sorriu, vitoriosa.

- O que foi? _ Sango achou que a amiga estava louca.

- Isso é uma admissão? _ Agome questionou, com o mesmo sorriso vitorioso.

- Do que? _ Sango fez-se de desentendida.

- De que eu estava certa o tempo todo. _ Agome disse _ De que havia mais do que amizade entre o Miroke e você. De que você está completamente, incondicionalmente e perdidamente apaixonada por ele.

- Eu não disse isso. _ Sango teimou.

- Mas disse que há a possibilidade de haver algo entre vocês. E que quer que isso aconteça do jeito certo. Ou seja, resumindo você está louca para dar um ponta pé na bunda do Kuranosuke para poder ter o Miroke como namô oficial.

- Agome!

- Há! _ Agome provocou _ Sango está amando!

- Sua boba! _ retrucou, mas não segurou o riso.


- Cadê a Ayame? _ Inuyasha perguntou, ao ver que ele entrava sozinho.

- Foi embora. _ disse _ Ela briga comigo e ainda se faz de ofendida. Mulheres. _ rosnou.

- O que você fez para ela? _ Miroke trancou a cara.

- Porque eu tenho que ser o culpado de tudo por aqui? _ ele se defendeu.

- Porque Ayame não é o tipo de pessoa que faz drama sem ter um motivo. _ Miroke respondeu.

Isso fez Kouga pensar. Estaria ele fazendo algo que a magoasse sem que percebesse?


As duas meninas seguiram conversando pela rua até o pet shop. Enquanto desciam, a grande casa de três andares abria o portão de sua garagem para deixar passar seu proprietário no luxuoso carro vermelho.

- Belo carro. _ Agome comentou _ Quem é?

- Eu não sei. _ Sango respondeu _ Ouvi falar que trabalha no ramo de automóveis, mas nunca vi a cara dele. Os poucos que viram disseram que é muito metido. Não fala com ninguém.

- Eu, hein... _ Agome soltou, observando o carro virar a esquina.

Foi então que viram uma moto lilás passar voando por lá.

- Aquela não era a Ayame? _ Agome questionou.

- Eu acho que sim. _ Sango responde moto dela pelo menos. Provavelmente estava na casa do Miroke, ensaiando com a banda.

- Ela passou tão rápido. Será que aconteceu alguma coisa por lá? _ Agome comentou, preocupada.

- Pode ser. _ Sango respondeu _ Temos que tentar falar com ela depois.

- Eu vou falar com Inuyasha agora. _ Agome disse _ Se estavam ensaiando, ele ainda deve estar na casa do Miroke.

- Ficou abusada depois que começou a namorar ele, hein amiga? _ Sango comentou, rindo.

- Só estou preocupada. _ deu de ombros.

- E por falar nos meninos, hoje é a competição de natação do Miroke.

- Sim. O Inuyasha e Kouga também competirão na categoria deles.

- Eu vou assim que sair do trabalho. Já avisei a doutora que tenho que sair duas horas em ponto hoje pois tenho um compromisso.

- Um compromisso importantíssimo. _ Agome complementou.

- Claro que sim. _ Sango riu _ Podíamos ir juntas. Quando sair da casa do Miroke, passa lá em casa. Isso é, se você for né.

- E perder o Inuyasha de sunga? Mas nem a pau, meu bem! _ Agome respondeu.

As duas amigas riram e seguiram a rua até o trabalho de Sango.

CONTINUA...


Aqui está mais um capítulo.

Fico tão feliz que às vezes quando vou ver os comentários tenho a agradável surpresa de ter mais uma leitora nova comentando. Isso me faz um bem enorme, vocês nem imaginam.

Mais uma vez, obrigada pelo carinho de vocês e por estarem acompanhando a minha história.

Espero que tenham gostado do capítulo.

Beijos a todas!