Finn voltou para casa pouco depois de meia noite e, ao chegar, encontrou as luzes das salas apagadas, concluindo que Rachel estava dormindo e, provavelmente, dormiria até o dia seguinte. Ficou um pouco decepcionado, porque já sentia saudades dela, mas decidiu que iria, simplesmente, tomar um copo d'água ou um suco, e dormir também. Um pouco de descanso, afinal, não cairia mal.
Quando chegou à cozinha, no entanto, encontrou aquela que povoava seus pensamentos, lavando louças e cantarolando algo que ele não reconheceu.
"Oi!" Disse, animado, mas sem se aproximar. Abriu a geladeira, espiando dentro dela.
"Oi, Finn! Como foi lá hoje?" Respondeu, sem parar de lavar a louça, mas olhando na direção dele.
"Foi ótimo! Ontem, a apresentação foi pra convidados, por isso a casa tava lotada... então eu tava com medo de que hoje ficasse vazio. Mas tava cheio também. Parece que saíram boas críticas..." Bebeu, finalmente, uns bons goles de água.
"Isso é ótimo, Finn!" Tendo terminado de lavar um último copo, tirou o avental que estava usando, revelando uma linda camisola de seda e renda brancas.
"Meu Deus, Rachel." Quase engasgou. "Você tá..." Não se sentiu apto a descrever com qualquer palavra que conhecesse. "Você lavando louça a essa hora... e com essa camisola... será que isso tem a ver com... talvez... alguém que você estivesse esperando chegar?" Se aproximou, finalmente, dela, que agora ajeitava a fruteira em cima da bancada.
"De forma alguma. Eu apenas acordei há pouco tempo e encontrei essa cozinha de pernas pro ar... e... a camisola... eu tava com vontade de vestir desde que eu comprei..." Fingiu indiferença, mas em tom de brincadeira.
"Então, se é assim... eu acho que você não vai se importar se eu for dormir, não é?" Também brincou, indo em direção à porta.
"FINN!"
"Que foi?" Não conteve o riso.
"Volta aqui, agora." Mandou, mas não em tom autoritário, e sim sorrindo e provocando.
Sem precisar ser mandado duas vezes, ele avançou na direção dela, levantando-a com facilidade e colocando-a sobre a bancada. Os dois começaram a se beijar, em um ritmo alucinante. Suas mãos em todos os lugares.
Não demorou muito para que ele se apertasse contra ela, mostrando o quanto seu membro já estava duro e pronto para invadi-la. Ela gemeu baixinho e se afastou dele o suficiente apenas para abrir o cinto e a calça que ele estava usando. Ele a levantou um pouco da bancada, também apenas o suficiente pra tirar a pequena calcinha que fazia conjunto com a camisola, que foi atirada ao chão, praticamente junto com a camiseta dele.
O tesão era tanto que ele a penetrou ali mesmo, e sem nem mesmo se livrar do restante das roupas de ambos. Foi tudo rápido, mas intenso, forte. Finn agradecia mentalmente o fato de não precisarem de camisinha, porque ele não tinha nenhuma na carteira e odiaria se eles tivessem perdido a oportunidade de transar exatamente ali e daquele jeito. Teve ainda mais certeza disso, quando ouviu os gemidos de Rachel se transformarem em gritos que ela tentava, mas falhava brutalmente em controlar, e quando o corpo dela foi tomado por uma espécie de terremoto, o que fez com que ele também gozasse, com muita força, dentro dela.
Os dois ficaram paralisados por um curto espaço de tempo, com ele ainda dentro dela, ela segurando os ombros dele e as testas de ambos, encostadas. Depois, se separaram devagar, mas ele só se afastou para levantar a cueca e a calça, e resgatar a camiseta e a calcinha do chão. Feito isso, a pegou no colo e a levou para o quarto dela, onde se deitaram juntos.
"Como você faz isso, Finn?"
"O que?" Respondeu, realmente sem entender do que ela estava falando.
"Como você tem esse domínio sobre o meu corpo... como você faz eu me sentir assim... tão... viva?" Ele riu.
"Se você não percebeu, babe, eu não tenho controle algum sobre o meu corpo também, quando você chega perto de mim, hum?" Afirmou, com um sorrisinho malicioso nos lábios, fazendo um carinho nela.
Os dois começaram a se beijar e acariciar de novo, mas agora com muito mais calma que antes, apesar de ser visível o efeito do contato no corpo de Finn, agora coberto apenas pela box branca.
"Você tá cansado, não é?" Rachel perguntou, ao ver Finn respirar de forma mais profunda.
"Eu tô um pouco, sim, Rach... me desculpa. Eu queria tanto passar a noite toda com você! Mas hoje eu acho que eu vou precisar dormir um pouco... eu prometo compensar depois, ok?" Seu jeito era tão carinhoso, que Rachel jurava estar derretendo por dentro.
"Eu entendo. Você tava trabalhando, enquanto eu tava aqui dormindo, como uma pedra." Riu. "Mas..."
"Mas?"
"Mas a noite não acabou, baby. Tem uma coisa que eu tô querendo fazer, desde ontem."
Pela movimentação dela, traçando uma linha de beijos, lambidinhas e leves arranhões, começando pelo pescoço, e passando pelo peito e pelo abdômen, sempre em direção ao sul, não era nada difícil adivinhar o que ela tinha em mente. Finn só não podia imaginar que iria receber o melhor sexo oral de toda a sua vida.
Logo depois de ver uma Rachel ainda mais sexy deitar de novo a seu lado, beijando-a e puxando o corpo dela, para que ficasse abraçado ao seu, Finn não resistiu ao cansaço e dormiu. Apesar de não estar com sono, Rachel ficou na cama, sentindo o calor do corpo dele, até ser abraçada por Morfeu.
Acordou, no sábado, com a luz do sol incomodando seus olhos, o que significava que devia estar um dia lindo do lado de fora, mas temeu que este não fosse começar tão bem ali dentro do apartamento, pois o outro lado da cama estava vazio. Não poderia ter se enganado mais, porque foi um sábado fantástico, que começou com um café da manhã delicioso, preparado por Finn, teve sexo no sofá e no chuveiro, almoço em um dos restaurantes favoritos de ambos, e mais um pouco de sexo, dessa vez na cama, antes e depois de o ator sair para trabalhar.
O domingo não foi muito diferente do sábado, teve muito carinho, risadas, conversas, provocações, troca de mimos, a maioria em forma de comida, e orgasmos intensos atingidos nos diversos cômodos da cobertura.
A diferença é que, depois de Finn ter saído para o teatro, Rachel ficou pensando muito sobre uma conversa que os dois tinham tido à tarde. Não era a primeira vez que ele tentava convencê-la de que ela deveria aproveitar mais a vida, sair mais, de que não era errado gastar um pouco do dinheiro que tinha recebido de herança com bons restaurantes, bares, shows, viagens, etc. Dessa vez, contudo, a conversa tinha surtido um efeito maior e ela tinha começado a achar que, talvez, ele estivesse certo. Realmente ela tinha dinheiro de sobra para pagar seus cursos, patrocinar o coral e, ainda, gastar com os supérfluos que ela escolhesse.
Naquela noite, Rachel decidiu começar a ser menos séria, mais leve, como Finn havia sugerido, e, para isso, iria encontrá-lo no teatro e os dois iriam tomar uns drinques, ver gente, talvez até dançar.
Animadíssima, a garota seguiu pelo corredor onde ficavam os camarins, não demorando a encontrar a pessoa que procurava. Infelizmente, aquela que era para ser uma noite de diversão e prazer, se tornou um pesadelo, no exato momento em que Rachel viu Finn. Alheio à presença dela, ele conversava com uma bela loira, segurando as duas mãos da menina nas suas, depois fazendo um carinho no rosto dela e, por fim, abraçando-a com carinho e intimidade, antes de a mesma ir embora e ele entrar em seu camarim.
Rachel sentiu uma dor tomar conta dela. Não era uma dor física, era algo que ela nunca tinha sentido. Lágrimas brotavam em seus olhos e ela não conseguia raciocinar direito. Correu para a porta do teatro e continuou correndo, o mais rápido que pode, em direção a um dos poucos lugares em que poderia encontrar algum conforto, sem colocar em risco a herança, aquele presente de grego que havia recebido da tia.
Quem será essa loira? Será que Finn está jogando em dois times? rsrsrs
