Capítulo 14
Rachel e Jesse receberam os presentes da produção ainda no palco, e saíram para os bastidores ao som de palmas. A garota estava radiante, hiperativa. Correu para o camarim limpar a maquiagem e guardar o figurino. Jesse foi junto e fechou a porta, deixando apenas os dois ali.
A apresentação foi um sucesso absoluto. Nenhum tropeço, nenhum erro, nenhuma fala esquecida, nenhuma nota sustenida. A química dos dois foi incrível, as notas altas bem precisas... A vontade agora era de fazer tudo aquilo novamente. A grande paixão de Rachel era o palco, os aplausos. Isso é o que dá a ela força para viver.
"Jesse... você é o melhor parceiro que eu poderia ter, de verdade. Obrigado, obrigado, obrigado por tudo."
Rachel segurou nas mãos dele, e alguns pensamentos surgiram na cabeça dela. Ela não teria que se preocupar com a sua carreira, nem se sentir culpada por deixar Lima, se o amasse daquele jeito.
Ele envolveu a baixinha com os seus braços, e lhe deu um abraço forte, apertado.
"Eu tenho que falar com você, Rach."
Ela estava atenta, olhando bem nos olhos dele.
"Lembra daquele homem que apareceu num dos nossos ensaios? O Mark?"
Rachel não poderia se esquecer daquele senhor simpático. Ele elogiou muito o desempenho dela e de Jesse. Quando Celine disse quem ele era, Rachel ficou pasma por não saber que estava de frente para uma lenda: Mark Jacobs era vencedor de três Tony Awards, e famoso por fazer ótimas readaptações de musicais.
"Claro que me lembro. Mas por que você resolveu falar dele agora?"
"Mark, naquele dia, depois do nosso ensaio, me chamou para uma conversa. Ele começou a falar sobre sucesso, e talento, e perguntou se eu não teria interesse em participar da sua remontagem de Hair na Broadway, Rach! Ele me convidou para ser o Claude, o protagonista, na Broadway! Broadway! Broadway! Só faço um pedido: não conte a ninguém por enquanto... Acredito em olho-gordo, e tenho certeza que aqueles seus amigos que acham que vão fazer sucesso nos palcos vão me metralhar com os olhares deles."
Jesse estava receoso para contar a novidade a Rachel por vários motivos. Ele chegou até a pensar de que a garota iria sentir inveja por ele ter sido chamado, e ela não.
Nem passou pela cabeça de Rachel esse pensamento. A garota ficou extremamente feliz por saber que Jesse conseguiu alcançar seu objetivo de se tornar um ator da Broadway. Começou a chorar.
"Jesse, você merece. Seu talento é impressionante, é dom de poucos. Mas... Você já se decidiu? Falou com a sua família? Eles liberaram? Todos os detalhes já estão arranjados?"
"É sobre isso que eu queria conversar. Amanhã de manhã já vou até Nova York assinar o contrato."
Os dois se sentaram. A conversa seria longa.
"Já decidi que vou morar em Nova York. Ficar trabalhando em escritório não é o meu sonho. Aliás, passar toda a minha vida em Ohio não é o meu sonho. Eu já tenho diploma de ensino médio, faculdade não me interessa agora, meus pais passam a maior parte do ano viajando... Tudo conspirou para que eu aceitasse a proposta. Já encontrei um flat simples para ser minha casa. Meus pais vão bancar a viagem e a mudança, e depois por lá, eu me viro sozinho. O cachê que Mark me ofereceu é gordo. Estou satisfeito. Só estou preocupado com você."
Ele parou por um momento, secou as lágrimas dela, e segurou as suas mãos.
"Rachel, esses três meses foram mágicos pra mim. Nesse tempo, eu achei um novo rumo para a minha vida profissional, e pude apagar algumas dúvidas na minha vida pessoal. E sabe o que eu percebi?"
Não complique as coisas, Jesse. Foi o que a garota pensou.
"N-não."
"Percebi que você é a melhor amiga que eu posso ter, Rach. O amor que eu sentia acabou se transformando num novo sentimento que eu nunca poderia prever... Você fica feliz com as minhas conquistas. Você se tornou o ombro amigo toda vez que eu precisava de um."
Rachel ficou pasma. Jesse St. James estava chorando.
"E hoje, antes do musical terminar, eu me senti um idiota: justamente na hora em que eu não te vejo mais como uma namorada, você passou a me ver como um! Lembra do beijo que nós demos hoje no ensaio? Lembra do beijo que você me deu agora no musical? Pois então, eu senti amor de verdade nos dois. Você me beijou diferente de todas as outras vezes que nos beijamos antes: foi doce, macio, mais apaixonado."
Ela estava pronta para explicar, mas ele segurou a boca dela fechada. Ainda não tinha terminado.
"Mas eu percebi que estava enganado, quando vi você no final do musical. Você não tirava os olhos do Hudson, Rachel. E mesmo depois da música terminar, vocês dois continuaram parados, sem se importarem com as coisas que aconteciam ao redor. Sobre os beijos apaixonados do ensaio e do musical, eu encontrei uma explicação: você é uma ótima atriz, e fez com que eu realmente acreditasse que aquilo era amor."
Ele soltou uma risada. Jesse não parecia nenhum pouco magoado.
"Rach, eu sei que você só voltou comigo por raiva, por impulso. E fique tranqüila, eu não me sinto mal por saber disso. É o que eu faria também. Quer um conselho de amigo? Pense menos no seu futuro, e viva o presente... Se o bobão não quer seguir o mesmo trilho que você, paciência! Mas pense nisso na hora certa. Por enquanto, seja feliz."
Jesse não entende, Rachel lembrou. Sua carreira era apenas um motivo de muitos pelo qual Rachel decidiu terminar com Finn. Mesmo assim, ela ficou feliz pela atitude dele.
A garota via Jesse como um amigo que ela podia confiar, e ficou contente ao saber que ele a enxergava da mesma forma.
"Amigos?"
"Mais que amigos."
Eles deram o último abraço forte, ambos chorando. Alice apareceu na porta na deixa.
"Rachel! Jesse! Vocês ainda não se arrumaram? Todo mundo já foi para o coquetel de comemoração... Só faltam vocês, e eu, claro. Aliás... alguém de vocês pode me dar uma carona?"
Jesse se prontificou a levar as duas. Os três correram para se arrumar, e saíram cantando os pneus até o Lima Bean, que naquela noite estava reservado exclusivamente para a equipe do musical e os convidados VIPs.
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"Chegou a minha diva inspiradora!"
Kurt gritou logo que avistou Rachel descendo da BMW de Jesse St. James. Os outros amigos presentes começaram a aplaudir os três atores chegando, inclusive Santana Lopez, ao fundo.
"Até Patti LuPone ficaria de boca aberta vendo você como Fanny Brice... Até Barbra iria se curvar aos seus pés! Você é uma diva, Rach, uma diva!"
Os dois amigos – que já chegaram a ser inimigos mortais – estavam abraçados. Mercedes veio participar do abraço também. O trio de divas chorava como se o mundo fosse acabar no dia seguinte.
"Meu desempenho foi tão bom assim?"
Rachel, por mais incrível que possa parecer, se lembrava vagamente do que aconteceu durante o musical; talvez as memórias tenham sido registradas na parte Fanny Brice da sua mente. A única lembrança daquela noite que martelava a sua cabeça era o final, a última música.
"Foi bom, Berry. Tenho que admitir." Santana disse, mas não fez questão de abraçá-la. Mesmo assim, a recém-atriz considerou aquilo como o melhor elogio da noite: se a apresentação agradou Santana Lopez, significa que foi brilhante.
A fila de cumprimentos começou a se formar na frente da baixinha. Nenhum dos seus amigos parabenizou Jesse, que estava do lado dela. O garoto continuava de cara fechada com todos do Glee Club. A única pessoa que enxergava St. James de forma positiva era Rachel Berry.
Puck deu um beijo molhado na bochecha da menina, e a deixou cheia de nojo.
"Parabéns, princesa judia."
"Noah Puckerman, obrigado pela enorme ajuda que você me deu nesses três meses. Eu amo você!"
Puck sorriu. Estava com a alma longe, pensando na filha que estava ali no restaurante. Rachel não entendia: a expressão dele não era a mesma que ela tinha reparado no teatro, mas Rachel achou melhor continuar cumprimentando os outros da fila. Perguntaria depois o porquê da mudança de humor.
Hiram e Leroy seguraram a filha nos braços por um longo tempo. Os dois pais gays estavam emocionados por ver que o sonho da garotinha que eles viram crescer tinha se tornado realidade.
Quinn veio cumprimentá-la com a mesma expressão 'ausente' de Puck.
"Muito bem, Rachel", ela disse. O que Rachel não sabia era que aquele cumprimento tinha significado duplo: parabéns pela apresentação, e por conseguir o amor de um cara tão maravilhoso quanto Finn Hudson.
Ele era o último da fila.
"Parabéns, Rach."
Eles se abraçaram.
O ponteiro parou.
O barulho sumiu.
O momento pareceu eterno.
Ele não disse mais nada. Nem ela. Olhares falam mais que tudo.
Jesse estava ali do lado, e Finn concluiu que os dois continuavam firmes e fortes no namoro.
"Parabéns", ele cumprimentou, dando-lhe a mão.
"Valeu, Finn."
Ele saiu, e foi se sentar na mesa reservada. Os pais voltaram para perto de Rachel.
"Tem uma pessoa que quer te ver, filha."
Hiram apontou para perto do caixa. Rachel se virou, e deu de cara com Shelby Corcoran, segurando um adorável bebezinho no braço esquerdo.
"Boa noite, Rachel."
Beth estava entretida com o caixa do restaurante. O fato dela estar ali explicava a rápida mudança de humor de Noah, e as sobrancelhas arqueadas de Quinn desde que a hora em que ela a viu no restaurante.
As duas deram um abraço longo.
"Você estava maravilhosa como Fanny."
"Obrigada, Shelby."
Ela não conseguia chamá-la mais de mãe. Ficou feliz por vê-la, e só. Era como uma amiga que não via há muito tempo.
"Eu estava com medo da sua reação. Pensei que você não fosse gostar de me ver aqui."
"Por que eu não gostaria? Apesar de tudo o que aconteceu, temos um vínculo eterno. Seu sangue está dentro de mim."
"Fico feliz por saber que você pensa assim." Ela chamou a garotinha que estava no seu colo. "Você deve conhecer a minha filha."
"Claro. Claro que conheço!"
"Cumprimente sua irm... Quero dizer, cumprimente a Rachel, querida!", ela pediu a Beth.
A menininha soltou um tímido 'oi'. Ela era adorável, o sorriso era perfeito.
"Que mocinha linda! Puxou aos pais."
Quinn e Puck observavam de longe a interação de Rachel com o bebê. A menina podia conquistar qualquer um usando toda aquela beleza.
O garçom veio chamá-las, interrompendo os mimos que Rachel estava fazendo ao bebê. Acomodou todos os convidados na mesa principal.
Rachel se sentou no meio de todos, perto de Jesse e dos pais. Finn e Quinn se sentaram no canto da grande mesa que acolheu a todos. Puck, no outro extremo.
A atriz de primeira viagem pegou a sua colher e bateu na taça de vidro, chamando a atenção de todos. Ela adorava aquilo, adorava sentir todos os olhares direcionados a ela.
"Eu quero dizer algumas palavras." Silêncio na mesa. "Hoje eu vivi um sonho: encenei meu primeiro musical oficial, ganhei meu primeiro papel como protagonista, beijei um futuro galã da Broadway, me tornei Fanny Brice, e fui aplaudida de pé por centenas de pessoas. Eu acreditava que só iria viver tudo isso daqui muitos e muitos anos... Já consegui alcançar com apenas dezessete. Devo isso acima de tudo aos meus pais, que sempre me apoiaram, e aturaram as minhas loucuras. Eu amo vocês acima de tudo, papais!"
Shelby abaixou a cabeça. Ela nunca se perdoaria por ter abandonado a sua própria filha, por não ter acompanhado o crescimento da sua garota.
"Quero agradecer também a você, Shelby. Vai ver o meu talento veio de sangue..."
As duas sorriram, aumentando ainda mais as semelhanças (físicas e mentais) entre elas. Hiram e Leroy seguraram a mão da filha bem forte. Os cumprimentos continuaram.
"Celine e Alice, vocês são incríveis. Aprendi muito com tudo o que aconteceu. Vou levar sempre comigo esses nossos três meses de intensa convivência."
As duas levantaram as taças, e brindaram entre si.
"Kurt, Mercedes e Tina... Eu vivo dizendo que Barbra é minha maior inspiração. Bom, ela é mesmo! Mas vocês se tornaram a minha segunda maior. E acreditem: isso vale muita coisa. Amo vocês pra sempre." Pequena pausa para recuperar o fôlego. "Puck, quem diria... Se tornou um ombro amigo. Vou guardar comigo os nossos momentos. E, Santana, Brittany, Blaine, Artie, Sam, Lauren, Quinn e... Finn, obrigado por terem me prestigiado nessa noite."
Os sorrisos de agradecimento apareceram na boca de todos.
"Sr. Schuester! Pensou que eu ia me esquecer de você?", ela disse, borrando ainda mais a maquiagem ao passar a mão em seus olhos marejados. "Meu primeiro e maior fã. Nunca vou me esquecer de nada do que você me disse."
Emma, sentada ao lado dele, acariciou o queixo de bunda do professor mais querido da McKinley High.
"Eu quero propor um brinde especial em honra a Jesse St. James, que foi meu companheiro nesses três meses de ensaios. Aquele que viveu ao meu lado na maior parte do dia, agüentando meus dramas, altos, baixos, alegrias e tristezas... Seja em Lima, ou na Broadway: nossa amizade vai continuar firme e forte, aconteça o que acontecer. Eu te amo."
O garoto ignorou as taças levantadas, e se levantou para abraçar Rachel num rompante.
"Eu também te amo, Rach.", Jesse disse baixinho no ouvido dela.
Finn fitou o prato na mesa. Não conseguia olhar para aquela situação sem sentir ciúmes. Ele odiava Jesse St. James de tal forma que todas as células do seu corpo pareciam tremer, tentando repreender a raiva e a vontade de levantar da cadeira e socar a cara de anjo que o rapaz tem.
"E o brinde?", perguntou Kurt, percebendo o nervosismo do irmão.
Todos levantaram novamente as taças, e o barulho do vidro tilintando encheu o salão.
Logo, o jantar começou a ser servido. Kurt e Mercedes estavam curiosos para saber sobre os bastidores com Rachel. Jesse não soltava o celular. Finn revirava a almôndega do seu prato, e falava distraidamente com Sam. Quinn e Puck continuavam paralisados, olhando um para o outro. Cada um deles estava em uma ponta da mesa. Puck resolveu tomar uma atitude.
"Vou até lá pegá-la", disse Puck, mexendo bem seus lábios, para que Quinn entendesse o que ele queria dizer, mesmo longe.
Ela não impediu. O garoto se levantou, e caminhou até a direção de Shelby. Beth o olhava com os olhos cheios de atenção, arregalados, e continuava no colo da mãe adotiva.
"O-olá, Corcoran. Ainda lembra de mim?"
"Mas é claro, Noah! Você cresceu!"
"É-é... Cresci, s-sim. Hummmm, sra. Corcoran, será que eu poderia segurar sua filha um pouco?"
Shelby nem pensou. Entregou a criancinha para os braços do moço. Ele a pegou com todo o cuidado possível. Segurava a pequena Beth como se ela fosse uma das frágeis e caras porcelanas de sua mãe. Os dois se deram bem sem problemas. A voz fina de criança dela era doce, doce, doce...
"Por que seu cabelo é assim?"
"Moicano. Isso é moicano. É assim porque eu mandei cortar desse jeito."
A garotinha riu. As mãozinhas dela começaram a explorar o rosto de Puck.
"Que narigão você tem! Igual o meu."
E realmente era. Puck estava impressionado com a semelhança entre o bebezinho e ele.
Acreditem se quiser: mas Puck começou a chorar.
"Por que você tá chorando? Eu fiz dodói em você?"
"Não, não. É que eu choro por qualquer coisa, Beth."
Quinn começou a chorar também vendo aquela cena, mas não se levantou. Finn ficou feliz pelo amigo. Puck nunca tinha chorado assim.
"Bem, Noah, está ficando tarde, e essa garotinha no seu colo já era pra estar dormindo há muito tempo! É melhor eu ir."
"Claro, claro!"
A menininha tocou pela última vez no nariz dele.
"Tchau, moço-do-narigão-igual-o-meu."
"Tchau, mocinha-do-narigão-igual-o-meu."
Os dois riram, e Shelby logo pegou a filha no colo.
Ela se despediu de Rachel, e se foi.
Os pais de Jesse, Hiram, Leroy, Will, Emma, Carole e Burt aproveitaram a deixa e foram embora também. Os seis trabalhavam no dia seguinte, e os relógios já marcavam quase uma hora da manhã.
"Rach, eu também preciso ir", disse Jesse, quando os pais estavam saindo. "A viagem é amanhã cedo."
"Tudo bem, Jesse. Tudo bem. Boa sorte na Broadway, e até domingo. Você volta para o musical, certo?"
"Certo. Até domingo."
Os dois se despediram com um beijo no rosto, e um abraço. Ele saiu, e sobraram apenas os treze amigos.
"Ok, acabou a chatice. Vamos festejar de verdade.", disse Puck.
"C-como assim?"
"Já está tudo preparado lá em casa... Eu armei tudo antes de ir para o teatro. Bebida a vontade, sem meus pais em casa."
Rachel estava pronta para recusar, mas Puck não deixou.
"Não me venha com historinha, Rachel. Eu gastei dinheiro com as bebidas, esse é o meu presente pra você. E não se recusa presente."
Os treze saíram a caminho da casa do judeu. Rachel, meio feliz, meio triste. Finn, meio triste, meio péssimo. Quinn, meio indecisa, meio arrependida de não ter sequer dado um abraço na filhinha. Puck, totalmente decidido a correr atrás do tempo perdido com Quinn. O resto dos gleeclubers, você sabe: falou bebida grátis, qualquer um fica radiante. A festa prometia.
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Tô muito curioso pra saber como o Puck e a Quinn vão reagir quando eles verem a Beth, muito mesmo. Terceira temporada tá chegando *-*, mas enfim: mais um capítulo, e a fic acaba!
E por favor: deixem reviews!
